Bilionário Indomado: Tate

J. S. Scott · Capítulo 11 de 18

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Bilionário Indomado: Tate

Capítulo 11

Ele puxou a cabeça dela gentilmente para trás e plantou um beijo tão gentil em seus lábios que o coração de Lara pulou com uma emoção estranha que ela não reconheceu imediatamente. Mas, logo percebeu que era uma emoção que não sentira em muito tempo…

era felicidade.

 

Tate sabia que estava fodido e de uma forma ruim.

Na manhã seguinte, ele observou Shep farejar a beirada da mata, procurando o lugar perfeito para fazer suas necessidades matinais.

Tate segurou a guia de leve, deixando o filhote explorar.

Ela vai embora em algum momento. O lugar dela não é aqui.

O problema era que Tate queria Lara lá. E, se ela fosse embora, isso acabaria com ele. Ele sentia o peito doer sempre que pensava em Marcus, ainda sem conseguir aceitar completamente o que o irmão mais velho fizera. A ideia de Lara partir para voltar para Washington acabaria com ele.

Ele nunca se achara solitário até conhecê-la. Sempre preferira ficar sozinho. Mas agora conseguia admitir… algo vital estivera ausente em sua vida. E esse algo era, na verdade, alguém… Lara.

Vê-la ajoelhada diante daquele terrorista, pronta a fazer qualquer coisa para salvar a vida dele, mexera com a cabeça de Tate. Ele não sabia o que teria feito se tivesse que assistir enquanto ela era violada. Ele quase morrera ao ver outro homem tocando nela, um terrorista filho da puta.

Ela é uma mulher forte.

Sim, a mulher dele era muito forte, mas ela também se entregara a ele de uma forma tão doce na cama que Tate sentiu o pênis enrijecer só de pensar na noite anterior. Ela era sedutora, mas, de algumas formas, muito inocente. A combinação dessas duas coisas o deixava louco de desejo. Só a reação dela quando ele colocara o dedo em seu ânus lhe dizia que Lara era inocente de muitas formas. Ele nunca gostara muito de sexo anal, mas Lara fazia com que quisesse cada pedacinho dela, de uma forma faminta e completa. Na verdade, ele precisava dela como se fosse um vício e fora com dificuldade que

se afastara dela para sair da cama quando Shep começara a chorar para sair.

Nunca achei que poderia ser tão intenso.

Tate ainda conseguia ouvi-la dizer aquelas palavras sensuais e lembrou-se de como elas o tinham afetado. Ora, ele também não soubera que poderia ser daquele jeito e provavelmente tinha muito mais experiência que ela. Ele estivera com muitas mulheres, mas nada chegara nem perto do que vivera com Lara.

Talvez eu consiga trepar com ela até esquecê-la completamente.

Assim que ele pensou nisso, descartou a ideia. Lara era como uma droga para ele. Quanto mais consumia, mais queria.

Ele soltou um suspiro quando Shep finalmente encontrou um local para urinar. Estava tão frio que ele viu a própria respiração no ar gelado, mas seria um dia decente para voar porque o dia estava ensolarado e claro. Ele prometera levar Lara a Denver mais tarde para protocolar alguns relatórios no escritório do FBI. Ora, ele faria praticamente qualquer coisa que pudesse mantê-la ali por mais tempo. Ela dissera que poderia dirigir até lá, mas Tate sempre preferia voar. Economizava tempo, especialmente nas estradas montanhosas durante o inverno.

Shep terminou de fazer as necessidades e saltou pela neve em direção à casa.

Cachorro esperto. Está muito frio aqui fora.

Quando ele tirou as botas e voltou para dentro da casa, Lara estava acordada e não parecia nada feliz. Ele tirou a guia de Shep e pendurou-a. O filhote correu instantaneamente para Lara. Ela o pegou no colo e estremeceu ao apertá-lo contra os seios.

Cachorro sortudo.

— Você está gelado — disse ela para o cãozinho, acariciando seu pelo.

Ela vestia novamente o roupão de Tate e uma satisfação possessiva o invadiu. Ele gostava de ver suas coisas em volta do corpo dela.

Sim, preferia que fosse o próprio corpo sobre o dela, mas aceitaria o que viesse.

— Qual é o problema? — perguntou ele, preocupado com a expressão pensativa dela.

Ela ergueu a sobrancelha para ele. — Você tem um Jeep com um limpador de neve?

Ai, merda. Ela descobriu.

— Sim, lá na outra garagem.

— Então diga-me exatamente por que fiquei presa aqui quando você poderia ter me levado de volta para o resort com facilidade.

Tate não pretendia enganá-la, pois ela parecia bem irritada. —

Porque eu a queria aqui. Estávamos no meio de uma nevasca, Lara.

Mesmo se eu tivesse um limpador de neve, não era seguro sair naquela noite. — Ele não ia contar a ela que fizera isso em climas piores. A verdade era que… ele queria que ela ficasse lá. E não quisera deixá-la no frio só para levá-la de volta ao resort. — Você estava machucada.

Ela cruzou os braços em frente ao corpo. — Você podia ter me contado — disse ela, soando decepcionada.

Droga. Decepcionada era pior do que furiosa. — Eu podia —

respondeu ele com cautela.

— Não gosto de mentiras, Tate. Não importa o motivo.

Tate também não gostava, especialmente entre ele e Lara, e conseguia entender o ponto de vista dela. — Eu não menti, exatamente. Só não contei que tinha o limpador de neve.

— Mentira por omissão, Colter — disse ela em tom grave. — Você não deixou de me contar porque não pensou no assunto. Você não me contou porque não queria que eu soubesse.

Ela tinha razão. — Desculpe. Eu também gosto de honestidade. E

teria contado a você em algum momento.

— Não faça isso de novo — disse ela em uma voz que lembrou Tate da professora da quinta série. E aquela mulher fora muito assustadora.

Lara colocou o cachorro no chão e andou para a cozinha sem dizer mais nada.

Tate a seguiu com curiosidade, observando enquanto ela preparava o café da manhã.

— Nunca mais vou mentir para você, Lara. — Ele falou sério, do fundo da alma. Agora que a conhecia melhor, nunca mais conseguiria evitar de deixar tudo claro.

— Ótimo. — Ela assentiu e continuou a preparar o café da manhã.

— Fim? — Ela não o fritaria ainda mais por causa daquilo?

— Fim. Agora que fui bem clara, confio que você honrará o que desejo. — Ela capturou o olhar dele por um breve momento. — Além do mais, você provavelmente salvou a minha vida ou, no mínimo, evitou que eu tivesse que encostar naquele homem nojento. E você é quase perfeito. Acho que posso desculpar um erro.

— Quase perfeito? — Ele adorava quando ela o provocava. — O

que me deixaria absolutamente perfeito?

Ela fingiu estudá-lo por um minuto. — Você poderia aprender a cozinhar — respondeu ela em um tom provocante.

Ele se aproximou dela e deu um tapa em seu traseiro só para ouvir seu gritinho. — Querida, ninguém merece comer a minha comida. —

Mas ele certamente tentaria aprender por causa dela. Ela não merecia fazer toda a comida. — Mas conheço todos os bons restaurantes no Colorado e posso nos levar até um deles bem depressa. Você não precisa cozinhar.

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— Hmm… é, tem isso — respondeu ela.

— Vou levá-la para onde quiser ir. — Ele a beijou de leve na têmpora e inalou o perfume inebriante dela.

— Depois do café da manhã, preciso ir ao resort. Acabei de dizer a Chloe que a encontraria na academia. Espero que não esteja muito cheia quando chegar lá.

Tate soltou um rosnado. — Chloe me entregou, não foi? — Fora a irmã dele que contara a Lara que ele tinha o limpador de neve.

— Não foi de propósito. Ela só mencionou por acaso. — Lara colocou o bacon para fritar.

— Por que você vai lá?

— Prometi a Chloe que ensinaria a ela alguns movimentos de autodefesa.

— A academia nunca fica cheia no inverno. As pessoas se exercitam esquiando. Ninguém quer ficar do lado de dentro quando a neve está fresca.

— Eu prefiro — respondeu Lara em tom firme.

— Se eu a ensinasse a esquiar ou a andar de snowboard, você adoraria. — Lara era aventureira e gostaria dos esportes de inverno

 

se tivesse um bom professor. E ele conhecia muito bem o cara que poderia mostrar a ela a alegria do inverno.

— Acho que eu preferiria ficar sentada à frente de um fogo quente fazendo… alguma outra coisa — disse ela com expressão inocente, mas virando-se e passando os braços em volta do pescoço dele.

— Acho que, se eu lhe ensinasse os benefícios de ficar do lado de dentro, você adoraria — imitou ela em tom provocante.

Ele a beijou e admitiu que ela provavelmente tinha razão, especialmente se quisesse dizer ficar dentro dela.

— Acho que já sei o básico, mas acha que podemos continuar praticando? — perguntou Chloe a Lara enquanto caminhava em ritmo moderado na esteira.

Lara estava correndo na esteira, mas ainda não estava sem fôlego.

— Claro. Podemos continuar praticando até que eu precise ir embora.

Elas tinham praticado autodefesa básica por algum tempo. Em seguida, Lara fora para a esteira para continuar a prática diária. Ela vira mais alguns machucados em Chloe e os sinais de alarme dispararam bem alto. — Chloe, James anda machucando você? —

Ela precisava perguntar, sua consciência não permitiria que ficasse em silêncio.

Chloe olhou diretamente à frente ao responder. — Não, claro que não. O lance das artes marciais foi um acidente. Ele ficou impaciente e está passando por um momento de muito estresse.

— Você tem machucados novos — argumentou Lara.

— Sou muito desajeitada — respondeu Chloe rapidamente. —

Tropeço muito e faço várias coisas idiotas. Eu me machuco com facilidade.

Ela percebeu que estava deixando a irmã de Tate na defensiva e respondeu simplesmente: — Se precisar conversar, estou aqui para ouvir. — Algumas vezes, era mais fácil conversar com uma mulher do que com um homem.

Lara não deixara de perceber que Chloe nunca chamava James quando precisava dele. E, durante aquela crise familiar, teria sido bom se ele estivesse por perto para apoiá-la.

— Obrigada — respondeu Chloe em tom casual. — Mas estou bem.

Acho que qualquer relacionamento tem algumas pedras no caminho.

— Ela fez uma pausa. — Minha nossa, você se tortura assim todos os dias?

Lara pensou que talvez a maioria dos relacionamentos tivesse altos e baixos, mas receava que Chloe estava atingindo montanhas, em vez de pedras, no relacionamento dela. — Sim. Não tenho opção além de me exercitar todos os dias. Preciso estar em boa forma para o meu trabalho e gosto de comer.

— Eu também — respondeu Chloe com um suspiro. — Eu engordo só de sentir o cheiro de chocolate ou de algo que engorde.

— Você não é gorda, Chloe — disse Lara em tom firme, furiosa porque um homem a fazia se sentir nada atraente quando, na verdade, ela era linda.

— James não gosta de mulheres com curvas.

— Então termine com ele e encontre alguém que goste — disse Lara furiosa. — E aquele caubói bonitão que estava com você na outra noite?

— Gabe? — Chloe corou. — Ele é um caubói milionário e apenas um amigo da família. Mais amigo de Blake, na verdade. E não nos damos bem na maior parte do tempo.

— Acho que ele gosta de você — retrucou Lara, reduzindo a velocidade da esteira.

— Não gosta. Ele só gosta de brincar. Não gosto disso.

Lara tinha a sensação de que Chloe não gostava daquilo porque não acreditava em Gabe quando ele a elogiava de alguma forma. —

Ele pareceu bem preocupado quando Marcus foi preso e Tate ficou ferido.

— Ele foi simpático — admitiu Chloe ao desligar a esteira. — Mas não durou muito. — Parecendo desconfortável, Chloe mudou de assunto. — Você gosta de Tate?

Lara se sentiu ligeiramente desconfortável ao reduzir ainda mais a velocidade da esteira, sem gostar de estar sob o holofote. — Gosto.

Ele me ajudou muito. É um homem muito corajoso e eu o admiro muito. — E ele é tão gostoso que quero trepar com ele todos os minutos do dia. Mas decidiu não contar isso à irmã de Tate.

Chloe revirou os olhos. — Você sabe o que quero dizer. Sente atração por ele?

Lara corou. — Ele é atraente, mas mal o conheço. — Ok, talvez ela conhecesse sim Tate de forma íntima, mas não fazia muito tempo.

— Ele tem estado tão solitário desde o acidente. Foi um dos motivos pelos quais eu quis que ele adotasse Shep.

— Tate adora aquele cachorro — disse Lara a Chloe quando desligou a esteira. — Não deixe que ele a convença do contrário.

Chloe sorriu. — Eu sei que sim. Ele resmunga e reclama de Shep, mas eu não conseguiria tirar aquele cachorro dele nem se quisesse.

— Chloe se sentou em uma cadeira ao lado das esteiras.

Tate tivera razão: a academia estava vazia, Chloe e Lara estavam sozinhas lá.

— Ele está arrasado por causa de Marcus, mesmo que não demonstre — disse Chloe em tom triste. — Acho que todos estamos.

Mamãe ainda se recusa a acreditar que Marcus seja culpado de alguma coisa ilegal.

A culpa invadiu Lara rapidamente. — Eu sinto muito, Chloe.

Chloe olhou para Lara. — A culpa não foi sua. Estava fazendo o seu trabalho.

Chloe soou exatamente como Tate. — Obrigada. — Lara pegou uma toalha para secar o suor do rosto.

As duas mulheres pegaram as mochilas para ir para o vestiário tomar um banho.

— Então, você tem um namorado em Washington? — perguntou Chloe.

— Não. Faz anos que terminei com meu último namorado.

— O que aconteceu? — perguntou Chloe curiosa.

— Ele me traiu. — Era engraçado, mas Lara não pensava mais nele nem no que ele fizera. Talvez porque ele não valesse o tempo nem o esforço para que ela ficasse com raiva. O namorado traidor fora humilhante, mas nunca provocara suas emoções como Tate fazia.

— Que merda. Você sabe, Tate é muito leal depois que uma pessoa ganha a afeição dele.

Lara sorriu ao ouvir o que a irmã de Tate dissera. — Nada de bancar o cupido — disse ela a Chloe com um sorriso. — Tate mora

no Colorado. Eu moro em Washington DC. Só isso já representa alguns problemas geográficos bem interessantes.

Chloe deu de ombros. — Ele é piloto.

— Como eu disse, nós mal nos conhecemos — disse Lara em tom leve, andando na direção do vestiário.

— Você tem que admitir que ele é um cara muito bonito e fodão —

disse Chloe orgulhosa.

Ao pensar na forma como Tate fazia tudo, incluindo como desarmara três homens e atirara em seu atacante, ela teve que responder: — Concordo. — Tate ser bonito não chegava nem perto da verdade. Ele era de tirar o fôlego, especialmente quando estava nu, mas ela manteve aquela informação para si mesma.