Cartas a um Jovem Fotógrafo

Bob Wolfenson · Capítulo 6 de 25

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Cartas a um Jovem Fotógrafo

Nota

Do outro lado havia a dupla Regina Guerreiro e Miro, que produziu trabalhos inesquecíveis por alguns anos; o duo sempre cercado de histórias curiosas, desde o tempo que demoravam para fazer uma foto até detalhes do comportamento tímido do fotógrafo Miro, que falava sempre baixo – o estúdio precisava de um silêncio absoluto para que as modelos conseguissem ouvi-lo. Enfim, como dizem, o mundo da moda produz, desde sempre, muita fofoca para alimentar os agregados, aficcionados e afins.

Essas mulheres constituíam os três pilares das publicações de moda daquele período. O momento era propício, fecundo, e a produção era muito grande. Havia meses em que somente eu chegava a assinar 80 a 90 páginas nessas três publicações. Atualmente tudo está mudado: o mercado editorial cresceu, melhorou e, naturalmente, se pulverizou. Hoje há muito mais fotógrafos, e nenhum tem a possibilidade que tínhamos (para o bem e para o mal) de publicar tantas páginas. Daquelas três, só a Vogue resistiu ao tempo e sobreviveu, tendo se tornado a melhordo ramo e objeto de desejo de todos os profissionais da área.

Nota

1. BAILEY, David. Shots of Style. Londres: Victoria and Albert Museum, 1985.

Prefácio de Roy Strong.