Eichmann em Jerusalém: Um Relato sobre a Banalidade do Mal
povo”.[*]
E a questão da culpa ou inocência individuais, o ato de aplicar a justiça tanto ao acusado quanto à vítima, são as únicas coisas que estão em jogo numa corte criminal. O julgamento de Eichmann não foi exceção, mesmo que a corte se tenha visto confrontada com um crime que não podia encontrar nos livros de leis e com um criminoso que não tinha similar conhecido por nenhuma corte, pelo menos antes do julgamentos de Nuremberg. A presente reportagem não trata de nada além da medida em que a corte de Jerusalém esteve à altura das exigências da justiça.
[*] Nota da autora: Citação do ministro Aurel von Jüchen em uma antologia de críticas à
peça teatral de Hochhuth, Summa Iniuria, Rowohlt Verlag, p. 195.
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Hannah Arendt
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