Entrevista: o diálogo possível

Cremilda de Araújo Medina · Capítulo 17 de 17

Páginas do PDF

Entrevista: o diálogo possível

17. Bibliografia comentada

17 Bibliografia com entada

 

 

BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo, Hucitec, 1977.

Importante contribuição para o debate das correntes de interpretação da

Ciência da Linguagem. O autor, identificado com a filosofia marxista, põe em

destaque o valor social da palavra e da expressão.

BRADY, John. The craft of interviewing. New York, Randon House, 1977.

Publicação de estilo prático, profissional, espécie de manual que descreve

situações jornalísticas de entrevista.

BUBER, Martin. Do diálogo e do dialógico. São Paulo, Perspectiva, 1982.

Filósofo, o autor discute o diálogo na sua plenitude ontológica. Sem remeter

a teoria para um plano metafísico, pelo contrário, Buber insiste numa prática

dialógica possível.

GARRETT, A. A entrevista, seus princípios e métodos. Rio de Janeiro, Agir, 1981.

Nesta obra, uma acessível sistematização da técnica da entrevista no

domínio da Psicologia.

GRECO, Milton. A aventura humana entre o real e o imaginário. São Paulo,

Klaxon, 1984.

O autor, sociólogo, de formação original nas Ciências Biológicas, traz uma

significativa contribuição de cruzamentos científicos. Investiga nas remotas

raízes do homo sapiens a gênese do real e do imaginário na aventura

humana.

KATZ, D. & FESTINGER, L. Los métodos de investigación en las Ciências

Sociales. Buenos Aires, Paidós, 1972. As principais técnicas utilizadas nas

Ciências Sociais, inclusive as da entrevista, estão descritas neste trabalho.

MATTA, Fernando Rey s et alii. A Nova Ordem da Informação. Rio de Janeiro,

Paz e Terra, 1981.

Uma série de ensaios de autores predominantemente latino-americanos

debatem o fluxo internacional da informação, os monopólios da notícia e a

urgência de uma mais justa distribuição das informações nos países

dependentes econômica e culturalmente.

MEDINA, Crem ilda de Araúj o. Notícia, um produto à venda; j ornalism o na

sociedade industrial. São Paulo, Alfa-Ôm ega, 1978.

Contribuição para o estudo da dinâmica da informação no processo

industrial jornalístico; variáveis que interferem no fabrico da notícia na

grande Imprensa.

—. Viagem à literatura portuguesa contemporânea. Rio de Janeiro, Nórdica,

1983.

—. A posse da terra; escritor brasileiro hoje. Lisboa/ São Paulo, Imprensa

Nacional/Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, 1985.

Nestes dois livros, mais de oitenta escritores de língua portuguesa são

entrevistados e o resultado, obtido através desta técnica jornalística, oferece

subsídios estilísticos quanto à variação narrativa do perfil humanizado.

MELO, José Marques de. A opinião no jornalismo brasileiro. Petrópolis, Vozes,

1985.

Além do panorama histórico das origens e evolução do jornalismo, há, neste

livro, uma oportuna discussão em torno dos gêneros de expressão e

sobretudo uma maior elucidação das fronteiras entre notícia, reportagem,

entrevista e opinião.

MORIN, Edgar. A entrevista nas Ciências Sociais, na rádio e na televisão. In:

MOLES, Abraham A. et alii. Linguagem da cultura de massa. Petrópolis,

Vozes, 1973.

O texto mais específico sobre a entrevista na comunicação coletiva, em que

Morin delimita fronteiras entre a técnica aplicada nas Ciências Sociais e no

jornalismo.

NAHOUM, Charles. L'entretien psychologique. Paris, Presses Universitaires de

France, 1958.

Na proposta do autor destaca-se sobretudo o estudo que ele faz da

personalidade do entrevistador.

REVISTA TEMPO BRASILEIRO. Rio de Janeiro, Tem po Brasileiro, n. 73, abr.-

j un. 1983.

Neste exemplar estão reunidos ensaios que levantam as teorias mais

recentes do Novo Humanismo no Brasil, a destacar os textos de Márcio

Tavares D'Amaral (Eu, Indivíduo), Eduardo Portella (A Vida do Náufrago) e

Ieda Tucherman (A Paixão da Narrativa).

SIEBERT, Fred S. & PETERSON, Theodore. Très teorias sobre la prensa. Buenos

Aires, Ediciones de la Flor, 1967.

Historicam ente, os autores definem as etapas fundam entais por que vem

passando o j ornalism o: a etapa do Direito Autoritário da Inform ação, a

etapa do Direito de Livre Expressão e a etapa contem porânea, a da

conquista do Direito Social à inform ação.

Você terminou Entrevista: o diálogo possível

Cremilda de Araújo Medina

Livros como este

Depois do livro

Páginas que vieram com esta edição, guardadas aqui para consulta.