Essa Garota

Colleen Hoover · Capítulo 1 de 30

Páginas do PDF

Essa Garota

Capítulo 1

 

A lua de mel

Se eu pegasse cada poema romântico, cada livro, cada canção e todos os filmes que eu já li, ouvi ou vi e extraísse os momentos de tirar o fôlego, de alguma forma os engarrafasse, seriam insignificantes em comparação a este momento.

Este momento é incomparável.

Ela está deitada de lado virada para mim, o cotovelo dobrado sob a cabeça, a outra mão acariciando as minhas costas. Seu cabelo está espalhado por todo o travesseiro, derramando pelo seu ombro e em seu pescoço. Ela está olhando para os dedos que se movem em círculos sobre a minha mão. Conheço-a a quase dois anos, nunca a vi desta maneira. Ela demonstra não estar mais carregando o peso dos dois últimos anos da sua vida em seus ombros. É quase como se o momento em que disse ontem "eu aceito", as dificuldades e sofrimentos que enfrentamos como indivíduos foram trancados, tornando nosso passado mais leve e fácil de carregar. Deste ponto em diante, serei capaz de fazer isto por ela. Caso haja mais exigências.

Serei capaz de assumi-las por ela. É tudo que eu sempre quis fazer por esta menina desde o momento em que coloquei meus olhos nela.

Ela olha para mim e sorri, então ri e enterra o rosto no travesseiro.

Inclino-me beijando-a no pescoço. "O que é tão engraçado?"

Ela levanta o rosto do travesseiro suas bochechas estão coradas do mais profundo vermelho. Ela balança a cabeça e ri.

"Nós", ela diz. "Faz apenas 24 horas e eu já perdi a conta."

Beijo sua bochecha escarlate e dou risada. ”Acabei com as contagens, Lake. Já tinha feito todas as contagens regressivas que podia lidar por toda a minha vida." Envolvo meus braços ao redor da sua cintura puxando-a em cima de mim. Quando ela se inclina e me beija, seu cabelo cai sobre nós. Ela estende a mão à mesa de cabeceira e pega um elástico, depois torce o cabelo em um nó atrás da cabeça e prende-o. "Não", falo, puxando-a de volta para o meu rosto. "Melhor."

Ela estava inflexível sobre ter roupões, mas nós não os usamos nenhuma vez. Sua camisa feia está no chão desde que a joguei lá na noite passada. Nem será preciso dizer que estas têm sido as melhores 24 horas da minha vida.

Ela beija meu queixo e traça uma trilha com os lábios até meu ouvido. "Está com fome?", Ela sussurra.

"Não de comida."

Afasta-se e sorri. "Nós ainda temos mais vinte e quatro horas antes de partir, sabe. Se você quiser me acompanhar, precisará repor suas energias. Além disso, nós, de alguma forma perdemos o almoço de hoje." Ela rola afastando-se de mim, chega ao criado-mudo e pega o menu do serviço de quarto.

"Não hambúrgueres", digo.

Ela revira os olhos e ri. "Você nunca vai esquecer isso." Ela revira o menu e aponta para ele com seu dedo, segurando-o. "E quanto a Beef Wellington 1? Eu sempre quis experimentar isso."

"Parece bom", digo, me aproximando dela. Ela pega o telefone para discar para o serviço de quarto. Durante o tempo em que ela está ao telefone eu beijo suas costas de cima a baixo, forçando-a a sufocar seus risos enquanto tenta manter a compostura fazendo o pedido. Quando desliga o telefone, ela desliza debaixo de mim e me puxa sobre ela.

"Você tem 20 minutos", ela sussurra. "Acha que pode lidar com isso?"

"Só preciso de dez."

O Beef Wellington não decepcionou. O único problema agora é que estamos com os estômagos cheios e muito cansados para nos movimentar. Ligamos a TV pela primeira vez desde que entrei com ela no colo, então acho que é seguro dizer que será necessária pelo menos uma pausa de duas horas.

Nossas pernas estão entrelaçadas e sua cabeça está no meu peito. Estou correndo meus dedos pelo seu cabelo com uma mão e acariciando-lhe o pulso com a outra. De alguma forma, as coisas triviais como ficarmos deitados na cama assistindo TV fazem os momentos tornarem-se alegres quando estamos entrelaçados desta maneira.

"Will?" Ela sai de baixo do meu cotovelo e olha para mim. "Posso te perguntar uma coisa?" Colocando sua mão em meu peito, em seguida, repousa em cima do meu coração.

"Eu corro aproximadamente doze voltas por dia na pista da Universidade, além de cem abdominais duas vezes por dia", falo. Ela franze uma sobrancelha, então eu aponto para o meu abdômen. "Você não estava perguntando sobre isso?"

Rindo ela me dá um soco de brincadeira. "Não, eu não estava me referindo ao seu abdômen." Ela inclina beijando minha barriga. "Eles são bons, apesar de tudo."

Acaricio o seu rosto puxando-o até que ela olhe para mim. "Pergunte-me qualquer coisa, querida."

Ela suspira, deixa cair seu cotovelo e coloca a cabeça sobre o travesseiro, olhando para o teto. "Você já se sentiu culpado?”, diz ela em voz baixa. "Por se sentir tão feliz?"

Movo-me para perto dela e coloco meu braço sobre a sua barriga. "Lake. Nunca se sinta culpada. Felicidade é exatamente o que eles desejam que você tenha.”

Ela olha para mim e força um sorriso. "Eu sei que é o que eles querem para mim. Eu só... Eu não sei. Se eu pudesse voltar no tempo, eu faria num piscar de olhos, se isso significasse que pudesse tê-los de volta. Mas ao fazer isso significaria que eu nunca conheceria você. Então, às vezes me sinto culpada por que..."

Pressiono meus dedos em seus lábios. "Shh", digo. "Não pense isso,

Lake. Não pense sobre ‘ses’.” Inclino e a beijo na testa. "Mas eu não sei o que falar se isso ajuda. É contraditório pensar sobre isso, no entanto. É o que temos.”

Com a mão, ela entrelaça os dedos nos meus, em seguida leva-os à boca e beija a palma da minha mão. "Meu pai teria amado você."