Essa Garota
Capítulo 17
A Lua De Mel
"Queria mais do que qualquer coisa que tivesse ido atrás de você naquela noite", falei. "Deveria ter dito exatamente o que queria dizer.
Isso teria nos salvado de um mundo de sofrimentos.”
Lake sentou-se na cama e abraçou seus joelhos, olhando para mim. "Não, fui eu", disse. "Fico feliz em ver o modo como as coisas funcionaram da forma como aconteceram. Acho que ambos necessitávamos de um tempo para respirar. E eu definitivamente não me arrependo de todo o tempo que passei com a minha mãe durante esses três meses. Foi bom para nós.”
"Ainda bem." sorri. "Essa é a única razão pela qual não corri atrás de você.”
Ela liberou os joelhos e caiu de costas na cama. "Mas, ainda assim. Era tão difícil viver do outro lado da rua. Tudo que queria era estar com você, mas não queria que ninguém soubesse disso. Foi assim que passei os três meses inteiros fingindo ser feliz quando estava na frente de outras pessoas. Eddie era a única que sabia como eu realmente me sentia. Não queria que mamãe soubesse, porque sentia que poderia sobrecarregá-la ainda mais se soubesse como eu estava triste.”
Levantei-me e inclinei para frente, rastejando em cima dela. "Graças a Deus, ela sabia que nós dois realmente sentíamos, apesar de tudo. Você acha que teria aparecido no Slam na noite antes da minha formatura, se ela não a tivesse incentivado a ir?"
"Não teria nenhuma chance. Se não fosse por ela me contando sobre sua conversa, eu teria continuado o resto do ano com o pensamento que você não me amava como eu te amava.”
Encostei minha testa contra a dela. "Estou tão feliz que você tenha aparecido", sussurrei. "Você mudou minha vida para sempre naquela noite.”
LIÇÃO
Falei com lake uma vez nos últimos três meses. Uma vez.
Você poderia pensar que as coisas ficariam mais fáceis, mas não ficaram. Especialmente hoje, o meu último dia estudando para me tornar um professor finalmente acabou. Me formo amanhã, que supostamente será um dia em que estarei mais ansioso do que qualquer coisa. Em vez disso estou temendo esse momento, sabendo que Lake não estará esperando por mim.
Há duas emoções neste mundo que aprendi que posso lidar. Amor e ódio. Lake teve momentos em que me amou e momentos em que me odiou. Amor e ódio, apesar de opostos, são dois sentimentos induzidos pela paixão. Posso lidar com isso. É a indiferença que não sei como processar.
Fui até a casa dela há algumas semanas para conversarmos sobre o meu novo trabalho no ginásio e ela não pareceu se importar de uma maneira ou de outra. Eu teria levado numa boa, se ela tivesse demonstrado estar feliz por mim e me desejado boa sorte. Teria sido ainda melhor se ela tivesse chorado e implorado para não fazer isso, que era o que eu estava esperando que fosse acontecer mais do que qualquer coisa. Em primeiro lugar, foi a única razão pela qual eu mesmo fui contar a ela sobre o trabalho. Não queria aceitá-lo enquanto acreditava ainda ter uma chance com ela.
Em vez disso, não demonstrou nenhuma reação. Ela me felicitou, mas a indiferença em sua voz era óbvia.
Estava simplesmente sendo educada. Sua indiferença finalmente selou nosso destino e eu soube naquele momento que tinha mexido com seu coração muitas vezes. Ela tinha me esquecido. Superou tudo que houve entre nós.
Tenho duas semanas de folga, em que não vou ser nada. Não serei um estudante. Não serei um professor. Estarei formado na faculdade aos vinte e um anos de idade. Já pensei em andar direto até a casa de Lake hoje para dizer o quanto a amo, mesmo que tecnicamente ainda seja um professor, considerando o contrato que tenho com o ginásio. Nada teria me impedido se não fosse a forma como ela reagiu no mês passado, com tanta indiferença. Parecia ter aceitado o nosso destino e foi bom vê-la lidar com tudo muito bem, por mais que isso me doesse. A última coisa que quero fazer, ou preciso fazer, é arrastá-la comigo.
Deus, vão ser as duas semanas mais difíceis da minha vida. Preciso manter certa distância dela, isso é um fato. Quando o público começa a bater palmas, é hora de voltar à realidade. Eu deveria estar julgando esta noite, mas não ouvi uma única palavra do que os participantes disseram. Ergo o 9.0 padrão no meu cartão de pontos, sem sequer olhar para o palco. Não quero nem estar aqui esta noite. Na verdade, não quero estar em nenhum lugar hoje à noite.
Quando os resultados são computados, o apresentador começa a anunciar os vencedores. Me inclino para trás em minha cadeira e fecho os olhos, esperando que a noite passe rápido. Só quero voltar para casa e ir para a cama assim a formatura chega e passa logo amanhã. Não sei por que estou temendo tanto. Provavelmente porque vou ser a única pessoa que não conseguiu encontrar pessoas suficientes para convidar. A maioria das pessoas nunca conseguem convites suficientes para a formatura. Eu os tenho sobrando.
"Gostaria de apresentar um poema que escrevi”
Dei um pulo no meu assento ao som de sua voz, o movimento súbito quase fez a minha cadeira virar para trás. Ela estava de pé no palco, segurando o microfone. O cara ao lado riu junto com o resto da multidão, quando perceberam que ela estava interrompendo a programação para aquela noite.
“Olha essa garota", disse, me cutucando com o cotovelo. A visão dela me paralisou. Tinha quase certeza que havia esquecido como respirar. Tenho certeza de que estou prestes a morrer. Que diabos ela está fazendo? Observo-a atentamente enquanto traz o microfone de volta para os lábios. "Sei que não é o procedimento padrão, mas é uma emergência.", diz ela.
O riso da plateia fez com que os olhos dela se arregalassem, girando para olhar o mestre de cerimônias.
Ela está com medo. Isso que está fazendo, é completamente fora do caráter dela. O apresentador fez um gesto para que ela enfrentasse a plateia. Respirei fundo, desejando silenciosamente que ela mantivesse a calma.
Ela colocou o microfone de volta na posição e diminui a sua altura. Fechou os olhos e respirou, quando o cara ao meu lado gritou: "Três dólares!"
Eu queria socá-lo.
Seus olhos se agitaram abertos e ela enfiou a mão no bolso, tirando dinheiro e entregando para o apresentador.
Depois que ele pegou o dinheiro, ela se preparou novamente. "Meu poema se chama..." O apresentador a interrompeu novamente, tocando-lhe no ombro. Ela deu-lhe um olhar irritado. Expulsei uma profunda inspiração, tornando-me irritado com tantas interrupções.
Pegou o troco com ele e colocou de volta em seu bolso, em seguida, sussurrou algo para ele que o fez recuar para fora do palco. Virando-se para o público novamente, buscou pela multidão.
Ela deve saber que estou aqui. Que diabos está fazendo?
"Meu poema se chama “Lição”", disse ao microfone. Engoli um caroço preso na minha garganta. Se eu me mexer agora, meu corpo iria me deixar. Estou completamente congelado ao vê-la tomar várias respirações profundas, em seguida, começar a peça.
Este ano levei a maior lição De todo mundo
Do meu irmãozinho...
Dos Avett Brothers...
da minha mãe, da minha melhor amiga, do meu professor, do meu pai, e de
um
garoto.
Um garoto por quem estou seriamente, profundamente, loucamente, incrivelmente e
inegavelmente apaixonada.
Levei a maior lição de todas esse ano.
De um garoto de 9 anos.
Ele me ensinou que é bom viver a vida um pouco ao contrário.
E me ensinou a rir
Do que você acharia
impossível de rir.
Eu levei a maior lição esse ano De uma banda!
Eles me ensinaram a encontrar aquele sentimento de sentir novamente E me ensinaram a
decidir o que eu queria ser E a ser isso. Eu levei a maior lição
de uma pessoa com câncer.
Ela me ensinou tanto. E ainda me ensina tanto. Ela me ensinou a questionar.
A nunca me arrepender.
Ela me ensinou a ampliar meus limites, Porque é para isso que eles existem.
Ela me disse para encontrar um equilíbrio entre cabeça e coração E então
me ensinou como fazer isso...
Eu levei a maior lição esse ano De uma garota que mora com uma família de adoção.
Ela me ensinou a respeitar a sorte que me foi dada. E a ter gratidão por ao menos ter
recebido alguma.
Ela me ensinou que família
Não precisa ser de sangue. Que, às vezes, sua família são seus amigos.
Levei a maior lição esse ano Do meu professor, Ele me ensinou
Que a pontuação não é o objetivo; O objetivo é a poesia...
Eu levei a maior lição esse ano Do meu pai.
Ele me ensinou que os heróis nem sempre são invencíveis E que a mágica
está dentro de mim.
Eu levei a maior lição esse ano de
um
garoto.
Um garoto por quem estou seriamente, profundamente, loucamente, incrivelmente e
inegavelmente apaixonada.
E ele me ensinou que a coisa mais importante de todas...
É enfatizar
A vida.
Meus olhos caíram para a mesa na minha frente quando ela terminou. Suas palavras ainda estavam sendo absorvidas. 'Um garoto por quem estou seriamente, profundamente, loucamente, incrivelmente e inegavelmente apaixonada.'
Apaixonada? 'Por quem está apaixonada', foi isso que ela disse.
Apaixonada. Como no tempo presente. Ela me ama. Layken Cohen me ama.
"Qual é a sua nota, cara?" o homem perto de mim perguntou, forçando o cartão de notas na minha mão. Olhei para ela e, em seguida para o palco. Ela não estava mais lá. Me virei ao redor e a vi fazendo seu caminho para a saída às pressas.
O que diabos estou fazendo aqui sentado? Ela está esperando por mim para reconhecer tudo o que disse e estou sentado aqui congelado como um idiota.
Levanto-me quando os juízes a minha direita levantaram seus cartões de pontuações. Três deles deu-lhe um nove, o outro um 8.5. Dei a volta para frente da mesa e virei as pontuações em todos os cartões para dez. Os pontos podem não ser o ponto, mas sua poesia arrebentou. "Ela merece dez."
Me virei e saltei para o palco. Peguei o microfone das mãos do apresentador e ele revirou os olhos, jogando as mãos para cima no ar.
"De novo não", reclamou, derrotado.
A avistei assim que balançou as portas abertas para sair. "Não é uma boa ideia", disse ao microfone. Ela para no meio do caminho, então lentamente se vira para encarar o palco. "Não devia ir embora antes de escutar suas pontuações”.
Ela olha para a mesa dos juízes, depois de volta para mim. Quando fez contato visual comigo, sorriu.
Peguei o microfone, para desajeitadamente recitar o poema que escrevi para ela, mas a atração magnética para pular fora do palco e pegá-la em meus braços era esmagadora. Mas me mantive firme, querendo que ela ouvisse primeiro o que tinha a dizer. "Eu gostaria de apresentar um poema." falei, olhando para o mestre de cerimônias. "É uma emergência”. Ele balançou a cabeça e deu alguns passos para trás. Me virei para olhar diretamente para Lake novamente. Ela estava agora em pé no centro do ambiente olhando para cima em minha direção.
"Três dólares", alguém gritou da multidão.
Merda. Espalmei meus bolsos, lembrando que havia deixado minha carteira no carro. "Estou sem dinheiro", falei para o mestre de cerimônias.
Seus olhos se moveram para Lake e depois para mim. Ela puxou os dois dólares que tinha recebido de troco e caminhou até o palco, largando em nossa frente.
"Ainda está faltando um dólar", disse ele.
Jesus! É só um maldito dólar!
O silêncio na sala foi interrompido quando várias cadeiras moveram-se de suas mesas. Várias pessoas caminharam em direção ao palco, em volta de Lake, jogando notas de um dólar para o palco. Todo mundo rapidamente fez o caminho de volta para os seus lugares e Lake olhou pasma para o dinheiro.
"Tá bom", o apresentador disse, pegando um nota da pilha de dinheiro aos meus pés. "Acho que isso dá. Qual é o nome do seu poema, Will?"
Olhei para baixo na direção de Lake e sorri para ela. “Mais do que Terceiro Lugar”
Ela deu alguns passos para trás do palco e esperou começar. Respirei fundo e me preparei para dizer tudo o que deveria ter dito há três meses.
Eu conheci uma garota
Uma garota linda
E me apaixonei por ela.
Me apaixonei pra valer.
Infelizmente, às vezes, a vida fica no caminho A vida com certeza ficou no meio do meu
caminho.
Ficou totalmente no meio do meu maldito caminho, A vida bloqueou a porta com um monte
de tábuas de madeira gigantes, marteladas juntas e grudadas numa parede de concreto de
quarenta centímetros, atrás de uma fileira de barras de aço maciço,
parafusadas numa
estrutura de titânio e não importava com quanta força eu
tentasse empurrar...
Aquilo
não
se
mexia.
Às vezes, a vida não se mexe.
Ela apenas vai bem para o meio do seu maldito caminho.
Ela bloqueou meus planos, meus sonhos, meus desejos, meus anseios, minhas vontades,
minhas necessidades.
Ela bloqueou aquela garota linda por quem me apaixonei tanto. A vida tenta dizer o que é
melhor para você.
O que deve ter mais importância para você. O que deve vir em primeiro lugar Ou segundo
Ou terceiro.
Tentei tanto deixar tudo organizado, empilhado, em ordem alfabética ou cronológica, tudo
em
seu espaço perfeito, em seu lugar perfeito.
Achei que era isso que a vida queria que eu fizesse.
É isso que a vida precisava que eu fizesse.
Não é?
Deixar tudo ordenado?
Às vezes, a vida fica no meio do caminho. Fica totalmente no meio do seu maldito caminho.
Mas ela não fica totalmente no meio do seu maldito caminho por querer que você desista e
deixe que assuma o controle. A vida não fica totalmente no meio do seu maldito caminho só
porque quer que você deixe tudo nas mãos dela e seja levado por ela.
A vida quer que você lute. Que aprenda a fazer uma vida sua.
Ela quer que você pegue um machado e destrua a madeira.
Ela quer que você pegue um martelo de forja e quebre o concreto.
Ela quer que você pegue um maçarico e queime o metal e aço até conseguir alcançar lá
dentro e agarrar.
A vida quer que você agarre tudo que há de organizado, em ordem alfabética e
cronológica .
Ela quer que você junte tudo. mexa tudo, misture.
A vida não quer que você deixe que ela diga que seu irmão mais novo é a única coisa que
vem em primeiro lugar.
A vida não quer que você deixe que ela diga que sua carreira e seu estudo são as únicas
coisas que vêm em segundo lugar.
E a vida não quer mesmo que eu simplesmente deixe que ela me diga que a garota que
conheci — a garota linda, forte, incrível e corajosa por quem me apaixonei tanto — deve vir
somente em terceiro lugar.
A vida sabe das coisas.
A vida está tentando me dizer
Que a garota que eu amo A garota por quem me apaixonei
tanto
Pode sim ficar em primeiro lugar.
Eu vou colocá-la em primeiro lugar.
Assim que a última linha escapou de meus lábios, coloquei o microfone para baixo no palco e pulei para fora. Andei direto para ela e segurei seu rosto em minhas mãos. Lágrimas corriam em seu rosto, então as enxuguei com meus polegares.
"Eu te amo, Lake”. Inclinei minha testa contra a dela. "Você merece ficar em primeiro lugar.”
Dizer exatamente como me sentia por ela foi a coisa mais fácil que já fiz. A honestidade vem tão naturalmente. Os meses em que passei escondendo meus sentimentos têm sido insuportáveis. Inspirei profundamente de alívio quando o peso de manter tudo aquilo preso desapareceu.
Ela riu em meio às lágrimas e colocou as mãos em cima das minhas, olhando para mim com o sorriso mais bonito. "Eu também te amo. Eu te amo tanto.”
Beijei-a suavemente nos lábios. Meu coração parece que literalmente inchou dentro do meu peito quando ela me retribuiu o beijo. Envolvi meus braços em torno dela e enterrei meu rosto em seus cabelos, puxando-a com força contra mim. Fechei meus olhos e de repente era só nós dois. Eu e essa garota. Esta menina que está em meus braços novamente... me tocando, me beijando, me inspirando, me amando de volta.
Ela não é mais apenas um sonho.
Lake moveu a boca no meu ouvido e sussurrou: "Nós provavelmente não deveríamos estar fazendo isso aqui.” Abro os olhos e registrei a preocupação em seu rosto. Ela ainda é uma estudante. Eu ainda sou tecnicamente um professor.
Isso provavelmente não seria uma boa ideia se alguém aqui nos reconhecer.
Estendi a mão e peguei a dela, em seguida, puxei-a em direção à saída. Assim que chegamos ao lado de fora, a agarrei pela cintura e a empurrei contra a porta. Esperei por meses para estar com ela assim. Mais dois segundos sem tocá-la e eu teria vontade de morrer. Abaixei minha mão para baixo em suas costas, então inclinei para beijá-la novamente. A sensação que tenho quando meus lábios encostam-se
aos dela é algo que tenho pensado, mais e mais, desde a primeira vez que a beijei. Mas agora estar com ela de novo, sabendo que meus sentimentos são retribuídos, é nada menos do que incrível.
Ela correu com as mãos dentro da minha jaqueta, até minhas costas, me puxando para ela, devolvendo meu beijo. Não consigo pensar em nada mais que eu prefira fazer pelo resto da minha vida do que tê-la envolvida em meus braços, com os lábios apertados aos meus. Mas sei que, apesar de tudo que já passamos e, apesar do que sinto por ela, ainda tenho responsabilidades. Não sei por mais quanto tempo ela estava disposta a esperar. Só de pensar nisso toda a emoção que sentia dentro de mim me esmagava. Parei de beijá-la e coloquei minhas mãos em seu cabelo, em seguida, puxei-a para o meu peito. Tomei uma respiração longa e profunda e ela faz o mesmo, fechando as mãos atrás das minhas costas.
"Lake", falei, acariciando seus cabelos. "Não sei o que vai acontecer nas próximas semanas. Mas preciso que você saiba que, se eu não puder desistir do meu contrato...”
Ela imediatamente sacode a cabeça e olha para mim com mais medo em seus olhos do que já vi. Ela pensa que estou dizendo a ela que não a escolheria e o saber que algo tão absurdo está passando pela sua mente agora me fez sentir a mesma dor. Isto é o que senti nos últimos três meses e ela acha que estou fazendo isso mais uma vez.
"Will, você não pode fazer isso..."
Pressionei o dedo aos seus lábios. "Cale-se, querida. Não estou dizendo que não podemos ficar juntos. Você está presa a mim agora quer você goste ou não.” Puxei-a de volta para o meu peito. "Tudo o que estou tentando dizer é que, se não puder quebrar meu contrato, ainda faltam quatro meses. Só preciso que você prometa que vaiesperar por mim enquanto resolvo tudo. Não podemos deixar ninguém saber que estamos juntos até descobrir o que precisa ser feito.”
Ela balançou a cabeça contra a minha camisa. "Prometo. Vou esperar o tempo que você precisar.”
Fechei meus olhos e descansei minha bochecha contra a cabeça dela, agradecido que todas as vezes que a afastei de mim não a tenha feito perder a fé em mim completamente.
"Isso provavelmente significa que não deveríamos estar de pé aqui fora assim", falo. "Você quer vir até meu carro?"
Não esperei ela responder, porque precisava que ela viesse para o meu carro comigo. Não estava pronto para parar de beijá-la, mas não podia continuar fazendo isso de forma tão descuidada e em público assim. Peguei sua mão e levei-a para o carro. Abri a porta do passageiro, mas ao invés de deixá-la entrar primeiro, sentei no banco e puxei-a para meu colo, fechando a porta em seguida. Puxei minhas chaves do bolso e o acionei para que aquecesse. Ela posicionou-se no meu colo, me enlaçando. Percebi que nossa posição era extremamente íntima, mesmo pelas incontáveis vezes que já nos beijamos, mas essa é a única maneira mais confortável de dar uns amassos no carro.
Tomei suas mãos e as puxei entre nós e beijei. "Eu te amo, Lake."
Ela sorriu. "Diga isso de novo. Adoro ouvir você dizer isso.”
"Ainda bem, porque adoro dizer isso. Eu te amo.” Beijei sua bochecha, em seguida, seus lábios. "Eu te amo", sussurrei novamente.
"Mais uma vez", disse ela. "Não posso nem te dizer quantas vezes imaginei ouvir você dizer isso. Estive esperando todo esse tempo que tudo o que eu sentia não fosse unilateral.”
O fato de que ela não tinha ideia de como eu me sentia fez meu peito doer. "Eu te amo, Lake. Tanto. Estava tão triste em te fazer passar por tudo isso.”
Ela balançou a cabeça. "Will, sei que você estava fazendo a coisa certa ou pelo menos tentando, de qualquer maneira. Entendo isso. Só espero que agora seja tudo de verdade, porque você não pode me afastar novamente. Não posso passar por isso novamente”.
Suas palavras foram como uma faca no meu coração, mas merecidamente. Não sei o que poderia fazer ou dizer que a convencesse de que estou aqui. Que vou ficar. Escolhi a ela neste momento.
Antes de ter a chance de convencê-la disso, ela agarrou meu rosto e me beijou, fazendo-me gemer baixinho. Deslizei minhas mãos debaixo de sua camisa e em torno de suas costas. A suavidade e o calor de sua pele sob as palmas das minhas mãos teve uma sensação que nunca quero esquecer.
Assim que minhas mãos encostaram em sua pele, ela toma minha jaqueta em seus punhos e começou a tirar de mim. Me inclinei para frente, ainda tocando os nossos lábios, tentando me livrar da jaqueta. Assim que a tirei, lancei atrás de mim e coloquei minhas mãos para trás debaixo de sua camisa.
Tocá-la, beijá-la, estar com ela... parecia tão natural. Tão certo.
Movi meus lábios para aquele local em seu pescoço que me deixa louco. Ela inclinou o pescoço para o lado e gemeu em voz baixa.
Passei as minhas mãos em sua cintura e pressionei minha mão, enquanto fazia uma trilha de beijos ao longo de sua clavícula. Lentamente movi minhas mãos até sua cintura e depois segui com os polegares a borda do seu sutiã. Podia sentir seu coração batendo contra o peito, o que fez com que o meu tentasse ultrapassar o dela. Assim que deslizei o polegar logo abaixo do sutiã, ela puxou de volta, longe dos meus lábios. E engasgou.
Puxei imediatamente minhas mãos de debaixo de sua camisa e a coloquei em seus ombros, em silêncio, me xingando por ser tão impaciente. Empurrei os ombros para trás, a fim de nos dar espaço para respirar. Inclinei a cabeça para trás contra o banco e fechei os olhos.
"Desculpa.” Abri meus olhos e mantive minha cabeça contra o encosto do banco. "Estou indo rápido demais. Sinto muito. Imaginei te tocar tantas vezes que sinto que é tão natural. Sinto muito”. Ela balançou a cabeça e puxou minhas mãos de seus ombros, segurando-as juntas entre nós.
"Está tudo bem", disse. "Nós dois estamos indo rápido demais. Só preciso de um momento. Mas isso tudo parece ser certo, não é mesmo? Parece tão certo estar com você.”
"Porque tudo isso é certo.”
Olhando para mim em silêncio, do nada, encostou seus lábios nos meus novamente. Gemi e envolvi meus braços firmemente ao redor dela, puxando-a de volta contra mim. Assim que ela pressionou contra o meu peito, coloquei minhas mãos em seus ombros e a afastei. Assim que se afastou, a puxei de volta para mim para outro beijo. Isso aconteceu várias vezes e continuei tendo que me lembrar de desacelerar. Finalmente tive que empurrá-la do meu colo e no
banco do motorista. No entanto, isso não ajudou, porque assim que ela inclinou-se de costas contra a porta do lado do motorista, me inclinei sobre o assento e beijei-a novamente. Vendo o quanto precisava dela a fez rir, o que me fez rir também ao perceber o quão pateticamente desesperado eu parecia naquele momento. De alguma forma consegui me afastar e bati contra a porta do passageiro. Corri a mão pelo cabelo e sorri para ela.
"Você está realmente deixando isso muito difícil", eu rio. "É intencional"
Ela sorri e até mesmo no escuro pude vê-la corar.
"Ugh!" Corri minhas mãos sobre meu rosto e gemi. "Deus, eu te quero tanto”.
Dei um pulo para frente e a beijei, mas coloquei minha mão na maçaneta da porta. Puxei e a porta abriu-se atrás dela. "Saia", falei entre beijos. "Vá para seu carro onde você estará mais segura. Vou te ver quando chegar em casa.”
Ela acena com a cabeça e balança uma das pernas para fora do carro, mas não queria que ela realmente fosse. Agarrei sua coxa e puxei-a de volta e beijei novamente. "Vá," gemi.
"Estou tentando.” Ela riu, se afastando de mim. Saiu do carro e eu deslizei no assento, seguindo-a para fora pela porta do carro.
"Onde você estacionou?" perguntei. Envolvi meus braços em torno dela e pressionei meus lábios em sua orelha.
"Há alguns carros daqui", disse, apontando para trás. Deslizei minha mão no seu bolso de trás e recuperei as chaves, em seguida, a levei
para o carro. Depois que abri a porta ela subiu e inclinei para beijá-la uma última vez.
"Não vá para dentro quando chegar em casa. Não terminei de beijar você ", falei.
Ela sorriu. "Sim, senhor.”
Fechei a porta e assim que seu Jeep grunhiu, bati com meus dedos contra a janela e ela rolou para baixo. Coloquei minha mão na sua nuca e inclinei através de sua janela. "Esta viagem de volta pra casa está prestes a ser os 30 minutos mais longos da minha vida.” Beijei sua têmpora e dei um passo atrás. "Eu te amo."
Ela fechou a janela, em seguida, colocou a palma da mão contra o vidro. Levantei minha mão para espelhar a dela, combinando nossos dedos juntos. Sussurrou: "Eu também te amo" e começou a dar ré.
Esperei até ela sair do estacionamento, depois voltei para o meu carro.
Não entendo. Não entendo como fui capaz de ficar por tanto tempo sem ela e agora me sinto como se ela fosse uma parte vital de mim, vou morrer se não puder tocá-la.
Não estava no meu carro nem há um minuto antes de discar o número dela. Nunca liguei antes para ela sem que a conversa fosse ligada a Kel ou Caulder. É uma boa sensação poder ligar para ela.
Ela está dirigindo bem na minha frente, então pude vê-la buscar seu celular quando tocou. Ela inclinou a cabeça e segurou o telefone entre o ombro e o pescoço. "Alô?"
"Você não deveria falar ao telefone enquanto estiver dirigindo", digo a ela.
Ela riu. "Bem, você não deve me ligar quando você sabe que estou dirigindo.”
"Mas senti sua falta.”
"Sinto falta de você também", disse ela. "Senti sua falta por todos os 60 segundos em que estivemos separados", diz ela com sarcasmo.
Eu rio. "Quero falar com você enquanto dirigimos, mas quero que você coloque o telefone no viva-voz.”
"Por quê?"
"Porque sim," falo, "Não é seguro dirigir com a cabeça inclinada para o lado assim.”
Podia ver seu sorriso em seu espelho retrovisor. Ela deixou cair o telefone e sentou-se ereta. "Assim está melhor?" disse.
"Sim. Agora escute, vou colocar uma canção do Avett Brothers. Certifique-se que o volume do seu telefone esteja ligado no máximo." Liguei a música que eu ouvia no repeat desde a noite em que me apaixonei por ela e aumentei o volume. Quando chegou ao refrão, comecei a cantar junto com a música.
Abaixei a minha voz e continuei a cantar o restante da música e assim a música seguinte, depois disso, a música depois dessa. Ela escutava em silêncio por toda a viagem de volta para Ypsilanti.
Layken chegou a sua garagem antes de eu chegar a minha. Me apressei a desligar o motor do carro e tentei chegar ao outro lado da rua antes que ela tivesse a chance de abrir a porta do carro. Quando cheguei, abri a porta e a puxei pela mão. Queria empurrá-la contra o Jeep e beijá-la loucamente, mas sabia que havia pelo menos mais três pares de olhos em nós. O que não daria para tê-la sozinha na minha casa agora, ao invés de estarmos aqui fora. Beijei o topo de sua cabeça e acariciei seus cabelos, aproveitando todo o momento que podia conseguir ao seu lado.
"Você tem um toque de recolher?"
Ela encolheu os ombros. "Tenho dezoito anos. Não sei se ela poderia me dar um se quisesse.”
"Nós não precisamos abusar da sorte com ela, Lake. Quero fazer isso direito.” Tenho sorte que Julia a tenha deixado ficar comigo neste momento. A última coisa que quero fazer é chateá-la.
"Não temos que falar sobre a minha mãe agora, temos?"
Sorri e balancei a cabeça. "Não” Deslizei minha mão atrás da cabeça e puxei sua boca contra a minha, beijando-a como se não me importasse com quem pudesse estar olhando. Inferno, não me importo. Beijei-a loucamente por vários minutos até chegar ao ponto em que minhas mãos não podiam ficar acima dos ombros por muito mais tempo. Me afastei apenas o suficiente para que pudéssemos recuperar o fôlego.
"Vamos para a sua casa", ela sussurrou.
A sugestão é tão tentadora. Fechei meus olhos e a puxei para o meu peito. "Eu preciso falar com a sua mãe antes de fazer algo parecido.
Preciso saber quais são os nossos limites.”
Ela riu. "Por quê? Assim, podemos ultrapassá-los?"
Levantei seu queixo e forcei seu olhar no meu. "Exatamente."
A luz de fora na entrada acendeu, em seguida, desligou novamente. Uma indicação de que Julia havia definido um limite.
"Droga," gemi em seu pescoço. "Acho que isso é um Boa Noite.”
"Sim, acho que sim", disse. "Vejo você amanhã, certo? Que horas você tem que sair para a formatura?"
"Não até amanhã à tarde. Você quer vir para o café da manhã? Vou fazer o que você quiser.”
Acenando com a cabeça perguntou. "E o almoço? O que você vai fazer para o almoço?"
"Cozinhar para você", falei.
"E o jantar? Talvez eu queira jantar com você, também.”
Ela é tão bonita. "Na verdade, temos planos. Meus avós estão vindo para a formatura e vamos jantar depois. Você vem?"
Um olhar preocupado atravessou seu rosto. "Você acha que é uma boa ideia? E se alguém nos ver juntos? Você tecnicamente ainda é um professor, mesmo que você esteja nos últimos trabalhos.”
Caramba. Estou começando a odiar esse novo trabalho e ainda nem comecei. "Acho que preciso esclarecer isso amanhã.”
"No entanto, quero ir para sua formatura. Tudo bem?"
"É bom que venha", retruquei. Queria sua presença mais do que ninguém, mas até hoje não achava que essa era uma possibilidade. "Vai ser difícil como o inferno manter minhas mãos longe de você, apesar de tudo.” Dei-lhe um último beijo antes de me afastar. "Eu te amo."
"Também te amo.”
Virei e comecei a me afastar. Minhas emoções estão se contradizendo, porque me sinto absolutamente eufórico que finalmente estamos juntos, mas devastado que tenha que deixá-la agora. Me viro para olhá-la uma última vez e quando a avistei estava me vendo ir embora, um sorriso satisfeito se espalhou por meu rosto.
"O quê?", Ela perguntou quando viu o olhar no meu rosto.
Basta-me ver o sorriso no seu rosto, é suficiente para me manter satisfeito para o resto da minha vida. Vê-la feliz outra vez é melhor do que qualquer sensação do mundo. Nunca mais quero vê-la triste novamente. "Tudo isso vai valer a pena, Lake. Tudo o que nós tivemos que passar. Prometo. Mesmo se você tiver que esperar por mim, vou fazer valer a pena.”
O sorriso desapareceu de seus olhos e ela levou a mão ao coração. "Você já fez, Will."
Isso. Exatamente por isso que não a mereço.
Andei rapidamente de volta para onde ela estava de pé e peguei seu rosto em minhas mãos. "É sério," falei. "Eu te amo pra caramba, chega a doer.” Forcei meus lábios contra os dela, então me afastei rápido de novo. "Mas num bom sentido.” Beijei-a brevemente. "Se foi difícil nós ficarmos separados até agora? Como diabos vou dormir depois de hoje à noite? Depois de realmente poder beijá-la assim?
Depois de ouvir você dizer que me ama?” A beijei novamente e a empurrei assim estávamos encostados contra o Jeep novamente. Beijei como queria beijá-la desde o momento em que soube o quão perfeito éramos juntos. Como éramos perfeitos juntos. Me perdi nos seus beijos, sabendo que nunca mais vou ter que afastar-me dela novamente. Beijei sabendo que este não será nosso último beijo. Que não vai nem mesmo ser o nosso melhor beijo. Beijei sabendo que esse era o nosso começo e não outro adeus. Continuei a beijá-la, mesmo quando a luz acendeu e apagou novamente várias vezes.
Ambos percebemos a luz, mas nenhum de nós pareceu se importar. Demorou ainda vários minutos para que nos controlássemos e parássemos com os beijos. Pressionei minha testa contra a dela e olhei diretamente em seus olhos assim que ela abriu os seus.
"Acho que é isso, Lake," falei, apontando para frente e para trás entre nós. "Agora é sério. Não vou fugir de você de novo. Nunca mais.”
Seus olhos se encheram de lágrimas. "Promete?", ela sussurrou.
"Juro. Eu te amo muito.”
Uma lágrima rolou pelo seu rosto. "Diga isso de novo", ela sussurrou.
"Eu te amo, Lake”. Meus olhos rolaram sobre cada centímetro de seu rosto, com medo de perder alguma coisa, se eu não aproveitasse cada último momento antes de ir.
"Mais uma vez.”
Antes que um Eu Te Amo saísse da minha boca novamente, a porta da frente se abre e Júlia aparece.
"Nós vamos ter que estabelecer algumas regras básicas", disse ela. Havia mais diversão em sua voz do que raiva ou irritação.
"Desculpe Julia," Gritei por cima do meu ombro. Me voltei para Lake e a beijei uma última vez, em seguida, dei um passo para longe dela. "É que sou loucamente apaixonado por sua filha!"
"Ah, tá bom” Julia riu. "Posso ver isso."
Falei um último eu te amo antes de atravessar a rua novamente.