Essa Garota
Capítulo 18
A lua de mel
"E nós vivemos felizes para sempre”. Diz ela.
Eu rio, porque isso não poderia estar mais longe da verdade.
"Sim, por umas duas semanas." falo "Até sua mãe colocar um freio sobre as coisas como na noite que ela chamou nossa atenção."
Lake geme. "Oh, meu Deus, eu me esqueci disso."
"Confie em mim, não é algo que eu gostaria de lembrar."
PONTO DE RETIRADA
“Onde estamos indo?”
Coloquei meu cinto de segurança e diminuo o volume do rádio. "É uma surpresa."
É a primeira noite que pude sair com ela em público desde que começamos a namorar oficialmente há duas semanas. Eu pude sair do meu contrato de trabalho no ensino médio quando fui aceito no programa de ensino de nível de mestrado. Então, tecnicamente, somos livres para namorar. Eu não tenho certeza de como isso iria parecer, já que eu era seu professor somente algumas semanas atrás. Mas para ser honesto, realmente não me importo. Como lhe disse, ela vem em primeiro lugar agora.
"Will. É quinta-feira à noite. Tenho a sensação de seja lá onde você esteja me levando, não é lá muito uma surpresa. Vamos Clube N9NE?"
"Talvez."
Ela sorri. "Você vai fazer um slam para mim?"
Pisco para ela. "Talvez." Estendo minha mão e pego a dela.
“Mas nós estamos saindo cedo. Você está realmente me levando pra comer? Não vai ser o sanduiche de queijo esta noite?”
"Talvez." falo novamente.
Ela rola os olhos. “Will, este encontro vai ser um saco se você não se tornar um pouco mais falante.”
Eu rio. "Sim, vamos ao Clube N9NE. Sim, nós vamos jantar primeiro. Sim, escrevi um slam para você. Sim, estamos deixando o clube cedo para que possamos voltar para a minha casa e fazer algo pesado no escuro."
"Você só se tornou meu melhor.” diz ela.
“De todos os restaurantes em Detroit, você escolheu uma lanchonete.” digo, balançando minha cabeça. Seguro sua mão e a levo em direção à entrada do clube. Gostaria de lhe dar uma dura, mas amo que tenha escolhido uma lanchonete.
"Morda-me. Eu gosto de hambúrgueres."
Envolvo meus braços em torno dela e belisco seu pescoço. "E eu gosto de você." Mantenho meus braços em torno dela e meus lábios encostados em seu pescoço enquanto caminhamos para dentro. Ela tira meus dedos de sua cintura e pressiona a palma da mão contra a minha testa, me empurrando para longe de seu pescoço. "Você precisa ser um cavalheiro em público. Nada de beijos até estarmos de volta em seu carro."
Eu a levo de volta para a saída. "Bem, nesse caso, terminamos aqui. Vamos."
Ela puxa minha mão de volta. “De jeito nenhum. Se você está pensando em me seduzir em seu sofá depois, você tem que me seduzir com suas palavras primeiro. Você prometeu uma performance esta noite e não vamos sair até que eu veja uma."
Ela caminha em direção à mesa onde Eddie e Gavin guardaram assentos pra nós. Ela senta ao lado de Eddie e eu ao lado dela.
"Oi.” Eddie diz, olhando-nos com curiosidade.
"Oi." Lake e eu falamos simultaneamente. A expressão de Eddie se torna mais curiosa.
"Isso é estranho." Eddie finalmente diz.
Gavin concorda. "É estranho. Realmente é estranho."
"O que há de tão estranho?" Lake pergunta.
"Vocês dois." Eddie diz. "Eu sei que vocês estão namorando há algumas semanas, mas esta é a primeira vez que eu realmente vejo você com ele. Assim, desse jeito. Você sabe. Toda apaixonada e essas coisas. É apenas estranho."
"Ah, cale a boca". Diz Lake.
"Vai levar algum tempo para me acostumar. Parece apenas que você está fazendo algo errado. Algo ilegal.” Eddie diz.
"Tenho vinte e um anos." digo defensivamente. "Não sou mais um professor. O que há de estranho nisso?”
"Eu não sei." Diz ela. "É muito estranho."
"É estranho." Diz Gavin novamente. “Realmente é estranho.”
Posso entender o motivo, mas acho que eles estão exagerando. Especialmente Gavin. Ele sabia como me sentia em relação à Lake há meses. "O que exatamente é tão estranho?" Coloco meu braço em volta dos ombros de Lake. "Isto?" Eu me viro e a beijo fortemente na boca até que ela ri e me empurra para longe. Ambos voltamos para Eddie e Gavin e eles ainda estão olhando para nós, como se fôssemos um show de horrores.
"Indecente." Diz Eddie, franzindo o nariz.
Pego um pacote de açúcar e lanço-o na direção de Eddie. "Vá se sentar em outro lugar, então.” Brinco.
Gavin pega o pacote de açúcar e joga-o de volta para mim. "Nós estávamos aqui primeiro."
"Então, acostumem-se com isso.” digo.
A mesa fica quieta e é óbvio que Lake e Eddie não têm ideia de que Gavin e eu só estamos brincando.
"Particularmente.” Diz Gavin, inclinando-se para frente. "Achei que você e a Sra. Alex faziam um par muito melhor."
Dou de ombros. "Ela se atirou em mim. Tive que ficar com a minha segunda opção.” digo, chacoalhando a minha cabeça em direção a Lake.
Lake zomba ao mesmo tempo em que o apresentador começa a falar no microfone.
"O sacrifício foi pré-selecionado, esta noite, devido a restrições de tempo por parte da performer. Todo mundo, por favor, deem as boas-vindas ao Will Copper que está voltando ao palco."
A multidão começa a bater palmas e deslizo para fora do assento. Lake arqueia a sobrancelha. "Restrições de tempo?” Ela pergunta.
Abaixo e pressiono os meus lábios em sua orelha. "Eu já te falei que não podemos ficar muito tempo. Estaremos realmente muito, muito ocupados depois disso." Eu a beijo no rosto e caminho até o palco. Nem sequer me dou tempo para me preparar e começo o meu poema assim que chego ao microfone para que não perca mais um segundo. "Meu Poema se chama O Presente..."
Se meu pai estivesse vivo, ele estaria sentado ali
Assistindo-me aqui em cima, com um sorriso no rosto
Ele ficaria orgulhoso do homem que me tornei
Ele estaria orgulhoso que caminhei até tomar o seu lugar
Se minha mãe estivesse viva, ela estaria em casa
Ensinando meu irmão todas as coisas que ela me ensinou
Ela ficaria orgulhosa do homem que me tornei
Ela estaria orgulhosa de quem eu cresci para ser
Mas eles não estão aqui. Eles não têm estado por um tempo.
Leva tempo, mas está começando a fazer sentido.
Eu ainda sinto falta deles cada vez que respiro.
Suas ausências nunca passarão despercebidas.
Mas cada sorriso em seu rosto parece substituir
A memória que prefiro não manter
Cada vez que você ri, preenche um vazio
Cada beijo cura outra ferida em minha alma
Se meu pai estivesse aqui, ele estaria sentado com você
Ele estaria te abraçando... dizendo obrigado.
Obrigado por salvar meu filho.
Obrigado por trazer luz ao seu mundo.
Se minha mãe estivesse aqui, estaria muito feliz
Por finalmente ter uma filha em sua vida
Ela te amaria tanto quanto eu te amo
Ela me faria prometer de um dia te fazer minha esposa
Mas eles não estão aqui. Eles não têm estado por um tempo.
Mas posso sentir seu orgulho. Posso sentir seus sorrisos.
Posso ouvi-los dizer: "De nada, Will."
Quando eu os agradeço por terem te enviado do céu.
Assim que volto para a mesa ela está tentando me agradecer com um abraço, mas pego sua mão e coloco sobre meu ombro enquanto a arrasto para a saída. "Vejo vocês mais tarde.” digo a Gavin e
Eddie. Nem sequer espero que eles digam adeus enquanto nos direcionamos para a porta. Estou a dois passos na frente de Lake no caminho todo de volta para o carro, praticamente arrastando-a atrás de mim. Não consigo pensar em nada, a não ser ficar a sós com ela esta noite. Nós nunca ficamos sozinhos e preciso de um tempo sem interrupções e a sós com ela antes de enlouquecer.
Quando chegamos ao carro, praticamente empurro-a para dentro, em seguida, subo no assento do motorista. Ligo o carro, em seguida, viro para ela, agarro sua blusa e puxo sua boca para a minha enquanto saio do estacionamento.
"Will você percebe que seu carro está em movimento?” Diz ela, tentando se afastar do meu aperto. Olho pelo vidro traseiro, viro o volante para a direita e em seguida, volto a olhar pra ela.
"Sim. Precisamos nos apressar. Você tem um toque de recolher e isso só nos dá mais duas horas juntos." Pressiono meus lábios nos dela novamente e ela empurra minha testa para trás com a palma de sua mão.
"Então pare de me beijar e dirija. Não vai ser muito divertido ficar com você se estiver morto."
"Encoste." Ela diz, várias casas para baixo da minha casa.
"Por quê?"
"Apenas encoste. Confie em mim."
Encosto e estaciono o carro na rua. Ela se inclina sobre o assento e me beija, então puxa as chaves da ignição. "Se minha mãe ver seu carro, vai saber que estamos de volta. Ela me disse para levá-lo a minha casa, se chegássemos em casa mais cedo. Ela não quer a gente sozinho na sua casa. Vamos nos esgueirar pela sua porta de trás e podemos vir buscar o seu carro mais tarde."
Fico olhando para ela com admiração. "Acho que estou apaixonado pelo seu cérebro.” digo.
Nós dois saímos do carro e corremos em direção à parte traseira da casa na qual estacionamos. Atravessamos a cerca, então agachamos e atravessamos três quintais até chegar ao meu. Retiro as chaves de suas mãos e abro a porta traseira. Por que me sinto como se estivesse invadindo? É a minha casa.
"Não acenda as luzes. Ela vai saber que voltamos.” digo enquanto guio o caminho através da porta escura.
"Eu não posso ver." Diz ela.
Coloco meu braço em torno de sua cintura e levanto seu corpo nos meus braços. "Com licença."
Ela joga os braços em volta do meu pescoço e grita. Eu a levo até que atingimos o sofá e delicadamente a deito. Tiro minha jaqueta e sapatos, então desço até encontrá-la. Deslizo minha mão para baixo pelo comprimento das pernas até chegar a seus pés, então tiro seus sapatos enquanto ela desliza sua jaqueta.
"Alguma coisa mais que você precisa remover?" sussurro.
"Uh-huh. Sua blusa."
Imediatamente concordo e puxo minha blusa sobre a cabeça. "Por que estamos sussurrando?" pergunto.
"Eu não sei.” Ela sussurra.
O som de sua voz quando sussurra... sabendo que ela está de volta... no meu sofá.
O significado das próximas duas horas é quase mais do que posso suportar, sabendo o que poderia ocorrer entre nós. Reconheço que, por isso, em vez de me abaixar em cima dela, me ajoelho no chão ao lado do sofá. Por mais que a queira, quero fazer isso do seu jeito esta noite, não no meu. Tendo a ser extremamente impaciente quando se trata dela.
Encontro seu rosto no escuro e a viro para mim. Quando a toco, ela para de respirar. Sinto isso também. Toquei seu rosto inúmeras vezes antes, mas de alguma forma no escuro, com absolutamente nenhuma interrupção, parece um inferno de muito mais íntimo.
Ela move a mão para a parte de trás do meu pescoço e pressiono meus lábios levemente contra o dela. Eles estão molhados, frios e perfeitos. Mas assim que tomo seus lábios, fica perfeito, é o eufemismo do ano.
Ela responde ao meu beijo hesitantemente. Nós dois estamos explorando lentamente nossos limites e quero ter certeza que não estou levando isso muito rápido desta vez. Minha mão continua em seu rosto, enquanto nós nos beijamos, então começo a movê-la lentamente pelo seu pescoço, arrastando pelo ombro esquerdo até
seu quadril. Cada movimento que faço só parece incentivá-la, então deslizo minha mão por baixo de sua blusa e aperto sua cintura. Espero por alguma indicação de que ela quer que eu pare ou vá mais para longe.
Ela pressiona suas mãos em minhas costas, me puxando para frente, indicando que me quer no sofá com ela.
"Lake” digo, recuando vários centímetros. "Eu não posso. Se ficar com você nesse sofá..." solto uma profunda respiração. "Apenas confie em mim. Não posso ficar nesse sofá com você."
Ela pega minha mão que ainda a segura pela cintura. Ela desliza minha mão até seu estômago e não para até que está cobrindo o sutiã.
Puta merda.
"Eu quero você no sofá comigo, Will."
Imediatamente puxo minha mão, mas só porque preciso tirar sua blusa. Praticamente a arranco sobre sua cabeça e me junto a ela imediatamente no sofá. Assim que me abaixo em cima dela e a sinto pressionada contra o meu peito, beijo-a novamente e volto a minha mão direita onde ela a colocou. Ela sorri e envolve as pernas em torno de mim e a beijo pelo queixo, a caminho para o seu pescoço.
"Posso sentir seu coração aqui.” digo, beijando a base de sua garganta. "Eu gosto disso."
Ela pega a minha mão e desliza-a sob o sutiã desta vez. "Você pode senti-lo batendo aqui, também."
Enterro meu rosto no sofá e gemo. "Oh, meu Deus, Lake."
Quero tocá-la. Quero sentir tudo dela. Mas não sei o que está me impedindo. Por que diabos estou tão nervoso?
"Will?"
Puxo meu rosto do sofá, muito consciente de que minha mão ainda está escondida em segurança sob seu sutiã. Minha mão nunca esteve tão feliz. "Você quer ir mais devagar? Eu vou, Lake. É só falar."
Ela balança a cabeça e corre as mãos pelas minhas costas. "Não. Eu quero que você acelere."
Minha hesitação desaparece imediatamente com essas palavras. Deslizo minha mão em suas costas e solto seu sutiã, em seguida, deslizo-o pelos ombros. Largo sua boca para a pele e, assim que o mais suave gemido escapa de seus lábios, a minha mão encontra o seu caminho de volta para onde ela plantou mais cedo. Abaixo meus lábios, em seguida congelo imediatamente ao som de uma chave girando na porta da frente.
"Shh." Na hora, a porta da frente se abre e a luz da minha sala acende. Ergo minha cabeça longe o suficiente para espreitar por cima do encosto do sofá e vejo Júlia andando em direção ao corredor. Deixo cair minha cabeça para o pescoço de Lake. "Merda. É a sua mãe."
"Merda.” ela sussurra, freneticamente puxando o sutiã de volta. "Merda, merda, merda."
Aperto minha mão sobre sua boca. "Pode ser que ela não nos veja. Fique quieta."
Nossos corações estão batendo agora mais rápido do que eles já bateram antes. Sei disso, porque minha mão ainda está firmemente plantada bem em cima do seio de Lake. Aparentemente, ela reconhece o constrangimento do momento, também.
"Will, tire sua mão daí. Isso é estranho."
Puxo minha mão. "O que ela está fazendo aqui?"
Lake balança a cabeça. "Eu não tenho a menor ideia."
É quando tudo acontece. Já ouvi pessoas dizerem que podem ver suas vidas piscar diante de seus olhos nos momentos anteriores a morte. É verdade.
Júlia caminha de volta para a sala e grita.
Eu salto de cima de Lake.
Lake pula do sofá e aí está. Toda a minha vida passa diante dos meus olhos no momento em que Júlia vê Lake em pé na minha sala, prendendo seu sutiã.
"Somos nós." deixo escapar. Não sei por que escolhi essas palavras para serem minhas possíveis últimas palavras. Júlia está de pé com a mão sobre a boca, olhando para nós com os olhos arregalados. "Somos nós." digo novamente, como se ela não soubesse disso.
"Eu estava..." Júlia levanta o travesseiro de Caulder. "Caulder queria seu travesseiro." Diz ela. Ela olha para trás e para entre nós e em uma fração de segundo, sua expressão muda de medo para raiva. Imediatamente abaixo e recupero a blusa de Lake, em seguida, entrego a ela.
"Mamãe”. Diz Lake. Ela não continua, porque não tem ideia do que dizer.
"Lake, vá para casa." Diz Júlia.
"Júlia." digo para Júlia.
"Will?" Júlia fala, atirando um aviso em minha direção. "Vou lidar com você mais tarde."
Assim que as palavras saem da boca de Júlia, o rosto de Lake passa de vergonha a realmente zangado. "Mãe, nós somos adultos! Você não pode falar assim com ele!" Lake grita. "E você não pode nos impedir de ficarmos juntos! Isso é ridículo."
Pego o cotovelo de Lake, na tentativa de acalmá-la. "Não, baby.” digo baixinho.
Ela olha para mim defensivamente. "Ela não pode me dizer o que fazer Will. Eu sou adulta."
Calmamente coloco a minha mão em seu ombro. "Lake, você ainda está na escola. Você vive sob seu teto. Eu não deveria ter trazido você aqui, sinto muito. Ela está certa." Eu me inclino e beijo-a brevemente para acalmá-la, então pego sua blusa e ajudo-a a vestir.
"Oh, meu Deus!" Júlia grita. "Você está brincando comigo, Will? Não a ajude a colocar suas roupas de volta! Eu estou bem aqui!"
O que diabos eu estava pensando?
Solto a camisa e mantenho as palmas das mãos no ar, em seguida, fico distante de Lake. Ela olha para mim desculpando-se e sussurra:
"Eu sinto muito.” Então se dirige para a porta.
A porta não se fechou ainda antes de Júlia começar a gritar com ela. "Você está namorando com ele há duas, duas semanas, Lake! O que você acha que está fazendo indo tão longe com ele tão rápido?" A porta finalmente se fecha e afundo de volta para o sofá, sentindo-me incrivelmente estúpido. Incrivelmente culpado. Incrivelmente patético. Ainda... de alguma forma incrivelmente feliz.
Estendo a mão e estou vestindo minha própria blusa quando a porta da frente se abre novamente. Júlia tem o braço de Lake num aperto e marcha diretamente de volta para a sala e em seguida posiciona-a no sofá na minha frente.
"Isto não pode esperar.” diz Júlia. "Eu inclusive nem acredito que vocês não vão começar isto novamente assim que eu for para a cama."
Lake está olhando para mim da mesma maneira que estou olhando para ela. Confusa.
Júlia se vira para Lake. "Vocês já estão fazendo sexo?"
Lake geme e cobre o rosto com as mãos.
"Vocês estão?"
"Não!" Lake diz defensivamente. "Nós ainda não fizemos sexo, ok?"
Estou assistindo a conversa entre elas, esperando no inferno que não seja envolvido nisso.
"Ainda?” Diz Júlia. "Então vocês estão a caminho disso?"
Lake estende as mãos e as joga pra cima. "O que você quer que eu fale mãe? Tenho dezoito anos! Você quer que eu fale que vou ser celibatária para sempre? Porque isso seria uma mentira."
Júlia rola a cabeça para trás e olha para o teto por alguns segundos. Quando ela olha para mim, lanço meu olhar para o chão. Estou tão envergonhado. Não posso nem olhar para ela.
"Onde está o seu carro?” Diz ela sem rodeios.
Olho para Lake, em seguida para Júlia. "No final da rua." relutantemente admito.
"Por quê?” Ela pergunta acusadora e com razão.
"Mãe, pare. Isso é ridículo."
Júlia volta sua atenção para Lake. "Ridículo? Sério, Lake? O que acho ridículo é o fato de que vocês dois estacionaram no final da rua e vieram sorrateiramente até aqui para ter relações sexuais há menos de cem metros de sua mãe. Você só está saindo com ele há duas semanas! O que acho ridículo é que você está agindo como se você não tivesse feito nada errado, quando é óbvio que você estava tentando esconder isso estacionando no final da maldita rua!”
Ficamos todos em silêncio por um momento. Lake inclina a cabeça contra o encosto do sofá e fecha os olhos.
"E agora, então? Se você vai me colocar de castigo então vamos acabar logo com isso para que você possa parar de me embaraçar.”
Júlia dá um suspiro extremamente frustrado. Caminha até o sofá, sentando-se ao lado de Lake. "Eu não estou tentando envergonhá-la, Lake. Eu só..."
Júlia suspira de novo e deixa cair seu rosto em suas mãos.
Lake revira os olhos novamente.
Eu gemo.
Júlia levanta a cabeça das mãos e respira fundo. "Lake?” Diz ela em voz baixa. "Eu só..." Ela tenta por pra fora o que ela quer dizer, mas seus olhos se enchem de lágrimas. Quando Lake percebe que Júlia está chorando, ela senta na sua frente.
"Mãe.” Diz Lake, aproximando-se dela. Ela coloca os braços em torno de Júlia e a abraça. Vendo seus cuidados com sua mãe, apesar de sua frustração com ela, derrete completamente meu coração. Isso me faz amá-la ainda mais, de alguma forma.
Júlia se separa de Lake e limpa os olhos. "Ah!” Diz ela. "Isso é tão difícil para mim. Você tem que entender isso." Ela se vira para Lake e levanta as mãos. "Eu não quero lançar o cartão de doente, mas é impossível não fazer isso. Estamos nesta transição em nossas vidas em que você está se tornando adulta. Algum dia neste ano, por mais que não desejamos admitir, você estará criando o meu menininho. Quebra meu coração reconhecer que sou responsável por você ser forçada a crescer tão rápido. Estou forçando-a a tornar-se sua tutora. Estou forçando-a a se tornar chefe de família aos dezoito anos. Não é justo com você. Todas as outras áreas de sua vida como se apaixonar, desfrutar do ensino médio, novos namorados e... ter relações sexuais? Eu somente sinto que estas são as últimas coisas que você deixou antes de ser forçada a crescer totalmente. Sei que não posso parar o inevitável, mas estou tirando todas as outras partes de sua juventude, deixando você com toda essa responsabilidade. Até esse momento chegar, acho que só quero que você pare de crescer. Por minha causa. Basta parar de crescer tão rápido."
Assim que ela termina, Lake começa a chorar. "Sinto muito.” Ela diz para Júlia. "Eu entendo, mãe. Eu sinto muito."
Eu me sinto como um idiota. "Sinto muito, também." digo a Júlia.
Júlia sorri para mim e limpa os olhos. "Eu ainda estou brava com você, Will." Ela se levanta e olha para nós dois. "Ok. Agora vamos mudar a direção." Ela vira a sua atenção para Lake. "Vou levá-la no médico amanhã. Você vai tomar pílula." Ela se vira para me encarar. "E ambos precisam pensar sobre isto. Não há pressa. Vocês tem o resto de suas vidas para estar com pressa. Vocês dois precisam dar bons exemplos para os meninos que admiram vocês. Esgueirar-se não é o tipo de coisa que vocês vão querer ser copiados. Você acha que eles não percebem, mas eles percebem. E vocês dois terão que lidar com eles, quando forem adolescentes. Podem acreditar em mim. Vocês não vão querer eles jogando a culpa de suas ações de volta em suas caras."
Ela faz um terrível, mas um excelente ponto.
"Quero que vocês dois me prometam uma coisa”. Diz ela.
"Qualquer coisa.” digo.
"Esperem um ano. Não há pressa. Vocês dois ainda são jovens, muito jovens. Vocês estão namorando há somente duas semanas e acreditem em mim quando falo isso, quanto mais você souber sobre o outro e mais apaixonado você estiver, melhor vai ser."
Faço o meu melhor para fingir que isso não está saindo da boca da mãe da minha namorada, mas não ajuda a aliviar o constrangimento.
"Mãe." Lake geme, afundando de volta para o sofá.
"Nós prometemos.” digo, levantando-me. Lamento imediatamente ao fazer a promessa a ela, sabendo o que irá acarretar. Um ano inteiro tendo que me manter sob controle em torno de Lake é como concordar com o infinito. Especialmente depois de estar no sofá com ela naquela noite.
"Sinto muito, Júlia. Realmente. Respeito Lake e te respeito... Sinto muito. Vamos esperar. Amo Lake e isso é tudo que preciso dela agora. Saber que posso amá-la é mais do que suficiente."
Lake suspira e olho para ela. Ela está sorrindo para mim. Ela se levanta e joga seus braços ao redor do meu pescoço. "Deus, eu te amo.” Diz ela. Ela se afasta do meu pescoço e me beija.
"Certifique-se de que seja um bom beijo, Lake, porque você está de castigo por duas semanas."
Lake e eu viramos nossas cabeças na direção de Júlia.
"Castigo?" Lake diz incrédula.
Júlia concorda. "Independentemente de quanto amo o seu namorado... você entrou aqui sorrateiramente depois que falei que não queria você sozinha na casa dele. Então, sim. Você está de castigo. Vou lhe dar cinco minutos para se despedir e chegar em casa.” Júlia sai e fecha a porta atrás dela.
"Duas semanas?" falo para Lake. Pressiono meus lábios nos dela e a beijo loucamente por cinco minutos seguidos.
Passei 21 anos sem ela. Depois de conhecê-la no início deste ano, de alguma forma fiquei três meses sem ela. Agora, depois de finalmente poder namorá-la, tive que ficar mais duas semanas sem ela. Mas essas duas últimas semanas foram as mais insuportáveis duas semanas sem ela de todos os meus 21 anos.
Sei que não são nem oito da manhã e pode parecer meio desesperado se eu aparecer na sua porta tão cedo, mas nós estivemos esperando tanto estas duas semanas passar, que parece uma eternidade. Corro para o outro lado da rua e estou levantando a mão para bater na porta quando ela se abre e Lake pula em meus braços, banhando todo meu rosto de beijos.
"Que maneira de se fazer de difícil.” Ouço Júlia falar atrás de
Lake. Coloco-a para baixo e balanço a cabeça ligeiramente, deixando-a saber que precisamos baixar o tom. Lake revira os olhos e me puxa para dentro.
"O que vamos fazer hoje?" Ela pergunta.
"Tudo o que você quiser. Estava pensando que talvez pudéssemos levar os meninos em algum lugar."
"Sério?" Júlia diz da cozinha. "Isso seria ótimo. Preciso de um dia de paz depois de ter ficado em casa com sua namorada emburrada por duas semanas."
Lake ri e me puxa para o corredor. "Venha para o meu quarto enquanto me arrumo." Nós desaparecemos pelo corredor e no quarto dela. Ela fecha a porta e me puxa para a cama. Ela cai para trás e eu caio por em cima dela, nossos lábios se reconectam após o tempo torturante que eles tiveram que passar longe.
"Senti tanto sua falta” sussurro.
"Não tanto quanto eu senti a sua."
Nós nos beijamos mais um pouco.
E um pouco mais.
E um pouco mais.
Gostaria que não tivesse que deixar este quarto, porque poderia fazer isso o dia todo. Ela já está colocando sua mão na parte de dentro da minha camisa e estou gemendo em seu pescoço, lembrando o quão perto posso realmente estar com ela em duas semanas. Quero correr minha mão até sua camisa, ou tocar sua cintura, ou puxar as pernas dela em torno de mim, mas não tenho ideia do que é seguro com ela agora. Agora que nós temos que esperar um maldito ano inteiro.
Por que concordei com isso? Tanto quanto entendo para onde Júlia estava indo, eu ainda não sei como, inferno, nós vamos esperar um ano inteiro. Especialmente considerando o quanto ela já está me deixando insano.
"Baby” digo, puxando meus lábios dos dela. "Nós precisamos falar sobre isso." Levanto e me sento na cama ao lado dela.
"Sobre o quê? Nossos planos para hoje?"
Balanço minha cabeça. "Não." Eu me inclino para frente e a beijo novamente. "Isso." digo, acenando com a mão para cima e para baixo. Em seu corpo. "Nós precisamos conversar sobre o que é certo e o que não é. Eu realmente quero respeitar a promessa que fiz a sua mãe, mas ao mesmo tempo não há nenhuma maneira no inferno que possa manter minhas mãos longe de você. Só preciso saber quais meus limites antes de pular fora."
Ela sorri para mim. "Então você está dizendo que precisamos estabelecer limites para até onde podemos ir?"
Concordo com a cabeça. "Exatamente. Preciso que você me diga quando estiver chegando ao ponto de retirada."
Ela sorri maliciosamente. "Bem, só há uma maneira de descobrir quais são os nossos limites. Acho que nós precisamos testá-los."
Sorrio e manobro de volta para seu lado, olhando-a lentamente para cima e para baixo. "Adorei essa ideia." aliso uma mecha de cabelo do rosto dela e a beijo suavemente na boca. Corro o meu nariz em sua mandíbula e beijo o caminho até de sua orelha. "Que tal isso? Eu já devo recuar?”
Ela balança a cabeça. "Claro que não. Nem perto disso.”
Coloco minha mão no ombro dela e, lentamente, corro meus dedos por seu braço, descansando minha mão na cintura dela.
Eu me inclino até que meus lábios estão quase tocando os dela novamente. "Que tal isso?" pergunto. Abro seus lábios com a minha língua, deslizando minha mão sob a blusa e através de seu estômago. Os músculos de seu estômago se apertam sob minha palma. "É este o seu ponto de retirada?" sussurro.
Ela balança a cabeça lentamente. "Não... Continue."
Abaixo meus lábios para seu pescoço e meus dedos rastejam até seu estômago e chegam ao ponto onde o sutiã geralmente estaria, se ela estivesse usando um agora. Enterro minha cabeça no travesseiro e gemo. "Deus, Lake. Sério? Você está tentando me matar?”
Ela balança a cabeça novamente. "Não recue ainda. Continue."
Levanto minha cabeça longe de seu travesseiro e rolo sobre seus olhos com os meus lábios. Meu polegar roça seu seio e é quando nós dois nos perdemos. Nossos lábios batem juntos e assim que aperto seu seio, ela geme na minha boca e lança uma perna ao redor da minha coxa. Saio imediatamente dela e levanto-me.
"Acho que encontrei meu ponto de retirada." digo, respirando pesadamente. Corro minhas mãos pelo meu cabelo e volto até a parede, colocando uma distância segura entre nós. "Você precisa se vestir, assim nós podemos sair. Eu não posso ficar sozinho aqui com você agora."
Ela ri e sai da cama, em seguida vai para o armário. "E Lake? Se você quiser sobreviver ao dia sem ser completamente atacada por mim, certifique-se de colocar um sutiã." pisco para ela e saio do quarto.