Essa Garota

Colleen Hoover · Capítulo 8 de 30

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Essa Garota

Capítulo 7

 

A lua de mel

Lake não moveu um músculo nos últimos quinze minutos. Está absorvendo cada palavra que eu disse. Recordar o dia que nos conhecemos e nosso primeiro encontro foi realmente divertido. Recordar as coisas que nos feriram é difícil.

"Não gosto de falar mais sobre isso", digo. "Parece que está te deixando triste."

Seus olhos se arregalam e ela vira seu corpo na minha direção. "Will, não. Adoro ouvir seus pensamentos sobre tudo o que aconteceu. Realmente sinto que me ajuda a entender melhor um monte de suas ações. Não sei por que, senti como se você me culpasse de alguma maneira."

Beijo suavemente seus lábios. "Como poderia culpá-la, Lake? Tudo o que eu queria era você."

Ela sorri e descansa a cabeça no meu antebraço. "Não posso acreditar que minha mãe te disse para me deixar esse bilhete", diz ela.

"Deus, Lake. Isso foi tão embaraçoso. Você não tem ideia."

Ela ri. "Ela realmente gostava de você, sabe. Quero dizer, no começo. E te amava no final. Foi no ‘entre’ onde os sentimentos por você tiveram uma espécie de declínio."

Penso sobre o dia que Julia descobriu e como deve ter ficado preocupada por Lake. Com tudo o que estava acontecendo em sua vida, ter que prestar atenção em sua filha lidando com essa dor de cabeça? Inacreditável.

"Lembra quando ela descobriu que você era meu professor?", Diz Lake. "O olhar em seu rosto quando estava subindo a calçada em direção a você, foi horrível. Estava com tanto medo que você achasse que eu contei para ela porque estava com raiva de você."

"Estava com tanto medo dela naquele dia, Lake. Ela podia ser muito intimidante quando quisesse. Claro que depois nós conversamos novamente, mais tarde naquela noite e vi um lado mais vulnerável dela, mas mesmo assim. Eu estava com medo terrível dela."

Lake se arrasta na cama e olha para mim. "O que você quer dizer com ‘vocês conversaram de novo’?"

"Mais tarde, naquela noite, quando ela voltou para minha casa. Eu nunca te contei isso?"

"Não", diz ela abruptamente, quase como se tivesse sido enganada. "Por que ela voltou? O que ela falou?"

"Espere, deixe-me contar do começo. Quero te contar sobre a noite anterior, quando ela descobriu", digo. "Eu fiz um poema sobre você."

Ela se anima. "Ah, fala sério! Como é que nunca me contou?"

Dou de ombros. "Eu estava machucado. Não foi um poema positivo."

"Quero ouvi-lo, de qualquer maneira", diz ela.