Manual do Xavequeiro
Xaveco no Barzinho 25
DICA DO RAMPA:
Logo no início do xaveco, caso você receba um não, recomenda-se a batida em retirada Ok, mas isso não é uma regra. Se esse não foi dito com certo charme, ou se a brota for uma delícia incomensurável, vale uma insistida. Por que não?
DICA DO ISMÁ:
Evidentemente, durante todo o xaveco, da primeira à última frase, você deve manter um sorriso irônico na cara e o seu bom humor em alta. Não se esqueça, essa é uma abordagem engraçada, há o elemento cômico, traga isso a seu favor.
XAVECO NO BARZINHO
Interpretação - ●●●●●
Risco - ●●
Ousadia - ●●●●●
Há muitas pessoas, homens e mulheres, adolescentes e quarentões, ninfetinhas e desquitadas, que preferem sair à noite para um barzinho em vez de encarar uma balada mais forte. E uma vez lá, no bar, não podemos nos furtar ao prazer de uma inesperada e arrebatadora paixão. Nos bares, um cenário que freqüentemente se vê é aquele com as mesinhas dispostas, você e seus amigos em uma e, na outra, um grupinho de meninotas. Fuja do convencional e evite sentar-se, deliberadamente, à mesa ocupada pelas meninas. Não que essa seja uma estratégia ruim; não é, o bar realmente sugere um bate-papo favorecendo essas investidas mais descaradas, Muita gente já se deu bem agindo dessa forma. Mas o xaveco proposto aqui é outro. Uma vez definida a musa da noite, tente, lógico, uma troca de olhares, de mesa pra mesa. Se isso acontecer, nada mal. Mas a não-ocorrência dessa paquera também não implica nada, a menina pode realmente não tê-lo visto. Bem, com ou sem troca de olhares, chame um garçom e peça-lhe que entregue um determinado objeto exatamente para a sua desejada. Deixe explícitas duas coisas ao garçom: quem é a gatinha que vai receber o tal objeto; e que a sua identidade deve permanecer oculta. Ele deve dizer "mandaram isso pra você", e só, sem revelar quem enviou o inusitado presente. Mas que objeto é esse? Qualquer coisa! Pode ser um clipe de plástico, uma moeda de 1 centavo, uma tampinha de garrafa, qualquer coisa palpável, resistente e pequena. Isso porque, vinte minutos depois, você vai até a mesa delas, pede licença, agacha-se perto da menina e se revela: "Oi, sabe aquela moedinha que o garçom veio te entregar? Pois é, fui eu que mandei". Não importa a reação da mesa, sejam risos, caras de indiferença, de incredulidade, de curiosidade, continue e explique: "O lance é que essa não é uma moedinha qualquer, é a moeda da sorte do meu vô, estava comigo havia uns três anos, tem um puta valor pra mim, mas eu notei você aqui na mesa, senti uma coisa boa quando te vi, sei lá, pensei "pô, essa mina merece ler a moedinha da sorte do meu vô"... e ela vai te dar sorte mesmo, tá? Pode acreditar!". Diga tudo isso com um sorriso meio irônico na cara, faça mesmo o estilo canastrão, a história tola tem um fundo engraçado.
Conquiste-a pelo humor, pela originalidade. Não será difícil você ganhar a simpatia da mesa, as amigas devem dar risadas com tudo isso. Contudo, sustente a historiada moedinha, ou clipe, ou tampinha da sorte até o fim. Em bares, normalmente, as pessoas bebem. As meninas ficam alegrinhas, e esse xaveco bem-humorado pode pegar. A partir daí, se tudo correu bem, engate um papo mais objetivo e, no mínimo, saia com o telefoninho da brota. Mas não esqueça, você está no bar, na night, na balada; agarrar a mina, provar o gosto da boca daquele piteuzinho que foi contemplado com a estimada moedinha da sorte do seu vovô é uma hipótese altamente viável. Dependendo das instalações que o bar oferece, e se o papo realmente engatou bem, tente levá-la para uma área "com menos barulho, com menos gente passando", seja sincero nos seus desejos e beije-a.
DICA DO RAMPA:
Tudo vai começar com o garçom. Logo, escolha um que inspire confiança. Opte pelos mais bem-humorados e espertos. Minimize os riscos nesse início. A má vontade de um garçom pode pôr tudo a perder.