Manual do Xavequeiro
Xaveco em Festinhas 1 32
DICA DO ISMÁ:
Deu certo e você está acompanhado no seu café da manhã? Ok, malandro, mas coma direitinho, devagar, não pega bem a mina presenciar um javali em seu processo digestivo. (Até porque essa menina, apesar de ser uma completa desconhecida, vai te fazer companhia por alguns dias na pousada, tá?)
XAVECO EM FESTINHAS 1
Interpretação - ●●●
Risco - ●●
Ousadia - ●●
Sabe aquelas festinhas menores, que normalmente comemoram o aniversário, a chegada ou a despedida de alguém? Aquelas reuniõezinhas em apartamentos com um número limitado de pessoas, das quais muitas podem lhe ser desconhecidas, mas não necessariamente estranhas. Quem nunca foi em festinhas como essas? Não chegam a ser baladas, mas muitas vezes elas nos presenteiam com verdadeiras delicinhas -- e não estamos falando dos canapés, hein? O interesse por uma mulher nessas situações é despertado das mais diferentes maneiras. Pode ser porque você olhou e gamou numa amiga brota do aniversariante, ou porque rolou um charminho com uma mina na hora que você foi pegar uma cerveja no balde de gelo. A primeira situação é mais complicada. Como chegar naquela gatinha que está rodeada de pessoas, algumas das quais possivelmente você até conhece? Vamos deixar essa abordagem para o xaveco n° 2 deste mesmo tema, ok?. Mas, se o destino te presenteou com uma situação que possibilite um contato com ela, sem grandes malabarismos, não deixe a bola passar. Seja na coincidência do encontro dos dois no balde de cerveja, na entrada e saída do banheiro, num guardanapinho que ela deixe cair e que você se abaixa pra pegar, enfim, se pintou, ao acaso, o olho no olho, faça um charme, uma expressão interrogativa e emende "eu não te conheço de algum lugar?". Calma, gente, sem desespero, até porque é isso mesmo. Se há um lugar onde esse jurássico xaveco pode pegar, esse lugar é aqui. Vocês não estão nessa festa por acaso, há um ponto convergente na presença dos dois. Vocês têm conhecidos em comum. Ou seja, seria possível, realmente, que você a conhecesse de algum lugar (mesmo você sabendo que isso não é verdade, ela vai cogitar a hipótese). Quanto ao universalmente gorado e malsucedido "eu não te conheço de algum lugar?", você pode até trazer essa obviedade a seu favor. Quando for dizer a frase, faça-o meio que sorrindo, como que já admitindo a falta de originalidade, e em seguida complete dizendo "nossa, desculpa falar essa frase manjada, mas é que é verdade, cê não me é estranha". Faça um charme, tire sarro de si mesmo, mas insista na possibilidade de realmente conhecer a gatinha. Pergunte de onde ela conhece o dono da festa e por aí vai. Deixe em stand by a suspeita de conhecê-la ou não, termine esse assunto se apresentando e perguntando o nome dela. O lance é que, a partir disso, um papo entre vocês estará iniciado. Pergunte o que ela faz, coisas sobre a vida dela. do que gosta; lembre-se, vocês estão numa festinha em que o ato de "bater um papo" é a principal atividade. Não é uma casa noturna, não há pista de dança. Seja um cara agradável e insista na conversa. Cabe a você sentir se há espaço para beijar a gatinha ali, ou se a melhor estratégia é garantir um futuro contato. Isso tudo depende muito do tipo de festinha, do espaço físico que o ambiente proporciona, e evidentemente da disposição da mulher para com você. O bacana é que você pode fazer desta desusada investida a sua maior parceira para conhecer a brota que perseguia com os olhos desde quando chegou à festa. Perceba como é possível ser original onde à primeira vista não há originalidade alguma. Boa festa, ou melhor, bom fim de festa!
DICA DO RAMPA:
Só use esse xaveco se realmente rolar um acaso e vocês se toparem no meio da festa. Ir até a mulher e abordá-la com a famosa pergunta não é legal. Faça a coisa parecer espontânea.