No Rumo do Mundo de Regeneração
14. Planejamentos e Visita Superior
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PLANEJAMENTOS E VISITA
SUPERIOR
A guardamos a reunião com outros membros de diversos grupos de trabalho semelhante ao nosso com natural expectativa.
A Misericórdia do Senhor determinara que essa ajuda se fizesse em caráter de urgência, a fim de que os processos de sofrimentos fossem atenuados através dos recursos energéticos.
Significava que, na união dos dois estados de vibração entre os reencarnados e os desencarnado, a ação do bem faz-se constante e imediata.
Basta que o necessitado sintonize com as Fontes do Amor e logo recebe a resposta em paz e coragem. A prece, sem dúvida, não retira a dor nem impede que o devedor se recupere, porém atenua, dá forças, contribui com harmonia íntima para melhor resolver as problemáticas que surgem.
O dia surgira abençoado pelo sol forte em nossa área de trabalho, e a Instituição desde cedo estava em atividade. Dos dois planos da vida chegavam apelos, perturbações pelas forças do mal com os seus tenazes de violência, que intentavam romper as defesas espirituais da Instituição e penetrar na sua intimidade para gerar dificuldades e aborrecimentos.
Naquela manhã, por exemplo, um jovem drogado estava telementalizado por um verdugo de caráter cruel, que o induzia a entrar na sala dedicada aos passes, cerrada naquele período, por cuidados em relação à pandemia.
Orientado sobre a impossibilidade de ser atendido e inspirado pelo perverso, alterou a voz, fez-se agressivo, e, para socorrer o funcionário que o auxiliava, o nosso Cláudio foi em seu benefício. Aplicou passes dispersivos nos centros coronário e cerebral do paciente, conseguindo desimantar o odiento que esbravejava furioso, expressando-se de maneira sórdida e ameaçando implacavelmente.
É compreensível que os vingadores e justiceiros sintam-se revoltados contra aqueles que se alinham no auxílio a todo indivíduo que sofre, em espírito de solidariedade e convite da caridade fraternal.
Os Códigos de Justiça nunca são defraudados e tudo se regulariza ao beneplácito do amor.
A médium Malvina amanhecera enfraquecida pelo desgaste da comunicação com o anãozinho, e durante a prece do alvorecer, mantendo-se vinculada ao seu guia espiritual, foi melhorando no trabalho que lhe dizia respeito e seguiu a faina das suas atividades.
Alguns de nós separamo-nos por momentos, cooperando com Gracindo, que se encontrava em excelente condição moral e espiritual.
A reunião fizera-lhe e à esposa um grande bem, porquanto, afastado o hipnotizador que a atormentava, ela começou a fazer reflexão bem orientada, e o esposo percebeu-lhe a significativa melhora.
Ele deu-se conta de que o seu apelo em oração fora ouvido e durante a noite houvera recebido a orientação de que necessitava.
Nunca pessoa alguma caminhará em solidão e sofrimento se erguer o pensamento à Fonte de Amor, sendo logo banhado pela suave sintonia benéfica.
As atividades eram muitas e passamos as horas exultando com a entranhável alegria de havermos sido convidados em momento tão significativo da historiografia da Humanidade.
Multiplicavam-se os serviços e, atentos ao tempo que deveríamos aplicar, aceitávamos todos os desafios que nos chegavam.
Atendendo labores da nobre Instituição no seu mister doutrinário através da ação, praticamente, não notávamos o passar das horas.
Ao anoitecer, experimentávamos inefável bem-estar decorrente da boa expectativa do encontro reservado para aquela ocasião.
A reunião se daria no coração da Amazônia, para onde rumávamos, seguindo o mensageiro que nos conduzia.
Deslumbrávamo-nos na volitação sobre as abençoadas terras do Brasil.
A noite estava espetacular.
Uma lua de prata parecia maior do que habitualmente a víamos, em razão da posição geográfica em que nos encontrávamos.
O vergel rico de vitalidade parecia exteriorizar alegria, pelo brilho das árvores em espessas matas, cortadas pelos rios exuberantes cujas águas refletiam a luz de Selene.
Quando chegamos ao lugar elegido, ficamos boquiabertos com a beleza em cores rutilantes, assim como pela movimentação de Espíritos e de veículos coletivos em pleno esplendor da floresta vista do alto.
Um edifício circular que recordava o Coliseu de Roma, em menor dimensão, possuía uma iluminação especial do próprio material com que fora edificado.
Edifícios outros, de menor porte, distribuíam-se em forma retangular, apresentando ruas bem desenhadas e suavemente claras pela exuberância do luar.
O coliseu estava quase lotado por incontáveis Espíritos de ambos os planos: físico e espiritual.
O nosso condutor explicou-nos que aquela Comunidade era responsável pela vida nas florestas da região, abrangendo outros países fronteiriços do Brasil, que participavam da mesma mata espessa e volumosa, daquele celeiro reserva de vida e de recursos diversos para o futuro.
Aquela atividade tivera início pós-período do Tratado de Tordesilhas, assinado na cidade que lhe deu o nome, em junho de 1494, entre o Reino de Portugal e a coroa de Castela para separar as “terras descobertas e a descobrir”por ambos os países em qualquer lugar do mundo.
Na América do Sul, houve a definição das terras que formariam o Brasil, separando-as da Espanha, por uma linha imaginária, que permitiu este país continental e os seus irmãos, quase todos fronteiriços com as suas abençoadas terras.
Esses países beneficiavam-se daquele “pulmão do mundo”, de modo que a fraternidade vigesse entre as nações que compunham a imensidão territorial, ao mesmo tempo que todos zelariam pela sua preservação e desenvolvimento.
Ademais das florestas e dos rios piscosos, seu solo é uma reserva inimaginável de minérios necessitados para o progresso da Humanidade, desde os portadores de riqueza aurífera a outros radioativos e indispensáveis às indústrias do porvir.
Através dos tempos, a Comunidade passou a socorrer os povos irmãos nossos das florestas, que as habitavam nas fases iniciais do seu processo antropológico da evolução.
Igualmente, não foram esquecidos aqueles Espíritos que formaram os quilombos e mocambos, os cimarrones e palenques,especialmente o Quilombo do Curiaú (do Amapá), o Quilombo dos Palmares (de Pernambuco) e todos aqueles escravos que fugiam buscando um pouso, uma vida digna.
Tribos diferentes de raízes muito antigas, que desceram da gloriosa Cordilheira dos Andes e prosseguiram na saga do seu crescimento para Deus e a Vida.
Outras comunidades específicas de distintas regiões encontraram naquela cultura os recursos para aplicarem nas suas edificações regionais.
Seria como uma sede central para esparzir bênçãos por toda a América do Sul e algumas ilhas do Caribe...
Por essa razão, fora eleita para recepcionar os chefes de grupos em atividades nas terras do Cruzeiro do Sul e dos países que lhe fazem fronteira ou não.
Estavam chegando os representantes das atividades extraordinárias para receberem coletivamente as elucidações naqueles momentos relevantes da Humanidade.
Afrodescendentes, indígenas xamãs de diversas tribos e inclusive de algumas não aculturadas encontravam-se presentes, guiados por abnegados mentores de diversas crenças religiosas, de modo a receberem orientações e aplicá-las conforme a capacidade de entendimento
Surpreso, vi chegar um grupo de nobres seres espirituais capitaneados pelo Marechal Rondon, o desbravador do Oeste brasileiro, e outros vultos hispanos que haviam dedicado a existência no planeta às gloriosas histórias de heroísmo da sua fé religiosa e das suas conquistas espirituais em relação aos povos nos quais renasceram.
Adentramo-nos, por nossa vez, e nos deparamos com milhares de convidados, centenas dos quais estavam reencarnados, separados pelas origens numa harmonia de cores e de sons que soavam no ar gentil.
Nesse comenos, os serviços de reprodução do som anunciaram a chegada do embaixador Ismael, que vinha participar da efeméride.
Confesso que não pude sopitar a curiosidade e concentrei-me na entrada do recinto pela qual uma elite de guias espirituais, entre os quais José de Anchieta, Manoel da Nóbrega, acolitava o Dr. Bezerra de Menezes Cavalcanti, que era conduzido ao imenso palco.
Todos nos levantamos naturalmente e sem qualquer brilho desnecessário ou desordem recebemos os emissários do Mundo maior emocionados e agradecidos.
Encontrávamo-nos embevecidos ante o esplendor vibratório do ambiente.
À mesa diretora sentaram-se alguns vultos históricos do Brasil e de outros países sul-americanos ao lado do Dr. Bezerra de Menezes.
Nesse momento, pudemos ver no belo palco um grande coral infantojuvenil, que encheu da magia musical em suas vozes angelicais em incomparável beleza.
Ainda nos não acostumáramos com o esplendor da multidão, quando vimos uma luz multicor em tons suaves descer sobre o centro do cenário, numa névoa resplendente, e nela materializar-se a pouco e pouco o sublime Espírito Ismael, mentor da brasilidade, aureolado de inconfundíveis luzes transcendentes.
Um perfume de flores frescas, recordando o jasmim-do-cabo (gardênia), rescendeu no imenso auditório, que não pôde suportar as emoções agora transformadas em lágrimas silenciosas de felicidade.
Não acostumados às excelsas concessões dos Céus, o nosso limite emocional rompia-se em brilhantes líquidos que jorravam das comportas dos olhos.
O nobre guia fazia-se acompanhar por dois mensageiros que pareciam venerandos profetas da antiguidade israelita.
O coral silenciou, e o sublime enviado de Jesus e seus áulicos foram acomodados à mesa coberta por inigualável arranjo floral com as tonalidades azul e amarelo sobre um fundo verde, característico das cores da flama brasileira, símbolo da pátria.
Bem-apresentado, o mestre de cerimônias acercou-se da tribuna e entreteceu algumas considerações, após saudar os mentores que dirigiam a solenidade:
– Neste mesmo instante, com as naturais acomodações dos fusos horários, em praticamente todas as nações do planeta realizava-se um espetáculo a este semelhante com os dirigentes espirituais de cada país.
Jesus, das excelsas faixas vibratórias onde se encontra, enviou os Seus mensageiros para advertir a Humanidade e declarar definida a mudança evolutiva do nosso globo.
O guia espiritual de cada pátria exporá o que está previsto e os futuros tempos, no que diz respeito à inevitável transformação que já vem ocorrendo a passo lento e agora necessita ser acelerada.
Ouvi a palavra do Consolador, que deverá chegar aos ouvidos e às existências humanas ao mesmo instante, que agora se anuncia chegado.
Após o coral, usará da oportunidade o Anjo Ismael, que falará em nome dos mentores da Amazônia, simbolizando a fraternidade terrestre nesta ocasião especial e inadiável...
As vozes alteraram-se harmônicas, entoando uma sinfonia especialmente composta para aquela rara ocasião.
Ao terminar, o embaixador do Mestre de Nazaré acercou-se da tribuna transparente e deu início à eloquente mensagem:
– Filhas e filhos da Terra!
Que a paz do Senhor esteja em vossos corações!
Conheceis a história da nebulosa de gases incandescentes da qual surgiu o nosso Sistema Solar.
Sabemos como a Divina Providência manipulou essas forças gasosas e construiu o nosso amado planeta, acalmando as convulsões contínuas da sua massa em ebulição e adornou-lhe a superfície com a incomum e majestosa beleza, bem como acalmou os seus oceanos, mares e todas águas, a fim de que a vida sobrepujasse os difíceis e complexos fatores ambientais.
Surgiram os astros que passaram a iluminar as suas trevas, e o céu transparente e azul apareceu com a presença dos sessenta quilômetros de altura do seu oxigênio, envolvendo-lhe a crosta que segura a matéria ígnea do seu centro.
Vagarosamente surgiram as primeiras expressões de vida, até o momento em que o ser humano passou a habitá-la, sendo o instante culminante da obra de amor ante a possibilidade de crescer para Deus.
Passo a passo, a Lei de Progresso estabeleceu os paradigmas de comportamento para a grandeza da Criação e através dos mensageiros celestes buscou manter o equilíbrio e a busca da iluminação interior para alcançar a onda inicial gerada no Pai.
Por fim, veio Jesus, o próprio Construtor do planeta, para guiar a Humanidade, conforme o Seu modelo de amor.
As paixões primevas, porém, retiveram-na em a retaguarda das sensações asselvajadas, enquanto o orbe terrestre soluçava em lavas vulcânicas ou revoluções das suas placas tectônicas, organizando suas entranhas e eliminando a energia exagerada para manter o equilíbrio majestoso no seu eixo.
Simultaneamente, os pensamentos e ações físicas dos seres humanos atraíram muitas das forças inerentes ao seu processo, que geraram calamidades inomináveis.
Houve um silêncio para reflexão e logo prosseguiu:
– Graças a essa inderrogável lei, o progresso alcançou a submissa Gaia, como a chamavam os gregos antigos, alcançou o seu clímax neste nível de evolução mais elevado, eliminando do seu processo as tragédias de grande porte e as pesadas aflições que ainda são parte dos mecanismos de expiação moral.
Um mundo regenerado onde se poderá prelibar a ventura é oferecido pelo Pai aos filhos terrestres.
Isto porque o Senhor não deseja a destruição do equivocado, mas o desaparecimento do crime e por misericórdia diminuirá o tempo de depuração.
Estes, portanto, são dias de purificação interior, e, em consequência, a injustiça, a promiscuidade e a vileza moral da maioria dos humanos terrestres atraíram os tormentos que ora afligem e atemorizam as multidões desassisadas.
Incontáveis, no entanto, na sua suprema ignorância, sedentos dos prazeres ultrajantes, não se dão conta da terrível dizimação.
Estavam previstos horrores e alucinações devastadores, em guerras impiedosas, a começar pelos lares em desalinho, comunidades e países que seriam aniquilados… quando tudo mudou...
Este período é muito mais sério do que se pensa ou se trabalha para que logo passe.
As sonhadas soluções apressadas mediante vacinas preventivas e terapêuticas providenciais atenuarão, mas não solucionarão os sofrimentos programados para a sociedade atual.
Sucede que o estabelecido se cumprirá e aqueles que preferirem o caos serão eLivross para mundos congêneres, porém inferiores, onde sentirão incríveis dilacerações morais pela saudade da Terra amada e dos afetos que desrespeitaram.
Verão, a distância, a generosa mãe flutuando nos espaços luminosos, enquanto os seus desertores chorarão amarguras nos primitivos lugares a que fazem jus.
Novamente, o amoroso mensageiro silenciou, para que nos uníssemos sempre e ouvíssemos a própria respiração.
Com voz em modulação de ternura e amor, deu continuidade:
A pandemia resultante da Covid-19 que assola muitos países faz-se acompanhar de outra mais cruel, que é a do crime praticado por autoridades infelizes que exploram o momento, acumulando poder enganoso e fortuna sobre a desgraça de milhares de vítimas das circunstâncias infames que eles criaram e mantêm.
Para esses criminosos conscientes do mal que estão fazendo, a Divina Providência reserva lições de reabilitação muito dolorosas, em razão do seu cinismo e crueldade em relação às massas mutiladas pelo sofrimento e abandono a que se encontram relegadas.
Esses vampiros dos bens públicos e particulares não fugirão de si mesmos nem encontrarão conforto à hora do resgate, qual ocorre com aqueles que exploram e abandonam covardemente.
Em razão desses criminosos aplaudidos por uns e odiados por outros, prolongar-se-ão as doenças em força de epidemias regionais, conforme a densidade da sua hediondez, e os dislates morais, atentatórios às leis de ordem e ética moral, que pretendem transformar as pessoas em espectros devorados pela sensualidade e as aberrações sexuais, telementalizadas por Espíritos de equivalente quilate, resvalarão nesses sórdidos pântanos em que já vivem sem dar-se conta.
As comunidades de vingança na Terra, nas faixas espirituais estão sendo desmontadas e os seus membros reencarnam-se pela última oportunidade de escolherem o futuro como melhor o desejarem.
Confiamos que todos que aqui estamos ofertemos o carinho e o amor de Jesus Cristo no Seu tempo, ante as injunções algo semelhantes destes dias.
Estamos convidados a interferir de toda forma possível nos sonhos bélicos e nos pensamentos nocivos, nas decisões criminosas e nos anelos de rebeldia dos povos, inspirando as criaturas, socorrendo-as com as possibilidades ao nosso alcance e desviando as atrações do mal pelas mentes viciadas.
Serão esforços contínuos de nossa parte, porque também estaremos vigilantes e operosos com as multidões de desencarnados na psicosfera tenebrosa dos lugares enfermos, aliviando o desespero e encaminhando para o trabalho e o dever de solidariedade todos aqueles que se acham injustiçados, mantendo a ignorância dos fatores que os levaram às ocorrências danosas, quando as houve.
Todos dispomos dos tesouros incalculáveis do amor e da caridade para dispensar em todo lugar, colocando luz nos veladores apagados, de modo que sempre haja claridade.
No século passado, momento houve em que o próprio Jesus visitou novamente a Terra, a fim de evitar a guerra que estava por explodir, na volúpia de algumas nações soberbas e materialistas, que ainda se encontram aguardando momento de supremacia sobre as demais.
O Seu incomparável Amor venceu as ambições arbitrárias dos seus líderes alucinados, por isso que agora o método de depuração da Humanidade é mais difícil de superado, porque as armas tremendas armazenadas não conseguem destruí-lo.
Somente o amor terá o poder de vencer as batalhas de loucura que se estabelecem na Terra, até a última, que será vitoriosa do Evangelho do Cristo, mesmo que sob outras denominações. Onde vicejar o amor, a caridade e a compaixão, o Pai Celeste se fará presente e definirá o rumo da glória e da paz para todos.
Exultemos e cantemos glórias ao Senhor e aos Seus mensageiros afáveis e sábios.
No silêncio imenso, ergueram-se as vozes corais, e as melodias celestiais nos embalaram, dominados pelas lágrimas, enquanto pétalas perfumadas caíam do alto sobre a assembleia deslumbrada.
Não acostumados às vibrações superiores da Vida espiritual, encontrávamo-nos em clima universal de amor, fruindo as dúlcidas ondas de paz e de esperança no futuro radioso.
Novamente o venerando mensageiro acercou-se do tubo transparente e começou a diluir-se, enquanto as suaves melodias corais atingiam o clímax de beleza.
Quando retornamos ao normal, permanecemos todos em silêncio profundo, respeitando o inimaginável espetáculo de que participáramos e que deveríamos trabalhar para tornar-se realidade no plano físico, embora as circunstâncias que enfrentamos.
A noite esplendia sobre a mata e ficávamos ainda mais comovidos e bem embevecidos com os raios luminosos de variegada cor e intensidade que riscavam os céus na direção da Terra. Era o fulgurante lampejo de seres angelicais socorrendo o mundo em sofrimento.
Pouco mais de meia hora após retornamos à nossa sede, encontrando-a em movimento espiritual muito significativo.
Uma oração sem palavras cantava-me no coração em retribuição à ímpar ocasião de viver aqueles inolvidáveis momentos.
Lentamente, fomo-nos impregnando dos sofrimentos e aflições das multidões em processos de ajustamento, às quais deveríamos também auxiliar.
As leis são de reciprocidade: oferecem e solicitam, doam e recolhem. Tudo, em a Natureza, obedece a esse vaivém que termina em suntuosa harmonia.
Um sentimento de autopiedade e de compaixão assomou-me ao Espírito por considerar a distância que me encontro das mercês divinas, qual um batráquio em noite de luar, deslumbrado sem entender a luminosidade que tudo borda com excelsa beleza.
Inobstante, pensamentos elevados dominaram-me de maneira jubilosa, raciocinando que tudo aquilo e muito mais se encontra ao alcance de todos nós, dependendo, exclusivamente, da escolha que cada qual eleger.
A melodia da voz do guia espiritual do Brasil impregnou-me de tal forma o sentimento íntimo que permaneceu como vibração sonora, harmonizando-me todas as células.
Sem dúvida, como afirmou Jesus: “Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos Céus”.
No dia seguinte, observamos que as camadas mais densas que envolviam o planeta se haviam suavizado, como consequência das vibrações inabordáveis que à véspera varreram o planeta em todos os quadrantes.
As pessoas pareciam haver sido banhadas exteriormente de luz suave e interiormente de peculiar esperança. A onda de crimes noturnos diminuiu, permitindo que se voltasse a experimentar o período de ingenuidade, mesmo que por pouco tempo.
O importante é que os Céus desceram à Terra, minimizando as angústias habituais.
Não se percebia alteração significativa nos balcões morais das negociatas e dos destrambelhos da politicagem infeliz, essa Hidra de Lerna, que sempre se recompõe pior do que na fase anterior.
“Ninguém consegue ludibriar
as Leis Universais,
nem se consegue exceção.”
Manoel Philomeno de Miranda • Divaldo Franco