No Rumo do Mundo de Regeneração

Divaldo Pereira Franco · Capítulo 8 de 21

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No Rumo do Mundo de Regeneração

7. O Grande Encontro

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O GRANDE ENCONTRO

 

A ausência de valores espirituais para o ser humano é uma infelicidade de terrível dimensão.

Ainda não se lhe havia diluído o último liame com o corpo, havendo permanecido a ligação com o chacra coronário, e os inimigos espirituais lançaram-se sobre o corpo inanimado, tentando arrancar o Espírito apavorado, que gritava de maneira chocante. Dava-se conta do fenômeno final no corpo, mas não sabia como evadir-se da agressão de três Entidades muito vingativas que lhe disputavam os despojos.

Um deles, mais feroz, agrediu-o com socos e blasfêmias, tanto quanto com acusações terrificantes.

Afirmava-lhe que esse era o momento do desforço que se deveria prolongar indefinidamente. Violento e venal, apresentava os outros dois com aspecto monstruoso, que sorriam em esgares chocantes.

Uma nuvem escura envolvia-os como resultado das emanações psíquicas do grupo, num quadro de desespero e aflição inomináveis.

Desejavam arrastá-lo, mas a vinculação com o organismo em degenerescência impedia-o de arrebatá-lo do recinto em que se encontrava.

Aquele quadro dantesco ocorria enquanto o corpo era retirado para o necrotério do hospital, sendo colocado em um saco de plástico para posterior remoção.

Os familiares, alguns encontravam-se na sala de recepção, foram notificados, mas não tiveram a oportunidade de ver o cadáver, em medida preventiva de contaminação.

Nosso orientador Spinelli explicou-nos que nada poderíamos fazer, exceto orar, em razão do estado emocional do irmão recém-desencarnado, cuja existência não fora das mais equilibradas, o que proporcionava a situação presente.

Com a remoção do cadáver, também seguiram na luta de exploração dos despojos e consequentemente das futuras cobranças, como efeito do seu comportamento existencial.

Morrer é um fenômeno de alta magnitude com o consequente desencarnar, quando o Espírito se liberta dos despojos de que se beneficiou durante a existência física.

A cada instante morrem milhões de células que são substituídas, e o momento final é o resultado da fatalidade biológica que reconduz o ser às suas origens.

Desse modo, deve-se viver no corpo com a consciência da transitoriedade dos órgãos, mantendo-se o nível mental em elevadas reflexões, de maneira a sintonizar com as Esferas superiores, conservando-se distante do lixo vulgar das paixões asselvajadas, mantidas pelas mentes perversas da Erraticidade.

É muito mais difícil do que se imagina a libertação da influência dos Espíritos inferiores, porque isso depende das construções mentais do encarnado, dos hábitos interiores que facultam a vinculação entre ambos. Por essa razão, a educação moral tem um papel de grande importância na existência de todas as criaturas. A Doutrina de Jesus é toda direcionada para a vida futura, a da imortalidade, que é real em relação à física de natureza temporal.

O conhecimento do Espiritismo auxilia e proporciona bênçãos de incalculável significado para a existência, por educar o ser e ajudá-lo a crescer na direção do infinito sem amarras que o retenham na retaguarda.

As horas passavam céleres no hospital com a chegada de pacientes, visitantes e trabalhadores das diversas áreas.

Ao cair da tarde, seguimos em direção ao nosso centro de atividades, porque naquela noite deveríamos participar de um grande encontro em outra cidade, quando nos reuniríamos todos aqueles que fazíamos parte do projeto no qual nos encontrávamos empenhados.

A pandemia espalhava o pavor na Itália e na Espanha, sucedendo-se as mortes e as acusações de autoridades de uns contra as de outros países, assim como em cada um faltando a lucidez para encarar o gravíssimo problema de saúde pública de maneira cautelosa e segura, buscando-se nas conquistas da ciência médica as respostas para as providências preventivas e curadoras.

Infelizmente o ser humano está sempre mais preocupado com as aparências do que com as responsabilidades, e enquanto o anjo da desencarnação percorria as ruas do mundo, ceifando existências, as pessoas buscavam escusas para justificar-se, como se elas pudessem resolver a gravidade do problema.

Instituições religiosas e grupos sociais logo se deram conta dos prejuízos que tomavam conta das vidas humanas, evocando a gripe espanhola, possivelmente a mais terrificadora peste que invadiu o globo, contaminou quinhentos milhões de pessoas, por as haver ceifado e pela maneira cruel com que recrudesceu, arrastando-se por mais de dois anos...

A preocupação do nosso mentor era indisfarçável, por saber do divino programa de evolução para os seres da Terra, que se estavam permitindo eleger aquele que era mais sinistro pelas circunstâncias e letalidade de que se fazia portador.

Repousamos algumas horas, mantendo diálogos esclarecedores sobre a Misericórdia Divina sempre presente e as nossas atividades, na condição de servidores do Senhor em relação às suas ovelhas reencarnadas.

Mais ou menos à meia-noite e meia preparamo-nos para seguir a uma bela cidade do sul do país, onde todos nos encontraríamos fiéis ao programa de amor e de compaixão.

A noite respirava tranquilidade na sua beleza incomum, enquanto os seres humanos estertoravam nos tugúrios ou mansões onde se encontravam, cercados uns pela miséria de toda ordem, entre crimes e abandonos, assim como outros refestelavam-se nos excessos e tormentos humanos, defluentes da ignorância moral e do atraso espiritual.

Quando chegamos ao local, a Natureza parecia haver preparado o ambiente em luar sobre as ondas e as cargas sucessivas do plancto, que se alastrava pela praia adornada pelas rendas das espumas, e a distância a cidade adormecida estuante.

Não tivemos dificuldade de encontrar outros grupos simpáticos de Espíritos que foram espiritistas na Terra e haviam sido designados para o encontro da solidariedade.

Todos estávamos entusiasmados com o programa a executar, embora as preocupações e responsabilidades decorrentes do empreendimento.

Iriam ser utilizados os espaços físicos da arena de desportos, em razão da sua imensa capacidade de reunir pessoas de ambos os planos da Vida.

As sombras densas que constituíam a psicosfera local estavam esgarçadas, em face das novas mentes que ali se encontravam e emanavam pensamentos de alta edificação, que iam substituindo os costumeiros, defluentes da sua constituição de nível inferior.

Podíamos ver o brilho das estrelas e franjas do luar sobre o mar relativamente próximo.

Havia um grande número de orientadores desencarnados que explicavam onde e como todos deveríamos alojar-nos.

Tratava-se de um programa elaborado para o Brasil. Desnecessário dizer que, de acordo com o fuso horário, em outras nações já havia acontecido ou estava para acontecer o importante evento sob a presidência espiritual dos seus mentores.

O inimigo comum era a ignorância a respeito da pandemia que se alastrava rapidamente, ameaçando de destruição as vidas preciosas dos seres humanos.

Os laboratórios apressavam-se em criar uma vacina com rapidez imensa, encontrando dificuldade na constatação das mutações do vírus.

É claro que, já se anotava a recuperação de um e de outro paciente, especialmente os denominados da linha de perigo, idosos e portadores de outras enfermidades que os enfraqueciam.

O seu conhecimento era ainda muito superficial porque já atacava jovens de todas as faixas de idade, como também os mais velhos com menos resistências imunológicas.

À hora aprazada, o imenso auditório arredondado estava repleto, e no centro do gramado haviam sido colocados uma mesa para convidados, a tribuna transparente e aparelhos que lembravam equipamentos de transmissão sonora para que a voz alcançasse todo o recinto num tom agradável.

Atrás da mesa havia um coral de adultos que, logo após estar o ambiente preparado, cantou o Aleluia, de Händel, e Ave Verum Corpus,de Mozart.

As vozes harmônicas exaltavam o Senhor e evocavam a melodia da Idade Média, trabalhada pelo insigne músico austríaco.

A prece de abertura foi proferida pelo mestre de cerimônias, que, logo após, transferiu a palavra ao dirigente da solenidade. Era o próprio guia espiritual do Brasil, que se levantou comovendo a multidão antes de enunciar uma sílaba.

Dele exteriorizavam-se energias suaves que dominaram o imenso auditório em profunda concentração.

O tom com que se expressava era suave e austero, levando-me a imaginar a dúlcida voz de Jesus ao proferir o Sermão da Montanha.

As palavras eram sons especiais que se faziam audíveis e eram entendidos, não, porém, como nos é habitual escutar, mas de maneira que penetrava o nosso íntimo e balsamizava os sentimentos.

Ouvia-se o respirar da Natureza e a melodia harmônica, à semelhança de um canto gregoriano, num belo e incomparável texto de advertência para o momento grave que instalara no planeta, como também as vibrações atingiam as comunidades espirituais em sua volta.

Muito difícil estabelecer o tempo em que estivemos em estado superior de concentração, quase em êxtase, quando escutamos textualmente.

– Ave, Jesus! Aqueles que vos amamos aqui nos encontramos para vos servir em qualquer circunstância até o fim dos evos!

A sua mensagem, que não nos atrevemos a sintetizar, penetrou em nosso mundo íntimo, como se fora um bálsamo perfumado que jamais desaparecia, por haver atingido o âmago do ser.

Havia tanta magia e encantamento nos ditos indizíveis, que eu não tinha como expressá-los na linguagem comum.

Era um êxtase coletivo sob o comando da Imortalidade!

Sentou-se e a irradiação sublime do seu amor continuou vitalizando-nos no grande silêncio que dominava o espaço.

O mestre de cerimônia, ainda visivelmente comovido e com um grande respeito, agradeceu em nome de todos que nos encontrávamos, assim como da alma do Brasil e anunciou o próximo orador. Tratava-se do Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, que se levantou, gentil, e aproximou-se da tribuna exalando simplicidade e pureza do coração.

A beleza do espetáculo era de tal ordem, que não se podia pensar nas tragédias e sofrimentos que mutilavam as vidas fora do recinto.

As estrelas pareciam crisântemos de luz prateada fulgindo no alto e diminuindo a escuridão turquesa da noite balsamizada pelas vibrações que se espraiavam do recinto.

Com a voz doce, sem perder a austeridade, o Médico dos Pobres deu início à sua peroração.

Saudando com respeito Ismael e os componentes da mesa, prosseguiu:

– Filhos da Luz Divina:

Louvado seja o Senhor por todos nós!

Ante o silêncio da noite serena, o pensamento de Deus escrevia na partitura da Natureza as notas sublimes do Amor, compondo a sinfonia da Misericórdia.

A balada nos penetrava os poros do Espírito e música encantadora os nossos sentimentos, tornando-nos partes integrantes da excelsa melodia.

– Nesta soberana composição também ressudam as vozes humanas em descompasso pelas dores insuportáveis dos fenômenos angustiantes que grassam na Terra.

São os seres humanos que estertoram nos equívocos, nos quais se fixaram, na queda aos abismos que se permitiram, na rebeldia desvairada que os domina, nos resgates inadiáveis a que estão sendo submetidos.

A Providência atende aos apelos dos sofredores que sentem necessidade de paz e permite a pandemia ultriz, para fazê-los despertar para a realidade de seres imortais que são, de modo que se revejam e se autoanalisem, volvendo aos caminhos do amor que ficaram atulhados de ódio e soberba, de viciações e embriaguez dos sentidos.

À medida que a cultura vinha enlouquecendo os seres narcisistas e utilitaristas, tornava-se inevitável um movimento edificante reacionário à luxúria e à anarquia.

Fingia-se acreditar que a vida é resultado do fortuito, do inimaginável, sem objetivo, qual se fosse a Terra uma nau fantasma que apareceu no mar do Cosmo e logo mais se consumiria no nada.

Aproveitar as suas concessões grosseiras seria a única maneira de viver, de desfrutar a existência caótica para eles.

Tudo quanto induza ao amor e à renúncia das paixões animalizadas tem recebido aceitação indiscutida, enquanto as propostas de saúde moral tombam na zombaria e no descrédito.

Como essa é uma visão nefasta e mentirosa, as leis que a engendraram e a comandam sob a orientação de Deus, após experimentarem muitas guerras entre nações que são submetidas por outras mais poderosas, surgiram com a proposta da pandemia que aterroriza os mais audaciosos e os menos corajosos.

Países tecnologicamente bem equipados e moralmente perdidos no ateísmo e nas suas famanazes correntes de poder, apaixonados pela transitoriedade do seu tempo, encontraram na microbiologia vírus destrutivos para uma futura guerra biológica, quando os seus argumentos de força e de compressão falharem, poderiam trabalhar cepas de influenza e outras doenças, criando, na atualidade, o terrível assassino que ora os vence também...

Eis aí o resultado infeliz dos seus sonhos de soberania e grandeza, transformando-se em pesadelos terríveis sem um despertar tranquilo.

Como são pigmeus pretensiosos, que estão descobrindo as bordas do conhecimento, mas se encontram muitíssimo distantes da realidade da Vida, o Senhor de bondade e sabedoria a todos convoca à reflexão pela própria impotência, a redescobrir a pequenez.

O benfeitor fez uma breve pausa oportuna, depois continuou:

À semelhança de vezes anteriores, em que as pandemias ameaçaram a existência humana e desapareceram após cumprirem o seu objetivo, a atual é portadora de um programa seletivo de Espíritos para preparar o advento dos Novos Tempos.

Certamente serão afetados milhares de seres que se encontram na pauta vibratória da virose, mas estarão resgatando outros graves comportamentos, a fim de se ajustarem à ordem que será vigente no planeta, logo mais, quando tudo se acalmar e a Lei de Progresso funcionar com mais rigor.

Todo aquele que se encontre na faixa imunológica favorável à contaminação, em decorrência da conduta moral que se tem permitido, experimentará o cutelo da desencarnação, preparando-se para acompanhar o progresso do planeta, logo se recupere dos desaires e se encontre em condições de crescer no rumo da sabedoria.

Com o enorme êxodo de benfeitores da Humanidade interplanetária, que auxiliarão os candidatos à imarcescível luz da redenção, a renovação espiritual tomará conta de todos os quadrantes, qual primavera risonha abençoando escombros e arrancando deles flores e cor, beleza e harmonia para a paisagem festiva.

O Mestre reunirá os Seus discípulos e os iluminará ainda mais, a fim de que toda sombra que permaneça seja diluída pelas claridades incomparáveis do bem e da união das almas no grande banquete da paz.

Enquanto isso não ocorre, as mãos do sofrimento asfixiarão muitas existências, que despertarão nos estertores da agonia para as futuras experiências de fraternidade num imenso cantochão de humildade e afeto à vida em todas as suas manifestações.

A fim de que também nós outros compreendamos a necessidade do auxílio mútuo e de que a felicidade pessoal é resultado das bênçãos que jorram fora de nós, estamos honrados com o ensejo de participar das horas difíceis dos que estarão expurgando ignorância e presunção, de modo a evitarmos ocorrências semelhantes conosco.

É hora grave e santa. A dor do próximo é nossa também, suas lágrimas são suores em nós, e o seu desespero nossa oportunidade de servir-lhes atenuando-lhes a aflição.

O Celeste Amante sempre desce aos vales terrestres em missão socorrista, mas nestes próximos dias enviou-nos como se fôssemos estrelas capazes de diluir a escuridão e projetar claridade no Infinito.

Acompanharemos tragédias nefandas defluentes das obsessões teimosamente ignoradas pelos seres reencarnados, então buscaremos inspirá-los à retidão e ao bem sem cessar, sem a certeza do êxito, que é sempre do Pai, todo misericórdia.

Objetivaremos evitar suicídios diretos ou não, acalmar as ansiedades, estimular a confiança irrestrita no Senhor e caminhar com os trôpegos tentando ajudá-los a permanecer de pé, irredutíveis na Bondade Divina, mesmo aparentemente sob chuvas de calhaus e desesperos.

Jamais nos cabe o amor particularista a uns em detrimento de outros, porque todos são nossos irmãos credores de ternura e de amparo.

Cuidaremos de inspirar calma e paz nos casos de possessões graves e não diagnosticadas pelas ciências médicas, nas ocorrências de vampirizações, sem julgamentos e nem preocupações com as causas, compreendendo que tudo obedece à ordem universal, competindo-nos somente auxiliar e tentar libertar do mal.

Ante o silêncio eloquente, o benfeitor espraiou o olhar por todo o auditório sinceramente comovido e prosseguiu:

– A sociedade terrestre está necessitando aprender pela experiência do sofrimento a correção moral do comportamento e a educação mental dos pensamentos, de modo que conclua ser a casa mental a sede da vida pensante, portanto, a área cocriadora da Vida.

Compreendemos que não se trata de uma renovação quântica, de um para outro momento, mas estes dias são o prenúncio do que podemos produzir em favor do mundo, conforme o direcionamento a que se ofereçam os indivíduos, que elegerão o melhor rumo a tomar.

A questão da imunologia pessoal está programada para cada vida, tendo-se em vista o seu passado e o programa no futuro ao qual se vinculará.

Os setores de saúde já possuem vários protocolos sobre o comportamento da pandemia. Na primeira fase, são os sintomas da tosse seca, da febre, de dores no corpo, tudo como sinal de gripe, logo depois vem o agravamento, até a fase que necessita de internação hospitalar com a entubação do paciente e os seus efeitos.

Cabe-nos inspirar cuidados logo aos primeiros sinais, de modo que o organismo, amparado pelas substâncias anti-infecciosas, reaja e evite as fases seguintes.

Nunca desconsiderar a excelência da oração que fortalece os centros vitais e revigora as energias inibidoras, matando o vírus.

A transmissão dos fluidos pelos passes é também de vital importância em qualquer fase da doença, especialmente por agentes saudáveis moralmente e portadores da faculdade de cura.

Em todos os momentos vincular-se a Jesus, o Divino Médico das Almas, e aos Seus mensageiros entregues à enfermagem da caridade na linha de frente, protegendo todos aqueles que correm perigo de contaminação.

O Divino Amparo não os deixa, mesmo quando as suas construções de fé religiosa não os ajudam nos cuidados pessoais de defesa.

A grande batalha está em fase inicial e todos devemos orar para que o Senhor nos conceda misericórdia, a fim de ser ultrapassado o seu período de contaminação e possível desaparecimento ou mudança de paisagem evolutiva.

Exorando a proteção do Senhor para todos nós, deixemo-nos arrastar pela Sua Sabedoria.

O nobre Dr. Bezerra silenciou e dirigiu-se ao assento ao lado de Ismael.

Nesse ínterim, enquanto o coral voltava a murmurar um Canto gregoriano, caíam pétalas perfumadas sobre o imenso auditório, que se inundou totalmente pela delicada fragrância.

Outras vozes enunciaram palavras de amor em torno do testemunho humano durante a terrível pandemia.

Ouvia-se o pulsar do Amor universal inundando-nos de coragem e fé, ao tempo em que lágrimas inesperadas superavam as comportas dos olhos e escorriam silenciosas.

Era uma noite inesquecível.

“O dia abençoado raiou brilhante em convite à ação do

bem em triunfo. Jamais as sombras logram vitória, porque

basta um raio de luz para diluir a treva, assim como o

exemplo de amor para vencer os bastiões da ignorância e

ali implantar as bênçãos da esperança e da paz.”

Manoel Philomeno de Miranda • Divaldo Franco