O Duque e Eu
Capítulo 12
– Mas nunca vou me casar. Você sabe disso. – Deu um passo para a frente, cando propositalmente próxima a ele. – Serei vista para sempre como uma perdida. Nunca terei um marido, nunca terei filhos...
– Pare! – Simon quase gritou. – Pelo amor de Deus, pare.
Anthony, Benedict e Colin se viraram ao ouvir o grito, mas Daphne balançou a cabeça para eles de forma frenética e conseguiu que ficassem onde estavam.
– Por que não pode se casar comigo? – perguntou ela em voz baixa. – Sei que gosta de mim. O que é?
Simon passou a mão pelo rosto, apertando as têmporas com o polegar e o indicador. Estava morrendo de dor de cabeça. E Daphne... meu Deus, ela estava cada vez mais próxima. Ela estendeu a mão e tocou em seu ombro, acariciou seu rosto. Ele não era forte o bastante. Pelo amor de Deus, ele não ia ser forte o bastante.
– Simon – implorou ela –, me salve.
Ele estava perdido.
CA P Í T U L O 1 2
Um duelo! Existe algo mais excitante, mais romântico... ou mais imbecil?
Chegou aos ouvidos desta autora que um duelo ocorreu no início desta semana no Regent’s Park. Como acontecimentos desse tipo são ilegais, esta autora não revelará os nomes dos envolvidos, mas que fique claro que ela reprova seriamente tal demonstração de violência.
É claro que, como a notícia chegou a este jornal, parece que os dois idiotas que participaram da luta (nego-me a chamá-los de cavalheiros, pois isso implicaria algum grau de inteligência, uma qualidade que, se eles algum dia possuíram, por certo os deixou na mão aquela manhã) saíram ilesos.
Talvez um anjo de sensatez e racionalidade tenha olhado por eles naquele dia fatídico.
Se foi o caso, esta autora crê que esse anjo deveria lançar sua influência sobre muitos outros homens da sociedade. Tal ação promoveria um ambiente bem mais pacífico e amistoso, levando a uma melhoria significativa de nosso mundo.
CRÔNICAS DA SOCIEDADE DE LADY WHISTLEDOWN,
19 DE MAIO DE 1813
Simon ergueu o olhar furioso para ela.
– Eu caso – disse ele em voz baixa –, mas você precisa saber...
A frase foi interrompida pelo grito exultante e o abraço apertado que ela lhe deu.
– Ah, Simon, você não vai se arrepender – prometeu ela, com as palavras saindo num jorro de alívio. Seus olhos brilhavam tanto com lágrimas não derramadas quanto de alegria. – Vou fazê-lo feliz. Eu prometo. Vou fazê-lo muito feliz. Você não vai se arrepender.
– Pare! – interrompeu Simon com di culdade, empurrando-a para longe. A felicidade verdadeira dela era demais para ele. – Você tem que me ouvir.
Ela parou e seu rosto ficou apreensivo.
– Escute o que tenho a dizer – continuou ele com um tom de voz áspero – e então decida se quer se casar comigo.
Mordendo o lábio inferior, ela assentiu muito levemente.
Simon deu um suspiro tenso. Como contar a ela? O que dizer? Não poderia falar a verdade. Não toda a verdade, pelo menos. Mas Daphne teria que compreender...
Caso se casasse com ele... Ela estaria abrindo mão de muito mais do que jamais imaginaria.
Ele precisava lhe dar a oportunidade de desistir. Ela merecia isso. Simon engoliu em seco, com a culpa descendo desconfortavelmente por sua garganta. Ela tinha direito a muito mais do que ele poderia lhe dar, mas era só o que podia oferecer.
– Daphne – disse ele, o nome dela como sempre reconfortando sua alma –, se você se casar comigo...
Ela deu um passo para a frente e estendeu-lhe a mão, apenas para puxá-la de volta diante do olhar cauteloso dele.
– O quê? – sussurrou ela. – Nada pode ser tão terrível que...
– Eu não posso ter filhos.
Pronto. Ele disse. E era quase a verdade.
Os lábios de Daphne se entreabriram, mas não houve qualquer outro sinal de que ela o ouvira.
Ele sabia que suas palavras seriam brutais, mas não via nenhuma outra maneira de fazer com que ela compreendesse.
– Se você se casar comigo, nunca terá lhos. Nunca terá um bebê em seus braços sabendo que é seu, que o gerou com amor. Você nunca...
– Como você sabe? – interrompeu ela, com a voz monótona e estranhamente alta.
– Eu simplesmente sei.
– Mas...
– Eu não posso ter filhos – repetiu ele cruelmente. – Você precisa entender isso.
– Sei. – A boca de Daphne estremeceu levemente, como se ela não soubesse o que dizer, e pareceu piscar um pouco mais depressa do que o usual.
Simon encarou-a, mas não conseguiu ler suas emoções como costumava fazer.
Ela em geral tinha uma expressão muito transparente, com olhos sinceros de uma forma impressionante – era como se ele pudesse ver sua alma. Mas naquele momento ela parecia fechada e sem ação.
Estava perturbada – isso era claro. Mas ele não fazia ideia do que ela iria dizer ou como iria reagir.
E teve a estranha sensação de que Daphne também não sabia.
Sentiu uma presença à sua direita. Virou-se e viu Anthony com uma expressão ao mesmo tempo irritada e preocupada.
– Algum problema? – perguntou ele baixinho, olhando para o rosto angustiado da irmã.
Antes que Simon pudesse responder, Daphne disse:
– Não.
Os olhares dos dois homens se voltaram para ela.
– Não vai haver duelo – continuou. – Simon e eu vamos nos casar.
– Sei. – Era como se Anthony quisesse estar mais aliviado, mas a expressão
solene da irmã impôs um estranho silêncio à situação. – Vou contar aos outros –
disse ele, afastando-se.
Simon sentiu algo bastante esquisito invadir seus pulmões. Percebeu melancolicamente que se tratava de ar. Ele estivera prendendo a respiração sem sequer notar. Experimentou outro sentimento também. Algo quente e terrível, e ao mesmo tempo exultante e maravilhoso. Era emoção, pura e absoluta, uma mistura bizarra de alívio, alegria, desejo e temor. E ele, que passara a maior parte da vida evitando sensações confusas, não tinha ideia de como agir em seguida.
Seus olhos encontraram os de Daphne.
– Tem certeza? – perguntou, falando num suave sussurro.
Ela assentiu, com a expressão estranhamente neutra.
– Você vale a pena.
Então andou lentamente em direção a seu cavalo.
E Simon cou se perguntando se tinha acabado de ser levado ao paraíso ou arrastado até as profundezas do inferno.
Daphne passou o restante do dia cercada pela família. Todos estavam, é claro, empolgados com a notícia do noivado. Todos menos seus irmãos mais velhos, que, embora se sentissem felizes pela irmã, estavam desanimados também. Daphne não os culpava. Ela mesma se sentia assim. Os acontecimentos do dia haviam deixado-os exaustos.
Ficou decidido que o casamento deveria ocorrer o mais breve possível. (Violet fora informada de que Daphne talvez tivesse sido vista beijando Simon no jardim de Lady Trowbridge, e isso foi o bastante para que mandasse, na mesma hora, um pedido especial para o arcebispo.) Lady Bridgerton mergulhara, então, em um mar de detalhes da festa. Segundo ela, a cerimônia não precisava ser sem graça só porque seria simples.
Eloise, Francesca e Hyacinth, todas eufóricas com a perspectiva de serem damas de honra, não paravam de fazer perguntas. Como Simon tinha feito o pedido? Havia se ajoelhado? Que cor Daphne usaria e quando ele lhe daria um anel?
Daphne fez o que pôde para responder às perguntas, mas quase não conseguia se concentrar na conversa, e quando a tarde virou noite todas as suas respostas reduziram-se a monossílabos. Finalmente, depois que Hyacinth quis saber que cores de rosas ela queria para o buquê e ela respondeu “três”, as irmãs desistiram e a deixaram a sós.
A enormidade de suas ações havia deixado Daphne praticamente sem fala. Ela havia salvado a vida de uma pessoa, garantido uma promessa de casamento do homem que adorava e se comprometido a uma vida sem filhos.
Tudo num único dia.
Ela riu, com um certo desespero. Imagine o que seria capaz de realizar no dia seguinte...
Gostaria de saber o que passara por sua cabeça naqueles instantes nais antes de se virar para Anthony e dizer “Não haverá duelo”, mas achava que não conseguiria lembrar. O que quer que fosse, não era feito de palavras, frases ou pensamentos conscientes. Era como se ela estivesse rodeada de cores. Tons de vermelho e amarelo, e uma mistura de laranja na qual ela e Simon se encontravam. Puro sentimento e instinto. Era isso. Nenhuma razão, nenhuma lógica, nada remotamente racional ou sensato.
E, de alguma forma, enquanto tudo aquilo acontecia a seu redor, ela soubera o que tinha que fazer. Seria capaz de viver sem os lhos que ainda não haviam nascido, mas não sem Simon. Os bebês com que ela sonhara eram seres amorfos e desconhecidos que Daphne não podia ver nem tocar.
Mas Simon... Simon era real, e estava ali. Ela conhecia a sensação de tocar o rosto dele, de rir em sua presença. Conhecia o doce sabor de seu beijo e o ar zombeteiro de seu sorriso.
Ela o amava.
Talvez – apesar de ela mal ousar pensar nisso – ele estivesse errado. Talvez pudesse ter lhos. Talvez tivesse sido enganado por algum médico incompetente, ou então Deus estivesse apenas esperando o momento certo de lhe conceder um milagre.
Ela não precisava de uma família do tamanho da sua, mas se pudesse ter um lho, apenas, sabia que se sentiria completa.
No entanto, não falaria sobre isso com Simon. Se ele vislumbrasse nela alguma esperança, por menor que fosse, de ter um lho, não a desposaria. Daphne sabia disso. Ele havia feito um esforço enorme para ser o mais sincero possível. Não permitiria que ela tomasse uma decisão se não acreditasse que estava plenamente consciente da situação.
– Daphne?
Ela, que até esse momento estivera sentada, indiferente, no sofá da sala de casa, ergueu o olhar e viu a mãe encarando-a com uma expressão de profunda preocupação.
– Você está bem? – perguntou Violet.
Daphne forçou um sorriso cansado.
– Estou só cansada.
Era verdade. Nem sequer lhe ocorrera que estava havia 36 horas sem dormir.
Violet sentou-se a seu lado.
– Pensei que você estaria mais empolgada. Sei que ama Simon.
Daphne olhou surpresa para a mãe.
– Não é difícil de perceber – comentou Violet com delicadeza. Deu um tapinha na mão da filha. – Ele é um bom homem. Você escolheu bem.
Daphne sentiu um sorriso vacilante se formar em seus lábios. Ela havia escolhido bem. E faria o melhor que pudesse de seu casamento. Mesmo que não fossem abençoados com lhos – a nal, ela mesma poderia ser estéril. Daphne sabia de vários casais que não tiveram lhos e duvidava que algum deles soubesse de suas de ciências antes dos votos matrimoniais. Além disso, com sete irmãos, ela certamente teria muitos sobrinhos e sobrinhas para abraçar e mimar.
Era melhor viver com o homem que amava do que ter lhos com um que não amasse.
– Por que não dorme um pouco? – sugeriu Violet. – Você está parecendo exausta.
Detesto vê-la com olheiras.
Ela assentiu e se levantou com di culdade. Sua mãe tinha razão. Ela precisava dormir.
– Tenho certeza de que estarei muito melhor em uma ou duas horas – disse, deixando escapar um bocejo.
Violet se levantou e ofereceu um braço à filha.
– Acho que não vai conseguir subir as escadas sozinha – comentou, sorrindo ao guiar Daphne para fora da sala e escada acima. – E, sinceramente, duvido que vá acordar de novo em uma ou duas horas. Darei instruções explícitas para que não seja incomodada até amanhã de manhã.
Daphne assentiu, sonolenta.
– Que bom – murmurou ela, tropeçando para dentro do quarto. – De manhã é bom.
Violet conduziu-a até a cama e a ajudou a se deitar. Tirou seus sapatos, mas deixou-a com a roupa que já estava vestindo.
– Pronto – disse ela baixinho, abaixando-se para beijar a testa da lha. – Pode dormir em paz agora.
A única resposta de Daphne foi um ronco.
Simon também estava exausto. Não era todos os dias que um homem se resignava a morrer. E depois era salvo pela mulher que ocupara todos os seus sonhos nas três semanas anteriores – e ainda ficava noivo dela!
Se não estivesse com dois olhos roxos e um ferimento no queixo de tamanho considerável, poderia achar que havia sonhado tudo aquilo.
Será que Daphne se dava conta do que zera? Do que estava abrindo mão? Ela era uma moça sensata, que não se entregava a sonhos tolos e voos da imaginação.
Simon acreditava que ela não teria concordado em se casar sem pensar em todas as consequências.
Mas, por outro lado, havia tomado a decisão em menos de um minuto. Como poderia ter considerado tudo em tão pouco tempo?
A menos que estivesse apaixonada por ele. Será que desistira do sonho de ter uma família porque o amava?
Ou talvez tivesse sido por culpa. Se ele houvesse morrido naquele duelo, tinha certeza de que Daphne se culparia. Mas que droga, ele gostava dela. Era uma das melhores pessoas que ele conhecia. Simon achava que não seria capaz de viver com a morte dela em sua consciência. Então, talvez ela se sentisse da mesma forma em relação a ele.
Mas, quaisquer que fossem seus motivos, a verdade era que no próximo sábado (Lady Bridgerton já havia mandado lhe avisar que o noivado não se prolongaria por muito tempo) ele estaria ligado a Daphne para o resto da vida.
E ela a ele.
Sabia que agora não havia como desistir. Daphne jamais abriria mão do casamento àquela altura, assim como ele. E, para sua absoluta surpresa, essa certeza quase fatalista parecia... uma coisa boa.
Daphne seria sua. Ela sabia de seus defeitos, tinha consciência do que ele não poderia lhe dar, e ainda assim o havia escolhido.
Isso o agradou mais do que jamais imaginou possível.
– Alteza?
Simon estava esparramado na cadeira de couro de seu escritório e olhou para cima. Não que precisasse. A voz baixa e calma só podia ser de seu mordomo.
– Sim, Jeffries?
– Lorde Bridgerton está aqui para vê-lo. Devo dizer que não está em casa?
Simon se levantou. Droga, como estava cansado.
– Ele não vai acreditar.
Jeffries assentiu.
– Sim, senhor. – Deu três passos em direção à porta e se virou. – Tem certeza de que deseja recebê-lo? O senhor parece ligeiramente, hã, indisposto.
Simon soltou uma risada seca.
– Se está se referindo ao estado de meus olhos, lorde Bridgerton é o responsável pelo ferimento maior.
Jeffries piscou como uma coruja.
– O maior, Alteza?
Simon conseguiu dar um meio sorriso. Não foi fácil. Todo o seu rosto doía.
– Sei que é difícil diferenciar, mas acontece que meu olho direito está um pouco pior do que o esquerdo.
Jeffries se aproximou dele, claramente intrigado.
– Acredite em mim.
O mordomo se empertigou.
– É claro, senhor. Devo levar lorde Bridgerton à sala de estar?
– Não, traga-o aqui. – Diante da hesitação de Jeffries, Simon acrescentou: – E
não precisa se preocupar com a minha segurança. Lorde Bridgerton não deverá acrescentar mais nenhum ferimento à minha coleção a esta altura. Não – acrescentou num resmungo – que fosse conseguir encontrar facilmente algum ponto que já não estivesse ferido.
Jeffries arregalou os olhos e saiu apressado do escritório.
Um instante depois, Anthony Bridgerton entrou. Olhou para o duque e disse:
– Você está péssimo.
Simon se levantou e ergueu uma sobrancelha – algo bastante difícil, dadas as circunstâncias.
– Isso o surpreende?
Anthony riu. O som saiu um pouco melancólico, meio vazio, mas Simon ouviu uma ressonância do velho amigo. Da antiga amizade deles. Ficou surpreso com quanto se sentiu grato por isso.
Anthony apontou para os olhos de Simon.
– Qual é o meu?
– O direito – respondeu ele, tocando a pele ferida com cuidado. – Daphne tem um belo soco para uma moça, mas não tem seu tamanho e sua força.
– Mesmo assim – comentou Anthony, inclinando-se para a frente a m de inspecionar a obra da irmã –, ela fez um belo trabalho.
– Você devia se orgulhar dela – gemeu Simon. – Está doendo demais.
– Ótimo.
Então os dois caram em silêncio. Havia tanto a ser dito, mas nenhum deles sabia como começar.
– Eu nunca quis que fosse assim – falou Anthony finalmente.
– Nem eu.
Anthony se apoiou na beirada da mesa do escritório, mas cou se remexendo desconfortavelmente, parecendo pouco à vontade.
– Não foi fácil para mim deixar que você a cortejasse.
– Você sabe que não era de verdade.
– Ontem à noite você tornou verdadeiro.
O que ele iria dizer? Que Daphne o havia seduzido, e não o contrário? Que fora ela que o levara para os jardins, em direção à escuridão da noite? Nada disso importava. Ele tinha muito mais experiência que Daphne. Deveria ter sido capaz de parar.
Ficou em silêncio.
– Espero que possamos deixar isso para trás – disse Anthony.
– Tenho certeza de que esse é o maior desejo de Daphne.
Anthony estreitou os olhos.
– E agora seu objetivo de vida é realizar os maiores desejos dela?
Todos, exceto um, pensou Simon. Todos menos o que realmente importa.
– Você sabe que eu farei de tudo para deixá-la feliz – afirmou ele.
Anthony assentiu.
– Se você a magoar...
– Eu nunca vou magoá-la – prometeu Simon, com os olhos inflamados.
O outro o encarou longa e seriamente.
– Eu estava preparado para matá-lo por desonrá-la. Se você a magoar, garanto que nunca terá paz em toda a sua vida. Que – acrescentou, com o olhar um pouco mais severo – não seria muito longa.
– Longa o su ciente apenas para que eu sentisse uma dor excruciante? –
perguntou Simon com delicadeza.
– Exatamente.
Simon assentiu. Embora Anthony o estivesse ameaçando com tortura e morte, ele o respeitava por isso.
A devoção à própria irmã era algo admirável.
Simon se perguntou se Anthony via nele algo que mais ninguém podia ver. Os dois se conheciam havia tanto tempo... Será que Anthony de algum modo enxergara os cantos mais obscuros de sua alma? A angústia e a fúria que ele se esforçava tanto por manter em segredo?
Se assim fosse, era por isso que se preocupava com a felicidade da irmã?
– Eu lhe dou a minha palavra – jurou Simon. – Farei tudo o que estiver a meu alcance para manter Daphne segura e feliz.
Anthony assentiu secamente.
– É bom mesmo. – Afastou-se da mesa e foi em direção à porta. – Ou vai se ver comigo.
Então, foi embora.
Simon soltou um gemido e afundou de novo na poltrona de couro. Quando sua vida havia cado tão complicada? Quando os amigos tinham se tornado inimigos e flertes inocentes se transformado em luxúria?