O Duque e Eu
Carta da autora
– E eu tenho certeza disso.
Ele beijou-o no nariz e sussurrou:
– Não se preocupe, rapazinho. Vou sempre amar você. Vou ensiná-lo a ler, escrever, fazer contas e andar a cavalo. Vou protegê-lo de todos os males do mundo, principalmente daquela tal de Lady Whistledown...
E num quarto pequeno e elegantemente mobiliado, não muito longe da Casa Hastings, uma jovem sentada a uma mesa com uma pena e um pote de tinta pegou um pedaço de papel.
Com um sorriso no rosto, tomou da pena e começou a escrever:
Crônicas da sociedade de Lady Whistledown 19 de dezembro de 1817
Ah, gentil leitor, esta autora fica feliz em contar...
CA R T A DA A U T OR A
Prezado leitor,
As pessoas quase sempre querem saber qual dos meus livros eu pre ro. Com toda a sinceridade, essa é uma pergunta quase impossível de responder, porque eu gosto de coisas diferentes em cada um deles. Às vezes é um personagem, ou então uma cena específica. O fato é que todos eles me agradam de formas distintas. Mas vou lhe contar um segredo: sempre tive uma queda especial por O duque e eu. Ele foi um divisor de águas na minha carreira. Não sei exatamente o que aconteceu, mas este livro é mais profundo e mais rico do que qualquer outro que eu já tenha escrito. Além disso, marcou o começo da coleção Os Bridgertons, uma série de oito livros que conquistou as pessoas de uma forma impressionante.
En m, tudo se iniciou com O duque e eu, que apresenta Simon, um homem que tenta desesperadamente fugir do amargo legado do pai, e Daphne, que deseja a única coisa que Simon tem certeza que não pode lhe dar. Também conhecemos, é claro, Lady Whistledown, a mordaz colunista de fofocas que não poupa nada nem ninguém. (Você já deve ter entendido o que quero dizer quando leu a primeira página de todos os capítulos...)
Se você ainda não conhecia nenhum dos livros da série Os Bridgertons, este foi um ótimo começo. Espero que tenha gostado.
Com carinho,