O Duque e Eu

Julia Quinn · Capítulo 23 de 27

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O Duque e Eu

Epílogo

– Tudo isso nem se compara com o futuro maravilhoso que vamos ter. Por mais feliz que eu esteja neste exato instante, o amanhã será ainda melhor. Ah, Daff –

murmurou ele, levando os lábios até os dela –, a cada dia eu vou amá-la mais. Eu prometo. A cada dia...

E P Í L OG O

O duque e a duquesa de Hastings finalmente têm um menino!

Depois de três meninas, o casal mais apaixonado da sociedade londrina gerou enfim um rapazinho. Esta autora só consegue imaginar o alívio que deve ter invadido a Casa Hastings. Afinal, é uma verdade universal que qualquer homem casado dono de uma enorme fortuna deve desejar um herdeiro.

O nome do recém-nascido ainda não foi divulgado, embora esta autora se sinta bastante qualificada para especular. Afinal, com irmãs chamadas Amelia, Belinda e Caroline, o novo conde de Clyvedon poderia se chamar qualquer outra coisa que não David?

CRÔNICAS DA SOCIEDADE DE LADY WHISTLEDOWN,

15 DE DEZEMBRO DE 1817

Simon fez uma cara de exasperação, depois atirou o jornal para o outro lado da sala.

– Como ela sabe disso? Nós não contamos a ninguém que vamos batizá-lo de David.

Daphne prendeu o riso ao ver o marido esbravejando e andando de um lado para outro no quarto.

– Tenho certeza que é só um palpite – disse ela, voltando a atenção ao recém-nascido em seus braços.

Era cedo demais para saber se os olhos dele permaneceriam azuis ou se cariam castanhos como os das irmãs, mas ele já se parecia muito com o pai. Daphne pensou que isso não mudaria ainda que seus olhos escurecessem.

– Ela deve ter um espião aqui dentro de casa – decretou ele, pondo as mãos na cintura. – Só pode.

– Duvido muito que isso seja verdade – comentou Daphne, sem olhar para ele.

Estava mais interessada na forma como a mãozinha minúscula de David agarrava seu dedo.

– Mas...

Ela finalmente levantou a cabeça.

– Simon, você está sendo ridículo. É só uma coluna de fofoca.

– Whistledown... sei – resmungou ele. – Nunca ouvi falar de nenhum Whistledown. Gostaria de saber quem é essa maldita mulher.

 

– Você e o resto de Londres – falou Daphne baixinho.

– Alguém deveria tirá-la de circulação de uma vez por todas.

– Se quer que ela saia de circulação – retrucou Daphne, sem conseguir resistir à observação –, não deveria comprar o jornal.

– Eu...

– E nem venha me dizer que só compra por minha causa.

– Você lê – resmungou ele.

– Você também. – Ela deu um beijo no topo da cabeça de David. – Normalmente muito antes de eu colocar as mãos nele. Além disso, nos últimos tempos passei a gostar bastante de Lady Whistledown.

Simon pareceu desconfiado.

– Por quê?

– Você leu o que está escrito sobre nós? Ela nos chamou de “casal mais apaixonado de Londres”. – Daphne sorriu com malícia. – Adorei isso.

Ele soltou um resmungo.

– Isso foi só porque Philipa Featherington...

– O nome dela é Philipa Berbrooke agora – corrigiu Daphne.

– Bem, qualquer que seja o nome, ela é a pessoa mais linguaruda de Londres.

Desde que me ouviu chamando você de “meu amor” no teatro, no mês passado, não tenho mais coragem de aparecer nos meus clubes.

– Então amar a esposa está fora de moda, é? – provocou Daphne.

Simon fez uma careta, parecendo um menino irritado.

– Deixe para lá – disse ela. – Não quero nem ouvir a resposta.

O sorriso que ele deu foi uma mistura encantadora de timidez e malícia.

– Aqui – prosseguiu ela, levantando David. – Quer segurá-lo?

– Claro. – Simon atravessou o quarto e pegou o bebê nos braços. Aninhou o lho por vários instantes, então olhou para Daphne e sorriu. – Acho que ele parece comigo.