Perícias em Locais de Morte Violenta: Criminalística e Medicina Legal
Capítulo III Armas de Fogo
firme ou vivoe a extremidade livre ou solta é
ochicote.
As cordas de grande calibre também são chamadas de cabos.
Cordão, Cordel, Barbante
É uma corda delgada.
As cordas e os cordões são confeccionados com sisal, cânhamo, juta, linho, seda, crina, tripa, filamentos metálicos, plástico, náilon, polipropileno, polietileno, entre outros.
Nós, Voltas e Laços
Os nós são usados para unir dois cabos ou duas extremidades. As voltas são usadas para prender um cabo em algum objeto. O laço ou laçada é composto de uma volta e um nó corrediço (nó de correr). Capítulo III
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Armas de Fogo
Neste capítulo será feita uma breve exposição sobre as armas de fogo de interesse criminalístico, aquelas fabricadas neste último século, as mais utilizadas na prática de crimes contra a pessoa.
Uma arma de fogo, genericamente, é composta pelo corpo da arma e pela munição.
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1 Elementos de Munição
A grande maioria das munições encaminhadas para exame é oriunda da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), criada em 1926 com o nome Fábrica Nacional de Cartuchos e Munições (FNCM), passando a se chamar CBC em 1936. Outra marca pertencente à CBC, gravada nos culotes dos cartuchos, é MRP (Magtech de Ribeirão Pires).
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1.1 Munição
A munição é o conjunto de componentes necessários para abastecer uma arma de fogo. São eles: cartucho, estojo, projétil, carga de projeção, espoleta, carga de inflamação, buchas e discos divisórios.
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1.2 Cartucho
É o elemento de munição completo para uso em uma arma de fogo. Os cartuchos utilizados nas armas de alma raiada são formados por um projétil único, estojo, carga de projeção e espoleta (ou carga de inflamação). Os utilizados nas armas de alma lisa são formados por múltiplos projéteis (balins), estojo, carga de projeção, espoleta, buchas e discos divisórios.
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1.3 Estojo
É o elemento de munição que serve de recipiente para acondicionar os demais elementos.
Trata-se de um corpo cilíndrico, oco, aberto em uma das extremidades (boca) e fechado na outra extremidade (culote). Na munição de percussão central, o culote apresenta em sua região central, externamente, um compartimento cilíndrico que aloja a espoleta, cuja carga de inflamação se comunica com a carga de projeção por meio de um ou dois orifícios. O culote pode ainda apresentar uma orla saliente ou um estrangulamento onde se encaixa a garra do extrator. Os estojos para projétil único destinados para pistolas, revólveres, fuzis e metralhadoras são confeccionado inteiramente em latão 70/30 (liga de 70% de cobre com 30% de zinco).
Nas armas de alma lisa podem ser metálicos, para recarga, ou mistos, com cerca de três quartos do seu comprimento, na extremidade correspondente à boca, confeccionada em papelão ou plástico. Cartuchos metálicos para recarga são fornecidos pela CBC nos calibres 12, 16, 20, 24, 28, 36 Longo e 9,1 mm. 1
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1.4 Projétil
Elemento de munição que tem por objetivo atingir o alvo, nas armas de alma raiada é único e nas de alma lisa são
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múltiplos e chamados balins. A CBC usa a nomenclatura “bagos”. 1.4.1 Projetil Único
Tem um formato cilindro-ogival (uma base cilíndrica e uma ogiva).
A ogiva pode apresentar formas variadas como: convexa (a mais comum), côncava (ponta oca, de expansão ou "hollow point"), plana (canto vivo), pontiaguda ou truncada (soft point).
Quanto à composição pode ser de chumbo nu (puro ou endurecido com antimônio (de 0,5 a 2,5% nos civis e até 10% nos militares), encamisado ou blindado (totalmente revestido por uma camada de liga metálica) ou semi-encamisado ou semiblindado (somente a base revestida por uma camada de liga metálica).
A liga metálica da camisa ou jaqueta é constituída em latão (Cu+Zn), bronze (Cu+Sn), aço (Fe+C), cromo-níquel, maillechort (Cu+Ni+Zn) ou tomback (Cu+Zn+Pb+Fe).
O projétil único fica preso à boca do estojo, com a base embutida e a ogiva exposta.
Como exceção tem cartuchos para espingarda de caça contendo um único balin ou balote, como a munição 12/70 HiImpact da CBC, com projetil embutido.
O cartucho CBC Knock Down Slug é um cartucho cujo projetil possui linhas progressivas em formato espiral e é integrado à bucha plástica pneumática, disponível nos calibres 12, 16 e 20. 1 Além do projétil convencional de chumbo, a CBC desenvolveu também sua versão com acabamento composto de resina especial, grafite e teflon, que reduz o atrito nas raias da arma.1
A munição Copper Bullet CBC apresenta projéteis fabricados em cobre puro e com ponta oca de dimensões e
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formato projetados para um melhor poder de
parada (stopping
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power) e retenção de 100% de sua massa quando
do impacto com
o alvo, não existindo a possibilidade da separação da camisa do núcleo ou fragmentação do projétil. 1
Quadro 3. Nomenclatura dos projéteis CBC.1
CHCV Chumbo Canto Vivo
CHOG Chumbo Ogival
CHPP Chumbo Ponta Plana
CHPO Chumbo Ponta Oca
CSCV Chumbo Semicanto Vivo
CXPO Cobre Expansivo Ponta Oca
ESCV Encamisado Total Semicanto Vivo
ETOG Encamisado Total Ogival
ETPP Encamisado Total Ponta Plana
ETPT Encamisado Total Pontiagudo
EXPO Expansivo Ponta Oca
EXPP Expansivo Ponta Plana
EXPT Expansivo Pontiagudo
--
Ilustração 11 Nomenclatura dos projéteis CBC.1
──────────────────────────────────────────────── 1.4.2 Balins
Os cartuchos das armas de alma lisa apresentam múltiplos projéteis de formato esférico, também chamados de balins, os quais ficam embutidos no estojo, com diâmetros diversos, como se pode ver na tabela seguinte.
Tabela 1. Diâmetros dos balins CBC.1
Número do Chumbo
12
11
9
8
7,5
7
6
5
3
1
T
TTT
SG
Knock Down Balote
Diâmetro (mm) 1,25
1,50
2,00
2,25
2,38
2,50
2,75
3,00
3,50
4,00
5,00
5,50
8,40
18,65
17,6
Quantidade aproximada de bagos em 10 gramas 870
457
216
151
130
110
83
64
40
27
14
10
2,80
32 gramas a unidade
28,35 gramas a unidade
Tabela 2. Munição da série Antidistúrbio "Less Lethal" CBC.1 Calibre Balins
Tipo
Massa g
12/70 Plástico 6,6
20 bagos de borracha de 8 mm 7,7
3 bagos de borracha de 18 mm 12
Balística
V E Provete m/s Joules cm 480 760 30 230 204 48,3 162 157 48,3 V (Velocidade) e E (Energia) medidas na boca. Provete (comprimento do cano).
Os cartuchos antidistúrbio com balins (bagos pela nomenclatura CBC) de polietileno de alta densidade ou de borracha apresentam tubo de plástico transparente e incolor, o que torna possível visualizar os projéteis de plástico ou de borracha.1
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1.5 Carga de Projeção
Constituída por pólvora preta, pólvora de base simples ou de base dupla (pólvora branca).
Pólvora de Base Simples
Composição básica: Nitrocelulose (92 a 98%), estabilizantes (1 a 4%) e aditivos (1 a 4%).
Todas as pólvoras utilizadas pela CBC são de base simples. São divididas em duas séries. As pólvoras da série 100 são do tipo tubular monoperfuradas e destinam-se a armas longas raiadas. As da série 200 são do tipo disco ou disco compacto e destinam-se a armas longas não raiadas e armas curtas.1
Pólvora de Base Dupla
Composição básica: Nitrocelulose (50 a 65%), nitroglicerina (35 a 50%), estabilizantes (1 a 4%) e aditivos (2 a 6%).
Pólvora Negra
Composição: salitre ou nitrato de potássio (75%), enxofre (12%), carbono (13%). Combustão muito incompleta (57%) de produtos sólidos (carbonato, sulfato, sulfeto de potássio e enxofre).
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1.6 Espoleta
Elemento de munição que, ao ser percutida, da início à deflagração da carga de projeção (pólvora). A cápsula da espoleta é constituída de Tomback 70/30. A carga de inflamação nas espoletas CBC, até 1975, era constituída de fulminato de mercúrio, e a partir de então, de estifinato de chumbo, tetrazeno, nitrato de bário, trissulfeto de antimônio e alumínio atomizado.
A espoleta original CBC vem com cápsula fabricada em latão na cor dourada; nessa cápsula é estampada em baixo relevo ────────────────────────────────────────────────
a letra "V". As espoletas CBC para cartuchos de fogo central apresentam três tipos diferentes de sistema de iniciação: Boxer, Bateria e Berdan.1
A espoleta tipo Bateria caracteriza-se por ser completa, com a cápsula contendo a mistura inicializadora, a bigorna, que dá apoio ao percussor da arma, comprime e esmaga a mistura, e estojo próprio, com evento, pequeno furo por onde passam as chamas da espoleta para a pólvora de projeção; a espoleta tipo bateria é montada no alojamento existente nos cartuchos de caça.1
A espoleta Boxer possui uma bigorna montada dentro da cápsula que contém a mistura e é montada no bolso dos estojos tipo Boxer que não possuem bigorna.1
A espoleta Berdan é constituída por uma cápsula com a mistura e é utilizada nos estojos tipo Berdan, com bigorna.1 Percussão de Fogo Circular
Por ser uma munição de fogo circular, a .22 não possui espoleta e sua mistura iniciadora está localizada de forma circular ao longo do anel interno do culote do estojo. Em função dessa localização, a percussão é feita sobre esse culote, o que exige que o percussor da arma seja montado fora de centro e que a percussão ocorra bem na borda do culote. 1
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1.7 Buchas e Discos Divisórios
São elementos de munição constituídos de papel ou plástico prensado, que aparecem somente nos cartuchos utilizados em armas de alma lisa, cuja finalidade é a de separar ou conter a pólvora e os projéteis no interior do estojo.
──────────────────────────────────────────────── Tabela 3. Munições para armas raiadas. D(mm) diâmetro e C(mm) comprimento do estojo. T tipo, M(dg) massa, V(m/s) velocidade e E(j) energia do projétil.1
D C Munição T M V E
5,72 10,74 .22 Short CHOG 19 250 60
5,72 15,11 .22 Long CHOG 19 316 91
5,74 15,11 .22 Long Rifle CHOG 26 330 141
7,06 15,62.25 ACP=.25 Auto= ETOG 32 232 876,35 Browning 8,5 17,3.32 ACP=.32 Auto= ETOG 46 276 1757,65 Browning
8,51 15,49 .32 S&W EXPO 64 236 175
8,43 21,59 7,65mm Luger=.30 Luger ETOG 60 365 400
8,56 23,37 .32 S&W Long CHOG 64 215 147
8,43 25,15 7,63mm Mauser=.30 Mauser CHOG 56 430 508
8,41 32,77 30 Carbine=.30 M1 EXPO 71 625 1391
8,74 51,18 .308 Winchester ETPT 97 854 3,544
8,63 63,35 .30-06 ETPT 97 884 3,798
8,58 63 7,62x63mm ETPT M2 97 835 3,388 .380 ACP=.380 Auto= ETOG 62 288 256 9,50 17,30 9 mm Short=9 mm Kurz EXPO 62 288 256
.380 Auto+P ETOG 62 308 293
9 mm Luger= ETOG 75 343 440
9x19mm Parabellum EXPP 62 405 506
9,65 19,15 9 mm Luger +P ETPO 75 380 538
9 mm Luger +P+ ETPO 75 405 611
9 mm Luger +P Gold EXPO 75 405 610
9,75 22,86 .38 Super Auto +P ETOG 84 370 576
9,63 21,15 9x21 mm ETOG 80 350 491
9,75 22,86 .38 ACP=.38 Auto ETOG 81 340 456
9,63 19,43 .38 SPL Short CHOG 81 209 174
9,58 19,68 .38 S&W CHOG 95 209 207
9,63 26,29 .38 Long Colt CHOG 97 237 273
.38 S&W Special=.38 SpecialCHCV 96 246 285
=.38 SPL=.38 SPC
CHOG 102 230 268
9,63 29,34 EXPO 102 245 307
.38 SPL +P EXPO 81 288 377
.38 SPL+P Gold EXPO 310 389
EXPP 102 372 710
9,63 32,77 .357 Magnum EXPO 102 372 710
CSCV 102 372 710
──────────────────────────────────────────────── D C Munição T M V E EXPO 100 364 665 10,74
21,59
.40 S&W ETPP 117 300 524
CXPO 84 363 555
.40 S&W+P Gold EXPO 100 364 665
10,99 29,46 .44 SPL CHPP 156 232 418
10,97 32,77 .44 Rem Mag EXPP 156 359 991
11,25 33,27 .44-40 WIN=.44 WCF CHPP 130 363 833
12,09 19,18 .45 GAP ETPP 149 255 484
12,09
22,81
.45 ACP=.45 Auto= CSCV 130 290 545
11,43mm Colt ETOG 149 253 477
12,09 22,81 45 Auto+P CXPO 107 335 600
12,09 22,81 .45 Auto+P Gold EXPO 120 345 712
12,12 32,78 .45 Colt CHPP 162 232 436
Tabela 4. Munição CBC para espingardas. P(g) massa de pólvora. CN calibre nominal. DC(mm) diâmetro da câmara. TB tipo e MB massa de balins. V(m/s) velocidade, E(j) energia e CC(in) comprimento do cano.1
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P CN DC Munição TB MB V E CC
0,430 36 63,5 VELOX todos 9,0 350 551 26
0,630 32 63,5 VELOX todos 12,5 350 765 26
0,750 28 63,5 VELOX todos 15,5 360 1.004 26
0,860 24 65 VELOX todos 19,0 360 1.231 26
1,230 20 70 VELOX todos 22,5 360 1.458 26
1,200 16 70 VELOX todos 27,0 360 1.750 28
1,400 12 70 VELOX todos 32,0 360 2.074 30
12 70 Super Velox 3 36 420 3.175 30
1,900 12 70 HI-IMPACT balote 28,4 450 2.870 30
1,560 12 70 HI-IMPACT 3T 32,0 430 2.957 30
1,600 12 70 HI-IMPACT SG 32,0 430 2.957 30
Balote
12 70 HI-IMPACT Knock 32 420 2.822 30
Down
Balote
16 70 HI-IMPACT Knock 28,5 420 2.513 28
Down
Balote
20 70 HI-IMPACT Knock 25,5 420 2.248 26
Down
12 76,2 Magnum SG 42,5 380 3.068 30
12 76,2 Magnum 3T 42,5 380 3.068 30
12 70 F-150 7 1/2" 24 415 2.066 30
P CN DC Munição TB MB V E CC 12 70F-150 Light 7 1/2" 24 395 1.872 30Olímpico 12 70F-150 8 24 405 1.968 30Olímpico
12 70F-150 7 1/2" 24 405 1.968 30Olímpico
12 70S-150 9 24 410 2.017 30Olímpico
12 70D-150 7, 8 24 415 2.167 30Olímpico 1/2"
12 70 D-150 Light 8 1/2" 24 395 1.872 30 12 70 T-200 7 1/2" 32 400 2.560 30 12 70 T-200 Light7, 8, 32 370 2.190 301/2"
12 70 C-25 5,6,8 28 405 2.296 30
12 70 C-25 5,6,8 34 405 2.788 30
12 70 C-25 5,6,8 36 405 2.952 30
12 70 P-255,6,7 36 405 2.952 301/2"
12 70 TP-5 3T 29 400 2.320 30 1,610 12 70 F-150 7 1/2 24,0 1,470 12 70 F-150 L 7 1/2 24,0
1,610 12 70 S-150 9 24,0
1,480 12 70 D-150 8 1/2 24,0
1,430 1 70 D-150 L 8 1/2 24,0
1,420 12 70 T-200 L7 1/2 32,0e 8
1,450 12 70 C-255, 6 e 28,08
1,350 20 70 F-150 7 1/2 24,0
1,350 20 70 S-150 9 24,0
1,800 12 70 T 200 7 1/2 32,0
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1,800 12 70 C-255, 6 e 34,08
1,850 12 70 C-255, 6 e 36,08
1,850 12 70 P-255, 6 e 36,07 1/2
OceanofPDF.com 2 Estrutura das Armas de Fogo
O corpo da arma de fogo é o suporte usado para lançar o projétil. Formado por armação, cano(s), sistema de mira, gatilho(s), cão (cães), percussor (es), extrator (es), ejetor (es), depósito de munição.
Armação
É a parte estrutural que serve de suporte e alojamento para as demais peças. Na parte posterior da armação está localizado o cabo, destinado a empunhadura e manejo da arma, geralmente guarnecido por placas de empunhadura confeccionadas em baquelite nas cores marrom ou branca, imitando madrepérola, ou em madeira ou borracha, do tipo envolvente ou não.
Cano
É um tubo metálico de formato cilíndrico e oco, que tem a função de direcionar o projétil até o alvo, e para as armas de alma raiada, imprimir-lhe um movimento de rotação, o qual aumenta sua estabilidade durante a trajetória. Os revólveres e as pistolas apresentam um cano e as espingardas apresentam um ou dois canos. A alma do cano é a sua parte interna, que pode ser lisa ou raiada. Na parte posterior do cano encontra-se, ora um alargamento destinado ao alojamento do cartucho (câmara), ora uma estrutura mais reforçada chamada de culatra, que, além de servir de alojamento para o cartucho, tem a função de suportar a energia expansiva oriunda da deflagração da pólvora, nas armas de maior potência como os fuzis, metralhadoras e outras armas, principalmente as destinadas para a guerra.
As armas de alma raiada são aquelas que apresentam
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helicoidal no
interior do cano, com o objetivo de imprimir ao projétil um ────────────────────────────────────────────────
movimento de rotação, aumentando a sua estabilidade durante a trajetória de lançamento. Este tipo de arma lança um único projétil a cada disparo. As partes da alma do cano que não sofreram raiamento, mantendo a medida do diâmetro inicial, são
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chamadascheios. As raias variam segundo o
número, a inclinação,
a profundidade e largura.
O sistema de raiamento pode ser com um número par ou impar de raias, dextrogiras ou sinistrógiras.
Quanto à inclinação das raias, estas podem ser
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dextrogiras, imprime ao projétil uma rotação para
a direita, ou sinistrógiras, rotação para a
esquerda.
Quanto ao número de raias, podem ser de quatro a sete. As armas de alma lisa não apresentam raiamento e lançam múltiplos projéteis (balins) a cada disparo.
Gatilho
Alavanca que é acionada pelo dedo do atirador para dar início ao processo de produção do tiro. Situado na parte inferior da armação e anterior do cabo, é protegido por uma estrutura semianular chamada guarda-mato. O mecanismo do gatilho pode ter uma ou mais funções sendo a principal a de desarmar o cão. Nas garruchas e espingardas pode haver dois gatilhos com mecanismos independentes e nos revólveres e pistolas somente um.
Cão
Alavanca em forma de martelo que é acionada pelo movimento do gatilho para dar início ao processo de percussão da espoleta. Situado na região posterior da armação e acima do cabo, é dotado de uma mola que o impulsiona para frente. Pode ser armado manualmente, de modo direto ou, armado pela ação do gatilho. Pode possuir uma saliência superior chamada orelha para facilitar a armação manual ou ser mocho, sem orelha. A
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função do cão é impulsionar o percutor. Nas garruchas e espingardas pode haver dois cães com mecanismos independentes e nos revólveres e pistolas somente um.
Percutor ou Percussor
Peça pontiaguda impulsionada pelo cão que tem por objetivo atingir o culote do cartucho. Pode ser intrínseco ao cão, quando forma uma única peça com ele, ou extrínseco ao cão, quando formado por uma peça independente dotada de uma mola. Nas garruchas e espingardas pode haver dois percutores com mecanismos independentes e nos revólveres e pistolas somente um.
Sistema de Mira
Formado pela alça de mira e pela massa de mira. Na parte anterossuperior do cano encontra-se a massa de mira e na sua região póstero-superior a alça de mira.
Extrator
Peça em forma de garra que se prende ao culote do cartucho e quando é acionado se destinada a extrair o estojo deflagrado da câmara. Nas garruchas e espingardas é acionado com a abertura da arma, nos revólveres é acionado manualmente através de um eixo centrado no tambor e, nas pistolas, pelo recuo do ferrolho.
Ejetor
Peça presente nas armas automáticas e semiautomáticas destinada a lançar para fora o estojo que fora extraído da câmara. Depósito de Munição
Dispositivo destinado a guardar a munição e colocá-la na ordem do carregamento. Recebe nomes específicos para os vários tipos de armas, como, tambor, para os revólveres, carregador, para as pistolas, pente, para as metralhadoras.
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3 Funcionamento de uma Arma de Fogo
As fases do funcionamento de uma arma de fogo, simplificadamente, são as seguintes: abertura, carregamento, fechamento, trancamento, engatilhamento, alimentação, percussão, extração e ejeção. Esta sequência se repete, total ou parcialmente, para a execução de cada tiro, conforme as características de cada arma.
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3.1 Abertura, Fechamento e Trancamento
Procedimentos que ocorrem sucessivamente com o objetivo de se efetuar a alimentação da arma. Dá-se por um sistema basculante da armação, do tambor ou com o movimento do ferrolho.
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3.2 Alimentação
Processo que consiste em introduzir um cartucho na câmara. Para os revólveres isto ocorre quando a câmara do tambor fica em alinhamento com o cano e para as pistolas, em três movimentos, o recuo do ferrolho, a ascensão do cartucho do carregador e o avanço do ferrolho.
Com as armas de antecarga, os termos Municiada, Carregada e Alimentada apresentavam o mesmo significado, e com o surgimento das armas de retrocarga eles foram se diferenciando, porém, de maneira equivocada. Visto que, se pode CARREGAR um alimento no bolso, e quando se coloca o alimento na boca é que se ALIMENTA, e ainda, como o carregador não se chama alimentador, o certo é se dizer o seguinte:
──────────────────────────────────────────────── Arma Municiada
É aquela que contém pelo menos um cartucho na câmara ou em seus receptáculos próprios (carregador, pente, tambor).
Arma Carregada
É a arma que está plena de cartuchos alojados em seus receptáculos próprios (carregador, pente, tambor).
Arma Alimentada
É aquela que contém pelo menos um cartucho em uma das câmaras (no caso de haver mais de uma), em condições de produzir um tiro de imediato, com um movimento do gatilho, numa ação dupla ou simples.
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3.3 Engatilhamento
Consiste no recuo do cão e na armação do gatilho.
Nas armas de ação simples, o recuo do cão é feito manualmente, cabendo ao gatilho apenas a liberação deste, quando acionado.
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Nas armas de ação dupla, o acionamento do
gatilho,
numa primeira fase do seu percurso, arma o cão, e numa segunda fase, libera-o.
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3.4 Percussão
Consiste no avanço do percussor para que sua extremidade anterior atinja o culote do cartucho. A percussão pode ser direta, quando o percussor é intrínseco ao cão, ou indireta, quando é extrínseco ao cão. Sendo atingido pelo cão, o percussor avança e atinge o culote do cartucho. Em algumas armas a percussão se dá com o recuo do cano.
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3.5 Extração e Ejeção
São dois processos, geralmente, consecutivos, destinados a remover o estojo deflagrado da câmara e promover a sua expulsão para fora da arma.
Estas fases do funcionamento de uma arma de fogo independem de ter ou não ocorrido o tiro. A energia necessária para a realização de cada fase do funcionamento de uma arma de fogo pode ser oriunda da ação muscular do atirador ou da combustão da carga de projeção.
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4 Classificação das Armas de Fogo
As armas de fogo diferem em alguns aspectos, na mobilidade, no sistema de inflamação e no sistema de alimentação, obtendo-se alguns tipos básicos de armas, dos quais, alguns são mais usados na prática de crimes.
Portáteis ou Individuais
São aquelas que funcionam normalmente com apenas um indivíduo. Não Portáteis ou Coletivas
Necessitam de mais de um indivíduo para funcionarem normalmente. De Retrocarga
As do tipo retrocarga (atuais) são carregadas pela parte posterior do cano. De Antecarga
As do tipo de antecarga (obsoletas) são carregadas pela boca do cano. ──────────────────────────────────────────────── De Percussão
É o sistema atual de inflamação, descrito nos tópicos anteriores. As elétricas, por atrito ou mecha são armas obsoletas. Armas de Tiro Unitário São aquelas em que todas as fases do funcionamento devem ocorrer para que seja possível a realização de cada tiro. Armas de Repetição São aquelas que para um único processo de carregamento, se pode efetuar mais de um tiro.
As armas de repetição podem ser não automáticas, semiautomáticas ou automáticas.
Armas Não Automáticas
São aquelas em que os mecanismos de extração, de ejeção e de carregamento, são executados pela ação muscular do atirador, sem o aproveitamento de parte da energia originada pela combustão da carga de projeção.
Armas Semiautomáticas
Nas semiautomáticas, os mecanismos de extração, de ejeção e de carregamento, são executados pelo aproveitamento de parte da energia originada pela combustão da carga de projeção. Estas armas produzem tiros intermitentes, ou seja, o gatilho deve ser acionado para a produção de cada tiro.
Armas Automáticas
São aquelas em que, com um único acionamento do gatilho, se produz mais de um tiro, chamado tiro contínuo ou de rajada. As armas automáticas também podem efetuar tiros intermitentes.
──────────────────────────────────────────────── Armas Longas e Curtas
A característica das armas serem longas ou curtas diz respeito ao comprimento do cano.
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5 Identificação de uma Arma de Fogo
A identificação original de uma arma de fogo é feita através de carimbos (escudos ou sinetes), que são marcas impressas pelas fábricas na superfície das mesmas, tais como: marca de fabricação, calibre nominal, logotipo da fábrica, número de série, número de montagem, tipo do choque, entre outras. O carimbo que individualiza uma arma é o número de série.
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6 Calibre das Armas de Fogo
Ilustração 12. Calibre
das armas raiadas.1
Os calibres das armas de fogo dizem respeito às munições apropriadas para seus usos. São expressões alfanuméricas com medidas expressas em polegadas (.) ou em milímetros (mm) seguidos de caracteres literais alusivos ao comprimento do estojo,
utilização, origem histórica ou homenagem ao criador ou idealizador. Seguem duas linhas de nomenclatura, uma para armas com canos raiados e outra com canos de alma lisa.
────────────────────────────────────────────────
OceanofPDF.com 6.1 Calibre das Armas de Alma Raiada
Calibre Real
Calibre real é a medida do diâmetro da alma do cano de uma arma de alma raiada. Esta medida é expressa em milímetros ou frações de polegada. O diâmetro das raias é maior que o diâmetro da alma. As profundidades das raias estão na ordem de 0,075 a 0,155 milímetros.
Calibre Nominal
Calibre nominal é a expressão alfanumérica designativa de um tipo particular de munição e da arma para qual esta munição deve ser utilizada corretamente. O calibre real raramente corresponde ao calibre nominal. Na prática, o calibre nominal é determinado pelo diâmetro da câmara aonde irá se alojar o cartucho de munição.
O calibre nominal das armas raiadas é gravado, geralmente, na lateral direita do cano ou do ferrolho, sendo os mais comuns os seguintes: .22 curto, .22 LR (long rifle) Standard, .25 ACP (Automatic Colt Pistol), .32 S&W Long, .32 ACP (7.65mm), .380 AUTO (=9mm curto), .38 SPL, .38 SPL+P, 9mm Parabellum, .40 S&W, .45 ACP, .357 Magnum, .32-20, .44-40, .223 Remington (5.56 x 45 mm NATO), 7.62x39mm (Soviet), 7.62x51mm (NATO), .308 Winchester, .30-06 Springfield.
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6.2 Calibre das Armas de Alma Lisa
Calibre Real
Calibre real é a medida do diâmetro da alma do cano, na região mediana, de uma arma de alma lisa. Esta medida é expressa em milímetros ou frações de polegada.
──────────────────────────────────────────────── Calibre Nominal
Calibre nominal é o número da quantidade de esferas com o diâmetro igual ao da alma do cano (calibre real), necessárias para completar a massa de uma libra (453,6g). Se forem doze esferas o calibre será de 12 gauge (bitola). Não é polegada, portanto, não é .12 (ponto doze).
Tabela 5. Calibre x diâmetro dos estojos de caça.1
Calibre 12 16 20 24 28 32 36 40 Diâmetro mm 20 18 17 16 15 14 12 10
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7 Armas e Munições de Uso Permitido no Brasil
Pelo Decreto 3.665, de 20 de novembro de 2000, temos o seguinte: Art.15. As armas, munições, acessórios e equipamentos são classificados, quanto ao uso, em:
I - de uso restrito; e
II - de uso permitido.
Art.16. São de uso restrito:
III - armas de fogo curtas, cuja munição comum tenha, na saída do cano, energia superior a (trezentas libras-pé ou quatrocentos e sete Joules e suas munições, como por exemplo, os calibres .357 Magnum, 9 Luger, .38 Super Auto, .40 S&W, .44 SPL, .44 Magnum, .45 Colt e .45 Auto;
IV - armas de fogo longas raiadas, cuja munição comum tenha, na saída do cano, energia superior a mil libras-pé ou mil trezentos e cinquenta e cinco Joules e suas munições, como por exemplo, .22-250, .223 Remington, .243 Winchester, .270 Winchester, 7 Mauser, .30-06, .308
──────────────────────────────────────────────── Winchester, 7,62 x 39, .357 Magnum, .375 Winchester e .44 Magnum; V - armas de fogo automáticas de qualquer calibre; VI - armas de fogo de alma lisa de calibre doze ou maior com comprimento de cano menor que vinte e quatro polegadas ou seiscentos e dez milímetros;
VII - armas de fogo de alma lisa de calibre superior ao doze e suas munições;
VIII - armas de pressão por ação de gás comprimido ou por ação de mola, com calibre superior a seis milímetros, que disparem projéteis de qualquer natureza;
Art.17. São de uso permitido:
I - armas de fogo curtas, de repetição ou semiautomáticas, cuja munição comum tenha, na saída do cano, energia de até trezentas libras-pé ou quatrocentos e sete Joules e suas munições, como por exemplo, os calibres .22 LR, .25Auto, .32 Auto, .32 S&W, .38 SPL e .380 Auto;
II - armas de fogo longas raiadas, de repetição ou semiautomáticas, cuja munição comum tenha, na saída do cano, energia de até mil libras-pé ou mil trezentos e cinquenta e cinco Joules e suas munições, como por exemplo, os calibres .22 LR, .32-20, .38-40 e .44-40;
III - armas de fogo de alma lisa, de repetição ou semiautomáticas, calibre doze ou inferior, com comprimento de cano igual ou maior do que vinte e quatro polegadas ou seiscentos e dez milímetros; as de menor calibre, com qualquer comprimento de cano, e suas munições de uso permitido;
IV - armas de pressão por ação de gás comprimido ou por ação de mola, com calibre igual ou inferior a seis milímetros e suas munições de uso permitido;
────────────────────────────────────────────────
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8 Armas de Maior Frequência Criminal
As armas que apresentam interesse criminalístico, por serem utilizadas para a prática de crimes, principalmente os de morte violenta, são as armas de fogo portáteis.
As armas destinadas à caça e à pesca podem, eventualmente, ser utilizadas para a prática de crimes de morte violenta, principalmente as espingardas de caça.
A tendência hoje é de se criar uma armação e um mecanismo versátil, que possa ser utilizado como revólver, espingarda ou rifle, conforme seja acoplado e ele um cano e uma coronha correspondente. Como exemplo tem o modelo Taurus Circuit Judge 4510 que utiliza munição .45 Colt e .410 (36 gauge), simultaneamente, lançado em 2010.
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8.1 Revólver
São armas curtas, de repetição, não automáticas e de alma raiada. São constituídos, basicamente, de uma armação, na qual são alojados o cano, o tambor e os mecanismos de disparo e de repetição.
A armação pode ser rígida ou articulada. A armação articulada pode apresentar a junta basculante ou o tambor reversível. Nas armações rígidas é necessário retirar-se o eixo para se deslocar o tambor.
O tambor pode ter um número de 4, 5, 6, 8 ou 9 câmaras, prevalecendo os de cinco ou seis câmaras.
O percussor pode estar embutido (percussão indireta) ou fixo no cão (intrínseco) (percussão direta).
Considerando-se estes dois movimentos do cão, o recuo e a liberação, os revólveres podem ser de ação simples ou dupla. Na ação simples o cão deve ser armado à mão e na ação dupla, os dois movimentos ocorrem simultânea e consecutivamente com o
──────────────────────────────────────────────── acionamento do gatilho. Em alguns revólveres de, apenas, ação dupla, o cão pode ser oculto ou mocho (sem orelha).
Ilustração 13 Nomenclatura do revólver.
Revólveres da Marca Taurus
Fabricados por Forja Taurus S.A., até o dia 01 de novembro de 1977, todos os revólveres Taurus eram dotados de seis raias dextrogiras (6D), data esta em que, exceto o calibre .22, os demais calibres passaram a receber 5 raias orientadas dextrogiramente (5D). São montados a partir de três tamanhos de armação, pequena, média e grande, com capacidade para 5, 6, 8 ou 9 tiros, nos calibres, 44 Special, .38 Special, .32 Longo, .32 H&R Magnum, .357 Magnum, 5,5mm, .44 Magnum, .22 Magnum e .22 LR.
──────────────────────────────────────────────── Identificação dos Revólveres Taurus
Atualmente o número de série é gravado em baixo relevo na lateral direita da armação, quando nos modelos mais antigos era gravado na base da coronha. Até maio de 1981 era um sistema numérico composto por seis algarismos, quando passou a ser alfanumérico, composto por duas letras seguidas de cinco algarismos, até agosto de 1988. A primeira letra representa o ano, de A (1981) a R (1998) e a segunda representa o mês, de A (Janeiro) a L (Dezembro). A parte numérica se diferenciava pelo calibre, iniciando em 10001 para o calibre .38, 50001 para o .32 e 90001 para o .22. A partir de setembro de 1988 adotou-se a forma alfanumérica de duas letras seguidas por seis algarismos, iniciando por 100001 e reiniciando ao atingir 999999, numa mesma sequência, para todos os calibres. 3
Quadro 4. Revólveres Taurus com duas gravações da série. 3 Calibre Série inicial Série final .38 Special 1246011 1680476 (38-6) ou CA34023 (38-5) .357 Magnum 9663 36010 .32 Longo 782745 890666 ou 1CA59412
.22 Longo Rifle 115584 125693 ou CA90867
Uma segunda gravação do número de série, localizada na face interna direita da caixa do mecanismo aparece nos revólveres calibre .38 fabricados entre 1966 e 1971.3
Uma segunda gravação do número de série, localizada na face interna direita da coronha aparece nos revólveres calibres .38 Special, .357 Magnum, .32 Longo e .22 LR fabricados entre 1978 e 1983. 3
Outras marcas ou carimbos: a gravação do calibre da arma é feita na lateral direita do cano; o nome da indústria, até 1949, FORJAS TAURUS LTDA. P. ALEGRE - R.G.S. BRASIL era gravado na região superior do cano; quando passou para o lado esquerdo do cano como FORJAS TAURUS S.A. - P. ALEGRE - RS - BRASIL, até 1984; desde então passou a ser
──────────────────────────────────────────────── somente TAURUS - BRASIL; o logotipo (escudo ou sinete), gravado na tampa da caixa do mecanismo.3
Revólveres da Marca Rossi
Fabricados por Amadeo Rossi S.A. Metalúrgica e Munições, todos os revólveres da marca Rossi são dotados de seis raias dextrogiras (6D), nos calibres .22 LR, .22 Magnum, .32 S&W Long, .32 H&R Magnum, .38 SPL, .357 Magnum e .44 S&W, com capacidade para 5 ou 6 tiros.
A identificação dos revólveres Rossi é feita através da gravação do calibre nominal na lateral direita do cano; a marca da fábrica, no lado esquerdo do cano; o número de série, na lateral direita da armação ou na base da empunhadura; o logotipo (escudo ou sinete), na tampa do mecanismo, lado direito.
Em 2008, a Rossi se uniu a Taurus, ficando, principalmente, as armas longas com a marca Rossi, direcionando-se para o mercado.
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8.2 Pistola
São armas curtas, de repetição, semiautomáticas (produzem tiros intermitentes) e de alma raiada. São constituídas de uma armação, cano, ferrolho e carregador.
O carregador pode ser removível ou ter o cofre embutido na coronha e a capacidade de cartuchos é variável.
Como as demais armas semiautomáticas, com extração e ejeção automáticas, é de se esperar que os estojos sejam encontrados nos locais de crimes praticados por tais armas.
Após o último disparo, estando o carregador vazio, o ferrolho das pistolas, geralmente, fica aberto.
Pistolas Taurus
Em 1980, 30 de junho, a Forja Taurus S.A. comprou a Indústria e Comércio Beretta S.A., passando as pistolas Beretta a
────────────────────────────────────────────────
receber a marca Taurus, a partir desta data. Todas as pistolas Taurus são dotadas de 6 (seis) raias dextrogiras, nos calibre, .22 LR, 6.35, 7.65, 9 mm/.380, .40 S&W com capacidade do carregador, 6, 7, 9, 11, 12, 13 e 15.
Ilustração 14 Nomenclatura da pistola.3
O número de série nas pistolas Taurus é gravado na face lateral direita do ferrolho, na face lateral direita do bloco da culatra, no cano, e em algumas (9 mm e .45), na face esquerda anterior da armação. De 1980, com a aquisição da Beretta, até 1987, o número de série era formado por uma letra, indicando o calibre, seguida por cinco algarismos. A partir de outubro deste ano, passou para três letras e cinco algarismos; as letras representando o calibre, o ano e o mês de fabricação da pistola. A relação da letra com o calibre é a seguinte: .22 (A), .25 (D), .32
──────────────────────────────────────────────── (F), .380 (K), 9 mm (T) e .40 (S). O ano inicia em 1981 (A) e o mês de janeiro (A) a dezembro (L).
Ainda na face lateral direita do ferrolho são gravados, o modelo, o calibre, a razão social da fábrica e o país. Na face anterior esquerda do ferrolho é gravado o logotipo (escudo ou sinete) e a marca.
Pistolas Imbel
Fabricadas pela Indústria de Material Bélico do Brasil, apresentam 4 ou 6 raias, nos calibres 7.65, .380, 9 mm e .45. Pistolas Rossi
Foram fabricadas até 1969, apresentavam a marca gravada na região superior dos canos. O número de série era gravado na face interna da empunhadura (face anterior do arco).
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8.3 Espingarda
São armas longas, de tiro unitário ou de repetição, não automáticas ou semiautomáticas e de alma lisa. Podem apresentar um ou dois canos, justapostos ou sobrepostos, podendo ser um deles raiado.
Escopeta é sinônimo de espingarda na língua espanhola. No Brasil este termo é usado, equivocadamente, para espingardas de cano curto.
Choque
Quadro 5. Tipos de choques das espingardas Boito.
A partir de 1981 1999 Full choque – choque pleno ou cheio F * ‘ Improved modified - (3/4 de choque) IM ** ‘’
Modified (1/2 choque) M *** ‘’’ Improved cilinder (1/4 de choque) IC **** ‘’’’ Cylynder (sem choque) CL CL CL
────────────────────────────────────────────────
Choke é um estreitamento na alma do cano, junto à boca, com o objetivo de agrupar os balins, melhorando o alcance e a precisão.
Assim, um disparo em um alvo com 30" (762 mm) de diâmetro colocado a 40 jardas (36,6 m) de distância da boca da arma, deverá conter cerca de 65/75% do número de bagos do cartucho original se o "choke" for pleno, 45/55% se modificado, e 25/ 35% se cilíndrico.1
Espingardas da marca CBC
Fabricadas pela Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC). Quadro 6. Pump CBC 12.1 Carga Comprimento do Cano Choke
4+1 ou 7+1 19”, 24”, 28” e 30” Cilíndrico, Pleno ou Intercambiável.cartuchos A espingarda CBC modelo 199 se apresenta nos calibres 12, 16, 20, 28 e 36.
Ilustração 15 Espingarda Pump CBC 12.1
Espingardas das Marcas Boito, Era e Gaúcha Fabricadas por E. R. Amantino & Cia. Ltda. se apresentam nos calibres 12, 16, 20, 28, 32, 36 e 40.
101
────────────────────────────────────────────────
A identificação das espingardas Boito é feita da seguinte forma: Espingardas de um cano: o NS é gravado na região ínfero-posterior do cano, na região ínfero-anterior do bloco e na face súpero-anterior da telha metálica.
Espingardas de dois canos paralelos: o NS é gravado na região inferior direita do suporte do cano, na lateral esquerda, superior, interno do bloco e na face súpero-anterior da telha metálica.
Espingardas de dois canos sobrepostos: o NS é gravado na lateral esquerda do monobloco, na altura do cano inferior, na lateral esquerda, superior, interna do bloco e na face súperoanterior da telha metálica.
Tabela 6. Espingardas Boito.2
Modelo CalibreCâmara Cano (mm) Cano(mm)
12, 16, 20, 2A-680 28, 32 ou 70 ou 76 660 ou 710paralelos36
A-681 12 ou 20 70 710 2
B-300 28, 32 ou 36 70 300 1
Era12 70 660, 710, 760, 2
2001 810 ou 860 sobrepostos
12, 20, 28 70 ou 76 660, 710 2Miura ou 36 ou 760 sobrepostos 12, 16, 20, Reuna 28, 32, 36 70 710 1 ou 40
Obs.
2
gatilhos 2 gatilhos
monogatilho
monogatilho
Pump
12, 14 ou 20
70
610, 710
1 ou 760
carga de 4+1 ou 7+1 tiros
Espingardas semiautomáticas: o NS é gravado na região inferior do cano, junto ao suporte, na região ínfero-anterior do bloco e não apresentam gravação na telha metálica.
──────────────────────────────────────────────── Espingardas Rossi
Fabricadas por Amadeo Rossi S.A. Metalúrgica e Munições. A identificação das espingardas Rossi é feita como segue:
O número de série é gravado na báscula (região interna), no assento do monobloco (lado direito) ou na face lateral direita da caixa do mecanismo. O calibre nominal é gravado no(s) cano(s), região superior ou lateral direita. O nome da fábrica ou o logotipo é gravado na lateral esquerda ou na parte de cima do monobloco ou na parte póstero-superior do cano.
Espingardas Taurus
Fabricadas por Forjas Taurus S.A. nos modelos EP 12, EP 22 LR e EP 36, nos calibres .12, .36 e .22 LR e canos de 711,2mm de comprimento.
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8.4 Carabina
São armas longas, de repetição, não automáticas e de alma raiada. O comprimento do cano é a diferenciação fundamental entre a carabina e o rifle.
Algumas carabinas não são armas de fogo, mas armas brancas, pois seus projéteis são lançados por energia oriunda da expansão de ar comprimido ou molas.
Carabinas Taurus
São carabinas monocano e se apresentam nos calibres, .38 SPL, .357 Magnun, .44-40 Win, .30 e .40, com capacidade 8 ou 10 tiros e canos de 16”, 20” e 24”.
Carabinas e Pistolas de Ar Comprimido Taurus As carabinas de ar comprimido da marca Taurus apresentam-se nos calibres 4,5mm e 5,5mm (.22) e comprimento
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──────────────────────────────────────────────── total 94, 104, 110, 111, 116 e 117 cm, atingindo as velocidades iniciais de 160, 200, 220, 290 e 305m/s (na boca do cano).
Comparando estes dados com os da tabela das munições para revólver, vemos que a velocidade de 305 m/s desta, supera todas as munições de calibres .32 e .38, as quais variam no intervalo de 207 m/s (.32 S&W) a 288 m/s (.38 SLP+P), exceto a .38+P Gold (310 m/s).
As pistolas de ar comprimido da marca Taurus apresentam-se no calibre 4,5mm e comprimento total 220, 275, 295 e 320 mm, atingindo as velocidades iniciais de 105, 115 e 120m/s (na boca do cano).
Carabinas Rossi
Todas as carabinas da marca Rossi são dotadas de 6 (seis) raias dextrogiras nos calibres .22 LR, .22 Magnum, .38 SPL, .357 Magnum, 44-40 Winchester, .44 Magnum e .45 Long Colt.
Identificação das carabinas Rossi: O número de série é gravado no apêndice do corpo, (em baixo) na região anterior, ou na face lateral direita (região anterior) da caixa do mecanismo, para as carabinas de calibre .22, sendo que as demais apresentam o número de série gravado na caixa do mecanismo, (em baixo) na região anterior, ou na face lateral direita. O calibre nominal é gravado no cano, na região superior ou lateral direita. Nas carabinas de pressão, o nome da fábrica é gravado no cano, no lado esquerdo ou na parte superior.
Carabinas de pressão CBC
Fabricadas pela Companhia Brasileira de Cartuchos, são carabina de pressão 4,5mm ou 5,5mm (.22) com 12 raias e atingem as velocidades iniciais de 183, 213 e 244m/s (na boca do cano).
────────────────────────────────────────────────
As munições .32 S&W e .38 SPL da CBC para revólveres atingem as velocidades iniciais de 207 e 209m/s (na boca do cano), respectivamente.
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8.5 Rifle
São armas longas, de repetição, não automáticas, semiautomáticas ou automáticas e de alma raiada.
Podem apresentar um ou dois canos, justapostos ou sobrepostos. O comprimento do cano é a diferenciação fundamental entre a carabina e o rifle.
Rifles CBC
Fabricados pela Companhia Brasileira de Cartuchos, são de calibre .22 LR e Curto com 8 raias dextrogiras (8D) e capacidade para 10+1 tiros.
Ilustração 16 Rifle CBC.1
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8.6 Garrucha
São armas curtas, de tiro unitário, de ação simples, com um ou dois canos de alma raiada ou lisa. Quando apresentam a capacidade de dois tiros, estes são produzidos por dois sistemas independentes. Muitas garruchas são artesanais por apresentarem um sistema simples de funcionamento.
Garruchas da marca ROSSI foram fabricadas até 1969, apresentavam a marca gravada na região superior dos canos. O 105
──────────────────────────────────────────────── número de série era gravado na face interna da empunhadura (face anterior do arco).
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