Perícias em Locais de Morte Violenta: Criminalística e Medicina Legal
Capítulo XVII Laudo de Exame Genérico
Ilustração 331
Capítulo XVII
OceanofPDF.com Laudo de Exame Genérico
Aos OITO dias do mês de MARÇO do ano de DOIS
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MIL E NOVE, nesta cidade de CURITIBA e no
INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA do Estado,
foi designado pelo
Diretor do Instituto, DR DIRETOR, o Perito Criminal,
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PERITO, para proceder a exame de um local de
morte,
ocorrido na RUA, NÚMERO, BAIRRO, MUNICÍPIO, a fim de ser atendida solicitação da DELEGACIA DE POLÍCIA, através
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do Ofício nº NNN/AA, onde consta como vítima /
indiciado
PESSOA, referente ao IP n° NNN/AA, bem como para responder aos quesitos transcritos no final deste trabalho.
Em conseqüência, cumprindo o Artigo 159 do Código de Processo Penal, o Perito procedeu ao exame solicitado, relatando-o com verdade e com todas as circunstâncias, da forma como segue:
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1 Histórico
Por volta de 2h30min do dia acima mencionado, foram solicitados os serviços deste Instituto de Criminalística, no local já referido, informando que ali, momentos antes, uma pessoa fora
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encontrada sem vida / teria ocorrido uma tentativa
de homicídio.
──────────────────────────────────────────────── De posse desta informação e tendo comparecido ao local por
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volta de 3h,/ realizou-se o exame solicitado/ foi
constatado que
se tratava da morte de uma pessoa apontada como sendo
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NOME DA VÍTIMA.
2 Do Local
O fato a que se refere o presente laudo foi atendido no endereço mencionado no preâmbulo deste trabalho, no Edifício
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NOME /onde se acha estabelecido o COMÉCIO.
2.1 Edifício
Trata-se de um edifício de alvenaria com N andares, cujo acesso se dá através de portaria vigiada por porteiro 24h e câmeras de segurança/vigilância. Na região ANTERIOR DIREITA do SEGUNDO andar, havia um apartamento sob n°
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NNN, utilizado como residência / escritório, com
área
aproximada de N,0 m2(N metros quadrados), Acesso1
cujo acesso se dava de DOIS modos: UM, através da
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SALA, por meio de uma porta / um portãode
madeira / metal, de UMA folha, do tipo cortina-de-
aço, situada na região
LATERAL ESQUERDA da parede POSTERIOR, dotada de UMA fechadura do tipo TAMBOR-E-CILINDRO, como
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dispositivo de segurança, COM a respectiva chave
/ cadeado,
localizada na face INTERNA; DOIS, através da cozinha, ...
Na região POSTERO-LATERAL-ESQUERDA havia um cômodo utilizado como dormitório, com área aproximada de N,0 m 2 (N metros quadrados), piso de alvenaria, revestido com
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lajotas /madeira, acarpetado na cor COR, cujo
ACESSO.
──────────────────────────────────────────────── No interior deste DORMITÓRIO havia UMA CAMA DE CASAL e outros móveis próprios do ambiente.
Janela
Na região CENTRAL da parede POSTERIOR, havia
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uma janela de caixilhos de metal / madeira
envidraçados, de
QUATRO folhas, DUAS móveis e DUAS fixas, com uma área útil aproximada de N,0 m2 (N metros e M centímetros quadrados), a uma altura de N,0 m (N metros e M centímetros) do piso, tendo como dispositivo de segurança uma fechadura do tipo TRAMELA.
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2.2 Casa
Trata-se de um terreno de formato retangular /
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irregular, com delimitações artificiais constituídas
por muros de alvenaria /cerca de arames farpados /
cerca de ripas,
Acesso2
cujo acesso se dava através da REGIÃO ANTERIOR, por meio de um portão de DUAS folhas, de madeira, para veículos, situado na região LATERAL DIREITA, dotado de uma tranca de madeira, como dispositivo de trancamento.
Na região MEDIANA havia uma edificação de madeira, utilizada como residência, erigida abaixo do nível da via pública e recuada do alinhamento predial, com um pavimento, composta por N cômodos, com área aproximada de N,0 m2 (N metros
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quadrados), coberta por telhas de barro /
fibrocimento, sustentadas por estrutura de
madeira / metal, com forro de madeira / em laje e
piso de alvenaria / tipo assoalho, cujo
ACESSO.
INTERESSA AO EXAME um CÔMODO localizado na região ANTERIOR DIREITA que DESCRIÇÃO.
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2.3 Via Pública
Trata-se de uma via pública apresentando UMA pista de
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rolamento, com leito de terra / revestido de
/concreto asfáltico /saibro, medindo cerca de N,0 m
(N metros) de largura, com
áreas laterais medindo cerca de N,0 m (N metros) de largura,
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limitada por edificações / vegetação de pequeno,
médio e grande porte. Esta via pública apresentava
iluminação artificial que, por
funcionamento irregular, não oferecia visibilidade ao local, e por ocasião do exame, encontrava-se molhada, devido à precipitação pluvial.
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2.4 Capão
Trata-se de um terreno de formato irregular, coberto por mata nativa, com delimitações artificiais constituídas por cerca de arames farpados, cujo acesso se dava através de um vão produzido pelo afastamento dos arames farpados. Este terreno não apresentava iluminação artificial, e por ocasião do exame, encontrava-se seco.
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3 Do Cadáver
O cadáver da pessoa dada como sendo NOME DA VÍTIMA encontrava-se Posição em Relação ao Local
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estendido em decúbito dorsal / ventral / lateral
direito, sobre o leito da via pública / o piso do
dormitório, na região
ANTERIOR, distante N,0 m (N metros) do limite anterior da residência sob n°NNN.
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sentado sobre o banco ANTERIOR ESQUERDO do veículo, abaixo descrito, e que na ocasião estava estacionado no local em questão.
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em suspensão completa / incompleta, preso pelo
pescoço por um lençol / corda / fio / cabo condutor
de energia,
amarrado na outra extremidade ao vigamento de madeira da armação do telhado.
parcialmente imerso, em decúbito ventral, sobre as águas da margem esquerda do rio Iguaçu,
Posição em Relação ao Solo
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com o membro superior direito estendido / fletido
e abduzido /aproximado do tronco,
os membros inferiores estendidos e aproximados /
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afastados / cruzados,
a hemiface esquerda apoiada sobre o solo,
a face voltada para frente, como se pode observar na fotografia n°n. Descrição
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Tratava-se de pessoa do sexo masculino / feminino
caucasiano / pardo / de raça negra, cabelos e olhos
castanhos,
aparentando idade compreendida entre 17 e 25 anos, Vestes
trajando, por ocasião do exame: uma jaqueta de NAILOM na cor COR, uma blusa de LÃ na cor COR, uma
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camisa / camiseta de MALHA na cor COR,
soerguida até o
pescoço, uma saia de tecido na cor COR soerguida até a linha
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umbilical, / uma calça de brim de cor azul
ARREADA, uma cueca / calcinha na cor COR,
arreada e pesa ao tornozelo
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esquerdo, um sutiã na cor COR,um par de meias
na cor CORe um pé DIREITO de sandália / de
tênis / bota / chinelode cor
COR parcialmente calçado.
Outrossim, NÃO portava documentos nem outros valores, / os quais foram encaminhados ao Instituto Médico Legal / entregues a PESSOA, PARENTE da vítima.
As vestes encontravam-se SECAS e apresentavam manchas de sangue e sujidades compatíveis com o solo da região imediata ao cadáver, com rompimentos em seus tecidos compatíveis com as lesões inframencionadas, com características
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de terem sido produzidos por força de tração /
instrumento cortante.
Ao seu exame superficial externo, constatou-se que o mesmo apresentava: Tanatognose
• (até 6 h) Esfriamento e rigidez parcial do corpo. • Hipóstases presentes na região posterior do tronco. Hipóstases presentes nas extremidades dos membros superiores e inferiores e na região hipogástrica.
• (6 às 8h) Rigidez e esfriamento total do corpo. • (8 às 12h) Presença de larvas vivas sobre o cadáver. • (15 às 24h) Mancha verde abdominal.
• (48) Ausência do processo de rigidez cadavérica. • (uma semana) Inicio da putrefação gasosa, fetidez intensa. • (duas semanas) Flictenas.
• (um mês) Protrusão dos globos oculares e da língua. • Estado avançado de putrefação com flictenas e presença de larvas de insetos característicos da fauna cadavérica.
Lesões
• Ausência de lesões macroscópicas de origem traumática; ────────────────────────────────────────────────
• Uma lesão pérfuro-contusa, localizada na região anterior do hemitórax esquerdo, apresentando bordas de formato irregular, com características daquelas lesões produzidas pela entrada de projétil de arma de fogo em tiro encostado (vide fotografia n°n).
• Uma lesão pérfuro-contusa, localizada na região temporal direita, apresentando bordas de formato regular, com zonas de tatuagem e de esfumaçamento, características daquelas lesões produzidas pela entrada de projétil de arma de fogo em tiro a curta distância (vide fotografia n° n). • Uma lesão pérfuro-contusa, localizada na região lombar, apresentando bordas de formato regular, com características daquelas lesões produzidas pela entrada de projétil de arma de fogo (vide fotografia n°n).
• Uma lesão pérfuro-contusa, localizada na região esternal, apresentando bordas irregulares e evertidas, características daquelas lesões produzidas pela saída de projétil de arma de fogo (vide fotografia n°n). • Uma escoriação de formato alongado, localizada na região mentoniana, com características de ter sido produzida por impacto de projétil de arma de fogo que teria incidido tangencialmente à pele (vide fotografia n°n). • Uma lesão pérfuro-contusa transfixante, localizada na região do antebraço esquerdo, com características daquelas lesões produzidas pela passagem de projétil de arma de fogo, que teria incidido da região esquerda para a região direita (vide fotografia n°n).
• Lesão pérfuro-contusa na região anterior da coxa direita, apresentando bordas de formato irregular, com zonas de escoriação, características daquelas lesões produzidas pela entrada de projétil de arma de fogo, obliquamente à pele (vide fotografia n°n).
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• Uma saliência não anatômica, visível e palpável, de formato irregular, localizada na região posterior do hemitórax direito. • Mancha de cor preta, localizada sobre a face lateral externa do dedo polegar da mão direita, características daquelas manchas de esfumaçamento, produzida pela combustão de pólvora, oriunda de arma de fogo.
• Múltiplas lacerações e contusões, localizadas na região abdominal, com características daquelas lesões produzidas por balins provenientes de cartucho deflagrado e próprio para uso em arma de fogo (vide fotografia n°n).
• Equimoses / hematomas de formatos irregulares localizadas nas regiões anterolaterais do pescoço e escoriações do tipo ungueais. • Escoriação de formato alongado, localizada na região frontal, com características de ter sido produzida em tempo anterior ao do delito em questão;
• Escoriações por arrastamento do corpo, localizadas na região posterior do tronco.
• Uma lesão pérfuro-incisa, de formato irregular, na região abdominal, com evisceração.
• Uma lesão incisa, de formato linear, na região glútea direita, com perda de tecido orgânico.
• Uma lesão contusa de formato irregular localizada na região occipital. • Equimoses de formatos irregulares localizadas nas regiões anterolaterais do pescoço e escoriações do tipo ungueais, características de esganadura. • Esgorjamento transversal localizado na região suprahioidéia. • Maceração da epiderme dos pés e das mãos. • Máscara equimótica.
• Rinorragia, otorragia e bucorragia.
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• Sulco oblíquo / transversaltênue / acentuadoem torno do pescoço, com fundo equimosado, (não) compatível com o laço a este constritivo, (des) contínuo na região anterior / lateral direitado pescoço / da nucaem correspondência com o nó.
Outros Vestígios
• Manchas de sangue localizadas sobre a hemiface direita, em forma de escorrimento, incompatível com a posição do cadáver. • Manchas de substância de cor marrom, semelhante a vômito, localizadas sobre a face, em forma de escorrimento, da região anterior para a posterior. • Cogumelo de espuma localizado na região nasal / bucal. • Surgimentos de saliva/ urina/ matéria fecal.
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4 Perinecroscopia /ou/ Do Exame
Nas imediações do cadáver não foram encontrados quaisquer vestígios que pudessem se relacionar com a causa da morte, tão somente, as manchas de sangue sobre o piso da região imediata.
Ao exame das circunvizinhanças do local onde se encontrava o cadáver observou-se:
• (Um cabo / fio condutor de energia do tipo simples / duplo em paralelo, revestido com material isolante de cor preta) (Um lençol / corda confeccionada em tecido material sintético de cor branca) disposto em N passadas, preso por um nó fixo, em sua extremidade superior, no vigamento da armação do telhado, a uma altura de N,0 m (N metros e M centímetros) do piso, e na outra extremidade, preso ao pescoço do cadáver, em forma de
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laço dotado de um nó móvel, a uma altura de N,0 m (N metros e M centímetros) do piso, como se pode observar na fotografia n°NN.
• Suporte para elevação do corpo - uma cadeira confeccionada com armação de madeira e almofadas de palha, em posição normal / derribada, junto ao cadáver / afastada N,0 m (N metros e M centímetros) do cadáver. • Um par de chinelos de tiras de cor azul, da marca MARCA, tamanho NN, em alinhamento, localizado sobre o piso da região imediata do cadáver. • Duas folhas de papel pautadas, postas sobre a mesa da cozinha, manuscrita a lápis / caneta esferográficana cor azul, apresentando em ambas as faces, alguns desenhos e algumas palavras, sem formação de frases, das quais se destacam: “morte”, “futuro”, “vida”, “morte breve”, “vida longa”, “nascer”, “renascer” e “casamento”. Mais detalhes podem ser observados nas cópias anexas.
• Uma caixa do medicamento NOME, SUBSTÂNCIA ATIVA, LABORATÓRIO, localizada sobre o criadomudo, à esquerda da cama. Ao exame desta caixa observou-se que, em seu interior, havia n cartelas de comprimidos, estando uma vazia e outra contendo m comprimidos.
• Manchas semelhante a sangue, em forma de respingos, localizadas sobre o piso da cozinha, cujo material foi coletado e encaminhado à Seção de Química Legal e Microanálises deste Instituto para exames complementares.
• Pegadas consecutivas de pés descalços, impressas com sangue, com 0,28m (vinte e oito centímetros) de comprimento e 0,10m (dez centímetros) de largura, com o passo medindo 0,80m (oitenta centímetros) de comprimento e 0,40m (quarenta centímetros) de largura, sobre o piso da cozinha e no sentido do quarto de casal.
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• Chumaço de pelos de cor preta, compatíveis com os que foram cortados pelo golpe que produziu a lesão descrita no item “x” do tópico anterior, localizado sobre o piso, junto ao facão supracitado, como se pode observar na fotografia n°N.
• Uma amolgadura / orifício transfixante / escalavradura / fragmentação parcial não transfixante do vidro, LOCALIZADO apresentando inversão / eversão parcial de suas bordas, com características de ter sido produzida por projétil de arma de fogo, que teria incidido segundo uma trajetória ascendente / descendente / normal à superfície, da DIREITA para a ESQUERDA e da região ANTERIOR para a POSTERIOR. Dessa mossa foi extraído PROJETIL.
• Um projétil de chumbo nu / encamisado, do tipo cilindroogival, proveniente de munição própria de uso em arma de fogo, LOCALIZADO, o qual apresentava deformações em sua superfície anterolateral, com o rompimento da blindagem.
• Diversas amolgaduras / orifício transfixante / escalavradura, formando uma área de impacto com diâmetro médio de 0,90m (noventa centímetros) sobre a região superiorlateral-direita da parede anterior, com características de terem sido produzidas por balins, que teriam incidido segundo trajetórias descendentes, da direita para a esquerda, e da região anterior para a posterior.
• Um estojo de metal de cor amarela, deflagrado, calibre nominal 38(trinta e oito), com espoleta percutida, proveniente de munição de marca CBC, LOCALIZADO.
• Um cartucho intacto, de calibre nominal 38(trinta e oito), do tipo curto, de marca ”CBC”, dotado de PROJETIL e ESTOJO. • Um revólver LOCALIZADO. Ao exame deste revólver, observou-se ser este da marca TAURUS, de calibre
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nominal 38(trinta e oito), número de série NNNNNN (ENES), com tambor reversível para a esquerda e com capacidade para 6 (SEIS) cartuchos do tipo longo, cano curto, percutor extrínseco / intrínseco ao cão, cabo com placas laterais de material sintético de cor branca, oxidado, denotando sinais de uso. No interior do tambor foram observados: 3(TRÊS) CARTUCHOS INTACTOS; na câmara em alinhamento com o cano, havia um ESTOJO deflagrado, com espoleta percutida. A câmara anterior encontrava-se vazia, considerando-se o sentido sinistrógiro do tambor. (vide fotografia n°N).
• Uma pistola semiautomática localizada POSIÇÃO. Ao exame desta pistola, observou-se ser da marca “Taurus”, calibre nominal 380 (trezentos e oitenta), número de série XXXXX (XIS), a qual se apresentava alimentada e engatilhada. No carregador e na câmara havia doze cartuchos intactos de calibre nominal “AUTO” 380 (trezentos e oitenta), marca “CBC”, com estojo de metal de cor amarela e projéteis semiblindados. • Uma espingarda de caça, distante cerca de MEDIDA do cadáver, como se pode observar na fotografia n°N. Ao exame desta espingarda, verificou-se ser da marca “BOITO”, calibre nominal 40(quarenta), número de série xxxxx (xises), com um cano basculante, uma tecla de gatilho, uma chave de abertura e basculação do cano, coronha e fuste de madeira na cor COR, desprovida de alças para bandoleira, apresentando, no interior da câmara, um ESTOJO.
• Um coldre cartucheira com seis alvéolos, confeccionado em couro na cor marrom, situado a 0,50m (cinquenta centímetros) do revólver supra descrito e ao lado direito do cadáver (vide fotografia n° n), o qual continha dois cartuchos intactos de calibres 38(trinta e oito) e marca MRP.
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• Uma faca, localizada POSIÇÃO. Ao exame desta faca, observou-se ser da marca Tramontina, constituída de lâmina de metal de formato próprio / pontiaguda / rombuda, de dois gumes cortantes / serrilhados, dotada de cabo de MATERIAL, na cor COR, com cerca de MEDIDA de comprimento total, MEDIDA de comprimento da lâmina e MEDIDA de largura da lâmina. Outrossim, não apresentava manchas semelhantes a sangue. • Uma bainha compatível com as dimensões do facão supramencionado, confeccionada em couro de cor marrom, localizada POSIÇÃO, o qual não apresenta manchas semelhantes a sangue.
• Trata-se de uma enxada, sem marca de fabricação, com lâmina metálica de formato aproximadamente triangular, provida de um gume cortante, e na região oposta, um alvado. Na parte superior deste alvado, nota-se uma saliência de seção transversal, de formato arredondado, e inserido no alvado, encontra-se um cabo de madeira de formato cilíndrico, fixo por uma cunha de madeira. A enxada ora descrita, apresenta-se em mau estado de conservação, denota sinais de muito uso e apresenta as seguintes medidas: Comprimento total do gume: 0,157m (cento e cinquenta e sete milímetros); altura da lâmina: 0,140m (cento e quarenta milímetros); comprimento total do cabo: 1,45m (um metro e quarenta e cinco centímetros); diâmetro médio do cabo: 0,03m (três centímetros). Ao exame desta enxada, foram observados: gume pouco cortante, sem sinais de desbastamento e de afiação, sinais de ferrugem, uma amolgadura na extremidade esquerda da região do gume, ausência de manchas semelhantes a sangue. Em face de suas características e medidas, a enxada em questão pode ser utilizada eficientemente para a prática de ilícito penal.
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• Trata-se de um estilete, sem marca de fabricação, constituído de lâmina de aço, a qual se encontrava oscilante, de forma pontiaguda, de um gume cortante, com cabo de material plástico de cor amarela, com impregnações de terra, vazado na sua região mediana, dotado de fixador da lâmina, o qual se encontrava ineficiente, sendo necessária para sua utilização, a pressão manual. O estilete apresenta as seguintes medidas: comprimento total= 0,21m (vinte e um centímetros); comprimento do cabo= 0,15m (quinze centímetros); comprimento da lâmina= 0,06m (seis centímetros); largura máxima da lâmina= 0,018m (dezoito milímetros). Ao exame deste estilete, feito com auxílio de instrumento óptico e iluminação especial, foi observado na lâmina sinais de desbastamento e afiação, encontrando-se o gume cortante, em bom estado de conservação e denotando sinais de muito uso, bem como sinais de ferrugem e aderências de substância de cor vermelho-acastanhada, as quais foram coletadas com solução fisiológica e submetidas a provas genéricas de pesquisa de sangue obtendo resultado positivo.
• Trata-se de uma garrafa de formato próprio, constituída de vidro de cor marrom, notando-se que esta fora seccionada em seu terço médio, com perda de material correspondente à sua parte inferior. A linha de secionamento apresenta arestas afiadas e cortantes. Observou-se ainda, colado na superfície externa de seu terço médio, parte de um rótulo de papel, onde se acha inscrita, ainda legível, a palavra “Kaiser”, sendo que outros dois fragmentos desta garrafa ficaram presos ao referido rótulo. A garrafa ora descrita apresenta um comprimento de 22 cm (vinte e dois centímetros) e massa de 260g (duzentos e sessenta gramas). Ao exame desta garrafa, com auxílio de instrumento ótico e iluminação
──────────────────────────────────────────────── especial, não foram observados vestígios de material semelhante a sangue ou outro material orgânico.
• Trata-se de um “pé-de-cabra”, de formato próprio, constituído de liga metálica ferrosa, de cor marrom, sem marca de fabricação, o qual apresenta um comprimento de 0,65m (sessenta e cinco centímetros), diâmetro do corpo de, aproximadamente, 0,02m (dois centímetros), e massa de 1,750kg (um quilograma e setecentos e cinquenta gramas). Ao exame deste “pé-de-cabra”, foram observadas manchas semelhante a sangue, com pelos aderidos a esta, na extremidade em forma de cunha / fendida, sendo este objeto encaminhado à Seção de Química Legal e Microanálises deste Instituto, para exames complementares.
• Trata-se de uma pedra de formato irregular, de cor predominantemente bege, apresentando incrustado em si, pequena porção de cimento em estado sólido. O objeto em questão apresenta comprimento de 0,225m (duzentos e vinte e cinco milímetros), largura de 0,120m (cento e vinte milímetros), espessura de 0,065m (sessenta e cinco milímetros) e massa de 2,174kg (dois mil cento e setenta e quatro gramas). Ao exame desta pedra, com auxílio de instrumento ótico e iluminação especial, não foram observados vestígios de material semelhante a sangue ou outro material orgânico. Outrossim, aplicado o teste de Kastel-Mayer para identificação de sangue, este apresentou resultado negativo. Face às suas características, medidas e estado de conservação, a pedra em questão pode ser utilizada eficientemente para a prática de crime. O referido material acompanha a primeira via do presente laudo, devidamente embalado, lacrado e rubricado. • Trata-se de uma sacola sem marca, confeccionada em napa de cor acinzentada, contendo desenho de um avião e
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os dizeres “Boa Viagem” impressos em tinta de cor branca nas duas faces laterais da sacola, possui um bolso chapeado dispostos nas duas extremidades da sacola, abertura disposta na parte superior e que se pode fechar com zíper, possui alças para transporte ainda outra alça para tiracolo. A sacola ora descrita, encontra-se em regular estado de conservação e denota sinais de uso.
• Trata-se de um segmento de taco de bilhar confeccionado em madeira beneficiada, de formato de tronco alongado, observando-se na região mais espessa e que corresponde à empunhadura, dois sulcos transversais, além de outros três sulcos, que se seguem ao longo do mesmo. Ao exame deste taco de bilhar foi observado na sua região afilada, um secionamento transversal, produzida por ação mecânica, exibindo nessa extremidade, rompimento irregular, formando pequenas pontas, se encontra em mau estado de conservação, denota sinais de muito uso, e apresenta as seguintes medidas: comprimento total: 0, 76 m (setenta e seis centímetros); maior diâmetro: 0,028 m (vinte e oito milímetros); menor diâmetro: 0,022 (vinte e dois milímetros); massa: 0,300 kg (trezentos gramas). Ao exame deste segmento de taco de bilhar, feito com o auxílio de instrumental óptico apropriado, e iluminação especial, foi observado em toda a extensão externa do taco, aderências de sujidades diversas de natureza não identificada. Não foram encontradas neste taco manchas de substância de cor avermelhada que pudessem ser identificadas como sendo constituídas de sangue dessecado. Face às suas características, medidas e estado de conservação o taco de bilhar em questão pode ser utilizado eficientemente para a prática de crime como instrumento contundente.
• Uma trouxa em invólucro plástico, localizado no interior da cueca do cadáver, contendo 30(trinta) pedras de cor
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branca, individualmente embaladas, o qual foi encaminhado à Seção de Química Legal e Microanálises deste Instituto para exames complementares.
• Desalinho de coisas e objetos, localizados sobre o piso e os móveis da sala-de-estar, como se pode observar nas fotografias de n°s 05 a 07. Estes objetos foram examinados no local, sendo que alguns foram encaminhados à Seção de Papiloscopia Forense, para exames complementares. Destaca-se dentre estes, uma capa de disco digital (CD), um copo de vidro e um saco plástico, os quais apresentavam fragmentos de impressões papiloscópicas. • Um OBJETO localizado sobre O SUPORTE, distante cerca de DISTÂNCIA do REFERENCIAL, DISTÂNCIA do REFERENCIAL, a uma altura aproximada de ALTURA do piso , disposto em posição NORMAL / DERRIBADO. Ao exame “in loco” deste OBJETO, observou-se ser este da marca MARCA, modelo MODELO, tipo TIPO, tamanho TAMANHO, número de identificação SERIAL, de formato PRÓPRIO, confeccionado em MATERIAL na cor COR, com as seguintes dimensões: DIMENSÕES. Este OBJETO, apresentava VESTÍGIOS. Procedendo a pesquisas de impressões papilares neste OBJETO, constatou-se a existência de fragmentos de impressão papiloscópica que, por si só, não se prestam para confronto, e podem ser observados nas fotografias n°S N e M. • Um OBJETO localizado POSIÇÃO, sem vestígios que pudessem se relacionar com a causa da morte.
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4.1 Do Veiculo
O veículo apresentado a exame é um automóvel / camioneta da marca de fabricação VOLKSWAGEN, modelo
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GOL, carroçaria da marca MARCA, de cor BRANCA, com placas de licenciamento ABC-1234, Curitiba-PR, apresentando PREFIXO, que na ocasião estava sendo conduzido por PESSOA.
Do Exame do Veículo
O veículo em questão foi examinado no ENDEREÇO, tendo sido observado o que segue:
• Rompimento e fragmentação total do vidro do para-brisa anterior, com a maioria desses fragmentos depositada sobre o assoalho do veículo. • MANCHAS DE SANGUE
• IMPACTOS
• OUTROS VESTÍGIOS
Observação:
Os materiais descritos neste tópico foram
1. apensados ao presente laudo.
2. aprendidos pela Autoridade Policial que esteve presente no local. Este laudo foi redigido pelo Perito signatário e impresso em N folhas de papel timbrado deste Instituto. E por nada mais haver, deu-se por findo o exame solicitado que de tudo se lavrou o presente laudo que segue devidamente assinado.
Legenda das Fotografias
Tomadas fotográficas parciais de diferentes ângulos, mostrando o local, assim como se acha descrito no presente laudo.
01- Tomada fotográfica parcial do local, onde fora encontrado o cadáver da pessoa dada como sendo VÍTIMA.
02- Tomada fotográfica parcial do local, onde se observa a posição do cadáver da pessoa dada como sendo VÍTIMA.
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03- Tomada fotográfica parcial do cadáver da pessoa dada como sendo VÍTIMA, onde se pode observar as lesões descritas no presente laudo.
04- Tomada fotográfica parcial do local, onde se observa DETALHE, indicado pela seta de cor COR, como se acha descrito no item ”a” e “b”, do tópico “TÓPICO”, do laudo presente laudo.
05- Tomada fotográfica parcial, em detalhes, do OBJETO, onde se pode observar DETALHE, indicado pela seta de cor COR descrito no presente laudo.
06- Tomada fotográfica parcial do cadáver da pessoa dada como sendo VÍTIMA, sobre a mesa de necropsia do Instituto Médico Legal, onde se pode observar as lesões descritas no presente laudo.
Enforcado Removido
• Um segmento de corda de poliéster, torcida, com 3,0mm (três milímetros) de diâmetro, na cor azul, apresentando, em uma de suas extremidades, sinais de ter sido seccionada por instrumento cortante,, e na outra extremidade, preso ao pescoço do cadáver, em forma de laço dotado de um nó móvel. (vide fotografias n°s 02 e 03). A distância entre a extremidade livre e o nó era de cerca de 0,75m (setenta e cinco centímetros). • Um segmento de corda de poliéster, torcida, com 3,0mm (três milímetros) de diâmetro, na cor azul, apresentando, em uma de suas extremidades, sinais de ter sido seccionada por instrumento cortante, e na outra extremidade, preso por um nó fixo, no vigamento da armação do telhado, a uma altura de 2,75m (dois metros e setenta e cinco centímetros) do piso (vide fotografia n° 04). A extremidade livre distava cerca de 1,90m (um metro e noventa centímetros) do piso.
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• As extremidades livres dos segmentos de corda dos itens “a” e “b”, do tópico anterior, apresentam características de que havia continuidade entre eles, antes de ser feito o secionamento. Um segmento de amostra destes materiais foi acondicionado e apensado ao presente laudo.
EDIMAR CUNICO
Perito Oficial do Estado do Paraná. Chefe da Seção de Crimes Contra a Pessoa. Professor da Escola Superior de Polícia Civil do Estado do Paraná. Matemática e Física pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Matemática Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Gestão de Pessoas pelo Instituto de Ciências, Educação e Tecnologia (ICEET).
MIRIAM MACHADO CUNICO
Pós-Doutorado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Doutorado em Ciências Farmacêuticas (UFPR). Mestrado em Ciências Farmacêuticas (UFPR). Especialização em Farmacologia (UFPR). Especialização em Métodos e Técnicas de Análises em Química pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Especialização em Metodologia da Ciência pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais de Curitiba. Especialização em Educaçao de Jovens e Adultos pela Faculdade de Direito de Curitiba (FDC). Professora no Ensino Formal do Sistema Prisional do Estado do Paraná (SEED-SEJU/PR).
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Edimar Cunico