Perspectivas educacionais e novas demandas: a telecolaboração

Daniela Nogueira de Moraes Garcia · Capítulo 2 de 15

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Perspectivas educacionais e novas demandas: a telecolaboração

Introdução

 

O presente livro nasce de minhas inquietações educacionais vivenciadas há tempos num cenário de tecnologias, globalização e internacionalização e afloradas neste momento de isolamento e distanciamento social impostos pela pandemia.

De forma nunca vista, tecnologias, dispositivos e redes, fixos e móveis, tornaram-se prioridade no panorama mundial acadêmico, como forma de conduzir ações de ensinar e aprender de maneira remota.

Assim, do dia para a noite, educadores e aprendizes foram retirados de sala de aula física e precisaram migrar para contextos virtuais, por meio de aplicativos, plataformas e mídias, com o objetivo de minimizar perdas pedagógicas devido à interrupção das atividades presencialmente desenvolvidas.

Dessa forma, reconhecendo o grande potencial das tecnologias para fomentar contextos de aprendizagem telecolaborativa, expandindo o trabalho desenvolvido em sala de aula e capacitando professores e alunos para atuação em novas demandas, compartilho ações conduzidas no âmbito da língua inglesa, com foco no intercâmbio virtual entre instituição brasileira e parceiras estrangeiras.

Isto posto, o teletandem é apresentado, neste livro, como contexto para a aprendizagem telecolaborativa, com ênfase em trocas linguísticas em língua portuguesa e língua inglesa por meio de aplicativo de videoconferência e recursos de áudio, vídeo e escrita. Os dados retratam o supracitado contexto como facilitador de acesso aos povos, línguas e culturas a baixos custos. Cria-se, dessa forma, espaço para que alunos interajam com estrangeiros a partir de objetivos pré-estabelecidos com base nas ações em tandem. Elabora-se, ainda, espaço para que professores e aprendizes vislumbrem novos cenários, para potencializar as experiências globalizadas.

Ademais, apresenta-se a colaboração on-line com o uso do inglês como língua franca, modalidade um tanto recente como forma de promover intercâmbio e aprendizagem em um contexto inter e transcultural. Observa-se, nos dados, o exercício da reciprocidade, autonomia, reflexão, empatia e, acima de tudo, o desenvolvimento da competência transcultural associada a uma construção e troca significativa de conhecimento junto do parceiro.

Após a explanação das referidas modalidades, associando-se as tecnologias ao processo educacional, observa-se a necessidade de compreensão de novos papéis de professores e alunos e, também, o desenvolvimento de letramentos diante de possibilidades inovadoras para que, de fato, o processo de ensinar e aprender seja relevante e proveitoso para todas as partes envolvidas.

Dessa maneira, compreendendo que se trata de uma área em ascensão, constante transformação e com lacunas a serem observadas, espero que minhas inquietações, expostas na oscilação entre a impessoalidade e primeira pessoa (singular ou plural), provoquem outras no leitor, de modo que sejam otimizados os estudos e experiências de intercâmbio virtual em variadas áreas de ensino e diferentes públicos.