Semiótica e Pragmatismo: Interfaces Teóricas, Volume 2

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artista

 

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fenomenológica

 

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H

 

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J

 

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L

 

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leis

 

liberdade

 

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lógica

 

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O

 

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ordem

 

P

 

particular

 

Peirce

 

pensamento

 

plasticidade

 

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pragmática

 

pragmatismo

 

primeiridade

 

probabilidade

Q

 

qualissigno

 

qualitativa

 

quantitativa

 

R

 

razoabilidade

 

real

 

realidade

 

representação

 

Rorty

 

Rudimentar

 

S

 

Schelling

 

Schiller

 

Schopenhauer

 

Scotus

 

segundidade

 

semântica

 

semiose

 

semiótica

 

sensibilidade sentimento

 

significado

 

signos

 

simetria

 

sinequismo

 

singularidade

 

T

 

teatro

 

temporalidade

 

tenacidade

 

terceiridade

 

tiquismo

 

U

 

universal

Notes

 

1. Prescission

↩

2. CP 2.219-226.

↩

3. Termo derivado do grego Synechés, tradução para o português

do que Peirce nomeou de Synechism, sua teoria da continuidade de amplitude ontológica, em substituição da noção de universalidade.

↩

4. Este capítulo é uma versão traduzida para o português da

conferência Some Remarks on the Studies of Peirce’s Pragmatism and Philosophy in Brazil, preparada para o evento inaugural da Peirce Latin-American Society (2020) e publicada originalmente em CÁRDENAS, Paniel Reys e HERBERT, Daniel R. (Orgs.) The Reception of Peirce and Pragmatism in Latin-America: A Trilingual Collection. Col. Ajusco Delegación Coyoacán: Editorial Torres Associados, 2020.

↩

5. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

↩

6. Até o ano de 2021.

↩

7. Uso a expressão “simetria categorial” devido à validade

indiferenciada das três categorias de Peirce nas esferas subjetivas e objetivas. O leitor pode conferir detalhes sobre a abordagem desse importante conceito em Ibri (2015a, cap. 1; 2020a, volume I desta obra, caps. III e X).

↩

8. Trata-se de ensaio publicado originalmente em inglês

(Transactions of the Charles S. Peirce Society Vol. 45, No. 3, p. 273–307, 2009) e com versão para o português em Ibri (2020a, volume I desta obra).

↩

9. Este capítulo é uma versão integral do texto de minha autoria: A

Formação de Hábitos e a Origem das Leis na VII Conferência de Cambridge, de Ch. S. Peirce, originalmente publicado em: Veritas, Porto Alegre, v. 60, n. 3, p. 619–630, 2015d.

↩

10. RTL, p. 220.

↩

11. PEIRCE, Charles S. Reasoning and the Logic of Things: The

Cambridge Conferences / Lectures of 1898. Edited by Kenneth Ketner. Cambridge: Massachusetts, Harvard University Press, 1992. (A partir daqui, citado RLT.)

↩

12. RLT, p. 219.

↩

13. RLT, p. 219.

↩

14. Cf. Ibri, 2015a, cap. 6.

↩

15. Cf. Ibri, 2015a, cap. 2 e também Mayorga, 2007, p. 5–37.

↩

16. RLT, p. 220.

↩

17. RLT, p. 223.

↩

18. RLT, p. 223.

↩

19. RLT, p. 223.

↩

20. RLT, p. 223. Cf. também CP 1.135.

↩

21. A primeira Crítica de Kant, a par de sua epistemologia negativa,

exibe quase ubiquamente os erros da inversão de dependência entre Lógica e Metafísica (Cf. Kant, 1998).

↩

22. Cf. Ibri, 2020a, vol. I desta obra, cap. VII.

↩

23. RLT, p. 234.

↩

24. RLT, p. 236.

↩

25. RLT, p. 236.

↩

26. RLT, p. 236.

↩

27. RLT, p. 237.

↩

28. RLT, p. 237.

↩

29. RLT, p. 237.

↩

30. RLT, p. 237–238.

↩

31. RLT, p. 239.

↩

32. RLT, p. 239.

↩

33. RLT, p. 240.

↩

34. RLT, p. 240.

↩

35. RLT, p. 240.

↩

36. Cf., por exemplo, CP 6.60 e 7.189.

↩

37. Cf. Ibri, 2015a, cap. 3.

↩

38. RLT, p. 241.

↩

39. RLT, p. 241.

↩

40. RLT, p. 241.

↩

41. RLT, p. 241.

↩

42. Para uma perspectiva diferente acerca do Falibilismo do autor,

cf. Margolis (2007, p. 229–249).

↩

43. Cf. Ibri, 2015a, caps. 3 e 4.

↩

44. Cf. cap. VI deste volume.

↩

45. Cf Ibri, 2020a, volume I desta obra, cap. II.

↩

46. Para outras e também interessantes abordagens acerca deste

ponto, cf. Hausman (1993) e Esposito (1980).

↩

47. Schelling, 1988, p. 30.

↩

48. Este capítulo é uma versão traduzida do texto minha autoria:

The Double Face of Habits: Time and Timeless in Pragmatic Experience, originalmente publicado em: Rivista di Storia della Filosofia, v. 3, p. 455–474, 2017.

↩

49. EP 2, p. 145–159; CP 5.41–65.

↩

50. CP 5.82–92.

↩

51. CP 1.324.

↩

52. A capacidade de aprender e mudar a conduta configura-se

como central no Pragmatismo de Peirce. Ver, a propósito, as reflexões de Nöth (2016).

↩

53. Ver também a arguta análise de Hausman (1993, cap. 3) sobre

o papel da segunda categoria na Fenomenologia de Peirce.

↩

54. Chamo aqui de aderência a correspondência harmônica entre

previsão teórica e curso dos fatos. Ver também Ibri (2020a, volume I desta obra, págs. 107, 231, 237) e, neste volume, nas

notas 294 e 343.

↩

55. Veja-se a análise de Fabbrichesi (2008, p. 217) acerca da

relação entre regra e ação no Pragmatismo de Peirce.

↩

56. Ver, exemplarmente, CP 1.335–342 e EP 2, p. 492–502.

↩

57. Digo “deveria” pois é frequente observar como muitas correntes

filosóficas privilegiam ontologicamente a linguagem como guia de conduta, esquecendo-se de que ela só se legitima como tal quando ancorada na faticidade.

↩

58. Sobre Mill ver, por exemplo, CP 1.92, 2.633–635, 2.733–778 e

6.100–101 e EP 2, p. 67–74.

↩

59. Sobre a resposta de Peirce ao nominalismo a partir de sua

Semiótica e ontologia realista, ver Parker (1994, p. 51–76).

↩

60. Em CP 7.535, Peirce afirma: “[…] se os gerais têm um ser

independente do pensamento, então tal ser consiste em ser objetos possíveis de pensamento por meio do qual particulares podem ser pensados.”

↩

61. Sobre a íntima ligação entre teoria e realidade no interior do

Pragmatismo de Peirce, ver Hookway (2002, p. 44–107).

↩

62. Ver, sobretudo, CP 1.141–175 e 2.192.

↩

63. Ver-se-á que o realismo radical de Peirce acaba generalizando

o conceito de racionalidade como uma faculdade que está espraiada na Natureza (ver, por exemplo, CP 5.289, 1.216 e 7.364), entendendo-a como criadora de mediações que buscam ser bem-sucedidas em seu poder preditivo dos fatos que envolvem todos os seres que sobrevivem em um ambiente

fenomênico. Do mesmo modo, a noção de pensamento, na filosofia de Peirce, aparece espraiada na Natureza, não consistindo, assim, em um fenômeno exclusivamente humano. Confira-se Dilworth (2010, p. 31).

↩

64. Em Ibri (2020a, volume I desta obra, cap. X), comento as

relações entre mediação e representação.

↩

65. No cap. IX deste volume, busco mostrar como a filosofia de

Peirce permite pensar uma ontologia da ação.

↩

66. Ver, acerca desse ponto, Ibri (2015a). Ver também, e por outro

lado, o conceito complementar de imperativo para as crenças não racionais no interior do Pragmatismo peirciano, em Houser (2015, p. 273–290).

↩

67. Sobre os quatro tipos de crença propugnados por Peirce, ver

CP 5.358–387; EP 1, p. 109–123; W 3, p. 242–257. Ver também a análise de Hausman (1993, p. 21–36) acerca da relação entre o conceito de crença e a lógica da investigação em Peirce.

↩

68. Ver, exemplarmente, CP 5.427, 5.433, 5.440, 5.533–534. A

propósito do autocontrole e de seu papel crucial no processo de mudança de hábitos, consultar Calcaterra (2010, p. 17).

↩

69. Acerca do importante papel dos hábitos autocontrolados na

formação da linguagem reinterpretativa, ver Pietarinen (2008, p. 251).

↩

70. Veja-se, a propósito, a análise da relação entre o conceito de

hábito e experiência na filosofia de Peirce em Colapietro (2009, p. 353).

↩

71. CP 1.406; EP 1, p. 276; W 6, p. 206–207.

↩

72. CP 7.189.

↩

73. Acerca da noção de hábito como guia de ação na filosofia de

Peirce, consultar Santaella (2004, p. 80). Para uma análise detalhada acerca do papel e relevância do conceito de hábito peirciano, ver Santaella (2016).

↩

74. CP 7.535.

↩

75. CP 8.146.

↩

76. Acerca da consciência de processo no âmbito cognitivo, ver

Innis (2013, p. 37).

↩

77. Examine-se, por exemplo, CP 6.182 para as considerações de

Peirce sobre a continuidade entre consciência e tempo.

↩

78. CP 6.172.

↩

79. Cf. CP 5.42.

↩

80. Cf. CP 7.189 e CP 7.195.

↩

81. Scott, 1987, p. 166. A propósito, a meu ver, Peirce

equivocadamente associa esse conceito escotista à segunda categoria, quando ele é tipicamente ligado à espontaneidade associada à primeiridade. Ver CP 1.405.

↩

82. Peirce, em CP 6.195, vale-se dessa expressão teatro de

reações para designar o ambiente caracterizado pela segundidade, a saber, onde particulares se afirmam positivamente em face de outros que lhes são negatividades. Esse é um teatro típico do que na filosofia peirciana se denominou existência.

↩

83. Cf. Popper, 1972.

↩

84. Cf. CP 1.306–311.

↩

85. Cf. CP 4.172 e CP 6.185.

↩

86. Cf. CP 8.7–38; EP 1, p. 83–105.

↩

87. Cf. CP 1.135: “Não bloqueie o caminho da investigação!”

↩

88. CP 6.265; EP 1, p. 348; W 8, p. 180–181.

↩

89. Cf. CP 1.419.

↩

90. Kairós, na antiguidade grega, como dito acima, tem significados

metafísicos associados a momento, oportunidade, momento oportuno e, assim, denota uma face subjetiva. Kinneavy e Eskin (2000, p. 43) dizem em síntese que “Kairós envolve tempo qualitativo, enquanto Chronos descreve tempo quantitativo”.

↩

91. Cf. cap. XII deste volume.

↩

92. CP 6.86, grifos meus.

↩

93. Acerca da relação da Semiótica particularmente com o conceito

de símbolo e mudança de hábito em Peirce, ver Nöth (2010, p. 85–86).

↩

94. Uma vez mais, cite-se o ensaio The Fixation of Belief de Peirce,

onde hábitos estão associados a crenças que se instalam dogmaticamente. Ver, a propósito, Ibri (2020a, volume I desta obra, caps. X e XI).

↩

95. NEM IV, p. 142.

↩

96. Ver a análise de Pietarinen (2005, p. 357–372) acerca da

relação entre a Lógica e a cultivação deliberada de bons hábitos de conduta.

↩

97. Sobre “as coisas sem nome” na filosofia de Peirce, ver Ibri

(2020a, volume I desta obra, cap. IV).

↩

98. CP 6.100, grifos meus.

↩

99. Sobre a polissemia intrínseca às obras de arte, verificar Ibri

(2020a, volume I desta obra, cap. III).

↩

100. Este capítulo é uma versão traduzida do texto de minha autoria:

Habit Formation and Self-Organization: A Peircean Approach, originalmente publicado em: PEREIRA JR., Alfredo; PICKERING, William A.; GUDWIN, Ricardo R. (Org.). Systems, Self-Organization and Information: An Interdisciplinary Perspective. New York: Routledge, 2019a. v. 1, p. 192–204.

↩

101. Conforme ensaio de Peirce específico sobre o tema, objeto de

análise no item que se segue.

↩

102. CP 5.358–387; EP 1, p. 109–123; W 3, p. 242–257.

↩

103. CP 7.120.

↩

104. Para mais detalhes, ver Ibri, 2015a, cap. 3.

↩

105. CP 2.756.

↩

106. CP 6.473.

↩

107. CP 2.759, grifo do original.

↩

108. CP 5.358–387; EP 1, p. 109–123; W 3, p. 242–257.

↩

109. Para uma consideração da Semiótica de Peirce, ver PW.

↩

110. Para mais detalhes, ver Ibri, 2015a, cap. 1.

↩

111. Cf. Ibri, 2020a, volume I desta obra, caps. II e III.

↩

112. Cf. Ibri, 2020a, volume I desta obra, caps. II e III.

↩

113. CP 5.132, grifos meus.

↩

114. Cf. cap. XII deste volume.

↩

115. CP 5.132.

↩

116. Para detalhes da cosmologia de Peirce, ver Ibri, 2015a, cap. 5.

↩

117. CP 7.515; passagem, a propósito, citada também no capítulo VI

desta obra, no trecho referenciado na nota 238.

↩

118. Para detalhes sobre o Idealismo Objetivo de Peirce, ver Ibri

(2015a, cap. 4 e cap. VI deste volume).

↩

119. Sinsignos trazem, de sua vez, as qualidades singulares que

potencialmente poderão estar em um signo indicial.

↩

120. Cf. Ibri, 2020a, volume I desta obra, cap. VI e VII.

↩

121. Cf. Ibri, 2020a, volume I desta obra, cap. X.

↩

122. Cf. Ibri, 2020a, volume I desta obra, cap. IX.

↩

123. CP 1.43 e 5.582.

↩

124. Cf. Ibri, 2020a, volume I desta obra, cap. XI.

↩

125. CP 5.379–382; EP 1, p. 117–119; W 3, p. 250–252

↩

126. CP 2.756. Ver passagem citada no trecho referenciado na nota

105 deste volume.

↩

127. Este capítulo é uma versão traduzida do texto de minha autoria:

Schellingian Roots of Peirce’s Idealism, originalmente publicado

em: Noema, v. 6, p. 1–25, 2015c.

↩

128. Neuhouser, 1990, p. 47.

↩

129. Fichte, 1965, pp. 173–478.

↩

130. Hartmann, 1983, p. 60.

↩

131. Em Torres Filho (1975, p. 67), lê-se: “ele encontra a intuição

intelectual como a ‘forma absoluta do saber’, a forma pura da ‘egoidade’. Dizer, portanto, de seu ponto de vista, que: ‘só a liberdade é o primeiro objeto imediato de um saber’ pode ser corretamente traduzido por: ‘o saber só começa com a autoconsciência’.”

↩

132. Fichte (1988, p. 136, grifos meus) é explícito quanto a este

conceito de limitação: “O eu não pode por o não eu, sem limitar a si mesmo. Pois o não eu é totalmente oposto ao eu; o que o não eu é, o eu não é [...] As expressões por um não eu, e: limitar o eu, são totalmente equivalentes.”

↩

133. Hartman, 1983, p. 78.

↩

134. Fichte, 1988, p. 69, grifos meus.

↩

135. Fichte, 1988, p. 59.

↩

136. Fichte apud Torres Filho, 1975, p. 76.

↩

137. Torres Filho, 1975, p. 80.

↩

138. Sobre este ponto, verificar em Schelling (1994, p. 22–57), a

Introdução a Três Ensaios de Schelling, de Thomas Pfau.

↩

139. Em Ideias para uma Filosofia da Natureza (1797, 2ª ed. 1803),

Schelling menciona a aura que a filosofia da Natureza herda desde os primórdios da filosofia cosmológica dos gregos e que

não é resgatável pela filosofia reflexiva, em uma evidente menção a Fichte, realçando esta dizível linguagem natural: “Assim a peculiar aura que envolve este problema, uma aura que a filosofia de mera reflexão, que apenas separa, nunca pode desenvolver, enquanto a pura intuição, ou antes, a imaginação criativa, há muito desde que descobriu a linguagem simbólica, tem-se apenas que interpretar para descobrir que a Natureza nos fala mais inteligivelmente quanto menos a pensamos reflexivamente” (Schelling, 1988, p. 35, grifos meus).

↩

140. 1978, p. 229, grifos meus.

↩

141. Schelling, 1993, p. 223.

↩

142. Schelling, 1993, p. 225. Este ponto é reafirmado em “Assim,

aquilo que nos parece fora da esfera da consciência, como real, e aquilo que aparece em seu interior, como ideal, ou como obra de arte, são produtos de uma mesma atividade” (Schelling, 1978, p. 230).

↩

143. Schelling, 1993, p. 222–223, grifos meus.

↩

144. Schelling, 1989, 293, p. 129.

↩

145. Schelling, 1989, 302, p. 136, grifos meus. Em Sistema da

Filosofia em Geral e da Filosofia da Natureza em Particular (1804), encontra-se: “o modo de cognição do Absoluto, se Ele de fato o é, é contemplativo” (Schelling, 1994, 6. 153–154, p. 151).

↩

146. Bruno, 306–307, p. 138 (In: Schelling, 1989, p. 138).

↩

147. Schelling, 1988, p. 15.

↩

148. Schelling, 1988, p. 28. Não sendo escopo deste trabalho a

discussão acerca das posições de Espinosa sobre o tema aqui

exposto, confino-me a exibir a leitura que Schelling faz daquele autor.

↩

149. Schelling, 1989, p. 50.

↩

150. Schelling, 1989, p. 50. Esta unidade originária explicita-se

também em: “na mesma proporção em que o infinito está figurado em um finito, este mesmo também está, por sua vez, como finito, no infinito, e que estas duas unidades, a propósito de toda essência, são de novo uma só unidade” (Schelling, 1989, p. 51).

↩

151. Schelling, 1989, p. 52.

↩

152. Schelling, 1994, p. 198.

↩

153. Schelling, 1994, p. 199.

↩

154. Lovejoy, 1982, p. 324. O autor é enfático ao realçar a

importância desta ideia de evolução presente na obra de Schelling: “É como tem sido muito pouco notado pelos historiadores – nesta introdução de um evolucionismo radical na metafísica e na teologia, e na tentativa de revisar mesmo os princípios da lógica para fazê-los harmonizarem-se com uma concepção evolucionária de realidade, que a importância histórica de Schelling consiste principalmente” (Lovejoy, 1982, p. 325).

↩

155. Lovejoy, 1982, p. 317.

↩

156. Schelling, 1988, p. 36, grifos meus.

↩

157. Schelling, 1988, p. 31.

↩

158. Peirce, a propósito, comenta esta presença do pensamento na

Natureza: “O pensamento não está necessariamente conectado a um cérebro. Ele aparece no trabalho das abelhas, dos cristais

e através de todo o mundo físico. Não se pode negar que ele esteja realmente lá, que as cores, formas etc., dos objetos realmente lá estejam. Aderir àquela injustificável negação é ser levado a alguma forma de idealismo nominalista semelhante ao de Fichte” (CP 4.551).

↩

159. Para Schelling (1988, p. 16), o conceito de coisa em si mesma

é absolutamente sem sentido, denominando-o de quimera especulativa, extraída de Leibniz, e levada ao extremo pelo transcendentalismo kantiano.

↩

160. Schelling, 1988. A este ponto de vista de Schelling, acrescenta

Andrew Bowie (1993, p. 38): “A ideia fundamental de Schelling na Naturphilosophie é que o caráter organizado da mente (Geist) e o caráter organizado da Natureza não podem, absolutamente, ser separados.”

↩

161. Que, a propósito, é cognominado por Schelling (1989, p. 53) de

“idealismo relativo”, caracterizado por “apenas um dos lados que, sem o outro, é impensável”.

↩

162. Schelling, 1988, p. 32.

↩

163. Schelling, 1988, p. 33.

↩

164. Schelling, 1988, p. 35.

↩

165. Kant, 1970, p. 105.

↩

166. Bowie, 1993, p. 34.

↩

167. Cumpre lembrar que Schelling considera dogmáticas todas as

filosofias que baseiam sua leitura da Natureza exclusivamente na causalidade.

↩

168. Schelling, 1988, p. 30, grifos meus.

↩

169. Outra passagem que reafirma este ponto é: “É mais seguro,

assim, permitir que o conceito apareça diante de nosso olhar e, deste modo, encontre o fundamento de sua necessidade em sua própria origem. Este é o procedimento sintético” (Schelling, 1988, p. 172).

↩

170. Em Schelling, 1988, p. 26, lê-se: “esta mente contém, em si

mesma, certas formas a priori [...]. Ao representar as coisas, apreendemo-las nestas formas. Deste modo, os objetos amorfos adquirem estrutura; as formas vazias, conteúdo. Como ocorre que as coisas se tornam representadas, há sobre isso o mais profundo silêncio”.

↩

171. Schelling, 1988, p. 177.

↩

172. Schelling, 1988, p. 41–42.

↩

173. Schelling, 1988, p. 42.

↩

174. Schelling, 1988, p. 36.

↩

175. Segundo Schelling, a Natureza, enquanto exterioridade, no

processo de formação de sua organicidade, é inconsciente porque absolutamente livre, e os atos da liberdade não são dotados de intencionalidade. O propósito encontrado nos organismos, de sua vez, torna-os dotados de consciência. Na instância humana, a produção artística inicia-se conscientemente, mas o significado aberto do produto associa-se a uma forma de inconsciência. Ver Schelling (1993, p. 204-228).

↩

176. Schelling, 1992.

↩

177. Schelling, 1992, p. 45.

↩

178. Schelling, 1992, p. 58.

↩

179. Hartman, 1983, p. 139.

↩

180. Schelling, 1994, p. 227. Na leitura que Bowie (1993, p. 52) faz

de Schelling, encontra-se a negação da possibilidade de uma ciência estética: “uma obra de arte não é arte porque partilha os mesmos atributos com outros objetos ou porque possa ser definida em relação a eles, mas porque revela o mundo de um modo que só ela consegue. Não pode haver, assim, qualquer ciência da arte”.

↩

181. Schelling, 1994, p. 12.

↩

182. Schelling, 1994, p. 232.

↩

183. Schelling, 1994, p. 232, grifos meus.

↩

184. A este respeito, Schelling (1994, p. 232–233) conjectura: “Mas

como uma nova mitologia pode surgir, tal que ela devesse ser a criação, não de algum autor individual, mas de uma nova raça, personificada como se fosse um único poeta – é um problema cuja solução pode somente ser visualizada nos destinos futuros do mundo e no curso da história porvir”.

↩

185. Schelling, 1994, p. 14; e, também, Torres Filho, 1987, p. 142.

↩

186. Schiller, 1990, Carta VIII.

↩

187. NEM IV, p. 343, grifos meus.

↩

188. CP 6.265; EP 1.348; W 8.180–181, grifos meus. Passagem, a

propósito, citada também nos capítulos III e XII deste volume,

nos trechos referenciados nas notas 88 e 413. Sua redundância aqui cumpre o papel de ênfase na argumentação.

↩

189. Cf. Ibri, 2020a, volume I desta obra, cap. II.

↩

190. Confira-se o famoso ensaio de Peirce, A Neglected Argument

for the Reality of God (CP 6.452–493). Uma tradução pode ser encontrada na revista Cognitio (São Paulo, v. 4, n. 1, p. 87–97 e 98–13, jan.–jun. 2003), disponível em:

https://revistas.pucsp.br/index.php/cognitiofilosofia/issue/view/9

19.

↩

191. Este capítulo é uma versão traduzida do texto de minha autoria:

The Continuity of Life: On Peirce’s Objective Idealism, originalmente publicado em: ROMANINI, Vinicius and FERNÁNDES, Eliseo (Eds.). Peirce and Biosemiotics: A Guess at the Riddle of Life. Dordrecht; Heidelberg; New York; London: Springer, 2014. p. 33–49.

↩

192. A propósito, uma expressão de Peirce, como uma faculdade

necessária para o sucesso de uma lógica heurística, denominada por ele, como se sabe, de Abdução.

↩

193. Releia-se seu Ethics of Terminology (CP 2.219–226).

↩

194. Acerca da formação de Peirce nas Ciências Naturais e de como

tal formação participa, de maneira especial, em sua Filosofia, interessantes abordagens podem ser encontradas em Fisch (1986, p. 376–383) e Lenzen (1964, p. 33–50).

↩

195. Para o leitor interessado nesse tema, consultar Ibri (2015a, cap.

2). Outras perspectivas podem ser consultadas em Boler (1963), Dileo (1991), Almeder (1975) e Michael (1988).

↩

196. Detalhes acerca deste assunto podem ser encontrados em Ibri

(2015a, cap. 4). Para outras abordagens, consultar: Guardiano (2011), McCarthy (1984) e Tiercelin (1998).

↩

197. CP 5.411–437; EP 2, p. 331–359.

↩

198. Consultar, a título de exemplos, os textos The Nature of

Meaning (EP 2.208–225) e Pragmatism as the Logic of

Abduction (EP 2, p. 226–241).

↩

199. Como o próprio Peirce (CP 5.116) comenta: “Se os fatos não

concordarão com a Teoria, pior para eles. São maus fatos. Isso soa-me infantil, confesso.”

↩

200. Para um aprofundamento da concepção ontológica que Peirce

desenvolve acerca do símbolo, consultar o seu New Elements (EP 2, p. 300–324), particularmente as últimas páginas. Abordagens e perspectivas diferentes sobre esse assunto podem ser consultadas em Parker (1994) e Nöth (2010).

↩

201. Tal como o faz Rorty em PMN.

↩

202. A propósito, esse determinismo permaneceu como crença em

alguns cientistas contemporâneos, como Einstein.

↩

203. “Assim, Peirce conjecturou que o mundo não estava regido

apenas por estritas leis newtonianas, senão que, ao mesmo tempo, também o estava por leis do acaso, ou fortuitas, ou de desordem: por leis de probabilidade estatística. Isso converteria o mundo em um sistema interconectado de nuvens e relógios, de tal maneira que até mesmo o melhor relógio poderia, em sua estrutura molecular, apresentar algum grau de nebulosidade. Até onde sei, Peirce foi o primeiro físico e filósofo pós-newtoniano que se atreveu a adotar o ponto de vista de que, em certo grau, todos os relógios são nuvens; ou, em outras palavras, de que só existem nuvens, ainda que nuvens de distintos graus de nebulosidade” (Popper, 1972, p. 199).

↩

204. No ensaio retro mencionado, Popper (1972) rotula a esperança

determinista de pesadelo.

↩

205. Ver por exemplo CP 1.13–14; e, particularmente, CP 1.141–

175.

↩

206. Na conceituação proposta por Peirce, o objeto imediato é

aquele que consta da representação, enquanto o dinâmico é o objeto real, dotado de alteridade em relação a suas representações. Uma das melhores descrições peircianas acerca dos diferentes tipos de interpretantes pode ser encontrada em uma carta de Peirce datada de 14 de marco de 1909 (PW 108–119). Essa carta, em sua totalidade, também toca em pontos que venho abordando ao longo dessas páginas, tais como a formação de Peirce nas ciências naturais e a sua decidida postura realista. Ver também: CP 4.536 e 8.315.

↩

207. Outras análises acerca da relação entre realismo e prática

experimental da ciência em Peirce podem ser encontradas em Forster (2011) e Delaney (1993, particularmente os caps. 1 e 2).

↩

208. EP 2, p. 67–74.

↩

209. NEM , IV, p. 343–344.

↩

210. Para detalhes, consultar Ibri (2015a, cap. 4).

↩

211. Ver a esse respeito o capítulo V deste volume.

↩

212. Tratei esse tema também em suas interfaces com a Semiótica,

em Ibri (2006 e cap. XIII deste volume).

↩

213. Uso o termo eidético no sentido grego de eidos, nomeando algo

de natureza da idealidade.

↩

214. Veja-se, por exemplo, CP 5.549–573, onde Peirce discorre

sobre a relação entre o signo e o objeto, no contexto da teoria da verdade proporcionada pelo Pragmatismo.

↩

215. Cf. CP 1.284. Detalhes em Ibri (2020a, volume I desta obra,

cap. VIII). Outras abordagens e perspectivas, consultar, por exemplo, Anderson (1995), Blachowicz (1972) e De Tienne (1993).

↩

216. Para aprofundamento, ver Ibri (2015a, cap. 3; 2007). Para

outras abordagens, ver Foster (1997) e Cosculluela (1992).

↩

217. Abordei a questão das consequências práticas no Pragmatismo

em Ibri (2000a).

↩

218. Cf. Ibri, 2011.

↩

219. Não obstante, se descarte qualquer relação de espelhamento

com o objeto.

↩

220. CP 6.24–25; EP 1, p. 292–293; W 8, p. 105–106.

↩

221. Cf. CP 6.102–163; EP 1. p. 312–333; W 8, p. 135–157 e,

também, CP 6.238–271; EP 1, p. 334–351; W 8, p. 165–183.

↩

222. Cf. Ibri, 2015a, p. 92–96.

↩

223. Cf. Ibri, 2015a, p.104–105 e p. 148–151.

↩

224. Essa independência se justifica fenomenologicamente e,

também, cosmologicamente. Discorri sobre o tema em Ibri (2020a, volume I desta obra, cap. III e IX).

↩

225. Cf. Ibri, 2000a, volume I desta obra.

↩

226. CP 6.24–25, grifos meus.

↩

227. Descrevi a influência de Schelling sobre Peirce em Ibri (2020a,

volume I desta obra, cap. III) e no cap. V deste volume. Ver também Dilworth (2011).

↩

228. Schelling, 1993, p. 92.

↩

229. Essa condição decorre de uma lógica das possibilidades em

que algo genericamente possível deve deixar de sê-lo para que o termo possibilidade assuma alguma significação. Confira-se, por exemplo, CP 6.219.

↩

230. Utilizo aqui o termo “interno” em um sentido geral, em que

interioridade se distinguiria de subjetividade, adquirindo assim um sentido lógico realista. Subjetividade seria um caso especial de interioridade. Neste sentido, objetos interiores são aqueles que só podem ser conhecidos ou representados indiretamente, por inferência lógica. Mundo exterior, de sua vez, é o único que pode ser observado diretamente – sob o ponto de vista categorial, ele está sob a segundidade.

↩

231. Cf. Ibri, 2015a, cap. 4. Outras abordagens acerca do conceito

de continuidade em Peirce podem ser consultadas em Havenel (2008), Lane (2011; 2011a), Moore (2007), Potter e Shields (1977) e Rosa (2003).

↩

232. Para uma provocativa abordagem do Pragmatismo, ver Houser

(2003).

↩

233. O leitor pode conferir detalhes sobre a abordagem desse

importante conceito em Ibri (2011; 2015a, cap. 1; 2020a, volume I desta obra, cap. III).

↩

234. NEM III 2, p. 872–874.

↩

235. Cf. Ibri, 2015a, cap. 3.

↩

236. CP 7.512.

↩

237. CP 7.514.

↩

238. CP 7.515; passagem, a propósito, citada no capítulo IV deste

volume, no texto referenciado na nota 117.

↩

239. Cf. Ibri, 2006.

↩

240. CP 8.272, grifos meus.

↩

241. Detalhes em Ibri, 2015a.

↩

242. Para uma perspectiva oposta, ver Short (2010).

↩

243. CP 4.551; CP 6.17.

↩

244. Este capítulo é uma versão integral do texto de minha autoria: A

Mente Semiótica Resiliente: Relação Conflituosa e Agápica entre os Interpretantes Lógicos e Emocionais, publicado originalmente em: Cognitio, São Paulo, v. 20, n. 2, p. 378-391, jul./dez. 2019b.

↩

245. Trabalhei esse tema em Ibri (2011; 2020a, volume I desta obra,

caps. II, III e IV).

↩

246. Consultar também Innis (2013).

↩

247. Trata-se da obra Kósmos Noetós, publicada originalmente em

1992, pela Perspectiva, em 2015, pela Paulus, e com versão para o inglês publicada em 2017, pela Springer.

↩

248. Tenho proposto a distinção entre Chronos e Kairós, como

formas objetiva e subjetiva do tempo. Ver, por exemplo, o cap.

XII deste volume.

↩

249. Contrapõem-se contemporaneamente realismo versus

idealismo, na forma de reconhecimento de mundo exterior à mente e interior a ela, quando, na sua origem escolástica, a questão se desenhava pela dualidade entre Realismo versus Nominalismo, a saber, no reconhecimento da realidade dos universais alternativamente à sua admissão exclusiva no interior da linguagem.

↩

250. A argumentação a respeito desse tema foi desenvolvida no cap.

VI deste volume, item 5.

↩

251. CP 1.9.

↩

252. Chamo aqui de aderência a correspondência harmônica entre

previsão teórica e curso dos fatos.

↩

253. Uma das razões desse mal entendimento vem da não remissão

da origem dessa doutrina em Schelling e à redução do idealismo a uma subjetividade fundacional, em contraposição a um realismo da admissão de coisas externas à mente. Tal abordagem contemporânea quase nada se relaciona com a

questão do Realismo-Idealismo de que trato neste capítulo.

↩

254. Sobre o papel do hábito no Pragmatismo de Peirce, consultar

também o cap. III deste volume.

↩

255. Por isso, deve-se tomar o devido cuidado ao se abordar o tema

da subjetividade humana no âmbito da filosofia peirciana. Para o leitor interessado em se aprofundar nessa temática, consultar Colapietro (1989).

↩

256. Sobre esse instigante tema do pensamento peirciano, consultar

também Houser (2014).

↩

257. CP 6.189.

↩

258. A afinidade declarada por Peirce com relação à obra de

Schelling faz pensar que esse conceito de Nada em sua cosmologia está associado à noção de Absoluto do autor alemão. Sobre a inspiração schellinguiana de Peirce, consultar também Dilworth (2016).

↩

259. CP 6.219; grifos meus.

↩

260. Sobre as origens e importância do Pragmatismo, consultar

Fabbrichesi (2008) e Houser (2003).

↩

261. Em Ibri (2015a, cap. 5), o leitor dispõe de uma extensiva

exposição da Cosmologia de Peirce.

↩

262. NEM IV, p. 141.

↩

263. NEM IV, p. 141.

↩

264. NEM IV, p. 142.

↩

265. Cf. Ibri, 2020a, volume I desta obra, cap. X.

↩

266. Ver-se-á que esse é um caso de dissociação entre esses dois

tipos de interpretantes, quando é possível em uma genuína representação de terceiridade uma associação eficiente entre ambos.

↩

267. CP 7.120.

↩

268. CP 2.759.

↩

269. CP 2.757.

↩

270. Acerca deste ponto, consultar a análise de Guimarães Filho

(2017).

↩

271. Para aprofundamento dessa temática, ver Anderson (1987) e,

em uma perspectiva diferente, Dilworth (2015).

↩

272. Sobre a influência da Semiótica de Peirce no pensamento

psicanalítico, consultar Guimarães Filho (2016).

↩

273. Não à toa, o conceito de Resiliência tem sido objeto de estudos

de diversas áreas das Ciências Humanas. Ver, a título de

exemplo, Norris; Tracy; Galea (2009) e Southwick; Charney (2018).

↩

274. Este capítulo é uma versão traduzida do texto de minha autoria:

Neopragmatism Viewed by Pragmaticism, originalmente publicado em: European Journal of Pragmatism and American Philosophy, v. V, p. 01–13, 2013.

↩

275. Como aparece, exemplarmente, no bem conhecido Philosophy

and the Mirror of Nature, de Rorty (PMN, p. 10).

↩

276. CIS, p. 136–145.

↩

277. Cf. Ethics of Terminology em CP 2.219–226; EP 2.263–266.

↩

278. CP 5.414; EP 2, p. 334–335. Nesse parágrafo, Peirce escreveu:

“Então, o escritor, ao perceber seu filho ‘pragmatismo’ assim promovido, sente que é hora de lhe dar um beijo de despedida e abandoná-lo ao seu destino superior; para dar conta do preciso propósito de expressar a definição original, ele anuncia o nascimento da palavra ‘pragmaticismo’, que é feia o bastante para se proteger de sequestradores. Para mostrar quão recente é o uso geral da palavra ‘pragmatismo’, o escritor menciona que, tanto quanto crê, ele nunca, até hoje, a utilizou em cópia para a imprensa, exceto por solicitação específica, no Dicionário de Baldwin. [...] Pelo final de 1890, quando essa parte do Century Dictionary surgiu, ele não julgou que a palavra possuísse status suficiente para aparecer naquele trabalho. [...] Mas a tem utilizado continuamente em conversas filosóficas desde, talvez, meados dos anos setenta.”

↩

279. Peirce, 1878, p. 286–302; CP 5, 388–410; EP 1, p. 124–141.

↩

280. Em CP 5.170, Peirce afirmou: “[...] a validade da indução

depende da relação necessária entre o geral e o particular. É precisamente isso que é a base do Pragmatismo”. Para outras

interpretações do Pragmatismo, consultar: Altshuler (1978), Forster (2003), Hookway (2005) e Liszka (2009).

↩

281. Abordo essa consequência ontológica do Pragmatismo, por

exemplo, em Ibri (2020a, volume I desta obra, cap. X).

↩

282. Acerca deste tema, consultar também Turley (1977).

↩

283. Um exemplo do antiessencialismo de Rorty pode ser

encontrado em A World without Substances and Essences (PSH).

↩

284. Minha sugestão é que a experiência poética pode ser

considerada do ponto de vista do Pragmatismo de Peirce, embora totalmente conectada com sua ontologia. Ver Ibri (2020a, volume I desta obra, caps. II e III).

↩

285. Não obstante “mundo” seja o que há de mais ausente no

discurso do Neopragmatismo.

↩

286. Ver, por exemplo, sua insistência no conceito de “representação

exata” em ORT, 99; PMN, 377.

↩

287. Cf. CP 1.9, trecho citado no capítulo VII deste volume, em

trecho referenciado na nota 251, e também NEM III 2, p. 897.

↩

288. Em CIS, p. 5–7, Rorty critica a concepção de linguagem como

mediação entre sujeito e objeto.

↩

289. Em CP 5.427; EP 2, p. 340, lê-se: “O significado racional de

toda proposição reside no futuro. Como isso pode ser entendido? O significado de uma proposição é em si uma proposição. De fato, não é outro senão a própria proposição da qual é o significado: é uma tradução dela. Mas das inúmeras formas nas quais uma proposição pode ser traduzida, qual é a que deve ser chamada de seu próprio significado? É, de acordo com o pragmaticista, a forma na qual a proposição se torna

aplicável à conduta humana, não nessas ou naquelas circunstâncias especiais, nem quando se atinge este ou aquele objetivo especial, mas aquela forma que é mais diretamente aplicável ao autocontrole em todas as situações e a todos os propósitos. É por isso que ele localiza o significado no futuro; pois a conduta futura é a única conduta sujeita a autocontrole.”

↩

290. Rorty estimula em muitas passagens a adoção de vocabulários

criativos. Ver, por exemplo, CIS, p. 20.

↩

291. Popper, 1972, p. 206–255.

↩

292. Ver, exemplarmente, TP, p. 226.

↩

293. Margolis (2007) e Forster (1997) são exemplos de interessantes

discussões acerca do Falibilismo de Peirce.

↩

294. Gostaria de sugerir que aderência é um termo melhor de ser

utilizado do que verdade, dado que este último pode induzir mentes não familiarizadas com os conceitos de Indeterminismo e conhecimento falível, da maneira como Peirce os entendia, a pensar em essências fixas, tal como Rorty insistentemente o faz. Verdade, então, seria apenas utilizada a partir da consideração de que as teorias são falíveis e, consequentemente, devem ser mudadas sempre que a experiência impuser tal mudança, em qualquer grau de demanda.

↩

295. ORT, p. 131.

↩

296. Neste ponto, os scholars devem lembrar a clássica e pioneira

obra de Boler (1963).

↩

297. EHO, p. 28.

↩

298. Tal como exposto por Brandon (2000, p. 160).

↩

299. Em CP 8.272, trecho citado nos capítulos VI, X e XII deste

volume, em trechos referenciados nas notas 240, 329 e 402, pode-se ler acerca de tal aspecto reflexivo do Pragmatismo.

↩

300. Lembro-me que os soviéticos se manifestavam preocupados

pela sua inferioridade na capacidade em destruir o planeta em apenas vinte vezes, enquanto os americanos a tinham 22 vezes.

↩

301. “O mundo não fala. Apenas nós o fazemos” (CIS, p. 6).

↩

302. Este capítulo é uma versão revista do texto de minha autoria: A

Dimensão Ontológica do Conceito de Ação na Filosofia de Peirce, publicado originalmente em: Broens, M. et al. Informação, Auto-Organização e Complexidade: Estudos Interdisciplinares, Campinas, CLE - Unicamp, 2015.

↩

303. Ver também Hausman (1993, cap. 5; 1991).

↩

304. Consultar Houser (2003) e também sua excelente Introdução ao

volume 8 de Writings of Charles Sanders Peirce (Houser, 2010a).

↩

305. Outras instigantes abordagens acerca do papel das categorias

em Peirce podem ser encontradas em De Tienne (1989; 1993) e Hausman (1993, cap. 3).

↩

306. O leitor pode encontrar uma interessante análise da

classificação das ciências de Peirce em Anderson (1995, cap. 2). Ver também Parker (2003).

↩

307. Acerca deste ponto, consultar Calcaterra (2010).

↩

308. Ver também Ibri, 2020a, volume I desta obra, cap. X.

↩

309. Cabe ressaltar que essa epistemologia e semiótica remontam

aos textos peircianos da chamada série sobre cognição,

escritos entre 1868–1869, particularmente em Algumas Consequências de Quatro Incapacidades (W 2, p. 211–242).

↩

310. Sobre o conceito de continuidade em Peirce, ver Ibri (2015a,

cap. 4). Consultar também Calcaterra (2011) e Moore (2007; 2010).

↩

311. Cf. Ibri, 2020a, volume I desta obra, cap. X.

↩

312. Uma excelente abordagem acerca deste ponto pode ser

encontrada em Colapietro (1989).

↩

313. Cf. Ibri, 2020a, volume I desta obra, cap. VII.

↩

314. Abordei o papel da primeiridade na filosofia de Peirce, por

exemplo, em Ibri (2020a, volume I desta obra, caps. II e III).

↩

315. Consultar também Fabbrichesi (1992).

↩

316. Retome-se o ensaio The Fixation of Belief (CP 5.358–387; EP

1, p. 109–123; W 3, p. 242–257). Ver também os textos essenciais de Peirce sobre Semiótica em PW.

↩

317. É interessante notar aqui, malgrado brevemente, que tal

caracterização da natureza lúdica dos jogos faz lembrar a influência exercida pelo pensamento de Schiller sobre Peirce, particularmente o seu conceito de Spieltrieb, o impulso lúdico, tal qual aparece em suas Cartas sobre a Educação Estética do Homem, inspirando o conceito peirciano de play of musement.

↩

318. Cf. Ibri, 2011.

↩

319. Examinar temas associados a essa tese em Ibri (2020a, volume

I desta obra, caps. III e IV).

↩

320. Cf. Ibri, 2015a, cap. 2.

↩

321. Ver, por exemplo, as brilhantes abordagens de Nathan Houser

(1992; 1998) nas Introduções dos Essential Peirce.

↩

322. O leitor pode consultar excelentes abordagens acerca destes

temas em Dilworth (2010; 2011).

↩

323. Cf. Ibri, 2015a, cap. 5.

↩

324. Este capítulo é uma versão integral do texto de minha autoria:

Considerações sobre o Estatuto da Ética no Pragmatismo de Charles S. Peirce, publicado originalmente em: Síntese – Rev. de Filosofia, Belo Horizonte, v. 29, n. 93, p. 117-123, 2002.

↩

325. Peirce, 1878.

↩

326. Cf. Ibri, 2015a, cap. 6.

↩

327. CP 5.3.

↩

328. Sobre este realismo, há estudos interessantes de

comentaristas, entre os quais pode-se citar Michael (1988) e Margolis (1993).

↩

329. CP 5.3. Conferir também CP 5.429 e CP 8.272 (neste caso, ver

trechos referenciados nas notas 239, 240 e 299 deste volume). Devido aos equívocos de interpretação, Peirce altera, em 1905, o nome da doutrina para Pragmaticismo.

↩

330. CP 5.9.

↩

331. CP 8.322.

↩

332. CP 7.361, grifos meus.

↩

333. CP 5.427.

↩

334. Tratei desta implicação em Ibri, 2015a, p. 159-165.

↩

335. Sobre a classificação das ciências de Peirce, conferir os

trabalhos de Pape (1993) e Kent (1987).

↩

336. CP 5.35.

↩

337. CP 1.573.

↩

338. CP 1.606.

↩

339. CP 1.615.

↩

340. Introduzi este ponto em Ibri, 2020a, vol. I desta obra, cap. I.

↩

341. Tema, a propósito, objeto do capítulo V deste volume.

↩

342. Este capítulo é uma versão integral do texto de minha autoria:

Aspectos Éticos das Fake News e Fatos Alternativos, publicado originalmente em: SOUZA, Edna A. de; BROENS, Mariana C.; GONZALEZ, Maria Eunice Q. (Org.). Big Data: implicações epistemológicas e éticas. Campinas: UNICAMP, Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência; FiloCzar, 2020b.

↩

343. Emprego aqui o termo correspondência, algumas vezes

epistemologicamente polêmico, apenas sob o sentido estrito de capacidade de previsão do curso dos fatos pela sua possível representação teórica. Por essa razão, proponho, também e alternativamente, o termo aderência, que, a meu ver, traz de modo mais claro essa ideia. Certamente, à luz da filosofia de Peirce, ele deve estar isento de quaisquer pretensões de expressar verdades finais ou exatas.

↩

344. Sobre esse tema, confira-se McIntyre (2018), Santaella (2018),

Farkas J. e Schou J. (2019).

↩

345. Cooke (2018) busca exibir o nexo conceitual entre ambos esses

conceitos.

↩

346. Confira-se o vol. 3 de The Sophists (Guthrie, 1977).

↩

347. Sobre esse caráter genuíno, discorrerei mais adiante.

↩

348. Conferir Bett (2010, p. 181–194).

↩

349. Nesse sentido, veja-se em Santaella (2018, p. 34-36), um

levantamento interessante sobre os possíveis tipos de fake news.

↩

350. Verificar considerações sobre esses conceitos em Silveira

(2007).

↩

351. O objeto dinâmico, segundo Peirce, determina seu objeto

imediato, tendo com ele alguma forma de vínculo. Trato aqui apenas daqueles que se associam à realidade dos fatos, deixando de lado os possivelmente ficcionais, que trazem problemas outros sobre como essa determinação se daria exclusivamente no plano do imaginário, prescindindo do predicado de alteridade que, no primeiro caso, é ontologicamente objetivo, ao contrário do modo como se processa a criação da ficção. Considerar, por exemplo, a intencionalidade da criação das fake news um tipo de objeto dinâmico, introduziria aqui um complicador fora do escopo

deste capítulo.

↩

352. CP 4.448.

↩

353. Exponho adiante o aspecto deletério dessa indistinção.

↩

354. CP 5.358–387; EP 1, p. 109–123; W 3, p. 242–257.

↩

355. Comento a teoria das crenças de Peirce em Ibri, 2020a, volume

I desta obra, caps. X e XI.

↩

356. CP 1.175.

↩

357. Uma prospectiva possível em uma etapa pós-fake news é

desenhada por McBrayer (2020), principalmente em seus capítulos 8 e 9.

↩

358. Este capítulo é uma versão integral do texto de minha autoria: A

Face Estética da Epistemologia Pragmaticista de Peirce, publicado originalmente em: Veritas, Porto Alegre, v. 65, n. 3, p. 1–16, set./dez. 2020c.

↩

359. Sobre a distinção entre Pragmatismo e Pragmaticismo, ver cap.

VIII deste volume.

↩

360. Cf. Ibri, 2020a, volume I desta obra, cap. III.

↩

361. Cito, por exemplo, as reflexões de Colapietro (1989 e 2006) e

Santaella (2006).

↩

362. Consultar a esse respeito Haack (2007).

↩

363. Ver exemplarmente Houser (2010a; 2010b) e Innis (2013).

↩

364. O leitor pode consultar excelentes abordagens sobre o realismo

peirciano em Mayorga (2007; 2012) e Lane (2004).

↩

365. Ver também Moore (2010).

↩

366. CP 1.325; CP 7.659.

↩

367. CP 1.26.

↩

368. Ver a esse respeito a abordagem de Liszka (2009).

↩

369. Cf. Haack, 2006.

↩

370. CP 7.532.

↩

371. Cf. Ibri, 2020a, volume I desta obra, cap. X.

↩

372. Consultar também Liszka (2013).

↩

373. Para outras interessantes abordagens acerca desse aspecto do

Pragmatismo, queira o leitor consultar Houser (2003) e Hookway (2012).

↩

374. Essa simetria de vocabulário é facultada pelo realismo da

filosofia de Peirce.

↩

375. Verifique-se, por exemplo, CP 1.304–324.

↩

376. Confira-se, por exemplo, Ibri (2020a, volume I desta obra, cap.

II e III), Anderson (1987) e Sebeok (1991) para outras abordagens acerca deste tema.

↩

377. Consultar a respeito desse conceito o cap. III deste volume.

↩

378. Ver também Houser (2014).

↩

379. Curiosamente, uma expressão frequente em filosofias

nominalistas.

↩

380. Cf. CP 6.452–491; EP 2, p. 434–449.

↩

381. Ver uma perspectiva muito interessante em Kaag (2013).

↩

382. Cf.CP 6.219.

↩

383. Confira-se o conceito de filosofia genética em Schelling (1988,

p. 30).

↩

384. Consultar também Dilworth (2011).

↩

385. Cf Ibri, 2020a, volume I desta obra, cap. II.

↩

386. Para outras perspectivas, consultar, por exemplo, Parret (1994)

e Dilworth (2010).

↩

387. Desenvolvi um esboço nessa direção em Ibri (2020a, volume I

desta obra, cap. II).

↩

388. Cf. Ibri, 2020a, volume I desta obra, cap. II.

↩

389. Ver também Mayorga (2013) e Maddalena (2010).

↩

390. CP 7.527; CP 1.426.

↩

391. Ver a esse respeito Houser (1998).

↩

392. Consultar também Liszka (2012) e Parker (2003).

↩

393. Cf. Stuhr (1994).

↩

394. Cf. Boero (2013).

↩

395. Cf. Hausman (1979).

↩

396. Consultar a esse respeito CP 5.257.

↩

397. Fragmento 123.

↩

398. CP 5.358–387; EP 1, p. 109–123; W 3, p. 242–257.

↩

399. A Teoria das Crenças de Peirce é abordada também no cap. XI

deste volume.

↩

400. Já os havia classificado assim em Ibri, 2020a, volume I desta

obra, cap. X.

↩

401. Kant, 1978, A5, B9.

↩

402. CP 8.272 (neste caso, ver trechos referenciados nas notas 240,

299 e 239 deste volume).

↩

403. EP 1, p. 117–118; W 3, p. 251.

↩

404. CP 1.613.

↩

405. EP 1, p. 109–123; W 3, p. 242–257.

↩

406. Cf. Misak (1991, 2002).

↩

407. Esse entendimento ético da cientificidade não parece ter sido

apreendido por Apel (1981), que acusa Peirce de praticar uma filosofia cientificista.

↩

408. Hegel, 1976, § 16.

↩

409. CP 1.25.

↩

410. Consultar a esse respeito CP 4.172 e também CP 5.526–532;

7.209.

↩

411. Acerca do conceito de continuidade em Peirce, consultar, por

exemplo, Moore (2007) e, em outra perspectiva, Lane (2011).

↩

412. Cf. Ibri, 2015a, p.112.

↩

413. CP 6.265; EP 1, p. 348; W 8, p. 180–181. Passagem, a

propósito, citada também nos capítulos III e V deste volume,

nos trechos referenciados nas notas 88 e 188. Sua redundância aqui cumpre o papel de ênfase na argumentação.

↩

414. O conceito de nostalgia aparece na obra de Schelling como

uma espécie de obscura saudade intransitiva em relação ao Absoluto, origem de todo o Universo.

↩

415. Cosmicamente, o Acaso está sempre atuante junto com a Lei.

↩

416. CP 1.191.

↩

417. CP 1.613, grifos do original.

↩

418. CP 5.433.

↩

419. CP 5.358–387; EP 1, p. 109–123; W 3, p. 242–257.

↩

420. Schiller, 1982.

↩

421. Schopenhauer, 1969, Livro Terceiro.

↩

422. Este capítulo é uma versão revista do texto de minha autoria:

Semiótica e Pragmatismo: Interfaces Teóricas, publicado originalmente em: Cognitio, São Paulo, v. 5, n.2, p. 168–179, 2004.

↩

423. Em NEM III 2, p. 161, Peirce declara: “Li todo trabalho da

escolástica medieval que pude encontrar, depois de ler tudo, de natureza lógica ou filosófica, que foi preservado dos gregos”.

↩

424. Ao menos no que se refere a um ceticismo metodológico, como

o cartesiano.

↩

425. N II, p.19, grifos meus.

↩

426. Cf., por exemplo, CP 5.457.

↩

427. CP 1.560. Sobre este ponto, examinar Raposa (1984). As

relações entre Peirce e Duns Scotus são objeto da obra de Boler (1963).

↩

428. CP 5.470.

↩

429. Cf. Thibaud, 1975, p. 84–85.

↩

430. Confira-se Parker (2003) e Santaella (1992, caps. 5 e 6). No

âmbito desta classificação, Hantzis (1987) aborda as ciências constituintes da filosofia.

↩

431. Em trabalho anterior, efetuei uma análise detalhada do conceito

peirciano de realidade. Vide Ibri (2015a, cap. 2).

↩

432. NEM III 1, p.165, grifos meus.

↩

433. NEM III 2, p. 881, grifos meus.

↩

434. N I, p. 73, grifos meus. Ver também, CP 1.16, 1.26 e 8.12.

↩

435. Esta imperfeição da relação de correspondência é um dos eixos

da doutrina peirciana do Falibilismo.

↩

436. CP 5.549–573. Singer (1985), parece-me se equivocar ao supor

equivalência entre ficção e realidade porque ambas são capazes de fixar crenças. Ora, segundo Peirce, somente o verdadeiro fixa crenças e, estrito senso, não se pode falar em verdade no universo da ficção.

↩

437. Exemplarmente, cite-se Margolis (1993, p. 300-302).

↩

438. N III, p. 86, grifos meus.

↩

439. Em Ibri, 2015a, cap. 4, p. 96-105, realizo a análise desta teoria

que Peirce denomina Sinequismo, do grego synechés, contínuo.

↩

440. CP 5.48.

↩

441. CP 5.436. Armstrong (1980, vol. 2, p. 80-81), sem a relação

Realismo-Sinequismo na obra do autor, classifica-a como um

positivismo dialético (sic). Peirce sempre foi um crítico do positivismo comteano (vide, por exemplo, CP 5.597) e não se encontra em sua filosofia quaisquer traços explícitos ou não da dialética de extração hegeliana.

↩

442. NEM IV, p. 343; passagem, a propósito, citada também no

capítulo V deste volume, em trecho referenciado na nota 187 .

↩

443. CP 1.26, citação, a propósito, já constante no trecho

referenciado na nota 367 deste volume. Ela redunda aqui como ênfase à ideia em desenvolvimento.

↩

444. Cf. Ibri, 2020a, volume I desta obra, cap. VIII.

↩

445. Denominada por Peirce de Tiquismo, do grego Tyché, Acaso.

Esta doutrina, a propósito, tem sido alvo de interpretações equivocadas, a exemplo de Cosculluela (1992), para quem o Acaso pode ser subsumido ao cruzamento (sic) de duas cadeias causais.

↩

446. Max Born (1951, p. 19), um dos pais da ciência contemporânea,

afirmou: “De fato, os desenvolvimentos mais recentes na física quântica, mostraram que devemos abandonar a ideia de leis estritas e que todas as leis da Natureza são realmente leis do acaso.”

↩

447. Em Krüger (1990, vol.1, p. 53; vol. 2, p. 376), encontram-se as

seguintes passagens: “Em 1890 encontramos a primeira afirmação filosoficamente séria do indeterminismo moderno. O autor foi o impertinente (sic) C. S. Peirce e, de início, dificilmente alguém o levou muito a sério”; e também, “Alguns cientistas e filósofos converteram-se a uma visão do mundo fundamentalmente indeterminista ou probabilista, bem antes e independentemente da teoria quântica (por exemplo: os matemáticos Emile Borel e Richard von Mises, os físicos Franz Exner e Marian von Smoluchowski e os filósofos Charles S.

Peirce e Hans Reichenbach, para mencionar apenas algumas das mais proeminentes figuras).”

↩

448. Popper, 1972, p.199, conforme trecho referenciado na nota 83

deste volume.

↩

449. Cf. Ibri, 1999.

↩

450. Cf. Ibri, 2015a, p. 81–85.

↩

451. NEM III 2, p. 897. Almeder (1982) supõe incompatíveis as

teorias da correspondência da verdade e o Falibilismo. Contudo, deve-se ressalvar que na obra deste autor não se encontra explícita a consideração de que a correspondência é meramente aproximada, como convém a uma filosofia indeterminista e evolucionista como a de Peirce.

↩

452. NEM III 1, p. 165, grifos meus.

↩

453. CP 5.503; 6.349; NEM III 1, p. 882.

↩

454. Ressalvadas as diferenças entre os conceitos aristotélico e

peirciano. Peirce frequentemente utiliza aqueles termos tão somente à luz desta relação particular-geral.

↩

455. Conforme já considerei em Ibri, 2015a, cap. 1.

↩

456. Cf. Ibri, 2015a, p. 157, onde propus três possíveis formulações

da máxima do Pragmatismo no âmbito da Metafísica.

↩

457. A exemplo do que afirma Michael (1988, p. 346): “Isto nos traz

um importante conflito na filosofia de Peirce. Peirce, como um falibilista, não aceita qualquer princípio como absoluto. Mas a máxima pragmática, interpretada como um critério de significação parece ser apenas isto, um princípio absoluto”. O princípio da máxima do Pragmatismo é, a meu ver, condição primeira para a possibilidade de qualquer realidade e sua

cognição como positividade: a interioridade tem que se fazer fenômeno como exterioridade. Daí decorre sua possibilidade no plano do significado.

↩

458. Examinar carta do autor a William James datada de 25/12/1909

(NEM III 2, p. 872–874). Neste mesmo volume (p. 885, 1908), Peirce afirma ser a teoria dos grafos sua “chef d'oeuvre”.

↩

459. Analisei também estas doutrinas em Ibri, 2015a, p. 80–82 e 87–

96.

↩

460. Cf. Ibri, 2015a, cap. 5.

↩

461. CP 1.316, 5.47; 5.212.

↩

462. CP 5.311.

↩

463. NEM IV, p. 140.

↩

464. CP 6.53 e 1.160, grifos meus.

↩

465. Barrow; Silk, 1988, p. XI.

↩

466. Em CP 6.612, Peirce afirma: “o acaso, seja ele absoluto ou não,

não é mera criatura de nossa ignorância. Ele é aquela diversidade e variedade das coisas e eventos que a lei não prevê.”

↩

467. Em Barrow; Silk (1988, p. 171), ainda se lê: “A quebra das

simetrias entre as diferentes forças fundamentais é uma manifestação da chamada quebra espontânea da simetria. Intrigante neste fenômeno é o fato de ele ilustrar como as leis simétricas, incorporadas em equações podem levar a resultados assimétricos”.

↩

468. N III, p. 124.

↩

469. CP 7.46.

↩

470. CP 2.444, grifos meus.

↩

471. Cf. Ibri, 2020a, volume I desta obra, cap. VIII. Veja-se também

para esta relação o excelente capítulo 2 de Hausman (1993).

↩

Você terminou Semiótica e Pragmatismo: Interfaces Teóricas, Volume 2

Ivo Assad Ibri

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