Técnico e Analista: Questões Comentadas
PORTUGUÊS - Cauê Hagio Nogueira de Lima e Wallace Ricardo Magri
Este capítulo é longo, por isso está dividido em 5 partes.
português
Cauê Hagio Nogueira de Lima
Bacharel e licenciado em Letras pela FFLCH/USP. Mestre em Educação pela FE/USP. Bacharel em
Direito pela FMU. Especialista em Direito Penal pela FMU. Professor de Redação de cursos
preparatórios como Objetivo e Marcato. Professor da Escola da Magistratura do Trabalho da 2ª Região.
Professor de Redação e Linguagem Jurídica da FMU. Advogado criminalista.
Wallace Ricardo Magri
Professor de Redação Forense no IDEJUR. Professor de Português e Linguagem Jurídica e Filosofia
do Direito na FMU e no Curso Saraiva OAB. Doutor e Mestre em Semiótica e Linguística Geral pela
FFLCH/USP. Bacharel em Direito pela FMU.
I – ORTOGRAFIA OFICIAL
1. (ANALISTA JUD. – TRE/PR – FCC – 2011) A frase correta do ponto de vista da grafia é:
a) Era grande a insidência de casos de enjoo quando era servido aquele alimento, por isso o episódio não foi tratado como exceção, atitude que garantiu o êxito das providências. b) Em meio a tanta opulência da mansão leiloada, encontrou a geringonça que, tratada criativamente por ele, garantiu por anos seu apoio a entidades beneficientes. c) Seus gestos desarmônicos às vezes eram mal compreendidos, mas seu jeito afável de falar, sem resquícios de mágoa, revelava sua intenção de restabelecer a paz entre os familiares. d) Defendeu-se dizendo que nunca pretendeu axincalhar ninguém, mas as suas caçoadas realmente humilhavam e incitavam à malediscência.
e) Sempre ansiosos, desenrolaram no saguão apinhado a faixa com que brindavam os recém-formados, com os seguintes dizeres: “Viagem bastante e divirtam-se, nobres doutores”. 2. (ANALISTA JUD. – TRE/PR – FCC – 2011) Considerado o padrão culto escrito, a frase que NÃO exige correção é: a) No memorial do professor está registrado que ingressou para a universidade em idade inferior à determinada pela lei.
b) O fato que o acusado se recusa a dar detalhes é o que mais pesará na decisão dos jurados. c) O movimento que me filiei nos anos 70 foi grandemente responsável pela renovação da pintura no Brasil.
d) Esta é, enfim, a parca remuneração da qual arco totalmente com as despesas da casa. e) Os valores por que tantos lutaram e morreram não serão jamais esquecidos, pois nossa geração se dedicará a relembrá-los a cada passo.
3. (ANALISTA JUD. – TRE/PR – FCC – 2011) A frase construída em conformidade com o padrão culto escrito é: a) Qualquer que sejam os motivos alegados pela comissão para justificar o atraso, lhe devem ser repassadas as anotações acerca dos itens em que houve perda do prazo de entrega anteriormente acordado.
b) Demos a eles a notícia que mais almejam e passeamos nosso olhar sobre seus semblantes: o que veremos surpreenderá, pois será muito mais do que alguém possa supor. c) O empreiteiro jura que reconstróe a laje danificada em poucos dias, mas existe, na avaliação do engenheiro e do arquiteto, sérias dúvidas quanto à possibilidade de isso ser possível. d) Pelo que tudo indica, os responsáveis pela empresa hão de questionar a advertência que lhes foi feita pelo setor de cobranças, que, durante dias, os procurou para tratar do assunto em pendência. e) Registram-se em livros de história que aqueles artesãos eram bastante hábeis com as ferramentas que eles mesmo produziam, o que lhes garantiu a fama de burilar com criatividade qualquer tipo de material.
II – ACENTUAÇÃO GRÁFICA
No que se refere à organização das ideias e a aspectos linguísticos e gramaticais do texto abaixo, julgue os itens subsequentes. 1 Os países com economias pujantes e estáveis e uma distribuição de renda relativamente equitativa entre
seus habitantes tendem a ser menos vulneráveis – social e 4 politicamente – que os países pobres, economicamente instáveis e com distribuição interna de riquezas
fortemente desigual. O aumento significativo da desigualdade econômica 7 e social dentro dos países ou entre eles reduzirá as possibilidades de paz. Evitar ou controlar a
violência armada interna depende ainda mais, contudo, dos poderes e da 10 efetividade do desempenho dos governos nacionais e da sua legitimidade perante a maioria dos
habitantes dos respectivos países. Nenhum governo pode, hoje, dar por garantida a 13 existência de uma população civil desarmada ou o grau de ordem pública há tanto tempo vigente em
grande parte da Europa. Nenhum governo está, hoje, em condições de ignorar 16 ou eliminar minorias internas armadas. No entanto, o mundo está cada vez mais dividido em países
capazes de administrar seus territórios e seus cidadãos – mesmo quando afetados, 19 como estava o Reino Unido, durante décadas, por ações armadas efetuadas por um inimigo interno – e
um número crescente de territórios cujo entorno é demarcado por fronteiras 22 oficialmente reconhecidas, com governos nacionais que flutuam entre a debilidade, a corrupção e a
não existência.Essas áreas produzem lutas internas sangrentas e conflitos 25 internacionais, como o que temos visto na África central. Não há, apesar de tudo, perspectivas
imediatas de melhoras duradouras nessas regiões, e a continuação do enfraquecimento 28 dos governos centrais nos países instáveis assim como o prosseguimento da balcanização do mapa do
mundo sem dúvida provocarão um aumento do perigo de conflitos 31 armados.
Um prognóstico possível: no século XXI, as guerras provavelmente não serão tão mortíferas quanto o
foram no
34 século XX. Mas a violência armada, gerando sofrimentos e perdas desproporcionais, persistirá,
onipresente e endêmica –ocasionalmente epidêmica –, em grande parte do mundo. 37 A perspectiva de um século de paz é remota.
(Eric Hobsbawm. Globalização, democracia e terrorismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p.
34-5 (com adaptações).)
4. (ANALISTA JUD. DIR. – TJ/ES – CESPE – 2011) Subentende-se, pelas relações de sentido que se estabelecem no texto, que a expressão “Essas áreas” (R.24) retoma, por coesão, “territórios cujo entorno é demarcado por fronteiras oficialmente reconhecidas, com governos nacionais que flutuam entre a debilidade, a corrupção e a não existência” (R.21-23).
( ) Certo espaco ( ) Errado
5. (ANALISTA JUD. DIR. – TJ/ES – CESPE – 2011) No trecho “Mas a violência armada, gerando sofrimentos e perdas desproporcionais, persistirá, onipresente e endêmica – ocasionalmente epidêmica –, em grande parte do mundo” (R.34-36), estariam mantidos o sentido e a correção gramatical do texto caso fosse suprimida a vírgula que precede a expressão “em grande parte do mundo”.
( ) Certo espaco ( ) Errado
6. (ANALISTA JUD. DIR. – TJ/ES – CESPE – 2011) Subentende-se da argumentação do texto que, no século XX, a violência atingiu de forma indiscriminada países economicamente estáveis e instáveis, mas, no século XXI, ela será agravada e restrita às regiões balcanizadas de países economicamente instáveis. ( ) Certo espaco ( ) Errado
7. (ANALISTA JUD. DIR. – TJ/ES – CESPE – 2011) Infere-se da leitura do texto que a garantia de paz resulta da capacidade de os governos se certificarem do desarmamento da população civil.
( ) Certo espaco ( ) Errado
8. (ANALISTA JUD. DIR. – TJ/ES – CESPE – 2011) Os vocábulos “países” e “áreas” são acentuados de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. ( ) Certo espaco ( ) Errado
9. (ANALISTA JUD. DIR. – TJ/ES – CESPE – 2011) No trecho “Nenhum governo pode, hoje, dar por garantida a existência de uma população civil desarmada ou o grau de ordem pública” (R.12-14), estaria mantido o sentido do texto caso o termo “garantida” fosse substituído por garantidos.
( ) Certo espaco ( ) Errado
III – FLEXÃO NOMINAL E PRONOMINAL
Com referência às ideias e às estruturas linguísticas empregadas no texto abaixo, julgue os itens subsequentes.
1 Embora pareça absurdo, por muito tempo os exercícios físico-militares fizeram parte dos currículos
das escolas civis brasileiras. Isso ocorreu na passagem do século 4 XIX para o XX, período marcado por uma grande tensão política e militar entre as nações europeias, e
que levou àPrimeira Guerra Mundial. Os exercícios físico-militares eram 7 ensinados por professores e militares e tinham como objetivo preparar os alunos para que pudessem
defender a nação em conflitos armados no futuro. 10 A prática dos exercícios físico-militares nas escolas fazia parte de uma filosofia educacional
geralmente desconhecida por regentes e pais. Alguns desses acreditavam 13 que seus filhos corriam o risco de ter de entrar para a carreira militar por estarem participando dessas
aulas nas escolas.Também havia aqueles que não viam qualquer sentido ou 16 utilidade nos exercícios. Outros apontavam os riscos para a saúde de crianças e jovens, especialmente
por inexistirem espaços físicos para a realização das atividades. 19 A falta de militares, professores mal preparados e a oposição dos pais criaram dificuldades para a
realização dos exercícios nas escolas brasileiras. Havia um sentimento 22 generalizado de que essas atividades representavam a formação de um espírito belicista, estranho à
realidade brasileira. Em meados do século XX, esses exercícios caíram em desuso nas 25 escolas. O fim da Segunda Guerra Mundial e a necessidade de se estabelecer um ambiente mais
pacífico entre as nações certamente contribuíram muito para isso.
(Revista de História da Biblioteca Nacional, ano 6, n. 62, p. 74-7 (com adaptações).)
10. (ANALISTA JUD. – STM – CESPE – 2011) No trecho “Em meados do século XX, esses exercícios caíram em desuso nas escolas” (R.23-25), a vírgula está empregada como marca de estilo e pode ser omitida sem que haja prejuízo para a correção gramatical do período.
( ) Certo espaco ( ) Errado
11. (ANALISTA JUD. – STM – CESPE – 2011) O pronome demonstrativo “aqueles” (R.15) substitui “regentes e pais” (R.12). ( ) Certo espaco ( ) Errado
12. (ANALISTA JUD. – STM – CESPE – 2011) Infere-se do texto que os profissionais que ministravam aulas nas escolas brasileiras tinham formação pedagógico-militar.
( ) Certo espaco ( ) Errado
13. (ANALISTA JUD. – STM – CESPE – 2011) No texto, estabelece-se uma relação entre a ocorrência das duas guerras mundiais e o surgimento e o desaparecimento de exercícios físico-militares nas escolas brasileiras. ( ) Certo espaco ( ) Errado
14. (ANALISTA JUD. – STM – CESPE – 2011) Não haveria prejuízo para a informação histórica apresentada no texto caso a expressão “Embora pareça absurdo” (R.1) fosse suprimida.
( ) Certo espaco ( ) Errado
15. (ANALISTA JUD. – STM – CESPE – 2011)
O vocábulo “especialmente” (R.17) pode ser substituído por sumamente sem prejuízo para o sentido pretendido no texto.
( ) Certo espaco ( ) Errado
16. (ANALISTA JUD. – STM – CESPE – 2011) O texto filia-se ao gênero informativo, o que justifica a predominância do emprego de linguagem denotativa.
( ) Certo espaco ( ) Errado
Atenção: Para responder às questões de números 17 a 22, considere o texto abaixo.
Assim como os antigos moralistas escreviam máximas, deu-me vontade de escrever o que se poderia chamar de mínimas, ou seja, alguma coisa que, ajustada às limitações do meu engenho, traduzisse um tipo de experiência vivida, que não chega a alcançar a sabedoria mas que, de qualquer modo, é resultado de viver.
Andei reunindo pedacinhos de papel em que estas anotações vadias foram feitas e ofereço-as ao leitor, sem que pretenda convencê-lo do que penso nem convidá-lo a repensar suas ideias. São palavras que, de modo canhestro, aspiram a enveredar pelo avesso das coisas, admitindo-se que elas tenham um avesso, nem sempre perceptível mas às vezes curioso ou surpreendente.
C. D. A.
(Carlos Drummond de Andrade. O avesso das coisas [aforismos]. 5. ed. Rio de Janeiro: Record,
2007, p. 3.)
17. (ANALISTA JUD. – TRT/1ª REGIÃO – FCC – 2011) Nas palavras que prefaciam sua obra, Carlos Drummond a) compara-se aos antigos moralistas por também preconizar, em seus escritos, normas de comportamento.
b) desqualifica a produção de antigos moralistas ao chamar de “mínimas” o que eles denominavam “máximas”.
c) assume, bem humorado, não ter a sabedoria de traduzir em palavras a sua experiência, que, em si, gera conhecimento elevado.
d) deixa entrever seu entendimento de que qualquer vivência produz justo conhecimento, até as tímidas ou desajeitadas, até as não convencionais.
e) defende a exploração de ângulos obscuros da vida, lugar em que, de modo secreto, se agasalham as verdades que constituem a legítima sabedoria.
18. (ANALISTA JUD. – TRT/1ª REGIÃO – FCC – 2011) Está traduzida corretamente a seguinte expressão do texto: a) os antigos moralistas escreviam máximas / os filósofos da Antiguidade compunham poemas didáticos.
b) alguma coisa que, ajustada às limitações do meu engenho / algo que se ajustasse exclusivamente à minha capacidade criativa.
c) em que estas anotações vadias foram feitas / nos quais estes breves e casuais escritos foram registrados.
d) sem que pretenda convencê-lo do que penso / negando que ele aceite meus pensamentos. e) São palavras que [...] aspiram a enveredar pelo avesso das coisas / são termos que concretizam o desejo de desnudar só o lado nocivo das coisas.
19. (ANALISTA JUD. – TRT/1ª REGIÃO – FCC – 2011) Sobre o que se tem no texto, afirma-se com correção: a) o emprego de Andei colabora para que se imprima à frase um aspecto durativo, tal como ocorre em “Anda a reclamar de tudo, depois que ele viajou”. b) a expressão ou seja introduz explicação acerca do que seria a vontade de escrever. c) o segmento o que se poderia chamar de mínimas expressa possibilidade bastante improvável, dado o caráter aleatório do nome proposto.
d) se a expressão pedacinhos de papel fosse substituída por uma única palavra, estaria correto o emprego de “papelzinhos”.
e) reorganizando a frase ajustada às limitações do meu engenho, ela estaria correta assim “ajustada à mim, se for levado em conta as limitações do meu engenho”.
20. (ANALISTA JUD. – TRT/1ª REGIÃO – FCC – 2011) ... que não chega a alcançar a sabedoria mas que, de qualquer modo, é resultado de viver. Iniciando o segmento acima com “que, de qualquer modo, é resultado de viver”, a sequência que preserva o sentido original e a correção é:
a) porém não chega a alcançar a sabedoria. d) considerando que não chega a alcançar a sabedoria. b) ainda que não chegue a alcançar a sabedoria. e) sendo o caso que não chegue a alcançar a sabedoria. c) e não chega assim a alcançar a sabedoria.
21. (ANALISTA JUD. – TRT/1ª REGIÃO – FCC – 2011) ...em que estas anotações vadias foram feitas...
Observando o contexto em que a frase acima foi empregada, a sua transposição para a voz ativa produz corretamente a seguinte forma verbal:
a) fizeram-se. espaco b) tinha feito. espaco c) fiz. espaco d) faziam. espaco e) poderia fazer.
22. (ANALISTA JUD. – TRT/1ª REGIÃO – FCC – 2011) ...admitindo-se que elas tenham um avesso...
Respeitando a situação em que foi empregada a frase acima, a ÚNICA reformulação INCORRETA para o segmento destacado é:
a) no caso de se admitir que. d) visto que é patente que. b) caso se admita que. e) aceitando como hipótese que. c) tomando-se como pressuposto que.
IV – PRONOMES: EMPREGO, FORMAS DE TRATAMENTO E COLOCAÇÃO
23. (ANALISTA JUD. – TRE/PR – FCC – 2011) A frase que respeita o padrão culto escrito é:
a) Tudo que fizeram afim de angariar a simpatia do diretor pela proposta não deu bons frutos, por isso não lhes restaram, conforme estavam todos de acordo, outra idéia a não ser agregar valor ao projeto inicial.
b) Os jornalistas não creem que existam documentos espúrios em meio àqueles já examinados, e isso por que já haviam feito cuidadosa checagem, todavia, a transparência impondo, voltarão a tarefa de imediato. c) A questão ficou cada vez mais descaracterizada quando, logo depois da visita o antropólogo defendeu que aquelas dificuldades não se restringiam para as nações indígenas daquela região, sendo mais universal.
d) A manutenção e apoio ao grupo de escoteiros dependem dele aceitar a contrapartida dos empresários, que não é, aliás, nada abuso, visto que eles executam as tarefas solicitadas cotidianamente, sem desgaste exaustivo.
e) Não obstante a grande aprovação recebida pelos candidatos da legenda, não se ignora que, se não revirem suas plataformas, cujas bases têm fragilidades que só há pouco os analistas expuseram, sairão lesados em futuro bem próximo.
Atenção: As questões de números 24 a 26 referem-se ao texto abaixo.
Rita
No meio da noite despertei sonhando com minha filha Rita. Eu a via nitidamente, na graça de seus cinco anos.
Seus cabelos castanhos – a fita azul – o nariz reto, correto, os olhos de água, o riso fino, engraçado, brusco...
Depois um instante de seriedade; minha filha Rita encarando a vida sem medo, mas séria, com dignidade.
Rita ouvindo música; vendo campos, mares, montanhas; ouvindo de seu pai o pouco, o nada que ele sabe das coisas, mas pegando dele seu jeito de amar – sério, quieto, devagar.
Eu lhe traria cajus amarelos e vermelhos, seus olhos brilhariam de prazer. Eu lhe ensinaria a palavra cica, e também a amar os bichos tristes, a anta e a pequena cutia; e o córrego; e a nuvem tangida pela viração.
Minha filha Rita em meu sonho me sorria – com pena deste seu pai, que nunca a teve.
(Rubem Braga. 200 Crônicas escolhidas. 13. ed. Rio de Janeiro. Record, 1998, p. 200.)
24. (ANALISTA JUD. – TRT/8ª REGIÃO – FCC – 2010) O emprego de um mesmo tempo e modo verbal em traria, brilhariam e ensinaria, no penúltimo parágrafo do texto,
a) indica que tais ações foram efetivamente realizadas enquanto a filha do autor ainda vivia, isto é, antes da morte dela aos cinco anos de idade.
b) denota o desejo do autor de ver tais ações realizadas no futuro, quando a filha atingir a idade de cinco anos.
c) enfatiza a tristeza do autor por não ter mais a guarda da criança, o que é revelado apenas no último parágrafo do texto.
d) sugere que o sonho nada mais é que a lembrança de ações recém-realizadas durante o estado de vigília do autor.
e) antecipa a revelação feita no último parágrafo de que a filha do autor nunca existiu, sendo tais ações apenas hipotéticas.
25. (ANALISTA JUD. – TRT/8ª REGIÃO – FCC – 2010) ... na graça de seus cinco anos. (primeiro parágrafo) ... e a nuvem tangida pela viração. (penúltimo parágrafo) As palavras grifadas nas frases transcritas acima têm, respectivamente, o sentido de a) dádiva e calmaria.
b) encanto e brisa marinha.
c) gratuidade e vento forte.
d) alegria e mudança do clima.
e) inocência graciosa e tempestade.
26. (ANALISTA JUD. – TRT/8ª REGIÃO – FCC – 2010) ... com pena deste seu pai, que nunca a teve. (último parágrafo) O pronome relativo grifado na frase acima está também presente na seguinte frase: a) Com frequência, o sonho nada mais é que a realização de nossos mais recônditos desejos. b) É de se perguntar que outro dilema poderia ter recebido expressão poética tão saborosa: “Filhos? Melhor não tê-los! Mas se não os temos, como sabê-lo?” c) Tornou-se difícil encontrar nos jornais crônicas que não tenham como tema a política ou a economia, isto é, crônicas propriamente ditas.
d) Muitos já notaram que as crônicas de Rubem Braga são verdadeiros poemas em prosa. e) Talvez não haja nada mais ambivalente que a maternidade ou a paternidade, com sua teimosa mistura de risos e lágrimas.
Com referência ao texto abaixo, julgue os próximos itens. 1 Na era das redes sociais, algumas formas de comunicação arcaicas ainda dão resultado. O canadense
Harold Hackett que o diga. Morador da Ilha Príncipe Eduardo, uma 4 das dez províncias do Canadá, ele enviou mais de 4.800 mensagens em uma garrafa e recebeu 3.100
respostas de pessoas de várias partes do mundo. De acordo com a BBC, o 7 canadense envia as mensagens desde 1996. O seu método é simples. Harold utiliza garrafas de suco de
laranja e se certifica de que as mensagens estão com 10 data. Antes de enviá-las, checa o sentido dos ventos – que devem rumar de preferência para oeste ou
sudoeste. Algumas cartas demoraram 13 anos para voltar para ele. 13 As respostas vieram de regiões como África, Rússia,Holanda, Reino Unido, França, Irlanda e Estados
Unidos da América. Ele acabou fazendo amigos com as mensagens, 16 criando “vínculos” – recebeu até presentes e cartões de Natal. O canadense diz que continua adorando
se comunicar dessa maneira e afirma que o método chega a ser, muitas vezes, 19 mais “eficaz” do que a comunicação por Facebook e Twitter. Intencionalmente, nunca coloca o número
de telefone nas mensagens, para recebê-las de volta da mesma maneira.
(Amanda Camasmie. Canadense prova que comunicação em alto-mar é eficaz. In: Época Negócios.
Internet: <http://colunas.epocanegocios.globo.com> (com adaptações).)
27. (ANAL. MIN. ORÇAMENTO – MPE/PI – CESPE – 2011) Depreende-se do texto que enviar mensagens por meio de garrafas pode ser mais eficaz do que as enviar pelas redes sociais, porque remete a tempos antigos, trazendo à tona sentimentos mais primitivos de pertencimento.
( ) Certo espaco ( ) Errado
28. (ANAL. MIN. ORÇAMENTO – MPE/PI – CESPE – 2011) A forma pronominal “las”, em “enviá-las” (R.10), pode fazer referência tanto ao termo “garrafas” (R.8) quanto ao termo “mensagens” (R.9).
( ) Certo espaco ( ) Errado
29. (ANAL. MIN. ORÇAMENTO – MPE/PI – CESPE – 2011) O texto apresenta características narrativas e dissertativas. ( ) Certo espaco ( ) Errado 30. (ANAL. MIN. ORÇAMENTO – MPE/PI – CESPE – 2011) Na expressão “que o diga” (R.3), o termo “o” refere-se à ideia expressa no período anterior. ( ) Certo espaco ( ) Errado
31. (ANAL. MIN. ORÇAMENTO – MPE/PI – CESPE – 2011) As aspas foram empregadas no vocábulo “vínculos” (R.16) para indicar que esse vocábulo foi utilizado no texto de forma irônica.
( ) Certo espaco ( ) Errado
V – EMPREGO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS
Os fragmentos contidos nos itens seguintes, na ordem em que são apresentados, são trechos sucessivos e adaptados do livro Visão do Paraíso, de Sérgio Buarque de Holanda (São Paulo: Brasiliense, 2000, p. 315-25). Julgue-os quanto à correção gramatical.
32. (ANALISTA JUD. – STM – CESPE – 2011) Que a suposta longevidade dos índios fosse efeito dos bons céus, bons ares, boas águas de que desfrutavam eles, é o que a todos resulta patente. ( ) Certo espaco ( ) Errado
33. (ANALISTA JUD. – STM – CESPE – 2011) Como explicar segundo as ideias do tempo, o fato de não graçarem aqui antes da conquista, várias enfermidades já notórias ao europeu?
( ) Certo espaco ( ) Errado
34. (ANALISTA JUD. – STM – CESPE – 2011) Era coisa sabida que a ausência de tais enfermidades revelava não achar-se o ar corrupto nestes lugares pela ação da humidade e da podridão.
( ) Certo espaco ( ) Errado
35. (ANALISTA JUD. – STM – CESPE – 2011) Bons céus, constelações felizes, são atributos, esses, tão inevitáveis quanto os dos bons ares das narrativas elogiosas que os viajantes devotavam às terras ignotas. ( ) Certo espaco ( ) Errado
36. (ANALISTA JUD. – STM – CESPE – 2011) Só mesmo o apelo ao sobrenatural pode justificar o dom com que parecem dotados aqui os ares e os astros de extirparem um mal tão danado.
( ) Certo espaco ( ) Errado
37. (ANALISTA JUD. – STM – CESPE – 2011) Logo que a notícia chegou aos navios, foi como se uma verdadeira graça dos céus caísse sobre aqueles homens, nem faltou quem se sentisse curado só com ver as frutas. ( ) Certo espaco ( ) Errado
Texto para resolver as questões 38 a 41. Amizade de toda a vida
1 Não sei, não recordo quando e onde conheci Dorival Caymmi pela primeira vez e pela primeira vez
rimos juntos nossa alegria. Foi, com certeza, na Bahia, antes da partida do 4 clássico ita, levando-nos – ao aprendiz de compositor e ao aprendiz de escritor – para tentar exercer
nossos ofícios no Rio.Naquele tempo, quem quisesse um lugar ao sol tinha de 7 começar pelo sacrifício de sair de sua terra, a terra da Bahia,onde éramos livres adolescentes nos
mercados e nas praias. Só no Rio havia ambiente e oportunidade. 10 Na praia de Itapuã, nas malícias do Rio Vermelho, nas ladeiras da cidade antiga cresceu o menino
Dorival, filho de Seu Durval, modesto funcionário estadual, bom de violão e no trago. 13 Cresceu assim o moço Caymmi, na pesca, na serenata, na festa de bairro, no samba de roda, nos
terreiros de santo, vivendo cada instante de sua cidade e de sua gente, alimentando-se de 16 sua realidade e de seu mistério, preparando-se para ser seu poeta e seu cantor. Livre coração e o
desejo de criar. A música popular brasileira não era ainda assunto de gazetas, revistas e 19 festivais. O moço baiano, no entanto, não desejava nem o título de doutor nem o emprego público
prometido, queria tão somente compor e cantar. Teve de partir para ganhar a vida 22 difícil. Sendo seu tema a Bahia, sua vida, seu povo, seu drama,sua luta, seu mistério, sua poesia, seus
amores, a morena de
25 Itapuã e as rosas de abril, Iemanjá e o vento do oceano, a jangada e o saveiro, o mundo da Bahia, não
há uma frase sua,uma única, de música ou poesia, que seja circunstancial, que 28 derive da moda, de uma influência momentânea. Para Caymmi a moda não existe. Eu posso dizer,
posso testemunhar como ninguém. Juntos andamos um bom bocado 31 de caminho, juntos criamos alguma coisa, juntos começamos a envelhecer. Juntos fizemos teatro,
cinema, tratamos o livro e a partitura, tocamos a vida e o amor. Amizade de toda a vida, 34 “meu irmão, meu irmãozinho”.
(O escritor Jorge Amado publicou este texto, com o título O poeta e o mar, na coleção Nova História
da Música Popular Brasileira (Abril Cultural, 1970) com adaptações.)
38. (ANALISTA JUR. – PG/DF – IADES – 2011) Com base no texto, assinale a alternativa incorreta. a) A mudança de tempo verbal, com que o autor constrói o texto, dá ao leitor a sensação de uma conversa informal, de estar ouvindo o relato do autor.
b) Ao escrever um texto que conta parte da vida de Caymmi e de sua convivência com o mesmo, o autor produz um texto do gênero relatar, com características heterogêneas de narração e descrição. c) Caymmi não era levado por modismo, ou seja, não se deixava levar pelo momentaneamente comum. d) O ambiente, que existia no Rio de Janeiro, sugerido pelo texto, produz a imagem de um lugar onde a arte era melhor aceita e compreendida.
e) O aposto que encerra o texto enfatiza todo o carinho e a amizade existente entre o escritor e o compositor.
39. (ANALISTA JUR. – PG/DF – IADES – 2011) Assinale a alternativa incorreta.
a) Na linha 21, a preposição “de” tem valor semântico de conjunção integrante. b) Na linha 21, o vocábulo “para” introduz uma oração reduzida que expressa a finalidade do que se afirma na oração anterior.
c) A combinação do verbo com o adjunto adnominal, presentes na expressão “ganhar a vida difícil” (linhas 21 e 22), permite uma dupla interpretação. d) O último parágrafo é iniciado por um adjunto adverbial, pois introduz uma ideia em acordo com o que está sendo dito.
e) Há uma relação de sinonímia entre as construções “cresceu assim o moço Caymmi” (linha 13) e cresceu dessa forma o moço Caymmi.
40. (ANALISTA JUR. – PG/DF – IADES – 2011) Assinale a alternativa na qual a expressão de destaque não mantém o mesmo significado do vocábulo destacado em: “não há uma frase sua, uma única, de música ou poesia, que seja circunstancial, que derive da moda, de uma influência momentânea”.
a) “Seu amor em minha alma deriva de um sentimento incondicional, maior e mais forte que a própria vida.”
b) “Nosso amor está à deriva de um sentimento incondicional, perdido e vago em meio às tormentas.” c) “A confusão dos leitores pode ter sido gerada pela falsa impressão de que decapitar deriva de captar, que também tem origem latina e vem de captare.” d) “Sua formação deriva da criação pelo modesto funcionário estadual.” e) “A arte deriva da beleza que está nos olhos de cada um.”
41. (ANALISTA JUR. – PG/DF – IADES – 2011) A colocação pronominal no trecho “de seu mistério, preparando-se para ser seu poeta e seu cantor” justifica-se, pois é
a) sujeito anteposto ao verbo.
b) oração optativa.
c) verbo no infinitivo impessoal.
d) verbo na forma nominal do gerúndio.
e) oração coordenada.
Atenção: As questões de números 42 a 44 referem-se ao texto abaixo.
Setembro de 2005
Woody Allen acabou de montar Scoop − O grande furo. Agora vai tentar elaborar seu próximo filme, mas não sabe onde ele será feito. Londres foi um prazer inesperado, e ele pretendia fazer o terceiro filme seguido lá, mas o sucesso crítico e financeiro de Match Point deu origem a outras possibilidades.
− Vou esperar até ver Scoop para perguntar mais, mas você gostaria de fazer alguma observação?
− Tenho um papel no filme porque é uma comédia, automaticamente mais leve. Houve um tempo em que eu, mais jovem, estava ligado em comédia e pensava: Ah, isto é engraçado. Mas não sinto mais a mesma coisa. Foi divertido fazer Match Point e fiquei muito envolvido como espectador enquanto fazia o filme. Adorei o fato de não atuar nele, adorei o fato dele ser sério, e, quando foi lançado, me deu uma sensação boa, fiquei orgulhoso. Já por uma comédia, em especial uma comédia em que atuo, dificilmente eu me interesso.
(Adaptado de Eric Lax. Conversas com Woody Allen. Trad. José Rubens Siqueira. São Paulo, Cosac
Naify, 2009, p. 69.)
42. (ANALISTA JUD. – TRE/CE – FCC – 2011) ... e ele pretendia fazer o terceiro filme seguido lá... O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está em: a) Houve um tempo em que eu...
b) ... o sucesso crítico e financeiro de Match Point deu origem a outras possibilidades. c) ... mas você gostaria de fazer alguma observação? d) ... estava ligado em comédia...
e) Mas não sinto mais a mesma coisa.
43. (ANALISTA JUD. – TRE/CE – FCC – 2011) ... em especial uma comédia em que atuo...
O segmento grifado acima preenche corretamente a lacuna da frase: a) A trilha sonora ...... Philip Glass compôs para o filme Sonho de Cassandra é carregada de tensão. b) O estúdio musical ...... as trilhas sonoras de Woody Allen são gravadas já abrigou uma galeria de arte. c) A crítica ...... os cineastas deparam a cada filme costuma ser inócua para suas obras. d) Um filme ...... Woody Allen deve se orgulhar é Match Point. e) Diane Keaton é uma atriz ...... Woody Allen pôde contar diversas vezes.
44. (ANALISTA JUD. – TRE/CE – FCC – 2011) O livre comentário sobre o filme Match Point que foi redigido com clareza, correção e lógica está em: a) Com o grande sucesso de crítica e público alcançados quando foi exibido em Cannes, Match Point, a despeito de outros projetos realizados pelo cineasta, à medida em que obteve considerável retorno financeiro, configura-se, assim, como um dos filmes mais sombrios feito por Woody Allen. b) Match Point, um dos filmes mais sombrios de Woody Allen, cujo grande sucesso de crítica e público foram alcançados quando exibido em Cannes, a despeito de outros projetos realizados pelo cineasta, obteve considerável retorno financeiro.
c) Um dos filmes mais sombrios de Woody Allen, Match Point, cujo o grande sucesso de crítica e público seriam alcançados em sua exibição em Cannes, difere de outros projetos realizados pelo cineasta, conquanto obteve considerável retorno financeiro. d) Match Point, um dos filmes mais sombrios de Woody Allen, alcançou grande sucesso de crítica e público quando foi exibido em Cannes e, ao contrário de outros projetos realizados pelo cineasta, obteve considerável retorno financeiro.
e) A despeito de ser um dos filmes mais sombrios feitos por Woody Allen, quando foi exibido em Cannes Match Point, diferentemente de outros projetos realizados pelo cineasta, que obteve considerável retorno financeiro, alcança grande sucesso de crítica e público.
VI – VOZES DO VERBO
Atenção: As questões de números 45 a 47 referem-se ao texto abaixo.
Os filhos dos japoneses davam um duro danado, em poucos anos tinham feito muitas coisas, trabalho de um século. Na roça deles tinha tudo... Entravam na água e cortavam a juta, eram corajosos e disciplinados.
Vi vários deles, magros e tristes, na ilha das Ciganas, em Saracura, Arari, Itaboraí, e até no Paraná do Limão. Cortavam juta com um terçado, secavam as fibras num varal e depois as carregavam para a propriedade, onde eram prensadas e enfardadas; a maioria dos empregados morava em casebres espalhados em redor de Okayama Ken; quando adoeciam, eram tratados por um dos poucos médicos de Parintins, que uma vez por semana visitava os trabalhadores da propriedade.
(Cinzas do Norte. Milton Hatoum. São Paulo: Cia. das Letras, 2005, p. 71, com adaptações.)
45. (ANALISTA JUD. – TRT/8ª REGIÃO – FCC – 2010) Está INCORRETO o que se afirma em:
a) Segundo o narrador, os trabalhadores da propriedade em questão tinham acesso precário à saúde. b) O narrador deixa claro que admira os filhos dos imigrantes japoneses por trabalharem com afinco e eficiência.
c) A cultura da juta constitui um trabalho pesado, que envolve várias etapas de produção. d) No local descrito no texto, os trabalhadores são apresentados como pessoas de baixo poder econômico, embora com acesso aos meios de subsistência. e) A tristeza dos trabalhadores famélicos retratados no texto desperta emoções negativas com relação a eles no narrador do texto.
46. (ANALISTA JUD. – TRT/8ª REGIÃO – FCC – 2010) Os filhos dos japoneses em poucos anos tinham feito o trabalho de um século. Entravam na água e cortavam a juta, eram corajosos e disciplinados. O período acima está reescrito com correção, mantendo o sentido original, em: a) Corajosos e disciplinados, os filhos dos japoneses entravam na água e cortavam a juta, e em poucos anos tinham feito o trabalho de um século.
b) Os filhos dos japoneses corajosos e disciplinados, em poucos anos tinham feito o trabalho de um século, entravam na água e cortavam a juta.
c) Entravam na água e cortavam a juta, os filhos dos japoneses corajosos e disciplinados e em poucos anos tinham feito o trabalho de um século.
d) Os filhos dos japoneses, entravam na água, cortavam a juta, eram corajosos, disciplinados e tem feito o trabalho de um século em poucos anos.
e) Os filhos dos japoneses corajosos e disciplinados entravam na água e cortavam a juta, tinha sido feito o trabalho de um século em poucos anos.
47. (ANALISTA JUD. – TRT/8ª REGIÃO – FCC – 2010) ...secavam as fibras num varal e (...) as carregavam para a propriedade, onde eram prensadas e enfardadas...
Invertendo-se as vozes passiva e ativa da frase acima, a frase correta resultante será: a) As fibras eram secadas num varal e carregadas para a propriedade, onde a prensava e enfardava. b) As fibras secavam num varal e eram carregadas para a propriedade, onde lhes prensavam e enfardavam.
c) As fibras eram secas num varal e carregadas para a propriedade, onde as prensavam e enfardavam. d) As fibras secaram num varal e foram carregadas para a propriedade, onde lhes prensavam e enfardavam.
e) As fibras ficavam secando num varal e lhes carregavam para a propriedade, onde as prensavam e enfardavam.
Atenção: As questões de números 48 a 54 referem-se ao texto seguinte.
Os privilegiados da Terra
O fragmento de satélite artificial – só podia ser de satélite – caído sobre o povoado transformou de repente a vida dos moradores, que não chegavam a trezentos.
Repórteres e cinegrafistas cobriram o fato com o maior relevo. Não houve ninguém que deixasse de dar entrevista.
O fiscal do Governo apareceu para recolher o pedaço de coisa inédita, mas foi obstado pelo juiz de paz, que declarou aquilo um bem da comunidade. A população rendeu guarda ao objeto e jurou defender sua posse até o último sopro de vida.
A força policial enviada para manter a ordem aderiu aos moradores, pois seu comandante era filho do lugar. Acorreram turistas, pessoas dormiam na rua por falta de acomodação, surgiram batedores de carteira, que foram castigados, e começou a correr o boato de que aquele corpo metálico tinha propriedades mágicas.
Quem chegava perto dele seria fulminado se fosse mau-caráter; conquistava a eterna juventude se fosse limpo de coração; e certa ardência que se evolava da superfície convidava ao amor.
Não se desprendeu do satélite, diziam uns; veio diretamente do céu, emanado de uma estrela, alvitravam outros. De qualquer modo, era dádiva especial para o lugarejo, pois ao tombar não ferira ninguém, não partira uma telha, nem se assustaram os animais domésticos com sua vinda insólita.
Tudo acabou com o misterioso desaparecimento da coisa. Seus guardas foram tomados de letargia, e ao recobrarem a consciência viram-se despojados do grande bem. Mas tinham assimilado esse bem, e passaram a viver de uma alegria inefável, que ninguém poderia roubar-lhes. Eram os privilegiados da Terra.
(Carlos Drummond de Andrade, Contos plausíveis.)
48. (ANAL. CONTROLE EXT. – TCE/SE – FCC – 2011) O preceito moral que se deve concluir da leitura do texto encontra adequada formulação nesta frase: As coisas que efetivamente nos trazem benefícios
a) fazem-nos tão acomodados que passamos a viver desacreditando da existência de todo e qualquer mal. b) trazem-nos também os dissabores que passamos a experimentar quando já não contamos com elas. c) são as que nos legam o poder de desfrutá-los mesmo quando elas não mais se ofereçam ao nosso convívio.
d) são as que nos ensinam a desfrutá-los somente quando começamos a descrer deles. e) fazem-nos conscientes tanto da alegria que elas nos dão quanto das tristezas que podem nos causar.
49. (ANAL. CONTROLE EXT. – TCE/SE – FCC – 2011) Considerando-se o contexto, deve-se entender que o segmento sublinhado em a) só podia ser de satélite assegura a verdade de um fato que jamais suscitou qualquer dúvida. b) cobriram o fato com o maior relevo corresponde ao verbo relevar, tal como empregado em não sei se relevo tua falta.
c) declarou aquilo um bem da comunidade deve ser entendido no sentido de benefício. d) alvitravam outros relaciona-se ao nome alvitre , no sentido de sugestão. e) tudo acabou com o misterioso desaparecimento da coisa faz ver que todos os benefícios cessaram com o desaparecimento do objeto.
50. (ANAL. CONTROLE EXT. – TCE/SE – FCC – 2011) A presença do misterioso objeto provocou várias reações entre os moradores do vilarejo, que passaram, por exemplo, a
a) adotar rituais de fanática adoração diante da coisa. d) abandonar antigos hábitos religiosos. b) comprometer-se com sua permanente proteção. e) resistir às tentações mundanas e aos apelos do corpo.
c) condescender com os autores de pequenos delitos.
51. (ANAL. CONTROLE EXT. – TCE/SE – FCC – 2011) É preciso corrigir um equívoco de redação da seguinte frase: a) Não houve ninguém que se furtasse em dar entrevista. b) A força policial solidarizou-se com os moradores. c) Correu o boato de que o objeto contava com poderes sobrenaturais. d) Em nada perturbou os animais a aparição do exótico objeto. e) Afrouxou-se a vigilância dos guardas, acometidos por letargia.
52. (ANAL. CONTROLE EXT. – TCE/SE – FCC – 2011) Está plenamente adequada a articulação entre tempos e modos verbais na frase: a) O fiscal recolheria a coisa misteriosa, mas terá sido obstado pelo juiz de paz, que declarava ser aquilo um bem da comunidade.
b) Os policiais acabarão por aderir aos moradores, uma vez que seu comandante fosse oriundo daquele lugar.
c) Quem chegar perto da coisa viria a ser fulminado, fosse uma pessoa de mau-caráter. d) Se daquele objeto proveio algum mal, ele não seria considerado uma dádiva dos céus. e) Tomados que foram de estranha letargia, não se deram conta os guardas do sumiço do objeto.
53. (ANAL. CONTROLE EXT. – TCE/SE – FCC – 2011) As normas de concordância verbal estão observadas em: a) Nenhum dos moradores poderiam imaginar que caísse do céu aquele estranho objeto, que tantas influências acabariam por acarretar à vida do lugarejo. b) De repente, viu-se o lugar invadido por repórteres, turistas, curiosos, gente a quem movia irrefreáveis desejos de ver de perto a coisa que viera do céu. c) Aos moradores jamais poderiam ocorrer que os policiais se solidarizassem com eles, mesmo considerando que o comandante ali havia nascido. d) Das propriedades mágicas do objeto não advinha mal algum, pelo contrário: só trazia benefícios aos que dele se acercassem, apenas luzes benéficas irradiava. e) Muitos moradores chegaram a pensar que, com o desaparecimento do objeto, também haveriam de desaparecer o que suas propriedades mágicas lhes propiciavam.
54. (ANAL. CONTROLE EXT. – TCE/SE – FCC – 2011) Está plenamente adequada a transposição de uma voz verbal para outra no segmento: a) transformou de repente a vida dos moradores = a vida dos moradores fora de repente transformada b) Repórteres e cinegrafistas cobriram o fato = o fato foi cobrido por repórteres e cinegrafistas c) foi obstado pelo juiz de paz = obstou-o o juiz de paz d) ao tombar não ferira ninguém = ninguém se ferira ao tombar e) foram tomados de letargia = tomaram-se de letargia
VII – CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
55. (ANALISTA JUD. – TRE/RN – FCC – 2011) Embora pudesse estar estampada na primeira página de um jornal, a manchete fictícia que traz deslize quanto à concordância verbal é:
a) Economistas afirmam que em 2011 haverá ainda mais oportunidades de emprego na indústria e no comércio do que em 2010.
b) “Os que insistem na minha culpa haverão de se arrepender pela injustiça cometida”, declara o secretário exonerado.
c) Expectativas em relação ao aumento da inflação faz bolsas caírem ao menor nível este ano. d) Crescem no Brasil a venda e o comércio de produtos importados ilegalmente. e) “Ergueram-se mais edifícios nos últimos dois anos do que nos cinco anos anteriores”, constata estudo sobre o mercado imobiliário.
Atenção: As questões de números 56 a 63 referem-se ao texto que segue.
O poder nuclear e a civilização
Considerando que nosso futuro será, em grande parte, determinado por nossa atitude perante a questão nu clear, é bom nos perguntarmos como chegamos até aqui, com o poder de destruir a civilização. O que isso nos diz sobre quem somos como espécie?
Nossa aniquilação é inevitável ou será que seremos capazes de garantir nossa sobrevivência mesmo tendo em mãos armas de destruição em massa? Infelizmente, armas nucleares são monstros que jamais desaparecerão. Nenhuma descoberta científica “desaparece”. Uma vez revelada, permanece viva, mesmo se condenada como imoral por uma maioria. O pacto que acabamos por realizar com o poder tem um preço muito alto. É irreversível. Não podemos mais contemplar um mundo sem armas nucleares. Sendo assim, será que podemos contemplar um mundo com um futuro?
O medo e a ganância – uma combinação letal – trouxeram-nos até aqui. Por milhares de anos, cientistas e engenheiros serviram o Estado em troca de dinheiro e proteção. Cercamo-nos de inimigos reais ou virtuais e precisamos proteger nosso país e nossos lares a qualquer preço. O patriotismo é o maior responsável pela guerra. Não é à toa que Einstein queria ver as fronteiras abolidas.
Olhamos para o Brasil, os Estados Unidos e a Comunidade Europeia, onde fronteiras são cada vez mais invisíveis, e temos evidência empírica de que a união de Estados sem fronteiras leva à estabilidade e à sobrevivência. A menos que as coisas mudem profundamente, é difícil ver essa estabilidade ameaçada. Será, então, que a solução – admito, extremamente remota – é um mundo sem fronteiras, uma sociedade de fato globalizada e economicamente integrada? Ou será que existe outro modo de garantir nossa sobrevivência a longo prazo com mísseis e armas nucleares apontando uns para os outros, prontos a serem detonados? O que você diz?
(Adaptado de Marcelo Gleiser, Folha de S.Paulo, 18-4-2010.)
56. (ANALISTA JUD. – TRT/9ª REGIÃO – FCC – 2010) Entre as razões que podem sustentar uma posição pessimista, no que toca ao futuro de uma civilização com o poder de se destruir, estão
a) a globalização político-econômica e o aferrado sentimento patriótico. b) a inevitabilidade de uma detonação nuclear e o protecionismo econômico. c) a permanência inexorável das armas nucleares e a exacerbação do patriotismo. d) a desintegração econômica dos Estados e o desejo de se abolirem as fronteiras. e) o pacto com o poder a qualquer preço e a iminência de uma globalização econômica.
57. (ANALISTA JUD. – TRT/9ª REGIÃO – FCC – 2010) Atente para as seguintes afirmações:
I. Diante da questão das fronteiras entre os Estados, a posição do autor do texto e a de Einstein, uma vez
confrontadas, acusam uma séria divergência.
II. A indagação anterior a O que você diz? é um exemplo de pergunta retórica. III. O autor não isenta cientistas e engenheiros da responsabilidade pelas consequências do emprego do
poder nuclear, mas não os vincula às razões de Estado.
Em relação ao texto, está correto APENAS o que se afirma em a) I. espaco b) II. espaco c) III. espaco d) I e II. espaco e) II e III.
58. (ANALISTA JUD. – TRT/9ª REGIÃO – FCC – 2010) Ao considerar que Nenhuma descoberta científica “desaparece”, o autor sugere que a) as evidências do progresso da ciência são tantas que não temos razões para colocá-lo em questão. b) nada se extingue no campo da ciência porque tudo obedece ao princípio básico da transformação. c) os cientistas têm razões éticas para alterar o rumo de descobertas que lhes pareçam nocivas. d) a ciência implica acumulação e preservação, e não o descarte das suas descobertas. e) a ciência, em seu processo de desenvolvimento, é imune à ingerência do poder político.
59. (ANALISTA JUD. – TRT/9ª REGIÃO – FCC – 2010) Nossa aniquilação é inevitável ou será que seremos capazes de garantir nossa sobrevivência mesmo tendo em mãos armas de destruição em massa? Na frase acima,
a) mesmo as tendo em mãos é correta alternativa de construção, com emprego pronominal. b) o termo ou expressa uma alternância repetitiva. c) o segmento mesmo tendo pode ser corretamente substituído por desde que tenhamos. d) ou será que a seremos capazes de garantir é correta alternativa de construção, com emprego pronominal.
e) o segmento Nossa aniquilação é inevitável pode ser substituído pelo equivalente nossa conflagração é irredutível.
60. (ANALISTA JUD. – TRT/9ª REGIÃO – FCC – 2010) Está adequada a concordância verbal nesta construção: a) nem negligência, nem incúria: a combinação letal do medo e da ganância trouxeram-nos até aqui. b) dizem muito, sobre nós e nossa espécie, o que nos fez chegar até aqui? c) diante do inimigo, real ou virtual, lançam-se mão dos recursos nucleares. d) são cada vez mais difíceis considerar como permanentes as fronteiras entre os Estados. e) repousa nas providências que levem a Estados sem fronteiras a expectativa de que sobrevivamos.
61. (ANALISTA JUD. – TRT/9ª REGIÃO – FCC – 2010) Está INADEQUADA a correlação entre os tempos e modos verbais nesta reconstrução de uma frase do texto:
a) Cercar-nos-íamos de inimigos reais ou virtuais e precisaríamos proteger nosso país. b) O pacto que acabássemos por realizar com o poder teria um preço muito alto. c) A menos que as coisas venham a mudar profundamente, será difícil ver essa estabilidade ameaçada. d) Tivesse sido assim, será que possamos contemplar um mundo com futuro? e) Teria sido bom se nos houvéssemos perguntado como chegamos até aqui. 62. (ANALISTA JUD. – TRT/9ª REGIÃO – FCC – 2010) Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto: a) Não adiantam nem o otimismo nem o pessimismo: o que urge é tomarmos providências no sentido de se dirimir nossa divisão em países com fronteiras. b) Uma das denúncias do texto constitue de fato um alerta: que não se tome como reversível qualquer conquista a que a ciência chegue a alcançar.
c) Para Albert Einstein, uma medida radical e responsável para se evitar a calamidade de uma guerra nuclear seria, pura e simplesmente, a abolição das fronteiras. d) Conquanto não tenham em vista essa mesma finalidade, muitos cientistas e engenheiros acabam servindo aos artifícios excusos de quem lucra com a ganância. e) Quanto mais os estados consigam se unir a despeito das fronteiras, assim também haverá a evidência empírica de que sejam levados à estabilidade e à sobrevivência.
63. (ANALISTA JUD. – TRT/9ª REGIÃO – FCC – 2010) Indica-se uma construção com sentido equivalente ao de um segmento do texto em: a) Não é à toa que Einstein queria ver as fronteiras abolidas // Com toda a razão, Einstein desejava ver abolidas as fronteiras.
b) Será, então, que a solução – admito, extremamente remota – é um mundo sem fronteiras (...)? // A solução, pois, advirá – digamos que a longo prazo – de um mundo não demarcado? c) O medo e a ganância – uma combinação letal – trouxeram-nos até aqui // Por uma combinação mortal, aportamos no medo e na ganância.
d) Uma vez revelada, permanece viva, mesmo se condenada como imoral por uma maioria // Conquanto revelada, resta viva, embora acusada de imoral pela maioria. e) O pacto que acabamos por realizar com o poder tem um preço muito alto // O que já terminamos de pactuar com o poder tem custo muito alto.
Atenção: As questões de números 64 a 70 referem-se ao texto que segue.
Pensando os clássicos
Os pensadores da antiguidade clássica deixaram-nos um tesouro nem sempre avaliado em sua justa riqueza. O filósofo Sêneca, por exemplo, mestre da corrente estoica, legou-nos uma série preciosa de reflexões sobre a tranquilidade da alma – este é o título da tradução para o português. É ler o livrinho com calma e aprender muito. Reproduzo aqui três fragmentos, para incitar o leitor a ir atrás de todo o restante.
I. Quem temer a morte nunca fará nada em prol dos vivos; mas aquele que tomar consciência de que sua sorte foi estabelecida já na sua concepção viverá de acordo com a natureza, e saberá que nada do que lhe suceda seja imprevisto. Pois, prevendo tudo quanto possa de fato vir a suceder, atenuará o impacto de todos males, que são fardos somente para os que se creem seguros e vivem na expectativa da felicidade absoluta.
II. Algumas pessoas vagam sem propósito, buscando não as ocupações a que se propuseram, mas entregando-se àquelas com que deparam ao acaso. A caminhada lhes é irrefletida e vã, como a das formigas que trepam nas árvores e, depois de subir ao mais alto topo, descem vazias à terra.
III. Nossos desejos não devem ser levados muito longe; permitamos-lhes apenas sair para as proximidades, porque não podem ser totalmente reprimidos. Abandonando aquilo que não pode acontecer ou dificilmente pode, sigamos as coisas próximas que favorecem nossa esperança (...). E não invejemos os que estão mais alto: o que parece altura é precipício.
São princípios do estoicismo: aprender a viver sabendo da morte; não se curvar ao acaso, mas definir objetivos; viver com a consciência dos próprios limites. Nenhum deles é fácil de seguir, nem Sêneca jamais acreditou que seja fácil viver. Mas a sabedoria dos estoicos, que sabem valorizar o que muitos só sabem temer, continua viva, dois mil anos depois.
(Belarmino Serra, inédito.) 64. (ANALISTA JUD. – TRT/9ª REGIÃO – FCC – 2010) No primeiro e no último parágrafos, o autor do texto busca, respectivamente, a) particularizar a contribuição de Sêneca e resumir teses de outros filósofos da mesma época. b) apresentar linhas gerais do pensamento estoico e resumir três teses de Sêneca. c) valorizar a atualidade da filosofia estoica e ressaltar os aspectos místicos dessa doutrina. d) destacar a contribuição do pensamento de Sêneca e enunciar alguns fundamentos estoicos. e) contextualizar os filósofos estoicos e repropor teses que derivam dessa filosofia.
65. (ANALISTA JUD. – TRT/9ª REGIÃO – FCC – 2010) Atente para as seguintes afirmações:
I. No fragmento I, Sêneca vê como injustificável e inconsequente nosso medo de morrer, pois isso nos
leva a não confiar nas surpresas positivas da vida. II. No fragmento II, Sêneca vale-se do exemplo das formigas para ilustrar o malogrado esforço de quem
busca reconhecimento para suas virtudes.
III. No fragmento III, Sêneca lembra que a esperança humana deve estar associada a desejos que não
extrapolem nossas possibilidades.
Está correto APENAS o que se afirma em
a) I. espaco b) II. espaco c) III. espaco d) I e II. espaco e) II e III.
66. (ANALISTA JUD. – TRT/9ª REGIÃO – FCC – 2010) Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em: a) avaliado em sua justa riqueza = examinado judiciosamente. b) sua sorte foi estabelecida já na sua concepção = desde o início seu destino foi malogrado. c) A caminhada lhes é irrefletida = o caminho parece-lhes sem sentido. d) não podem ser totalmente reprimidos = não são passíveis de absoluta prevenção. e) que favorecem nossa esperança = que permitem sermos esperançosos. 67. (ANALISTA JUD. – TRT/9ª REGIÃO – FCC – 2010) As normas de concordância verbal estão plenamente acatadas na frase: a) Não devem os leitores de hoje imaginar que cabiam aos filósofos antigos preocupar-se com questões que já não fazem sentido.
b) Leitores de hoje, não devemos imaginar que a um filósofo clássico ocorressem tão somente questões específicas de sua época histórica.
c) Nenhum de nossos desejos, de acordo com Sêneca, deveriam transpor nossos limites, fronteiras que se deve sempre determinar.
d) A cada um dos princípios do estoicismo devem corresponder, como se postulavam entre os estoicos, lúcida e consequente iniciativa nossa.
e) Àqueles que não temem refletir sobre a morte reserva-se as recompensas de uma vida mais lúcida e mais intensa.
68. (ANALISTA JUD. – TRT/9ª REGIÃO – FCC – 2010) A construção que NÃO admite transposição para voz passiva é: a) os que vivem na expectativa da felicidade absoluta. b) Os pensadores da antiguidade clássica deixaram-nos um tesouro. c) sigamos as coisas próximas.
d) E não invejemos os que estão mais alto.
e) favorecem nossa esperança.
69. (ANALISTA JUD. – TRT/9ª REGIÃO – FCC – 2010) Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase: a) O pensamento clássico encerra uma riqueza em cujo valor poucos prestam o devido reconhecimento. b) A morte, cujo o temor nos faz querer esquecer dela, é uma questão permanente da filosofia estoica. c) Quase nunca atentamos para os limites a que devemos impor aos nossos desejos. d) Nossas esperanças não devem projetar-se para além do espaço cujo domínio estamos assegurados. e) Quem vagueia sem propósito pela vida fere um dos princípios de que os estoicos jamais descuram.