Técnico e Analista: Questões Comentadas

Fábio Vieira Figueiredo, Marcelo Tadeu Cometti · Capítulo 69 de 71 · parte 2/5

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Técnico e Analista: Questões Comentadas

PORTUGUÊS - Cauê Hagio Nogueira de Lima e Wallace Ricardo Magri

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 5 partes.

70. (ANALISTA JUD. – TRT/9ª REGIÃO – FCC – 2010) É preciso CORRIGIR, por falha estrutural, a redação da frase: a) Não empreendamos caminhadas sem primeiro definir o trajeto a seguir, o esforço a despender, os objetivos a alcançar.

b) Temerárias são as jornadas que mal definimos seus objetivos, assim como não avaliamos o esforço cujo trajeto nos exigirá.

c) Quando não definimos o trajeto a cumprir e o esforço a despender em nossa caminhada, ela não nos trará qualquer recompensa.

d) Dificilmente algum objetivo será alcançado numa caminhada para a qual não previmos um roteiro a ser seguido com segurança.

e) Nenhum benefício poderemos colher de uma viagem para a qual não nos preparamos com um mínimo de cuidados e de antecedência.

VIII – REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL

Atenção: As questões de números 71 a 80 referem-se ao texto seguinte.

Sobre o natural e o sobrenatural

Outro dia escrevi sobre a importância do não saber, de como o conhecimento avança quando parte do não saber, isto é, do senso de mistério que existe além do que se sabe.

A questão aqui é de atitude, de como fazer frente ao desconhecido. Existem duas alternativas: ou se acredita na capacidade da razão e da intuição humana (devidamente combinadas) em sobrepujar obstáculos e chegar a um conhecimento novo, ou se acredita que existem mistérios inescrutáveis, criados por forças além das relações de causa e efeito.

No meu livro Criação imperfeita, argumentei que a ciência jamais será capaz de responder a todas as perguntas. Sempre existirão novos desafios, questões que a nossa pesquisa e inventividade não são capazes de antecipar. Podemos imaginar o conhecido como sendo a região dentro de um círculo e o desconhecido como sendo o que existe fora do círculo. Não há dúvida de que à medida que a ciência avança o círculo cresce. Entendemos mais sobre o universo e entendemos mais sobre a mente. Mas, mesmo assim, o lado de fora do círculo continuará sempre lá. A ciência não é capaz de obter conhecimento sobre tudo o que existe no mundo. E por que isso? Porque, na prática, aprendemos sobre o mundo usando nossa intuição e instrumentos. Sem telescópios, microscópios e detectores de partículas, nossa visão de mundo seria mais limitada. Porém, tal como nossos olhos, essas máquinas têm limites.

Parafraseando o poeta romano Lucrécio, as pessoas vivem aterrorizadas pelo que não podem explicar. Ser livre é poder refletir sobre as causas dos fenômenos sem aceitar cegamente “explicações inexplicáveis”, ou seja, explicações baseadas em causas além do natural.

Não é fácil ser coerente quando algo de estranho ocorre, uma incrível coincidência, a morte de um ente querido, uma premonição, algo que foge ao comum. Mas, como dizia o grande físico Richard Feynman, “prefiro não saber a ser enganado.” E você?

(Adaptado de Marcelo Gleiser, Folha de S.Paulo, 11-7-2010.)

71. (ANALISTA JUD. – TRT/22ª REGIÃO – FCC – 2010) O texto, em seu todo, deve ser entendido como

a) uma manifestação pessimista do autor quanto à eficácia das descobertas científicas. b) uma reflexão sobre o alcance da ciência, numa perspectiva em que este é relativizado. c) um questionamento da atitude dos cientistas que duvidam do poder absoluto da pesquisa. d) uma crítica à obsolescência das máquinas, que não acompanham o ritmo das nossas percepções. e) um duro questionamento do crescente prestígio das coisas inexplicáveis, cada vez mais numerosas.

72. (ANALISTA JUD. – TRT/22ª REGIÃO – FCC – 2010) No segundo parágrafo do texto, o autor deixa claro que considera a) o desconhecido não mais do que uma região do conhecimento que certamente se esclarecerá no futuro. b) a existência de mistérios inescrutáveis uma prova de que nossa capacidade de intuir é ainda bastante limitada.

c) a razão e a intuição operações complementares entre si, numa associação capaz de produzir novos conhecimentos.

d) os obstáculos sobrenaturais inteiramente ilusórios, uma vez que nossa intuição nos diz que a razão os removerá.

e) a intuição e a razão degraus imediatamente sucessivos na escalada de um novo conhecimento.

73. (ANALISTA JUD. – TRT/22ª REGIÃO – FCC – 2010) Atente para as seguintes afirmações:

I. No 3º parágrafo, entende-se que o livro Criação imperfeita expressa a posição do autor segundo a qual

sempre haverá limites para nossa observação e visão de mundo. II. No 4º parágrafo, afirma-se que as coisas inexplicáveis, que costumam aterrorizar as pessoas, devem

ser objeto de uma investigação racional.

III. No último parágrafo, a frase de Richard Feynman indica que, para esse físico, o desconhecido não

deve ser motivo para acreditarmos no sobrenatural.

Em relação ao texto, está correto o que se afirma em a) I, II e III. espaco b) I e II, apenas. espaco c) II e III, apenas. espaco d) I e III, apenas. espaco e) II, apenas.

74. (ANALISTA JUD. – TRT/22ª REGIÃO – FCC – 2010) Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em: a) existem mistérios inescrutáveis (2º parágrafo) = ocorrem fenômenos imperceptíveis. b) relações de causa e efeito (2º parágrafo) = vinculações pela casualidade. c) não são capazes de antecipar (3º parágrafo) = são ineptas para premeditar. d) usando nossa intuição e instrumentos (3º parágrafo) = valendo-nos da nossa hesitação e nossos recursos.

e) Parafraseando o poeta (4º parágrafo) = expressando de outro modo o que bardo disse.

75. (ANALISTA JUD. – TRT/22ª REGIÃO – FCC – 2010)

As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase: a) Quando se partem de regiões obscuras, nossas ideias não poderão ser produtivas. b) Duas alternativas sempre haverão, restando-nos sempre a dificuldade de optar entre elas. c) Esquivar-se das perguntas que todas as pessoas vivem fazendo implicam um reforço do sobrenatural. d) Ao fenômeno cuja natureza os cientistas ignoram costuma o leigo recorrer como prova do sobrenatural.

e) Não ficaram claro, para os leitores do texto, quais exatamente foram os versos parafraseados do poeta Lucrécio.

76. (ANALISTA JUD. – TRT/22ª REGIÃO – FCC – 2010) Está correta e coerente a redação deste livre comentário sobre o texto: a) Via de hábito o autor propaga, em coluna jornalística, suas ideias acerca das discensões interpostas entre ciência e misticismo.

b) O autor cita um livro próprio no qual expande uma teoria que aparentemente vai ao encontro de suas teses, retificando-as.

c) A admissão de que sempre haverá o desconhecido representa, partindo de um cientista, uma prova de sincera humildade.

d) Os círculos do saber e do não saber constituem, como se viu, áreas em que a expansão de ambos os tornam complementares.

e) O grande físico Richard Feynman declinou de sua preferência pelo engano, quando preferiu relutar em não saber.

77. (ANALISTA JUD. – TRT/22ª REGIÃO – FCC – 2010) ... a ciência jamais será capaz de responder a todas as perguntas. Utilizou-se corretamente a voz passiva, preservando-se o sentido original, nesta nova redação da frase acima:

a) Jamais ocorrerá que todas as perguntas sejam respondidas pela ciência. b) Nenhuma das perguntas jamais obterá resposta pela ciência. c) A nem todas as perguntas será jamais a ciência capaz de dar respostas. d) Todas as perguntas, em qualquer tempo, deixarão de obter resposta pela ciência. e) A capacidade da ciência deixará de dar resposta a todas as perguntas.

78. (ANALISTA JUD. – TRT/22ª REGIÃO – FCC – 2010) A ciência é indispensável: deve-se à ciência o conhecimento de um sem-número de fenômenos que coube a ciência explicar, razão pela qual deve-se conferir à ciência a importância do que nos humaniza. Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados, respectivamente, por:

a) deve-se à ela – coube-lhe – conferir-lhe d) deve-se-lhe – coube-lhe – conferi-la b) deve-se-lhe – lhe coube – conferir-lhe e) deve-se a esta – lhes coube – lhe conferir c) deve-se à mesma – a coube – conferi-la

79. (ANALISTA JUD. – TRT/22ª REGIÃO – FCC – 2010) Está plenamente adequado o emprego de ambos os elementos em destaque na frase: a) À medida em que a ciência avança, fenômenos de cuja causa desconhecíamos passam a ser explicados. b) Por hora, a ciência tem ainda muito que caminhar, já que o homem não renunciou a inflingir sua curiosidade ao mundo.

c) Se sobrevir ao homem alguma calamidade em escala planetária, somente a ciência disporá os meios de enfrentá-la.

d) A arrogância de que muitos homens são acometidos não parece estar entre os defeitos que se poderiam assacar ao autor.

e) É por vezes mais preferível ignorar a razão de um fenômeno do que imaginá-lo esclarecido por um atalho místico.

80. (ANALISTA JUD. – TRT/22ª REGIÃO – FCC – 2010) Está inteiramente adequada a pontuação da seguinte frase: a) É preciso mormente nos dias que correm, desconfiar, não exatamente das pessoas místicas, mas de um certo misticismo que aqui e ali, costuma vicejar como erva daninha, ameaçando a existência de todas as outras plantas.

b) É preciso, mormente nos dias que correm, desconfiar não exatamente das pessoas místicas mas, de um certo misticismo, que aqui e ali costuma vicejar, como erva daninha ameaçando a existência de todas as outras plantas.

c) É preciso, mormente nos dias que correm desconfiar não exatamente das pessoas místicas; mas de um certo misticismo que, aqui e ali, costuma vicejar, como erva daninha, ameaçando a existência de todas as outras plantas.

d) É preciso − mormente nos dias que correm – desconfiar: não exatamente das pessoas místicas, mas de um certo misticismo, que aqui e ali, costuma vicejar como erva daninha ameaçando a existência, de todas as outras plantas.

e) É preciso, mormente nos dias que correm, desconfiar não exatamente das pessoas místicas, mas de um certo misticismo que, aqui e ali, costuma vicejar como erva daninha, ameaçando a existência de todas as outras plantas.

Atenção: As questões de números 81 a 86 referem-se ao texto abaixo.

Nas ilhas Mascarenhas − Maurício, Reunião e Rodriguez −, localizadas a leste de Madagáscar, no oceano Índico, muitas espécies de pássaros desapareceram como resultado direto ou indireto da atividade humana. Mas aquela que é o protótipo e a tataravó de todas as extinções também ocorreu nessa localidade, com a morte de todas as espécies de uma família singular de pombos que não voavam − o solitário da ilha Rodriguez, visto pela última vez na década de 1790; o solitário da ilha Reunião, desaparecido por volta de 1746; e o célebre dodô da ilha Maurício, encontrado pela última vez no início da década de 1680 e quase certamente extinto antes de 1690.

Os volumosos dodôs pesavam mais de vinte quilos. Uma plumagem cinza-azulada cobria seu corpo quadrado e de pernas curtas, em cujo topo se alojava uma cabeça avantajada, sem penas, com um bico grande de ponta bem recurvada. As asas eram pequenas e, ao que tudo indica, inúteis (pelo menos no que diz respeito a qualquer forma de voo). Os dodôs punham apenas um ovo de cada vez, em ninhos construídos no chão.

Que presa poderia revelar-se mais fácil do que um pesado pombo gigante incapaz de voar? Ainda assim, provavelmente não foi a captura para o consumo pelo homem o que selou o destino do dodô, pois sua extinção ocorreu sobretudo pelos efeitos indiretos da perturbação humana. Os primeiros navegadores trouxeram porcos e macacos para as ilhas Mascarenhas, e ambos se multiplicaram de maneira prodigiosa. Ao que tudo indica, as duas espécies se regalaram com os ovos do dodô, alcançados com facilidade nos ninhos desprotegidos no chão − e muitos naturalistas atribuem um número maior de mortes à chegada desses animais do que à ação humana direta. De todo modo, passados os primeiros anos da década de 1680, ninguém jamais voltou a ver um dodô vivo na ilha Maurício. Em 1693, o explorador francês Leguat, que passou vários meses no local, empenhou-se na procura dos dodôs e não encontrou nenhum.

(Extraído de Stephen Jay Gould. O Dodô na corrida de comitê, A montanha de moluscos de Leonardo

da Vinci. São Paulo, Cia. das Letras, 2003, pp. 286-8.)

81. (ANALISTA JUD. – TRE/RN – FCC – 2011) Mas aquela que é o protótipo e a tataravó de todas as extinções também ocorreu nessa localidade... (1º parágrafo)

A frase acima transcrita deve ser entendida como indicação de que a extinção das espécies de pombos que não voavam das ilhas Mascarenhas

a) seria um modelo a ser utilizado pelos homens no futuro, quando decididos a erradicar espécies inúteis ou prejudiciais.

b) é uma das primeiras extinções de animais vinculadas à ação direta ou indireta dos homens de que se tem notícia.

c) teria ocorrido muito tempo antes do verdadeiro início da extinção de espécies por conta de ações humanas diretas ou indiretas.

d) é um episódio tão antigo na história das relações entre homens e animais que pode ser considerado singular e ultrapassado.

e) deu origem a um padrão para as futuras extinções de animais, que estariam sempre ligadas à colonização humana de novas terras.

82. (ANALISTA JUD. – TRE/RN – FCC – 2011) As asas eram pequenas e, ao que tudo indica, inúteis... (2º parágrafo) Ao que tudo indica, as duas espécies se regalaram com os ovos do dodô, alcançados com facilidade nos ninhos desprotegidos no chão... (último parágrafo) A expressão grifada nas frases acima transcritas deixa transparecer, em relação às afirmações feitas, a) a sua comprovação científica irrefutável. d) a sua pequena probabilidade. b) a certeza absoluta que o autor quer partilhar com o leitor. e) o seu caráter de hipótese bastante provável.

c) o receio do autor ao formular um paradoxo.

83. (ANALISTA JUD. – TRE/RN – FCC – 2011) Estão empregados no texto com idêntica regência os verbos grifados em: a) Os dodôs punham... (2º parágrafo) / ... sua extinção ocorreu... (último parágrafo) b) ... muitas espécies de pássaros desapareceram... (1º parágrafo) / Os primeiros navegadores trouxeram... (último parágrafo)

c) Uma plumagem cinza-azulada cobria... (2º parágrafo) / ... e não encontrou nenhum. (último parágrafo)

d) Os volumosos dodôs pesavam ... (2º parágrafo) / ... não foi a captura... (último parágrafo) e) ... a tataravó de todas as extinções também ocorreu... (1º parágrafo) / ... e muitos naturalistas atribuem... (último parágrafo)

84. (ANALISTA JUD. – TRE/RN – FCC – 2011)

Ainda assim, provavelmente não foi a captura para o consumo pelo homem o que selou o destino do dodô, pois sua extinção ocorreu sobretudo pelos efeitos indiretos da perturbação humana. Os elementos grifados na frase acima podem ser substituídos, sem prejuízo para o sentido e a correção, respectivamente, por:

a) Contudo − não obstante. d) Apesar disso − visto que. b) Conquanto − por que. e) Por isso − porquanto. c) Em que pese isso − embora.

85. (ANALISTA JUD. – TRE/RN – FCC – 2011) O segmento cujo sentido está corretamente expresso em outras palavras é: a) se multiplicaram de maneira prodigiosa = cresceram ilusoriamente. b) as duas espécies se regalaram = os dois gêneros se empanturraram. c) uma família singular = um conjunto variegado. d) que selou o destino = que indigitou a fatalidade. e) empenhou-se na procura = dedicou-se com afinco à busca.

86. (ANALISTA JUD. – TRE/RN – FCC – 2011) Leia as afirmações abaixo sobre a pontuação utilizada no texto. I. Em − Maurício, Reunião e Rodriguez −, os travessões poderiam ser substituídos por parênteses, sem

prejuízo para o sentido e a coesão da frase.

II. O travessão empregado imediatamente depois de voavam (1º parágrafo) pode ser substituído por dois

pontos, sem prejuízo para o sentido e a coesão da frase. III. Em o explorador francês Leguat, que passou vários meses no local, empenhou-se na procura dos

dodôs, a retirada das vírgulas não implica prejuízo para o sentido e a correção da frase.

Está correto o que se afirma em

a) I, apenas. espaco b) I e II, apenas. espaco c) II e III, apenas. espaco d) III, apenas. espaco e) I, II e III.

IX – CRASE

Atenção: As questões de números 87 a 91 referem-se ao texto abaixo.

Tecendo a manhã

Um galo sozinho não tece uma manhã:

ele precisará sempre de outros galos.

De um que apanhe esse grito que ele

e o lance a outro; de um outro galo

que apanhe o grito que um galo antes

e o lance a outro; e de outros galos

que com muitos outros galos se cruzem

os fios de sol de seus gritos de galo,

para que a manhã, desde uma teia tênue,

se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,

se erguendo tenda, onde entrem todos,

se entretendendo* para todos, no toldo

(a manhã) que plana livre de armação.

A manhã, toldo de um tecido tão aéreo

que, tecido, se eleva por si: luz balão.

* neologismo

(João Cabral de Melo Neto. A educação pela pedra. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,

1995. p. 345.)

87. (ANALISTA JUD. – TRT/8ª REGIÃO – FCC – 2010) Considere as seguintes afirmações:

I. No verso De um que apanhe esse grito que ele evidencia-se tanto a omissão da palavra galo quanto a

de determinado verbo.

II. No poema, o uso de alguns verbos no gerúndio reforça a imagem do desenvolvimento gradual de uma

teia que se transforma, nesta ordem, em tela, tenda e toldo. III. A imagem predominante no poema é a de galos que despertam os habitantes de um determinado local

para o trabalho duro que começa cedo, mas que no fim do dia é recompensador.

Está correto o que se afirma APENAS em:

a) I. espaco b) II. espaco c) III. espaco d) I e II. espaco e) II e III.

88. (ANALISTA JUD. – TRT/8ª REGIÃO – FCC – 2010) A manhã, toldo de um tecido tão aéreo / que, tecido, se eleva por si: luz balão. Sobre os versos acima, é INCORRETO afirmar:

a) No segundo verso, a palavra tecido pode ser interpretada como o particípio do verbo tecer. b) O verbo da oração principal do período formado pelos dois versos acima é eleva. c) A expressão luz balão representa, no contexto, uma síntese explicativa do segmento que a precede. d) As vírgulas que isolam a palavra tecido, no segundo verso, são necessárias para garantir o sentido no contexto, não podendo, portanto, ser suprimidas. e) A associação de manhã a toldo causa a ruptura abrupta da ideia que vinha sendo desenvolvida, pois a manhã fora apresentada como fios de sol.

89. (ANALISTA JUD. – TRT/8ª REGIÃO – FCC – 2010) O verso que melhor traduz a imagem luz balão, entre os listados abaixo, é: a) os fios de sol de seus gritos de galo d) que com muitos outros galos se cruzem b) (a manhã) que plana livre de armação e) E se encorpando em tela, entre todos c) Um galo sozinho não tece uma manhã

90. (ANALISTA JUD. – TRT/8ª REGIÃO – FCC – 2010) ...de um outro galo que apanhe o grito...

O verbo que se encontra conjugado nos mesmos tempo e modo que o grifado na frase acima está presente nos seguintes versos de João Cabral de Melo Neto, retirados de Morte e Vida Severina: a) Por onde andará a gente / que tantas canas cultiva? b) Os rios que correm aqui / têm a água vitalícia... c) Quem sabe se nesta terra / não plantarei minha sina? d) só morte tem encontrado / quem pensava encontrar vida... e) primeiro é preciso achar / um trabalho de que viva.

91. (ANALISTA JUD. – TRT/8ª REGIÃO – FCC – 2010) Considere as frases abaixo.

I. ...... quem não o podia pegar o grito foi lançado. II. Aludiam ...... uma imensa tela dourada os fios de sol que se cruzavam. III. O resultado de seu trabalho foi comparado ...... luz da manhã.

Preenchem corretamente as lacunas, respectivamente: a) A – a – à espaco b) A – a – a espaco c) À – à – a espaco d) A – à – à espaco e) À – a – à

Com referência às ideias do texto abaixo e às estruturas nele empregadas, julgue os itens seguintes.

1 O começo foi lá atrás e não foi fácil. A profissão que hoje dá orgulho a Tião, aos 32 anos de idade, já

foi motivo de vergonha. Ele começou a catar lixo com onze anos, com a 4 família. “Para mim, catar lixo era natural”, diz. Para os outros,não. Sua mãe deu uma entrevista e ele

passou a ser perseguido pelos colegas da escola. No dia seguinte ao da entrevista, 7 chegou à sala de aula e viu escrito na lousa: “Tião, filho da xepeira”, uma referência à xepa, prática de

pegar os restos de feiras para levar para casa. Em uma festa da escola, Tião 10 dançava com a namoradinha, quando um menino anunciou pelo microfone: “Olha, ela está dançando

com o filho da xepeira.”Humilhado, Tião saiu da festa correndo. Saiu também da 13 escola. Ficou cinco anos sem estudar. Agora cursa o segundo ano do ensino médio. Seu sonho é cursar

sociologia.

No documentário Lixo Extraordinário, Tião diz que 16 gosta de Nietzsche e Maquiavel. Ele encontrou um exemplar de O Príncipe, de Maquiavel, no meio do

chorume do aterro.Depois de ler, ficou comparando os príncipes descritos por 19 Maquiavel com líderes do tráfico. Ele conta que a obra foi fundamental quando estava começando sua

própria liderança.Depois da indicação ao Oscar, ele acha que sua voz vai chegar 22 muito mais longe que os trezentos metros quadrados do galpão sufocante da associação dos catadores.

“Quem nunca teve voz agora vai ter, agora vão nos ouvir”, diz ele.

(Sebastião Carlos dos Santos. Do lixo ao Oscar. Época, 31-1-2011, p. 12 (com adaptações).)

92. (ANALISTA JUD. DIR. – TJ/ES – CESPE – 2011) Nos trechos “chegou à sala de aula” (R.7) e “uma referência à xepa” (R.8), o emprego do sinal indicativo de crase, opcional em ambos os casos, justifica-se pela regência, respectivamente, da forma verbal “chegou” e do substantivo “referência”.

( ) Certo espaco ( ) Errado

93. (ANALISTA JUD. DIR. – TJ/ES – CESPE – 2011) O trecho “prática de pegar os restos de feiras para levar para casa” (R.8-9) é uma expressão apositiva empregada para explicar o termo “xepa” (R.8).

( ) Certo espaco ( ) Errado

94. (ANALISTA JUD. DIR. – TJ/ES – CESPE – 2011) No trecho “descritos por Maquiavel” (R.18-19), a expressão “por Maquiavel” designa o agente da ação expressa pela forma nominal “descritos”.

( ) Certo espaco ( ) Errado

95. (ANALISTA JUD. DIR. – TJ/ES – CESPE – 2011) Sem prejuízo para a correção gramatical, o trecho “mais longe que os trezentos metros” (R.22), no qual se estabelece relação de comparação, admite a seguinte reescrita: mais longe do que os trezentos metros. ( ) Certo espaco ( ) Errado 96. (ANALISTA JUD. DIR. – TJ/ES – CESPE – 2011) Pelas relações de sentido que se estabelecem no texto, subentende-se, no trecho “Para os outros, não” (R.4-5), a retomada, por coesão, do enunciado ‘catar lixo era natural’ (R.4). ( ) Certo espaco ( ) Errado

Atenção: As questões de números 97 a 103 referem-se ao texto abaixo.

O tempo, como o dinheiro, é um recurso escasso. Isso poderia sugerir que ele se presta, portanto, à aplicação do cálculo econômico visando o seu melhor proveito. O uso racional do tempo seria aquele que maximiza a utilidade de cada hora do dia. Diante de cada opção de utilização do tempo, a pessoa delibera e escolhe exatamente aquela que lhe proporciona a melhor relação entre custos e benefícios.

Ocorre que a aplicação do cálculo econômico às decisões sobre o uso do tempo é neutra em relação aos fins, mas exigente no tocante aos meios. Ela cobra uma atenção alerta e um exercício constante de avaliação racional do valor do tempo gasto. O problema é que isso tende a minar uma certa disposição à entrega e ao abandono, os quais são essenciais nas atividades que envolvem de um modo mais pleno as faculdades humanas. A atenção consciente à passagem das horas e a preocupação com o seu uso racional estimulam a adoção de uma atitude que nos impede de fazer o melhor uso do tempo.

Valéry investigou a realidade dessa questão nas condições da vida moderna: “O lazer aparente ainda permanece conosco e, de fato, está protegido e propagado por medidas legais e pelo progresso mecânico. O nosso ócio interno, todavia, algo muito diferente do lazer cronometrado, está desaparecendo. Estamos perdendo aquela vacuidade benéfica que traz a mente de volta à sua verdadeira liberdade. As demandas, a tensão, a pressa da existência moderna perturbam esse precioso repouso.”

O paradoxo é claro. Quanto mais calculamos o benefício de uma hora “gasta” desta ou daquela maneira, mais nos afastamos de tudo aquilo que gostaríamos que ela fosse: um momento de entrega, abandono e plenitude na correnteza da vida. Na amizade e no amor; no trabalho criativo e na busca do saber; no esporte e na fruição do belo − as horas mais felizes de nossas vidas são precisamente aquelas em que perdemos a noção da hora.

(Adaptado de Eduardo Giannetti. O valor do amanhã. São Paulo, Cia. das Letras, 2005, p. 206-209.)

97. (ANALISTA JUD. – TRE/CE – FCC – 2011) O posicionamento crítico adotado pelo autor em relação ao emprego do cálculo econômico sobre a utilização do tempo está em:

a) O uso racional do tempo seria aquele que maximiza a utilidade de cada hora do dia. b) Diante de cada opção de utilização do tempo, a pessoa delibera e escolhe exatamente aquela que lhe proporciona a melhor relação entre custos e benefícios. c) A atenção consciente à passagem das horas e a preocupação com o seu uso racional estimulam a adoção de uma atitude que nos impede de fazer o melhor uso do tempo. d) Isso poderia sugerir que ele se presta, portanto, à aplicação do cálculo econômico visando o seu melhor proveito.

e) O lazer aparente ainda permanece conosco e, de fato, está protegido e propagado por medidas legais e pelo progresso mecânico.

98. (ANALISTA JUD. – TRE/CE – FCC – 2011) O paradoxo a que o autor se refere está corretamente resumido em: a) O tempo despendido na busca de conhecimento é recompensado pelo saber. b) Os momentos de relaxamento pleno advêm do bom planejamento do uso do tempo. c) A criatividade confere maior qualidade ao tempo despendido com o trabalho. d) O controle do uso do tempo compromete o seu aproveitamento prazeroso. e) As horas de maior prazer são aquelas empregadas em atividades bem planejadas.

99. (ANALISTA JUD. – TRE/CE – FCC – 2011) Leia atentamente as afirmações abaixo.

I. O problema é que isso tende a minar... (2º parágrafo) O pronome grifado se refere a decisões sobre o uso do tempo. II. ... os quais são essenciais nas atividades que envolvem de um modo mais pleno as faculdades

humanas. (2º parágrafo)

O segmento grifado na frase acima se refere aos termos a entrega e o abandono. III. Os segmentos vacuidade benéfica (3º parágrafo) e fruição do belo (4º parágrafo) estão corretamente

traduzidos, respectivamente, por esmorecimento revigorante e deleite venturoso.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) II. espaco b) I e III. espaco c) I. espaco d) II e III. espaco e) I e II.

100. (ANALISTA JUD. – TRE/CE – FCC – 2011) O nosso ócio interno, todavia, algo muito diferente do lazer cronometrado, está desaparecendo. [...] As demandas, a tensão, a pressa da existência moderna perturbam esse precioso repouso. (3º parágrafo) Uma redação alternativa para as frases acima, em que estas se articulam com correção e lógica, está em: a) Contudo, algo muito diferente do lazer cronometrado: o nosso ócio interno, está desaparecendo, pois, as demandas, a tensão, a pressa da existência moderna perturbam esse precioso repouso. b) Entretanto, o nosso ócio interno, algo muito diferente do lazer cronometrado, está desaparecendo, na medida em que as demandas, a tensão e a pressa da existência moderna perturbam esse precioso repouso. c) Porém, algo muito diferente do lazer cronometrado, está desaparecendo: o nosso ócio interno; porquanto, as demandas, a tensão, a pressa da existência moderna perturbam esse precioso repouso. d) O nosso ócio interno, algo muito diferente do lazer cronometrado, contudo, está desaparecendo, embora as demandas, a tensão, a pressa da existência moderna perturbam esse precioso repouso. e) No entanto, está desaparecendo algo muito diferente do lazer cronometrado: o nosso ócio interno, ainda que as demandas, a tensão, a pressa da existência moderna perturbam esse precioso repouso.

101. (ANALISTA JUD. – TRE/CE – FCC – 2011) ... aquele que maximiza a utilidade de cada hora do dia. (1º parágrafo) O verbo que exige o mesmo tipo de complemento do verbo grifado acima está em: a) ... aquela que lhe proporciona a melhor relação entre custos e benefícios. b) ... a adoção de uma atitude que nos impede de... c) Valéry investigou a realidade dessa questão nas condições da vida moderna... d) Diante de cada opção de utilização do tempo, a pessoa delibera... e) ... que ele se presta, portanto, à aplicação do cálculo econômico...

102. (ANALISTA JUD. – TRE/CE – FCC – 2011) As demandas, a tensão, a pressa da existência moderna perturbam esse precioso repouso. Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será: a) tem sido perturbado. espaco b) são perturbadas. espaco c) perturbam-no. espaco d) perturbam-se. espaco e) é perturbado.

103. (ANALISTA JUD. – TRE/CE – FCC – 2011) Das decisões cotidianas relacionadas ______ distrações e dietas ______ escolhas profissionais e afetivas de longo prazo, o modo como usamos o tempo influencia todos os setores da vida e acarreta algum tipo de ônus ______ ser pago futuramente. Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada: a) a – às – à espaco b) à – as – à espaco c) à – às – a espaco d) à – as – a espaco e) a – às – a

Atenção: As questões de números 104 a 106 referem-se ao texto abaixo.

Gesso

Esta minha estatuazinha de gesso, quando nova − O gesso muito branco, as linhas muito puras −Mal

sugeria imagem de vida (Embora a figura chorasse). Há muitos anos tenho-a comigo.O tempo envelheceu-a, carcomeu-a, manchou-a de pátina amarelo-

suja.Os meus olhos, de tanto a olharem,Impregnaram-na da minha humanidade irônica de tísico. Um dia mão estúpida Inadvertidamente a derrubou e partiu.Então ajoelhei com raiva, recolhi aqueles

tristes fragmentos, [recompus a figurinha que chorava.E o tempo sobre as feridas escureceu ainda mais

o sujo [mordente da pátina...

Hoje este gessozinho comercial É tocante e vive, e me fez agora refletir Que só é verdadeiramente vivo

o que já sofreu.

Manuel Bandeira

104. (ANALISTA JUD. – TRE/RN – FCC – 2011) A ação do tempo sobre a estátua de gesso é vista pelo poeta como a) o que acabou por torná-la mais vivaz e expressiva, pelo menos até que um acidente a fizesse perder essa vivacidade.

b) responsável por danos que levaram uma obra de arte a perder sua pureza e vivacidade originais. c) um elemento que, juntamente com os danos causados por um acidente, dá vida e singularidade ao que era inexpressivo e vulgar.

d) o causador irremediável do envelhecimento das coisas e da consequente desvalorização dos objetos pessoais mais valiosos.

e) capaz de transformar um simples objeto comercial em uma obra de arte que parece ter sido criada por um escultor genial.

105. (ANALISTA JUD. – TRE/RN – FCC – 2011) Mal sugeria imagem de vida

(Embora a figura chorasse).

É correto afirmar que a frase entre parênteses tem sentido a) adversativo. espaco b) concessivo. espaco c) conclusivo. espaco d) condicional. espaco e) temporal. 106. (ANALISTA JUD. – TRE/RN – FCC – 2011) O valor que atribuímos ___ coisas é resultado, não raro, de uma história pessoal e intransferível, de uma relação construída em meio a acidentes e percalços fundamentais. Assim, nosso apreço por elas não corresponde absolutamente ___ valorização que alcançariam no mercado, esse deus todo-poderoso, que, no entanto, resta impotente quando ao valor econômico se superpõe ___ afeição. Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada, a) às – à – a espaco b) as – à – a espaco c) as – a – à espaco d) às – a – a espaco e) às – à – à

X – PONTUAÇÃO

Com base nas estruturas linguísticas e nas relações argumentativas do texto abaixo, julgue os itens a seguir.

1 A noção de escolha remete a uma complexa questão de ética contemporânea, que consiste em saber

como escolher o que é bom para si mesmo sem entrar em 4 rota de colisão com o que é bom para o outro e o melhor para todos. Ou ainda: como saber se as

escolhas que governam nossas práticas diárias podem ser adequadas ao 7 que nos parece melhor para o conjunto de nossas vidas?Em última análise, isso quer dizer que há um

descompasso entre as decisões pessoais, as funções desempenhadas 10 (profissões, papéis) e os fins últimos perseguidos. Como resolvê-lo? Aristóteles deteve-se em um tipo de argumentação 13 em que deliberar consistia em escolher entre os melhores meios para a consecução de determinado

fim. Em vista disso, o pensador francês Paul Ricoeur preocupa-se em 16 reconstituir a ligação entre esses âmbitos diferenciados de ação. Para tanto, ele se vale de duas

noções neoaristotélicas: os padrões de excelência e a unidade 19 narrativa de vida.

Os padrões de excelência são regras de comparação que encarnam os ideais de cada prática, função 22 ou profissão. Quando aplicadas a resultados diferentes, elas permitem integrar coerentemente as ações

parciais na totalidade mais vasta dos planos de vida (família, lazer, 25 associações), das profissões e, por fim, de uma mesma narrativa de vida.

(Noeli Dutra Rossatto. Presença do outro e interpretação. Mente, cérebro & filosofia. Duetto

Editorial, p. 29 (com adaptações).)

107. (ANALISTA JUD./ANÁLISE DE SISTEMAS – TRE/PR – CESPE – 2009) Os sinais de parênteses nas linhas 10, 24 e 25 são usados para demarcar informações inseridas; por isso, preservam-se a correção gramatical e a coerência do texto ao se substituí-los, nos dois casos, por sinais de travessão.

( ) Certo espaco ( ) Errado

108. (ANALISTA JUD./ANÁLISE DE SISTEMAS – TRE/PR – CESPE – 2009) Na linha 18, o sinal de dois-pontos anuncia os termos da enumeração que explicita as “duas noções” (linha 17) mencionadas.

( ) Certo espaco ( ) Errado

Atenção: A questão de número 109 refere-se ao texto abaixo. 1 Há 40 anos, a mais célebre crítica de cinema dos Estados Unidos, Pauline Kael (1919-2001),

publicava seu artigo mais famoso. Era um detalhado estudo sobre “Cidadão Kane” (1941),

espertamente intitulado “Raising

5 Kane” (trocadilho com a expressão “to raise Cain”, que significa algo como “gerar reações

inflamadas”).No texto – que integra a coletânea “Criando Kane e Outros Ensaios”, publicada no Brasil

em 2000 −,Pauline defendia que o roteirista Herman J. Mankiewicz 10 era a força criativa por trás do filme, mais importante atéque o diretor, Orson Welles (1915-85). Ela

queria fazer justiça a Mankiewicz, que caíra em esquecimento,enquanto Welles entrara para a história

com a reputação de gênio maldito, frequentemente reivindi-15 cando para si as principais qualidades de “Kane” e a coautoria do roteiro – embora Pauline jurasse

que Welles não escrevera nem sequer uma linha do script.Independentemente do quanto de justiça e

vera-cidade “Raising Kane” trazia (o artigo foi bastante con-20 testado na época), surgem agora evidências de que a própria Pauline atuou de modo tão pouco ético

como ela acusava Welles de ter agido. A crítica teria baseado o seu artigo nos estudos realizados por

outra pessoa –Howard Suber, pesquisador da UCLA (Universidade da 25 Califórnia, em Los Angeles), que colaborou com Pauline, mas que, por fim, não foi sequer

mencionado no texto final.

(Bruno Ghetti. “Méritos de Pauline: o retrato de uma crítica”. Folha de S.Paulo,ilustríssima, cinema,

domingo, 11 de dez. de 2011. p. 6)

109. (ANALISTA JUD. – TRE/PR – FCC – 2011) Considere os itens abaixo. Em cada um deles, encontram-se a transcrição de um segmento do texto e o mesmo segmento pontuado de maneira diferente da original. I. (linhas 14 a 16) frequentemente reivindicando para si as principais qualidades de “Kane” e a

coautoria do roteiro / frequentemente reivindicando, para si, as principais qualidades de “Kane” e a

coautoria do roteiro

II. (linhas 18 a 20) Independentemente do quanto de justiça e veracidade “Raising Kane” trazia (o

artigo foi bastante contestado na época), / Independentemente do quanto de justiça e veracidade

“Raising Kane” trazia − o artigo foi bastante contestado na época − III. (linhas 20 a 22) surgem agora evidências de que a própria Pauline atuou de modo tão pouco ético

como ela acusava Welles de ter agido. / surgem agora, evidências de que a própria Pauline atuou de

modo tão pouco ético como ela acusava Welles de ter agido.

O padrão culto escrito abona a nova pontuação de a) I, apenas. espaco b) I e II, apenas. espaco c) I, II e III. espaco d) II e III, apenas. espaco e) I e III, apenas.

Atenção: As questões de números 110 a 119 referem-se ao texto seguinte.

Mordacidade de Montesquieu

O grande pensador Montesquieu, uma das mais iluminadas inteligências da França do século XVIII, um mestre para os estudos jurídicos, era também um exuberante talento artístico. Em 1721 aparece sua primeira obra literária, as Cartas persas, nas quais retrata satiricamente toda a civilização francesa, por meio da suposta correspondência de dois viajantes persas em andanças por Paris e desejosos de “instruir-se nas ciências do Ocidente”. Em Paris, contemplam uma cidade onde “as casas são tão altas que se as julgaria habitadas por astrólogos” e tão extremamente povoadas que, “quando todo mundo desce para as ruas, faz-se uma bela confusão.”

O rei da França parece-lhes “o mais poderoso príncipe da Europa. Não tem minas de ouro como o rei da Espanha, seu vizinho, mas tem mais riquezas porque as tira da vaidade dos súditos, inesgotável mais que as minas... Esse rei é um grande mágico: exerce seu império sobre o próprio espírito dos súditos, fazendo-os pensar como ele. Se não tem mais que um milhão de escudos em seu tesouro e tem necessidade de dois, não precisa fazer mais do que persuadi-los de que um escudo vale dois, e todo mundo acredita.”

À crítica da autoridade política, característica do Século das Luzes, junta-se a da autoridade religiosa, quando os persas encontram “um outro mágico, mais forte que o rei e não menos mestre de seu próprio espírito quanto do espírito dos outros. Esse mágico chama-se Papa e faz crer aos súditos que três não é mais que um, que vinho não é vinho, que pão não é pão, e mil outras coisas da mesma espécie. Para não dar descanso aos súditos e não deixá-los perder o hábito da crença, fornece a eles, de quando em quando, certos tratados de fé.”

O sarcasmo estende-se aos costumes, e Montesquieu põe na boca dos persas palavras de admiração ao encontrarem mulheres muito habilidosas que “fazem da virgindade uma flor que perece e renasce todos os dias”. Os caprichos da moda entre os franceses parecem-lhes surpreendentes, e “não se acreditaria em quanto custa ao marido colocar sua mulher na moda.”

(Extraído do encarte a Montesquieu. S. Paulo: Abril, Os pensadores, 1973.)

110. (ANALISTA JUD. – TRE/AC – FCC – 2010) Em relação à apresentação e à organização do texto, é correto afirmar que a) a referência, no primeiro parágrafo, à contribuição de Montesquieu para os estudos jurídicos encontra sustentação no último parágrafo.

b) a utilização de aspas indica que os trechos assim ressaltados correspondem a uma tradução de fragmentos das Cartas persas, de Montesquieu.

c) o segundo e o terceiro parágrafos encerram críticas de Montesquieu às baldadas tentativas dos mandatários que buscavam amenizar o autoritarismo do regime. d) o último parágrafo corresponde a uma efetiva conclusão do texto, já que nele se comprovam as teses propostas nos parágrafos anteriores.

e) seu autor não se furtou, utilizando para isso as aspas de praxe, a emitir opinião pessoal acerca do mérito mesmo das questões satirizadas por Montesquieu. 111. (ANALISTA JUD. – TRE/AC – FCC – 2010) Esta é uma questão que NÃO foi contemplada, no texto, como objeto da sátira de Montesquieu: a) os excessos arquitetônicos da cidade de Paris. d) a dissimulação feminina das experiências sexuais. b) a habitual usura dos súditos franceses. e) os traços de um autoritarismo ludibrioso e inescrupuloso. c) a atuação dos símbolos na linguagem católica.

112. (ANALISTA JUD. – TRE/AC – FCC – 2010) Comenta-se corretamente um aspecto do texto, em redação conforme a norma culta, em: a) Nas Cartas persas, Montesquieu valeu-se de um documento genuinamente histórico, quanto mais não seja para fazê-lo insurgir-se diante do regime francês. b) Apropriando-se imaginariamente de uma correspondência entre dois persas, Montesquieu os consita para si e faz deles emissores de sua própria crítica. c) Com o estratagema de uma forjada correspondência entre dois persas, Montesquieu acaba por denunciar as mazelas que vê na França do Século das Luzes. d) Pustulando a autoria de cartas efetivamente persas, Montesquieu deseja satirizar os hábitos franceses, e acaba estendendo-os a todos os demais do Século das Luzes. e) Estreiando na literatura com as Cartas persas, Montesquieu já apregoava os maus costumes franceses, deblaterando-os à revelia do monarca e do próprio Papa.

113. (ANALISTA JUD. – TRE/AC – FCC – 2010) Deve-se entender, pelo sentido que tem no contexto, que o segmento a) era também um exuberante talento artístico é uma informação enfática e inclusiva. b) por meio da suposta correspondência é uma alusão à eventual legitimidade das cartas. c) porque as tira da vaidade dos súditos é uma reiteração da vaidade do rei da França. d) exerce seu império sobre o próprio espírito dos súditos é uma condenação da subserviência imperial. e) não menos mestre de seu próprio espírito quanto do espírito dos outros é uma comprovação das práticas piedosas do Papa.

114. (ANALISTA JUD. – TRE/AC – FCC – 2010) A forma verbal resultante da transposição para a voz passiva da frase a) Quanto às minas de ouro, o rei as tira da vaidade dos súditos será tê-las-á tirado. b) retrata satiricamente toda a civilização francesa será tem-na retratado. c) exerce seu império sobre o próprio espírito dos súditos será têm sido exercidos. d) fornece a eles (...) certos tratados de fé será são-lhes fornecidos. e) custa ao marido colocar sua mulher na moda será custa-lhe tê-la colocado.

115. (ANALISTA JUD. – TRE/AC – FCC – 2010) O verbo indicado entre parênteses deverá ser flexionado numa forma do singular para preencher de modo correto a lacuna da frase:

a) Nem mesmo se ___ (atrever) a repudiar as mordazes críticas de Montesquieu quem por elas se sentisse atingido.

b) ___ (vir ) somar-se ao autoritarismo político as ingerências autoritárias do poder religioso. c) Não ___ (ficar) à margem da dura crítica de Montesquieu nem mesmo algumas características das construções parisienses.

d) ___ (constituir) matéria para o riso do filósofo até mesmo os ritos e os símbolos católicos. e) Não ___ (escapar) à crítica de Montesquieu quaisquer atitudes que lhe parecessem viciosas.

116. (ANALISTA JUD. – TRE/AC – FCC – 2010) Com o tempo, o sarcasmo de Montesquieu tornou-se proverbial, mas no século XVIII temiam esse sarcasmo todos os que se sentissem objetos possíveis dele, já que o filósofo explorava esse sarcasmo com a arte de quem sabe tornar o sarcasmo uma arma mortal. Evitam-se as viciosas repetições do período acima substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:

a) temiam-no – lhe explorava – o sabe tornar. d) temiam a ele – explorava-lhe – sabe torná-lo. b) lhe temiam – o explorava – lhe sabe tornar. e) o temiam – explorava-o – sabe tornar-lhe. c) temiam-no – o explorava – sabe torná-lo.

117. (ANALISTA JUD. – TRE/AC – FCC – 2010) Está correta a flexão de todas as formas verbais na frase: a) Muitos dos contemporâneos de Montesquieu conviram em que ele cometia intoleráveis abusos no exercício de sua crítica.

b) O que hoje não mais constitue escândalo, à época de Montesquieu podia ser uma abominável prática social.

c) Os herdeiros intelectuais de Montesquieu recomporam suas ideias ao longo do tempo e as adaptaram a diferentes circunstâncias.

d) Mesmo que os católicos mais críticos intervissem junto às autoridades, Montesquieu não arrefeceria o tom de suas ironias.

e) Nada faria com que um espírito crítico como o de Montesquieu detivesse sua mordacidade diante das mazelas de sua época.

118. (ANALISTA JUD. – TRE/AC – FCC – 2010) Está inteiramente adequada a pontuação do seguinte período: a) Por meio das Cartas persas, Montesquieu, acabou atingindo de forma inapelável, não apenas as instituições políticas, mas também a própria Igreja Católica satirizada, nada mais nada menos, que em sua autoridade máxima, a figura do Papa.

b) Por meio das Cartas persas, Montesquieu acabou atingindo, de forma inapelável, não apenas as instituições políticas, mas também, a própria Igreja Católica; satirizada nada mais nada menos, que em sua autoridade máxima a figura do Papa.

c) Por meio das Cartas persas Montesquieu acabou atingindo de forma inapelável, não apenas as instituições políticas mas também a própria Igreja Católica, satirizada nada mais nada menos, que em sua autoridade máxima, a figura do Papa.

d) Por meio, das Cartas persas, Montesquieu acabou atingindo de forma inapelável: não apenas as instituições políticas, mas, também, a própria Igreja Católica; satirizada nada mais, nada menos, que em sua autoridade máxima: a figura do Papa.

e) Por meio das Cartas persas, Montesquieu acabou atingindo, de forma inapelável, não apenas as instituições políticas, mas também a própria Igreja Católica, satirizada, nada mais, nada menos, que em sua autoridade máxima: a figura do Papa.

119. (ANALISTA JUD. – TRE/AC – FCC – 2010) Atente para as seguintes afirmações:

I. O sentido da frase Esse rei é um grande mágico: exerce seu império sobre o próprio espírito dos

súditos não se altera caso se substitua o sinal de dois-pontos por conquanto. II. Na frase O sarcasmo estende-se aos costumes, e Montesquieu põe na boca dos persas palavras de

admiração ao encontrarem mulheres muito habilidosas (...), a conjunção e pode ser substituída por

haja vista que.

III. Com a afirmação “fazem da virgindade uma flor que perece e renasce todos os dias”, Montesquieu

reconhece os sinceros escrúpulos da moralidade francesa.

Está correto APENAS o que se afirma em

a) II. espaco b) III. espaco c) I e II. espaco d) II e III. espaco e) I.

Atenção: As questões de números 120 a 127 referem-se ao texto seguinte.

Perspectiva de Montesquieu

O grande pensador francês Montesquieu (1689-1755) é um dos mais importantes intelectuais na história das ciências jurídicas. A grande originalidade de sua obra maior − O espírito das leis − consiste na revolução metodológica. O método de Montesquieu comporta dois aspectos inter-relacionados, que podem ser distinguidos com clareza. O primeiro exclui da ciência social toda perspectiva religiosa ou moral; o segundo afasta o autor das teorias abstratas e dedutivas e o dirige para a abordagem descritiva e comparativa dos fatos sociais.

Quanto ao primeiro, constituía um solapamento do finalismo teológico e moral que ainda predominava na época, segundo o qual todo o desenvolvimento histórico do homem estaria subordinado ao cumprimento de desígnios divinos. Montesquieu, ao contrário, reduz as instituições a causas puramente humanas. Segundo ele, introduzir princípios teológicos no domínio da história, como fatores explicativos, é confundir duas ordens distintas de pensamento. Deliberadamente, dispõe-se a permanecer nos estritos domínios dos fenômenos políticos, e jamais abandona tal projeto.

Já nas primeiras páginas do Espírito das leis ele adverte o leitor contra um possível mal-entendido no que diz respeito à palavra “virtude”, que emprega amiúde com significado exclusivamente político, e não moral. Para Montesquieu, o correto conhecimento dos fatos humanos só pode ser realizado cientificamente na medida em que eles sejam visados como são e não como deveriam ser. Enquanto não forem abordados como independentes de fins religiosos e morais, jamais poderão ser compreendidos. As ciências humanas deveriam libertar-se da visão finalista, como já haviam feito as ciências naturais, que só progrediram realmente quando se desvencilharam do jugo teológico.

Para o debate moderno das relações que se devem ou não travar entre os âmbitos do direito, da ciência e da religião, Montesquieu continua sendo um provocador de alto nível.

(Adaptado de Montesquieu, Os pensadores. S. Paulo: Abril, 1973)

120. (ANALISTA DE CONTROLE – TCE/PR – FCC – 2011) O método original pelo qual Montesquieu se orienta ao escrever O espírito das leis tem como primeira característica promover

a) uma convergência mais natural entre as bases do pensamento teológico e as das instituições civis. b) o caráter dedutivo dos estudos jurídicos, a se desenvolverem com base em teses e hipóteses investigativas.

c) a separação radical entre o âmbito dos valores teológicos e morais e o das políticas e ciências humanas.

d) a supressão dos valores éticos morais, em nome de uma exclusiva ordem constitucional anticlerical. e) o confronto entre as prioridades de um Estado religioso e as de um Estado laico, tendo em vista uma síntese conciliatória.

121. (ANALISTA DE CONTROLE – TCE/PR – FCC – 2011) Atente para as seguintes afirmações:

I. Foi a grande importância que Montesquieu atribuía aos estudos de filosofia pura que o levou a compor

um tratado como O espírito das leis, um monumento dedicado à metafísica do Direito. II. Para Montesquieu, as instituições humanas devem ser vistas como tais, ou seja, criações do homem,

devendo por isso ser tratadas como fenômenos políticos, e não como manifestações místicas. III. Montesquieu, em suas reflexões sobre as instituições e as leis, deixava-se orientar pelo pensamento

utópico, prefigurando, como homem de imaginação que era, a realização espiritual e ideal dos homens.

Em relação ao texto está correto SOMENTE o que se afirma em a) I. espaco b) II. espaco c) III. espaco d) I e II. espaco e) II e III.

122. (ANALISTA DE CONTROLE – TCE/PR – FCC – 2011) Quanto ao primeiro, constituía um solapamento do finalismo teológico e moral que ainda predominava na época, segundo o qual todo o desenvolvimento histórico do homem estaria subordinado ao cumprimento de desígnios divinos. Com base no trecho acima, é correto afirmar:

a) a palavra solapamento está empregada no sentido de implementação ou suprimento. b) na expressão segundo o qual, o elemento sublinhado reporta-se diretamente a desenvolvimento histórico.

c) a expressão desígnios divinos tem sentido oposto ao da expressão finalismo teológico. d) o desenvolvimento histórico do homem era visto, até então, em função do finalismo teológico e moral.

e) a expressão cumprimento de desígnios divinos deve ser entendida como extensão da autoridade de Deus.

123. (ANALISTA DE CONTROLE – TCE/PR – FCC – 2011) Está inteiramente clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto: a) Montesquieu valeu-se, em O espírito das leis, do conceito político de “virtude”, escoimando essa palavra de qualquer ressonância de ordem moral ou religiosa. b) Para que não se confundissem os leitores, Montesquieu advertiu-os que a palavra “virtude” ali empregada não detinha terminologia religiosa, conquanto apenas política. c) Era mister de Montesquieu desconsiderar o desígnio divino, razão pela qual fixou no termo “virtude” o censo de sentido político que a palavra deveria transpirar. d) Em O espírito das leis, propunha Montesquieu a tratar das instituições de fato humanas, tendo por isso empregado a palavra “virtude” em sentido material, e não teológico. e) Ao conceito moral de “virtude” opôs-se Montesquieu, preterindo-o uma vez que lhe preferia no sentido político, tendo para isso alertado seus leitores em O espírito das leis.

124. (ANALISTA DE CONTROLE – TCE/PR – FCC – 2011) As normas de concordância verbal estão plenamente observadas em: a) Para os leitores de qualquer época seriam úteis reconhecer os dois métodos que regiam Montesquieu em O espírito das leis.

b) Muito terão a ganhar, sejam quais forem as convicções de uma época, quem se disponha a refletir sobre as ideias de Montesquieu.

c) À exceção dos que professam ardentemente uma fé, leitores de Montesquieu haverão sempre, para endossar com ânimo suas teses.

d) Segundo Montesquieu, não cabem aos homens preocupar-se com a finalidade religiosa das instituições, mas sim com a finalidade política.

e) No século XVIII não se ateve aos princípios morais religiosos quem, como Montesquieu, os preterisse para priorizar os princípios da política.

125. (ANALISTA DE CONTROLE – TCE/PR – FCC – 2011) A oração sublinhada exerce a função de sujeito dentro do seguinte período: a) Montesquieu preferiu guiar-se pelos valores civis, em vez de se deixar levar pelo finalismo religioso. b) A um espírito sensível e religioso não convém ler um filósofo como Montesquieu buscando apoio espiritual.

c) Um estudo sério da história das ciências jurídicas não pode prescindir dos métodos de que se vale Montesquieu em O espírito das leis.

d) As ciências humanas deveriam libertar-se da religião, assim como ocorreu com as ciências naturais. e) O método de Montesquieu valorizou as instituições humanas e solapou o finalismo teológico e moral.

126. (ANALISTA DE CONTROLE – TCE/PR – FCC – 2011) Está inteiramente adequada a pontuação do seguinte período: a) No século das Luzes Montesquieu, em sua obra maior, deixou-se guiar, por um método original composto por dois aspectos inter-relacionados: que serviam a seu propósito condenável para muitos, de ver como excludentes o finalismo religioso e o fenômeno político. b) No século das Luzes, Montesquieu, em sua obra maior, deixou-se guiar por um método, original, composto por dois aspectos inter-relacionados, que serviam a seu propósito condenável, para muitos, de ver como excludentes, o finalismo religioso e o fenômeno político. c) No século das Luzes, Montesquieu, em sua obra maior, deixou-se guiar por um método original, composto por dois aspectos inter-relacionados que serviam a seu propósito, condenável para muitos, de ver como excludentes o finalismo religioso e o fenômeno político. d) No século das Luzes Montesquieu, em sua obra maior, deixou-se guiar por um método original, composto, por dois aspectos inter-relacionados, que serviam a seu propósito condenável para muitos: de ver como excludentes, o finalismo religioso e o fenômeno político. e) No século das Luzes, Montesquieu, em sua obra maior, deixou-se guiar, por um método original, composto por dois aspectos inter-relacionados, que serviam a seu propósito, condenável, para muitos de ver como excludentes o finalismo religioso, e o fenômeno político.

Continuar: parte 3 de 5