Adolpho Lutz: entomologia, tabanídeos
Erephopsis auricincta. Eine neue Tabanidenart aus der Subfamilie Pangoninae
Erephopsis auricincta. Uma nova
mutuca da subfamília: Pangoninae*
Damos a seguir a descrição de uma nova pangonina pertencente ao gênero Erephopsis, de Rondani, acompanhada de figura em cores, bastante aumentada e que mostra bem as particularidades dessa bela espécie. (Est. 1).
Erephopsis auricincta n. sp.
Tamanho geral (sem a tromba) 15-16mm.
Probóscida de cor preta, com 6mm de comprimento; palpos pardo-ferrugíneos; antenas com os dois artículos basilares enegrecidos, o terceiro ferruginoso, um pouco enegrecido na base e no ápice; face castanho-escura, quase sem brilho; fronte e vértice com fundo da mesma cor, o último com pêlos pretos, curtos, e ocelos distintos de brilho amarelado escuro; olhos escuros, com pubescência enegrecida; barba castanho-escura de reflexos amarelados e arruivados; occipício com a margem ocular prateada e o restante cinzento, com pêlos dourados curtos e finos.
Tórax: em cima enegrecido, com penugem escura de reflexos dourados e três estrias longitudinais escuras, mais distintas na metade anterior; entre os ombros e os encontros das asas há pêlos mais compridos e completamente escuros; em baixo os pêlos têm cor parecida com a da barba; o escutelo é coberto de pêlos aveludados, bastante compridos, negros no meio e mais castanhos nas partes laterais.
Abdome: em cima de fundo preto, mostrando na margem posterior de todos os segmentos pêlos finos e brilhantes, à maneira de cintas de cor de ouro; estas, nos segmentos 2, 3, 4 e 5, são bastante alargadas no meio e um pouco menos dos lados; em baixo as cintas são um pouco mais pálidas e de largura mais uniforme.
Pernas: coxas e femoral enegrecidos com pubescência preta, o resto castanho ferruginoso bastante claro com pêlos amarelados, curtos, sendo apenas a extremidade dos pés um pouco mais escura.
Asas ligeiramente acinzentadas, mais amareladas na região da costa, as nervuras de um pardo ferruginoso, mais declarado na parte amarelada. Primeira célula da margem posterior e também a anal, fechadas um pouco antes da margem; o ramo anterior da nervura forquilhada em ângulo bastante acusado e às vezes com apêndice brevíssimo; balancins castanhos, com a parte apical do capítulo de cor mais clara.
A descrição é fundada no exame de cinco fêmeas apanhadas em Barbacena (Minas Gerais) no mês de março de 1907 pelo dr. Belisário Penna.
* Trabalho de Adolpho Lutz e Arthur Neiva, publicado em abril de 1909 na edição inaugural das Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, t.1, n.1, p.12-3, estampa 1 de autoria de Castro Silva. Publicado também em alemão, neste mesmo periódico, com o título “Erephopsis auricincta. Eine neue Tabanidenart aus der Subfamilie: Pangoninae”. [N.E.]