As Aventuras do Bom Soldado Švejk

Jaroslav Hašek · Capítulo 29 de 30

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As Aventuras do Bom Soldado Švejk

2 - A extrema-unção

2

A extrema-unção

O capelão militar Martinec não foi exatamente ver Švejk; na verdade, entrou em sua cela flutuando como uma bailarina no palco. Naquele momento, as inspirações celestiais e a garrafa de um velho gumpoldskirchen haviam lhe propiciado a leveza de uma pluma. Achou que naquele instante grave e sagrado estava se aproximando de Deus, quando, na verdade, só se aproximava de Švejk.

A porta foi fechada e os dois ficaram a sós. Então o capelão se dirigiu com

entusiasmo a Švejk, que estava sentado no catre.

— Querido filho, sou o capelão militar Martinec.

No caminho havia encontrado, conforme acreditara, a maneira mais

adequada de se dirigir a ele, inclusive a mais paternal e comovedora.

Švejk se levantou da cama, apertou sua mão com força e disse: — Muito prazer, sou Švejk, ordenança da 11 ª Companhia do 91º

Regimento. Recentemente transferiram nosso núcleo de comando a Most nad Litavou. Bem, padre, sente-se confortavelmente aqui ao meu lado e me conte por que foi preso. Por que o prenderam aqui se a patente de oficial lhe dá o direito de ir para a prisão dos oficiais da guarnição? Este não é um lugar para o senhor, a cama é cheia de piolhos. Mas é verdade que às vezes as pessoas não sabem aonde pertencem, porque na administração confundem tudo. Uma vez fiquei preso em České Budějovice, padre, no regimento, e me trouxeram um subcadete. É algo assim como um capelão militar, nem uma coisa nem outra, nem alho nem bugalho; gritava com os soldados como se fosse um oficial e quando aprontava alguma era preso com os soldados rasos. Os subcadetes são verdadeiros bastardos, padre, não eram aceitos na cozinha dos suboficiais nem tinham direito ao rancho dos soldados porque tinham uma patente mais alta, mas tampouco lhes cabia a cozinha dos oficiais. Estavam ali cinco deles e no começo só comiam queijo na cantina, porque ninguém queria lhes servir o rancho. Até que um belo dia o tenente Wurn proibiu aquilo, pois a cantina da tropa não estava à altura da dignidade dos subcadetes. Mas o que podiam fazer se não os deixavam ir nem à cantina? De maneira que ficaram sem saber o que fazer e em poucos dias os levaram pelo caminho da amargura, a ponto de um deles se atirar no Malše e outro sair do regimento e ao cabo de dois meses escrever ao quartel para informar que era ministro da Guerra do Marrocos. Restaram quatro, porque conseguiram tirar com vida aquele que se atirara no Malše; quando se atirou, tinha esquecido que sabia nadar, e até que havia passado pela prova de natação com uma nota excelente. De maneira que o levaram ao hospital; ali também ficaram desconcertados, pois não sabiam se o cobriam com uma manta para oficiais ou com uma normal para a tropa. De modo que para sair daquela situação não lhe deram nenhuma manta, mas o envolveram em um lençol molhado. Depois de meia hora o subcadete pediu que o deixassem voltar para o quartel e foi ele, exatamente, que enfiaram na minha cela, ainda completamente molhado. Ficou ali quatro dias e aproveitou-os muito bem porque pelo menos lhe davam o rancho, que era de prisioneiros, mas, afinal das contas, rancho, e assim tinha algo certo, como costumava dizer. No quinto dia vieram buscá-lo e ao cabo de meia hora voltou porque havia esquecido o quepe; chorava de alegria. Me disse: “Por fim tomaram uma decisão a nosso respeito. A partir de hoje, os subcadetes serão presos no quartel-general com os oficiais; se pagarmos um pouco mais, nos darão comida da cozinha dos oficiais depois que estes terminarem, dormiremos com a tropa, e o café e o tabaco também serão os da tropa.”

Só então o capelão militar se recuperou, a ponto de conseguir interromper

Š vejk com uma frase cujo conteúdo não tinha nada a ver com a conversa anterior:

— Sim, sim, querido filho. Há coisas entre o céu e a terra sobre as quais

precisamos refletir com ardor no coração e com absoluta confiança na infinita misericórdia de Deus. Querido filho, quero lhe ministrar a extrema-unção.

Interrompeu-se porque não conseguia achar adequado o que dizia. Pelo

caminho fizera um esboço de seu discurso, com o qual queria levar o desgraçado a refletir sobre sua vida e sobre o perdão que lhe concederiam lá em cima se cumprisse sua penitência e demonstrasse que estava verdadeiramente arrependido.

Naquele momento, o capelão pensava em como continuaria, mas Švejk se

adiantou perguntando se tinha um cigarro.

O capelão Martinec ainda não aprendera a fumar; essa era a única coisa que

conservara do estilo de vida que levava antes de chegar a Přemyšl. Um dia em que o general Fink já estava mais calmo, tentara fumar um charuto, mas acabara jogando-o fora com a impressão de que seu anjo da guarda fazia cócegas em sua garganta.

— Não fumo, filho querido — respondeu a Švejk com extraordinária

dignidade.

— Agora sim o senhor me surpreendeu — disse Švejk. — Conheci vários

capelães e todos fumavam como uma chaminé. Não posso imaginar de maneira alguma um capelão que não fume nem beba. Conheci apenas um que não inalava a fumaça até os pulmões porque preferia mascar o tabaco, e quando fazia um sermão deixava o púlpito coberto de cuspe. De onde o senhor é, padre?

— Dos arredores de Nový Jičín — respondeu com voz desconsolada o

imperial e real reverendo Martinec.

— Suponho que deva conhecer uma tal de Růžena Gaudrsová; no ano

passado, o anterior, trabalhava em uma taverna da rua Platnéřská de Praga e, imagine, quando teve gêmeos processou por paternidade dezoito homens de uma vez. Um dos gêmeos tinha um olho azul e o outro marrom, enquanto o outro tinha um cinza e o outro preto, de maneira que imaginou que estavam envolvidos no assunto quatro homens, cada um com a cor do olho correspondente, daqueles que iam à taverna e tinham relações com ela. Além disso, um dos gêmeos tinha o pé torto, enquanto o outro tinha seis dedos em um pé, como um deputado que aparecia ali todos os dias. E agora imagine, padre, que havia dezoito clientes que estavam em uma situação parecida e que os gêmeos tinham alguma coisa de cada um dos clientes que a mãe acompanhava a sua casa ou a algum hotel. No final, o tribunal decidiu que em um caso tão multitudinário o pai devia constar como desconhecido, de modo que a mãe pôs a culpa no dono da taverna em que trabalhava, mas ele provou que era impotente havia vinte anos, em consequência de uma operação depois de uma infecção nas pernas. Mais tarde a enviaram a sua cidade, padre, a Nový Jičín. Esta história nos mostra com clareza que quem muito abraça pouco aperta. A mãe devia ter declarado que um dos gêmeos era do senhor deputado e o outro do senhor conselheiro ou de alguém parecido. Pode-se calcular, facilmente, o nascimento de uma criança. No dia tal fui com tal e tal pessoa ao hotel, no dia tal e tal nasceu a criatura. Isso quando se trata de um parto normal, logicamente, padre. Naquelas casas de passagem sempre se encontra alguma testemunha, um criado ou uma camareira, que por dez coroas juraria que efetivamente tal senhora havia ido acompanhada de tal e tal senhor e que, quando mais tarde desciam a escada, ela lhe dissera: “E se houver consequências?”, e ele respondera: “Não se preocupe, minha pombinha, eu cuidarei da criatura.”

O capelão ficou pensativo; sentiu que seria difícil ministrar a extrema-unção,

apesar do esboço preparado antecipadamente. Agora não tinha clareza a respeito do que poderia dizer ao querido filho. Teria que ser alguma coisa sobre a infinita misericórdia, sobre o dia do Juízo Final no qual todos os soldados culpados de algum crime se levantariam dos túmulos com a corda no pescoço e seriam perdoados se tivessem se arrependido, como aquele pilantra do Novo Testamento.

O capelão preparara uma das mais belas extremas-unções jamais imaginadas,

que devia ser dividida em três partes. Antes de qualquer coisa, queria deixar claro que morrer na forca é fácil quando o homem está totalmente reconciliado com Deus. A lei militar castigava os culpados de traição a Sua Majestade o Imperador, o pai dos soldados, de maneira que o menor delito contra ele era considerado um parricídio, uma humilhação ao pai. Depois queria desenvolver a seguinte teoria: Sua Majestade o Imperador reina pela graça de Deus, Deus o designou para dirigir os assuntos deste mundo, da mesma maneira que o papa é designado para dirigir os assuntos espirituais. Por isso, trair o imperador é trair o próprio Deus. E, portanto, um soldado culpado desse tipo de traição não é condenado apenas à forca, mas, além disso, é amaldiçoado por toda a eternidade. Não obstante, se, por causa da disciplina militar, a justiça terrena não pode suspender a pena e o delinquente deve ser enforcado, não está de todo perdido a respeito da segunda pena, a eterna. O homem pode se livrar dela se optar por uma boa manobra, o arrependimento.

O capelão militar imaginara aquela cena tão comovente, que o ajudaria

pessoalmente para que lá em cima fossem apagadas todas as anotações sobre suas atividades na casa do general Fink de Přemyšl.

Começaria gritando para o homem condenado: “Arrependa-se, filho.

Ajoelhemo-nos juntos! Repita depois de mim, filho!”

Em seguida uma oração ressoaria naquele calabouço pestilento e cheio de

piolhos: “Oh Deus, sempre misericordioso, eu lhe imploro humildemente pela alma deste soldado, ao qual ordenaste que abandone este mundo como consequência de um conselho de guerra que teve lugar em Přemyšl. Faça com que este soldado de infantaria não chegue a conhecer os tormentos do inferno, mas que aceda aos gozos eternos.”

— Desculpe, padre, faz cinco minutos que está sentado aqui mais morto do

que vivo, como se não tivesse vontade de falar. Vê-se claramente que é a primeira vez que está preso.

— Eu vim — respondeu o capelão, muito seriamente — por um assunto de

extrema-unção.

— Não entendo por que insiste tanto nessa história de extrema-unção. Eu

não me sinto forte o bastante para lhe dar a extrema-unção. O senhor não é o primeiro nem o último capelão militar que foi dar com os ossos no quartel. Para dizer a verdade, eu não tenho o dom da palavra, não tenho a eloquência necessária para dar a extrema-unção a alguém que esteja em uma situação difícil. Até tentei uma vez, mas sem bons resultados. Sente-se aqui ao meu lado e lhe contarei tudo. Quando ainda vivia na rua Opatovická, tinha um amigo, um tal de Faustýn, que era porteiro de um hotel. Era uma ótima pessoa, nobre e trabalhador. Conhecia todas as mulheres de rua, de modo que se podia ir a qualquer hora da noite ao hotel e lhe dizer: “Senhor Faustýn, preciso de uma senhorita”, já que ele se dedicava ao trabalho com tal consciência que imediatamente perguntava à pessoa se preferia loura ou morena, baixa ou alta, magra ou gorda, alemã, tcheca ou judia, solteira, divorciada ou casada, inteligente ou sem inteligência.

Švejk se aproximou com intimidade do capelão e, abraçando-o pela cintura,

continuou:

— Bem, imagine que o senhor lhe dissesse: “Preciso de uma loura de pernas

longas, viúva, não muito inteligente”; ao cabo de dez minutos a teria em sua cama, com atestado de batismo e tudo.

O capelão militar começou a se sentir sufocado, mas Švejk continuou,

apertando o capelão contra ele de forma maternal:

— Não é possível imaginar, padre, o tamanho do senso de moralidade e

honradez do senhor Faustýn. Não aceitava nem uma moeda das mulheres que propiciava e mandava para os quartos, e se, alguma vez, uma delas quisesse lhe dar discretamente alguma coisa, precisava ver como ficava indignado e começava a gritar: “Porca asquerosa, não pense que estes cêntimos a ajudarão se vende seu corpo. Eu não sou nenhum alcaguete, puta desavergonhada. Eu faço isso porque tenho pena de você, para que, já que caiu tão baixo, não tenha que exibir suas vergonhas aos transeuntes, para que o carro de polícia não a leve durante a noite e não tenha que esfregar o chão da delegacia durante três dias. Desta maneira pelo menos não passa frio e ninguém vê como decaiu tanto.” Aquilo que não queria aceitar das garotas recebia dos clientes. Tinha estabelecido suas tarifas: olhos azuis valiam dez cêntimos, pretos, quinze; anotava todos os detalhes em um pedaço de papel e os somava como se se tratasse de uma fatura. O preço da mediação era muito acessível. Por uma mulher não inteligente cobrava vinte cêntimos extras, pois era da opinião de que a pessoa se diverte muito mais com uma mulher vulgar do que com uma senhora culta. Em um entardecer, o senhor Faustýn veio me ver em minha casa da rua Opatovická; estava indignado e fora de si, como se o tivessem expulsado do bonde pela janela e ainda por cima tivessem roubado seu relógio. A princípio não dizia nada; tirou do bolso uma garrafa de rum, deu um gole, passou-a para mim e disse: “Beba!” E conversamos até que terminamos a garrafa. Depois me disse de repente: “Amigo, seja amável e me faça um favor. Abra a janela que dá para a rua, eu me inclinarei, você me pegará pelas pernas e me atirará do terceiro andar. Não quero mais nada da vida, meu último consolo é ter um amigo que me mande para outro bairro. Não consigo mais viver, fui acusado, eu, um homem honrado, de alcaguete, como se fosse um rufião qualquer do bairro judeu. Nosso hotel é de primeira classe, tanto as três camareiras como minha mulher têm os documentos em ordem e não devem nem um cêntimo ao médico. Se você gosta um pouco de mim, me atire do terceiro andar, me dê este último consolo.” E então eu lhe disse que subisse na janela e o atirei na rua... Não se assuste, padre!

Švejk subiu no catre arrastando o capelão: — Olhe, padre, segurei-o assim e o atirei lá embaixo. Švejk levantou o capelão e deu-lhe um empurrão. Enquanto o capelão,

completamente assustado, se levantava do chão, Švejk continuou falando:

— O senhor está vendo, padre, que não lhe aconteceu nada, e com Faustýn

tampouco. O caso é que o senhor Faustýn estava completamente bêbado e havia se esquecido de que meu apartamento da rua Opatovická ficava no térreo e não no terceiro andar, como no ano anterior, quando vivia na rua Křemencova, onde ia me visitar com frequência.

O capelão, ainda no chão, olhava com terror para Švejk, que estava em pé

sobre o catre e gesticulava vivamente. Ocorreu-lhe que fora dar com um louco e por isso balbuciou:

— Sim, querido filho, três vezes mais alto.

Enquanto dizia isso, se arrastou, recuando, para a porta. Quando a teve ao

alcance da mão, começou a bater com tanta força e a gritar de forma tão estridente que a abriram imediatamente.

Através da janela gradeada, o bom soldado viu o capelão atravessar o pátio

depressa, acompanhado pelas sentinelas e gesticulando com veemência.

“Com toda certeza o estão levando ao setor dos loucos”, disse a si mesmo

Š vejk. Desceu do catre e começou a caminhar pela cela com passo marcial enquanto cantava:

O anel que você me deu

eu nunca mais usarei.

Irei para a guerra,

e no fuzil o carregarei.

Alguns minutos mais tarde, o capelão foi anunciado na casa do general Fink. O general estava de novo em uma grande “sessão” na qual se destacavam

duas senhoritas encantadoras, vinho e licores.

Todos os membros do júri da manhã, exceto o soldado de infantaria que

acendia os cigarros, estavam ali reunidos.

O capelão apareceu no banquete como um ser fantasmagórico. Estava pálido,

tremia e exibia a dignidade de um homem que acabara de ser esbofeteado injustamente.

O general Fink, que ultimamente tratava o capelão com algo mais que

familiaridade, arrastou-o ao sofá, sentou-o ao seu lado e, com voz de bêbado, lhe perguntou:

— Como está a história da extrema-unção?

Uma das senhoritas presentes lançou um cigarro para o capelão. — Beba à extrema-unção — acrescentou o general Fink servindo vinho ao

capelão em uma grande taça verde.

Como este não a pegou imediatamente, o próprio general começou a lhe dar

de beber, e, se o capelão não a tivesse sorvido em grandes goles, teria derramado tudo em cima.

Só depois começou a lhe fazer perguntas sobre o comportamento do

condenado durante a administração da extrema-unção.

O capelão se levantou e disse com voz trágica:

— Ficou louco.

— Deve ter sido uma extrema-unção magnífica — riu o general. Os demais explodiram em gargalhadas e as senhoritas voltaram a

bombardear o capelão com cigarros.

Um oficial que bebera além da conta cochilava na outra ponta da mesa.

Um oficial que bebera além da conta cochilava na outra ponta da mesa.

Naquele momento despertou de sua apatia, serviu uma boa dose de licor em duas taças de vinho, abriu caminho entre as cadeiras, aproximou-se do sacerdote e obrigou o servidor de Deus, que estava completamente atordoado, a beber de um gole as taças em homenagem à fraternidade. Depois voltou a se aninhar em seu assento e continuou dando cabeçadas.

Com aquele brinde à fraternidade, o capelão caiu nos tentáculos do

demônio. O diabo estendia seus braços para ele de todas as garrafas que estavam sobre a mesa, assim como do olhar e dos sorrisos das senhoritas alegres que haviam colocado as pernas em cima da mesa diante dele, de maneira que Lúcifer olhava para o capelão por entre a seda de sua roupa de baixo.

O capelão não tinha a menor dúvida de que sua alma estava em jogo e de que

ele era um mártir.

Esta foi a ideia que expressou a dois ordenanças militares do general que o

levaram a um quarto contíguo e o deitaram no sofá:

— O espetáculo que se apresenta aos seus olhos é triste e nobre ao mesmo

tempo. Pensem, com o espírito puro e sem preconceitos, em tantos heróis célebres por seu sofrimento que se sacrificaram pela fé e são conhecidos como mártires. Vejam em mim um exemplo de como um homem pode se elevar sobre seus sofrimentos quando a verdade e a virtude, que o armam para triunfar gloriosamente sobre os mais terríveis sofrimentos, enchem seu coração.

Ao ouvir aquilo, os dois ordenanças o viraram até que ficou de cara contra a

parede. O capelão adormeceu, inquieto, e sonhou que durante o dia cumpria sua função de capelão militar e à noite trabalhava como porteiro em um hotel em lugar do senhor Faustýn, que Švejk atirara de um terceiro andar.

Ao general chegavam de todos os lados queixas contra ele: a um cliente havia

levado uma morena em lugar de uma loura, a outro propiciara uma viúva nada inteligente em lugar de uma divorciada esperta. De manhã acordou empapado de suor, com o estômago revolto e a sensação de que, comparado com ele, seu pároco da Morávia era um anjo.