Aspectos do Romance

E. M. Forster · Apêndice

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Aspectos do Romance

Notas

[1] Não o Arts Theatre de hoj e, em Cam bridge, e sim um auditório universitário que era então conhecido por esse nom e.

[2] Trecho extraído de um a cópia datilografada de propriedade de Mr. P. N. Furbank.

[3] A carta – na qual Housm an, com toda a cortesia, se recusa a deixar que “todo um ano (pois as conferências não m e tom ariam m enos do que isso)” fosse “subtraído desses estudos m inuciosos e pedantes para os quais sou talhado por excelência, e que tanto m e aprazem ” – está reproduzida no Livro de Lugares-Com uns de Forster (em seguida ao bloco de entradas incluído no Apêndice A deste volum e) e em Letters of A. E. Housman, edição organizada por Henry Maas (Londres: Hart-Davis, 1971).

[4] Two Cheers of Democracy (Abinger Edition, vol. 11), p. 118.

[5] Op. cit., pp. 105, 118.

[6] Os term os de Forster (citados da p. 34) não correspondem exatam ente aos constantes do anúncio das conferências publicado no Cambridge University Reporter de 6 de m arço de 1883. Mas eles, no entanto, variaram ao longo do tem po: originalm ente, o conferencista era nom eado por um período de três anos, tinha que proferir pelo m enos sessenta conferências ao todo, e recebia trezentas libras por ano. Forster, é claro, j á tinha palestrado antes sobre tem as literários; m as sua antiga série de conferências longas tinha versado sobre história italiana, e seus artigos para o Working Men’s College eram um caso à parte.

[7] Na resenha que consta do Apêndice B deste volum e e que é a fonte da expressão “galinha inofensiva”.

The Spectator, 28 de j unho de 1930, p. 1055, e 12 de j ulho de 1930, p. 54.

[8]

[9] Consultei apenas um a transcrição desta carta.

[10] Ver p. 192.

[11] Cartas de 19 de novem bro de 1926 a Virginia Woolf; 19 de j aneiro de 1927 a C. P. Cavafy ; 25 de j aneiro de 1927 a Dora Carrington; 2 de fevereiro de 1927 a Edward Arnold; 7 de fevereiro de 1927 a T. E. Lawrence; 10 de m arço de 1927 a E. V. Thom pson; e 18 de m arço de 1927 a T. E. Lawrence. Devo algum as destas citações, m ais um a vez, às notas tom adas por Mr. P. N. Furbank.

[12] O Professor (depois Mr.) I. A. Richardson revelou que estava afastado de Cam bridge, na época, num “giro de lua-de-m el ao redor do m undo”.

[13] Título sob o qual as conferências foram publicadas, em Londres pela Edward Arnold, e em Nova York pela Harcourt, Brace, em 20 de outubro de 1927.

[14] Londres, Chatto & Windus, 1948; ver a p. 33 da edição da Penguin.

[15] New Adelphi, j unho de 1928, pp. 366-67.

[16] Saturday Review of Literature, 17 de dezem bro de 1927, pp. 449-50.

[17] Em bora não por Lionel Trilling, que cunhou a expressão (E. M. Forster, Londres: Hogarth Press, 1944, pp. 10, 155).

[18] Ver pp. 81, 136, 137, 160-66. Ainda em 1944, Forster fazia recom endações de The Craft of Fiction à sua platéia indiana; ver a palestra – que decepciona por ser tão repetitiva – “A arte da ficção”, que consta do Apêndice D.

[19] Carta a Brian Fagan (o editor de Forster na Edward Arnold), de 2 de setem bro de 1927.

[20] Em especial vários dos resenhistas do livro: pela ordem do seu m aior apreço pelo autor, L. P. Hartley (Saturday Review, 17 de dezem bro de 1927), Virginia Woolf (Nation and Athenaeum, 12 de novem bro de 1927) e E. F. Benson (Spectator, 29 de outubro de 1927). Essas três resenhas podem ser encontradas na preciosa com pilação E. M. Forster: The Critical Heritage, organizada por Philip Gardner (Londres: Routledge & Kegan Paul, 1973).

[21] Ver, por exem plo, Geoffrey Tillotson, Criticism and the Nineteenth Century (Londres: Athlone Press, 1951, pp. 244-69).

[22] Com pare-se o tratam ento que lhe dá Forster (pp. 40-1, 206-8) com os trechos da obra que constam do Apêndice C.

[23] The Structure of the Novel (Londres: Hogarth Press, 1928).

[24] Wilfred Stone sugeriu (The Cave and the Mountain: A Study of E. M. Forster, Stanford e Londres: Stanford University Press e Oxford University Press, 1966, p. 119) que a longa polêm ica com Jam es pode ter sido originada de um encontro inicial infeliz. Será que a com paração forçada entre Jam es e Richardson foi feita com o único obj etivo de oferecer a Forster um a oportunidade de parodiar o estilo de Jam es e taxá-lo de esnobism o?

[25] Sobretudo no caso do “ritm o”, conceito que tem sido aplicado com bons frutos aos próprios rom ances de Forster, em especial por E. K. Brown (Rhythm in the Novel, University of Toronto Press, 1950) e Jam es McConkey (The Novels of E. M. Forster, Ithaca: Cornell University Press, 1957).

[26] Le Roman Anglais de Notre Temps, de Abel Chevalley (Milford, Londres).

[27] Cockney: relativo ao East End, de Londres, seus habitantes e sua gíria. (N. do T.)

[28] Julgou-se essencial, neste livro, traduzir a palavra “story ” por “estória”, term o considerado arcaico, em bora ainda corrente; a opção se j ustifica porque o autor concebe a estória com o um dos principais “aspectos do rom ance”, ao qual dedica todo o capítulo 2, e que é sem pre constrastado com a noção de “história” (“history ”), que é a narrativa do conhecim ento histórico, não-ficcional. (N. do T.)

[29] Mencionei essa teoria da inspiração num ensaio curto cham ado Anonymity (publicado pela Hogarth Press).

[30] Lowbrow: literalm ente, “de sobrancelhas baixas”; term o de uso inform al que, no contexto da cultura, designa o que é m ais sim ples e fácil de entender, ou m ais popular, por oposição ao que é m ais sofisticado e intelectualizado, ou de elite. (N. do T.)

[31] Parafraseado de Système des Beaux Arts, pp. 320-21. Agradeço a M. André Maurois por ter m e apresentado este ensaio tão estim ulante.

[32] Há boas reim pressões de Moll Flanders e Roxanna na série Abbey Classics (Sim pkin, Marshall & Co.). [Em 1975, am bos os rom ances estavam disponíveis na série Oxford English Novels; e Moll Flanders tam bém na Signet Books (New Am erican Library ) e na Every m an’s Library (Dent)].

[33] Sich is life: “Assim é a vida”; a expressão aparece em The Life and Adventures of Martin Chuzzlevit, de Dickens, com ligeira diferença (“sech is life”), em observação atribuída a Mrs. Harris por Mrs. Gam p. (N. do T.)

[34] Humour: “hum or”, aqui no sentido de índole ou tem peram ento. (N. do T.)

[35] Traduzido por Dorothy Bussy com o The Counterfeiters (Knopf). [Em catálogo, sob este título, na série Penguin Modern Classic.]

[36] : adj etivo grego que significa “verossím il”. (N. do T.)

[37] Parafraseado de Les Faux-monnayeurs, pp. 238-46. Minha versão, seria desnecessário dizer, não transm ite nem a sutileza nem o equilíbrio do original.

[38] No original, “Pans and puns”: literalm ente, “Pãs e calem bures”. (N. do T.)

[39] Publicado pela Ernst Benn.

[40] Ulysses (Shakespeare & Co., Paris) não pode ser adquirido na Inglaterra, no m om ento. A Am érica, m ais esclarecida, produziu um a versão com cortes, sem a perm issão do autor, e sem lhe pagar um centavo sequer. [Edições com pletas e autorizadas foram publicadas nos Estados Unidos pela prim eira vez em 1934, e na Grã-Bretanha em 1936.]

[41] Encontrável apenas na edição da obra reunida do autor. Pelo conhecim ento dessa obra e por m uitas outras coisas, sou devedor da adm irável m onografia de Mr. John Freem an sobre Melville.

[42] Ver o ensaio certeiro e brilhante de C. P. S., The Structure of Wuthering Heights (Hogarth Press).

[43] Há um a análise m agistral de The Ambassadors, de um ponto de vista diferente, em The Craft of Fiction.

[44] Ver as Letters of Henry James, vol. 2.

[45] Os três prim eiros livros de À la Recherche du temps perdu foram m uito bem traduzidos para o inglês por C. K. Scott Moncrieff sob o título de Remembrance of Things Past (Chatto & Windus). [A obra inteira está disponível em tradução há bastante tem po; o últim o volum e foi traduzido, depois da m orte de Scott Moncrieff, prim eiro (1929) por Stephen Hudson, e depois (1970) por Andreas May or.]

[46] [“Resistência a pressão ou com pulsão, oposição, relutância” (Oxford English Dictionary). Forster erra a citação, trocando “renitência contra o convencim ento” por “rem issão”.]

[47] Sich is life: “Assim é a vida”; ver nota na pág. 85. (N. do T.)

[48] [O uso adverbial de “adm irável” (“wonderful”) – com o de fato “excelente” e “perfeito” – era com um no tem po de Defoe.]

[49] Ou pela surpresa e pela expectativa de m ais surpresas adiante. Mas isto pressupõe um a audiência m ais sutil, e nos conduz para m ais perto da literatura.

[50] [O m anuscrito apresenta aqui os term os adicionais “que hoj e está chocado”, m as parece que eles não representam nada senão o equivalente literário de um disco arranhado, desses de gram ofone.]

[51] [Sic. Provavelm ente Forster queria dizer tanto “Highest Com m on Factor” (“Máxim o Divisor Com um ”) quanto “Lowest Com m on Denom inator” (“Mínim o Denom inador Com um ”) – sendo o prim eiro, talvez, m ais apropriado, j á que o uso do últim o é m enos freqüente em contextos m etafóricos.]

[52] Terão eles, portanto, o m esm o H. C. D. que as peças? Talvez eu estej a enveredando com pletam ente por um a via vaga dem ais, e essa pretensão de um sentido de tem po sej a com um a toda a literatura, sendo um a im plicação dada assim que se com eça a escrever um a palavra atrás da outra. No entanto, ela não é um a im plicação da m úsica, nem das palavras consideradas em seu aspecto m usical: estas nada têm a ver com o passar do tem po da vida com um .

[53] Que, com o Old People and the Things that Pass, de Couperus, não chega à grandeza porque seu tem a é: “a gente envelhece”. É claro que envelhece. O negócio da vida diária é envelhecer – é assim que a seqüência do tem po afeta a hum anidade e toda a criação. Mas um grande livro deve assentar sobre algum a outra coisa além do que “é claro”.

[54] [“Nota de rodapé” consistindo de partes da passagem citada às pp. 165-6, seguidas pelo com entário:] Típico exem plo do poder de H. J. de indicar instantaneam ente e constantem ente que um personagem é ordinário, tem deficiências de sensibilidade e exagera na espécie errada de m undanism o. A vitalidade que ele atribui a tal personagem sem pre aum enta o seu absurdo.

[55] [“Nota de rodapé” consistindo da passagem citada à p. 164.]

[56] [“Nota de rodapé” consistindo da m aior parte da passagem citada à p. 167.]

[57] n.b. Com o ele detesta nom ear as coisas! Contrastar o artigo anônim o fabricado pelos Newsom es com Tono-Bungay; cf. The Pattern on [i.e. Figure in] the Carpet; e ouvir as desagradáveis palavras do próprio H. G. W.: “Jam es requer hom ogeneidade. Por que um livro deve ser desse j eito? Para um a im agem seria razoável, porque você precisa vê-la por inteiro de um a vez [...]” [Depois como na p. 170] – Boon, pp. 102-6. E a resposta de Jam es: [lacuna].

[58] [Interpolação feita por Forster.]

[59] [Interpolação feita por Forster.]

[60] Parece óbvio, m as, ao adm itirm os a im portância das pessoas, acertam os um duro golpe na pura e sim ples narrativa de um a estória. “Um a estória é um a narrativa no tem po sobre bonecos” é um a tese m ais fácil do que “Um a estória é um a narrativa no tem po sobre pessoas”, porque as pessoas são tão interessantes que podem até sobreviver ao seu declínio.

[61] Quer dizer – enredo intelectual, padrão estético, tem os que exam inar a peripécia de Bleak House, m as é preciso de gosto para apreciar a de Thaïs ou a de Together.

[62] [Mais precisam ente, as pp. 20-35 (exceto por um a entrada estranha ao curso, que foi aqui om itida) m ais a prim eira entrada à p. 36, defronte à p. 37, em cuj a m argem esquerda esta nota foi escrita. A últim a entrada da p. 36 não tem ligação aparente com Aspectos do Romance.]

[63] “Sendo a verdade em tudo extrem am ente delicada e fugitiva, não é à dialética que caberá atingi-la.” (N. do T.)

[64] Com o em outros livros digitais criados a partir de versões im pressas de suas obras, decidiu-se m anter a versão integral do texto original. O livro digital perm ite que se façam buscas de todas as ocorrências de term os a partir de suas ferram entas de busca, por isso foram retiradas os núm eros páginas que se referiam à edição im pressa, por ser im possível afixar um a página para cada ocorrência. Sugerim os então que o leitor faça as buscas utilizando-se dos term os separados pelo autor. (N. do E.)