Aspectos do Romance
Introdução do organizador
Forster tinha o costum e de, ao início de cada ano, fazer no seu diário um resum o do ano que acabara de passar, apresentando para sua própria inspeção um balanço de sua saúde física e espiritual, de sua fam a e, às vezes, de sua fortuna. Nessas ocasiões, a pena corria m ais fácil na direção da auto-repreensão e da autocom iseração do que dos seus contrários; e, assim , 1927 foi um ano
difícil de resum ir porque m e sinto contente, e penso que ele foi [...].
Subestrutura de dinheiro e fam a. Rendeu cerca de seiscentas libras, e
acho que poderia ter rendido ainda m ais. Conferências (j an.-m ar.,
publicadas em out.) foram um sucesso. Platéia num erosa no Arts
Theatre,[1] e, em conseqüência, ingresso com o m em bro no King’s.
As conferências foram as Clark Lectures, um ciclo anual patrocinado pelo Trinity College, de Cam bridge, que talvez sej a o m ais fam oso de todos os que tratam de literatura inglesa. Desde Leslie Stephen e Edm und Gosse até William Em pson e I. A. Richards, os conferencistas selecionados incluem não só a lista previsível de críticos e estudiosos fam osos, ou que foram fam osos, m as tam bém , nos últim os cinqüenta ou sessenta anos, alguns ocasionais praticantes de um a das artes literárias – por exem plo, um historiador, um dram aturgo ou um poeta. No ano letivo de 1926-27, essa honra coube, pela prim eira vez, a um rom ancista; e o nom e selecionado foi o do autor de um rom ance recente m uito apreciado, A Passage to India.
Forster ficou satisfeito com o convite, m as hesitou antes de aceitá-lo; e em 17 de m arço de 1926 escreveu a seu am igo indiano Sy ed Ross Masood:
Estou um pouco inquieto com relação às Clark Lectures, para as
quais acabei de ser convidado pelo Trinity College, de Cam bridge. São
oito conferências sobre literatura inglesa a serem apresentadas lá neste
outono ou na próxim a prim avera, com a rem uneração bastante
considerável de duzentas libras. Devo aceitá-las, se conseguir tom ar
coragem .[2]
Por um lado, havia o dinheiro, o desconforto por saber que ele não estava escrevendo outro rom ance nem nenhum a outra coisa de m aior substância, e, sobretudo, talvez, o prestígio – por estar seguindo os passos de T. S. Eliot, por cuj a poesia Forster sentia um a forte adm iração, ainda que não a m anifestasse. (Pela de A. E. Housm an seus sentim entos eram inespecíficos; m as isso deve ter sido um pouco depois de ele saber que Housm an tinha sido convidado antes de Eliot, e de ter podido não apenas ver, m as tam bém copiar a elegante carta com que
Housm an recusava o convite.)[3] Por outro lado, havia os fatores que dem andavam “coragem ”: o principal deles, com certeza, não era tanto o desafio de se dirigir a um a platéia vasta e predom inantem ente acadêm ica, m as o m edo de, ao fazê-lo, e tendo com o assunto aquela “inofensiva galinha”, o rom ance – j á que, fosse qual fosse o tom do convite, ele devia saber o que esperavam dele – despertar, inclusive de seus colegas rom ancistas, a acusação de inconsistência. Por boa parte de sua vida Forster esteve consciente do “golfo existente entre o
estado da crítica e o da criação”;[4] e quando, vinte anos depois de proferir as Clark Lectures, foi convidado para ir à outra Cam bridge falar sobre “A raison d’être da crítica”, com eçou adm itindo de m aneira nada relutante que “a causa contra a crítica é alarm antem ente forte” e concluiu com a afirm ação de que não
existe “um a raison d’être de prim eira ordem para a crítica nas artes”.[5] O trabalho crítico que ele realizou, m esm o sustentando tais pontos de vista, é, com nenhum a outra exceção, dim inuto quanto à escala, irrequieto quanto ao m odo, e m ais caracterizado por insights súbitos e agudos do que pela análise detalhada, ou pela consistente aplicação de um a teoria crítica qualquer, ou pelo tipo de dissecação que pode ser esperada num a série de oito conferências “sobre
período ou períodos da Literatura Inglesa não anteriores a Chaucer”.[6] Terá ele realm ente desej ado com petir com Mr. Clay ton Ham ilton, de cuj os Material and
Methods of Fiction ele tanto debochara alguns anos antes,[7] ou com o Professor E. A. Baker, cuj a m onum ental History of the English Novel ele agora viria a tratar com um grau de desrespeito que levaria o autor a protestar, indignado, e Forster
retratou-se parcialm ente?[8]
Talvez a resposta nunca tenha sido seriam ente incerta: seu recente sucesso poderia se revelar um efêm ero piscar da ribalta am ericana (a vendagem de A Passage to India nos Estados Unidos ultrapassara em m uito a britânica), e, além disso, ele, ao contrário de Housm an, não tinha “estudos” a interrom per, pedantes ou não, e, em últim o caso, para chegar a um a recusa, ele precisaria ter m uito m enos vaidade, ou um a vaidade de tipo m ais austero e m ais sofisticado. Sej a com o for, a aceitação não afastou inteiram ente seus receios, alguns dos quais m encionou em carta de 11 de j ulho a um am igo em Alexandria, G. H. Ludolf:
Suponho que a única serventia de eu estar vivo – pelo m enos a única
serventia pública – é produzir bons livros, coisa que não posso dizer que
estej a fazendo. Passo m eu tem po lendo rom ances escritos por outras
pessoas, em função de um as conferências a serem proferidas em
Cam bridge no ano que vem . [...] Estou fazendo a travessia de Clarissa
Harlowe. Acabei de devorar Defoe e Sterne, e adoro am bos. Tudo isso
é bastante agradável, e as conferências são bem pagas. Mas são
atividades que nada têm a ver com criação. Sinto-m e com o um
m anequim , do qual se extraiu a vida real, e sem pre pensei – tem o que
sem pre deva pensar – que a m aioria dos hom ens acim a dos quarenta
está na m esm a situação: são felizes e bastante agradáveis, desfrutam de
algum as coisas, ocupam certa posição (depois de a terem atingido):
m as o respeito que eles conspiram a fim de reter está com pletam ente
fora do lugar.
A “devoração” de rom ances do século xviii com eçou provavelm ente em abril, com Tristram Shandy e Moll Flanders, cuj as entradas abrem a série de notas do Livro dos Lugares-Com uns de Forster. Tendo chegado até aí, escreveu a Virginia Woolf em 17 de m aio confessando que Tristram e Moll eram novidade para ele, e perguntando com a m aior inocência pelos “nom es dos m elhores
rom ances”.[9] Mesm o que não tenha lido todos, suspeito que tivesse um a idéia m ais clara a respeito deles do que deixava transparecer. Em todo caso, com o nesse trecho ele estava desdenhando com o “triste conclusão de bloom sburiana”
um a das opiniões que V. W. tornou públicas,[10] não é provável que estivesse escrevendo sob excessiva influência das recom endações que ela lhe fizera em privado, se é que ela chegou a atender seu pedido de aj uda.
Se a princípio Forster ficou “confuso” com “a honra um tanto inquietante” de suas conferências, a prim eira “foi m elhor do que eu esperava”, depois da segunda anotou que “até agora a platéia parece interessada”, após a terceira as conferências eram “um sucesso popular em m eio às intelliganzanettes de Cam bridge”, com a sétim a tornaram -se “um grande sucesso”, e por fim “o m aior sucesso”, a ponto de “m inha ascensão constante para a fam a m e im pedir”
de escrever cartas.[11] Parece fora de dúvida que as conferências foram am plam ente apreciadas pela m aior parte da platéia – em bora isso sej a explicado de m aneira bem diferente pelos dois correspondentes que fizeram a gentileza de
m e enviar suas recordações.[12] Mr. George Ry lands, que assistiu a várias das conferências, lem bra-se do “sorriso m alicioso” de Forster, “que de repente rebentava num a gargalhada m eio abafada e quase infantil”, acrescentando:
Morgan nunca pontificava; nunca era doutrinário; nunca parecia
com placente nem afetava superioridade. Sobretudo, em bora nunca
elevasse o tom de voz, nunca m urm urava. As conferências, com o ele
afirm a na versão im pressa, “tiveram um tom inform al, de conversa”.
[...] Os m elhores conferencistas da série Clark que o sucederam se
saíram bem pelas m esm as razões. Falaram , com o fizera Morgan da
m aneira m ais m em orável, naturalm ente [...]; falaram para “o Leitor
Com um ”.
É de presum ir que esta prova apresentada por um m em bro do King’s College teria sido im pugnada no tribunal por m eu outro correspondente, o Dr. F. R. Leavis, que com pareceu às oito conferências e se recorda de ter ficado “estarrecido com a nulidade intelectual que as caracterizou”. Para ele, a explicação para a “recepção explicitam ente favorável” a Forster e seu “repugnante” sucesso j unto à sua – “certam ente sua” – platéia reside no fato de que esta era largam ente com posta de “tolíssim as esposas de lentes e suas am igas” (as intelliganzanettes citadas por Forster?), em bora tam bém estivesse presente “grande núm ero de lentes do sexo m asculino, inclusive m eu antigo orientador (um Kingsm an) – não havendo exceção à regra de que os Kingsm en sem pre são leais”. O Dr. Leavis, para quem tudo isso apenas dem onstra “a potência da ortodoxia do ilum inism o”, continua:
O livro resultante logo se tornou um a praga: as professoras de todas
as escolas para m eninas aderiram à distinção entre personagens planos
e redondos – que afinal de contas valia tanto quanto qualquer outra
coisa que o livro apresentasse, sob o aspecto crítico. Falo com o alguém
que foi em grande parte responsável pelo ensino de “inglês” em Girton
e Newnham .
Pode-se observar de passagem que o Dr. Leavis, num outro trecho,
considera Aspectos do romance[13] m enos desprovido de visão crítica, tendo a “necessária obra de dem olição” acerca de Meredith poupado o autor de The
Great Tradition dessa tarefa particularm ente indispensável.[14] Mas o Dr. Leavis não foi o único crítico severo dos Aspectos, e devem os agora considerar os defeitos que lhe foram im putados.
Forster, com o j á sugeri acim a, ocupava um a posição até certo ponto falsa: contratado com o crítico, tendo sérias dúvidas acerca do valor da crítica. E tentou desvencilhar-se desse dilem a apresentando o tipo de crítica que lhe pareceu m ais congenial e “inofensiva”, levantando casuais questionam entos sobre “toda essa cam bulhada” e disparando petardos contra o “pseudo-academ ism o” de que ele ironicam ente se dizia um praticante. Seria um a posição equivocada? J. D.
Beresford achou que sim : Forster, diz ele em sua resenha do livro,[15] deixa a im pressão de que
por m enos que um alfinete ele teria pegado seu boné e dado o fora,
alegando que não havia um só princípio em todos os cânones da crítica
literária que valesse dois vinténs. No entanto, não se pode pregar a
anarquia no auditório de um a Universidade, nem m esm o a anarquia
literária, e por isso Mr. Forster teve de respeitar os desej os do finado
William George Clark. Era essencial a discrição, com o m edida de
sobriedade.
Se para Beresford, deduzo eu, o aspecto lam entável era a sobriedade, para Ford Madox Ford era a anarquia, e a correspondente irreverência. O título da sua
resenha, “Cam bridge de cam bulhada”,[16] exprim e o ultraj e diante do uso galhofeiro dessa palavra por Forster. Ele com para a atitude de Forster com relação “à arte e ao ofício que lhe deu honra e fam a” com a da revista Punch “em face dos problem as m ais sérios da vida”, e continua:
Tanto quanto rom ancista, Mr. Forster é tam bém um pregador, e
nesta obra é com o se ele, com um a m ão, erguesse a hóstia, enquanto
com a outra escrevesse gracinhas pedantes sobre o m odo com o se assa
o pão ázim o consagrado.
Forster, a nulidade intelectual; Forster, o anarquista pusilânim e; Forster, o padre sacrílego: tais são as acusações que voam por todos os lados quando o rom ancista deixa a criação e se volta para a crítica – levando consigo a
característica “recusa a ser grande”, que geralm ente é considerada,[17] na sua ficção, tão afável ou até m esm o adm irável. Mas, decerto, é um erro m edir o m agro volum e de Forster pelos padrões de livros que ele não pretendeu escrever nem em ular. E talvez sej a m ais pertinente ao caso o tipo de crítica feita pelo narrador de Cakes and Ale, de Som erset Maugham :
Li The Craft of Fiction, de Mr. Percy Lubbock, em que aprendi que a
única m aneira de escrever rom ances era a de Henry Jam es; depois li
Aspectos do romance, de Mr. E. M. Forster, em que aprendi que a única
m aneira de escrever rom ances era a de E. M. Forster.
A m eu ver, a passagem dá conta do livro de Lubbock de um a vez por todas; e se a considero m enos correta a respeito do de Forster, pelo m enos ela indica, com seu im pressionante exagero, o tipo de livro que Aspectos do romance é: um conj unto de observações, encadeadas de m odo um tanto arbitrário (o esboço inicial da estrutura desse “curso m eio desengonçado” de Forster só aparece ao final das notas que constam do Apêndice A), por parte de um hom em que é, em prim eiro lugar, um rom ancista, em segundo, um leitor ligeiram ente incom um , em terceiro, um am igo e, em quarto, um crítico analítico ou teórico. Am igo em terceiro e crítico em quarto. Porque é necessário adm itir que Forster nunca hesitou antes de subordinar a crítica à am izade, e há exem plos bem claros disso em Aspectos do romance: o elogio gratuito a The Magic Flute, de Dickinson (que não seria o prim eiro nem o últim o vindo dele); a discrepância entre a apatia de seus com entários privados sobre dois livros de Percy Lubbock e o louvor
exagerado dos publicados,[18] discrepância que tudo indica refletir sua lealdade e sua gratidão a um contem porâneo do King’s College que, em 1918, com o seu superior na Cruz Verm elha, tanto o aj udou num a disputa interna; e sua decisão de “não enviar a Mrs. Woolf as provas ainda não corrigidas por um a pequena razão privada; elas contêm um a crítica à obra dela que m odifiquei ao fazer a
revisão!!”.[19] Justifica-se que nos escandalizem os – é a palavra de Forster, no contexto de sua fam osa preferência por trair seu país e não um am igo –, m as não que nos surpreendam os: “Pessoas acim a da Arte” foi um a idéia que ele afirm ou com freqüência e que por toda a vida fez parte do seu credo pessoal.
Mesm o quando enfocado a partir do que ele é, Aspectos do romance ainda tem ocasionalm ente o poder de irritar – tal com o Forster pretendeu que o fizesse: “Espero ter irritado alguns de vocês quanto a Scott!”, adm ite ele. E os
adm iradores de Scott m orderam a isca inocentem ente;[20] várias vozes se ergueram em defesa de diversos outros alvos, e os j am esianos defenderiam o
Mestre fosse do que fosse em até oito vezes a extensão do ataque de Forster.[21] É enfadonha a obra de crítica que não gera alguns resm ungos; seguem -se alguns de m inha própria parte. A com eçar por Jam es, não seria ele quem , m ais do que qualquer um , tem um a verdadeira e poderosa noção do m al (ver pp. 152-3), m esm o que (possivelm ente) nunca de fato utilize a palavra? É j usto que George Eliot sej a representado por Adam Bede, Conrad por Marlow, e Mrs. Gaskell por um a sim ples m enção a Cranford? (Resposta parcial: Forster cita Adam Bede por m otivos que nada têm a ver com “j ustiça”. Além disso, ele tam bém pode ser legitim am ente inj usto, com o ao apresentar Material and Methods of Fiction com o
um livro ainda m ais tolo do que de fato é).[22] E, se a questão não for inj usta, por que perdi um tem po precioso lendo Flecker’s Magic, fraco exem plo de bij uteria a que falta até m esm o a coerência do resum o elogioso que Forster lhe faz, e nem sequer foi escrito (ao que parece) por um dos am igos deste?
O desacordo frontal com um crítico vivaz e provocativo, é claro, é tanto m ais prazeroso quanto m ais proveitoso do que a concórdia m orna que outro, sem brilho, pode despertar: m esm o a conhecida distinção entre personagens planos e redondos, duvidosa com o ela é, e apoiada em exem plos m ais duvidosos ainda, produziu, por causa dessas m esm as razões, considerações renovadas sobre o
assunto, em especial por parte de Edwin Muir.[23] No entanto, seria um erro insinuar que os m elhores prazeres de Aspectos se dão principalm ente no seu poder de discórdia. O que agradará à m aioria dos leitores serão os num erosos j uízos particulares, m ais instintivos do que intelectuais, que acertam o alvo de leve, m as com grande precisão e freqüentem ente com m uita espirituosidade; as j ustaposições contrastantes, em particular a de Sterne e Virginia Woolf e a de Adam Bede e Os irmãos Karamázov (a de Richardson e Henry Jam es m e parece
pura perversão);[24] a série de desafios a pensarm os com insistência em algum as idéias que ainda não foram desenvolvidas por inteiro; e, em bora Forster não m encione seus rom ances em nenhum m om ento, o freqüente esclarecim ento
sobre seus obj etivos e feitos no cam po da ficção.[25] Tudo isso faz de Aspectos do romance, ainda hoj e, um a excelente introdução a seu assunto, m uito útil com o obra adj unta a outros trabalhos de crítica m ais sólidos e m ais consistentes.
O texto deste volum e é o da edição Abinger, publicada pela Edward Arnold em 1974, que se baseou num a colação palavra-por-palavra com as prim eiras edições e com vários fragm entos m anuscritos conservados no King’s College, em Cam bridge. O aspecto m ais significativo que essa colação revelou foi a existência de num erosas pequenas diferenças entre as prim eiras edições britânica e am ericana e as posteriores. Ao longo de m arço de 1927, Forster enviou datiloscritos tanto à Arnold, em Londres, quanto à Harcourt, Brace, em Nova York; e é claro que ele fez correções no datiloscrito da Arnold ou nas provas de prelo ou em am bos que não foram repassados através do Atlântico, ou o foram tarde dem ais. É igualm ente claro, porém , que a edição Arnold de 1927 (e, portanto, tam pouco as subseqüentes edições britânicas) não está isenta de defeitos; em cerca de duas dúzias de passagens sofreu em endas, algum as das quais sugeridas ou confirm adas pela edição am ericana, ou (por m eio de um a revisão que parece ter sido feita por Forster) pelas edições britânicas e am ericanas posteriores, ou ainda pelo m anuscrito. Além disso, as citações de outros autores feitas por Forster foram conferidas e, quando necessário, corrigidas; e o princípio da citação precisa foi estendido tam bém à referência exata de autores, títulos e datas de publicação. As notas de rodapé geralm ente são da autoria de Forster; as interpolações editoriais são reconhecíveis com o tais por aparecerem entre colchetes. Um a inform ação m ais detalhada sobre estes e outros aspectos textuais pode ser encontrada na edição Abinger.
Exprim i na edição Abinger, e gostaria de o fazer tam bém aqui, ainda que de m aneira m ais sum ária, m eus agradecim entos pela aj uda que recebi de várias pessoas no King’s College, de Cam bridge (em especial das citadas adiante), e dos seguintes indivíduos: Mrs. Patricia Bradford, Mrs. Penelope Bulloch, Miss Laurie Cherbonnier, Mr. P. N. Furbank, Dr. F. R. Leavis, Mr. Donald Loukes, Mr. T. S. Matthews, Mr. Sim on Nowell-Sm ith, Professor I. A. Richards, Mr. George Ry lands, Mrs. Beth Schneiderm an, e m inha esposa, Mrs. Gunnvor Stally brass.
Oliver Stally brass