Cozinheiros Demais

Rex Stout · Apêndice

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Cozinheiros Demais

Contracapa e Orelhas

Rex Stout

 

(1886-1975)

 

Cozinheiros Demais

 

Título original americano

TOO MANY COOKS

1938

Tradução:

CELSO NOGUEIRA

Companhia das Letras

1991

CONTRACAPA

Iguarias apetitosas, ódios subterrâneos, gênios temperamentais, mulheres sedutoras e disputas ferinas compõem o molho para o prato principal de Cozinheiros demais: assassinato. Misturem-se ainda boas doses de humor, uma prosa saborosa e a presença excêntrica de Nero Wolfe, o genial investigador particular criado por Rex Stout, e tem-se a receita certa para o prazer da leitura. Dessa vez, o guloso detetive, mais interessado nas saucisses minuit do que na solução do crime, terá de resolver o caso rapidamente, do contrário sua próxima ceia pode ser também a última.

 

ORELHAS

Somente um encontro dos quinze maiores chefs do mundo poderia tirar Nero Wolfe de sua casa em Nova York e levá-lo a tomar um trem para West Virginia. Ou teria o obeso detetive, que detesta tudo o que se move, outro motivo mais palatável para se submeter a essa horrível provação?

Esse é apenas o mistério inicial deste livro preparado com requinte por Rex Stout para os gourmets do romance policial. Acompanhado pelo fiel Archie Goodwin, que se autodefine como “secretário, guarda-costas, gerente, assistente de detetive e bode expiatório” do sibarita da rua 35, Nero Wolfe leva seu corpanzil para a opípara reunião dos Quinze Maîtres, que ocorre a cada cinco anos chez o chefe mais velho. Ele é nada menos que o convidado de honra, encarregado da espinhosa tarefa de fazer um discurso sobre as Contributions américaines à la haute cuisine para uma plateia de chefes europeus desdenhosos e temperamentais.

Mas as lautas refeições e os acepipes refinados ganham um ingrediente inesperado: assassinato. E a vítima não era do gosto de vários dos cozinheiros presentes: qual deles teria usado a faca de modo tão indelicado? Wolfe tenta ficar de fora do caso, mas as circunstâncias o obrigam a meter a mão na massa e tentar resolver o crime depressa, a tempo de tomar o trem de volta para Nova York.

Mulheres fatais, policiais do interior pouco acostumados às extravagâncias de Wolfe, algumas pitadas de ironia e de crítica apimentada ao racismo e um texto absolutamente ao ponto completam o menu desta obra em que Rex Stout põe em ação um dos detetives mais singulares e extraordinários da história do romance policial.

Rex Stout nasceu em Noblesville, Indiana, em 1886. Teve fama de menino-prodígio em

matemática, sendo exibido em feiras populares. Pouco frequentou a universidade e alistou-se na Marinha, onde serviu no iate do presidente Theodore Roosevelt. Trabalhou como escritor free-lance, guia turístico e contador itinerante. Mais tarde, inventou um sistema bancário para escolas que lhe rendeu bom dinheiro. Em 1927, retirou-se para Paris e dedicou-se à literatura. Foi ativo na luta contra o nazismo e, depois, contra as armas nucleares. Morreu em 1975, numa villa suntuosa à beira do Mediterrâneo.