Diálogos sobre a religião natural

David Hume · Capítulo 1 de 26

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Diálogos sobre a religião natural

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

 

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Dante Eustachio Lucchesi Ramacciotti

Evelina de Carvalho Sá Hoisel

José Teixeira Cavalcante Filho

Maria Vidal de Negreiros Camargo

DAVID HUME

 

Diálogos sobre a religião

 

natural

 

Tradução, notas e posfácio de

BRUNA FRASCOLLA

 

Inclui seleção de cartas de Hume feitas à época de sua revisão da

obra, além de fragmentos inéditos em português.

 

Salvador

EDUFBA

2016

2016, Bruna Frascolla.

Direitos dessa edição cedidos à Edufba.

Feito o Depósito Legal

 

Grafia atualizada conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, em vigor no Brasil desde 2009.

 

Capa e Projeto Gráfico

Leonardo Mota Lorenzo

 

Imagem da Capa

Sandro Botticelli - A primavera

 

Revisão e Normalização

 

Equipe da EDUFBA

 

Sistema de Bibliotecas – UFBA

 

Hume, David, 1711-1776.

 

Diálogos sobre a religião natural [livro eletrônico]/

David Hume; tradução, notas e posfácio de Bruna

Frascolla. - Salvador: EDUFBA, 2016.

 

2771 Kb; ePUB

 

“Inclui seleção de cartas de Hume feitas à época de

sua revisão da obra, além de fragmentos inéditos em

português.”

 

Inclui bibliografia.

 

ISBN 978-85-232-1499-9

 

1. Teologia natural. 2. Religião - Filosofia. 3. Filosofia

da natureza. 4. Filosofia escocesa. I. Frascolla, Bruna.

II. Título.

CDD-210

 

Editora da UFBA

Rua Barão de Jeremoabo, s/n – Campus de Ondina 40170-115 – Salvador – Bahia

Tel.: +55 71 3283-6164

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edufba@ufba.br

 

Versão digital: outubro de 2019

Nota prévia concernente a esta

 

edição

 

Os Diálogos sobre a religião natural tiveram uma longa história

antes da publicação. Esta se deu somente três anos após a morte de Hume, como o desculpável cumprimento de sua última vontade, providenciada pelo sobrinho. Na capa, como que a indicar falta de comprometimento com o livro herético, não havia sequer o nome do editor.

Ao contrário de como soem ser obras póstumas – encontradas

em gavetas, mal-acabadas ou desprezadas pelo autor –, os Diálogos foram-no pela deliberação do próprio Hume: por tratarem de tema que gerava grande antipatia social, ele os manteve na gaveta por anos a fio. Assim, por anos a fio tiveram revisões cuidadosas.

Acompanhando certas cartas de Hume, é possível formar uma

ideia do histórico redatorial dos Diálogos. Aliando-as ao exame do manuscrito, onde se podem notar rasuras, inserções e variações na

caligrafia, Norman Kemp Smith fez sua consagrada edição1 desta obra apontando alterações no texto, e por isto tal foi a edição usada como base para a presente tradução dos Diálogos. Pelo que ele pôde concluir, houve um período mais continuado de revisão, de 1751 a 1763, e uma revisão final em 1776, ano da morte de Hume. Seguindo estas informações, indiquei neste volume as alterações mais extensas ou significativas feitas por Hume, bem como o pertencimento a qual período de revisão. O leitor que quiser conferir todas as alterações terá, além da edição Kemp Smith, o próprio

manuscrito dos Diálogos disponível em www.davidhume.org. Já o início da redação é difícil precisar, pois, como se verá na carta II deste volume, Hume queimara um texto com raciocínios similares escrito ainda antes de completar 20 anos, i.e., antes de 1731.

Neste volume constam cartas desses dois períodos de revisão

textual (i.e., 1751-63 e 1776) onde Hume aluda aos Diálogos ou a discussões teológicas. Em especial nas últimas – inclusive a derradeira –, o leitor acompanhará os atribulados planos de Hume para garantir que seu livro fosse mesmo publicado quando ele morresse.

Por fim, dada a irregularidade da tradução dos nomes próprios

desta obra na literatura, esclareço que segui as regras para a versão de nomes próprios do grego, passando para o latim e em seguida para o português. Nisto contei com a ajuda do Prof. Júlio Lopes Rego, a quem agradeço.

Abreviações

 

Para Hume, usei as abreviações de praxe, que põem em caixa

alta as primeiras letras dos títulos anglófonos. Os algarismos que se seguem à abreviação são perfeitamente identificáveis para qualquer leitor que tenha qualquer edição em mãos – são seções, partes ou capítulos. O símbolo § indica o parágrafo, o que também possibilita ao leitor encontrar os trechos em qualquer edição. As obras clássicas têm sempre fragmentos numerados, e é a eles que aludo.

DNR HUME, D.

Diálogos

sobre a

religião

natural. Neste

volume.

NHR HUME, D.

História

natural da

religião. Tradução de

Jaimir Conte.

São Paulo:

UNESP,

2005. 158p.

EHU HUME, D.

Investigação

sobre o

entendimento

humano. Lisboa: Casa

da Moeda,

2002. 178p.

Tradutor:

João Paulo

Monteiro.

THN HUME, D..

Tratado da

natureza

humana. 2. ed. São

Paulo:

UNESP,

2009. 759p.

Tradutora:

Déborah

Danowski.

A HUME, D.

Resumo de

um tratado

da natureza

humana. Tradução

Rachel

Gutiérrez e

José Sotero

Caio.

Florianópolis:

Paraula,

1995. 125p.

L HUME, D.

The letters of

David Hume. Oxford:

Oxford

University

Press, 2011.

2v.

NL HUME, D.

New Letters

of David

Hume. Oxford:

Oxford

University

Press, 2011.

251p.

Ac CÍCERO, M.

TúlioT..

Academica.

In: CÍCERO,

M. T. De

natura

deorum;

Academica. Tradução de

H. Rachkam.

Michigan:

Harvard

University

Press, 2005.

664p.

Bilíngue.

ND CÍCERO, M.

T. De natura deorum;

Academica. Tradução de

H. Rachkam.

Michigan:

Harvard

University

Press, 2005.

664p.

Bilíngue.

RN LUCRÉCIO,

Tito. Da

natureza [De

rerum

natura]. In:

EPICURO,

LUCRÉCIO,

CÍCERO et

al. Os Pensadores. Tradução de

Agostinho da

Silva. São

Paulo: Abril

Cultural,

1973. 329p.

v. 5.

Table of Contents / Sumário /

 

Tabla de Contenido

 

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Pânfilo a Hermipo

Parte I

Parte II

Parte III

Parte IV

Parte V

Parte VI

Parte VII

Parte VIII

Parte IX

Parte X

Parte XI

Parte XII

Cartas selecionadas

I. Carta a Gilbert Elliot de Minto

II. Carta a Gilbert Elliot de Minto

III. Carta ao autor de The Delineation of the Nature and

Obligation of Morality

IV. Carta a Adam Smith

V. Carta a Gilbert Elliot de Minto

VI. Carta a Adam Smith

VII. Carta a Adam Smith

VIII. Carta a William Strahan

IX. Carta a Adam Smith

X. Carta a Adam Smith

Posfácio

Referências