Diálogos sobre a religião natural
VI. Carta a Adam Smith
Estou muito contente por ouvir de Lorde Minto que pretendes
passar uma grande parte do próximo verão nesta região. Embora te tenhas tornado agora um grande homem, estou certo de que devo ter muita satisfação com tua sociedade e conversas – quer dizer, se eu não for empurrado para fora pelos peticionários que te pressionarão.
Entrementes sou, caro senhor,
Teu afetuoso amigo e servo
DAVID HUME.
Edimburgo,
12 de março de 1763.
VI. Carta a Adam Smith76
(L, v. II, p. 316-7)
Londres, 3 de maio de 177677
Meu caro amigo,
Mando-te inclusa uma carta78 ostensível, conforme ao teu desejo.
Penso, no entanto, que teus escrúpulos são infundados. Mallet foi dalguma forma prejudicado por publicar Lorde Bolingbroke? Ele recebeu em seguida um ofício do rei de então e de Lorde Bute, o homem mais santarrão do mundo, e sempre se justificou através de sua consideração sagrada pelas últimas vontades dum amigo morto. Ao mesmo tempo, admito, teus escrúpulos têm uma aparência especiosa. Mas minha opinião é que se, à minha morte, te determinares a nunca publicar estes papéis, deves deixá-los selados com meu irmão e família, com alguma inscrição em que reserves a ti próprio o poder de reclamá-los tão logo aches apropriado. Se eu viver mais alguns poucos anos, devo publicá-los eu mesmo. Considero uma observação de Rochefoulcault [sic] segundo a qual o vento, embora extinga a vela, inflama o fogo.