Educando Meninos

James Dobson · Capítulo 2 de 19

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Educando Meninos

1. O mundo maravilhoso dos meninos

1 O mundo maravilhoso

dos meninos

 

SAUDAÇÕES A TODOS OS homens e mulheres abençoados por serem chamados de pais. Não existe privilégio maior na vida do que introduzir um pequenino ser humano no mundo e depois tentar criá-lo adequadamente durante os dezoito anos seguintes. Executar corretamente essa tarefa exige toda a inteligência, sabedoria e determinação que você consegue reunir dia a dia. Para os pais cujas famílias incluem um ou mais meninos, o maior desafio pode ser apenas mantê-los vivos durante a infância e adolescência.

Temos um garotinho adorável de 4 anos em nossa família, Jeffrey, que é “o nosso menino”. Certo dia da semana passada, seus pais e avós estavam conversando na sala quando perceberam que o menino não aparecera nos últimos quinze minutos. Procuraram rapidamente de aposento em aposento, mas nada! Quatro adultos percorreram a vizinhança, chamando: “Jeffrey! Jeffrey!” Nenhuma resposta. O menino simplesmente desaparecera. O pânico tomou conta da família, enquanto possibilidades terríveis surgiam diante deles. Teria sido sequestrado? Estaria perdido? Corria perigo mortal? Todos murmuraram uma oração enquanto corriam de lugar em lugar. Depois de cerca de quinze minutos de puro terror, alguém sugeriu chamar a polícia. Ao voltarem para casa, o menino surgiu à frente deles dizendo olá para o avô. O pequeno Jeffrey estivera escondido debaixo da cama enquanto o caos girava à sua volta. Aquela fora a sua ideia de uma brincadeira. Ele sinceramente pensou que todos fossem também achar graça. Ficou chocado ao ver que quatro adultos estavam muito zangados com ele.

Jeffrey não é uma criança má ou rebelde. É apenas um menino. E no caso de você não ter notado, os meninos são diferentes das meninas. Esse fato nunca foi questionado nas gerações anteriores. Eles sabiam intuitivamente que cada sexo era uma espécie à parte e que os meninos eram tipicamente os mais imprevisíveis das duas. Você já não ouviu seus pais ou seus avós dizerem com um sorriso: “As meninas são feitas de açúcar, de especiarias e de tudo o que é agradável, mas os meninos são feitos de cobras, de lesmas e de caudas de cachorrinhos”? Isso era dito com ironia, mas as pessoas de todas as idades pensavam que estava baseado em fatos. “Meninos são meninos”, diziam elas sabiamente. E tinham razão.

Os meninos são geralmente (mas nem sempre) mais difíceis de criar do que suas irmãs. As meninas podem ser também difíceis de lidar, mas há algo especialmente desafiador sobre os meninos. Embora os temperamentos individuais variem, os meninos foram designados para serem mais afirmativos, audaciosos e excitados do que as meninas. O psicólogo John Rosemond os chama de “pequenas máquinas

agressivas” 1. Um pai se referiu ao filho como um “motor a jato, sem direção”. Essas são algumas das razões pelas quais Maurice Chevalier jamais cantou: “Agradeça ao Céu pelos Meninos”. Eles realmente não inspiram muito sentimentalismo.

Num artigo intitulado: “De Que São Feitos os Meninos?”, a repórter Paula Gray Hunker citou uma mãe chamada Meg MacKenzie, que declarou que criar seus dois filhos era como viver com um tornado. “A partir do momento em que chegam da escola, ficam correndo pela casa, subindo nas árvores lá fora e fazendo uma tal barulheira dentro de casa que parecem uma manada de elefantes subindo as escadas. Tento acalmá-los, mas meu marido diz que os meninos são assim e devo acostumar-me com eles.”

Hunker continuou: “A sra. MacKenzie, a única mulher numa família de homens, diz que esta tendência [dos meninos] para saltar — e depois ficar ouvindo — a deixa maluca. Ela não consegue dizer aos filhos: ‘Arrumem as coisas’, porque então guardam um ou dois brinquedos e já acham que a tarefa está feita. Aprendeu então que deve ser muito específica. Descobriu que os meninos não reagem a insinuações sutis, mas precisam que os pedidos sejam claramente apresentados. Diz ela: ‘Quando coloco uma cesta de roupas limpas na escada, os meninos passam por ela vinte vezes

e nunca lhes ocorre parar e levá-la para cima’” 2.

Isso parece familiar? Se você der uma festa para crianças de 5 anos, os meninos irão provavelmente comportar-se de modo muito diferente das meninas. Um ou mais deles irá talvez atirar pedaços de bolo, colocar a mão na vasilha de ponche ou atrapalhar as brincadeiras das meninas. Por que são assim? Alguns diriam que sua natureza travessa foi aprendida da cultura. Certo? Por que então os meninos são mais agressivos em todas as sociedades ao redor do mundo? E por que o filósofo grego Platão escreveu há mais de 2.300 anos “Dentre todos os animais, os meninos

são os mais indóceis”? 3

Um de meus livretos favoritos tem o título: Up to No Good: The Rascally Things Boys Do, publicado por Kitty Harmon. É uma compilação de histórias contadas por “homens adultos perfeitamente decentes”, lembrando-se dos seus anos de infância. Estes são alguns exemplos que me fizeram sorrir:

Na sétima série, o professor de biologia nos fez dissecar fetos de porcos. Meus amigos e eu pegamos o focinho do porco e o enfiamos na fonte de água de modo que água espirrava diretamente das narinas do porco. Ninguém notou até que se abaixaram para tomar água. O problema é que nós queríamos ficar por ali e ver os resultados, mas começamos a rir tanto que fomos apanhados. Todos levamos um castigo por causa disso.

MARK, OHIO, B. 1960

Um amigo e eu encontramos uma lata de gasolina na garagem e decidimos jogar um pouco num bueiro, acender um fósforo e ver o que aconteceria.

Abrimos a boca de Iobo, derramamos a gasolina lá dentro e pusemos a tampa de novo, de modo a ficar meio aberta. Ficamos atirando fósforos acesos, mas nada aconteceu. Derramamos então todo o resto da gasolina. Finalmente, ouvimos um barulho como o de um motor a jato esquentando, e depois um enorme BOOM! A tampa do bueiro voou longe e uma chama com cerca de 4 m levantou-se no ar. O chão tremia como num terremoto e a tampa do bueiro caiu a uns três metros de distância na entrada do vizinho. O que aconteceu foi que a gasolina correu pelas linhas de esgoto por um quarteirão ou mais e evaporou com todo o metano que havia ali, explodindo os vasos sanitários da vizinhança. Sou um encanador hoje e sei então exatamente o que aconteceu.

DAVE, WASHINGTON, B. 1952

Sou cego e quando criança eu brincava às vezes com outras crianças cegas. Sempre encontrávamos tantos meios (ou mais) de arranjar encrenca quanto os meninos que enxergavam. Certa vez, fui à casa de um amigo cego. Ele me levou à garagem e me mostrou a motocicleta de seu irmão mais velho. Decidimos tirá-la para dar uma volta. Por que não? Descemos a rua procurando ficar perto do meio-fio e em cada cruzamento parávamos, desligávamos o motor, ficávamos ouvindo e depois atravessávamos. Fomos até a pista da escola secundária, onde podíamos ficar bem mais à vontade. Primeiro, empilhamos um pouco de terra nas voltas da pista para sentirmos o solavanco e saber que ainda estávamos na pista. A seguir, demos partida andando cada vez mais depressa. O que não sabíamos era que algumas pessoas apareceram para correr na pista e estavam tentando nos fazer sair dela. Não podíamos ouvi-las acima do rugido da motocicleta e quase as atropelamos. Elas chamaram a polícia, que apareceu e tentou também nos fazer parar. Finalmente, ligaram as sirenes e os alto-falantes e nos detiveram. Estavam furiosos e não queriam acreditar quando dissemos que não os tínhamos visto. Provamos que éramos cegos, mostrando a eles nossos relógios em braile, e eles então nos escoltaram até em casa.

MIKE, CALIFÓRNIA, B. 19544

Como essas histórias ilustram, um dos aspectos mais amedrontadores na educação de meninos é sua tendência de arriscar a vida sem qualquer motivo. Isso começa bem cedo. Se uma criancinha consegue subir em alguma coisa, vai pular de cima dela. Vai ziguezagueando fora de controle na direção de mesas, banheiras, piscinas, degraus, árvores e ruas. Come de tudo, menos comida, e gosta de brincar no vaso sanitário. Faz “armas” com pepinos ou escovas de dente e gosta de bisbilhotar em gavetas, frascos de comprimidos e na bolsa da mamãe. Fique torcendo para que não ponha suas mãozinhas grudentas num tubinho de batom. O menino atormenta cachorros irritados e agarra os gatinhos pelas orelhas. A mãe tem de ficar vigiando a cada minuto para impedir que ele se mate. Ele gosta de atirar pedras, brincar com fogo e quebrar vidros. Tem também enorme prazer em irritar os irmãos e irmãs, a mãe, as professoras e outras crianças. Quando fica maior, é atraído por tudo que é perigoso — pranchas de skate, subir em rochas, praticar rapel, andar de motocicleta e de mountain bike. Com cerca de 16 anos, ele e os amigos começam a dirigir na cidade como pilotos camicases cheios de saquê. É de admirar que algum deles sobreviva. Nem todos os meninos são assim, é claro, mas a maioria não escapa.

A psicóloga canadense Barbara Morrongiello estudou as maneiras diferentes como os meninos e as meninas pensam sobre o comportamento de risco. As mulheres, disse ela, tendem a pensar muito na possibilidade de se machucarem, e têm menos probabilidade de precipitar-se se houver qualquer ameaça em potencial. Os meninos, porém, vão aproveitar a oportunidade se acharem que o perigo compensa o risco. Impressionar os amigos (e eventualmente as meninas) é geralmente considerado como digno do risco. Morrongiello contou a história de uma mãe cujo filho subiu no teto da garagem para pegar uma bola. Quando perguntou se

ele sabia que poderia cair, o garoto respondeu: “Também podia não cair”. 5

Um estudo feito por Licette Peterson confirmou que as meninas têm mais medo que os meninos. Por exemplo, elas brecam antes quando andam de bicicleta. Elas reagem mais negativamente à dor e tentam não cometer duas vezes o mesmo erro. Os meninos, por outro lado, são mais lentos em aprender com as calamidades. Eles

tendem a pensar que seus ferimentos foram causados por “má sorte” 6. Talvez a sorte mude da próxima vez. Além disso, as cicatrizes são legais.

Nosso filho Ryan passou por situações perigosas uma após outra quando era menino. Aos 6 anos, ele conheceu pessoalmente muitos dos médicos e enfermeiros dos prontos-socorros locais. E por que não? Fora repetidamente paciente deles. Certo dia, quando tinha cerca de 4 anos, ele correu pelo quintal com os olhos fechados e caiu numa “planta” de metal decorativa. Uma das varetas de aço enterrou-se na sua sobrancelha direita e expôs o osso por baixo dela. Ryan veio cambaleando pela porta de trás, banhado em sangue, uma lembrança que ainda causa pesadelos em Shirley. Lá se foram eles para o centro de traumatismo — outra vez. Poderia ter sido muito pior, é claro. Se a trajetória de Ryan tivesse sido meio centímetro diferente, a vareta teria entrado em seu olho e ido direto para o cérebro. Temos agradecido muito a Deus pelos “quase”.

Eu fui também uma dessas crianças que vivia à beira do desastre. Quando tinha cerca de 10 anos, fiquei muito impressionado com a maneira de Tarzan balançar-se nas árvores, de ramo em ramo. Ninguém me disse: “Não tente isso em casa”. Certo dia, subi bem no alto de uma pereira e amarrei uma corda num galho pequeno. Depois, me posicionei para uma viagem para a árvore próxima. Infelizmente, fiz um pequeno, mas importante, erro de cálculo. A corda era mais comprida do que a distância do galho até o chão. Fiquei pensando durante todo o caminho que alguma coisa não parecia certa. Eu continuava agarrado à corda quando aterrissei de costas três metros abaixo e pareceu-me que todo ar havia sumido do Estado de Oklahoma. Eu não consegui respirar pelo que me pareceu mais de uma hora (devem ter sido cerca de dez segundos) e tive certeza de que estava morrendo. Quebrei dois dentes e um som de gongo bem alto ficou ecoando em minha cabeça. Mais tarde, naquele mesmo dia eu já estava, porém, de pé e correndo outra vez. Nada demais.

No ano seguinte, ganhei um estojo de química no Natal. Ele não continha explosivos nem material tóxico, mas em minhas mãos tudo podia ser perigoso. Misturei algumas tintas azuis brilhantes num tubo de ensaio e fechei bem. A seguir, comecei a esquentar a substância num fogareiro Bunsen. Logo tudo explodiu. Meus pais tinham acabado de pintar de branco o teto de meu quarto, e ele ficou logo decorado com o mais lindo tom de azul, que permaneceu espalhado ali durante anos. A vida no lar dos Dobson era assim.

Deve ser algo genético. Disseram-me que meu pai fora também um terror em sua época. Quando pequeno, um amigo o desafiou a arrastar-se por um cano comprido que atravessava praticamente um quarteirão. Ele só podia ver um pontinho de luz do outro lado, mas começou a arrastar-se no escuro. Inevitavelmente, suponho, acabou ficando preso em algum ponto no meio do cano. A claustrofobia tomou conta dele enquanto se esforçava em vão para mover-se. Ali estava ele, completamente sozinho e perdido dentro do cano negro como carvão. Mesmo que os adultos soubessem do seu problema, não teriam podido alcançá-lo. O pessoal do resgate teria necessidade de remover o cano inteiro a fim de localizá-lo e retirá-lo. O menino, que veio a tornar-se meu pai, finalmente chegou ao outro lado do esgoto e sobreviveu, graças a Deus, para viver outro dia.

Mais dois exemplos: Meu pai e seus quatro irmãos eram crianças de alto risco. Os dois mais velhos eram gêmeos. Quando tinham só 3 anos, minha avó estava escolhendo feijão para a refeição da tarde. Quando meu avô saiu para trabalhar, ele havia dito perto dos filhos: “Não deixe as crianças colocarem esses feijões no nariz”. Mau conselho! No momento em que a mãe virou as costas, eles encheram a narina de feijões. Minha avó não conseguiu tirá-los e, portanto, deixou-os lá. Alguns dias mais tarde os feijões começaram a brotar. Plantinhas verdes pequeninas estavam crescendo em suas narinas. O médico da família trabalhou diligentemente para remover as plantas, uma de cada vez.

Anos mais tarde, os cinco meninos estavam observando um campanário majestoso de uma igreja. Um deles desafiou os outros a subir pelo lado de fora e ver se conseguia tocar no ponto mais alto. Os quatro foram subindo pela estrutura como macacos. Meu pai me contou que só a graça de Deus é que impediu que caíssem lá de cima. Aquele foi apenas um dia normal na vida de cinco rapazinhos turbulentos.

O que faz os meninos agirem desse jeito? Que força interior os impele a oscilar à beira do desastre? Qual o componente do temperamento masculino que leva os meninos a tentarem as leis da gravidade e ignorarem a voz suave do bom-senso — aquela que diz: “Não faça isso, filho”? Os meninos são assim por causa de sua estrutura neurológica e da influência dos hormônios que estimulam certos comportamentos agressivos. Vamos examinar essas características masculinas complexas e poderosas no próximo capítulo. Você não pode entender os homens de qualquer idade, inclusive você mesmo ou aquele com quem se casou, sem conhecer algo sobre as forças que operam dentro deles.

Queremos ajudar os pais a criar “bons” meninos na era pós-moderna. A cultura está em guerra com a família, especialmente seus membros mais jovens e mais vulneráveis. Mensagens nocivas e sedutoras são gritadas para eles nos filmes e na televisão, pela indústria de música rock, pelos defensores da chamada ideologia do sexo seguro, pelos ativistas homossexuais e pela obscenidade de fácil acesso na internet. A pergunta que confronta os pais é: “Como podemos afastar nossos filhos das muitas influências negativas que os cercam de todos os lados?”. Esta é uma questão com implicações eternas.

Nosso propósito com respeito a isso será então ajudar as mães e os pais enquanto procuram “jogar na defesa”, isto é, proteger seus filhos das seduções imorais e perigosas. Mas isso não basta. Eles precisam jogar também no “ataque” — aproveitar os anos impressionáveis da infância, inculcando em seus filhos os antecedentes do caráter. Sua tarefa durante duas breves décadas será transformar seus filhos de jovenzinhos imaturos e volúveis em homens honestos, atenciosos, que irão respeitar as mulheres, ser leais e fiéis no casamento, cumpridores dos deveres, líderes fortes e decididos, bons trabalhadores e seguros em sua masculinidade. Como é claro, a meta suprema para os que têm fé é dar a cada filho compreensão das Escrituras e amor por Jesus Cristo que durem a vida inteira. Isto, creio, é a responsabilidade mais importante para aqueles dentre nós a quem foram confiados o cuidado e a educação de filhos.

Os pais do século passado tinham melhor noção a respeito desses objetivos em longo prazo e como alcançá-los. Algumas de suas ideias ainda funcionam hoje e vou compartilhá-las em seguida. Vou também oferecer uma revisão da última pesquisa sobre o desenvolvimento de crianças e relacionamentos pai-filho. Minha oração é que as descobertas e recomendações obtidas dessas informações, combinadas com minha experiência profissional, que abrange mais de 30 anos, possam prover encorajamento e conselhos práticos para os que passarem por este caminho.

Então, apertem os cintos. Temos bastante terreno interessante a cobrir. Mas, primeiro, eis um pequeno poema para começar. Ele foi tirado da letra de uma canção que muito aprecio, enviada por meu amigo Robert Wolgemuth. Quando Robert era menino, sua mãe, Grace Wolgemuth, cantou “Esse Meu Menininho” para ele e seus irmãos. Eu ouvi essa poesia pela primeira vez quando Robert e sua esposa, Bobbie, a cantaram para minha mãe em 1983. Uma pesquisa sobre os direitos autorais não obteve informação quanto à autoria da letra e da música. Os filhos de Grace Wolgemuth, até onde sabem, acreditam que ela compôs a canção para eles, e estou fazendo uso dela com permissão.

ESSE MEU MENININHO

Dois olhos que brilham tanto,

Dois lábios que dão beijo de boa-noite,

Dois bracinhos que me apertam,

Esse meu menininho.

Ninguém pode adivinhar o que a sua chegada significou,

Porque o amo tanto, você é um presente enviado do céu.

Você é o mundo inteiro para mim.

Você sobe em meus joelhos.

Para mim você sempre será

Esse meu menininho.7