Guia Prático em Saúde (GPS): Enfermagem

Raphael Mendonça Guimarães, Selma Cristina de Jesus Mesquita · Capítulo 10 de 25

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Guia Prático em Saúde (GPS): Enfermagem

Fundamentos para o Cuidado

 

Procedimentos de Enfermagem

Administração de Medicamentos

Exames Complementares

INTRODUÇÃO

Há diversos procedimentos clínicos que são de responsabilidade do enfermeiro, seja pela execução direta, seja pela supervisão da equipe. Em geral são procedimentos que contam com padronização com relação à sua técnica ou ao material necessário para a sua execução, e por isso é necessário revisar constantemente suas etapas e aplicações. Neste sentido, esperamos que este capítulo possa contribuir para a realização de procedimentos básicos de forma segura.

ASPIRAÇÃO DE VIAS RESPIRATÓRIAS

VIA DE ASPIRAÇÃO FINALIDADE INDICAÇÃO CONTRAINDICAÇÃO Nasofaringe Remover secreções da Secreção visível e audível Lesão de nasofaringe

nasofaringe e manter via

respiratória prévia Pacientes incapazes de expelir a secreção Infecção das vias respiratórias superiores

Cavidade nasal obstruída

Laringospasmo

Hemorragia nasal

Distúrbios hemorrágicos

Traumatismo de face, craniano e cervical

Pacientes em risco ou com aumento da

pressão intracraniana (PIC)

Orofaringe Remover secreções da Secreção visível e audível Lesão de orofaringe

orofaringe e manter via

respiratória pérvia Pacientes incapazes de expelir a secreção Infecção das vias respiratórias superiores

Cavidade oral obstruída

Laringospasmo

Hemorragia oral

Distúrbios hemorrágicos

Traumatismo de face, craniano e cervical

Pacientes em risco ou com aumento da

PIC

Tubo orotraqueal Remover secreções do Ausculta de ruídos adventícios Distúrbios hemorrágicos

tubo orotraqueal e Incapacidade do paciente de gerar tosse

manter via respiratória espontânea e caz Secreção visível e Trombocitopenia grave prévia audível Alterações radiográ cas

compatíveis com secreção retida Queda Broncospasmo da saturação de oxigênio e dos valores da

gasometria arterial Pacientes em risco ou com aumento da

PIC

Traqueostomia Remover secreções da Ausculta de ruídos adventícios Distúrbios hemorrágicos

cânula de traqueostomia

e manter via respiratória Incapacidade do paciente de gerar tosse Trombocitopenia grave prévia e caz

Broncospasmo

Secreção visível e audível

Obstrução da cânula

Queda da saturação de oxigênio e dos

valores da gasometria arterial Pacientes em risco ou com aumento da

PIC

ASPIRAÇÃO ENDOTRAQUEAL | TRAQUEOSTOMIA E TUBO OROTRAQUEAL

MATERIAIS

• Bandeja

• Cateter de aspiração traqueal

• Equipamentos de proteção individual (EPI): capote, máscara, gorro, óculos • Luva estéril

• Gaze estéril

• Ampolas de água para injeção

• Frasco de aspiração estéril

• Sistema de vácuo com vacuômetro.

TÉCNICA

• Explique o procedimento ao paciente, quando possível

• Coloque o paciente em posição de Fowler ou semi-Fowler

• Avalie os sinais vitais e os parâmetros ventilatórios

• Higienize as mãos

• Abra o material

• Vista luva estéril

• Conecte o cateter no sistema de aspiração

• Antes de introduzi-lo, clampeie o sistema de vácuo • Introduza o cateter de modo cuidadoso com técnica asséptica • Retire o cateter lentamente fazendo movimentos circulares

• Avalie sinais vitais e parâmetros ventilatórios a cada aspiração • Lave o circuito de aspiração, instilando água para injeção estéril no cateter • Registre o procedimento no prontuário, relatando a quantidade e o aspecto da secreção aspirada. CUIDADOS ESPECÍFICOS

• A pressão do vacuômetro no momento da aspiração não deve exceder 150 mmHg • A troca do frasco coletor deve ocorrer quando este atingir 2/3 da sua capacidade de coleta • A aspiração endotraqueal de pacientes em ventilação mecânica deve ser, preferencialmente, em sistema fechado por cateter conectado

diretamente ao tubo (trach-care)

• Cada aspiração não deve exceder o tempo de 10 s e deve-se manter um intervalo entre elas a m de reestabelecer o padrão ventilatório

• A aspiração deve ser feita sempre que houver necessidade, dependendo da quantidade de secreção.

AVALIAÇÃO NUTRICIONAL

OBJETIVOS

Fornece informações sobre obesidade, subnutrição, perda de peso, desnutrição, de ciência de nutrientes especí cos, anormalidades metabólicas e sobre os efeitos dos medicamentos sobre a nutrição e problemas especiais do paciente hospitalizado. PARÂMETROS NUTRICIONAIS AVALIADOS

• Informações nutricionais: identi car a dieta feita pelo paciente em sua quantidade e qualidade • Dados antropométricos: a mensuração desses dados baseia-se na medição das variações físicas e na composição corporal global. São

avaliados: altura, peso, circunferências musculares, dobras cutâneas e medidas secundárias (IMC etc.). Detectam obesidade, sobrepeso, perda de peso e desnutrição

• Exame de sangue – bioquímica: consiste na mensuração de nutrientes e outros elementos em nível sanguíneo, visando identi car distúrbios

do metabolismo. São medidos: proteínas, lipídios, vitaminas e sais minerais

• Exame clínico: é realizado por exame físico detalhado, avaliando cavidade oral, pele e mucosas, couro cabeludo, musculatura, glândula tireoide

etc.

CATETERISMO VESICAL

TIPOS DE CATETER

VESICAL FINALIDADE INDICAÇÕES COMPLICAÇÕES DO PROCEDIMENTO Cateter de 1 via (sem Cateterismo Tratamento de retenção urinária aguda Coleta Traumatismo uretral: decorrente de balonete) vesical de alívio para exames tamanho inadequado do cateter, pouca

lubri cação na hora da inserção, técnica

Cateter de 2 vias (Foley – Cateterismo Tratamento de retenção urinária crônica errada, insu ação do balonete ainda na com balonete) vesical de demora uretra

Controle rigoroso da diurese através de balanço Estenose uretral hídrico

Hemorragia

Dilatação uretral

Infecção: por tempo prolongado,

Avaliação de pacientes com insu ciência renal abertura do sistema fechado, técnica e

higiene inadequadas, predisposição a

Avaliação urodinâmica (PIA) infecção urinária Pré- e pós-operatório urológico

Cateter de 3 vias (Foley Cateterismo Tratamento de hematúria maciça que necessite threeway – com balonete) vesical de demora de irrigação vesical para evitar formação de

com irrigação coágulos

vesical

Pré- e pós-operatório urológico

CATETERISMO VESICAL DE DEMORA

MATERIAIS

• Gaze estéril

• Luva estéril

• Bandeja estéril para cateterismo vesical (cuba-rim para coleta da urina, cuba redonda para colocação do degermante, pinça longa para a

antissepsia)

• Campo fenestrado estéril

• Seringa de 20 mℓ com bico

• Agulha 40 × 12

• Água para injeção ampolas de 10 mℓ

• Cateter de Foley no tamanho apropriado

• Solução degermante (clorexidina 2%)

• Lidocaína gel

• Bolsa coletora (sistema fechado)

• Esparadrapo ou dispositivo para xação do cateter

TÉCNICA

• Explique o procedimento para o paciente

• Higienize as mãos

• Coloque os EPI (capote, máscara, gorro, óculos, luva de procedimento) • Posicione o paciente (pernas etidas e afastadas)

• Realize antissepsia da genitália externa

• Higienize novamente as mãos

• Abra os materiais necessários

• Vista a luva estéril

• Realize o teste do balonete para veri car se há vazamentos

• Posicione o campo fenestrado e a cuba-rim

• Lubri que a extremidade do cateter com lidocaína gel

• No sexo feminino: exponha o meato urinário com a mão não dominante, afastando os grandes e os pequenos lábios. Introduza o cateter até a

saída de diurese que será depositada na cuba-rim

• No sexo masculino: tracione levemente o pênis para cima, com os dedos em torno da glande. Introduza o cateter na uretra até a saída de

diurese

• Insu e o balonete com o volume de água para injeção indicado • Tracione levemente o cateter até haver resistência do balonete • Conecte a extremidade do cateter ao coletor de urina fechado • Fixe o cateter, sem tracioná-lo, na parte interna da coxa (sexo feminino) ou na região suprapúbica (sexo masculino) • Prenda a bolsa coletora na parte lateral da cama

• Registre o procedimento no prontuário, indicando o volume drenado, características da diurese e intercorrências. CUIDADOS ESPECÍFICOS

• O procedimento deve ser feito com técnica asséptica, mantendo todos os materiais estéreis • A antissepsia da genitália externa no sexo feminino deve ser feita com movimentos unidirecionais, de cima para baixo. No sexo masculino, com

movimentos circulares do meato uretral para a parte externa da glande

• No paciente do sexo masculino: deve-se aplicar lidocaína gel diretamente no canal uretral com uma seringa de 20 mℓ • O balonete deve sempre ser insu ado com água para injeção • O balonete deve ser insu ado somente quando se observar a saída de urina pelo cateter e quando se inserir todo o comprimento da sonda,

tendo a certeza de que se encontra dentro da bexiga

• O balonete não deve ser insu ado com a sua capacidade máxima. Sempre respeite as normas do fabricante • Nunca desconecte o sistema fechado depois de já instalado

• Durante o transporte do paciente, o sistema coletor não deve ser posicionado acima do nível da bexiga, caso seja necessário, deve-se clampear

o sistema temporariamente e liberá-lo o mais breve possível

• Nunca realize lavagem do cateter e do sistema

• Realize higiene diária e adequada próximo ao meato uretral.

COLETA DE MATERIAIS PARA EXAMES

TIPO DE

MATERIAL MATERIAIS TÉCNICA COMPLICAÇÕES Sangue Bandeja Explique o procedimento ao paciente e coloque-o em Trans xação de vaso sanguíneo venoso posição confortável

Gaze ou algodão não Sangramento estéril Reúna todo o material necessário e identi que os

frascos Hematoma

Garrote

Veri que se há necessidade de jejum e se este foi feito Equimose

Luvas de procedimento

Selecione uma veia para punção Flebite

Clorexidina alcoólica

0,5% Infecção Aplique um garrote de 10 a 15 cm acima do local da

punção

Agulha descartável

Realize a antissepsia do local com clorexidina alcoólica

Seringa descartável ou a 0,5%, com movimentos únicos e deixe secar conexão de vácuo

Efetue a punção venosa, introduzindo a agulha com o

Tubos de exames Curativo bisel para cima, em um ângulo de 15° a 30°. Se a

punção for arterial, a angulação da agulha varia

conforme o local de coleta

Se for utilizada seringa, puxe o êmbolo lentamente e

de modo uniforme, transferindo o sangue para os

tubos logo após liberar o garrote quando o sangue

começar a uir

Coloque uma gaze sobre o local, removendo a agulha

Aplique pressão sobre o local de punção

Descarte apropriadamente os materiais e registre o

procedimento

Urina (EAS) Bandeja Para pacientes acamados: Não apresenta complicações

Cuba-rim não estéril Explique o procedimento ao paciente e coloque-o em

posição confortável

Comadre ou patinho

Reúna todo o material necessário e identi que o frasco

Frasco de coleta não

estéril Vista as luvas de procedimento Seringa de 10 mℓ Realize a higiene íntima adequada Luvas de procedimento Forneça a cuba-rim, orientando que o 1o jato de urina

seja desprezado

Material para higiene

íntima Aspire a urina com a seringa, colocando-a no frasco

coletor e vedando-o

Identi que o frasco e encaminhe para o laboratório

Para pacientes que deambulam:

Explique o procedimento e oriente-o acerca da coleta

Forneça material para higiene da região genital

Forneça o frasco para coleta

Identi que o frasco e encaminhe para o laboratório

Urina Bandeja Para pacientes acamados e desorientados: Infecção (urinocultura)

Cuba-rim estéril Deve-se realizar o cateterismo de alívio, para se Sangramento

garantir uma coleta com técnica asséptica

Frasco de coleta estéril Trauma uretral e vesical

Para pacientes em uso de cateter vesical de demora:

Gaze estéril

A coleta será realizada por meio de punção do ejetor

Seringa de 10 mℓ lateral do cateter. Nunca desconecte o cateter do

sistema coletor fechado

Agulha de no calibre

Luva estéril procedimento, para armazenar urina em quantidade É necessário clampear o sistema por 30 min antes do Material para higiene satisfatória para o exame

íntima (clorexidina Realize a assepsia do ejetor lateral com álcool a 70% e degermante) aspire 5 m ℓ de urina, com uma agulha de no calibre

Deposite a urina no frasco de coleta estéril

Certi que-se de soltar o clampe do cateter logo após a

coleta

Urina (24 h) Frasco apropriado para o Explique o procedimento Não apresenta complicações

exame (grande, limpo e

não estéril) Reúna todo o material necessário e identi que o frasco Luva de procedimento Higienize as mãos Comadre ou patinho Despreze a 1a micção do dia e anote o horário da 1a Cálice graduado coleta no frasco

Colete todas as micções do dia e da noite, inclusive a 1a micção do dia seguinte

Tampe o frasco e encaminhe para o laboratório com

horário do término da coleta

Guarde as amostras em caixa térmica, com gelo

durante as 24 h da coleta

Registre o procedimento

Escarro Bandeja Para pacientes em quartos de isolamento: Não apresenta complicações

Recipiente plástico estéril Explique o procedimento com tampa de rosca

Reúna todo o material necessário e identi que o frasco

Equipamento de proteção

individual (EPI) – capote, Higienize as mãos máscara N95, óculos Oriente o paciente a coletar a amostra logo ao acordar, luva de procedimento,

em jejum

Realize enxágue da boca com água (não use colutórios

bucais ou pasta de dente)

Coloque o paciente em posição de Fowler alta

Solicite ao paciente para inspirar profundamente,

retendo o ar nos pulmões por alguns instantes

Após, ele deve tossir profundamente e expectorar

diretamente no recipiente da amostra, evitando

expectorar saliva Repita o procedimento para atingir a

quantidade necessária (cerca de 5 mℓ) Tampe o recipiente e envie para o laboratório

Registre o procedimento no prontu mpe

 

•

• Feridas crônicas (úlceras neuropáticas, úlceras por pressão, feridas tumorais): não cicatrizam facilmente (2a ou 3a intenção). Desenvolvem-se ao

longo de um tempo prolongado. Comuns em portadores de doenças crônicas e plegias, idosos com redução da mobilidade, pessoas acamadas. Têm evolução lenta e progressiva.

CURATIVOS SIMPLES DE FERIDA CIRÚRGICA

INDICAÇÃO

• Feridas cirúrgicas, com boa cicatrização, sem secreção

• As trocas de curativo cirúrgico são indicadas a partir do 1o ou 2o dia do pós-operatório, dependendo das rotinas da instituição e condições do

curativo.

CONTRAINDICAÇÃO

No pós-operatório imediato, exceto em caso de hemorragia ou outra complicação cirúrgica. MATERIAIS

• Gaze estéril

• Esparadrapo ou lme transparente

• SF 0,9%

• Luva de procedimento

• Luva estéril

• Máscara

• Pinças.

TÉCNICA

• Higienize as mãos

• Prepare o material e leve-o ao paciente com carrinho de curativo ou mesa auxiliar • Informe o procedimento ao paciente e coloque-o em posição adequada de acordo com o local do curativo • Remova suavemente o curativo anterior com luva de procedimento • Observe as características da incisão (aderência de bordas, sinais ogísticos, presença de secreção) • Vista luva estéril e realize limpeza da ferida com gaze embebida em SF 0,9% (use pinça de Kelly para auxiliar na limpeza) • A limpeza da incisão cirúrgica deve ser feita em sentido único, trocando as gazes sempre que necessário • Após, realize a limpeza da pele adjacente do local menos contaminado para o mais contaminado • Seque a incisão com gaze em sentido único

• Oclua a incisão com gaze dobrada ao meio e xe com ta adesiva ou lme transparente • Registre o procedimento e aspecto da ferida.

Observação 1: curativos com cobertura de gaze devem ser trocados diariamente.

Observação 2: feridas cirúrgicas com boa cicatrização e sem secreção podem permanecer sem curativo a partir de 48 h de cirurgia.

ESTOMAS DIGESTIVOS

TIPO DE ESTOMA FINALIDADE CARACTERÍSTICAS DO ESTOMA INDICAÇÕES Colostomia Estoma de eliminação Consiste na Colostomia de cólon transverso: fezes Doenças in amatórias intestinais

exteriorização cirúrgica de uma porção semipastosas a pastosas (doença de Crohn, colite do intestino grosso pela parede ulcerativa etc.) abdominal para promover a saída de Colostomia de cólon sigmoide: fezes conteúdo intestinal moldadas Traumas abdominais É mais comumente realizado em cólon O conteúdo intestinal é menos agressivo Desvio de trânsito sigmoide e transverso à pele devido ao pH neutro

Doenças perineais

Pode ser temporário ou de nitivo Podem ser confeccionados de forma

terminal ou em alça Fístulas (anorretais, retovaginais,

retovesicais)

Proteção de anastomoses

Obstrução intestinal baixa

Neoplasias malignas

Ileostomia Estoma de eliminação Fezes líquidas podendo apresentar Traumatismos abdominais

resíduos

Consiste na exteriorização cirúrgica de Doenças in amatórias intestinais

uma porção do intestino delgado (íleo) O conteúdo intestinal é mais agressivo à (doença de Crohn, colite pela parede abdominal para promover a pele devido ao pH alcalino ulcerativa etc.) saída de conteúdo intestinal

Paciente apresenta maior risco de Polipose adenomatosa familiar

Pode ser temporário ou de nitivo distúrbios hidreletrolíticos

Obstrução intestinal alta

Podem ser confeccionados de forma

terminal ou em alça Neoplasias malignas

Fístulas (anorretais, retovaginais,

retovesicais)

TROCA DE EQUIPAMENTO COLETOR | COLOSTOMIAS E ILEOSTOMIAS

TÉCNICAS

• Explique ao paciente sobre o procedimento

• Em caso de pacientes dependentes, coloque o paciente em decúbito dorsal com cabeceira levemente reclinada. Para pacientes independentes

de cuidados, estabeleça posição ortostática para que o mesmo realize a troca

• Higienize as mãos e vista as luvas de procedimento

• Desprenda o equipamento coletor cuidadosamente de cima para baixo • Retire os resíduos de fezes cuidadosamente e higienize o estoma com água • Higienize a área periestoma com água e sabonete neutro

• Aplique barreira protetora na pele próxima ao estoma

• Meça o estoma com uma escala de medição apropriada

• Corte a placa adesiva com tesoura de ponta, atentando para não perfurar o saco de coleta. Retire a proteção da parte adesiva e xe na pele.

Posicione a abertura sobre o estoma e pressione a placa adesiva de baixo para cima

• Feche a parte inferior da bolsa

• Registre o procedimento no prontuário, relatando característica das fezes, presença de atos, aspecto do estoma e da pele periestoma.

CUIDADOS ESPECÍFICOS

• Estimule o próprio paciente a realizar os cuidados com o estoma • A troca do equipamento coletor só deve ser realizada em caso de vazamentos ou saturação da placa adesiva • O corte na placa adesiva deve ser bem próximo ao estoma, não possibilitando grandes aberturas e/ou garroteamento do estoma • Esvazie a bolsa sempre que necessário

• Registre no prontuário: característica das eliminações e aspectos do estoma (cor, forma, tamanho, pele adjacente etc.) • Barreiras protetoras podem ser aplicadas na pele na forma de cremes especí cos, pasta, pó, spray, placas, tiras etc. • Em pacientes acamados, o equipamento coletor deve ser posicionado com a abertura lateralizada ao corpo e em pacientes que deambulam o

equipamento deve ser colocado com a abertura voltada para baixo, verticalmente ao corpo.

COLETA DE GASOMETRIA ARTERIAL

FINALIDADE

• Avaliar a capacidade pulmonar de aporte de oxigênio e remoção do dióxido de carbono • Avaliar a capacidade renal de reabsorção e excreção dos íons bicarbonato MATERIAIS

• Seringa heparinizada de 3 mℓ

• Cateter agulhado ou agulha 25 × 7

• Gaze estéril

• Clorexidina alcoólica 0,5%

• Esparadrapo

• Luva estéril, máscara e óculos de proteção.

TÉCNICA

• Higienize as mãos

• Prepare o material e leve-o ao paciente em mesa auxiliar

• Informe o procedimento ao paciente e coloque-o em posição adequada com membro em hiperextensão • Palpe a pulsação da artéria com os dedos indicador e médio • Realize antissepsia da pele com clorexidina alcoólica

• Puncione a artéria e coletar até 2,0 mℓ de sangue

• Retire bolhas de ar e homogeneíze a amostra com movimentos leves • Após a coleta, deve-se manter pressão sobre o local, por no mínimo 5 min ou até parar completamente o sangramento • Realize curativo compressivo com gaze e esparadrapo

• Registre o procedimento.

CUIDADOS ESPECÍFICOS

• Locais de coleta arterial: artéria radial, braquial e femoral

• Realize teste de Allen antes de coleta de artéria radial

• Realize coleta com técnica asséptica

• Pequena quantidade de sangue é su ciente para realizar o exame • Introduza a agulha em ângulo diferenciado de acordo com o local de punção (ângulo de 30° para artéria radial, 45° para braquial e 90° para

femoral).

COMPLICAÇÓES DO PROCEDIMENTO

• Trombose arterial

• Embolia

• Infecção

• Dor

• Hemorragia

• Hematoma

• Lesão de nervo.

HIGIENE CORPORAL

OBJETIVOS

• Limpeza do corpo

• Garantir o bem-estar físico do paciente

• Avaliar condições físicas por exame clínico detalhado • Estimular circulação sanguínea e prevenção de úlceras por pressão. TIPOS DE BANHOS

• Aspersão

• Imersão

• No leito.

PRINCÍPIOS DA HIGIENE CORPORAL

• Proporcionar privacidade e segurança do ambiente

• Realizar procedimento de modo seguro

• Manter a temperatura corporal estável

• Explicar o procedimento ao paciente.

LOCAL CUIDADOS ESPECÍFICOS Cabelo e couro cabeludo Proteja o leito e o paciente com coberturas impermeáveis

Caso o banho seja no leito, posicione o paciente em semi-Fowler, as costas e os ombros apoiados por 1 ou 2 almofadas e a cabeça inclinada para trás

Proteja o canal auditivo com gaze ou algodão

Lave o cabelo com os produtos de higiene disponíveis (xampu, condicionador)

Seque o cabelo com toalha

Ocular Deve ser feita com soro siológico e gaze não estéril. Em pós-operatório de cirurgia ocular, use gaze

estéril

A limpeza dos olhos deve ser feita do canto interno do olho para o canto externo, em um único movimento

Nasal A higiene nasal deve ser feita com gaze não estéril e soro siológico ou água

Pacientes em uso de cateter nasal devem ter a cavidade nasal inspecionada diariamente para avaliar possíveis lesões

Retire as secreções visíveis usando cotonetes com soro siológico

Oral A higiene pode ser feita com escova e pasta de dente para os pacientes com re exo de deglutição.

Para pacientes com rebaixamento do nível de consciência e sedados, deve-se usar uma espátula envolta com gaze, colutório bucal apropriado e água

Avalie a presença de lesões na cavidade oral

As próteses dentárias devem ser higienizadas diariamente com solução especí ca

Auricular A higiene auricular deve ser feita com gaze e pouca água

Não use cotonetes para executar esse procedimento

BANHO NO LEITO

MATERIAIS

• Carrinho de banho ou móvel auxiliar

• Biombos

• Bacia

• Jarro com água aquecida ou lenços de banho

• Sabonete

• Compressa de banho

• Luvas de procedimentos

• Toalha

• Roupa de cama (lençol, traçado, impermeável).

TÉCNICA

• Organize o material e transporte-o até o paciente

• Explique o procedimento ao paciente

• Higienize as mãos

• Posicione os biombos e prepare o ambiente

• Use equipamentos de proteção: máscara, luva de procedimento e capote • Faça primeiro a higiene oral, nasal e do couro cabeludo

• Retire a camisola mantendo o abdome e pelve protegidos e inicie o banho lavando tórax e membros com movimentos circulares, proporcione

ativação da circulação, observando a pele

• Inicie a lavagem da região abdominal e membros inferiores, protegendo o tórax com lençol • Coloque a bacia sob os pés e lave-os, principalmente nos espaços interdigitais • Para iniciar a higiene da região genital, a água da bacia e as luvas devem ser trocadas • Após, lateralize o paciente e inicie a limpeza da região dorsal, observando presença de úlceras • Prossiga com a arrumação do leito com o paciente ainda em decúbito lateral, empurrando a roupa úmida para o meio da cama • Aplique álcool a 70% no colchão para limpeza

• Finalize a arrumação do leito, mantendo os lençóis sempre bem esticados e secos, para evitar áreas de fricção e maceração da pele • Vista o paciente e termine de posicioná-lo no leito.

ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS

DESVANTAGENS

FORMA DE DA

VIA DE ADMINISTRAÇÃO APRESENTAÇÃO INDICAÇÃO CONTRAINDICAÇÃO ADMINISTRAÇÃO Ocular Pomada Patologias Pós-operatório Irritação ocular

oculares imediato de cirurgia

Colírio Desconforto e ocular

Dilatação ardência local

pupilar

Infecções por

Anestesia aplicação

inadequada

Lubri cação

ocular

Oral Líquidos: Pacientes Pacientes Engasgos/aspiração

conscientes e inconscientes e/ou

• Suspensão Di culdade de com boas com rebaixamento

• Solução deglutição consciência Paciente desprezar condições de engolir sólidos do nível de

• Xarope o comprimido Náuseas e vômitos

• Elixir Medicamentos que Distúrbios de

• Emulsão deglutição precisam ser

fracionados ou

Sólidos: diluídos

• Comprimido Subdosagem ou superdosagem

• Cápsula Absorção variável

• Drágea Período de ação de

• Pastilha médio a longo

• Pó

• Pílula

Intravenosa Pó lio lizado Ação imediata Administração de Reações alérgicas e

soluções oleosas intoxicações graves

Solução Infusão de

grandes Veias com ebite Choque pirogênico volumes e sepse

Fragilidade venosa

Administração Embolia gasosa

de soluções Acessos vasculares irritantes e não con áveis Flebite vesicantes

In ltração

Di culdade de

reversão dos efeitos

adversos

Intramuscular Pó lio lizado Absorção rápida Administração em Lesões no músculo,

dos locais de pouca nos nervos e vasos

Solução medicamentos massa muscular e por falha técnica Suspenção Quando outras Dor e desconforto tatuagens e lesões próximo a cicatrizes, Emulsão intravenosa) vias (oral, local Locais com fístula

não são Administração de arteriovenosa

adequadas substâncias

Pacientes com irritantes que

Administração coagulopatias produzem reações de substâncias locais modi cadas

pelos sucos Embolia pulmonar

digestivos por injeções em

veias e artérias

glúteas

Não possibilita a

infusão de grandes

volumes

Subcutânea Solução Impossibilidade Locais com Absorção mais lenta

de uso de outras edema/anasarca do que outras vias vias (oral,

intravenosa) Lesões nos locais de Não suporta infusão

aplicação de grandes volumes

Necessidade de

administração Locais com fístula Aparecimento de

de arteriovenosa sinais ogísticos

de absorção Administração de Necrose provocada medicamentos

lenta e contínua medicamentos que por injeções precisam de rápida repetidas no

absorção mesmo local

Coagulopatias Hematoma Locais com pouca Lipodistro a

massa de tecido

subcutâneo

Sublingual Comprimido Rápida Lesão da mucosa Não colaboração do

absorção do oral paciente consciente

Solução medicamento

Medicamentos Irritabilidade da

Pode ser usada pouco lipossolúveis mucosa em grande

parte dos Pouco indicada para

pacientes pediatria pela

Indicada para di culdade de aplicação absorção de

medicamentos Absorção de lipossolúveis pequenas

quantidades

Mais adequada

para medicamentos

não iônicos e

lipossolúveis

Inalatória Solução Rápida Pacientes com Di culdade de

absorção claustrofobia estabelecer a

Aerossol dosagem

Broncodilatação Pacientes com

traumatismos faciais Irritação do epitélio

Anestesia oral e pulmonar

Patologias Não colaboração do

pulmonares paciente consciente

Intoxicação por

superdosagem

Sensação de

sufocamento

Tópica Creme Ação local na Alergias cutâneas ao Age somente no

pele ou medicamento local de aplicação

Pomada mucosas

Irritação e

Gel Lesões e desconforto local

patologias

Spray cutâneas Loção Controle da dor, Pó odor, sangramento Pasta

Adesivo

Tubos de alimentação (cateter Líquidos Pacientes com Obstrução ou Alguns nasoenteral/gastrostomia/jejunostomia/esofagostomia) disfagia e em deslocamento do medicamentos não

Comprimido uso de cateter cateter podem ser diluídos

de alimentação

Cápsula Patologias Obstrução do Pó diminuição do Pacientes com gastrintestinais cateter (hemorragia

nível de Absorção lenta por digestiva, obstrução

consciência via gástrica intestinal etc.)

Impossibilidade Necessidade de

de uso de outras diluição de

vias medicamentos

sólidos, viscosos e

hiperosmolares

Deslocamento do

cateter Aspiração

 

VIA DE ADMINISTRAÇÃO TÉCNICA CUIDADOS ESPECÍFICOS

Higienize as mãos Para a aplicação de colírio:

Ocular

Con ra a prescrição médica, prepare o material e leve-o em uma Aplique o número de gotas prescritas,

bandeja até o paciente aproximadamente de 1 a 2 cm acima do

saco conjuntival

Explique o procedimento ao paciente

Oriente o paciente a fechar os olhos,

Coloque luvas de procedimento movimentá-los e piscar lentamente

Faça ou auxilie o paciente na lavagem dos olhos, com soro siológico Para aplicação de pomada: 0,9%, em caso de secreção

Aplique uma na camada da pomada ao

Lave e seque no sentido do canto interno do olho para o externo longo da extremidade interna da

pálpebra inferior

Coloque o paciente sentado ou eleve a cabeceira com a cabeça

inclinada para trás Oriente o paciente a permanecer com o

olho fechado por alguns minutos

Afaste a pálpebra inferior e solicite que o paciente olhe para cima

Aplique o medicamento

Veri que e registre o procedimento

Oral Higienize as mãos Use copos pequenos descartáveis para os

sólidos e seringa ou medidor especí co

Con ra a prescrição médica, prepare o material e leve-o em uma para os líquidos bandeja até o paciente

Veri que os medicamentos na prescrição

Identi que os medicamentos com rótulos contendo o nome do logo após a administração. Caso não seja

paciente, leito, dosagem prescrita, via e hora de administração administrado, circule o horário e registre

o motivo

Informe o procedimento ao paciente

Con ra a etiqueta do medicamento

Posicione o paciente sentado ou em decúbito elevado

Espere o paciente deglutir os medicamentos

Veri que e registrar o procedimento

Intravenosa Higienize as mãos Em caso de sinais ogísticos no local de

punção, interrompa a infusão e retire o

Con ra a prescrição médica, prepare o material e leve-o em uma dispositivo, garantindo novo acesso

bandeja até o paciente venoso

Identi que os medicamentos com rótulos contendo o nome do É necessário veri car a compatibilidade

paciente, leito, dosagem prescrita, via e hora de administração de medicamentos e diluentes

administrados por conexões comuns

Informe o procedimento ao paciente

Con ra a etiqueta do medicamento

Intravenosa Realize a limpeza das vias e conexões do acesso venoso com álcool 70% A infusão pode ser feita por meio de

cateteres sobre agulha (recomendados

Conecte a seringa com medicação ao acesso venoso, através do injetor para infusões prolongadas) ou cateteres

lateral em Y agulhados (infusões rápidas) Pare temporariamente a infusão do soro durante o período de

administração do medicamento, caso estejam em via única

Veri que o posicionamento do cateter venoso, tracionando levemente

o êmbolo da seringa até que re ua uma pequena quantidade de

sangue

Clampeie o equipo acima do injetor lateral para evitar o re uxo do

medicamento

Injete a medicação no tempo adequado

Retire a seringa, reestabeleça a infusão de soro e refaça o gotejamento,

ou faça a salinização do cateter

Veri que e registre o procedimento

Intramuscular Higienize as mãos

Con ra a prescrição médica, prepare o material e leve-o em uma

bandeja até o paciente

Desinfete tampas e/ou ampolas com álcool a 70%

Faça a diluição, se necessário, aspire a medicação e retire o ar da

seringa

Troque as agulhas, colocando a especí ca para a via IM (25 × 7)

Identi que os medicamentos com rótulos conteð a, l

Veri que o procedimento

Realize anotações de enfermagem no prontuário

Advirta o paciente a não mastigar o comprimido nem tocá-lo com a

língua, para evitar deglutição acidental

Em medicações com ação anti-hipertensiva, veri que a pressão arterial

a cada 30 min por 2 h em média

Em casos de reações adversas, comunique ao enfermeiro e ao médico

Veri que o nível de consciência do paciente a m de avaliar se a terapia

medicamentosa por via sublingual deve ser revista junto ao médico

Inalatória Higienize as mãos As máscaras, as traqueias e os frascos de

nebulização devem ser lavados e

Con ra a prescrição, reúna todo o material e leve até junto ao paciente colocados em solução desinfetante,

Coloque o SF a 0,9% no reservatório do inalador e a medicação, Comissão de Controle de Infecção seguindo as orientações da CCIH –

conforme prescrição médica Hospitalar Oriente o paciente sobre o procedimento Após a nebulização, é importante

Coloque o paciente em posição de Fowler estimular a tosse e os exercícios de respiração profunda, favorecendo a

Monte o sistema e conecte o inalador à rede de oxigênio ou ar eliminação de secreções comprimido pelo uxômetro Mantenha os inaladores dentro de um

Regule o uxo de oxigênio ou ar comprimido de acordo com a saco plástico, junto ao leito

prescrição pelo uxômetro, veri cando se há saída de névoa do O sistema de nebulização deve ser inalador trocado a cada 24 h

Coloque delicadamente a máscara sobre a face do paciente e oriente-o Observe o paciente por alguns minutos e a respirar tranquilamente veri que pressão arterial, pulso e

Mantenha a nebulização/inalação durante o tempo indicado e observe frequência respiratória o paciente Os líquidos usados em Deixe o paciente confortável nebulizadores/inaladores devem ser estéreis

Recolha o material para limpeza e guarde

Higienize as mãos

Veri que o procedimento

Realize anotações de enfermagem no prontuário

Tópica

Tubos de alimentação Con ra a prescrição médica Crianças com SNG no 8FR – 5 mℓ de água

ltrada

Reúna o material em uma bandeja

SNG no 10FR – 7 mℓ de água ltrada

Higienize as mãos

SNE no 6FR – 8 mℓ de água ltrada

• Infarto agudo

• Manutenção da oxigenação tecidual

• Doença pulmonar crônica

• Remoção de excesso de CO2

• Lesão torácica

• Hipoxia

• Doença neuromuscular

• Intoxicação aguda

• Distro a muscular progressiva

• Hipoventilação

• Lesão intracraniana e do neuroeixo.

TIPO DE SISTEMA CARACTERÍSTICAS DISPOSITIVOS Sistema de baixo Oferece menores taxas de uxo de oxigênio do que o Cânula nasal

uxo volume inspiratório do paciente

Cateter nasal

Usado quando se requer uma concentração média ou

baixa de oxigênio Máscara facial simples É relativamente simples e de fácil aplicação

O oxigênio é diretamente fornecido para as vias

respiratórias

A FIO2 é baixa e variável, não conseguindo ser mensurada com precisão

Sistema de alto uxo Oferece maiores taxas de uxo de oxigênio do que o Máscara de Venturi

volume inspiratório do paciente

Tenda facial

Usado quando se requer uma concentração alta de

oxigênio

A FIO2 é alta e consegue ser mensurada com mais facilidade

 

DISPOSITIVOS INDICAÇÃO CONTRAINDICAÇÃO Cânula nasal Libera concentrações de oxigênio de 24 a 40% Intolerância do paciente

Fornece oxigênio a baixos uxos de concentração Não pode ser usada por pacientes com lesões na cavidade

nasal

Possibilita a aministração de 4 a 5 ℓ/min Obstrução nasal

Ressecamento da mucosa

Cateter nasal Fornece oxigênio a baixos uxos de concentração Intolerância do paciente

Libera concentrações de oxigênio de 24 a 30% Não pode ser usada por pacientes com lesões na cavidade

nasal

Possibilita a aministração de 2 a 3 ℓ/min

Obstrução nasal

Ressecamento da mucosa

Irritabilidade tecidual da nasofaringe

Hemorragia e traumas em nasofaringe

Máscara facial Fornece oxigênio a baixos uxos de concentração Intolerância do paciente simples

Promove um uxo constante de ar ambiente misturado

com um uxo xo de oxigênio

Libera concentrações de oxigênio de 40 a 60%

Possibilita a aministração de 5 a 8 ℓ/min

Tenda facial (máscara Fornece oxigênio a altos uxos de concentração Intolerância do paciente de Hudson)

Libera concentrações de oxigênio de 21 a 40%

Possibilita a administração de 6 a 15 ℓ/min

Máscara de Venturi Fornece oxigênio a altos uxos de concentração Intolerância do paciente

Libera concentrações de oxigênio de 24 a 60%

Possibilita a administração de 10 a 15 ℓ/min Promove a mistura do ar ambiente com o oxigênio a

100%

Usada principalmente em pacientes com doença

pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)

PUNÇÃO VENOSA PERIFÉRICA

INDICAÇÃO

• Administração de medicamentos e hemoderivados

• Hidratação

• Coleta de sangue

• Necessidade de infusão de grandes volumes

• Emergências.

CONTRAINDICAÇÃO

• Sinais de infecção, in amação e in ltração no local do acesso • Veias com ebite

• Flebite

• Membros edemaciados

• Fístula arteriovenosa no membro

• Mastectomia com linfadenectomia no membro.

FATORES DIFICULTANTES

• Obesidade

• Fragilidade capilar

• Extremos de idade (crianças e idosos)

• Anasarca

• Pacientes que realizaram múltiplas punções

• Pacientes que fazem uso de medicamentos irritantes para o endotélio vascular.

COMPLICAÇÕES

• Extravasamento de medicações

• Hematoma

• Flebite

• Obstrução do cateter

• Equimose

• Dor local

• Choque pirogênico

• Infecção.

MATERIAIS

• Cateter de tamanho apropriado para a veia

• Luva de procedimento

• Garrote

• Gaze ou algodão não estéril • Clorexidina alcoólica a 0,5%

• Esparadrapo ou lme transparente

• Extensor (1, 2 ou 4 vias).

TÉCNICA

• Higienize as mãos

• Prepare o material e leve-o ao paciente em bandeja

• Informe o procedimento ao paciente e coloque-o em posição adequada (sentado ou decúbito dorsal com o membro a ser puncionado, apoiado

em superfície rígida)

• Garroteie o membro de 10 a 15 cm acima do local de punção • Identi que a veia para o melhor acesso

• Realize antissepsia da pele com clorexidina alcoólica

• Fixe a pele e a veia com a mão não dominante

• Realize a punção em ângulo de 15° a 30° e progrida o cateter lentamente até a saída de sangue • Introduza o cateter de plástico na veia ao mesmo tempo que faz o movimento de retirada da agulha • Comprima a veia com o dedo para evitar extravasamento de sangue e conecte o extensor na parte plástica do cateter • Fixe o cateter com esparadrapo ou lme transparente e identi que o local com nome do pro ssional responsável pela punção, data e calibre do

cateter usado

• Registre o procedimento.

CUIDADOS ESPECÍFICOS

• Os dispositivos de punção (cateter sobre agulha ou cateter agulhado) devem ser escolhidos de acordo com a nalidade do procedimento, o

tempo de infusão, tipo de medicamento a ser infundido e calibre da veia

• A troca dos dispositivos (cateter sobre agulha) varia conforme as normas da instituição, geralmente indicada a cada 72 h • A escolha do local de punção depende da rede venosa do paciente. Deve-se sempre iniciar as tentativas pelas veias distais dos membros

superiores, evitando áreas de articulações, dobras cutâneas e veias tortuosas

• Locais adequados para punção venosa periférica: membros superiores e veia jugular externa. Os membros inferiores devem ser evitados pelo

risco de trombose venosa.

ASSISTÊNCIA EM PROCEDIMENTOS RADIOLÓGICOS

PROCEDIMENTO FINALIDADE CUIDADOS ESPECÍFICOS REAÇÕES ADVERSAS Aplicação de Consiste na introdução por via Puncione acesso venoso calibroso e Reações ana láticas: prurido, coriza contraste venoso oral (VO) (bário) ou intravenosa seguro (cateter no 20 ou maior), evitando nasal, taquicardia, hipotensão arterial,

(IV) (iodo) de substância áreas de dobras cutâneas e articulações broncospasmo, edema laríngeo, radiopaca Observe sinais de extravasamento; caso insu ciência respiratória

O contraste oferece maior ocorra, siga procedimento padrão da Reações quimiotóxicas: sensação de instituição de nição às imagens calor, náuseas, vômitos, arritmia

 

tomográ cas, melhorando a cardíaca, hipertensão arterial, Colete previamente o histórico de saúde qualidade da informação convulsões do paciente para veri car possível grupo apresentada de risco (alergias, asma, doença renal, As reações podem ser agudas, ocorrendo diabéticos em uso de metformina etc.) até 30 min da administração, ou tardias, Instrua preparo pré-procedimento com após esse período, podendo ocorrer até 7 contraste (jejum, suspensão de dias da data de aplicação do contraste medicamentos, caso necessário)

Certi que-se da forma de aplicação do

contraste (bólus ou por bomba infusora)

Radiogra a Usa energia gerada por um feixe O procedimento deve ser evitado em Não apresenta reações adversas durante

de raios X para se obter uma casos de gestação; se for necessário, use o exame imagem de um local do corpo todas as formas de proteção humano que se deseja investigar padronizadas Tem por objetivo avaliar padrões Use os equipamentos de proteção ósseos, identi car objetos, individual (EPI) no exercício das funções tumores, coleções de ar e líquidos nesse ambiente etc.

Tomogra a Usa radiação ionizante (raios X) O procedimento deve ser evitado em Reações adversas podem ocorrer computadorizada para captar imagens detalhadas casos de gestação; se for necessário, usar somente em caso de aplicação de

de estruturas corporais todas as formas de proteção contraste

padronizadas

As imagens geradas são limitadas

a um único plano (axial) O exame tem de ser realizado com o

paciente imóvel, pois mínimos

movimentos afetam a captação das

imagens

Ressonância Produz imagens de alta de nição O exame tem de ser realizado com o Reações adversas podem ocorrer magnética dos compartimentos do corpo por paciente imóvel, pois mínimos somente em caso de aplicação de

campo magnético. movimentos afetam a captação das contraste

imagens. Todos os objetos metálicos

Não usa radiação ionizante devem ser retirados da sala de exame

durante o procedimento

CATETER DE ALIMENTAÇÃO

TIPO DE CATETER POSICIONAMENTO INDICAÇÕES CONTRAINDICAÇÕES Cateter nasogástrico Inserido pela cavidade nasal Trato gastrintestinal funcionante Trato gastrintestinal não funcionante

e sua extremidade distal ca

posicionada no estômago Distensão abdominal para drenagem de Fratura de base de crânio

líquidos e gases

Hemorragia nasal

Introdução de medicamentos e dieta

Fratura de ossos nasais

Lavagem gástrica

Intoxicação exógena Estenose de esôfago Coleta de conteúdo gástrico para exame Varizes de esôfago

Cateter nasoenteral Distúrbios de coagulação Inserido pela cavidade nasal Trato gastrintestinal funcionante

e sua extremidade distal ca

posicionada no início do Introdução de medicamentos e dieta Lesões e tumores de nasofaringe

pilórica) Rebaixamento do nível de consciência intestino delgado (pós-

Aporte nutricional insu ciente VO

Disfagia

Lesões na mucosa oral e no esôfago

Cirurgia de cabeça ou pescoço

Cateter orogástrico Inserido pela cavidade oral e Trato gastrintestinal funcionante Trato gastrintestinal não funcionante

sua extremidade distal ca

posicionada no estômago Introdução de medicamentos e dieta Malformação em cavidade oral

Mais usado em neonatos e crianças Distúrbios de coagulação pequenas

Lesões e tumores na cavidade oral

Usado em pacientes com desvio de septo

nasal ou com lesões importantes da Estenose de esôfago cavidade nasal

Varizes de esôfago

INSERÇÃO DE CATETER NASOENTERAL

MATERIAIS

• Cateter (PVC, poliuretano ou silicone de acordo com a indicação) • Luva de procedimento, óculos e máscara

• Gaze não estéril

• Lidocaína gel

• Estetoscópio

• Seringa de 20 mℓ

• Esparadrapo

• Adesivo para xação.

TÉCNICA

• Explique o procedimento ao paciente e esclareça dúvidas

• Coloque o paciente em posição de Fowler ou semi-Fowler

• Higienize as mãos • Abra o cateter e realize medição adequada com marcação do comprimento que será inserido • Coloque luvas de procedimento

• Lubri que a sonda com lidocaína gel

• Flita a cabeça do paciente sobre o tórax

• Introduza lentamente o cateter até atingir a marcação realizada • Fixe o cateter (nariz, testa ou laterais da face)

• Realize testes para con rmação do posicionamento

• Feche a extremidade do cateter

• Registre o procedimento, o calibre do cateter, as drenagens e as intercorrências. CUIDADOS ESPECÍFICOS

• O teste mais indicado para con rmação de posicionamento do cateter é por aspirado gástrico e veri cação do seu pH. Outros testes podem ser

feitos, como: auscultatório e radiológico

• Antes da instalação de dieta e medicamentos, deve-se veri car presença e aspecto de resíduos • A posição da sonda deve ser testada a cada 4 a 6 h, antes da administração das dietas, ou sempre que houver necessidade. COMPLICAÇÕES DO USO DO CATETER ENTERAL

• Aspiração pulmonar

• Diarreia

• Obstrução do cateter

• Constipação intestinal

• Deslocamento do cateter

• Saída acidental do cateter

• Desequilíbrio eletrolítico

• Náuseas, vômitos

• Esvaziamento gástrico reduzido

• Lesão de asa de nariz

• Lesão da mucosa durante a introdução

• Inserção endobrônquica.

APLICAÇÃO DE CALOR E FRIO

TEMPERATURA FINALIDADE RISCOS INDICAÇÕES CONTRAINDICAÇÕES Frio Promover a Diminuição da Entorse, luxações e contusões de Pacientes com espasmos

constrição dos circulação do membros na fase aguda musculares e fratura exposta vasos sanguíneos local, levando a pela aplicação de Prevenir e reduzir edemas Pacientes com distúrbios isquemia e frio vasoespásticos necrose

Controle de sangramento

Aplicação em feridas expostas,

Alívio da dor cirúrgicas e órgãos eviscerados

Hipertermia Locais com diminuição da

Diminuir o metabolismo sensibilidade circulação sanguínea e perda de Diminuir a in amação local Pacientes hipotérmicos

Calor Promover a Queimaduras Alívio da dor Hipotermia Vesículas no local da aplicação,

circulação pela Pode acentuar feridas ou exsudatos dilatação dos Retenção urinária processos

vasos sanguíneos Aplicação em feridas expostas, in amatórios e

supurativos Contusão e distensão muscular cirúrgicas e órgãos eviscerados

na fase crônica Hemorragia Acelerar a cicatrização e Entorse, luxações e contusões de

reparação tecidual membros na fase aguda

Em áreas com comprometimento

circulatório ou em pacientes com

sensibilidade prejudicada

 

TEMPERATURAS MATERIAIS TÉCNICA CUIDADOS ESPECÍFICOS Frio Bandeja Pode ser feita de forma úmida (compressas, Observe o aparecimento de tremores e

banhos) ou seca (bolsa, gelo arti cial em gel) queixas de queimação ou dormência.

Gelo Caso aconteçam, interrompa o

Aplicação de bolsa de gelo: procedimento

Bolsa de borracha

Envoltório após uma lesão para diminuir o edema e impermeável ou Con ra prescrição médica e reúna o material O frio deve ser aplicado imediatamente

toalha Higienize as mãos a dor

Veri que se há vazamentos na bolsa O tempo de aplicação deve ser de 15 a 20

Preencha a bolsa até a metade com gelo e retire min. Não continue nenhuma aplicação além do tempo indicado para evitar todo o ar vasodilatação re exa

Envolva a bolsa em cobertura impermeável ou Evite aplicação de extremos de toalha temperaturas próximo a estomas e áreas Explique o procedimento ao paciente e coloque- cicatriciais

o em posição confortável, expondo a área de Observe o local frequentemente para aplicação identi car sinais de sofrimento tissular

Cubra a bolsa com uma toalha (parestesia, hiperemia, cianose)

Substitua a bolsa sempre que necessário, Troque a cobertura protetora caso que

durante o tempo prescrito para o tratamento molhada Veri que o procedimento e realize as anotações

no prontuário, registrando o horário, condições

do paciente e da região de aplicação

Observe frequentemente as condições da pele

do paciente

Calor Bandeja Pode ser feita de forma úmida (banhos, Observe queixas de queimação,

compressas) ou seca (bolsa, cobertor, manta hiperemia e dor local. Caso aconteçam,

Bolsa de borracha térmica) interrompa o procedimento Água morna Aplicação de bolsa de água morna: O tempo de aplicação deve ser de 15 a 20 Termômetro de Con ra a prescrição médica e reúna o material além do tempo indicado min. Não continue nenhuma aplicação água

Toalha temperaturas próximo a estomas e áreas Veri que se há vazamentos na bolsa Higienize as mãos Evite aplicação de extremos de

cicatriciais

 

Encha a bolsa com água morna até completar Observe o local frequentemente para 2/3 da capacidade da bolsa e retire todo o ar identi car sinais de sofrimento tissular Explique o procedimento ao paciente e coloque- (hiperemia, cianose, maceração da pele e o em posição confortável, expondo a área de formação de bolhas) aplicação

Cubra a bolsa com uma toalha molhada Troque a cobertura protetora caso que Substitua a bolsa sempre que necessário,

durante o tempo prescrito para o tratamento

Veri que o procedimento, realize as anotações

no prontuário e observe frequentemente as

condições da pele do paciente

BIBLIOGRAFIA

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Craven RF, Hirnle CJ. Fundamentos de enfermagem: saúde e funções humanas. 4 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. Mozachi N, Souza VHS de. O hospital: manual do ambiente hospitalar. 3 ed. Curitiba: Codice, 2009. Nettina SM. Prática de enfermagem. 9 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.

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