Guia Prático em Saúde (GPS): Enfermagem
Cuidados Intensivos
Ventilação Mecânica
Gasometria
Balanço Hídrico
Eletrocardiograma
Monitoramento Hemodinâmico
INTRODUÇÃO
As unidades de terapia intensiva (UTIs) representam um avanço no cuidado dos pacientes criticamente enfermos. Desde a decisão de Florence em separar pacientes gravemente feridos dos pacientes estáveis nas campanhas de guerra, as UTIs evoluíram na capacidade tecnológica de oferecer cuidado, e um dos avanços mais notáveis foi a instituição do suporte ventilatório. Atualmente, feito com técnicas não invasivas e invasivas, este procedimento pode ser decisivo na manutenção da vida, e neste capítulo aprenderemos um pouco mais sobre as técnicas e as modalidades de suporte.
CUIDADOS AO PACIENTE EM VENTILAÇÃO MECÂNICA
INDICAÇÕES PARA VENTILAÇÃO MECÂNICA
PREJUÍZO FISIOLÓGICO BÁSICO MELHORES INDICADORES VARIAÇÃO NORMAL VALORES INDICATIVOS DA
DISPONÍVEIS NECESSIDADE DE SUPORTE
VENTILATÓRIO
Ventilação alveolar inadequada Paco2 35 a 45 mmHg Aumento agudo a partir do (insu ciência ventilatória aguda) normal ou dos dados básicos do
paciente
pH arterial 7,35 a 7,45 < 7,25 a 7,30
Hipoxemia (insu ciência aguda Pao2/Fio2 350 a 400 mmHg < 200 mmHg da oxigenação)
Expansão pulmonar ine caz Volume corrente 5 a 8 mℓ/kg < 4 a 5 mmHg
Capacidade vital 60 a 75 l < 10 l Frequência respiratória 12 a 20 irpm > 35
Trabalho respiratório excessivo Capacidade vital 60 a 75 l < 10 l
Volume-minuto necessário para 5 a 10 ℓ/min > 15 a 20 l/min manter Paco2 normal
Frequência respiratória 12 a 20 irpm > 35 impm
Impulso ventilatório instável Padrão respiratório, avaliação
clínica
Alterações clínicas que indicam Cianose, agitação motora e hipoxemia confusão mental, alterações no
ritmo cardíaco, retração
intercostal ou supraesternal,
ruídos adventícios na ausculta
pulmonar e diminuição do débito
urinário
EQUIPAMENTOS E MATERIAIS NECESSÁRIOS PARA A INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL
• Equipamentos de proteção individual
• Laringoscópio com lâminas retas e curvas
• Sondas para aspiração orotraqueal
• Tubos orotraqueais de vários tamanhos. Normalmente, em adultos, o tamanho do tubo é 8,0. Caso o paciente seja pequeno, ou a intubação
seja difícil, será necessário um tubo de tamanho menor
• Seringa de 10 mℓ para insu ação do balonete
• Fixador de tubo ou cadarço
• Fonte de oxigênio
• Bolsa de reanimação manual com máscara
• Oxímetro de pulso
• Medicamentos para sedação e bloqueador neuromuscular
• Seringas e agulhas para administração de medicamentos
• Lubri cante hidrossolúvel.
PROCEDIMENTOS PARA A REALIZAÇÃO DA INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL
PROCEDIMENTO JUSTIFICATIVA Explicação do procedimento ao paciente Diminuição da ansiedade e promoção da colaboração do paciente
Reunião do material necessário Garantia da realização segura do procedimento Teste do laringoscópio Garantia do bom funcionamento durante o procedimento Utilização dos equipamentos de proteção individual Garantia da segurança do pro ssional durante o procedimento
Permanência do paciente em decúbito dorsal Garantia da facilidade na realização do procedimento e do conforto ao
paciente
Manutenção de um coxim ou rolo sob os ombros do paciente Para hiperextensão do pescoço e abertura da via respiratória Teste do balonete do tubo Garantia da introdução de um tubo em perfeitas condições de uso
Lubri cação da extremidade distal do tubo com lubri cante Facilidade na introdução do tubo na traqueia hidrossolúvel
Oxigenação do paciente com a bolsa de reanimação manual conectada Garantia de oxigenação adequada ao paciente, prevenindo à fonte de oxigênio complicações da hipoxemia, a exemplo de parada cardiorrespiratória
Administração do sedativo Garantia de conforto ao paciente, minimização do re exo de náuseas,
diminuição do risco de broncoaspiração
Aspiração da cavidade oral Manutenção da higiene oral, pois a capacidade de deglutição está
limitada
Auxílio no procedimento Garantia da realização rápida e segura do procedimento Avaliação contínua dos parâmetros oximétricos e hemodinâmicos do A hipoxemia pode causar bradicardia, hipotensão e arritmias cardíacas
paciente. As tentativas de intubação devem ser interrompidas caso a
saturação caia abaixo de 90%, e o paciente tem de ser novamente
oxigenado
Realização de ausculta em região epigástrica e pulmonar Certi cação do posicionamento adequado do tubo Fixação do tubo Prevenção da extubação acidental Acoplamento do tubo ao ventilador mecânico Garantia do fornecimento adequado de oxigênio ao paciente Avaliação criteriosa da saturação de oxigênio, expansão torácica, Prevenção de extubação acidental, avaliação de complicações traumatismo de orofaringe, sangramento oral ou orotraqueal, xação decorrentes do procedimento, monitoramento da ventilação e do tubo, perfusão periférica oxigenação do paciente
AVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS VENTILATÓRIOS DURANTE A VENTILAÇÃO MECÂNICA
• Manutenção dos registros dos parâmetros e do modo ventilatório adotados e das alterações realizadas • Veri cação do alto pico de pressão inspiratória, indicativo de alta resistência pulmonar por complicações diretas ou obstruções no trajeto
circuito-paciente
• Veri cação do baixo pico de pressão, relacionado com vazamentos no sistema ventilatório • Veri cação da relação inspiração-expiração (I:E), a m de saber se está de acordo com a proposta terapêutica • Análise de assincronismos ventilador/paciente, que pode indicar necessidade de reavaliação da sedação, aspiração traqueal. COMPARAÇÃO ENTRE OS PRINCIPAIS MODOS VENTILATÓRIOS
MODO VENTILATÓRIO INDICAÇÕES VANTAGENS/DESVANTAGENS MONITORAMENTO ESPECIAL PSV Necessário estímulo respiratório Vantagens: diminui o esforço Monitoramento de alterações no
intacto do paciente respiratório, aumenta o conforto do volume corrente, que podem indicar
paciente modi cações na complacência
Indicado em casos de assincronia Desvantagem: contraindicado em Monitoramento da frequência
casos de broncospasmo agudo respiratória a intervalos regulares
PCV Limitação das pressões de platô que Desvantagem: possível assincronia Monitoramento de sinais de
podem provocar barotrauma ventilador-paciente, necessitando barotrauma (taquicardia,
de sedação/bloqueio neuromuscular taquipneia, diaforese, deslocamento
SARA grave traqueal da linha média,
abafamento de bulhas cardíacas) e
de instabilidade hemodinâmica
A/C Método inicial de ventilação Vantagens: garantia de suporte O esforço respiratório pode
ventilatório em cada respiração; aumentar quando a sensibilidade ou
cada respiração com o mesmo a velocidade do uxo é muito baixa
volume corrente
Desvantagens: hiperventilação;
retenção de ar
CPAP Pressão positiva constante na via Vantagens: usada como modo de Monitoramento do aumento do
respiratória para pacientes que desmame ventilatório esforço ventilatório com uso da ventilam espontaneamente musculatura acessória
A/C: assistido-controlado; PSV: ventilação com suporte pressórico; PCV: ventilação com pressão controlada; CPAP: pressão positiva contínua na via respiratória; SARA: síndrome de angústia respiratória aguda.
ASPIRAÇÃO TRAQUEAL
INDICAÇÕES DA ASPIRAÇÃO TRAQUEAL PARA DEPURAR A VIA RESPIRATÓRIA
• Ausculta de sons pulmonares adventícios (roncos)
• Aumento do pico da pressão inspiratória no ventilador mecânico • Curva de uxo com padrão serrilhado no monitor do ventilador mecânico • Movimentação de secreções audível na respiração
• Diminuição do volume corrente no ventilador mecânico
• Deterioração da oxigenação (queda na saturação de oxigênio). COMPLICAÇÕES DA ASPIRAÇÃO
• Hipoxemia
• Arritmias
• Estímulo vagal (bradicardia, hipotensão)
• Broncospasmo
• Elevação da pressão intracraniana (PIC)
• Atelectasia
• Trauma da mucosa traqueal
• Sangramento
• Infecção do trato respiratório.
CUIDADOS ADICIONAIS DURANTE A ASPIRAÇÃO TRAQUEAL
CUIDADO JUSTIFICATIVA Realização de procedimento de maneira asséptica A aspiração endotraqueal é a principal porta de entrada de bactérias no trato
respiratório inferior
Utilização, preferencialmente, do sistema fechado de Permite realização de aspiração sem desconectar o paciente do ventilador mecânico,
aspiração mantendo a PEEP e diminuindo, assim, o risco de hipoxemia Monitoramento de alterações hemodinâmicas e É um dos procedimentos que mais elevam a PIC, por causar aumento na pressão
neurológicas durante o procedimento intratorácica por meio da tosse, diminuindo o retorno venoso central Hiperoxigenação antes do procedimento Procedimento questionado, devendo ser realizado após avaliação das condições
pulmonares e em pacientes que apresentam hipoxemia antes e/ou durante a
aspiração
Salinização (instilação de solução siológica) É sugerido que o uso rotineiro não deve ser realizado, por aumentar o risco de PAV
PEEP: pressão expiratória positiva; PIC: pressão intracraniana; PAV: pneumonia associada à ventilação.
OBSERVAÇÃO DO PADRÃO VENTILATÓRIO E DA OXIGENAÇÃO
AÇÕES JUSTIFICATIVA Avaliação da expansibilidade torácica, frequência respiratória e ausculta pulmonar Detecção precoce de alterações Manutenção da cabeceira em posição de Fowler Facilidade da mecânica ventilatória e prevenção de
infecções respiratórias
Monitoramento contínuo da saturação de oxigênio Avaliação perfusional Avaliação de sinais e sintomas de complicações associadas à ventilação mecânica Identi cação precoce e tomada de decisões Veri cação de Pao2, Fio2, gasometria arterial e radiogra as torácicas Garantia de boa oxigenação Observação da utilização da musculatura acessória Sinal de fadiga Monitoramento dos níveis de hemoglobina Responsável pelo transporte de oxigênio
AVALIAÇÃO DA GASOMETRIA ARTERIAL (GSA)
GASOMETRIA ARTERIAL NORMAL
PARÂMETRO VALORES NORMAIS pH 7,35 a 7,45 Pao2* 80 a 100 mmHg Paco2 35 a 45 mmHg HCO3 22 a 26 mEq/ℓ Excesso de base (BE) –2 a +2
*100 – (idade em anos × 0,3).
ANÁLISE DA GSA
ETAPAS PARA A INTERPRETAÇÃO DA GASOMETRIA ARTERIAL
Passo 1. Veri cação do pH (valores menores do que 7,35 indicam acidose; valores maiores do que 7,45 indicam alcalose). Passo 2. Veri cação de PaCO2 (valores maiores do que 45 mmHg indicam acidose; valores menores do que 35 mmHg, alcalose). Passo 3. Veri cação de HCO 3 (valores menores do que 22 mEq/l indicam acidose, valores maiores do que 26 mEq/ℓ, alcalose). Passo 4. Avaliação de PaCO2 e HCO3. Correlação da direção da mudança do pH com a da mudança de PaCO2 e HCO3. Passo 5. Veri cação de ocorrência de compensação.
Passo 6. Veri cação de PaO2 e SaO2.
MONITORAMENTO DOS SINAIS VITAIS, DO SISTEMA CARDIOVASCULAR E DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA
AVALIAÇÃO GLOBAL DO PACIENTE EM VENTILAÇÃO MECÂNICA
AÇÕES JUSTIFICATIVA Avaliação de agitação, depressão ou ansiedade Podem ser sinais de hipoventilação por narcose ou inadequação do modo ventilatório
Avaliação do aumento da frequência respiratória Pode estar relacionado com a hipoxemia ou ansiedade Avaliação da ocorrência de bradicardia Pode estar relacionada com a diminuição do débito cardíaco Realização do balanço hídrico rigoroso Prevenção de edema pulmonar por sobrecarga hídrica
RESPOSTA AOS ALARMES
RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS COM O VENTILADOR
PROBLEMA CAUSAS POSSÍVEIS AÇÕES Alarme de volume ou Relacionadas com o paciente
pressão
Desconexão do ventilador Reconectar de imediato Diminuição de volume corrente Revisão do posicionamento do tubo – pode estar muito alto Diminuição nas respirações iniciadas Veri cação de frequência respiratória, gasometria arterial e padrão de
pelo paciente sedação
Complacência aumentada Pode ser causada pela depuração de secreções ou alívio do
broncospasmo
Relacionadas com o ventilador
Extravasamentos Veri cação de todo o circuito quanto à perda de conexão, iniciando
pelo paciente; veri cação de alterações nos parâmetros do ventilador
Alarme de alta pressão Relacionadas com o paciente
Complacência diminuída Aspiração do paciente; utilização de broncodilatadores Pressões dinâmicas aumentadas Avaliação quanto a pneumotórax; sedação do paciente caso ele esteja
brigando com o ventilador ou mordendo o tubo
Pressão estática aumentada Avaliação da hipótese de hipoxemia, sobrecarga hídrica ou atelectasia
Relacionadas com o ventilador
Circuito dobrado Veri cação do circuito Circuito cheio de água Esvaziamento da água em um recipiente. Não drenar para o
umidi cador
Assincronia ventilador-paciente Veri cação dos parâmetros do ventilador; sedação do paciente quando
indicada
Os alarmes nunca devem ser ignorados ou desligados
ALGORITMO
Algoritmo para controle de alarmes ventilatórios e/ou desenvolvimento de sofrimento respiratório agudo.
CRITÉRIOS TRADICIONAIS DE DESMAME VENTILATÓRIO
TERMOS E SIGNIFICADOS RELACIONADOS COM O PROCESSO DE DESMAME VENTILATÓRIO
TERMO SIGNIFICADO Desmame Refere-se ao processo de transição da ventilação arti cial para a espontânea nos
pacientes que permanecem em ventilação mecânica invasiva por tempo superior a 24
h
Interrupção da ventilação mecânica Refere-se aos pacientes que toleraram um teste de respiração espontânea, os quais
podem ou não ser elegíveis para extubação
Teste de respiração espontânea Realizado permitindo-se que o paciente ventile espontaneamente através do tubo
endotraqueal, conectado a uma peça em forma de “T”, com uma fonte enriquecida de
oxigênio, ou recebendo CPAP de 5 cmH2O, ou com PSV de até 7 cmH2O
Extubação Retirada da via respiratória arti cial Decanulação Retirada da via respiratória arti cial de pacientes traqueostomizados Reintubação ou fracasso de extubação Necessidade de reinstituir a via respiratória arti cial em menos de 48 h após a
extubação ou decanulação
CPAP: pressão positiva contínua em vias respiratórias; PSV: ventilação com suporte pressórico.
LIMIARES PULMONARES ESPECÍFICOS DE CRITÉRIOS DE DESMAME
• Pressão inspiratória negativa ≤ –20 cmH2O
• Pressão expiratória positiva ≥ +30 cm H2O
• Volume corrente espontâneo ≥ 5 mℓ/kg
• Capacidade vital ≥ 15 mℓ/kg
• Fração de oxigênio inspirado ≤ 50%
• Volume-minuto ≤ 10 ℓ/min.
COMPLICAÇÕES DA VENTILAÇÃO MECÂNICA
AVALIAÇÃO DO PACIENTE QUANTO A COMPLICAÇÕES DA VENTILAÇÃO MECÂNICA
AVALIAÇÃO PROPEDÊUTICA Sinais e sintomas de barotrauma Aumento da frequência respiratória, dispneia grave, agitação psicomotora,
diminuição dos sons respiratórios na ausculta, percussão timpânica, aumento do
esforço respiratório, desvio contralateral da traqueia, aumento da pressão de pico,
queda de Spo2, en sema subcutâneo
Sinais de atelectasia Alterações na ausculta e percussão torácica, aumento do esforço respiratório, queda
na Spo2
Sinais de instabilidade hemodinâmica Queda na pressão arterial, taquicardia, bradicardia ou arritmia, pulsos periféricos
nos ou paradoxais
Sinais e sintomas de extubação acidental Vocalização, alarme de pressão baixa, diminuição dos sons respiratórios, distensão
gástrica, ventilação e oxigenação inadequadas
Sinais de infecção Hipertermia, leucocitose (> 12.000 leucócitos/mm3), mais de 10% de bastões no
hemograma, secreção traqueal purulenta, achados radiológicos, cultura positiva para
aspirado de secreção das vias respiratórias
CONTROLE DE INFECÇÃO RESPIRATÓRIA
JUSTIFICATIVAS PARA CONTROLE E PREVENÇÃO DA PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO • É a infecção relacionada com a assistência à saúde (IRAS) mais recorrente nas unidades de terapia intensiva • Representa números expressivos nas taxas de morbimortalidade, repercutindo em danos potenciais na saúde dos indivíduos acometidos por
essa complicação
• Re ete-se em aumento signi cativo no tempo de internação hospitalar e nos custos assistenciais para as instituições de saúde. AÇÕES PARA PREVENÇÃO DE PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA
• Realização de lavagem das mãos antes e após a manipulação do paciente • Identi cação da toda troca de equipamentos e acessórios com data de validade • Substituição dos umidi cadores biológicos de acordo com a rotina da unidade • Realização de aspiração traqueal com técnica asséptica
• Realização de mudanças de decúbito para mobilizar secreções • Manutenção da cabeceira de 30 a 45° para evitar aspiração de secreções • Monitoramento do leucograma
• Realização de higiene oral, frequentemente, com utilização de clorexidina a 0,12%.
BIBLIOGRAFIA
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Martins JJ, Maestri E, Dogenski D, Nascimento ERP, Silva RM, Gama FO. Necessidade de aspiração de secreção endotraqueal: Critérios utilizados por
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Morton, PG et al. Cuidados críticos de enfermagem: uma abordagem holística. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2007. Senna CVA. Segurança do paciente na aspiração endotraqueal em terapia intensiva: revisão sistemática sem metanálise. Dissertação [Mestrado em
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Silva SG, Nascimento ERP, Salles RK. Bundle de prevenção da pneumonia associada à ventilação mecânica: uma construção coletiva. Texto Contexto
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