Guia Prático em Saúde (GPS): Enfermagem

Raphael Mendonça Guimarães, Selma Cristina de Jesus Mesquita · Capítulo 7 de 25

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Guia Prático em Saúde (GPS): Enfermagem

Exame Físico

INTRODUÇÃO

O exame físico é, junto com a anamnese, um dos componentes do exame clínico, que possui vital importância para acessar a condição atual dos pacientes e a progressão da doença. Seu principal objetivo é identi car problemas associados a certos padrões de adoecimentos, através de técnicas padronizadas mundialmente. O exame se divide em quatro etapas: inspeção, ausculta, palpação e percussão. Neste capítulo, abordaremos com maior profundidade cada um destes passos.

INSTRUMENTOS PARA A EXECUÇÃO DO EXAME FÍSICO

• Termômetro

• Balança antropométrica

• Fita métrica

• Es gmomanômetro

• Estetoscópio

• Espátula/abaixador de língua

• Lanterna

• Agulhas

• Bolas de algodão seco ou gaze seca

• Garrote

• Martelo de re exos.

EXAME DE PELE E ANEXOS

INSPEÇÃO E PALPAÇÃO | CARACTERÍSTICAS OU ALTERAÇÕES DA NORMALIDADE

PELE

Superfície

• Quanto à hidratação:

○ Normal: pele hidratada

○ Xerodermia: pele seca

○ Hiperidrose: aumento da umidade generalizada

○ E drose: aumento da umidade em mãos e pés

• Quanto à textura:

○ Pele na ou áspera.

Espessura

• Quanto à presença de edema: no edema, a pele torna-se depressível, em razão do acúmulo

de líquido na derme e ou na hipoderme

○ Sinal de Godet (cacifo): após alguns segundos de compressão da pele com o dedo

polegar, observe a depressão deixada no local pressionado.

○ Edema localizado: intensidade do sinal de Godet é medida por cruzes, de + a ++++

○ Edema generalizado: anasarca

• Quanto ao turgor: realizar palpação bidigital do tecido subcutâneo, formando uma prega, e

observar em quanto tempo a prega irá se desfazer

○ Aumentado: na obesidade

○ Diminuído: na desidratação e caquexia

• Calosidade: espessamento da epiderme

• Cicatriz: tecido broso formado após o processo de reparo de uma ferida. Não possui poros

nem pelos

• Queloide: excesso de tecido cicatricial.

Temperatura

• Hipertermia ou pirexia: aumento da temperatura corporal, entre 39,1°C e 40°C. O aumento

da produção de calor no corpo ocorre por causa não patológica, mas, sim, ambiental

• Hiperpirexia: temperatura corporal acima de 40°C

• Febre: temperatura axilar acima de 37,5°C. O aumento da temperatura corporal acontece

em virtude de alguma infecção ou in amação, ou seja, por causa patológica

• Febrícula: temperatura axilar entre 36,9°C e 37,4°C

• Hipotermia: queda da temperatura normal do organismo, considerada entre 36°C e 36,8°C,

para valores abaixo de 36°C. A diminuição da produção de calor no corpo ocorre por causa não patológica, mas ambiental.

Sensibilidade

• Dolorosa: testar a pele com agulha

• Térmica: testar a pele com algodão embebido em éter (sensação de frio)

• Tátil: testar a pele com algodão seco.

AVALIAÇÃO DE SENSIBILIDADE DA PELE

 

Dolorosa Estimular a pele com objeto Analgesia: ausência de dor

pontiagudo, (agulha) testando Hipoalgesia: diminuição da sensação

diferentes regiões Hiperalgesia: aumento da sensação

Térmica Estimular a pele com sensações de frio Anestesia: ausência de sensibilidade

ou calor, testando diferentes regiões tátil ou térmica

Hipoestesia: diminuição da

 

Tátil Hiperestesia: aumento da Estimular a pele com gaze ou algodão sensibilidade sensibilidade

seco, testando diferentes regiões

Parestesia: sensação de

formigamento

 

Coloração

Alterações gerais

• Albinismo: ausência parcial ou total de pigmentos na pele, nos cabelos e nos olhos,

causada por doença congênita

• Palidez: ocorre quando a concentração de hemoglobina do sangue diminui ou em situações

em que o uxo de sangue arterial está diminuído

• Pletora: coloração avermelhada em decorrência do aumento do uxo sanguíneo nas

artérias e capilares da pele

• Icterícia: coloração amarelada pela presença de bilirrubina no plasma

• Cianose: coloração azul-arroxeada em razão de hipoxia (dé cit de oxigenação das células

sanguíneas). Pode ser periférica ou central.

Alterações localizadas

Manchas vasculossanguíneas

• Eritema: coloração vermelha que desaparece com a digitopressão, área limitada, decorre de

vasodilatação

• Púrpura: coloração vermelha que não desaparece com a digitopressão, em virtude do

extravasamento de hemácias na derme.

○ Petéquias: puntiforme, menor que 1 cm

○ Equimose: maior que 1 cm

○ Víbice: quando linear.

Manchas pigmentares

• Hipocrômicas: mancha mais clara que a pele, por diminuição de melanina

• Acrômicas: mancha sem cor, por ausência de melanina

• Hipercrômicas: mancha escura (castanha, azulada ou preta), por aumento de melanina.

Lesões de conteúdo sólido

• Pápula: lesão menor que 1 cm, circunscrita (p. ex., verruga)

• Nódulo: mede de 1 a 3 cm, pode ter ou não relevo

• Tumor: lesão maior que 3 cm, pode ter ou não relevo

• Urticária: lesão irregular, formada por con uência de pápulas, pruriginosa e de coloração

vermelha.

Lesões de conteúdo líquido

• Vesículas: conteúdo seroso, medem até 1 cm (p. ex., herpes)

• Bolhas: conteúdo seroso, medem mais que 1 cm (p. ex., queimadura)

• Pústulas: conteúdo purulento, medem até 1 cm (p. ex., impetigo)

• Abscessos: coleção de pus na pele ou no tecido subcutâneo, endurecida, acompanhada de

calor e dor

• Hematomas: coleção de sangue na pele ou no tecido subcutâneo, equimose palpável.

Integridade

• Normal: pele íntegra, sem soluções de continuidade. Quando houver alterações na

integridade:

○ Descrever características das lesões (local, tamanho, profundidade, coloração,

presença e volume de exsudato, leito, margens e área perilesional, presença de crostas ou escamações)

○ Aplicar, diariamente, a Escala de Braden.

Feridas | Lesões com perdas teciduais

• Erosão: perda super cial, que atinge somente a epiderme

• Escamação: massa laminada que se desprende da superfície, decorre de alterações da

queratinização

• Fissura: perda linear de epiderme, em áreas próximas a orifícios ou cavidades naturais,

dobras de pele ou pregas

• Fístula: canal que drena um foco profundo de supuração ou de necrose

• Escoriação: abrasão ou arranhadura da pele

• Úlcera: perda mais profunda de superfície cutânea, que tende a atingir até o tecido ósseo.

Tipos de feridas quanto ao aspecto

• Infectadas, presença de eritema, celulite de tecidos adjacentes, e exsudação intensa, de

odor fétido

• Granuladas: presença de tecido friável, de coloração vermelha e superfície de aparência

granular

• Epitelizadas: presença de novo epitélio, de cor branca rosada, na superfície da ferida

• Necróticas: presença de tecidos desvitalizados (necrose), que podem ser de coloração

branca, amarela, verde, castanha, cinza ou preta.

Tipos de feridas quanto à origem

• Crônicas: são lesões de longa duração, como úlceras de pressão, úlceras arteriais, úlceras

venosas ou neuropáticas

• Cirúrgicas: foram provocadas intencionalmente, em uma cirurgia. Observar presença de

hemorragia, fístula, deiscência e sinais ogísticos

• Traumáticas: foram provocadas por trauma, como cortes, queimaduras, lacerações.

Apresentam cicatrização rápida.

MUCOSAS

Coloração

• Normocorada: coloração normal

• Hipocorada: pouco corada

• Enantema: eritema de mucosa.

PELOS

Distribuição

• Sexo feminino: membros e púbis • Sexo masculino: face, tórax, membros, abdome e púbis.

Consistência

• Pelos normais: sedosos, macios e não quebradiços.

○ Sexo feminino: nos e curtos

○ Sexo masculino: espessos e fortes.

Problemas

• Hirsutismo: padrões masculinos de distribuição de pelos em mulheres

• Alopecia: queda parcial ou total de pelos

• Hipotricose: diminuição da quantidade de pelos em todo o corpo.

UNHAS

Coloração

• Normal: incolores e com leito ungueal róseo.

○ Pálida: anemia e choque

○ Cianótica: indica cianose periférica ou sistêmica

○ Acastanhada: hematomas.

Espessura

• Paroníquia: unha grossa.

• Escleroníquia: unha rígida.

• Onicólise: unha frágil e quebradiça.

CLASSIFICAÇÃO DE ÚLCERAS POR PRESSÃO

CARACTERÍSTICAS DA LESÃO

• Grau I: pele íntegra. Hiperemia localizada, não esmaece à compressão

• Grau II: ruptura da epiderme. Exposição da derme. Flictena (íntegra ou rota)

• Grau III: ruptura da epiderme. Exposição de tecido subcutâneo ou outras estruturas

• Grau IV: exposição de tecido muscular, ósseo, tendinoso, ou outras estruturas mais

profundas que o do adiposo

• Não estagiável: não é possível observar a profundidade real, em razão do bloqueio por

tecido desvitalizado.

 

ESCALA DE BRADEN | AVALIAÇÃO DE RISCO PARA DESENVOLVIMENTO DE ÚLCERA DE PRESSÃO

DESCRIÇÃO 1 2 3 4

Percepção Totalmente Muito limitado Levemente Nenhuma sensorial limitado limitado limitação

Umidade Completamente Muito úmido Ocasionalmente Raramente

úmido úmido úmido

Atividade física Acamado Con nado à Anda Anda

cadeira ocasionalmente frequentemente

Mobilidade Totalmente Bastante Levemente Nenhuma

imóvel limitado limitado limitação

Nutrição Muito pobre Provavelmente Adequada Excelente

inadequada

Fricção e Problema real Problema em Nenhum – cisalhamento potencial problema

Escala de Braden

Classi cação do risco Escores

Sem risco 19 a 23

Risco leve 15 a 18

Risco moderado 13 a 14

Risco elevado ≤ 12

 

EXAME DE CABEÇA E PESCOÇO

INSPEÇÃO E PALPAÇÃO

 

INSPEÇÃO E PALPAÇÃO

ESTRUTURA OBSERVAR POSSÍVEIS ALTERAÇÕES

Crânio Abaulamentos, retrações, Hidrocefalia: aumento anormal do líquido

deformidades e cefalorraquidiano dentro da cavidade hipersensibilidade Realizar craniana, acompanhado de expansão dos

palpação com as polpas ventrículos cerebrais, deformidade óssea

digitais (sobretudo da testa) e atro a encefálica

Microcefalia: crânio de tamanho menor que

o normal, caracterizado pela desproporção

entre a face e a caixa craniana

Couro Cor, distribuição e Alopecia: comum em homens (calvície) cabeludo consistência dos cabelos

Pediculose: infestação por piolhos

In amações: foliculites e abscessos

De ciência nutricional (proteica): cabelos

secos e quebradiços

Face Expressão e simetria Hipersensibilidade à digitopressão: indica

in amação dos seios da face, em geral,

Palpação dos seios paranasais acompanhada por presença de secreção,

para investigação de expelida pela comunicação entre os seios e

sensibilidade dolorosa as fossas nasais Localização dos seios da face:

Seios frontais: acima das

sobrancelhas

Seios maxilares: sobre o osso

zigomático, ao lado do nariz

Seios etmoidais: ao lado das

fossas lacrimais, palpar com a

polpa dos dedos mínimos

Seios esfenoidais: não

palpáveis

Olhos Pálpebras e cílios: pesquisa de Edema: causas locais, patologias renais ou

edema e outras alterações endócrinas

Normal: ausência de edema Ptose: queda da pálpebra por lesão de nervo

ou outras alterações craniano ou por miastenia (quando

bilateral)

Blefarite: in amação da borda da pálpebra

Xantelasma: presença de placas amareladas,

por hipercolesterolemia e dislipidemia

Posição do globo ocular Exoftalmia: protrusão do globo ocular, como

no hipertireoidismo

Enoftalmia: retração do globo ocular, como

nas doenças consumptivas em fase terminal

Córnea: avaliar integridade Úlceras: pode ocorrer em pacientes

comatosos

Normal: ausência de úlceras

ou outras alterações Arco senil: comum em pacientes idosos, ou

com dislipidemia

Conjuntiva e escleróticas: Xeroftalmia: olho seco, com secreção hidratação e presença de lacrimal reduzida icterícia

Conjuntivite: in amação da conjuntiva,

Normal: conjuntiva hidratada caracterizada por congestão vascular pela secreção lacrimal e

escleróticas brancas e claras Icterícia: escleróticas amareladas por

deposição do pigmento da bilirrubina

Pterígio: prega vascularizada da própria

conjuntiva, de aspecto membranoso

Íris e pupilas: simetria, Isocóricas: ambas apresentam o mesmo

isocoria e reação à luz diâmetro, sob a mesma intensidade de luz

Normal: Diâmetro de 2 a 4 Anisocóricas: têm diâmetros desiguais, sob a

mm Isocóricas e mesma intensidade de luz fotorreagentes

Midríase: dilatação da pupila

Miose: contração da pupila

Fotorreagentes: contraem ao estímulo

luminoso

Não fotorreagentes: não respondem ao

estímulo luminoso

Conjuntivas: observar Palidez: anemia hidratação e coloração de

mucosa Conjuntivite: in amação da conjuntiva,

caracterizada por congestão vascular

Tração da palpebral inferior:

exame das conjuntivas

palpebrais

Normal: mucosas hidratadas e

coradas

Fossas nasais Presença de secreção ou corpo Obstrução nasal: rinite alérgica ou aguda

estranho, características

Normal: vias respiratórias

pérvias

Cavidade Presença de secreção ou corpo Acúmulo de cerume auricular estranho, características

In amação: dor à digitopressão, presença

Pressionar a região pré- de secreção purulenta auricular, investigando dor

Normal: presença de cerume

em pequena quantidade, de

coloração amarelada,

ausência de dor à

digitopressão

Cavidade Lábios Cianose ou palidez

oral Normal: coloração de rósea a Xerostomia: boca seca por redução da

castanha secreção de saliva, lábios ressecados

Umedecidos pela saliva Queilose: rachadura de comissuras labiais,

queilite quando apresenta pus, associado à

avitaminose

Herpes labial: doença viral, com presença de

eritema e vesículas

Dentes Cáries: higiene precária

Normal na fase adulta: 32 Ausência de dentes: consequências para a

dentes mastigação e a digestão

Gengivas e bochechas Coloração vermelho-escura: acúmulo de

tártaro ou avitaminose C

Normal: gengivas úmidas e de

mucosa pálida, bochechas Estomatites: mucosite pode evoluir para

úmidas e de mucosa ulcerações, com presença de edema e vermelho-vivo eritema

Língua Saburrosa: esbranquiçada, causada por

ausência de mastigação por 24 h

Normal: mucosa úmida e

avermelhada Seca e acastanhada: desidratação na

acidose metabólica

Orofaringe Angina purulenta: amígdalas aumentadas,

com hiperemia e secreção purulenta

Faringite: congestão vascular

Halitose: causada por alterações gástricas

ou má higiene bucal

Sialorreia: produção excessiva de saliva

Relatar presença de sondas ou próteses

Pescoço Movimentação do pescoço Torcicolo: dor à mobilização, que pode ser

provocada por trauma ou má postura

Normal: amplitude de 180°

Palpação das cadeias de Linfadenopatia in amatória: linfonodos

linfonodos: occipital, aumentados, móveis e dolorosos à palpação

retroauricular,

jugulocarotídea, Linfadenopatia maligna: linfonodos xos ao

esternocleidomastóidea, tecido subcutâneo submandibular,

submentoniana e cervical

transversa

Normal: em geral, são

impalpáveis

Palpação da glândula tireoide: Presença de nodulações ou hiperplasia da

o examinador deve estar de tireoide: aumento de volume pé, palpando a tireoide por

trás da cabeça do paciente e Nódulos oscilam com a deglutição circundando seu pescoço

Veri car aumento e simetria,

pedindo que ele degluta

Observar ingurgitamento Distensão jugular na posição sentada ou

jugular com o paciente ereta implica aumento da pressão venosa

sentado, deitado e com a central para a veia cava superior cabeceira a 30°

Normal: as jugulares não

distendem quando o paciente

está sentado. A partir de 30°,

podem ser visíveis, mas não

pulsáteis

 

SISTEMA NEUROLÛGICO

COMPOSIÇÃO

• Sistema nervoso central (SNC): encéfalo, cérebro (cerebelo, bulbo, ponte, mesencéfalo) e

medula espinal

• Sistema nervoso periférico (SNP): nervos cranianos e espinais

• Sistema nervoso autônomo (SNA): simpático e parassimpático.

FUNÇÕES

• Atividade motora: contração muscular

• Atividades autonômicas:

○ Atividades viscerais

○ Secreção glandular

• Atividade sensorial: sensibilidade

• Atividades cognitivas e comportamentais:

○ Consciência

○ Memória

○ Emoção.

Anatomia do sistema nervoso autônomo.

ETAPAS DO EXAME DO SISTEMA NEUROLÓGICO

AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO CEREBRAL

 

CATEGORIAS ITENS

Estado mental Nível de consciência (ver Tabela sobre avaliação do nível de

consciência, a seguir)

Aparência Estado geral

Postura

Vestuário

Higiene pessoal

Comportamento Movimentos corporais

Expressões faciais

Humor e afeto

Interações com o meio

Cognição Orientação espaço-temporal

Coordenação de ideias

Capacidade de concentração e atenção

Memória remota e recente

Comunicação escrita e verbal

Capacidade de julgamento

Pensamento Conteúdo

Linearidade

Percepções

 

Nível de consciência | Como avaliar?

Orientação espaço-temporal. Paciente deve ser capaz de responder: data, horário, dia da semana, endereço e local onde se encontra.

Resposta aos estímulos verbais. Pedir que eleve os braços, feche os olhos, abra a boca e observar sua resposta.

Resposta aos estímulos dolorosos. Observar como o paciente reage à dor.

Capacidade cognitiva. Pedir que responda uma operação matemática simples, solicitar que diga nomes de animais com determinada letra do alfabeto.

 

NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA ACHADOS

Alerta Consciente, acordado ou facilmente despertável

Lúcido e orientado no tempo e no espaço

Responsivo aos estímulos externos e internos

Interações interpessoais presentes

Movimentos espontâneos presentes

Letárgico Sonolento, adormece facilmente quando não estimulado

Responsivo às solicitações verbais, vagarosamente, porém

adequadamente

Pensamento alentecido

Movimentos espontâneos reduzidos

Obnubilado Perturbação da consciência

Desorientação no tempo e no espaço

Responsivo somente aos estímulos táteis vigorosos ou aos

estímulos dolorosos

Confusão mental ou padrão alterado de pensamento

Torporoso Inconsciente

Responsivo somente aos estímulos táteis vigorosos ou aos

estímulos dolorosos

Atividade re exa presente

Comatoso Inconsciente, não despertável aos estímulos intensos

(ver Tabelas: “Escala de Não responsivo a quaisquer estímulos

coma de Glasgow”,

“Classi cação do coma” e Preservadas a função respiratória e a circulatória

“Escala de Ramsay”)

 

ESCALA DE COMA DE GLASGOW

PARÂMETROS RESPOSTA OBSERVADA PONTUAÇÃO

Abertura Espontânea 4 ocular

Estímulos verbais 3

Estímulos dolorosos 2

Nenhuma 1

Resposta Orientado 5 verbal

Confuso, desorientado 4

Palavras inapropriadas 3

Sons incompreensíveis 2

Nenhuma 1

Resposta Obedediência a comandos verbais 6 motora

Localização de estímulos dolorosos 5

Re exo de retirada à dor 4

Flexão anormal à dor (decorticação) 3

Extensão anormal à dor (descerebração) 2

Nenhuma 1

Escores Condições do paciente

15 (máximo) Paciente nas melhores condições possíveis

13 a 15 Lesão cerebral mínima

9 a 12 Lesão cerebral moderada

3 a 8 Lesão cerebral grave

7 Paciente comatoso – critério para intubação orotraqueal

3 (mínimo) Coma profundo, morte cerebral

 

CLASSIFICAÇÃO DO COMA

GRAU RESPOSTA OBSERVADA

Grau I – Vígil Presença de sinais vitais, re exos tendinosos e resposta à dor

Grau II – Leve Sinais vitais e re exos tendinosos presentes

Ausência de resposta à dor

Grau III – Profundo Sinais vitais presentes

Ausência de re exos tendinosos e resposta à dor

Grau IV – Dépasse Coma irreversível, com morte encefálica

Ausência de sinais vitais, re exos tendinosos e resposta à dor

 

ESCALA DE RAMSAY | NÍVEIS DE SEDAÇÃO

ESCORES CONDIÇÕES DO PACIENTE

1 Ansioso, agitado, impaciente

2 Orientado, cooperativo, tranquilo

3 Sonolento. Responsivo somente aos comandos verbais

4 Adormecido. Resposta ativa a toque leve na glabela ou a estímulo sonoro

auditivo

5 Adormecido. Resposta débil a toque leve na glabela ou a estímulo sonoro

auditivo

6 Adormecido. Não responsivo a quaisquer estímulos AVALIAÇÃO DOS NERVOS CRANIANOS

 

AVALIAR POSSÍVEIS ALTERAÇÕES

Percepções dos órgãos dos sentidos Alterações visuais (lesão do par II, óptico), auditivas

(lesão do nervo craniano [NC] VIII, vestibulococlear),

táteis (lesão do NC V, nervo trigêmeo), gustativas (lesão

do par IX, glossofaríngeo) e olfatórias (lesão do NC I,

olfatório)

Regulação dos movimentos Alteração da rotação ocular, da abertura e do oculares, das pálpebras, pupilas e fechamento palpebral, de ausência de re exos dos cílios pupilares. Lesões do NC III (oculomotor) IV (troclear) e

VI (abducente), respectivamente

Avaliação de re exos pupilares

Quanto ao Isocoria Pupilas de igual diâmetro diâmetro

Anisocoria Pupilas de

diâmetros

desiguais

Quanto à Midríase Dilatação dilatação

Miose Contração

Quanto à Fotorreagentes Contração ao reação à luz estímulo

luminoso

Não Não respondem

fotorreagentes ao estímulo

luminoso

Re exo corneopalpebral (piscar de Ausência do re exo: lesão do NC V (nervo trigêmeo)

olhos e lacrimejamento ao se

encostar um apo de algodão na

superfície da córnea)

Mastigação Ausência de força ou tônus para mobilização da

mandíbula: lesão do NC V (nervo trigêmeo)

Movimentos da musculatura facial Ausência de simetria na expressão facial: lesão do NC

VII (facial)

Contração faríngea (ao estímulo da Ausência de contração faríngea, rouquidão, não parte posterior da língua com um elevação da úvula e do palato mole: lesão do NC X

abaixador) (vago)

Movimento dos músculos Não contração dos ombros e ausência de movimentos

esternocleidomastóideo (ECM) e giratórios da cabeça: lesão do NC XI (espinal acessório)

trapézio (deve contrair os ombros e

girar a cabeça, contra determinada

resistência)

Movimentos da língua (pedir que Desvios e ausência de força: lesão do NC XII

movimente a língua em diversas (hipoglosso) direções, contra a resistência de um

abaixador)

 

AVALIAÇÃO DO SISTEMA MOTOR

 

POSSÍVEIS

PROVAS ALTERAÇÕES E SUAS

ESPECÍFICAS COMO AVALIAR? CAUSAS

Romberg Paciente em pé com os pés juntos e de olhos Ausência de equilíbrio:

fechados. labirintopatias ou

polineuropatia periférica

Observar seu equilíbrio

Prova de Romberg sensibilizada: um pé na frente

do outro

 

Brudzinski Fletir a cabeça do paciente em decúbito dorsal; Flexão dos membros

seus membros inferiores deverão permanecer inferiores: irritação relaxados meníngea

 

Lewinson Encostar o queixo do paciente no tórax (com a Rigidez de nuca:

boca aberta); o normal é a nuca não apresentar meningite ou rigidez hemorragia meníngea

Lasègue Flexionar a coxa sobre o quadril do paciente, Dor na face posterior da

 

deitado em decúbito dorsal; ele não deve coxa: comprometimento

apresentar dor de raiz nervosa

 

Kernig Com o paciente em decúbito dorsal, exionar Dor ou resistência:

uma de suas coxas em ângulo de 90° sobre o meningite, hemorragia

quadril e, após, a perna sobre o joelho. O subaracnóidea ou

radiculopatia

paciente não deve sentir dor ou resistência no

trajeto do nervo ciático

 

Dedo-nariz Solicitar que o paciente leve a ponta do dedo Caso o paciente não

indicador de cada mão ao nariz, alternadamente, consiga: disfunção estando de pé, com os braços em extensão e cerebelar abdução

 

RESPOSTA MOTORA ANORMAL

RESPOSTA O QUE É? QUANDO OCORRE?

Decorticação Adução e exão de Lesões destrutivas

membros superiores dos tratos Rotação interna de corticoespinais membros inferiores

 

Descerebração Extensão e rotação Lesões no diencéfalo

externa de membros e mesencéfalo superiores

Hipoxemia

Flexão plantar dos

pés Hipoglicemia

 

AVALIAÇÃO DO SISTEMA MOTOR

ESCALA FUNÇÃO MOTORA

0 Nenhuma contração muscular visível ou palpável

1 Contração muscular palpável ou visível, porém sem mobilização das articulações

2 Capacidade de mobilizar membros, porém não contra a força gravitacional

3 Movimentação ativa contra a gravidade. Não vence resistências

4 Movimentação ativa contra a gravidade. Vence pequenas resistências

5 Força muscular normal

 

Fonte: Barros et al. (2002).

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES NA FORÇA MUSCULAR

• Paresia: redução da força muscular, fraqueza

• Hemiparesia: redução da força muscular em um dos lados do corpo, atingindo os membros

superiores e inferiores

• Plegia: ausência de força muscular

• Hemiplegia: ausência de força muscular em um dos lados do corpo, atingindo os membros

superiores e inferiores

• Paraplegia: paralisia completa de dois segmentos simétricos do corpo, em geral os

membros inferiores

• Tetraplegia: paralisia completa dos segmentos do corpo, tanto membros superiores como

inferiores.

AVALIAÇÃO DOS REFLEXOS

 

PROVAS COMO AVALIAR? ESPECÍFICAS

Re exo patelar Percutir o tendão patelar com um martelo de re exos. Essa ação estira

o músculo quadríceps e inicia um re exo de estiramento rápido, fazendo a perna se estender subitamente para frente

Sinal de Babinski Arranhar a face lateral da sola do pé do paciente; os artelhos se

contraem e se unem Artelhos apresentam extensão dorsal e se afastam: comprometimento do SNC

SNC: sistema nervoso central.

AVALIAÇÃO DE PERCEPÇÃO SENSORIAL

 

AVALIAÇÃO | PACIENTE DE OLHOS FECHADOS

Dolorosa Estimular a pele com objeto pontiagudo Analgesia: ausência de dor

(agulha), testando diferentes regiões

Hipoalgesia: diminuição da

sensação

Hiperalgesia: aumento da

sensação

Aplicação da escala visual analógica de dor

Como interrogar o paciente:

• Você tem dor?

• Como você classi ca sua dor? (Deixe-o falar livremente e apresente a escala)

Escala:

 

Classi cação:

Se não tiver dor, a classi cação é zero.

Se a dor for moderada, seu nível de referência é cinco.

Se for intensa, seu nível de referência é dez.

Térmica Estímulo da pele com Anestesia: ausência de sensibilidade tátil ou

sensações de frio ou calor, térmica testando diferentes

regiões Hipoestesia: diminuição da sensibilidade

Tátil Hiperestesia: aumento da sensibilidade Estímulo da pele com

objeto macio (algodão Parestesia: sensação de formigamento seco) e com objeto duro

(caneta), testando

diferentes regiões

 

SISTEMA RESPIRATÓRIO

VIAS RESPIRATÓRIAS SUPERIORES

• Fossas nasais

• Cavidade oral

• Faringe: nasofaringe, orofaringe, laringofaringe

• Laringe

• Traqueia: porção superior.

VIAS RESPIRATÓRIAS INFERIORES

• Traqueia: porção inferior

• Brônquios e bronquíolos

• Pulmões e alvéolos.

ETAPAS DO EXAME DO SISTEMA RESPIRATÓRIO

INSPEÇÃO ESTÁTICA

 

ESTÁTICA ACHADOS CONDIÇÕES ASOCIADAS

Pele e pelos Tórax em barril (tonel) En sema, cifose do envelhecimento

Forma torácica Aumento do diâmetro

anteroposterior por hiperinsu ação

Assimetrias

Tórax em funil (escavado) Tórax de “sapateiro”, raquitismo

Atro as

musculares Depressão na porção inferior do

esterno

Cicatrizes

Edema Tórax carinado (pombo) Distúrbios metabólicos na infância

 

Sistema venoso Deslocamento do esterno, que se apresenta proeminente, com aumento do diâmetro anteroposterior

Tórax piriforme (sino) Asma desde a infância, en sema

Cifoescoliose Doenças da coluna (cifose e

escoliose), osteomalacia,

Elevação da escápula e coluna em raquitismo, poliomielite ou forma de “S” tuberculose óssea ou brose

pulmonar

Assimetrias (abaulamentos ou Derrame pleural, atelectasia,

retrações) fraturas, abscesso de parede,

tumores, hipertro a cardíaca

 

INSPEÇÃO DINÂMICA

DINÂMICA PARÂMETROS ACHADOS

Padrão Tipo Abdominal Mais aparente nos respiratório respiratório homens

Presença Torácico Mais frequente nas de cianose mulheres

Tóracoabdominal Comum nos RNs

Amplitude Profunda

Super cial

Profundidade Hipercapneia Aumento da profundidade

respiratória

Hiperventilação Aumento na frequência e

na profundidade, queda

na pressão de CO2 arterial

Eupneia Padrão respiratório

Frequência normal. No adulto: 16 a 20

incursões por minuto

(irpm)

Bradipneia Diminuição da FR, pode

ocorrer nas lesões

cerebrais com hipertensão

intracraniana

Taquipneia Aumento da FR,

respiração rápida e

super cial

Apneia Parada dos movimentos

respiratórios

Ritmo Normal

 

Cheyne-Stokes Intercala períodos de

respiração profunda com

períodos de apneia.

Depressão do centro

respiratório na

insu ciência cardíaca,

intoxicação

medicamentosa,

traumatismo

cranioencefálico e

acidente vascular cerebral

Cantani Acidose metabólica,

precede o ritmo de

Kussmaul

 

Kussmaul Amplas e rápidas

inspirações, interrompidas

por curtos períodos de

apneia, após o qual

ocorrem respirações

profundas e ruidosas

Acidose metabólica grave

do DM descompensado ou

da insu ciência renal

Biot Respiração arrítmica, com

movimentos super ciais

ou profundos, e cessação

por curtos períodos. Indica

iminência de parada

respiratória: depressão do

SNC, meningite, estados

comatosos, traumatismo

cranioencefálico

Expansibilidade Diminuição bilateral Depressão do centro

respiratório: politrauma,

intoxicação

medicamentosa, afecções

dolorosas da pleura e do

peritônio, redução da

força muscular

Diminuição unilateral Atelectasia, derrame

pleural, fratura de costela

Tiragem Retração inspiratória dos

espaços intercostais, da

fossa supraesternal e

supraclavicular: asma

Uso de musculatura acessória Insu ciência respiratória

aguda

Cianose Periférica Ocorre nos membros, no

nariz e nas orelhas,

mesmo com tensões

normais de oxigênio

Central Observada na língua ou

nos lábios: indica baixas

tensões de oxigênio

 

RN: recém-nascido; FR: frequência respiratória; DM: diabetes melito.

PALPAÇÃO

 

Excursão respiratória Manobra de Ruault Manobra para terço médio e

base

Observação da

expansibilidade da caixa

torácica (simetria,

amplitude).

Assimetria unilateral:

atelectasia, derrame pleural,

pneumonia lobar, obstrução

brônquica unilateral

Assimetria bilateral:

en sema pulmonar

 

Frêmito tátil FTV Sensação tátil da transmissão

das vibrações originadas nas

Com a mão espalmada sobre cordas vocais, durante a

o tórax do paciente, solicite fonação, pela coluna aérea

que diga “33”e observe a traqueal e brônquica até o

vibração parênquima pulmonar

Diminuição do FTV Obesidade, edema de parede,

obstruções

Aumento do FTV Pneumonias, in ltração

neoplásica

Frêmito brônquico Secreção em brônquios

Frêmito pleural Atrito pleural

Crepitações En sema subcutâneo

Identi cação de alterações cutâneas, subcutâneas, ósseas, musculares e ganglionares não identi cadas na inspeção

Identi cação de nódulos ou massas palpáveis

 

FTV: frêmito toracovocal.

PERCUSSÃO

• Método digitodigital: com o dedo indicador da mão esquerda apoiado sobre o tórax,

percutir com o dedo médio da mão direita sobre a falange distal

• Realizar em tórax descoberto, paciente sentado, ou de pé

• Percutir de cima para baixo, sobre os espaços intercostais.

 

SOM O QUE REPRESENTA?

Som claro pulmonar: normal Som ressonante ou oco, produzido pela vibração do ar

contido nos alvéolos pulmonares, que é ampliado por

ressonância pela caixa torácica

Som submaciço e maciço Enchimento alveolar: exsudatos, transudatos (pneumonia) e

esclerose pulmonar

Interposição de um meio líquido ou sólido entre os pulmões

e a caixa torácica: derrame pleural (sinal de Signorelli)

Som timpânico Cavidades contendo ar: pneumotórax, cavidades > 4 cm

(vazias e super ciais)

Hipersonoridade Som oco de intensidade muito alta, por aumento da

quantidade de ar no parênquima pulmonar: en sema,

pneumotórax

Som metálico (panela Pneumotórax hipertensivo rachada)

 

AUSCULTA

• Pode ser direta ou por meio de estetoscópio. Em ambiente silencioso, paciente de pé ou

sentado, com musculatura relaxada, com o tórax nu ou recoberto por tecido de pouca espessura

• Solicitar ao paciente que respire profundamente pela boca, com ela semiaberta

• Realizar ausculta sistemática: primeiro a face posterior, depois a anterior e, nalmente, as

laterais, comparando sempre regiões simétricas de cima para baixo.

 

Sons normais Murmúrios Similar a um sussurro, grave e suave, fase inspiratória

vesiculares maior que a expiratória, audível por todo o campo

pulmonar

Sons brônquicos Mais altos e agudos que os vesiculares, fase

expiratória mais longa. Audível sobre a traqueia, o

manúbrio esternal e as vértebras cervicais

Sons É a mistura dos sons anteriores. Fases inspiratória e

broncovesiculares expiratória iguais. Audível sobre os brônquios, nas

fossas infraclaviculares e entre as escápulas

Ruídos Estertores Crepitações Atritos similares ao do cabelo adventícios úmidos nas atritado nas pontas dos dedos.

Produzidos nos alvéolos e audíveis

ao nal da inspiração

Presentes na pneumonia e na fase

inicial do edema agudo de

pulmão

Crepitações Sons rudes e úmidos. Produzidos

Grosseiras nos brônquios e audíveis no nal

(bolhosas ou da inspiração e início da expiração

subcrepitantes)

Encontro entre a corrente de ar e

as secreções líquidas no lúmen

bronquiolar

Presentes na insu ciência cardíaca

congestiva e no edema agudo de

pulmão

Estertores secos Sibilos Sons musicais agudos como

chiado, audíveis tanto na

inspiração quanto na expiração,

porém mais intensos na segunda

passagem do ar por vias estreitas

ou obstruídas por presença de

secreções, acompanhados ou não

por espasmo muscular nos

pequenos brônquios

Presentes nas bronquites, crises

asmáticas e no broncospasmo

Cornagem Som intenso, audível a distância,

por obstrução da traqueia

Roncos Sons intensos e graves, presentes

nas duas fases da respiração,

podem ser até ouvidos a distância.

Correspondem ao frêmito

brônquico (presença de secreções

espessas nos grandes brônquios).

Modi cam-se com a tosse

Atrito pleural Som crepitante, audível tanto na inspiração quanto na

expiração

Sopros Sons laringotraqueais, que, por causa das condições

especiais de transmissibilidade do parênquima

pulmonar, passam a ser ouvidos na superfície

torácica: em condensações e cavidades maiores que 4

cm

Tinido metálico Presença de fístula pulmonar

Sucussão Presença de cavidades com muito volume líquido e

hipocrática gasoso (hidro, pio ou hemopneumotórax)

 

SISTEMAS CARDIOVASCULAR, VASCULAR PERIFÉRICO E LINFÁTICO

SISTEMAS CARDIOVASCULAR E VASCULAR PERIFÉRICO

Vasos sanguíneos: artérias e veias.

Coração.

SISTEMA LINFÁTICO

Cadeia de linfonodos, baço e timo.

ETAPAS DO EXAME DOS SISTEMAS CARDIOVASCULAR, VASCULAR PERIFÉRICO E LINFÁTICO

INSPEÇÃO E PALPAÇÃO

PARÂMETROS NORMAIS POSSÍVEIS ALTERAÇÕES E CONDIÇÕES

ASOCIADAS

Forma torácica: observação de presença de Retrações: podem indicar pericardite ou retrações ou abaulamentos pleuropericardite

Conforme descrito na Tabela “Inspeção Abaulamentos: podem indicar hipertro a do

dinâmica” do sistema respiratório ventrículo direito, aneurisma da aorta

torácica e tumor de mediastino

Circulação colateral: normalmente a rede Rede venosa visível e palpável: pode indicar

venosa torácica não é visível aneurisma aórtico ou presença de tumores,

com compressão da veia cava superior

Análise do ictus cordis, ponto apical ou PIM Deslocado para cima: ascite (elevação do

Normalmente, está localizado no 5 espaço o diafragma)

intercostal esquerdo, na linha hemiclavicular Deslocado para baixo: pneumotórax e

en sema

Pulsações paraesternais e supraesternais: Quando intensas, podem indicar hipertensão

podem ser observadas em pessoas normais e arterial, aneurisma ou insu ciência aórtica e

dependem das pulsações na croça da aorta hipertireoidismo

Pulsações epigástricas: podem ser observadas Quando intensas, por vezes, indicam ou palpadas, correspondendo à transmissão à hipertro a ventricular direita e estenose

parede abdominal das pulsações aórticas tricúspide

Palpação do precórdio: observação da Sopros: presentes em pacientes com estenose

presença de frêmitos (sopros). A pesquisa da valva aórtica deve ser realizada com a mão espalmada

sobre o precórdio. São percebidos como

vibrações nas. Observar: duração,

intensidade, irradiação

Palpação de pulso venoso jugular: avaliação Ingurgitamento jugular na posição

do paciente em decúbito dorsal e, em semissentada: indica compressão da veia

seguida, na posição semissentada, cava superior, insu ciência ventricular direita

observação de ambos os lados do pescoço e pericardite constritiva

 

PIM: ponto de impulso máximo.

PALPAÇÃO DO PULSO ARTERIAL E DO RITMO CARDÍACO

Avaliação da frequência cardíaca (FC) e do ritmo cardíaco. Realizada por suave compressão das polpas digitais do indicador e médio sobre uma saliência óssea.

Pulsos: carotídeo, temporal, axilar, braquial, radial, femoral, poplíteo, pedioso e tibial

posterior.

 

PARÂMETROS NORMAIS POSSÍVEIS ALTERAÇÕES E CONDIÇÕES ASOCIADAS

FC: avaliada normalmente pelo Taquicardia ou taquis gmia: FC acima de 100 bpm,

pulso radial Eucardia febre, hipertireoidismo, insu ciência cardíaca,

hipervolemia, miocardite.

FC normal no adulto: 60 a 100

batimentos por minuto (bpm) Bradicardia ou bradis gmia: FC menor que 60 bpm:

febre tifoide, hipertensão intracraniana, bloqueio

atrioventricular

Ritmo: avaliado normalmente pelo Arritmias patológicas: bradicardia sinusal, utter atrial

pulso radial, e possíveis alterações transitório, brilação atrial, taquicardias, brilação

devem ser con rmadas pela ventricular ausculta cardíaca

Ondas de pulso: a pressão de pulso Dé cit de pulso: quando a FC é maior que a de pulso

normal é de 30 a 40 mmHg

Causadas por arritmias como extrassístoles

ventriculares e brilação atrial

Aferição da pressão arterial Hipertensão: > 140 × 90 mmHg

Normotensão: < 120 × 80 mmHg Hipotensão: < 90 × 60 mmHg (ótima) e < 130 × 85 mmHg

(normal)

Palpação de linfonodos Conforme tabela especí ca a seguir, sobre palpação de

linfonodos

 

FC: frequência cardíaca.

Palpação de linfonodos

• Realizar a palpação com delicadeza, sem forte pressão, com as polpas digitais e a face

ventral dos dedos indicador, médio e anelar

• Com os dedos em garra: para linfonodos axilares, retropeitorais e mentonianos

• Com os dedos em pinça: para linfonodos esternocleidomastóideos (ECM), submandibulares

e retropeitorais

• Com os dedos em extensão: para linfonodos occipitais, periauriculares, cervicais,

claviculares e inguinais

• Veri car: tamanho, volume, simetria condições da pele, consistência, mobilidade e dor

• Dor: presente nas adenopatias infecciosas agudas. Pouca ocorrência nos processos

infecciosos crônicos. Ausente nos processos virais.

Possíveis alterações e condições associadas

• Linfonodos in amatórios: em geral, aumentados, dolorosos e móveis, como nas

adenopatias infecciosas agudas

• Linfonodos malignos: podem estar aumentados e xos ao tecido subcutâneo, a exemplo de

metástases locais ou regionais de carcinomas e sarcomas, leucemias e linfomas

• Linfangite: linfonodos formando cordão super cial vermelho, com dor e calor

• Adenite: linfonodos aumentados de volume e dolorosos, com ou sem hiperemia

• Linfedema: edema dos tecidos dos membros inferiores, por obstrução dos vasos linfáticos

• Elefantíase: obstrução dos vasos linfáticos por doença infecciosa ( lariose).

 

CADEIA LOCALIZAÇÃO DRENAGEM PALPAÇÃO

Occipital Abaixo da Couro cabeludo, Paciente sentado

protuberância pavilhão externo e occipital externa, Examinador atrás do orelha interna

linha nucal superior paciente

Localização da

protuberância

occipital externa

Dedos estendidos,

movimentos

circulares

Periauricular Atrás do pavilhão Couro cabeludo, Paciente sentado

externo, desde a pavilhão externo e hélice até o lóbulo Examinador atrás do orelha interna

da orelha externa paciente

Localização da

cadeia

Dedos estendidos,

movimentos

circulares

Jugulocarotídea Borda posterior do Orofaringe, cavidade Paciente sentado

músculo ECM bucal e glândulas

salivares Examinador atrás do

paciente

Localização do ECM

(solicitar que o

paciente vire o rosto

para um lado e

depois para outro)

Dedos estendidos,

movimentos

circulares

ECM Borda anterior do Orofaringe, cavidade Paciente sentado

músculo ECM bucal e glândulas

salivares Examinador atrás do

paciente

Localização do ECM

(solicitar que o

paciente vire o rosto

para um lado e

depois para outro)

Dedos em pinça,

movimentos de

deslizamento

superoinferiores

Submandibular Abaixo do ramo da Orofaringe, cavidade Paciente sentado

mandíbula, desde o bucal e glândulas ângulo até as Examinador à frente salivares

proximidades do do paciente mento

Localização da

cadeia

Dedos em garra,

movimentos de

deslizamento

anteroposteriores

Submentoniana Abaixo do mento Orofaringe, cavidade Paciente sentado

bucal e glândulas

salivares Examinador à frente

do paciente

Localização da

cadeia

Dedos em garra

(pesquisa é feita

com duas polpas

digitais e polegar

apoiando na sín se

do mento),

movimentos

circulares

Espinal Borda superior do Órgãos Paciente sentado

músculo trapézio intratorácicos e

intra-abdominais Examinador atrás do

paciente

Localização do

músculo trapézio –

borda superior

Dedos em garra,

movimentos de

deslizamento

laterolaterais

Cervical transversa Fossa cervical – Órgãos Paciente sentado

“saboneteira” intratorácicos e

intra-abdominais Examinador atrás do

paciente

Localização da fossa

cervical

Dedos estendidos,

movimentos

circulares

Observação: nódulo

de Virchow: cervical

transversa à

esquerda –

metástase de

neoplasia gástrica

Retropeitoral Sulco do músculo Parede torácica, Paciente sentado

peitoral maior órgãos

intratorácicos, Examinador à frente

mama e membros do paciente superiores

Localização do sulco

do músculo peitoral

maior

Dedos em garra

(polegar apoiando

na mama),

movimentos de

deslizamento

laterolaterais

Axilar Fossa axilar: linha Parede torácica, Paciente em pé

axilar anterior, órgãos (braço do paciente média e posterior intratorácicos, estendido e relaxado

mama e membros com a mão apoiada

superiores no ombro do

examinador)

Examinador à frente

do paciente

Localização das

linhas axilar

anterior, média e

posterior

Dedos em garra,

movimentos de

deslizamento

superoinferiores

Observação: na linha

axilar média, pode

ser realizada a

palpação com a mão

estendida e

movimentos

circulares

Epitrocleana Sulco troclear da Membros superiores Paciente sentado

articulação

umeroulnar Examinador ao lado

do paciente a ser

examinado

Localização do sulco

troclear

Dedos em garra,

movimentos de

deslizamento

laterolaterais

Inguinal Ligamento inguinal Genitália externa, Paciente em

– espinha ilíaca períneo, ânus, decúbito dorsal anterossuperior até órgãos genitais a sín se púbica Examinador ao lado internos e membros

inferiores direito do paciente

Localização do

ligamento inguinal

Dedos estendidos,

movimentos

circulares e de

deslizamento,

margeando o

ligamento inguinal

Poplítea Fossa poplítea, entre Membros inferiores Paciente em

os tendões do bíceps decúbito dorsal

da perna e do

semitendíneo Examinador ao lado

direito do paciente

Semi exão da perna

do paciente a ser

examinada

Localização da fossa

poplítea

Dedos em garra,

movimentos de

deslizamento,

margeando

medialmente os

tendões do bíceps da

perna e do

semitendíneo

 

ECM: esternocleidomastoideo.

AUSCULTA CARDÍACA

• Iniciar a ausculta no foco apical, e subir ao longo da borda esternal esquerda até os focos

aórtico e pulmonar: observar as bulhas cardíacas, a frequência e o ritmo

• Com o paciente em decúbito lateral esquerdo, e estetoscópio posicionado no foco mitral:

avaliar a presença de ritmos tríplices, sopro mitral e/ou atritos

• Descrever a presença de drenos e cateteres.

FOCOS LOCALIZAÇÃO

I – Aórtico Segundo espaço intercostal, à direita do esterno

II – Pulmonar Segundo espaço intercostal, à esquerda do esterno

III – Tricúspide Quinto espaço intercostal, à esquerda do esterno

IV – Mitral ou Apical Quinto espaço intercostal, na linha medioclavicular

 

BULHAS ALTERAÇÕES POSSÍVEIS E CARDÍACAS PARÂMETROS NORMAIS CONDIÇÕES ASOCIADAS

B1 Fechamento simultâneo das valvas Hiperfonese: estenose mitral

mitral e tricúspide no início da

sístole ventricular. Audível no foco Desdobramento: bloqueio de ramo

mitral direito

Mascaramento: insu ciência mitral ou

tricúspide

B2 Fechamento das valvas aórtica e Hiperfonese: persistência de canal

pulmonar. Audível na base do arterial e comunicação interatrial

coração

Mascaramento: estenose aórtica,

estenose pulmonar e miocardiopatias

B3 (ritmos Ocorre na fase da diástole Sua presença pode ser indicativa de tríplices) ventricular, como um insu ciência cardíaca, miocardite,

desdobramento longo de B2. miocardiopatias, persistência de canal

arterial e comunicação interatrial

Fisiológica em crianças e jovens “Galope ventricular”: B3 patológica

sadios, desaparece depois de 25 a

40 anos de idade

B4 Produzida antes de B1, pela Presente nos casos de acentuada

contração atrial, bombeando o hipertro a ventricular, na angina de

sangue para um ventrículo de peito e no infarto agudo do miocárdio,

resistência aumentada Fisiológica em miocardiopatias e estenose aórtica

em crianças normais “Galope pré-sistólico ou atrial”: B4

patológica

 

EXAME DAS MAMAS E AXILAS

 

ALTERAÇÕES

ETAPA OBSERVAR POSSÍVEIS

Inspeção estática Tamanho, simetria, textura, Assimetria

turgor, contorno e consistência

Paciente sentada ou de pé, parada, Retração ou das mamas Mamas são, em com os braços ao longo do corpo abaulamento de geral, relativamente

simétricas, possuem superfície pele

 

nas idosas, são ácidas e rmes nas mulheres jovens, e, Dermatite macias Presença de sinais ogísticos (mastite) arredondada. São densas e Edema lisa e macia, e forma

 

Pele: vascularização, manchas, Hipersensibilidade e espessamentos, coloração, dor nas mamas integridade Assimetria dos mamilos Mamilos e aréolas: avaliar simetria, pigmentação, Retração da aréola elasticidade, formato, e/ou do mamilo presença de secreções, ssuras e/ou lesões Inversão do mamilo

Inspeção dinâmica Contorno, simetria e

Pedir à paciente que levante os alterações, como retrações ou Fissuras ou lesões abaulamentos, enquanto a nos mamilos braços acima da cabeça, comprima paciente faz movimentos as mãos contra a nuca e contra os ativos Ulcerações nas quadris mamas Normalmente, não apresentam retrações ou Nódulos abaulamentos à mobilização (localização, forma, consistência, Palpação Investigação da elasticidade, mobilidade) consistência, sensibilidade Paciente em decúbito dorsal, com tátil e dolorosa Nos homens, os braços elevados e mãos atrás da aumento glandular: nuca. Com as polpas dos dedos Avaliação da presença de ginecomastia indicador, médio e anelar, massas sólidas ou císticas, comprimir delicadamente o tecido bilateralmente mamário contra o tórax, com movimentos circulares

 

Expressão Drenagem de secreção Secreção pode ser:

purulenta,

Aplicação da manobra de expressão hemorrágica ou

ou descarga papilar, comprimindo serosa, pode ser uni

as aréolas e avaliando as ou bilateral características da secreção ejetada,

caso presente

SISTEMA GASTRINTESTINAL

 

ABDOME | DIVISÃO POR QUADRANTES E REGIÕES

 

POR QUADRANTES POR REGIÕES

Superior Lobo direito do fígado, Hipocôndrio Parte do fígado, exura direito vesícula e canais biliares, direito hepática do cólon, duodeno

piloro, duodeno, cabeça do

pâncreas, exura hepática Epigástrico Cárdia, estômago, piloro,

do cólon, parte do cólon parte do fígado, cólon

ascendente e transverso, rim transverso e pâncreas e vias urinárias

Superior Lobo esquerdo do fígado, Hipocôndrio Baço e exura esplênica do esquerdo estômago, baço, pâncreas esquerdo cólon

(corpo e cauda), exura

esplênica do cólon, parte do Flanco Ceco, parte do apêndice cólon transverso e direito vermiforme, cólon descendente, rim e vias ascendente, rim e vias

urinárias urinárias

Inferior Íleo terminal, ceco, apêndice Mesogástrico Jejuno e íleo (intestino direito vermiforme, parte do cólon ou umbilical delgado) e gânglios

ascendente, ureter, trompa e mesentéricos ovário

Flanco Cólon descendente, rim e

esquerdo vias urinárias

Inferior Cólon descendente, Fossa ilíaca Parte do apêndice esquerdo sigmoide, íleo, ureter, direita vermiforme, ceco, trompa e

trompa e ovário ovário

Hipogástrico Íleo (intestino delgado),

ou bexiga e útero suprapúbica

Fossa ilíaca Sigmoide, trompa e ovário

esquerda

 

ETAPAS DO EXAME DO SISTEMA GASTRINTESTINAL

INSPEÇÃO

OBSERVAR ACHADOS DESCRIÇÃO E CONDIÇÕES ASOCIADAS

Forma e contorno Plano Indivíduos de peso normal e bom tônus muscular

Descrição da presença Escavado Retração da parede abdominal de abaulamentos e

retrações Indivíduos emagrecidos, desidratação, caquexia

Globoso Aumento global do abdome, não importando a

posição.

Gestantes e indivíduos obesos, hérnia, eventração

umbilical, deiscência pós-cirúrgica

Distendido Aumento do abdome, acompanhado por tensão à

palpação.

Obstipação, obstrução intestinal, acúmulo de atos,

tumor policístico de ovário

Ascítico Aumento do abdome por acúmulo de líquido na

cavidade peritoneal. Caso ascite esteja presente,

medir a circunferência abdominal com ta métrica

Doença hepática avançada, insu ciência cardíaca

congestiva, pancreatite

Forma e contorno Protruso Presença de saliência, transitória ou permanente

Descrição da presença Herniações, visceromegalias ou massas de abaulamentos e

retração Avental O acúmulo de tecido adiposo na parede abdominal

produz uma grande prega

Indivíduos obesos

Características da Cicatrizes Devem ser citadas quanto à sua localização. Podem

pele ser cirúrgicas ou traumáticas. Descrever cicatriz

umbilical

Manchas Podem ocorrer por processos patológicos ou reações

do organismo, podem ser hipocrômicas ou

hipercrômicas

Estrias Ruptura de bras elásticas da derme

Ocorrem na gestação, ascite, obesidade e síndrome

de Cushing

Ostomia Observar características da pele na região

periostomal, características e volume da drenagem

Pulsações Quando vigorosas, podem indicar: hipertro a ventricular direita,

aneurisma aórtico ou massa na porção anterior da aorta

Circulação colateral Rede venosa visível e palpável. Pode indicar: obstrução hepática,

na ascite hipertensão do sistema portal hepático e obstrução da veia cava

Em condições normais, a

rede venosa abdominal

não é visível

Reto e ânus Fissuras: ânus puntiforme

Região perianal: o ânus Hemorroidas: ânus hipotônico é fechado em diafragma

por pregas cutâneas Cirurgias pregressas e lesões in amatórias: ânus deformado radiadas e suaves

HSH: ânus infundibuliforme

Consistência, Líquidas, semipastosas, pastosas ou endurecidas coloração e odor das

fezes Descrição de presença de muco

Melena: fezes com presença de sangue de cor escura, associada à hemorragia no trato digestivo alto

Hematoquezia: fezes com presença de sangue na cor vermelho-vivo, associada à hemorragia no trato digestivo baixo

Acolia: fezes brancas ou muito claras, em razão da ausência de estercobilina, derivada da bilirrubina direta excretada pela bile

 

HSH: homens que fazem sexo com homens.

AUSCULTA

• Deve sempre preceder a palpação e a percussão abdominal, pois esses procedimentos

tendem a alterar os sons intestinais

• Auscultar o abdome percorrendo seus quatro quadrantes, iniciando pelo quadrante inferior

direito

• A média dos movimentos peristálticos é de 1 a cada 2 min

• Quando a ausculta for difícil, deve ser repetida por 2 a 5 min em cada quadrante.

OBSERVAR ACHADOS CONDIÇÕES ASOCIADAS

Ruídos Peristalse Gastrenterites, doenças diarreicas, hidroaéreos aumentada hemorragia intestinal, uso de laxantes,

período posterior a refeições copiosas (de 6 a

Consequências dos 7 h depois), fase inicial da obstrução movimentos intestinal (acompanhada de cólica) peristálticos e do

deslocamento de ar Borborigmo: som produzido pela contração

e líquidos no dos músculos intestinais: obstrução intestinal

intestino por verminoses ou tumor

Peristalse diminuída Distúrbio eletrolítico, pós-operatório de

cirurgia abdominal

Peristalse ausente Íleo paralítico (pós de cirurgias abdominais e

peritonite) Obstrução intestinal

 

PERCUSSÃO

• Devem ser percutidos todos os quadrantes, a margem do fígado e a do baço

• Investigar a presença e distribuição de gases, líquidos e massas.

 

ACHADOS COMO O QUE INDICAM?

IDENTIFICAR?

Sons timpânicos Sons claros, de Cavidades ocas:

timbre baixo estômago e cólon

(tambor) (quando vazio)

Sons timpânicos Sons claros, de Cavidades ocas:

timbre baixo estômago e cólon

(tambor) (quando vazio)

Sons maciços Sons breves, de Órgãos sólidos:

timbre alto fígado, baço, cólon

preenchido por fezes

ou líquido. Massas

tumorais

Sinal de Jobert Som timpânico na Pneumoperitônio

linha hemiclavicular

direita, onde

normalmente se

encontra macicez

hepática

Onda líquida (sinal de piparote) Com o paciente em Ascite

decúbito dorsal, o

examinador deve Deve-se espalmar uma das acompanhar a mãos em um dos evolução da ascite

ancos e, com a por meio da medida

outra mão, aplicar da circunferência

golpes com os abdominal; precisa

dedos, no lado ser aferida oposto. Sentirá os diariamente, sempre

impulsos da onda com o paciente na

líquida. Uma mesma posição

segunda pessoa (dorsal ou deve auxiliar, ortostática) exercendo pressão

rme e moderada na

linha média do

abdome, com a

borda lateral externa

da mão

 

PALPAÇÃO

• Iniciar no quadrante inferior direito, respeitando o sentido horário

• Realizar a palpação com as mãos espalmadas, polpas digitais em movimentos rápidos e

rotatórios nas regiões do abdome

• Realizar palpações super cial e profunda.

 

ETAPAS OBSERVAR

Palpação Tônus muscular, presença de massas e herniações, tamanho dos órgãos, super cial pulsações, distensão, acúmulo de líquidos e sensibilidade à dor

Palpação Visceromegalias, presença de massas tumorais e investigação da reação à dor

profunda

Palpação Órgão Características profunda

de órgãos Fígado Localizado sob as costelas, quase que por completo. Sua borda

inferior pode ser palpada abaixo do rebordo costal direito. Um fígado normal pode ou não ser palpável, é indolor e tem borda

na. Seu limite inferior não excede dois a três dedos abaixo do

rebordo costal

Palpável: nas hepatopatias e no en sema pulmonar. Impalpável: na cirrose hepática avançada (hipotro a do fígado)

Vesícula Localizada na intersecção entre o rebordo costal direito e o

músculo reto anterior. A vesícula normal é impalpável

Baço Localizado sob as costelas, quase que por completo,

aproximadamente abaixo da décima costela, à esquerda. A

técnica de palpação é similar à do fígado, porém no rebordo

costal esquerdo. O baço normal raramente é palpável

Palpável: na esplenomegalia, e, nesse caso, não se deve persistir na palpação, por risco de ruptura

Consistência mole e dolorosa: infecções agudas

Consistência dura e pouco dolorosa: cirrose hepática,

esquistossomose, leucemia e linfoma

Pâncreas Localizado no retroperitônio

O pâncreas normal, em geral, é impalpável

Intestinos Somente ceco e sigmoide são palpáveis

Na expiração do paciente, com as mãos paralelas etidas em garra, penetrar as mãos ao nível da cicatriz umbilical, até o

músculo psoas. Deslizar as mãos obliquamente, em direção à região inguinal direita. Se o paciente apresentar dor: sinal de Blumberg positivo, sugerindo apendicite

Repetir a manobra do lado esquerdo para palpação do sigmoide: se palpável, indica a presença de fecaloma

 

Características do abdome à palpação

Flexibilidade

• Flácido: maleável, exível e não doloroso à palpação

• Rígido

○ In exível: na apendicite e pancreatite. NÃO realizar palpação profunda

• Tenso: apresenta resistência à palpação. Ocorre na obstipação, obstrução intestinal, no

acúmulo de atos.

Sensibilidade à dor

O peritônio normal é indolor. Na presença de reação de dor à palpação, realizar os seguintes procedimentos adicionais:

Sinal de Blumberg

Pressionar delicadamente as pontas dos dedos, niveladas na vertical, aproximadamente 6 a 8 cm, no quadrante oposto ao da dor, soltando-os rapidamente, o que ocasionará pressão. Se o paciente reagir com dor acima do local original, o sinal está presente.

Condições associadas. Apendicite, pancreatite aguda, diverticulite, peritonite.

 

Sinal de McBurney

Descompressão brusca no ponto médio entre a cicatriz umbilical e a crista ilíaca direita (ponto apendicular).

Condições associadas. Apendicite aguda.

Sinal de Rosving

 

Palpação profunda do QIE, produzindo dor intensa no QID.

Condições associadas. Apendicite aguda.

Sinal de Murphy

Realizar compressão do local da dor, solicitando que o paciente inspire profundamente. Nesse momento, o diafragma abaixará o fígado, fazendo com que a vesícula alcance a extremidade do dedo que está comprimindo a área.

Condições associadas. Colecistite.

SINAIS E SINTOMAS DIGESTIVOS MAIS COMUNS

• Soluço: contrações espasmódicas do diafragma

• Eructação: decorre de grande ingesta de ar durante as refeições, ou ansiedade

• Sialorreia: produção excessiva de secreção salivar

• Vômitos: expulsão, pela boca, de alimentos que já se encontravam no estômago

• Regurgitação: re uxo de secreções ou alimentos do esôfago ou do estômago à cavidade

oral; ocorre, em geral, após as refeições. É possível ter causas mecânicas (estenose, obstrução) ou motoras (espasmo, calasia)

• Hematêmese: vômito com sangue. Pode ser:

○ Vermelho vivo: hemorragia digestiva alta

○ Borra de café: quando o sangue sofreu ação do suco gástrico

○ Amarelo-esverdeado: com presença de bile

○ Aspecto e odor fecaloides: obstrução intestinal

• Disfagia: di culdade na deglutição. Ocorre por causa de obstrução mecânica ou por

alteração da motilidade. Pode ser:

○ Orofaríngea: o alimento permanece na boca após a tentativa de deglutição

○ Esofágica: sensação de parada do bolo alimentar no esôfago

• Pirose: azia ou queimação. Pode suceder o re uxo

• Dor esofágica: dor retrosternal que irradia para ombros, pescoço e membros superiores.

Ocorre na esofagite, no câncer de estômago, na ruptura de esôfago

• Flatulência: emissão de gases acumulados pelo intestino, de modo ruidoso

• Constipação intestinal: fezes retidas no intestino por mais de 48 h

• Diarreia: aumento do número de evacuações e com alterações no teor das fezes

• Meteorismo: distensão abdominal por gases produzidos no intestino

• Tenesmo: dor perineal, acompanhada por vontade de evacuar, no entanto elimina-se

pequena quantidade de fezes com muco

• Oclusão intestinal: tumor, aderências, verminoses, vólvulo, hérnia estrangulada.

SISTEMA GENITURINÁRIO

 

ÓRGÃO LOCALIZAÇÃO

Rins Entre a décima vértebra torácica e a terceira vértebra lombar. O rim direito

está mais inferior que o esquerdo, por causa da posição do fígado

Bexiga Atrás da sín se púbica. Órgão oco, que atua como reservatório temporário

de urina. Quando o volume atinge 300 mℓ, sente-se moderada distensão, e, ao atingir 450 mℓ, sente-se desconforto

Ureteres Tubo muscular que mede de 25 a 30 cm de comprimento e se liga à bexiga

Uretra Permite a passagem da urina para o meio externo

Na mulher: média de 4 cm

No homem: média de 20 cm

Genitália Masculina: pênis, escroto e períneo

externa

Feminina: monte pubiano, grandes e pequenos lábios, vestíbulo, meato uretral (uretra), orifício vaginal, glândulas de Bartholin, períneo

 

ETAPAS DO EXAME DO SISTEMA GENITURINÁRIO

INSPEÇÃO

ÓRGÃO OBSERVAR POSSÍVEIS ALTERAÇÕES

Rins Com o paciente sentado ou de pé Assimetria e abaulamentos

localizados em ancos e fossas

Em condições normais, são ilíacas: hidronefrose, tumores, rins

indolores, duros, de consistência policísticos

rme

Bexiga Aspecto da região suprapúbica Abaulamento: bexigoma (retenção

quanto a abaulamentos, lesões e urinária), infecção (cistite) estomas. A bexiga normal não é

visível

 

VOLUME URINÁRIO NORMAL NAS 24 H, POR FAIXA ETÁRIA

IDADE VOLUME EM MILILITROS

1 a 2 dias 30 a 60

3 a 10 dias 100 a 300

10 a 60 dias 250 a 450

60 a 360 dias 400 a 500

1 a 3 anos 500 a 600

3 a 5 anos 600 a 700

5 a 8 anos 650 a 1.400

8 a 14 anos 800 a 1.400

Adulto 800 a 1.800

Fonte: Motta, 2009.

 

Características da urina

Observar características: coloração, odor, volume, perturbações na micção (ver Tabelas “Volume urinário normal nas 24 h, por faixa etária” e “Principais problemas urinários”). Dispositivos – descrever a presença de sondas e drenos.

 

PRINCIPAIS PROBLEMAS URINÁRIOS

ALTERAÇÕES DO VOLUME CAUSAS ASOCIADAS

Poliúria Volume urinário superior a Diabetes insípido, doença renal policística,

2.500 mℓ nas 24 h anemia falciforme

Oligúria Volume urinário inferior a 400 Insu ciência cardíaca, hepática ou renal,

mℓ nas 24 h desidratação, choque, glomerulonefrite,

obstrução da uretra, ureter ou do sistema

pielocalicial

Anúria Volume urinário inferior a 100 Insu ciência renal crônica, choque,

mℓ nas 24 h glomerulonefrite aguda, necrose tubular

ALTERAÇÕES DA COLORAÇÃO CAUSAS ASOCIADAS

Normal Límpida, podendo variar do amarelo-claro ao amarelo-escuro, conforme seu

estado de concentração

Diurese turva Alteração na cor límpida Piúria, eliminação de uratos, quilúria

normal da urina, em razão de

supersaturação de cristais ou

depósitos por infecção

Piúria Diurese com presença de pus Infecção bacteriana (pielonefrite, cistite,

prostatite, uretrite), litíase,

glomerulonefrite, lúpus eritrematoso

sistêmico e tumores

Hematúria Diurese com aspecto Infecção, litíase, glomerulopatias, tumores,

hemático traumatismos, infarto renal

Colúria Diurese de aspecto Hepatopatias

acastanhado, por causa da

presença de bilirrubina, e

geralmente associada a acolia

e icterícia

PERTURBAÇÕES DA MICÇÃO CAUSAS ASOCIADAS

Noctúria Necessidade de urinar à noite, Insu ciência cardíaca congestiva, cirrose

interrompendo o sono hepática, insu ciência renal crônica,

doenças autoimunes e ansiedade

Nictúria Predomínio da diurese Bexiga hiperativa (idosos), insu ciência

noturna cardíaca congestiva, diabetes melito,

diabetes insípido, uso de diuréticos antes de

deitar, edema e insu ciência renal crônica

Urgência Necessidade imperiosa de Bexiga hiperativa (idosos), infecção urinária miccional urinar

Disúria Desconforto à micção, que Infecção urinária, hipertro a prostática

pode acompanhar dor. Pode (homens), cálculo, tumor, traumatismo

ocorrer na fase inicial, na

nal, ou durante todo o ato

Polaciúria Aumento da frequência de Irritação da uretra posterior ou do colo

micções nas 24 h, porém com vesical, diminuição do volume vesical eliminação de volume

pequeno. Normal: de 3 a 6

micções nas 24 h

Incontinência Perda involuntária de urina Bexiga hiperativa (idosos), infecção

urinária urinária, constipação intestinal, ansiedade

Enurese Micção involuntária durante o Infecção urinária, doenças renais ou noturna sono distúrbios hormonais

Tenesmo Sensação de esvaziamento Irritação da uretra posterior ou do colo vesical insu ciente da bexiga vesical

 

PERCUSSÃO

 

POSSÍVEIS CONDIÇÕES

ÓRGÃO COMO OBSERVAR? ALTERAÇÕES ASOCIADAS

Bexiga Deve ser realizada 5 cm acima da Som timpânico Bexiga vazia

 

no sentido de um abaulamento Som maciço Retenção urinária observado sín se púbica, de fora para dentro,

Rins Com o paciente sentado ou de pé, Sinal de Giordano Pielonefrite ou

realizar a punhopercussão. Percutir positivo (dor à outras nefropatias, com a mão direita fechada sobre a percussão) pancreatite e região lombar (alta, média e colecistite baixa)

PALPAÇÃO

 

POSSÍVEIS

ÓRGÃO OBSERVAR ALTERAÇÕES

Bexiga Abaulamento e dor à palpação Presença de tumor

ou retenção urinária

Palpar com as mãos em garra, aprofundando-se na (bexigoma) expiração e procurando delimitar a bexiga

A bexiga normal não é palpável

Rins Método bimanual Paciente em

decúbito dorsal, com

Investigar volume ou tamanho, consistência, contorno o abdome relaxado.

e dor Enquanto o

examinador

pressiona, com uma

das mãos e de trás

para frente, a parte

superior da região

lombar, a outra mão

deve palpar o

hipocôndrio e o

anco

 

Método de Israel Paciente em

decúbito lateral,

Investigar volume ou tamanho, consistência, contorno com o abdome e dor relaxado. A palpação

deve ser realizada na

lateral oposta à do

decúbito, com uma

das mãos

posicionada no

abdome e com a

outra a região

lombar

 

EXAME DA GENITÁLIA FEMININA

Inspeção e palpação

 

POSSÍVEIS ALTERAÇÕES E CONDIÇÕES

ÓRGÃO OBSERVAR ASOCIADAS

Monte pubiano Quantidade e distribuição de Lêndeas e piolhos na base dos pelos.

pelos, presença de parasitas,

aspecto da pele da vulva à Hirsutismo: quantidade aumentada de

região anal pelos

Lesões: doenças sexualmente

transmissíveis (DSTs) e leucoplasias

Varicosidades, edema

Prurido: higiene precária, diabetes

melito, candidíase, alergias

Eritema: in amação ou alergia

Grandes e Simetria, aspecto da pele, Atro as (antes da menopausa) e pequenos desenvolvimento compatível assimetrias Exsudações lábios com a idade

Edema: doença renal ou cardíaca,

obstrução linfática

Vestíbulo Para o exame, afastar os pequenos lábios com os dedos indicador e polegar.

Observar drenagem de secreção, edema, in amações, lesões

Clitóris Coloração rosada, sua porção Coloração vermelho-cereja: in amação

visível não excede 1 cm Lesões: DSTs ou neoplasias

Meato uretral Localizado posterior ao clitóris, Drenagem de secreções: uretrite

de coloração também rosada.

Não drena secreções Eritema e dor: in amação

Orifício vaginal Localizado posterior ao meato Drenagem de secreções: corrimento

uretral. Não drena secreções genital

Prolapso uterino: colo uterino

exteriorizado através do orifício vaginal

(primeiro, segundo e terceiro graus)

Cistocele: prolapso da parede posterior

da vagina e bexiga para dentro da

vagina

Retocele: prolapso da parede anterior da

vagina e do reto para dentro da vagina

Glândulas de Localizadas perto da Drenagem de secreções, prurido, edema

Bartholin extremidade posterior do e dor: in amação das glândulas:

orifício vaginal. São estruturas bartholinite pares, normalmente

impalpáveis

Períneo Localizado entre o introito Rupturas: partos vaginais sem

vaginal e o ânus. Apresenta episiotomia prévia Fístulas integridade tecidual e

consistência rme

 

EXAME DA GENITÁLIA MASCULINA

 

Inspeção e palpação ÓRGÃO OBSERVAR POSSÍVEIS ALTERAÇÕES E

CONDIÇÕES ASOCIADAS

Pênis Presença de lesões, posição e Lesões: DSTs (verrucosas,

tamanho do meato urinário vesiculares, ulcerações) ou de

carcinomas

Estenose do meato urinário:

di culta a micção e favorece a

retenção urinária

Hipospadia: meato se abre ao longo

da face ventral do pênis ou no

períneo

Epispadia: meato se abre na face

dorsal do pênis

Segurar a glande próximo ao meato Fimose: orifício prepucial reduzido,

com o dedo indicador e retrair o impossibilitando a exteriorização

prepúcio, ou pedir ao paciente que completa da glande, e portanto,

o faça. Observar condições de gerando uma higiene inadequada

higiene

Acúmulo de esmegma: por causa

da falta de higiene Propicia a

balanite

Palpar o pênis entre o polegar e os Palpação dolorosa: uretrite dois primeiros dedos, em pinça

Drenagem de secreção

Observar dor e drenagem de (sanguinolenta, mucosa ou secreções mucopurulenta): infecções

Áreas endurecidas: estenose da

uretra

Escroto Com o paciente de pé ou deitado, Dor: orquites, epididimites

observar presença e simetria dos (infecções) dois testículos, ocorrência de

úlceras e massas escrotais Assimetrias: neoplasias, massas,

lesões

Avaliação de edema e dor

Varicoceles: varizes dos testículos

Edema: pele escrotal tensa, com

edema depressível

Períneo Solicitar ao paciente que abduza as Extravasamento urinário: fístulas

coxas e suspenda o escroto com os de bexiga ou uretra dedos em pinça

Lesões: DSTs e abscessos uretrais

Observar o aspecto da pele e a

simetria

 

EXAME DOS MEMBROS SUPERIORES E INFERIORES

INSPEÇÃO E PALPAÇÃO

 

OBSERVAR ACHADOS

Pele Avaliar características da pele e presença de alterações

Marcha Observar estabilidade e equilíbrio:

Hemiparética: acidente vascular cerebral

Em tesoura: paralisia bilateral dos membros inferiores

Escarvante: patologia dos neurônios motores inferiores

Atáxica: polineuropatias, lesão da coluna posterior

Parkinsoniana: doença de Parkinson

Ossos Deformidade de angulação para dentro: genuvalgo, coxa valga, hálux valgo.

Deformidade de angulação para fora: genuvaro, coxa vara, hálux varo, perna vara, pé varo

Deformidades localizadas acompanhadas por sinais ogísticos: abscessos, tumores ou fraturas

Osteoporose: rarefação anormal dos ossos

Defeitos ósseos: nanismo, gigantismo, pé torto congênito, osteomielite, poliomielite

Músculos Tônus: palpar o músculo passivamente, com a extremidade relaxada

Observar consistência: rigidez (hipertonia) ou acidez (hipotonia)

Observar sensibilidade: parestesia

Alteração da massa muscular: hipertro a, hipotro a ou atro a

Motilidade involuntária: tremores, tiques, retrações, contrações espontâneas, miastenia Observar plegias e paresias

Força: preservada ou diminuída. Observar queixas álgicas (contraturas ou distensões)

Articulações Observar limitações do movimento: osteoporose, contusão, entorse, artrite,

in amação dos tecidos periarticulares

In amações: abscesso, artrite reumatoide, febre reumática, artropatia degenerativa, contratura, gota, bursite, sinovite

Presença de crepitações, deformidades, nódulos, artralgia

Rede Palpação de pulsos periféricos: radiais, braquiais, femorais, poplíteos, pediosos

vascular e tibial posterior Avaliação da perfusão periférica periférica

Rede venosa: avaliar presença de varizes, edema ou sinais ogísticos

Avaliação do edema localizado: de + a ++++ (intensidade do cacifo)

Edema generalizado: anasarca

Sinal de Homans Sinal da bandeira

Presente quando o paciente refere dor Presente quando há menor na massa muscular da panturrilha, à mobilidade da panturrilha dorsi exão do pé sobre a perna empastada, quando se compara

um membro inferior a outro,

durante a palpação

 

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