Inteligência Ecológica
Pensando Melhor 198
Não sej am os ingênuos sobre a realidade dos negócios. A Mondi, baseada na África do Sul e Londres, vende papel e m aterial para em balagem em 35 países e é líder de seu setor em aperfeiçoam entos am bientais. Nas décadas de 1900, a Mondi estava entre as prim eiras grandes em presas de papel a produzir papel ofício sem cloro ao aperfeiçoar práticas de branqueam ento, e continua a procurar form as de não agredir o m eio am biente.'
Wolfgang Schacherl, executivo da Mondi, m e disse: "As vantagens am bientais sem pre foram um dos pilares de nosso posicionam ento de m ercado. Assim , precisam os de atividades contínuas de PED e de investim entos em inovações para m anter a posição. Em geral, acreditam os que nossos clientes optarão por produtos que não agridam o m eio am biente, m esm o que o custo sej a um pouco m aior. No fim , porém , custo e desem penho são, de longe, o critério de decisão m ais esm agador" - e não a excelência am biental.
Os engenheiros de desenvolvim ento de produto da Mondi desenvolveram um papel de folha sim ples para em balar m ercadorias industriais com o fertilizantes, que substitui os papéis de folha dupla ou tripla. Os sacos usam m enos papel, m as são m ais fortes e firm es o suficiente, m esm o para resistir a um a grande pressão enquanto são preenchidos com cim ento e aguentar o estresse de serem enviados ao m undo todo.
Outra inovação, um design de saco para preenchim ento em alta velocidade, substitui um a em balagem baseada em petróleo por outra baseada em papel, suplantando um recurso não renovável por outro renovável.
A Mondi usa os m étodos ACV, entre outros, para descobrir obj etivos de longo prazo de sustentabilidade am biental, em bora eles não avaliem todos os im pactos em todos os seus grupos de produtos. Para seus produtos de papel, ela faz um a atualização anual em suas fábricas que analisa energia, uso de água, em issões e desperdício de água por tonelada de papel. Para m uitas indústrias, as avaliações do im pacto de substâncias quím icas sobre os ciclos de vida do produto são exigência legal nos países europeus; Suécia e Finlândia têm os m ais altos padrões am bientais para entrar em seus m ercados.
Todavia, Schacherl m e disse: "Os departam entos de com pras levam outras coisas em consideração do que apenas os im pactos am bientais - custo, claro. Nem sem pre é possível fazer produtos am igáveis ao am biente com o m esm o custo baixo."
Quando surgirá o ponto de desequilíbrio? "Se olharm os com o as corporações são classificadas nos m ercados financeiros, o desem penho fiscal é, obviam ente, o m ais im portante", declarou Schacherl. "Mas tam bém existe um a leve tendência de se avaliar o desem penho am biental. A Bolsa de Valores de Londres agora classifica as em presas em um índice de sustentabilidade.
Mas essas são novas considerações; não está claro quais serão os im pactos de m ercado. Se analistas financeiros com eçassem a recom endar investim entos em em presas m ais sustentáveis, isso aj udaria."
Ainda assim , Schacherl testem unhou um a m udança gradual. "Há 10 anos, ninguém perguntava de quais florestas cortávam os nossas árvores e agora precisam os provar que usam os m étodos sustentáveis e seguir os regulam entos do FSC (Forest Stewardship Council). Se soubéssem os que algum a coisa que usam os na produção de papel era preocupante, nós a largaríam os im ediatam ente. Posicionam o-nos com o a m arca ecológica de alta qualidade."
Mas ele não achou que isso im portasse às em presas na extrem idade final do m ercado de papel, cuj as estratégias de m arketing eram sim plesm ente ter o m enor preço. Tal prem issa tam bém se aplica ao com ércio m undial; com pare a econom ia da Prim eira Guerra Mundial com a da Segunda Guerra. Países da Segunda Guerra - com o Brasil, índia, Rússia e China - abrigam os crescentes novos m ercados de consum idores, cuj o poder aquisitivo controla grande parte do crescim ento econôm ico m undial. Para bilhões de com pradores dessas econom ias, apenas o custo prevalecerá com o a m arca singular dos produtos m ais vendidos.
Pode levar décadas para que o desej o do m ercado da prim eira cam ada por transparência de im pacto alcance ou perm eie essas econom ias da segunda cam ada.
A segm entação de m ercado que separa m ercadorias de alta qualidade/ baixo im pacto de m ercadorias de baixo custo/baixo im pacto provavelm ente prevalecerá por décadas nessas econom ias tum ultuadas. Por outro lado, se os gigantes do varej o global com o o Wal-Mart aplicarem suas enorm es vantagens na busca de ganhos ecológicos para seus fornecedores, a equação do custo poderia m udar radicalm ente. Mesm o nas econom ias da Segunda Guerra Mundial, essa estratégia de negócios poderia dim inuir de m odo concebível a porção de m ercado de produtos de baixo custo/baixo im pacto. Se isso acontecesse, as forças acum ulativas poderiam se inclinar em direção a um ciclo virtuoso m undial.
ACERTANDO A MÃO
Três anos depois que um a infestação desastrosa da água potável por um m icróbio tóxico m atou m ais de 100 pessoas em Milwaukee, o Congresso Am ericano aprovou um a lei em 1996 exigindo a divulgação de toxinas nos suprim entos de água das com unidades.2 A lei exigia que as autoridades locais responsáveis pela água por toda nação testassem seu suprim ento de água e inform assem seus clientes sobre algum problem a de contam inação.
O aspecto ruim reside nos detalhes. De algum m odo, os regulam entos resultaram em um a com binação perigosa de análises im precisas, classificações estranhas e falhas para vincular qualquer um desses ao nível real de am eaça à saúde. Para com plicar o problem a, todos esses dados inadequados foram exibidos em um a tabela com plexa, cheia de núm eros, com term os técnicos secretos que um quím ico poderia am ar, m as que quase ninguém podia entender. Além disso, os dados, j á difíceis de entender, estavam defasados em quase um ano.
O resultado foi um a série de desastres públicos para a saúde. Algum as cidades estavam reafirm ando a seus cidadãos que a água potável estava perfeitam ente segura, com base em análises feitas na estação de filtragem , m as ignorando os m icróbios e as toxinas que podem entrar na água em seu percurso por centenas de quilôm etros de canos barulhentos. Na m aioria das cidades, m uitas dessas tubulações contêm chum bo, que são filtrados para a água, am eaçando a saúde das crianças. Um a década depois de o Congresso ter aprovado a referida lei ignorante, a Agência de Proteção Am biental estim ou que 10% ou m ais dos am ericanos ainda tom avam água contam inada diariam ente.
Sim ples falta de habilidade ou falha na execução pode ser a m aior am eaça para os esforços m ais bem -intencionados do m ercado.
Existem outros riscos: a transparência radical é, por si m esm a, um a intervenção não experim entada em um sistem a com plexo e, com o tal, pode ter vários efeitos colaterais não intencionais e até m esm o infelizes. Existem m uitas advertências e cuidados. De um lado, com o argum entam alguns, apenas as m arcas m ais fortes, que têm a reputação m ais sensível, podem ser afetadas. As em presas cuj o m odelo de negócios é centralizado em ter os produtos de m enor custo, m uitas vezes com nom es de m arca desconhecidos, provavelm ente não seriam afetadas pelas pressões de m ercado criadas pela transparência.
Outra preocupação: boas intenções enganosas poderiam significar terceirização ou outros pesadelos para as em presas que estão tentando responder às m udanças de m ercado.
Aquele Ardil 22 poderia ser com posto por outros, com o a situação desagradável de ter de controlar os fornecedores que podem não concordar em m udar suas práticas. Por exem plo, Dara O'Rourke, cuj a pesquisa inicial versou sobre cadeias de suprim entos, m e disse que várias m arcas globais de calçados para corrida dependem da produção de um a única em presa de Taiwan, que, por m eio de um a em presa holding em Hong Kong, opera um a enorm e rede de fábricas pela China e além . Esse fabricante pode m anter seus custos lá em baixo ao produzir todos os calçados de várias em presas da m esm a m aneira, entre outras práticas. A em presa tem tanto poder em sua indústria que um a única m arca de calçados talvez não consiga ditar as m udanças que desej a fazer. "Nesse tipo de situação de cadeia de suprim entos global, um a m arca individual não significa nada", afirm ou O'Rourke, e poderia m uito bem ser inútil insistir em m udanças na produção que o m ercado favorece, às quais o fabricante, contudo, se opõe.
Um editor m e disse: "Im prim o m eus livros na China porque posso encontrar im pressão em quatro cores m ais barata do que a im pressão em papel verde."
Hoj e existe apenas um a em presa na China que construiu o Forest Stewardship Council -certificado para fábrica de papel; isso significa, por exem plo, que ela retira sua polpa de m adeira de florestas cultivadas de m aneira sustentável e a fábrica m inim iza seu uso de água. Em relação ao am biente, isso é o m elhor que podia ter acontecido na China. Essa com panhia, porém , é de propriedade de um a corporação chinesa m aior que tem outra divisão, fam osa por explorar um a floresta tropical na Indonésia. Quando isso foi descoberto, o FSC retirou a certificação de fábrica verde porque a em presa m atriz estava agindo errado. Assim , não existe um papel chinês certificado pelo FSC no m om ento. Isso desperta um a dúvida: eu im porto papel verde da Europa para a China? Não é eficiente, quando nos referim os à energia, enviar o papel para outros países, então não é rentável.
"Eu digo a m im m esm o, provavelm ente eu deveria usar aquela fábrica de papel verde na China, porque eles estão tentando fazer a coisa certa. Mesm o que não possa dizer que sej a certificado pelo FSC, ele tem outro tipo de certificação verde.
Fiquei chateado porque eles perderam sua certificação FSC? Esse é o m odo que você usa para pressioná-los a m elhorar. Mas m eus negócios devem ir com eles? Esse é o m elhor papel que tenho disponível na China, e eles investiram m ilhões nesta fábrica - eu não deveria dar-lhes apoio?"
Assim , existem as dificuldades de verificação pelo labirinto de um a cadeia de suprim entos global. Com o resm ungou um executivo: "As coisas m udam de sem ana a sem ana e as pessoas fazem j ulgam entos diferentes por todo o cam inho. Um a fonte da qual dependem os por causa de seu estoque 'verde' não conseguiu m atéria-prim a suficiente de seu fornecedor em um a sem ana; então ele apenas m udou para outro fornecedor cuj os produtos estavam prontam ente disponíveis, m as não agiu de m aneira sustentável. É com o acontece em casa: na m aioria das vezes, lavam os e reciclam os os recipientes plásticos e de vidro, m as, às vezes, eles estão m uito suj os para lavar, então j ogam os fora com o restante do lixo."
Com o o tripé da sustentabilidade (que inform a iniciativas de responsabilidade am biental e social, além das m étricas financeiras padrão) se torna parte dos relatórios corporativos, as em presas estão procurando em presas de auditoria para se certificar se estão agindo bem .
Quando perguntei ao chefe de um a das quatro m aiores em presas am ericanas de auditoria sobre o controle desses im pactos, ele m e respondeu: "Essa era um a de nossas m elhores linhas de negócios em crescim ento. De que outro m odo você saberia quanta água está usando na índia?"
Enquanto isso acontecia, cerca de um a sem ana m ais tarde, eu estava conversando com Dara O'Rourke, que, em sete anos, inspecionou as condições de trabalho em m ais de 100 fábricas de países em desenvolvim ento, para organizações com o o governo sueco e o Banco Mundial. Um a vez, um consórcio de universidades pediu que ele analisasse as fábricas que forneciam roupas com os em blem as de suas escolas.
Três dessas inspeções de fábrica foram feitas j untam ente com auditores de um a dessas quatro grandes consultorias.3 O relatório de O'Rourke sobre a auditoria estava m oderado. O'Rourke acom panhou os auditores quando eles inspecionaram fábricas de vestuário na China, Coreia e Indonésia. Na fábrica fora de Xangai, por exem plo, o auditor oficial deu um a volta aleatória de 45 m inutos pela fábrica, na qual ele deixou de ver vários perigos para a saúde dos trabalhadores: trabalhadores usando chinelos e sem luvas ou proteção para os olhos na operação de m áquinas para tingim ento com ferro quente, falta de guardas de segurança nas correias dentadas e correias das m áquinas; trabalhadores cortando com a m ão, sem luvas protetoras.
Os em pregados foram entrevistados sobre práticas trabalhistas da em presa na presença dos gerentes, que sabiam quais seriam as perguntas - o que am enizava as respostas -, em vez de as entrevistas serem realizadas fora do local e em sigilo, o que garantiria que os trabalhadores se abrissem . Resum indo: o que atingiu O'Rourke não foi o que os auditores descobriram , m as sim o que eles perderam . Os auditores observaram um a série de violações m enores, m as acharam que a fábrica estava em um a situação "aceitável", com base na confirm ação dos gerentes da fábrica de que os problem as seriam resolvidos.
Do ponto de vista de O'Rourke, os auditores, com seu extensivo treinam ento em detalhes fiscais, não estavam aptos para o desafio da auditoria social.
O'Rourke tam bém questionou a prática padrão de perm itir que em presas de consultoria forneçam seus serviços para um a em presa que tam bém m onitora os im pactos das fábricas que fornecem para essas com panhias, por conta dos potenciais conflitos de interesse. Em um sistem a transparente, as avaliações m ais críveis são feitas por terceiros com pletam ente im parciais.
O'Rourke sugere que as corporações m onitorem as fábricas em sua cadeia de suprim entos de m aneira m ais transparente, tornando públicos seus m étodos e descobertas, possibilitando, assim , sua verificação.
O'Rourke tam bém propõe que fábricas diferentes e em presas harm onizem suas auditorias; assim , os consum idores poderão com pará-las. O di retor de sustentabilidade da Procter & Gam ble's insiste que é necessário ter definições transparentes que possam ser revisadas por terceiros para várias questões fundam entais: O que é um produto "sustentável"? O que é um m aterial "renovável"? O que é qualificado com o um a "redução de em balagem "?
Métricas padronizadas para toda a indústria e m edidas progressivas seriam de grande aj uda aqui.
Na busca por atualizações ecológicas das cadeias de suprim entos, disse Andy Ruben, do Wal-Mart: "Os elem entos de verificação são extrem am ente im portantes."
Ele cita a disponibilidade de frutos do m ar fresco, que surgiu por causa de um sistem a de certificação que m ostrava onde um peixe é pescado, para assegurar que ele não sej a de um a região em que a espécie estej a em extinção. De m aneira sem elhante, para o Wal-Mart, a vantagem de com prar café com certificação Fair Trade pode ser com provada, j á que o produto vem diretam ente dos fabricantes, em vez de passar pelo interm ediário, que pode tornar im possível o rastream ento do café, sem revelar, por exem plo, se ele foi cultivado organicam ente.
Há algum tem po, recebi a visita de dois am igos de Xangai: um deles, alto executivo da m aior im obiliária da China; o outro, orientador de liderança de vários CEOs de corporações chinesas.
Eles m e disseram que, atualm ente, o grande alvoroço no m ercado com ercial chinês era o que o Wal-Mart fizera com seus fornecedores chineses. O Wal-Mart, em bora sej a o m aior varej ista do m undo, não tem fábricas, m as com pra tudo, de brinquedos a aparelhos de televisão, de m ilhares de fábricas espalhadas ao redor do m undo. O Wal-Mart tentou garantir com pras éticas, enviando os próprios inspetores a essas fábricas - em 2006, a em presa inspecionou aproxim adam ente 8.900 fábricas de todo o m undo, com 26% de visitas não anunciadas.4
Os 200 e poucos inspetores do Wal-Mart classificaram cada fábrica de acordo com as condições de trabalho, segurança e práticas am bientais. A m aioria das fábricas com problem as dessa ordem que não pagavam hora extra recebeu avisos e orientações sobre com o m elhorar; o Wal-Mart vê isso com o um a oportunidade para educar os gerentes de fábrica e atualizar as condições. Mas essas fábricas com violações repetidas ou flagrantes, com o abuso físico, trabalho infantil ou m ercadorias feitas por prisioneiros, são banidas para sem pre da cadeia de suprim entos do Wal-Mart. Aproxim adam ente 20 fábricas tiveram esse destino nas inspeções realizadas em 2006; m uitas outras receberam advertências e conselhos sobre com o m elhorar.
Pode parecer um a tarefa pesada fazer a auditoria de fábricas no turbulento reino dos em presários do Terceiro Mundo, onde as unidades suspeitas podem ser operadas fora do cam po de visão ou serem fechadas apenas para reabrirem com outra fachada, produzindo as m esm as m ercadorias, ou onde "fábricas secundárias" ocultas produzem as m ercadorias supostam ente feitas nas unidades que os inspetores conhecem ?
Muitas em presas, porém , estão adotando m edidas para assegurar que suas m ercadorias sej am "lim pas". Em j aneiro de 2007, os quatro m aiores varej istas m undiais - Wal-Mart, Tesco da Grã-Bretanha, Carrefour, da França, e Metro, da Alem anha - form aram o Program a Global Social Com pliance para desenvolver um código uniform e para os padrões de m ercado nas fábricas que fornecem para eles em todo o m undo. Isso significa que as m aiores em presas de varej o do m undo têm um padrão único para o m odo com o os trabalhadores são tratados, abrangendo saúde e segurança. Ele proíbe trabalho infantil e escravo, discrim inação racial e sexual e exige tratam ento e salários j ustos.6 O grupo de em presas gigantes pretende reforçar o código ao fazer as próprias auditorias independentes de fábricas.
O acréscim o de relatórios da linha de produção pode dar m ais credibilidade a essas auditorias sociais. Com o m e disse o executivo de um varej ista m ultinacional: "Se um problem a com o as im plicações de saúde de um produto é nossa m eta, vam os contra um a falha de transparência na cadeia de suprim entos. Precisam os deixar tudo certo para as pessoas no cenário, com câm eras e telefones celulares, a fim de revelarem o que está acontecendo. Precisam os de m ais olhos e ouvidos que tenham o cérebro de um ecologista industrial. Isso possibilitaria que tivéssem os dados nunca vistos. Precisam os perm itir que as pessoas da cadeia de suprim entos transm itam inform ações. Se eu pudesse fazer isso, cria ria um sistem a de recom pensas que tornaria a cadeia de suprim entos transparente. O problem a é que pode haver m ais dinheiro para algum fornecedor adulterar um produto, em vez de consertá-lo."
Gregory Norris observa que o estado do Maine tem um a lei que determ ina que, quando as agências m unicipais ou estaduais com pram roupas, com o uniform es de polícia, por exem plo, precisam ter certeza de que os tecidos usados não lançam m ão de trabalho ilegal. "Mas ninguém pode garantir isso agora", ele observa, "porque o m ercado têxtil global é tão ruim que você pode sair do m ercado se não tiver trabalho ilegal em algum ponto da cadeia de suprim entos. Essa pressão econôm ica por trabalho ilegal significa que qualquer dado conseguido é evasivo".
"Muitos colegas estão tentando fazer as coisas direito", acrescenta Norris. "A Gap, com o a Nike, está observando a cadeia de suprim entos." Quando a Gap recebeu inform ações negativas sobre trabalho ilegal, instituiu um sistem a m odelo de auditoria de fábrica, publicando suas descobertas na seção de responsabilidade social de seu site.
O varej ista, Norris relata: "Ela com eça dizendo que estava a cam inho de fazer um a auditoria em seus fornecedores. Mas as auditorias top-down falham em descobrir todos os problem as ruins e não levam necessariam ente a um a m elhoria real. Se a Gap dispensa um fornecedor que consegue outros clientes, então nada m uda - isso não m elhora as condições de trabalho de ninguém . Assim , a Gap está indo em direção a um com prom isso de longo prazo com seus fornecedores, em vez de contar som ente com a auditoria. Desse m odo, eles podem aj udar os fornecedores a aprenderem com o m elhorar e a Gap pode alcançar os níveis de segurança no trabalho que desej a."
Gregory Norris foi consultado por um a m ultinacional que estava m edindo o desem penho ecológico de seus fornecedores na Ásia; a em presa havia descoberto que podia fazer alterações na engenharia para reduzir as em issões e que existe um financiam ento local disponível para o novo equipam ento de que precisam . O fator determ inante que im pedia esse passo foi a lim itação de conhecim ento dos gerentes da fábrica sobre energia alternativa -a em presa precisava m ostrar aos fornecedores com o m edir suas em issões de CO2 e conseguir os engenheiros especialistas para dim inuí-las. Cada vez m ais em presas estão tentando tornar verde sua cadeia de suprim entos e percebendo o valor de um com prom isso prolongado com fornecedores valiosos, o que perm ite que eles construam a capacidade necessária para atingir as m etas am bientais.
Existem lim ites para o que a própria ACV pode fazer. De um lado, as inform ações de avaliação de ciclo de vida têm m uitas falhas e, norm alm ente, oferecem as m édias da indústria para os com ponentes a m ontante dos produtos, m as não para produtos acabados para o consum idor: existe um a ACV para um recipiente de vidro, m as não para um vidro de m olho de tom ate. A m aioria dos dados da ACV fornece inform ações que são im portantes para os engenheiros industriais, com o resinas de plástico, m etais ou as várias classificações de um ingrediente de m anufatura. Outra lim itação à m etodologia ACV reflete sua força: por extrair suas inform ações de form a em pírica, a m edida está sendo constantem ente refinada, um trabalho em andam ento sem -fim . Cada vez que um ecologista industrial adiciona os resultados de um a ACV de um produto específico, isso é acrescentado ao poder do banco de dados em geral.
Outro lim ite à utilidade da ACVs está na base convencional do m odelo de negócios. Norm alm ente, os consultores da indústria desenvolvem seu software de ACV, cobrando as em presas pelos acessos aos dados e ao software. Sem pre que o consultor faz um estudo para algum a em presa, esse dado vai para seu banco de dados. A em presa precisa pagar um a taxa por usá-lo, por exem plo, para descobrir o rastro de carbono de um pêssego.
Norris está trabalhando com colegas para possibilitar um novo m odelo de negócios que vire de ponta-cabeça a lógica convencional - com a contribuição de cada indústria de dados de suas próprias operações em um recurso de dados com um , para que cada em presa traga essencialm ente um pedaço à m esa e todos possam desfrutar o banquete em com um , obtendo acesso aos dados de todos que contribuíram .
Isso, realm ente, gera inform ações com uns de ACV para a indústria.
Esses dados em com um poderiam aj udar as indústrias a satisfazer as pressões de m ercado por atualizações, com o aquelas das grandes or ganizações. Com o m e disse Mike Hardim an, da University of Wisconsin: "Nós, na universidade, estam os tentando ser líderes em m elhorar o m undo; sentim os que isso faz parte de nossa m issão." Mas grandes com pradores com o Hardim an ficam frustrados nessa m issão pela presente falta de padrões e m arcos que perm itirão que eles rastreiem seu desem penho. Hardim an acredita que um sólido sistem a de certificação faria diferença.
"A certificação ISO credencia as em presas por apresentarem controles de alta qualidade na produção, o que perm ite que os fabricantes encontrem fornecedores de alto padrão. Mas ainda não existem padrões desse tipo para lidar com problem as de consciência social. Se existissem , eles seriam um m arco que orientaria nossas com pras. Em um am biente com ercial global, isso perm ite que você saiba de quem está com prando."
Por fim , a transparência radical e todos os seus aperfeiçoam entos increm entais são suficientes? A adequação apenas de atualizações perpétuas foi questionada por um a fonte surpreendente: John Ehrenfeld, diretor executivo da International Society for Industrial Ecology .
Um dos fundadores desse cam po, Ehrenfeld tem e que, em term os dos im ensos desafios que am eaçam nosso planeta, essas m elhorias graduais podem não ser suficientes e talvez sej a tarde dem ais.7
Ehrenfeld indica que sim plesm ente reduzir nossos resultados de sustentabilidade a um m onte de grandes problem as tecnológicos não é suficiente para chegar às causas ocultas desses problem as.8 Aum entar a econom ia de com bustível dos veículos com o estratégia principal para reduzir os im pactos am bientais de dirigir é um a dessas soluções parciais: em bora a quantidade de gasolina necessária por quilôm etro tenha dim inuído com o passar dos anos, o núm ero de quilôm etros dirigidos (pelo m enos antes do choque do preço do petróleo) aum entou tanto que cancelou quaisquer benefícios para o am biente. Ehrenfeld diz: "Essa estratégia é lim itada, um a vez que reduz a necessidade de desenvolver alternativas m elhores de transporte."
Ehrenfeld, que se aposentou com o diretor do Program a de Tecnologia, Negócios e Am biente do MIT, observa que, sob a perspectiva global, a quantidade de m udanças em direção a um a m aior sustentabilidade deve alcançar os aum entos no resultado industrial geral, para assegurar que as atualizações ecológicas sej am im portantes. Ao exam inar dados corporativos e governam entais sobre os ganhos da eficiência ecológica, Ehrenfeld conclui que eles são m uito pequenos para equilibrar as am eaças crescentes. Ele invoca a indústria a dar saltos m ais radicais, encontrando inovações que am pliem significativam ente a gam a atual de opções ecológicas. Além de descobrir opções m elhores entre as tecnologias atuais, ele tam bém pede inovações de produtos que "reduzam radicalm ente a quantidade de tralhas que os hum anos usam em todo o globo para produzir bem -estar".
Se a ecologia industrial tivesse um estadista, ele seria Ehrenfeld. Ele traz um a perspectiva m aior para a detalhista Análise do Ciclo de Vida, questionando o que tudo isso significa com um a prem issa radical: "O sistem a industrial global está quebrado; o am biente preferiria não nos ter por aqui. Reduzir a insustentabilidade, em bora sej a fundam ental, não cria sustentabilidade. O planeta precisa ser restaurado para chegar a um estado saudável. Deveríam os ir além da m eta de apenas reduzir nossos im pactos nocivos e procurar a sustentabilidade real - os níveis prósperos de saúde, vitalidade e alegria que perm item que os seres hum anos e os ecossistem as da Terra se desenvolvam .