Inteligência Ecológica
Inteligência Ecológica 36
Encontrar um bode expiatório pode sim plesm ente refletir com o nossa autoilusão canaliza nossa sensação de im potência. Oferece um a saída fácil: som os todos, ao m esm o tem po, vítim as e vilãos. Com o indivíduos, nossos próprios hábitos e padrões de consum o - as coisas que com pram os e fazem os - são responsáveis pelos próprios efeitos que lam entam os. Quando ligo o interruptor de luz ou o aparelho m icro-ondas que usa a energia vinda de um a usina m ovida a carvão, estou subsidiando a adição de um a pequenina quantidade de gases de efeito estufa à atm osfera. Quando você tam bém o faz, ocorre o m esm o. Quando dezenas de m ilhões ou bilhões de pessoas fazem o m esm o diariam ente, durante décadas, tem os o aquecim ento global.
Im aginando a existência de algum poder não identificado que nos fez vítim as - "a culpa é dessas em presas que só visam o lucro" -, evitam os ter de exam inar nossos próprios im pactos.
Im aginando a existência de algum poder não identificado que nos fez vítim as - "a culpa é dessas em presas que só visam os lucros" - evitam os ter que exam inar os nossos próprios im pactos. Trata-se de um arranj o bastante conveniente que nos perm ite evitar o nosso desconforto ao confrontarm os as m aneiras com o contribuím os para o violento ataque ao m undo natural. Entretanto, na atual crise, não existem vilões ocultos, não existem grupos clandestinos conspirando pela destruição do planeta; todos nós fazem os parte de sistem as industriais e com erciais que perpetuam os nossos problem as. A triste verdade é que o nosso papel com o vítim as e vilões deve-se aos hábitos e tecnologias coletivas que herdam os de um a época m ais inocente, época na qual a vida podia ser vivida sem que tivéssem os que nos preocupar com os im pactos ecológicos das nossas próprias atividades.
As em presas reagem aos desej os dos consum idores; o livre m ercado - pelo m enos teoricam ente - nos oferece o que querem os com prar. Entretanto, isso significa que todos nós podem os nos tornar agentes ativos das m elhorias increm entais em grande escala de que necessitam os tão desesperadam ente. A inteligência que poderia nos salvar de nós m esm os exige um a consciência com partilhada e esforços coordenados de todos nós - com o com pradores, em presários e cidadãos.
Durante m ais de m il anos, Sher, um a pequena aldeia no Tibete, m anteve-se fiel à sua existência, apesar de sua desfavorável localização, em poleirada em um a saliência na escarpa de um a m ontanha. Essa aldeia do platô tibetano recebe m eros 7cm de chuvas por ano. No entanto, cada gota de chuva é coletada em um antigo sistem a de irrigação. As tem peraturas anuais m édias ficam próxim as de zero e, de dezem bro a fevereiro, os term ôm etros podem m arcar m enos 20°C. As ovelhas da região são recobertas por um a pelagem m ais espessa, capaz de m anter o calor; a lã, produzida no local, serve de m atéria-prim a para as roupas e os cobertores que aj udam os habitantes a suportar os invernos extrem am ente rigorosos com pouco aquecim ento, além de um a fogueira no centro da aldeia.
O telhado das casas de pau a pique precisa ser refeito a cada 10 anos e os salgueiros plantados ao longo dos canais de irrigação fornecem m aterial para os telhados. Sem pre que se corta um galho das árvores para utilizar no telhado, enxerta-se outro na m esm a árvore. O salgueiro dura, em m édia, 400 anos; quando um a árvore m orre, outra é plantada. O lixo hum ano é reciclado e usado com o fertilizante nas plantações de ervas, hortaliças, cevada - fonte do alim ento básico dos aldeões, tsam pa - e tubérculos, que são arm azenados para o inverno.
Durante séculos, a população de Sher m anteve-se estável, com cerca de 300 habitantes. Jonathan Rose, fundador de um m ovim ento em prol das construções "verdes", ele próprio um construtor, está aprendendo lições bastante úteis com as soluções encontradas pelo povo de Sher para sobreviver em locais perigosos com o a aldeia. Rose afirm a: "Isso é sustentabilidade de verdade: um a aldeia capaz de sobreviver em seu ecossistem a há m ais de m il anos."
Os tibetanos, obviam ente, não são os únicos a ter um a capacidade adm irável de encontrar soluções sim ples para o enorm e desafio de sobreviver, e até prosperar, nos m eios m ais inóspitos. Do círculo ártico ao Deserto de Saara, povos nativos de toda parte sobreviveram entendendo os sistem as naturais que os cercam , adaptando-se a eles e desenvolvendo estilos de vida que perm itissem um a m elhor interação com esses sistem as. A sobrevivência da pequena aldeia de Sher depende de três forças: luz do sol, água da chuva e sabedoria para usar bem os recursos na natureza.
A vida m oderna reduz essas habilidades e sabedoria; no início do século XXI, a sociedade perdeu o contato com o que talvez sej a um a sensibilidade singular, essencial à nossa sobrevivência com o espécie. As rotinas de nossa vida cotidiana estão totalm ente desconectadas de seus im pactos adversos no m undo a nosso redor; nossa m ente coletiva tem pontos cegos que desconectam nossas atividades cotidianas das crises que essas m esm as atividades criam nos sistem as naturais. Entretanto, ao m esm o tem po, o alcance global da indústria e do com ércio significa que os im pactos de nosso estilo de vida se fazem sentir em todos os cantos do planeta. Nossa espécie am eaça consum ir e destruir o m undo natural em um a velocidade que excede, e m uito, a capacidade de reconstrução do planeta.
Vej o a sabedoria que m anteve essa m inúscula aldeia do Him alaia viva ao longo de todos esses séculos com o "inteligência ecológica", nossa capacidade de nos adaptarm os a nosso nicho ecológico.' Aqui, ecológico se refere à com preensão dos organism os e de seus ecossistem as, e inteligência conota a capacidade de aprender com a experiência e lidar efetivam ente com nosso m eio am biente. A inteligência ecológica nos perm ite aplicar o que aprendem os sobre os efeitos da atividade hum ana sobre os ecossistem as no sentido de com o causar m enos danos e, m ais um a vez, viver de m odo sustentável em nosso nicho - hoj e em dia, o planeta inteiro.
As am eaças atuais exigem o desenvolvim ento de um a nova sensibilidade, a capacidade de reconhecer a rede oculta de conexões entre as atividades hum anas e os sistem as da natureza, e as sutis com plexidades de suas interseções. Esse despertar para novas possibilidades pode fazer todos, coletivam ente, abrirem os olhos, causando um a m udança em nossos pressupostos e percepções m ais básicos, m udança que im pulsionará outras no com ércio, na indústria e nas ações e nos com portam entos de cada um de nós.
Howard Gardner, psicólogo de Harvard, reinventou nossa m aneira de ver o QI argum entando haver diversas outras variedades de inteligência, além das que nos aj udam a ir bem na escola, e que essas inteligências tam bém nos perm item ir bem na vida. Gardner enum erou sete tipos de inteligência, das habilidades especiais de um arquiteto às aptidões interpessoais características dos grandes líderes e professores. Cada um a dessas inteligências, argum enta, envolve um talento ou um a habilidade singular que nos aj udou a nos adaptar aos desafios que enfrentam os na condição de espécie e que continua a beneficiar nossa vida.
A capacidade singularm ente hum ana de adaptarm os nosso estilo de vida a praticam ente qualquer um dos extrem os do clim a e da geologia que a Terra oferece certam ente é um tipo de inteligência.2 Qualquer tipo de reconhecim ento de padrões, sugere Gardner, pode ter suas raízes no ato prim al de entender com o a natureza opera, com o, por exem plo, classificar o que ocorre em que agrupam ento natural. Esses talentos foram dem onstrados por todas as culturas na adaptação ao m eio específico em que viviam .
A expressão contem porânea de inteligência ecológica am plia a capacidade do naturalista indígena de categorizar e reconhecer padrões para ciências com o quím ica, física e ecologia (entre m uitas outras), aplicando a perspectiva dessas disciplinas a sistem as dinâm icos sem pre que eles operem em qualquer escala, da m olecular à global. Esse conhecim ento do funcionam ento das coisas e da natureza inclui o reconhecim ento e a com preensão das inúm eras form as de interação entre os sistem as hum anos e os sistem as naturais, ou o que considero inteligência ecológica. Som ente um a sensibilidade abrangente com o essa pode nos perm itir enxergar as interconexões entre nossas ações e seus im pactos ocultos no planeta em nossa saúde e em nossos sistem as sociais.'
A inteligência ecológica m istura essas habilidades cognitivas com a em patia por todas as form as de vida. Assim com o a inteligência social e em ocional baseiam -se em nossa capacidade de enxergar os fatos pela perspectiva do outro, ser solidários com o outro e m ostrar nossa preocupação para com ele, a inteligência ecológica am plia essa capacidade a todos os sistem as naturais. Mostram os tal em patia sem pre que nos sentim os angustiados diante do "sofrim ento" do planeta, ou decidim os m elhorar as coisas. Essa em patia am pliada se som a a um a análise racional das causas, gerando m otivação para aj udar.
Para utilizar essa inteligência, precisam os ir além do raciocínio que isola a hum anidade da natureza; a verdade é que vivem os enredados a sistem as ecológicos e os im pactam os, para o bem ou para o m al - assim com o eles tam bém nos im pactam . Precisam os descobrir e com partilhar entre nós m esm os todas as form as de operação dessa interconexão, a fim de enxergar os padrões ocultos que conectam a atividade hum ana ao fluxo da natureza com o um todo, entender nosso verdadeiro im pacto sobre ela e aprender o que podem os fazer para m elhorar.
Estam os diante de um im passe evolutivo: a m aneira de pensar que, no passado rem oto, guiou nossa inteligência ecológica inata era absolutam ente adequada à dura realidade da pré-história. Bastava-nos a urgência natural de colocar para dentro a m aior quantidade possível de açúcares e gorduras que podíam os encontrar e, com ela, nos em pan turrarm os até a próxim a época de escassez; bastava que nosso cérebro olfativo garantisse que as toxinas provocariam náuseas e repulsa diante de alim entos estragados, e que nosso sistem a neural de alarm e nos fizesse fugir dos predadores. Essa sabedoria levou a espécie hum ana ao lim iar da civilização.
Entretanto, nos séculos que se seguiram , tornam os ineficazes as habilidades de sobrevivência de bilhões de indivíduos que vivem em m eio às tecnologias m odernas. Pressões profissionais nos levam a dom inar conhecim entos hiperespecializados e, assim , a depender de outros especialistas para a realização de tarefas fora de nossa área de especialização. Qualquer um de nós pode se destacar em um a área lim itada, m as todos nós dependem os das habilidades de especialistas -agricultores, engenheiros de software, nutricionistas, m ecânicos - para que nossa vida funcione. Não podem os m ais depender apenas de nossa sintonia com o m undo natural, tam pouco da transm issão, de geração em geração, da sabedoria local que perm itiu aos povos nativos encontrar m aneiras de viver em harm onia com o planeta no lugar onde viviam .
Os ecologistas nos dizem que todos os sistem as naturais operam em m últiplas escalas. No nível m acro, encontram -se os ciclos bioquím icos globais, com o os do fluxo de carbono, em que m udanças nas proporções de elem entos podem ser m edidas não apenas ao longo dos anos, m as tam bém ao longo dos séculos e de eras geológicas. O ecossistem a de um a floresta equilibra a com plexa interação de espécies vegetais, anim ais e de insetos, até as bactérias existentes no solo, cada qual encontrando um nicho ecológico para explorar, seus genes evoluindo j untos. No nível m icro, os ciclos seguem seu curso em um a escala de m ilím etros ou m ícrons, em questão de segundos.
A m aneira com o percebem os e entendem os tudo isso faz diferença crucial. "A m esm a árvore que com ove alguém a ponto de fazê-lo chorar de alegria é, aos outros de outra pessoa, apenas um a coisa verde no m eio do cam inho", escreveu o poeta William Blake, há dois séculos. "Há quem vej a a natureza com o algo dem asiadam ente ridículo, um a deform idade, e há quem m al a enxergue. Mas, aos olhos de um hom em de im aginação, a Natureza é a Im aginação em si. O hom em se vê com o é."
Quando se trata de ver a natureza, essas diferenças de percepção têm um a enorm e consequência. Um urso polar à deriva em um pedaço de gelo ao vento ou um a geleira despencando oferecem poderosos sím bolos dos perigos que enfrentam os com o aquecim ento global. No entanto, as verdades inconvenientes não param por aí - som ente nossa habilidade coletiva de percebê-la. Precisam os aperfeiçoar a resolução e am pliar o alcance das lentes por m eio das quais observam os a natureza de m odo a enxergar com o substâncias quím icas sintéticas afetam as células do sistem a endócrino, bem com o a lenta elevação dos níveis do m ar.
Não dispom os de sensores ou de um sistem a cerebral inato que nos possa advertir quanto às inúm eras m aneiras com o a atividade hum ana corrói o nicho planetário que habitam os. Precisam os adquirir um a nova sensibilidade a um a gam a desconhecida de am eaças, além daquelas que o radar do alarm e de nosso sistem a nervoso detecta - e aprender o que fazer a respeito delas. É aí que entra a inteligência ecológica.
O neocórtex, parte m ais com plexa do córtex cerebral, evoluiu com o nossa m ais versátil ferram enta neural para a sobrevivência - tudo que os circuitos reflexivos internos de nosso cérebro não podem nos aj udar a entender o neocórtex pode descobrir, com preender e organizar, conform e sej a necessário. Podem os apreender as consequências hoj e ocultas do que fazem os, e o que fazer a respeito delas-e, assim cultivar a capacidade adquirida de com pensar a fraqueza de nossas m aneiras préprogram adas de perceber e pensar.
A variedade de inteligência ecológica de que a hum anidade necessita tão urgentem ente dem anda que essa zona generalista trabalhe lado a lado com os m ódulos cerebrais especializados em alarm e, m edo e repulsa. A natureza proj etou o córtex olfativo para navegar em um universo natural de odores que raram ente encontram os hoj e; a rede neural da am ígdala correspondente ao alarm e dispõe de um m ecanism o inato e eficaz de reconhecim ento de um a lim itada gam a de perigos e, em grande parte, antiquada. Essas áreas não são facilm ente program adas, se é que podem ser program adas. Mas nosso neocórtex - por m eio do qual aprendem os intencionalm ente- pode com pensar nossos pontos cegos naturais.
Os odores são apenas com binações de m oléculas voláteis que flutuam de um obj eto até nosso nariz. Nosso cérebro olfativo atribui valência positiva ou negativa, separando o odor agradável do repulsivo, a carne podre do pão fresco. Mas a vida agora exige que aprendam os que o odor de tinta fresca ou o cheiro de carro novo vêm de com postos quím icos sintéticos voláteis, que agem com o toxinas no organism o e que, portanto, devem ser evitados. Assim , tam bém , precisam os adquirir um sistem a de advertência precoce aprendido para brinquedos que contêm chum bo e gases que poluem o ar que respiram os, e a tem er substâncias quím icas tóxicas em nossos alim entos que não vem os e cuj o sabor não sentim os. Entretanto, só podem os "conhecer" esses perigos indiretam ente, por m eio de descobertas científicas - um a ordem de conhecim ento diferente. O que pode acabar se tornando um a reação em ocional aprendida deve com eçar com a com preensão intelectual. A inteligência ecológica nos perm ite com preender sistem as em toda a sua com plexidade, bem com o a interação entre o m undo natural e o m undo construído pelo hom em . Mas essa com preensão dem anda um a vasta gam a de conhecim entos, tão grande que o cérebro hum ano, isoladam ente, não seria capaz de arm azená-los. Precisam os, individualm ente, da aj uda dos outros para navegar pelas com plexidades da inteligência ecológica. Precisam os colaborar.
Convencionalm ente, os psicólogos veem a inteligência com o residindo dentro do indivíduo. Entretanto, as habilidades ecológicas das quais precisam os para sobreviver hoj e precisam ser reunidas em um a inteligência coletiva, que aprendem os e dom inam os na condição de espécie e que reside de m aneira distribuída em extensas redes de pessoas. Os desafios que enfrentam os hoj e se m ostram dem asiadam ente variados, sutis e com plicados para serem entendidos e superados por um a só pessoa; seu reconhecim ento e solução exigem um enorm e esforço por parte de inúm eros especialistas, em presários e ativistas - por parte de todos nós. Com o grupo, precisam os conhecer os perigos que enfrentam os, quais são suas causas e com o podem os torná-los inofensivos, por um lado, e, por outro, enxergar as novas oportunidades que tais soluções oferecem (e precisam os da determ inação coletiva para realizar tudo isso).
Os antropólogos da evolução reconhecem as capacidades coletivas necessárias à inteligência com partilhada com o um a habilidade distintivam ente hum ana, habilidade essa que foi crucial para aj udar nossa espécie a sobreviver em suas fases iniciais.4 O acréscim o m ais recente ao cérebro hum ano inclui nosso circuito para inteligência social, que perm itiu aos prim eiros seres hum anos usarem a com plexa colaboração para caçar, reproduzir-se e sobreviver. Hoj e, precisam os tirar o m aior proveito dessas m esm as capacidades para com partilhar a cognição e sobreviver a um novo conj unto de desafios à nossa sobrevivência.
A inteligência coletiva, distribuída, dissem ina conscientização, sej a entre os am igos e a fam ília, dentro de um a em presa ou em toda um a cultura. Sem pre que um a pessoa entende parte dessa com plexa rede de causa e efeito e transm ite esse conhecim ento aos outros, esse insight torna-se parte da m em ória do grupo, a ser utilizada quando qualquer m em bro do grupo dela necessitar. Essa inteligência com partilhada cresce por m eio das contribuições dos indivíduos que dividem com os outros seus conhecim entos e sua com preensão. Portanto, precisam os de observadores, exploradores que nos alertem quanto às verdades ecológicas com as quais perdem os contato ou quanto às novas descobertas.
As grandes organizações incorporam essa inteligência distribuída. Em um hospital, um técnico de laboratório realiza bem um determ inado grupo de tarefas, um a instrum entadora cirúrgica, outro, e um radiologista, outra; a coordenação de todas essas habilidades e conhecim entos perm ite que os pacientes recebam bons cuidados. Em um a em presa, os departam entos de vendas, m arketing, finanças e planej am ento estratégico representam , cada qual, conhecim entos singulares, e as partes operam com o um todo por interm édio da com preensão coordenada e com partilhada.
A natureza com partilhada da inteligência ecológica estabelece sinergia com a inteligência social, que nos confere a capacidade de coordenar e harm onizar nossos esforços. A arte de trabalhar em grupo efetivam ente, conform e dom inada por um a equipe de excelente desem penho, associa habilidades com o em patia e a capacidade de adotar a perspectiva do outro, honestidade e cooperação, de m odo a criar elos entre as pessoas que perm itam que o ganho de inform ação agregue valor à m edida que vai passando de um a pessoa a outra. A colaboração e a troca de inform ações são vitais para o acúm ulo de insights ecológicos essenciais e do banco de dados necessário para nos perm itir agir pelo bem m aior.
As colônias e os enxam es de insetos sugerem outro sentido com o a inteligência ecológica pode ser distribuída entre nós. Em qualquer colônia de form igas, nenhum a form iga isoladam ente entende o quadro m aior ou lidera as outras form igas (a rainha sim plesm ente põe ovos); ao contrário, cada form iga segue regras básicas sim ples que funcionam bem de inúm eras m aneiras e que levam à concretização dos obj etivos de autoorganização. As form igas encontram o cam inho m ais curto para um a fonte de alim ento com regras sim ples com o seguir a trilha de ferom ônio m ais forte. A inteligência dessas colônias perm ite a concretização de um obj etivo m aior, fazendo m uitos indivíduos seguirem princípios sim ples. Nenhum deles precisa orientar os esforços do grupo para alcançar a m eta geral, tam pouco há necessidade de um diretor centralizado.
No que diz respeito a nossos obj etivos ecológicos coletivos, as regras da colônia de form igas podem ser resum idas em :