O Condenado: Drama em Três Atos e Quatro Quadros
Conselheiro (erguendo-se)
O meu depoimento é mais breve.{271}
D. Albertina (correndo para o pae)
Pela vida de minha mãe... por tudo que ha mais nobre e sancto na sua alma!..
Conselheiro
O que ha mais sancto na minha alma é a tua honra.
D. Albertina
Mas meu marido está seguro da minha innocencia, e não precisa que eu me justifique.
Conselheiro
Eu é que devo e quero justificar a tua sahida d'esta casa.
Francisco de Valladares
E quem diz a V. Ex.ª que minha mulher sae d'esta casa?{272}
Conselheiro
Nenhum direito obriga minha filha a conciliar-se tão de barato com quem a infamou. O marido que desacredita sua mulher innocente é apenas... um baixo calumniador sem direito a impôr-lhe a obrigação de o amar, e muito menos de o soffrer. Não póde a minha filha morar sob o mesmo tecto da snr.ª D. Antonia.