O Lobisomem
Cena Viii
Os mesmos e uma criada
Criada (À porta)
Sr. Carlos, onde pôs um lençol da sua cama?
Carlos
Está aqui; pega lá...
Criada
Dê cá... Faz andar a gente douda a procurar!...
(FIM DO SEGUNDO ACTO)
ACTO III
O palco, na sua maior extensão, representa a descabida de uma serra, formando uma esplanada em que assenta um arraial ou romaria. A encosta da montanha é acessível e praticável. O arraial no Minho varia, em costumes, muito pouco das outras províncias. Compete ao ensaiador idear o que lhe parecer além dos tabuleiros de beberagens, casas de pasto abarracadas, pipas de vinho dispersas, tabuleiros da roda da fortuna, jogadores de vermelhinha, cercados de parvos, turbas circulando em romaria à igreja. Desta, a frontaria deve ser bem reentrante nos bastidores para não empecer a extensão do arraial. A porta da mesma está S. Bartolomeu, santo volumoso, de ferro, e orago da freguesia, com o seu tabuleiro de flores, e moedas de cobre, que os romeiros devotamente lançam quando passam. Este santo é escoltado por dois homens de opa vermelha e lenços atados à cabeça. E imenso o estrepito de bombos, rabecas, violas, e varetas. Duas estúrdias que são organizadas por aqueles instrumentos e grande séquito de povo atravessam a cena e fazem romagem em torno da capela. Na 1.ª avultam os representantes do 1.° acto; na 2.ª, outras figuras. As cantigas são ao arbítrio da direção pela parte musica. As esturdias, depois de algumas voltas, fazem junção ao pé das pipas de vinho. João da Eira destaca-se então dos grupos com a sua filha, a sua fisionomia é abatida e magra.