O Lobisomem

Camilo Castelo Branco · Capítulo 25 de 28

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O Lobisomem

Cena X

Os mesmos e João da Eira

 

Começa a descer a gente das montanhas que estivera em observação

 

João da Eira (Trazendo um grande copo de vinho)

Bebam lá. Camaradas! Soldados e povo, são tudo irmãos... Viva a bela companhia!

 

Patrulha (Bebendo)

À sua saúde!

 

João da Eira Que lhe faça bom profício. — e é para a terra!... Quem paga é o João da Eira da Reboriça. Se por lá passarem alguma vez, não têm que preguntar,.. Vossemecês metem pela rua arriba, carregam sobre a sua esquerda, não fazem caso do quelho que vai dar à tapada do Manuel da Moita, e batem de cara na porta do meu quinteiro, que não há lá outra pintada de vermelho...

 

Patrulha

Não faltará ocasião... Adeus, Sr. Lavrador.

(Saem).

 

Justo da Eira

E viva a polícia! Então, Sr. Vigário, a rapariga está desobrigada?

 

Vigário

Deus é que o sabe... Agora resta que venha quem falta.

João da Eira

Eu vou dar uma volta a ver se o vejo... O casaco é bem conhecido...

(Sai).