Os Resgatados
33 :: O que Acontece Após a Morte?
O que Acontece Após a Morte?
S atanás, que incitou a rebelião no Céu, queria levar os habitantes da Terra a se unir a ele em sua guerra contra Deus. Adão e Eva eram perfeitamente felizes ao obedecer à lei divina – um testemunho constante contra o argumento que Satanás havia defendido no Céu de que a lei de Deus era opressora. O inimigo estava determinado a provocar a queda do casal para que pudesse tomar posse da Terra e estabelecer seu reino aqui em oposição ao Altíssimo.
Deus havia advertido Adão e Eva em relação a esse poderoso inimigo, mas Satanás atuou nas trevas, ocultando suas intenções. Usando a serpente como médium, cuja aparência na época era fascinante, disse a Eva: “Foi isto mesmo que Deus disse: ‘Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim?’ Respondeu a mulher à serpente: ‘Podemos comer do fruto das árvores do jardim, mas Deus disse: ‘Não comam do fruto da árvore que está
no meio do jardim, nem toquem nele; do contrário vocês morrerão’. Disse a serpente à mulher: ‘Certamente não morrerão! Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês, como Deus, serão conhecedores do bem e do mal’” (Gn 3:1-5).
Eva cedeu à tentação e, por meio de sua influência, Adão pecou. Eles aceitaram as palavras da serpente. Desconfiaram de seu Criador e imaginaram que Ele estivesse restringindo sua liberdade.
Mas qual era o sentido que Adão havia encontrado nas palavras: “Não comam do fruto da árvore [...] do contrário vocês morrerão”? Que ele seria promovido a uma existência superior? Adão não achava que esse fosse o significado da declaração divina. Deus declarou que, como castigo por seu pecado, ele e seus descendentes retornariam ao pó: “Você é pó, e ao pó voltará” (Gn 3:19). As palavras de Satanás “seus olhos se abrirão” demonstraram ser verdadeiras somente neste sentido: os olhos de Adão se abririam para ver o quanto eles haviam sido tolos. Eles conheceram o mal e provaram o amargo fruto de sua transgressão.
O fruto da árvore da vida tinha poder para manter a vida para sempre. Adão continuaria a ter livre acesso à árvore e nunca morreria; mas, ao pecar, foi excluído da árvore da vida e se tornou sujeito à morte. Ele perdeu a imortalidade por causa de seu pecado. Não haveria nenhuma esperança para a humanidade caída se Deus não houvesse levado a imortalidade a seu alcance por meio do sacrifício de Seu Filho. Ao passo que “a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5:12), Cristo “trouxe à luz a vida e a imortalidade por meio do evangelho” (2Tm 1:10). Só podemos receber a imortalidade por intermédio de Cristo. “Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida” (Jo 3:36).
A Grande Mentira
Aquele que prometeu a Adão vida na desobediência foi o grande enganador. E a afirmação da serpente no Éden – “Certamente não morrerão!” – foi o primeiro sermão pregado sobre a imortalidade da alma. No entanto, tal declaração, que repousa somente sobre a autoridade de Satanás, ecoa do púlpito hoje, e a maioria das pessoas a aceita prontamente,
da mesma forma que nossos pais. A sentença divina: “A alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18:20, ARA) passou a significar: A alma que pecar morrerá, mas viverá eternamente. Se Deus tivesse permitido o livre acesso de Adão e Eva à árvore da vida após a queda, o pecado teria se imortalizado. Contudo, Deus não deixou que nenhum membro da família de Adão comesse do fruto doador de vida. Por causa disso, não existe pecador imortal.
Após a queda, Satanás instruiu seus anjos a instigar nas pessoas a crença de que elas são naturalmente imortais. Após convencer os seres humanos a aceitar esse erro, os anjos maus levariam a humanidade a concluir que os pecadores viveriam em miséria eterna. O príncipe das trevas apresenta Deus como um tirano vingativo que mergulha no inferno todos aqueles que O desagradam e olha para baixo com satisfação enquanto se contorcem nas chamas eternas. Dessa maneira, aquele que deu origem a todo mal retrata o Benfeitor da raça humana com suas próprias características. A crueldade é satânica. Deus é amor. Satanás é o inimigo que nos tenta a pecar e então nos destrói se conseguir. Como é ofensivo ao amor, à misericórdia e à justiça divina ensinar que Deus atormenta os ímpios mortos em um inferno que queima pela eternidade; que, por causa dos pecados de sua breve vida na Terra, sofrem tortura enquanto Deus existir! Certo pastor muito instruído disse: “A visão dos tormentos do inferno aumentará a felicidade dos remidos para sempre, dando-lhes a consciência de como são felizes.”
Alguém é capaz de encontrar esse ensino na Palavra de Deus? Os remidos trocarão os sentimentos da humanidade comum pela crueldade dos selvagens? Nada disso! Essas coisas não são ensinos do Livro de Deus. “Juro pela Minha vida, palavra do Soberano, o Senhor, que não tenho prazer na morte dos ímpios, antes tenho prazer em que eles se desviem dos seus caminhos e vivam. Voltem! Voltem-se dos seus maus caminhos! Por que o seu povo haveria de morrer, ó nação de Israel?” (Ez 33:11).
Deus Se deleita em testemunhar torturas sem fim? Ele Se agrada com grunhidos e gritos de sofrimento das criaturas a quem mantém nas chamas? Esses sons medonhos seriam música para o ouvido do Amor infinito? Que blasfêmia terrível! A glória de Deus não aumenta por meio da manutenção do pecado vivo ao longo das eras sem fim.
A Heresia do Tormento Eterno
Males incontáveis já derivavam da heresia do tormento eterno. A religião da Bíblia, tão cheia de amor e bondade, é obscurecida pela superstição e revestida de terror. Satanás pintou o caráter de Deus com cores falsas, fazendo as pessoas temerem e até mesmo odiarem nosso misericordioso Criador. O ponto de vista repugnante em relação a Deus que se espalhou pelo mundo por meio dos ensinos do púlpito transformou milhões em céticos e descrentes.
O tormento eterno é uma das falsas doutrinas, o vinho da prostituição (Ap 14:8; 17:2) que Babilônia faz todas as nações beberem. Ministros de Cristo aceitaram essa heresia de Roma, assim como aceitaram o falso sábado. Se deixarmos a Palavra de Deus e nos apegarmos a falsas doutrinas porque nossos antepassados as ensinaram, entramos na condenação que a Bíblia pronuncia sobre Babilônia. Bebemos do vinho de sua abominação.
Muitas pessoas são levadas ao erro oposto. Veem que as Escrituras apresentam Deus como um ser amoroso e compassivo e não acreditam que Ele condenará Suas criaturas a um inferno que arderá pela eternidade. Como defendem a ideia de que a alma é naturalmente imortal, concluem que toda a humanidade será salva. Assim, o pecador pode viver em prazeres egoístas, ignorando os reclamos divinos e, mesmo assim, ser recebido em Seu favor. Essa doutrina, que leva em conta a misericórdia divina, mas ignora Sua justiça, agrada o coração não convertido.
A Salvação Universal Não é Bíblica
Aqueles que creem na salvação universal distorcem as Escrituras. O professo ministro de Cristo repete a mentira que a serpente proferiu no Éden: “Certamente não morrerão! [...] No dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês, como Deus, serão conhecedores do bem e do mal”(Gn 3:4, 5) Ele afirma que o pior dos pecadores – o assassino, o ladrão, o adúltero – entrará no gozo eterno após a morte. Não existe fábula mais agradável, planejada para agradar o coração não convertido!
Se fosse verdade que todos vão diretamente para o C éu após a morte, faríamos bem em desejar a morte, em lugar da vida. Essa crença já levou muitos a cometer suicídio. Quando se veem sobrecarregados por problemas e decepções, parece fácil para eles cortar o fio da vida e entrar na alegria do mundo eterno.
Em Sua Palavra, Deus concedeu evidências conclusivas de que castigará aqueles que desprezarem Sua lei. Ele seria misericordioso demais para executar justiça sobre o pecador? Olhe para a cruz do Calvário. A morte do Filho de Deus dá testemunho de que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23), de que toda transgressão da lei divina deve receber sua punição. Cristo, sem pecado, Se tornou pecado por nós. Ele carregou a culpa do pecado e Se escondeu da face do Pai até Seu coração se partir e Sua vida ser retirada – tudo isso para que os pecadores pudessem ser redimidos. Toda pessoa que se recusa a aceitar a expiação proporcionada por meio desse preço deve levar a própria culpa e suportar o castigo por seus pecados.
Condições Específicas
“A quem tiver sede, darei de beber gratuitamente da fonte da água da vida” (Ap 21:6). Essa promessa só se aplica a quem tiver sede. “O vencedor herdará tudo isto, e eu serei seu Deus e ele será Meu filho” (v. 7). Esse texto também especifica condições. Para herdar tudo, devemos vencer o pecado.
“Para os ímpios, no entanto, nada irá bem” (Ec 8:13). O pecador “está
acumulando ira contra si mesmo, para o dia da ira de Deus, quando se revelará o Seu justo julgamento. Deus ‘retribuirá a cada um conforme o seu procedimento’. [...] Haverá tribulação e angústia para todo ser humano que pratica o mal” (Rm 2:5, 6, 9).
“Nenhum imoral, ou impuro, ou ganancioso, que é idólatra, tem herança
no Reino de Cristo e de Deus” (Ef 5:5). “Felizes os que lavam as suas
vestes, e assim têm direito à árvore da vida e podem entrar na cidade pelas portas. Fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira” (Ap 22:14, 15).
Deus nos deixou uma declaração clara de como Ele lidará com o pecado.
“A todos os ímpios destruirá” (Sl 145:20). “Mas todos os rebeldes serão destruídos; futuro para os ímpios nunca haverá” (Sl 37:38). A autoridade do governo divino acabará com a rebelião; porém, Sua justiça ao castigar o pecado será coerente com o caráter de um Deus tão bom e misericordioso.
Deus não força a vontade. Ele não Se apraz na obediência escrava. Quer que as criaturas que criou O amem porque Ele é digno de ser amado. Deseja que Lhe obedeçam porque têm um apreço inteligente por Sua sabedoria, justiça e bondade.
Os princípios do governo de Deus se encontram em harmonia com a ordem do Salvador: “Amem os seus inimigos” (Mt 5:44). Deus executa justiça sobre os ímpios para o bem do Universo e daqueles que receberão Seus juízos. O Senhor os faria felizes se pudesse. Ele os cerca de evidências de Seu amor e os segue com ofertas de misericórdia. Mesmo assim, essas pessoas desprezam Seu amor, subvertem Sua lei e rejeitam Sua misericórdia. Mesmo recebendo constantemente Seus dons, desonram o Doador. Deus é muito paciente com a vontade própria e obstinada desses indivíduos. Mas Deus acorrentaria esses rebeldes a Seu lado, forçando-os a fazer aquilo que Ele quer?
Despreparados para Entrar no Céu
Aqueles que escolheram Satanás como líder não estão preparados para entrar na presença de Deus. Orgulho, engano, imoralidade e crueldade se tornaram traços estabelecidos em seu caráter. Como podem entrar no Céu para viver eternamente com aqueles a quem odiaram na Terra? A verdade nunca agradará o mentiroso. A mansidão nunca satisfará o arrogante. A pureza não é aceitável para o corrupto. O amor abnegado não parece atrativo para o egoísta. Que alegria o Céu poderia oferecer para aqueles que vivem tão concentrados em interesses egoístas?
Aqueles cujo coração é cheio de ódio a Deus, à verdade e à santidade serão capazes de se misturar aos habitantes do Céu e se unir a seus cânticos de louvor? Deus lhes concedeu anos de graça a fim de se prepararem para a eternidade com Ele, mas esses indivíduos nunca treinaram a mente para amar a pureza. Nunca aprenderam a linguagem do Céu. Agora é tarde demais.
Uma vida de rebelião contra Deus os tornou despreparados para o Céu. A pureza e a paz da morada celestial seriam uma tortura para eles. A glória de Deus seria um fogo consumidor. Ansiariam por fugir daquele lugar santo e aceitariam a destruição de bom grado, apenas para fugir da face dAquele que morreu para redimi-los. É a própria escolha dos ímpios que decide seu destino. Eles se excluem voluntariamente do Céu e Deus é justo e misericordioso em ratificar a escolha dessas pessoas. Assim como as águas do dilúvio, o fogo do grande dia declarará o veredito divino de que os ímpios são incuráveis. Exerceram o livre-arbítrio em revolta. Quando a vida termina, é tarde demais para transformar os pensamentos da transgressão da lei à obediência, do ódio ao amor.
Dois Destinos
“O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6:23). A vida é a herança dos justos, e a morte é o destino dos ímpios. A Bíblia traça um contraste entre “a segunda morte” e a vida eterna (Ap 20:14).
Por causa do pecado de Adão, a morte sobreveio a toda a raça humana. Por meio do plano da salvação, todos serão levantados de suas sepulturas:
“Haverá ressurreição tanto de justos como de injustos”(At 24:15), “pois da
mesma forma como em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados” (1Co 15:22). A Bíblia faz uma distinção entre as duas classes que ressuscitarão: “ Todos os que estiverem nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão; os que fizeram o bem ressuscitarão para a vida, e os que fizeram o mal ressuscitarão para serem condenados” (Jo 5:28, 29).
O Fim do Sofrimento
Aqueles que forem “considerados dignos” (Lc 20:35) da ressurreição da vida são “felizes e santos” (Ap 20:6a). “A segunda morte não tem poder sobre eles” (v. 6b). Mas quem não recebeu perdão por meio do arrependimento e da fé deve aceitar “o salário do pecado”, o castigo segundo as suas obras, que termina na “segunda morte”.
Como é impossível para Deus salvar os pecadores em seus pecados, Ele os priva da existência, da qual suas transgressões abriram mão e se mostraram indignos. “Um pouco de tempo, e os ímpios não mais existirão; por mais que você os procure, não serão encontrados” (Sl 37:10). “Serão como se nunca tivessem existido” (Ob 16). Afundam na ausência de esperança, no esquecimento eterno.
Assim Deus dará fim ao pecado. “Destruíste os ímpios; para todo o
sempre apagaste o nome deles. O inimigo foi totalmente arrasado, para sempre” (Sl 9:5, 6). De acordo com o Apocalipse, João ouviu um hino universal de louvor sem nenhuma nota de discórdia. Nenhuma alma perdida blasfemará de Deus enquanto se contorce em tormento sem fim. Nenhum ser miserável no inferno misturará seus gritos de dor aos cânticos dos salvos.
O erro da imortalidade natural é a base para a doutrina da consciência durante a morte. Assim como o tormento eterno, essa doutrina se opõe às Escrituras, à razão e ao nosso sentimento de humanidade.
De acordo com crenças populares, os remidos no Céu sabem de tudo que acontece na Terra. Mas como os mortos podem ser felizes ao saber dos problemas dos vivos e ao vê-los suportar as tristezas, decepções e angústias da vida? Como é revoltante a crença de que, assim que o fôlego deixa o corpo, a alma do impenitente é mandada para as chamas do inferno!
O que as Escrituras dizem? Os seres humanos não permanecem conscientes após a morte: “Quando o espírito deles se vai, eles voltam ao
pó; naquele mesmo dia acabam-se os seus planos” (Sl 146:4). “Os vivos sabem que morrerão, mas os mortos nada sabem [...]. Para eles o amor, o ódio e a inveja há muito desapareceram; nunca mais terão parte em nada do que acontece debaixo do sol” (Ec 9:5, 6). “A sepultura não pode louvar-Te, a morte não pode cantar o Teu louvor. Aqueles que descem à cova não podem esperar pela Tua fidelidade. Os vivos, somente os vivos, Te louvam, como hoje estou fazendo” (Is 38:18, 19). “Quem morreu não se lembra de Ti. Entre os mortos, quem Te louvará?” (Sl 6:5).
No dia de Pentecostes, Pedro declarou que “Davi morreu e foi sepultado, e o seu túmulo está entre nós até o dia de hoje. [...] Pois Davi não subiu aos Céus” (At 2:29, 34). O fato de Davi permanecer na sepultura até a ressurreição prova que os justos não vão para o Céu quando morrem.
Paulo disse: “Pois, se os mortos não ressuscitam, nem mesmo Cristo ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, inútil é a fé que vocês têm, e ainda estão em seus pecados. Neste caso, também os que dormiram em Cristo estão perdidos” (1Co 15:16-18). Se durante quatro mil anos os justos, ao morrer, tivessem ido diretamente para o Céu, como Paulo poderia ter dito que, se não há ressurreição, “os que dormiram em Cristo estão perdidos”?
Ressurreição para a Vida Eterna
Quando estava prestes a deixar os discípulos, Jesus lhes disse que logo eles voltariam para Ele. “Vou preparar-lhes lugar. E se Eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para Mim, para que vocês estejam onde Eu estiver” (Jo 14:2, 3). Paulo diz ainda que “dada a ordem, com a voz do
arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos C éus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que estivermos vivos , seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre” (1Ts 4:16, 17). E acrescentou: “Consolem-se uns aos outros com essas palavras” (v. 18). Quando o Senhor voltar, quebrará as cadeias da morte e ressuscitará os “mortos em Cristo” para a vida eterna.
Deus julgará a todos pelas coisas escritas nos livros e os recompensará de acordo com suas obras. Esse juízo não ocorre por ocasião da morte. “Estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça” (At 17:31). “Vejam, o Senhor vem com milhares de milhares de Seus santos, para julgar a todos” (Jd 14,15).
Se os mortos já estão desfrutando o C éu ou gemendo nas chamas do inferno, qual a necessidade de um juízo futuro? A mente comum é capaz de compreender a Palavra de Deus a respeito dessas coisas. Mas que pessoa sem preconceitos formados é capaz de enxergar sabedoria ou justiça na teoria atual? O justo ouvirá as palavras de aprovação divina : “Muito bem,
servo bom e fiel! [...] Venha e participe da alegria do seu senhor!” (Mt 25:21), depois de já estar vivendo na presença de Deus por eras? Os ímpios serão chamados de seu tormento a fim de receber a sentença do Juiz:
“Malditos, apartem-se de Mim para o fogo eterno” (v. 41)?
A teoria de que a alma é imortal foi uma das falsas doutrinas que Roma extraiu do paganismo. Lutero a classificou com as “fábulas monstruosas que formam parte do monturo romano de decretos”. 1 A Bíblia ensina que os mortos dormem até a ressurreição.
Imortalidade Quando Jesus voltar
Como é doce o descanso dos justos fatigados! O tempo, não importa se longo ou curto, é apenas um momento para eles. Todos dormem e então a trombeta de Deus os despertará para a imortalidade gloriosa. “Pois a
trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis [...]. Quando, porém, o que é corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal, de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: ‘A
morte foi destruída pela vitória’” (1Co 15:52, 54).
Chamados para acordar de seu sono, eles começam a pensar exatamente onde pararam. A última sensação foi o golpe da morte; o último pensamento foi de que estavam caindo sob o poder da sepultura. Quando saírem do túmulo, seu primeiro pensamento feliz ecoará na exclamação de vitória: “Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?” (v. 55).
1 E. Petavel, The Problem of Immortality , p. 255.