Os Resgatados

Ellen G. White · Capítulo 6 de 45

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Os Resgatados

4 :: Os Valdenses Defendem a Fé

Os Valdenses Defendem a Fé

 

D urante o longo período de supremacia papal, testemunhas de Deus se apegaram à fé em Cristo como o único mediador entre Deus e os seres humanos. Confiavam na Bíblia como a única regra de vida e guardavam o sábado verdadeiro. A igreja, além de os rotular como hereges, eliminava, interpretava incorretamente ou mutilava seus escritos. Ainda assim, eles permaneceram firmes.

Quase não há menção sobre eles nos registros humanos, exceto nas acusações de seus perseguidores. Roma procurava destruir tudo que era “herege”, fossem pessoas ou escritos. A igreja também tentou eliminar todos os relatos de sua crueldade em relação àqueles que dela discordavam. Antes da invenção da imprensa, os livros eram poucos; então não havia muitos recursos para impedir as forças de Roma de realizarem seus desígnios. Assim que o papado obteve poder, estendeu os braços para destruir todos aqueles que se recusavam a reconhecer sua autoridade.

Na Grã-Bretanha, o cristianismo simples criou raízes cedo, sem as corrupções da apostasia papal. A perseguição realizada por imperadores pagãos foi o único presente que as primeiras igrejas da Grã-Bretanha receberam de Roma. Muitos cristãos que fugiam da perseguição na Inglaterra encontravam refúgio seguro na Escócia. De lá, os cristãos levaram a verdade para a Irlanda, e as pessoas desses países a aceitaram com alegria.

Quando os saxões invadiram a Grã-Bretanha, o paganismo assumiu o controle, e os cristãos foram forçados a se retirar para as montanhas. Na Escócia, um século depois, a luz brilhou até terras distantes. Da Irlanda veio Columba e seus colaboradores, que transformaram a solitária ilha de Iona no centro de sua obra missionária. Dentre esses evangelistas, havia um que guardava o sábado bíblico e apresentou essa verdade ao povo. Uma escola foi fundada em Iona e missionários saíam dela para pregar na Escócia, Inglaterra, Alemanha, Suíça e até mesmo na Itália.

Roma Enfrenta a Religião Bíblica

Roma, no entanto, estava determinada a submeter a Grã-Bretanha a seu domínio. No sexto século, missionários católicos trabalharam para converter os saxões pagãos. À medida que a obra progredia, os líderes papais se levantaram contra os cristãos simples – humildes e bíblicos em seu caráter, sua doutrina e conduta. Os representantes de Roma exibiam a superstição, pompa e arrogância do sistema papal. Roma exigia que as igrejas cristãs reconhecessem o papa como seu governante. Os bretões responderam que o papa não tinha direito à supremacia dentro da igreja e que prestariam a ele apenas a submissão que é devida a todo seguidor de Cristo. Sabiam que não existia outro mestre além de Cristo.

Então o verdadeiro espírito do papado se revelou. O líder de Roma disse: “Se não aceitarem irmãos que lhes trazem paz, receberão inimigos que lhes trarão guerra”.1 Roma lançou mão de guerra e engano contra essas testemunhas da fé bíblica, até que as igrejas da Grã-Bretanha foram destruídas ou forçadas a sujeitar-se ao papa.

Nas terras além do domínio de Roma, os grupos cristãos permaneceram quase que completamente livres da corrupção papal por séculos. Continuaram a considerar a Bíblia sua única regra de fé. Esses cristãos acreditavam na permanência da lei de Deus e guardavam o sábado do quarto mandamento. As igrejas que se apegaram a essa fé e prática existiram na África Central e entre os armênios da Ásia.

Dentre os que resistiram ao poder papal durante esse período, os valdenses são os mais significativos. Dentro da própria terra na qual o sistema papal havia estabelecido sua sede, as igrejas de Piemonte mantiveram sua independência. Mas chegou o momento em que Roma insistiu em sua sujeição. Mesmo assim, alguns se recusaram a ceder ao papa ou ao bispo, determinando-se a preservar a pureza e a simplicidade de sua fé. Ocorreu uma separação. Aqueles que se apegavam à antiga fé deixaram seus lares. Alguns, deixando para trás os Alpes nativos, ergueram o estandarte da verdade em terras estrangeiras. Outros se retiraram para as fortalezas rochosas das montanhas e ali conservaram sua liberdade de adoração a Deus.

Sua crença religiosa era baseada na Palavra escrita de Deus. Esses humildes camponeses, excluídos do mundo, não haviam encontrado a verdade sozinhos em oposição aos ensinos da igreja apóstata. Herdaram as crenças religiosas de seus antepassados. Em conflito, exaltaram a fé da igreja apostólica. “A igreja do deserto”, não a orgulhosa hierarquia no trono da grande capital mundial, era a verdadeira igreja de Cristo, a guardiã dos tesouros da verdade que Deus confiara a Seu povo para que fossem contados ao mundo.

Um dos principais motivos que levou a igreja verdadeira a se separar de Roma foi o ódio desta em relação ao sábado bíblico. Conforme a profecia tinha previsto, o poder papal pisoteou a lei de Deus. As igrejas submissas ao papado eram forçadas a honrar o domingo. Cercados por erros disseminados, muitos dentre o povo verdadeiro de Deus ficaram tão confusos que, embora guardassem o sábado, também não trabalhavam aos domingos. Entretanto, isso não satisfazia os líderes papais. Eles exigiam que o povo rejeitasse o sábado e denunciavam aqueles que ousavam honrá-lo.

Séculos antes da Reforma, os valdenses tinham a Bíblia em sua língua materna. Isso os tornou alvo especial de perseguição. Declararam que Roma era a Babilônia apóstata do Apocalipse. Arriscando a própria vida permaneceram firmes, resistindo às corrupções da igreja dominante. Ao longo das eras de apostasia, houve valdenses que negaram a supremacia de Roma, rejeitaram a adoração a imagens por ser uma forma de idolatria e guardaram o sábado verdadeiro (ver o Apêndice).

Por trás das grandes paredes montanhosas, os valdenses encontraram um esconderijo. Esses fiéis eLivross mostravam aos filhos as alturas que se erguiam acima deles em majestade e falavam dAquele cujas palavras permanecem como as rochas eternas. Deus tinha colocado as montanhas seguramente em seu lugar. Nenhum braço, além do divino, seria capaz de movê-las. De igual maneira, Ele havia estabelecido Sua lei. O poder humano seria incapaz de mudar um mandamento da lei de Deus, assim como não poderia arrancar as montanhas e arremessá-las ao mar. Aqueles peregrinos não reclamavam de sua vida difícil. Nunca se sentiam solitários nas montanhas isoladas. Eles se alegravam em sua liberdade de adoração. Dos penhascos elevados, cantavam louvores, e os exércitos de Roma não podiam silenciar seus hinos de gratidão.

Princípios Valorosos da Verdade

Eles valorizavam os princípios da verdade mais do que casas e terras, amigos, familiares e a própria vida. Ensinavam aos pequenos, desde a primeira infância, a considerar sagradas as declarações da lei divina. Eram raros os exemplares da Bíblia, por isso decoravam suas preciosas palavras. Muitos eram capazes de recitar grandes trechos tanto do Antigo quanto do Novo Testamento.

Eram instruídos desde a infância a suportar dificuldades e a pensar e agir por si sós. Aprendiam a ter responsabilidades, a vigiar suas palavras e a compreender a sabedoria do silêncio. Uma única palavra descuidada que caísse nos ouvidos de seus inimigos poderia colocar em perigo a vida de centenas de fiéis, pois, como lobos que espreitam a presa, os inimigos da verdade perseguiam aqueles que ousavam reivindicar liberdade de fé religiosa.

Os valdenses trabalhavam com persistência resoluta para sua subsistência. Cada pedaço de terra cultivável nas montanhas era cuidadosamente aproveitado. Ensinavam os filhos a praticar a economia e a negação do eu. O trabalho era duro, mas saudável, do tipo que os seres humanos em seu estado decaído necessitam. Os jovens aprendiam que todas as suas capacidades pertenciam a Deus e deviam ser desenvolvidas para Seu serviço.

As igrejas dos valdenses se assemelhavam às do período apostólico. Rejeitando a supremacia de papas e bispos, ensinavam que a Bíblia é a única autoridade infalível. Seus pastores, diferentemente dos padres autoritários de Roma, alimentavam o rebanho de Deus, conduzindo-os aos verdes pastos e fontes vivas de Sua santa Palavra. As pessoas não se congregavam em igrejas magníficas ou grandes catedrais, mas nos vales alpinos ou, em tempos de perigo, em alguma fortaleza rochosa, a fim de ouvir as palavras da verdade proferidas por servos de Cristo. Os pastores não só pregavam o evangelho como também visitavam os enfermos e trabalhavam para promover a harmonia e o amor fraternal. Assim como Paulo fazia tendas, cada um aprendia algum ofício a fim de prover o próprio sustento, caso necessário.

Os jovens recebiam instrução dos pastores. A Bíblia era o principal tema de estudo. Decoravam os evangelhos de Mateus e João, bem como muitas das epístolas.

Com esforço persistente, às vezes nas cavernas escuras da Terra, iluminados por tochas, escreviam as Sagradas Escrituras, versículo por versículo. Anjos celestiais cercavam esses obreiros fiéis.

Satanás havia incitado os sacerdotes e bispos romanos a enterrar a Palavra da verdade debaixo de uma pilha de erros e superstições. De maneira notável, porém, ela foi preservada sem corrupções ao longo de toda a Idade das Trevas. Assim como a arca sobre as águas agitadas, a Palavra de Deus supera as tempestades que ameaçam sua destruição. Como uma mina com ricos veios de ouro e prata escondidos debaixo da superfície, as Sagradas Escrituras contêm tesouros da verdade que somente aquele que busca com humildade e oração pode encontrar. Deus projetou a Bíblia para ser um livro com lições para toda a humanidade, revelando a Si próprio. Cada verdade que enxergamos é uma revelação nova do caráter de seu Autor.

Alguns jovens eram enviados de suas escolas nas montanhas para instituições de ensino na França ou Itália, onde havia um campo mais amplo de estudo e observação do que nos Alpes nativos. Esses jovens eram expostos a tentações. Encontravam agentes de Satanás que tentavam incutir neles heresias sutis e enganos perigosos. Mas sua educação na infância os havia preparado para isso.

Nas escolas para onde iam, não confiavam em ninguém. Suas roupas eram feitas de maneira especial para esconder seu maior tesouro: as Escrituras. Em todos os lugares onde podiam, colocavam cuidadosamente alguma porção da Bíblia para que aqueles que pareciam abertos a receber a verdade pudessem encontrá-la. Dessa maneira, conquistaram conversos à verdadeira fé nessas instituições de ensino. Com frequência, seus princípios se espalhavam por toda a escola. No entanto, os líderes papais não conseguiam identificar a fonte da suposta “heresia”.

Treinados como Missionários

Os cristãos valdenses sentiam a solene responsabilidade de fazer sua luz brilhar. Pelo poder da Palavra de Deus, trabalhavam para quebrar o jugo que Roma impusera. Os ministros valdenses precisavam servir por três anos em algum campo missionário antes de assumir uma igreja na própria terra – uma introdução apropriada à vida pastoral em tempos difíceis. Os jovens viam diante de si não riquezas e glórias terrenas, mas trabalho duro, perigos e a possibilidade da morte de mártir. Os missionários saíam de dois em dois, assim como Jesus havia enviado Seus discípulos.

Se revelassem sua missão, a derrota seria certa. Cada ministro tinha conhecimento de algum ofício ou profissão. Assim, os missionários realizavam sua obra sob o disfarce de um trabalho secular, em geral como comerciantes ou vendedores. “Carregavam consigo seda, joias e outros artigos [...] e sempre eram bem-vindos como mercadores nos lugares em que seriam rejeitados como missionários”. 2 Em segredo, carregavam cópias da Bíblia, inteira ou em parte. Com frequência, conseguiam interessar alguém pela leitura da Palavra de Deus e deixavam uma parte dela com quem queria.

De pés descalços, roupas rústicas e manchadas pela viagem, esses missionários passavam por grandes cidades e chegavam até terras distantes. Igrejas surgiam ao longo de seu caminho, e o sangue de mártires testemunhava da verdade. Velada e em silêncio, a Palavra de Deus era recebida com alegria em muitos lares e corações.

Os valdenses acreditavam que o fim de todas as coisas não estava distante. À medida que estudavam a Bíblia, ficavam profundamente impressionados com o dever de tornar conhecidas as verdades da salvação aos outros. Encontravam conforto, esperança e paz na crença em Jesus. Enquanto a luz alegrava seu coração, ansiavam por disseminar seus raios de luz àqueles que estavam nas trevas dos erros de Roma.

Sob a orientação do papa e dos sacerdotes, a maioria das pessoas aprendia a confiar em suas boas obras para a salvação. Esses indivíduos olhavam o tempo todo para si. Sua mente refletia na própria condição pecaminosa, afligindo a alma e o corpo, sem achar alívio. Milhares consumiram a vida em celas de convento. Por meio de jejuns e açoites frequentes, vigílias da meia-noite, deitando-se em pedras frias e úmidas e fazendo longas peregrinações – assombrados pelo medo da ira vingativa de Deus – muitos sofriam continuamente, até que a natureza exausta expirava. Sem um raio de esperança desciam à sepultura.

Mostrando Cristo aos Pecadores

Os valdenses queriam muito levar a mensagem de paz nas promessas de Deus a essas pessoas famintas e lhes mostrar Cristo como a única esperança de salvação. Sabiam que a doutrina de que as boas obras podem fazer expiação pelos pecados era falsa. Os méritos do Salvador crucificado e ressurreto é o alicerce da fé cristã. Assim como o braço está ligado ao corpo, ou o ramo à videira, nós devemos depender de Cristo.

Os ensinos dos papas e sacerdotes haviam levado as pessoas a ter uma visão de Deus e até mesmo de Cristo como seres rígidos e temíveis, com tão pouca simpatia que os pecadores precisavam da mediação de sacerdotes e santos. Aqueles cuja mente havia recebido a luz ansiavam por eliminar as obstruções que Satanás tinha acumulado, para que as pessoas passassem a ir diretamente a Deus, confessassem seus pecados e encontrassem perdão e graça.

Invadindo o Reino de Satanás

Os missionários valdenses copiavam cuidadosamente porções das Sagradas Escrituras escritas com toda cautela. A luz da verdade invadia muitas mentes obscurecidas, até o Sol da Justiça brilhar com raios de cura no coração. Com frequência, o ouvinte pedia a repetição de algum trecho das Escrituras, como que se quisesse ter certeza de que havia ouvido corretamente.

Muitos percebiam como era inútil o ser humano fazer mediação em favor do pecado. Com alegria, exclamavam: “Cristo é meu sacerdote! Seu sangue é meu sacrifício. Seu altar é meu confessionário”. A torrente de luz que brilhava sobre eles era tão grande que pareciam estar no C éu. Todo temor da morte se dissipava. Podiam agora até aguardar a prisão com expectativa, se isso fosse para a honra do Redentor.

Em lugares secretos, os valdenses abriam a Palavra de Deus e a liam, às vezes para uma única pessoa, às vezes para um pequeno grupo sedento por luz. Com frequência, eles passavam a noite inteira lendo a Bíblia para os outros. As pessoas faziam perguntas como: “Deus aceitará a oferta? Ele sorrirá para ? Ele perdoará?” Então ouviam a resposta das Escrituras: “Venham a Mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e Eu lhes darei descanso” (Mt 11:28).

Felizes, aquelas pessoas voltavam para casa a fim de espalhar a luz e repetir aos outros, da melhor maneira que podiam, sua nova experiência. Haviam encontrado o caminho verdadeiro e vivo! As Escrituras falavam ao coração daqueles que ansiavam pela verdade.

O mensageiro valdense da verdade seguia seu caminho. Em muitos casos, seus ouvintes não perguntavam de onde ele viera, nem para onde iria. Ficavam tão fascinados que nem tinham a ideia de questioná-lo. Agora indagavam uns aos outros: Seria ele um anjo do C éu ?

Em muitos casos, o mensageiro da verdade conseguira chegar a outras terras ou estava morrendo aos poucos em algum calabouço. Ou ainda seus ossos já se branqueavam no lugar onde havia testemunhado da verdade. Mas as palavras que tinha deixado para trás continuavam a fazer a obra.

Os líderes papais percebiam o perigo da obra desses humildes viajantes. A luz da verdade dissiparia as nuvens pesadas de erro que envolviam o povo. Direcionaria a mente somente para Deus, resultando na eventual destruição da supremacia de Roma.

Esses viajantes, apegando-se à fé da igreja primitiva, eram um constante testemunho da apostasia romana e, por isso, eram odiados e perseguidos. Sua recusa em abrir mão das Escrituras era uma ofensa que Roma não conseguia tolerar.

Roma Decide Destruir os Valdenses

Começaram então as mais terríveis cruzadas contra o povo de Deus em suas casas da montanha. Investigadores severos foram enviados no rastro deles. Vez após vez, as forças de Roma não apenas arruinaram as terras férteis dos perseguidos, mas também destruíram suas casas e capelas. Nenhuma acusação poderia ser feita contra o caráter moral desses foragidos. Sua maior ofensa era não adorar a Deus de acordo com a vontade do papa. Como eram considerados culpados desse “crime”, cada insulto e tortura que homens ou demônios eram capazes de inventar eram lançados sobre eles.

Quando Roma decidiu exterminar o odiado grupo, o papa decretou uma bula [edito], condenando os valdenses como hereges e ordenando sua morte (ver o Apêndice). Eram acusados de preguiçosos, desonestos, desordeiros, mas declarava-se que eles tinham aparência de piedade e santidade que seduziam “as ovelhas do verdadeiro rebanho”. Esse edito convocava todos os membros da igreja a se unir na cruzada contra os hereges. Como incentivo, “dispensava todos aqueles que participassem da cruzada de qualquer juramento que houvessem feito. Legitimava o direito a qualquer propriedade adquirida de maneira ilegal e prometia o perdão dos pecados àquele que conseguisse matar algum herege. Cancelava todos os contratos feitos em favor dos valdenses, proibia todas as pessoas de lhes proporcionar qualquer auxílio e dava poder a qualquer um para tomar posse de sua propriedade”. 3 Esse documento revelava claramente o rugido do dragão, não a voz de Cristo. O mesmo espírito que crucificou a Cristo e matou os apóstolos, que moveu Nero, sedento por sangue, contra os fiéis cristãos de sua época, estava em ação para destituir a Terra daqueles que eram amados por Deus.

A despeito das cruzadas contra eles e da matança desumana que sofreram, esses indivíduos tementes a Deus continuaram a enviar missionários para espalhar a verdade preciosa. Eram caçados até a morte; mas, mesmo assim, seu sangue regava a semente que lançavam, e ela continuava dando frutos.

Dessa maneira, os valdenses testemunharam por Deus séculos antes de Lutero. Eles plantaram as sementes da Reforma que começou na época de Wycliffe, cresceu e se aprofundou nos dias de Lutero e deve ser levada adiante até o fim dos tempos.

1 J. H. Merle D’Aubigné, , livro 17, cap. 2.

2 James A. Wylie, , v. 1, cap. 7.

3 Ibid., livro 16, cap. 7.