Os Resgatados
42 :: Paz Eterna: o Fim do Conflito
Paz Eterna: o Fim do Conflito
A o fim do milênio, Cristo voltará à Terra acompanhado pelos remidos e pelas hostes angelicais. Ordenará aos ímpios mortos que ressuscitem para receber sua sentença. Eles se levantam em número incontável, como a areia do mar, trazendo sobre si os traços da doença e da morte. Que contraste com aqueles que participaram da primeira ressurreição!
Todo olho se volta para ver a glória do Filho de Deus. Em uma voz, o
vasto exército dos ímpios exclama: “Bendito é o que vem em nome do Senhor” (Mt 23:39). Não é o amor que inspira essa declaração. A força da verdade impulsiona as palavras dos lábios relutantes. Assim como os ímpios desceram à sepultura, eles saem com o mesmo ódio a Cristo e o mesmo espírito de rebelião. Não terão um novo tempo de graça durante o qual possam remediar sua vida passada.
O profeta explica: “Naquele dia os seus pés estarão sobre o monte das Oliveiras [...] e o monte se dividirá ao meio” (Zc 14:4). Ao descer do C éu, a nova Jerusalém repousa sobre o local preparado para ela . Cristo, Seu povo e os anjos entram na cidade santa.
Enquanto foi impedido de realizar sua obra de engano, o príncipe do mal sentiu-se miserável e abatido; mas, quando os ímpios mortos ressuscitam e ele vê as vastas forças a seu lado, suas esperanças revivem. Satanás decide não desistir do grande conflito. Está prestes a reunir os perdidos sob seu estandarte. Ao rejeitar a Cristo, os ímpios aceitaram o domínio do líder rebelde, e estão prontos para cumprir sua vontade. No entanto, em conformidade com suas primeiras práticas, ele não reconhece ser Satanás. Afirma ser o verdadeiro dono do mundo, cuja herança lhe foi tirada com toda injustiça. Apresenta-se como um redentor, garantindo a seus iludidos súditos que foi seu poder que os tirou da sepultura. Satanás fortalece os fracos e inspira a todos com sua energia. Ele se propõe a conduzi-los em batalha para tomar posse da cidade de Deus. Aponta para os milhões incontáveis que ressuscitaram dos mortos e declara que, como líder deles, é muito capaz de retomar seu trono e reino.
Por entre a vasta multidão estão muitos que pertenceram à raça de grande longevidade que existiu antes do dilúvio, pessoas de grande estatura e intelecto gigantesco, cujas obras extraordinárias levaram o mundo a idolatrar sua genialidade, mas cujas crueldades e práticas perversas fizeram Deus eliminá-los de Sua criação. Há reis e generais que nunca perderam uma única batalha. Na morte, esses líderes não sofreram nenhuma mudança. Ao sair do túmulo, são impulsionados pelo mesmo desejo de conquistar que os governava quando morreram.
O Ataque Final Contra Deus
Satanás consulta esses homens poderosos. Eles afirmam que o exército dentro da cidade é pequeno em comparação com o deles e pode ser derrotado. Engenheiros habilidosos constroem armas de guerra. Líderes militares recrutam os homens guerreiros, formando companhias e divisões.
Por fim, é dada a ordem de avançar, e a multidão inumerável marcha adiante, em um exército que as forças combinadas de todas as eras jamais conseguiria igualar. Satanás lidera o combate, com reis e guerreiros logo em seguida. Com precisão militar, as densas fileiras avançam pela superfície desgastada da Terra até a cidade de Deus. Por ordem de Jesus, as portas da nova Jerusalém são fechadas, e os exércitos de Satanás se preparam para o ataque.
Então Cristo aparece à vista de Seus inimigos. Bem acima da cidade, em uma base de ouro polido, há um trono. O Filho de Deus senta nesse trono, e a Seu redor estão os súditos de Seu reino. A glória do Pai eterno envolve o Filho. O resplendor de Sua presença flui para além dos portões, inundando a Terra com brilho.
Mais perto do trono estão aqueles que foram zelosos pela causa de Satanás, mas que, retirados como tições do fogo, seguiram o Salvador com intensa devoção. Em seguida estão não apenas aqueles cujo caráter foi aperfeiçoado, embora cercados por falsidade e descrença, e que honraram a lei de Deus quando o mundo a invalidou, mas também os milhões de todas as eras que sofreram martírio por sua fé. Além deles, se vê “uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas [...] com vestes brancas e segurando palmas” (Ap 7:9). Sua batalha terminou, a vitória foi conquistada. O ramo de palma é um símbolo de triunfo, e as vestes brancas consistem em um emblema da justiça de Cristo, que agora lhes pertence.
Em meio a toda a vasta multidão, não há ninguém que atribua a salvação a si mesmo, por méritos da própria bondade. Não falam nada sobre o que sofreram. O tema central de cada hino é: Salvação ao nosso Deus e ao Cordeiro.
Sentença Contra os Rebeldes
Na presença dos habitantes da Terra e do C éu reunidos, acontece a coroação do Filho de Deus. Reconhecido como governante com majestade e poder supremos, o Rei dos reis pronuncia a sentença sobre os rebeldes que transgrediram Sua lei e oprimiram Seu povo. “Vi um grande trono branco e Aquele que nele estava assentado. A Terra e o C éu fugiram da Sua presença, e não se encontrou lugar para eles. Vi também os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono, e livros foram abertos. Outro livro foi aberto, o livro da vida. Os mortos foram julgados de acordo com o que tinham feito, segundo o que estava registrado nos livros” (Ap 20:11, 12).
Quando os olhos de Jesus contemplam os ímpios, estes tomam consciência de todo pecado que haviam cometido até então. Veem como deixaram o caminho da santidade. As tentações sedutoras que os encorajaram a condescender com o pecado, os mensageiros de Deus que desprezaram, as advertências que rejeitaram, as ondas de misericórdia que seu coração teimoso e obstinado mandaram embora – tudo aparece como se estivesse escrito com letras de fogo.
Acima do trono, veem a cruz. Como em visão panorâmica, assistem às cenas da queda de Adão e os passos seguintes do plano da redenção. O nascimento humilde do Salvador; Sua vida simples; Seu batismo no Jordão; Seu jejum e a tentação no deserto; Seu ministério que trouxe bênçãos do C éu à humanidade; os dias coroados por atos de misericórdia; as noites de oração nos montes; as conspirações de inveja e maldade com que eram retribuídos Seus benefícios; Sua misteriosa agonia no Getsêmani ao sentir o peso dos pecados do mundo; Sua traição e entrega à turba assassina; os acontecimentos daquela noite de horrores – o prisioneiro que não ofereceu resistência abandonado por Seus discípulos, julgado no palácio do sumo sacerdote, na corte de Pilatos, perante o covarde Herodes, zombado, insultado, torturado e condenado à morte. Todos esses acontecimentos são vividamente retratados.
A multidão agitada assiste às cenas finais: o paciente Sofredor trilha o caminho até o Calvário; o Príncipe do Céu pendurado na cruz; os sacerdotes e rabinos zombando de Sua agonia; as trevas sobrenaturais marcando o momento em que o Redentor do mundo deixou a vida.
O terrível espetáculo aparece exatamente como aconteceu. Satanás e seus súditos não têm poder para se afastar da cena. Cada ator relembra a parte que desempenhou. Herodes, que matou as crianças inocentes de Belém; a perversa Herodias, culpada pelo sangue de João Batista; o fraco e político Pilatos; os soldados zombeteiros; a multidão irada que gritou: “Caia Seu sangue sobre nós e nossos filhos!” – todos tentam sem sucesso se esconder da majestade divina de Sua face, ao passo que os remidos lançam as coroas aos pés do Salvador, exclamando: “Ele morreu por mim!”
Ali está Nero, monstro da crueldade e dos vícios, assistindo à exaltação daqueles cristãos em cujo sofrimento de morte ele encontrava prazer satânico. A mãe dele testemunha a própria obra, vendo como os maus traços, as paixões que sua influência e seu exemplo encorajaram deram fruto por meio de crimes que fizeram o mundo estremecer.
Ali estão os sacerdotes e líderes católicos que alegaram ser embaixadores de Cristo, mas usaram a tortura, o calabouço e a fogueira para dominar Seu povo fiel. Ali estão os orgulhosos papas que se exaltaram acima de Deus e ousaram tentar mudar a lei do Altíssimo. Esses supostos pais da igreja têm uma conta a acertar com Deus. Veem tarde demais que o Onisciente faz questão de Sua lei. Descobrem agora que Cristo identifica Seus interesses com Seu povo sofredor.
Todo o mundo mau é acusado de traição ao governo do Céu. Os perdidos não têm ninguém para defender sua causa. Não têm desculpas, e Deus pronuncia contra eles a sentença de morte eterna.
Os ímpios veem aquilo que perderam por sua rebelião. “Tudo isso”, exclama o pecador perdido, “poderia ser meu! Por que fui tão cego? Troquei paz, felicidade e honra por miséria, desgraça e desespero.” Todos veem que Deus é justo ao excluí-los do Céu. Por meio de sua vida, declararam: “Não queremos que este homem [Jesus] seja nosso rei” (Lc 19:14).
A Derrota de Satanás
Como que hipnotizados, os ímpios assistem à coroação do Filho de Deus. Veem em Suas mãos as tábuas da lei divina que desprezaram. Testemunham o irromper de adoração dos salvos; e, à medida que os sons da melodia chegam às multidões que estão fora da cidade, todos exclamam: “Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações” (Ap 15:3). Prostrados com o rosto em terra, adoram o Príncipe da vida.
Satanás parece paralisado. No passado, ele havia sido um querubim cobridor então ele lembra o quanto perdeu. Foi eternamente excluído do concílio onde antes era honrado. Vê agora outro de pé junto ao Pai, um anjo de presença majestosa. Sabe que a exaltada posição daquele anjo poderia ser sua.
A memória recorda como o Céu era para ele em sua inocência, a paz e o contentamento que sentia até sua rebelião. Relembra sua obra em meio à humanidade e suas consequências – a hostilidade de uma pessoa ou de um grupo em relação a outro, a terrível destruição da vida, os tronos derrubados, as revoltas, os conflitos e as revoluções. Recorda seus constantes esforços para se opor à obra de Cristo. Ao olhar para o fruto de seu trabalho, só vê fracassos. Vez após vez, no decorrer do grande conflito, foi derrotado e forçado a ceder.
O objetivo do grande rebelde sempre foi provar que o governo de Deus era responsável pela rebelião. Ele levou grandes multidões a aceitar essa versão do grande conflito. Por milhares de anos, esse chefe da conspiração vendeu mentiras como se fossem verdades. Chegou o momento em que todos verão a história e o caráter de Satanás. Em seu último esforço para tirar Cristo do trono, destruir Seu povo e tomar posse da cidade de Deus, o arquienganador é completamente desmascarado. Aqueles que se uniram a ele verão o fracasso absoluto de sua causa.
Satanás reconhece que sua rebelião voluntária o tornou inapto para o Céu. Exercitou seus poderes para guerrear contra Deus. A pureza e a harmonia do Céu seriam uma suprema tortura para ele. O inimigo se prostra e admite a justiça de sua sentença.
Cada pergunta sobre a verdade e o erro no longo conflito está agora completamente respondida. O Universo inteiro viu as consequências da rejeição à lei de Deus. Por toda a eternidade, a história do pecado servirá de testemunha de que a felicidade de todos os seres que o Senhor criou depende da existência de Sua lei. O Universo inteiro, tanto os leais quanto os rebeldes, em uma voz declarará: “Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações” (Ap 15:3).
Chegou a hora de Cristo ser glorificado acima de todo nome. Pela alegria apresentada diante de Si – para que pudesse trazer muitos filhos e filhas para a glória – Ele suportou a cruz. Jesus contempla os remidos, renovados em Sua própria imagem. Observa neles o resultado dos labores de Sua alma e fica satisfeito (Is 53:11). Em uma voz que todos, justos e ímpios, conseguem ouvir, Ele declara: “Vejam o que Meu sangue comprou! Por estes sofri, por estes morri.”
O Fim Violento dos Í mpios
O caráter de Satanás permanece o mesmo. A rebelião surge novamente como uma enchente furiosa. Determina-se a não abrir mão da última batalha desesperada contra o Rei do C éu. Dentre todos os incontáveis milhões que ele arrastou para a rebelião, nenhum se propõe a seguir sua liderança. O mesmo ódio a Deus que inspira Satanás enche os ímpios, mas eles percebem que sua causa não tem esperança. “Porque você pensa que é sábio, tão sábio quanto Deus, trarei estrangeiros contra você, das mais impiedosas nações; eles empunharão suas espadas contra a sua beleza e a sua sabedoria e traspassarão o seu esplendor fulgurante. Eles o farão descer à cova [...]. Por isso Eu o lancei [...] e o expulsei, ó querubim guardião, do meio das pedras fulgurantes. [...] Por isso Eu o atirei à terra; fiz de você um espetáculo para os reis. [...] Por isso fiz sair de você um fogo, que o consumiu, e reduzi você a cinzas no chão, à vista de todos os que estavam observando. [...] chegou o seu terrível fim, você não mais existirá” (Ez 28:6-8, 16-19).
“O Senhor está indignado contra todas as nações” (Is 34:2). “Sobre os
ímpios Ele fará chover brasas ardentes e enxofre incandescente; vento ressecante é o que terão” (Sl 11:6). Desce da parte de Deus fogo do Céu. A terra se abre. Chamas devoradoras irrompem de todo abismo crescente. Todas as rochas estão incandescentes. Os elementos se derretem com calor fervente, a Terra também e as obras que nela se encontram são queimadas (2Pe 3:10). A superfície da Terra parece uma única massa fundida – um
vasto e fervente lago de fogo. “Será o dia da vingança do Senhor, ano de retribuições pela causa de Sião” (Is 34:8, ARA).
Os ímpios são castigados “conforme o seu procedimento” (Rm 2:6). Satanás sofrerá não só pela própria rebelião, mas também por todos os pecados que levou o povo de Deus a cometer. Nas chamas, os ímpios finalmente serão destruídos, raiz e ramo – Satanás a raiz, seus seguidores os ramos. Os malfeitores receberam a penalidade completa da lei; as exigências da justiça foram cumpridas. A obra de ruína causada por Satanás terminou para sempre. As criaturas de Deus estarão para sempre livres de suas tentações.
Enquanto a Terra está envolta pelo fogo, os justos estão seguros na cidade santa. Para os ímpios, Deus é um fogo consumidor; mas, para Seu povo, Ele é escudo (Ap 20:6; Sl 84:11).
Nosso Lar Final
“Então vi novos céus e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado; e o mar já não existia” (Ap 21:1). O fogo que consome os ímpios purifica a Terra. Cada traço da maldição é eliminado. Nenhum inferno a queimar eternamente manterá os resgatados pensando nas terríveis consequências do pecado.
Lembrete dos Resultados do Pecado
Só um lembrete permanece: nosso Redentor sempre levará as marcas de Sua crucifixão, os únicos traços da obra cruel que o pecado realizou. Ao longo das eras eternas, as feridas do Calvário revelarão Seu louvor e declararão Seu poder.
Cristo garantiu a Seus discípulos que foi preparar um lar para eles na casa do Pai. A linguagem humana é incapaz de descrever a recompensa dos justos. Somente aqueles que virem a conhecerão de verdade. Nenhuma mente finita é capaz de compreender a glória do Paraíso de Deus!
A Bíblia chama a herança dos santos de “pátria” (Hb 11:14-16). Lá o Pastor celestial conduzirá seu rebanho a fontes de água viva. Haverá torrentes sempre a fluir, claras como cristal e, além delas, árvores a balançar lançam sua sombra sobre os caminhos que Deus preparou para os resgatados do Senhor. Amplas planícies se erguem em belas colinas, e as montanhas de Deus erguem seus altos cumes. Nesses pacíficos prados, além das fontes vivas, o povo de Deus, por tanto tempo peregrino e errante, encontrará um lar.
“Construirão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão do seu fruto. Já não construirão casas para outros ocuparem, nem plantarão para outros comerem. [...] Os meus escolhidos esbanjarão o fruto do seu trabalho.” “O deserto e a terra ressequida se regozijarão; o ermo exultará e florescerá como a tulipa.” “O lobo viverá com o cordeiro, o leopardo se deitará com o bode [...] e uma criança os guiará. [...] Ninguém fará nenhum mal, nem destruirá coisa alguma em todo o Meu santo monte” (Is 65:21, 22; 35:1; 11:6, 9).
Não existirá dor no Céu. Não haverá mais lágrimas, nem funerais. “Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou” (Ap 21:4). “Nenhum morador de Sião dirá: ‘Estou doente!’ E os pecados dos que ali habitam serão perdoados” (Is 33:24).
Ali está a Nova Jerusalém, a capital da nova Terra glorificada. “O seu brilho era como o de uma joia muito preciosa, como jaspe, clara como cristal” (Ap 21:11). “As nações andarão em sua luz, e os reis da Terra lhe trarão a sua glória” (v. 24). “O tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais Ele viverá. Eles serão os Seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus” (v. 3).
Na cidade de Deus, “não haverá mais noite” (Ap 22:5). Não haverá cansaço. Sempre sentiremos o frescor da manhã e sempre estaremos distantes de seu fim. A luz do Sol será superada por um resplendor que não é dolorosamente ofuscante, mas excede sem medida o brilho do meio-dia. Os remidos andarão na glória do dia perene.
“Não vi templo algum na cidade, pois o Senhor Deus todo-poderoso e o Cordeiro são o seu templo” (Ap 21:22). O povo de Deus terá o privilégio de interagir livremente com o Pai e o Filho. Agora vemos a imagem de Deus como algo em espelho, mas então O veremos face a face, sem um véu entre nós, para obscurecer.
O Triunfo da Lei do Amor
Foi o próprio Deus quem plantou o amor e a simpatia no coração humano e, no C éu, esses sentimentos encontrarão sua mais doce e verdadeira expressão. A comunhão pura com os seres santos e com os fiéis de todas as eras, os laços sagrados que unirão “toda a família nos C éus e na Terra” (Ef 3:15) ajudarão a completar a felicidade dos remidos.
Ali, com delícias que não terão fim, a mente dos imortais estudar á as maravilhas do poder criador, os mistérios do amor redentor. Cada aspecto da mente será desenvolvido, e cada capacidade, ampliada. O aprendizado não esgotará as energias. Os remidos poderão desenvolver as mais grandiosas iniciativas, alcançar seus mais elevados objetivos e cumprir suas mais nobres ambições. Ainda assim, encontrarão alturas mais elevadas a conquistar, novas maravilhas para admirar, novas verdades para compreender, objetos inéditos para atrair as capacidades da mente, da alma e do corpo.
Todos os tesouros do Universo serão descortinados para os remidos de Deus. Sem a limitação da mortalidade, voarão incansavelmente para mundos distantes. Os filhos da Terra entrarão na alegria e sabedoria dos seres não caídos e compartilharão dos tesouros de conhecimento que estes adquiriram ao longo das eras sem fim. Com a visão livre de impedimentos, contemplarão a glória da criação – sóis, estrelas e sistemas, todos em sua ordem designada, circulando o trono de Deus.
À medida que os anos da eternidade passarem, mais revelações gloriosas serão feitas em relação a Deus e a Cristo. Quanto mais aprendermos sobre Deus, mais admiraremos Seu caráter. Quando Jesus abrir para os remidos as riquezas da redenção e as conquistas extraordinárias obtidas no grande conflito com Satanás, o coração dos salvos se alegrará com devoção e miríades de miríades de vozes vão se unir em um poderoso coro de louvor.
“Todas as criaturas existentes no c éu, na terra, debaixo da terra e no mar, e tudo o que neles há, [...] diziam: ‘Àquele que está assentado no trono e ao Cordeiro sejam o louvor, a honra, a glória e o poder, para todo o sempre!” (Ap ٥:١٣).
O grande conflito terminou. Pecado e pecadores já não existem. O Universo inteiro está purificado. Um único pulso de harmonia e júbilo ecoa pela vasta criação. DAquele que criou todas as coisas, fluem luz, vida e felicidade através do espaço ilimitado. Desde o menor dos átomos, até o maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua beleza imaculada e alegria perfeita, declaram que Deus é amor.