Os Resgatados

Ellen G. White · Capítulo 3 de 45

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Os Resgatados

1 :: Uma Previsão do Destino do Mundo

Uma Previsão do Destino do Mundo

 

D o alto do Monte das Oliveiras, Jesus olhou para Jerusalém. A construção magnífica do templo estava plenamente à vista. Ao se pôr, o sol iluminava as paredes de mármore branquíssimo e resplendia na torre e no pináculo dourados. Que filho de Israel seria capaz de contemplar essa cena sem se emocionar com alegria e admiração? Mas eram outros os pensamentos que ocupavam a mente de Jesus. “Quando Se aproximou e viu

a cidade, Jesus chorou sobre ela” (Lc 19:41).

As lágrimas de Jesus não eram por Si mesmo, muito embora à Sua frente se encontrasse o Getsêmani, a cena da agonia que se aproximava, e o Calvário, o lugar de Sua crucifixão, não ficasse distante. Não eram essas cenas que lançavam sombra sobre Ele naquela ocasião de alegria. Ele chorava pelos milhares de condenados em Jerusalém.

Jesus viu a história de mais de mil anos do favor especial de Deus e Seu cuidado protetor pelo povo escolhido. Deus havia honrado Jerusalém acima de toda a Terra. O Senhor escolhera “Sião, com o desejo de fazê-la Sua habitação” (Sl 132:13). Ao longo de eras, santos profetas deram suas mensagens de advertência. Diariamente, os sacerdotes ofereciam o sangue de cordeiros, apontando para o Cordeiro de Deus.

Se a nação de Israel houvesse preservado sua lealdade ao Céu, Jerusalém teria permanecido para sempre como a cidade escolhida. Mas a história do povo que Deus favoreceu teve um histórico de apostasia e rebelião. Com o amor maior do que de um pai carinhoso, Deus teve “compaixão de Seu povo e do lugar de Sua habitação” (2Cr 36:15). Quando apelos e repreensões falharam, o Senhor enviou o melhor presente dos Céus, o próprio Filho, a fim de insistir com a cidade impenitente.

Por três anos, o Senhor de luz e glória andou em meio a Seu povo, “fazendo o bem e curando todos os oprimidos pelo diabo”, libertando os cativos, restaurando a vista aos cegos, fazendo os coxos andarem, os surdos ouvirem e pregando o evangelho aos pobres (At 10:38; Lc 4:18; Mt 11:5).

Jesus viveu como um andarilho sem lar a fim de ministrar às necessidades das pessoas e a suas angústias, suplicando que aceitassem o dom da vida. As ondas de misericórdia, rebatidas pelos corações obstinados, retornavam em maré mais forte de amor simpático e inexprimível. Mesmo assim, Israel rejeitou seu melhor Amigo e único Ajudador, desprezando os apelos de Seu amor.

O tempo de esperança e perdão rapidamente se passava. A nuvem que vinha se acumulando ao longo de eras de apostasia e rebelião estava prestes a desabar sobre o povo culpado. Os israelitas ridicularizaram, abusaram e rejeitaram o Único capaz de salvá-los do destino que se aproximava e logo O crucificariam.

Ao olhar para Jerusalém, Cristo viu diante de Si a ruína de toda uma cidade e nação. Viu o anjo destruidor com a espada levantada contra a cidade que por tanto tempo fora a morada de Deus. Do mesmo local que Tito e seu exército ocupariam posteriormente, ele olhou pelo vale pelos átrios sagrados e passarelas cobertas do templo. Com os olhos cheios de lágrimas, Ele viu as forças estrangeiras cercando os muros. Ouviu o ruído dos passos dos exércitos marchando para guerrear, a voz de mães e filhos clamando por alimento na cidade sitiada. Viu o templo santo de Jerusalém, seus palácios e suas torres serem entregues às chamas, transformando-se em um montão de ruínas incandescentes.

Olhando ao longo das eras, Ele viu o povo da aliança disperso em todas as terras, “como navios naufragados em uma praia deserta”. A piedade divina e Seu amor anelante encontraram voz nas palavras de lamento: “Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes Eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus

pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram” (Mt 23:37).

Cristo viu Jerusalém como símbolo do mundo endurecido em descrença e rebelião, apressando-se para enfrentar os juízos de Deus. Seu coração se emocionou em piedade pelos aflitos e sofredores da Terra. Como desejava conceder alívio a todos! Estava disposto a dar Seu último fôlego de vida para colocar a salvação a seu alcance.

A Majestade do Céu em lágrimas! Essa cena mostra como é difícil salvar os culpados das consequências de violar a lei de Deus. Jesus viu o mundo envolvido em engano semelhante ao que causou a destruição de Jerusalém. O grande pecado dos judeus foi rejeitar a Cristo. O grande pecado do mundo seria rejeitar a lei de Deus, o fundamento de Seu governo no Céu e na Terra. Milhões de escravos do pecado, condenados à segunda morte, se recusariam a ouvir as palavras da verdade em seu dia de oportunidade .

O Magnífico Templo é Condenado

Dois dias antes da Páscoa, Cristo foi novamente com os discípulos ao Monte das Oliveiras, que dava vista para a cidade. Mais uma vez, contemplou o templo em seu magnífico esplendor, uma coroa de joia. Salomão, o mais sábio dos monarcas de Israel, fez o primeiro templo, a mais esplendorosa construção que o mundo já viu. Depois que Nabucodonosor o destruiu, foi reconstruído cerca de quinhentos anos antes do nascimento de Cristo.

O segundo templo não foi tão grandioso quanto o primeiro. Nenhuma nuvem de glória e nenhum fogo do Céu desceram sobre seu altar. A arca, o propiciatório e as tábuas da lei não estavam lá. Nenhuma voz do Céu revelou ao sacerdote a vontade de Deus. O segundo templo não foi honrado com a nuvem da glória de Deus, mas com a presença viva daquele que é o próprio Deus revelado em carne. O “Desejado de todas as nações” foi ao templo quando o Homem de Nazaré ensinou e curou em seus átrios sagrados. Mas Israel recusou esse Dom do Céu. Quando o humilde Mestre deixou suas portas douradas naquel e dia, a glória partiu do templo para sempre. As palavras do Salvador se cumpriram: “Eis que a casa de vocês ficará deserta” (Mt 23:38).

Os discípulos ficaram surpresos com a predição da destruição do templo feita por Cristo e quiseram entender o que Suas palavras significavam. Herodes, o Grande, havia doado generosamente tesouros tanto romanos quanto judaicos para o templo. Blocos gigantescos de mármore branco foram enviados de Roma, formando parte de sua estrutura. Os discípulos chamaram a atenção para eles, dizendo: “Olha, Mestre! Que pedras enormes! Que construções magníficas!” (Mc 13:1).

Jesus deu uma resposta solene, que os deixou perplexos: “Eu lhes garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas” (Mt 24:2). O Senhor havia contado aos discípulos que viria uma segunda vez. Por isso, quando mencionou os juízos sobre Jerusalém, a mente deles se voltou para essa vinda e perguntaram: “Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da Tua vinda e do fim dos tempos?” (Mt 24:3).

Cristo lhes apresentou uma síntese de acontecimentos importantes antes do fim dos tempos. A profecia que proferiu tinha dois significados. Enquanto prefigurava a destruição de Jerusalém, também predizia os terrores do grande dia final.

Recairiam juízos sobre Israel por rejeitar e crucificar o Messias. “Assim, quando vocês virem ‘o sacrilégio terrível’, do qual falou o profeta Daniel, no Lugar Santo – quem lê, entenda – então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes (Mt 24:15, 16; Lc 21:20, 21). Quando os estandartes pagãos dos romanos fossem fincados no solo sagrado fora dos muros da cidade, os seguidores de Cristo deveriam fugir em busca de segurança. Para escapar, não deveriam permitir nenhuma demora. Por causa de seus pecados, Deus havia decretado juízo contra Jerusalém. Sua descrença obstinada tornara certa sua ruína.

Os habitantes de Jerusalém acusaram Cristo de ser a causa de todos os problemas que lhes sobrevieram por causa dos próprios pecados. Embora soubessem que Ele não tinha pecado, declararam que Sua morte era necessária para a segurança da nação. Concordaram com a decisão do sumo sacerdote de que seria melhor um homem morrer do que a nação inteira perecer (Jo 11:47-53).

Enquanto matavam o Salvador porque Ele havia condenado seus pecados, consideravam-se o povo favorecido de Deus e esperavam que o Senhor os livrasse de seus inimigos!

A Longanimidade de Deus

Por quase quarenta anos, o Senhor adiou Seus juízos. Ainda havia muitos judeus que desconheciam o caráter e a obra de Cristo. E os filhos não tinham a luz que seus pais haviam rejeitado. Deus fez a luz brilhar sobre eles por meio da pregação dos apóstolos. Eles veriam como as profecias haviam se cumprido não só por meio do nascimento e da vida de Cristo, mas também de Sua morte e ressurreição. Deus não condenou os filhos pelos pecados dos pais; mas, quando aqueles rejeitaram a luz adicional que lhes concedeu, tornaram-se participantes dos pecados de seus progenitores e encheram a taça de sua iniquidade.

Em sua recusa obstinada em se arrepender, os judeus rejeitaram a última oferta de misericórdia. Então Deus retirou deles Sua proteção. A nação foi deixada sob o controle do líder que havia escolhido. Satanás incitou as paixões mais vorazes e baixas. As pessoas perderam a razão. Passaram não só a ser controladas por impulso e raiva cega, mas a ser satânicas em sua crueldade. Amigos e parentes traíam uns aos outros. Pais matavam os filhos; e filhos, os pais. Os governantes não tinham poder para se dominar. As paixões descontroladas os tornavam tiranos. Os judeus aceitaram falso testemunho para condenar o Filho de Deus inocente. Agora, acusações falsas tornavam incerta sua vida. O temor do Senhor não os incomodava mais. Satanás era o chefe da nação.

Líderes de grupos opostos atacavam as forças uns dos outros e matavam sem clemência. Nem mesmo a santidade do templo era capaz de restringir essas lutas vorazes. O santuário era contaminado com os corpos dos mortos. No entanto, os líderes por trás dessa obra maligna declaravam que não temiam que Jerusalém fosse destruída, pois era a cidade do próprio Deus! Até mesmo enquanto legiões romanas cercavam o templo, muitos judeus ainda acreditavam fortemente que o Altíssimo interviria para derrotar seus inimigos. Mas Israel voltara as costas à proteção divina e agora não tinha defesa alguma.

Presságios do Desastre

Todas as predições que Cristo dera sobre a destruição de Jerusalém se cumpriram ao pé da letra. Sinais e maravilhas surgiram. Por sete anos, um homem subia e descia as ruas de Jerusalém, anunciando os desastres por vir. Esse estranho homem foi preso e açoitado; mas, diante do insulto e do abuso, respondeu apenas: “Ai, ai para Jerusalém!” Ele foi morto no cerco que predisse. 1

Nenhum cristão morreu na destruição de Jerusalém. Depois que os romanos, sob a liderança de Céstio, cercaram a cidade, abandonaram o cerco inesperadamente quando tudo parecia pronto para o ataque. O general romano retirou suas forças sem nenhum motivo aparente. Os cristãos que aguardavam reconheceram o sinal prometido (Lc 21:20, 21).

Deus governou os acontecimentos de tal maneira que nem os judeus, nem os romanos poderiam impedir a fuga dos cristãos. Quando Céstio se retirou, os judeus os perseguiram; e, enquanto os dois exércitos estavam engajados no conflito, os cristãos de toda a terra conseguiram escapar para um lugar seguro, a cidade de Pella, sem sofrer interferências.

As forças judaicas perseguiram Céstio e seu exército e atacaram por trás as forças em fuga. Os romanos só conseguiram fazer sua retirada com grande dificuldade. Os judeus retornaram para Jerusalém em triunfo com seus espólios. No entanto, esse aparente sucesso só lhes causou mal. Inspirou neles o espírito de obstinada resistência aos romanos, o qual logo levou sofrimento indescritível à cidade condenada.

Terríveis foram os desastres que recaíram sobre Jerusalém quando Tito retomou o cerco. A cidade foi sitiada na época da Páscoa, ocasião em que milhões de judeus estavam reunidos dentro de seus muros. Suprimentos alimentares haviam sido destruídos em vingança das facções rivais. Os habitantes então vivenciaram os horrores da fome. As pessoas roíam o couro dos cintos, das sandálias e da cobertura de seus escudos. Grande número saía furtivamente à noite para pegar plantas silvestres que cresciam fora dos muros, mesmo que os romanos matassem a muitos com cruel tortura. Com frequência, os que conseguiam retornar em segurança eram roubados e perdiam o que haviam encontrado. Maridos roubavam da esposa e esposas, do marido. Filhos tiravam o alimento da boca dos pais idosos.

Os líderes romanos fizeram todos os esforços para infundir terror aos judeus e levá-los a se render. Os prisioneiros que resistiam à captura eram açoitados, torturados e crucificados em frente aos muros da cidade. Ao longo do vale de Josafá e no Calvário, os romanos colocaram cruzes em grande quantidade. Mal havia espaço para se mover entre elas. Essas coisas cumpriram a terrível maldição dita perante Pilatos, na cena do julgamento

de Cristo: “Que o sangue dEle caia sobre nós e sobre nossos filhos!” (Mt 27:25).

Tito se encheu de terror quando viu os corpos em montes jogados nos vales. Como alguém em transe, olhou para o magnífico templo e deu a ordem de que ninguém tocasse em nenhuma de suas pedras. Fez um sério apelo para que os líderes judeus não o forçassem a contaminar com sangue aquele local sagrado. Se lutassem em qualquer outro local, nenhum romano violaria a santidade do templo! O próprio Josefo implorou que se rendessem, salvando a si mesmos, sua cidade e seu local de adoração. Mas, com maldições amargas, arremessaram dardos em seu último mediador humano. Os esforços de Tito para salvar o templo foram em vão. Alguém maior do que ele havia declarado que não restaria pedra sobre pedra.

Por fim, Tito decidiu tomar o templo, determinado, se possível, a salvá-lo da destruição. Mas as tropas desconsideraram suas ordens. Um soldado jogou uma tocha acesa em uma abertura do pórtico. Imediatamente, as salas revestidas de cedro em torno do local sagrado estavam em chamas. Tito se apressou até o local e ordenou aos soldados que apagassem o fogo. Suas palavras não foram ouvidas. Em fúria, os soldados jogaram tochas incandescentes nas salas anexas ao templo e mataram aqueles que estavam abrigados ali. Sangue corria pelos degraus do templo como se fosse água.

Depois que o templo foi destruído, a cidade inteira sucumbiu aos romanos. Os líderes dos judeus abandonaram suas torres inexpugnáveis. Tito declarou que tinha sido Deus quem os entregara em suas mãos, pois nenhuma máquina de guerra, por mais poderosa que fosse, seria capaz de vencer aquelas defesas estupendas. Tanto a cidade quanto o templo foram destruídos até os alicerces, e o solo, sobre o qual a santa casa ficava, estava arado “como um campo” (Jr 26:18). Mais de um milhão de pessoas morreram. Os sobreviventes foram levados cativos, vendidos como escravos, arrastados até Roma, jogados às bestas selvagens nos anfiteatros ou dispersos como peregrinos sem lar pela Terra.

Os judeus encheram por si sós a taça da vingança. Todos os problemas que se seguiram à sua dispersão foram a colheita daquilo que as próprias mãos haviam plantado. “Você foi destruído, ó Israel [...]. Seus pecados causaram sua queda!” (Os 13:9; 14:1). As pessoas costumam dizer que os sofrimentos dos judeus foram um castigo por decreto direto de Deus. É assim que o grande enganador tenta esconder a própria obra. Ao rejeitar de maneira obstinada o amor e a misericórdia divina, os judeus causaram a retirada da proteção divina sobre eles.

Não temos como saber o quanto devemos a Cristo a paz e proteção que desfrutamos. O poder refreador de Deus impede que a humanidade se coloque sob o controle total de Satanás. Os desobedientes e ingratos têm todos os motivos para agradecer pela misericórdia divina. Mas, quando as pessoas passam dos limites dos apelos pacientes de Deus, a força refreadora é retirada. Deus não age como executor da sentença contra a transgressão. Ele deixa os que rejeitam à Sua misericórdia colherem o que plantaram. Cada raio de luz rejeitado é uma semente lançada e produz uma colheita infalível. Quando se resiste com persistência ao Espírito de Deus, Ele, por fim, Se retira. Então não resta poder para controlar os desejos maus do coração, nenhuma proteção contra a maldade e o ódio de Satanás.

O Perigo de Resistir ao Chamado de Deus

A destruição de Jerusalém é uma solene advertência a todos que resistem às súplicas da misericórdia divina. A profecia do Salvador concernente aos juízos sobre Jerusalém terá outro cumprimento. No destino da cidade escolhida, podemos enxergar a ruína de um mundo que tem rejeitado a misericórdia divina e pisoteado Sua lei. Tenebrosos são os registros da miséria humana que a Terra testemunha. Terríveis são os resultados de rejeitar a autoridade do Céu. Porém, uma cena ainda mais escura é apresentada nas revelações do futuro. Quando o Espírito de Deus, que refreia o mal, for completamente retirado, sem conter a explosão das paixões humanas e da ira satânica, o mundo verá as consequências do domínio de Satanás como nunca antes.

Nesse dia, assim como por ocasião da destruição de Jerusalém, o povo de Deus será livrado. Cristo virá uma segunda vez a fim de levar os fiéis para

junto de Si. “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as

nações da Terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória. E Ele enviará os Seus anjos com grande

som de trombeta, e estes reunirão os Seus eleitos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt 24:30, 31).

As pessoas devem tomar cuidado para não negligenciar as palavras de Cristo. Assim como Jesus advertiu os discípulos quanto à destruição de Jerusalém para que pudessem fugir, Ele avisou o mundo sobre o dia da destruição final. Todos aqueles que escolherem, podem escapar da ira

vindoura. “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações estarão em angústia e perplexidade com o bramido e a agitação do mar” (Lc 21:25; ver também Mt 24:29; Mc 13:24-26; Ap 6:12-17). “Portanto, vigiem”, são as palavras do conselho de Cristo (Mc 13:35). Aqueles que obedecerem à advertência não serão deixados na escuridão.

O mundo não está mais preparado para crer na mensagem desta vez do que na época em que os judeus receberam a advertência do Salvador sobre Jerusalém. Não importa quando virá, o dia do Senhor chegará de surpresa para os ímpios. Enquanto a vida prossegue de forma costumeira, enquanto as pessoas estão absorvidas em prazeres, negócios, no acúmulo de dinheiro, enquanto os líderes religiosos louvam o progresso do mundo, e as pessoas são entorpecidas por uma falsa segurança – então, como o ladrão à meia-noite entra furtivamente na casa desprotegida, súbita destruição sobrevirá aos maus e descuidados “e de modo nenhum escaparão” (1Ts 5:2-5). 1 Henry Hart Milman, , livro 13.