Os Resgatados

Ellen G. White · Capítulo 37 de 45

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Os Resgatados

35 :: Ameaça à Liberdade de Consciência

Ameaça à Liberdade de Consciência

 

O s protestantes hoje veem o catolicismo de maneira muito mais favorável do que anos atrás. Nos países em que o catolicismo assumiu uma postura pacífica a fim de conquistar influência, cresce a opinião de que Roma não difere tanto sobre os pontos vitais quanto supúnhamos e que, com um pouquinho de concessão da nossa parte, chegaremos a um acordo mais amistoso com a Igreja Católica. Há algum tempo, os protestantes ensinavam os filhos que buscar harmonia com Roma seria deslealdade a Deus. Como são diferentes os sentimentos que as pessoas exprimem hoje!

Os defensores do papado alegam que a igreja foi descrita de maneira enganosa e que é injusto julgar a igreja de hoje por seu reinado durante os séculos de ignorância e escuridão. Dão como desculpa para a terrível crueldade da igreja os costumes severos da época.

Essas pessoas se esqueceram da afirmação de infalibilidade proveniente desse poder? Roma declara que “a igreja , nem jamais, de acordo com as Escrituras, ”.1

A igreja papal nunca abrirá mão de sua reivindicação à infalibilidade. Se os governos seculares removessem as atuais restrições e Roma retomasse seu poder anterior, rapidamente ocorreria o despertamento da tirania e perseguição eclesiástica.

É real que existem cristãos verdadeiros dentro da fé católica romana. Milhares dessa igreja servem a Deus de acordo com a melhor luz que receberam. O Senhor olha com misericordiosa ternura para as pessoas que foram educadas em uma fé tão enganosa e insatisfatória. Ele levará raios de luz a penetrar nas trevas, e muitos ainda se unirão a Seu povo.

O catolicismo romano como sistema não está em maior harmonia com o evangelho de Cristo hoje do que em qualquer época anterior. A Igreja Católica usa todos os recursos à sua disposição para readquirir o controle do mundo, reinstituir a perseguição e desfazer tudo aquilo que o protestantismo realizou. O catolicismo está conquistando território de todos os lados. Veja o número cada vez maior de suas igrejas. Observe a popularidade de suas faculdades e seminários, tão frequentados por protestantes. Olhe o crescimento do ritualismo na Inglaterra e a deserção frequente para as fileiras dos católicos.

Compromissos e Concessões

Os protestantes têm apoiado o catolicismo. Têm assumido compromissos e feito concessões que os próprios católicos se surpreendem ao ver. As pessoas estão fechando os olhos para o verdadeiro caráter do romanismo. É necessário resistir aos avanços desse perigoso adversário da liberdade civil e religiosa.

O catolicismo, embora esteja baseado no engano, não é vulgar e rude. O culto religioso da Igreja Católica é uma cerimônia extremamente impressionante. Sua belíssima ostentação e seus rituais solenes fascinam as pessoas e silenciam a voz da razão e da consciência. Encanta os olhos. Igrejas magníficas, procissões imponentes, altares de ouro, relicários encrustados de joias, pinturas refinadas e esculturas suntuosas apelam ao amor pelo belo. A música é da mais alta qualidade. As ricas notas do profundo órgão com a melodia de muitas vozes enquanto a música sobe pelas altivas abóbadas e pelos corredores pontilhados de colunas de suas grandes catedrais impressionam a mente com admiração e reverência.

Esse esplendor externo e suas cerimônias zombam dos anseios da pessoa ferida pelo pecado. A religião de Cristo não necessita de atrativos como esses. A luz que brilha da cruz é tão pura e amável que nenhuma decoração externa pode ser acrescentada a seu verdadeiro valor.

Com frequência, Satanás usa elevados conceitos de arte e o delicado refinamento do gosto para levar as pessoas a esquecer quais são as verdadeiras necessidades do coração e a viver somente para este mundo.

A pompa e as cerimônias do sistema de culto católico têm um poder sedutor e fascinante que engana muitos. Começam a ver a Igreja Romana como a porta do Céu. Somente aqueles cujos pés estão firmes no alicerce da verdade e cujo coração foi renovado pelo Espírito de Deus estão seguros contra sua influência. O que a maioria das pessoas quer é apenas a forma de piedade, sem seu poder.

A igreja alega ter direito ao perdão, e isso leva seus membros a sentir-se livres para pecar. O rito da confissão também tende a abrir caminho para o mal. Aqueles que se ajoelham diante de homens caídos e abrem a imaginação secreta de seu coração em confissão estão degradando sua natureza espiritual. Ao revelar seus pecados a um padre – um mortal imperfeito – rebaixam seu padrão de caráter e se corrompem. Sua ideia de Deus é degradada à imagem da humanidade caída, pois o sacerdote se coloca como representante de Deus. Essa confissão degradante de ser humano para ser humano é a fonte secreta da qual flui grande parte do mal que contamina o mundo. No entanto, para aqueles que amam seguir os próprios desejos, é mais agradável confessar a outro mortal do que abrir o coração a Deus. A natureza humana acha mais fácil fazer penitência do que se afastar do pecado. É mais simples punir a carne com pano de saco do que crucificar os desejos carnais.

Surpreendente Semelhança

Quando Cristo viveu na Terra, os judeus estavam pisoteando secretamente a lei de Deus, ao passo que, no exterior, guardavam seus requerimentos com exatidão, acrescentando deveres adicionais que tornavam um fardo a obediência. Assim como os judeus alegavam reverenciar a lei, os católicos romanos professam reverenciar a cruz.

Eles colocam cruzes em suas igrejas, altares e vestimentas. Por toda parte, o símbolo da cruz é exteriormente honrado e exaltado. No entanto, os ensinos de Cristo são enterrados embaixo de tradições sem sentido e exigências rigorosas. Os ensinos da igreja fazem as pessoas conscientes temerem a ira de um Deus ofendido, ao passo que muitos líderes da igreja vivem na luxúria e em prazeres sensuais.

Satanás tenta, a todo instante, deturpar o caráter de Deus, a natureza do pecado e as reais questões em jogo no grande conflito. Seus falsos argumentos dão permissão para as pessoas pecarem. Ao mesmo tempo, ele incute falsas ideias sobre Deus, para que pensem nEle com temor e ódio, em lugar de amor. Por meio dessas ideias pervertidas sobre o caráter divino, Satanás levou as nações pagãs a crer que sacrifícios humanos eram necessários para garantir o favor de Deus. As pessoas já realizaram as mais horríveis crueldades seguindo as diversas formas de idolatria.

União Entre Paganismo e Cristianismo

A Igreja Católica Romana uniu o paganismo e o cristianismo. Assim como o paganismo, deturpou o caráter de Deus e recorreu a práticas igualmente cruéis. Instrumentos de tortura obrigavam as pessoas a aceitar suas doutrinas. Líderes da igreja estudavam para inventar maneiras de causar a maior tortura possível e não tirar a vida daqueles que não cediam às ordens da igreja. Em muitos casos, o sofredor recebia a morte com alívio, como uma doce libertação.

Para aqueles que seguiam os ensinos de Roma, a igreja contava com a disciplina do chicote, da fome e da negação das necessidades normais do corpo. A fim de conquistar a aprovação do Céu, os arrependidos eram ensinados a romper com os laços de família e amizade que o próprio Deus criou para abençoar e alegrar nossa jornada terrena. Os cemitérios contêm milhões de vítimas que passaram a vida tentando, sem sucesso, reprimir todo pensamento e sentimento de simpatia em relação ao próximo, como se eles fossem ofensivos a Deus.

O Senhor não colocou esses fardos pesados sobre nós. A vida de Cristo não dá exemplo para homens e mulheres se fecharem dentro de monastérios a fim de se prepararem para o C éu. Ele nunca nos ensinou a reprimir o amor e a simpatia.

Doutrinas da Idade das Trevas

O papa afirma ser o vig ário, ou representante, de Cristo. Por acaso Cristo foi conhecido por colocar pessoas na prisão por não O adorarem como Rei do Céu? Sua voz era ouvida em condenação daqueles que não O aceitavam?

A Igreja Católica hoje apresenta uma aparência agradável ao mundo, cobrindo com desculpas seu registro de crueldades terríveis. Vestiu-se de roupas com aparência cristã, mas não mudou em nada. Todos os princípios do papado de eras passadas continuam a existir. A igreja ainda defende as doutrinas criadas na Idade das Trevas. O papado que hoje os protestantes respeitam é o mesmo que governou nos dias da Reforma, quando homens de Deus se levantaram correndo risco de morte para expor seus males.

O papado é exatamente aquilo que a profecia declarou que seria, a apostasia do tempo do fim (2Ts 2:3, 4). Sob a aparência mutável do camaleão, esconde o veneno imutável da serpente. Aceitaremos esse poder, cujo registro de mil anos foi escrito com o sangue dos santos e o reconheceremos como parte da igreja de Cristo?

Mudança no Protestantismo

Nos países protestantes, ouvimos a alegação de que atualmente o catolicismo difere menos do protestantismo que no passado. De fato, houve uma mudança, mas não no papado. O catolicismo realmente se parece muito com o protestantismo que existe hoje porque o protestantismo degenerou demais desde a época dos reformadores.

As igrejas protestantes estão procurando a aprovação do mundo e assim veem o bem em tudo que é mal. Era como se estivessem agora pedindo perdão a Roma pela opinião rude que tiveram a seu respeito, implorando perdão por seu “fanatismo”. Muitos alegam que as trevas intelectuais e morais que prevaleceram durante a Idade Média ajudaram a espalhar as superstições e a opressão de Roma. Dizem que a maior inteligência dos tempos modernos e a liberalidade crescente em questões religiosas impedirão o reavivamento de qualquer tipo de intolerância. Ridicularizam a ideia de que esse estado de coisas possa existir nessa era iluminada. No entanto, devemos nos lembrar de que, quanto maior é a luz concedida, maior a escuridão daqueles que a pervertem e rejeitam.

Uma era de grandes trevas intelectuais foi favorável ao sucesso do papado. Veremos ainda que uma era de grande luz intelectual será igualmente favorável. Em eras passadas, quando as pessoas não tinham o conhecimento da verdade, milhares foram apanhadas na armadilha, sem ver a rede se espalhar bem diante de seus pés. Nesta geração, muitos também não veem a rede e andam em direção a ela como se estivessem de olhos vendados. Quando as pessoas colocam as próprias teorias acima da Palavra de Deus, a inteligência é capaz de causar ainda mais dano que a ignorância. Assim, a falsa ciência da atualidade será bem-sucedida em preparar as pessoas para aceitar o papado, assim como o ocultamento da verdade o fez na Idade Média.

Observância do Domingo

A observância do domingo é um costume que se originou com Roma, e a Igreja Católica a reivindica como sinal de sua autoridade. O espírito do papado – de seguir os costumes do mundo e honrar as tradições humanas acima dos mandamentos de Deus – está se infiltrando nas igrejas protestantes, levando-as à mesma obra de exaltação do domingo que o papado realizou antes delas.

Decretos reais, concílios gerais e ordenanças da igreja ratificadas pelo poder secular foram os passos por meio dos quais a festa pagã alcançou sua posição de honra dentro do mundo cristão. O primeiro esforço legal para impor o domingo foi a lei promulgada por Constantino. Embora fosse, em essência, um estatuto pagão, o imperador o fez vigorar depois que aceitou as formalidades do cristianismo.

Eusébio, bispo que tentou obter o favor dos príncipes e que era amigo especial de Constantino, afirmou que Cristo havia transferido o sábado para o domingo. Não ofereceu nenhuma prova extraída das Escrituras. Ele próprio, sem o notar, admitiu que sua alegação era falsa: “Todas as coisas que era nosso dever fazer no sábado, nós as transferimos para o dia do Senhor.” 2

Assim que o papado foi estabelecido, continuou a exaltar o domingo. Por um tempo, as pessoas continuaram a considerar que o sétimo dia era o sábado; aos poucos, porém, uma mudança ocorreu. Posteriormente, o papa orientou os padres das paróquias a advertir os transgressores do domingo de que seu comportamento poderia causar grandes calamidades sobre si e sobre seus vizinhos.

Quando os decretos de concílios eclesiásticos deixaram de ser suficientes, a igreja solicitou à s autoridades seculares que fizessem um decreto para espalhar terror no coração das pessoas e forçá-las a parar de trabalhar aos domingos. Um sínodo realizado em Roma reafirmou todas as decisões anteriores e as incorporou à lei da igreja. As autoridades civis de quase todos os países cristãos as fizeram vigorar. 3

Ainda assim, a falta de autoridade bíblica para a guarda do domingo era embaraçosa. As pessoas questionavam o direito de seus professores de

deixar de lado a declaração: “O sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor, o teu Deus” (Êx ٢٠:١٠), a fim de honrar o dia do sol. Para compensar a falta de testemunho bíblico, a igreja precisou recorrer a outras provas.

Por volta do final do século 12, um zeloso defensor do domingo visitou as igrejas da Inglaterra. Testemunhas fiéis da verdade resistiram à sua presença, e seus esforços foram tão infrutíferos que ele deixou o país por um tempo. Quando voltou, trouxe consigo um documento que afirmava vir das mãos do próprio Deus. Ele continha a necessária ordem de guardar o domingo, com terríveis ameaças para amedrontar os desobedientes. Esse precioso documento, alegava ele, havia caído do C éu e fora encontrado em Jerusalém no altar de São Simeão, no Gólgota. Na realidade, o palácio do papa em Roma era sua verdadeira origem. Em todas as eras, a hierarquia papal tem considerado aceitáveis fraudes e falsificações (ver o Apêndice, nota da página 33).

Apesar de todos os esforços para promover a santidade do domingo, os próprios católicos admitiram em público a autoridade divina do sábado. No século 16, um concílio papal declarou: “Que todos os cristãos se lembrem de que o sétimo dia foi consagrado por Deus e tem sido aceito e observado não só pelos judeus, mas por todos os outros que afirmam adorar a Deus, muito embora nós, cristãos, tenhamos mudado o sábado para o Dia do Senhor.” 4 Aqueles que alteraram a lei de Deus não eram ignorantes em relação ao que estavam fazendo.

Penalidades Severas

Uma ilustração impressionante das práticas de Roma está na longa e sangrenta perseguição aos valdenses, alguns dos quais guardavam o sábado (ver o Apêndice). Além disso, a história das igrejas da Etiópia [ou Abissínia] é especialmente significativa. Em meio às trevas da Idade M édia, o mundo perdeu de vista os cristãos da África Central e se esqueceu deles. Assim, por muitos anos, eles desfrutaram sua fé em liberdade. Por fim, Roma descobriu sua existência e ludibriou o imperador da Abissínia para que reconhecesse o papa como o vig ário de Cristo. Então a igreja promulgou um edito proibindo o povo de guardar o sábado sob severas penalidades. 5 Logo a tirania romana se tornou um jugo tão amargo que os abissínios [ou etíopes] tomaram a resolução de se livrar dele. Expulsaram os católicos romanos de seu território e restauraram a antiga fé.

Ao passo que as igrejas da África guardavam o sétimo dia em obediência ao mandamento de Deus, também se abstiveram de trabalhar aos domingos em conformidade com os costumes da igreja. Roma passou por cima do sábado de Deus a fim de exaltar o seu, mas as igrejas da África, escondidas por quase mil anos, não participaram dessa apostasia. Quando colocadas sob o controle de Roma, foram forçadas a deixar de lado o sábado verdadeiro e exaltar o falso. Mas assim que reconquistaram sua independência, voltaram a obedecer ao quarto mandamento (ver o Apêndice).

Esses registros revelam com clareza o ódio de Roma em relação ao verdadeiro sábado e seus defensores. A Palavra de Deus ensina que essas cenas vão se repetir quando católicos e protestantes se unirem para exaltar o domingo.

A Besta com Chifres Como Cordeiro

A profecia de Apocalipse 13 declara que a besta com chifres como

cordeiro fará “a terra e seus habitantes adorarem” o papado, simbolizado pela besta “semelhante a um leopardo”. A besta com dois chifres também

ordenará aos “habitantes da Terra” que façam “uma imagem em honra à besta”. Além disso, mandará todos, “pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos”, receberem a marca da besta (Ap 13:11-16). Os Estados Unidos são o poder representado pela besta “com dois chifres como cordeiro” (v. 11). Essa profecia vai se cumprir quando os Estados Unidos impuserem a observância do domingo, que Roma alega ser o reconhecimento especial de sua supremacia.

“Uma das cabeças da besta parecia ter sofrido um ferimento mortal, mas o

ferimento mortal foi curado. Todo o mundo ficou maravilhado e seguiu a besta” (Ap 13:3). A ferida mortal aponta para a queda do papado em 1798.

Depois disso, diz o profeta, “o ferimento mortal foi curado. Todo o mundo ficou maravilhado e seguiu a besta”. Paulo afirma que o “homem do pecado” realizará sua obra de engano até o fim dos tempos (2Ts 2:3-8). E

“todos os habitantes da Terra adorarão a besta, a saber, todos aqueles que

não tiveram seus nomes escritos no livro da vida do Cordeiro” (Ap 13:8). Tanto no antigo quanto no novo mundo, o papado receberá adoração por meio da honra tributada ao domingo.

Desde a metade do século 19, os estudiosos das profecias têm apresentado ao mundo a mensagem de Apocalipse 13. Agora vemos os acontecimentos se encaminhando rapidamente rumo ao cumprimento da predição. Professores protestantes fazem a mesma alegação de autoridade divina para a guarda do domingo com a mesma falta de evidência bíblica que os líderes católicos. A afirmação de que Deus envia Seus juízos sobre o povo por transgredir o domingo vai se repetir e já começa a se fazer ouvir.

A Igreja de Roma é extraordinariamente astuta. Consegue interpretar o que está acontecendo e quais serão os resultados – que as igrejas protestantes estão reconhecendo sua superioridade ao aceitar o falso sábado e que estão se preparando para impô-lo da mesma maneira que ela própria o fez em eras passadas. Não é difícil adivinhar a rapidez com que correrá ao auxílio dos protestantes nessa obra.

A Igreja Católica Romana forma uma vasta organização sobre o controle da Santa Sé. Seus milhões de membros de todos os países se unem em lealdade ao papa, a despeito de sua nacionalidade ou de seu governo nacional. Embora possam jurar lealdade ao Estado, por trás dessa promessa está o voto de obediência a Roma.

A história revela seus esforços dissimulados e persistentes para se infiltrar nas questões governamentais e, depois de conseguir acesso, promover os próprios objetivos, mesmo que isso signifique a ruína de príncipes e do povo.6

Roma se vangloria de nunca mudar. Os protestantes não compreendem o que estão fazendo ao propor aceitar a ajuda de Roma na obra de exaltação do domingo. Enquanto eles estão concentrados em seu propósito, Roma tem o objetivo de retomar seu poder, a fim de recuperar sua supremacia perdida. Depois de estabelecido o princípio de que a igreja pode controlar o poder estatal, que observâncias religiosas podem ser impostas por meio de leis seculares – em suma, que a autoridade da Igreja e do Estado envolve dominar a consciência – o triunfo de Roma estará garantido.

O mundo protestante descobrirá as intenções de Roma somente quando for tarde demais para escapar da armadilha. Ela cresce silenciosamente em poder. Suas doutrinas exercem influência sobre o poder legislativo, sobre as igrejas e sobre o coração das pessoas. Ela reúne forças a fim de obter vantagem quando chegar o momento de dar seu golpe. Tudo que deseja é solo favorável, o qual já tem recebido. Logo, todo aquele que crer na Palavra de Deus e a ela obedecer enfrentará censura e perseguição. 1 John L. Von Mosheim, , v. 3, séc. 11, parte 2, cap. 2, séc. 9, número 17. 2 Robert Cox, , p. 538.

3 Ver Heylyn, , parte 2, cap. 5, seção 7.

4 Thomas Morer, , p. 281, 282.

5 Ver Michael Geddes, , p. 311, 312.

6 Ver, por exemplo, John Dowling, , v. 5, cap. 6, seção 55; e Mosheim, v. 3, séc. 11, parte 2, cap. 2, seção 9, número 17.