A Carga
Capítulo Três · Angela Franklyn temera voltar para casa, mas…
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Angela Franklyn temera voltar para casa, mas quando o carro entrou pelo portão principal, não achou tão ruim assim quanto esperava.
Ao ver o carro entrar pela alameda, Angela virou-se para o marido.
— Olhe Laura nos esperando nos degraus da escada. Ela parece muito satisfeita em nos ver!
Correndo para fora do carro, Angela abraçou a filha, apertando-a nos braços com carinho e amor.
— Laura, meu bem, que bom vê-la de novo! Você sentiu muito nossa falta?
— Não muito — respondeu Laura. — Estive tão ocupada. Fiz um tapete de ráfia para a senhora.
A lembrança de Charles percorreu a mãe — como ele se atirava em seus braços gritando: — Mamãe, mamãe!
Que dor! Por que lembrar-se? Ela tentou afastar estas lembranças e sorriu para Laura.
— Um tapete de ráfia? Que amor!
Arthur Franklyn acariciou os cabelos da filha.
Entraram na casa. O que Laura esperava, nem ela mesma sabia. Seus pais estavam de volta, alegres por vê-la, acariciando-a, fazendo perguntas. Eles não eram diferentes dos outros pais... ela sim, é quem era diferente dos outros filhos; não tinha falado ou agido como devia...
Nada se passou como ela imaginara. Não... ela não tinha ocupado o lugar de Charles. Faltava-lhe algo! Talvez amanhã fosse diferente, ou depois de amanhã, quem sabe? O centro da casa, pensou Laura, lembrando-se de repente de uma frase que lera num livro infantil.
Ela agora era o centro da casa.
Pena que ela não se sentisse assim. Nada mudara... ela era a mesma Laura!