A Perdição do Bilionário: Travis

J. S. Scott · Capítulo 11 de 21

Páginas do PDF

A Perdição do Bilionário: Travis

Capítulo 10

— Desculpe por ter desmoronado de novo na sua frente. — Ally se sentia um pouco boba. Depois de tudo pelo que Travis passara, a história dela, em comparação, era leve.

— Não faça isso — disse Travis com voz rouca, apertando o braço em volta da cintura dela. — Não minimize nem esconda suas emoções. Pare de ser tão dura consigo mesma. Não é culpa sua, Ally.

Ally respirou fundo, encontrando o olhar de Travis com o seu. — Preciso me recompor.

Travis se levantou, levando-a consigo. — Você precisa começar a escutar vozes novas. E adicionar a sua voz a elas.

— Vou tentar — disse Ally firmemente, determinada a se livrar de velhos hábitos.

— Você está linda, Ally. — Ele recuou um passo. — Agora, tire o vestido.

Ally olhou para o rosto de Travis. O olhar intenso e implacável dele fez com que recuasse um passo. — Como? — Ela sabia que não ouvira direito.

— Tire. O. Vestido. Você pode tirá-lo por conta própria. Ou eu o tirarei.

No segundo caso, ele provavelmente não estará mais em condições de ser vestido — rosnou ele.

— P-por quê? — Ela ouvira direito e sentiu o corpo inteiro quente.

— Porque você vai começar a ouvir uma nova voz, que será a minha enquanto a faço gozar. — Travis cruzou os braços sobre o peito e aguardou.

Ally recuou ao olhar para Travis, que esperava de forma arrogante e ansiosa. — Não vou tirar o vestido. E você não vai rasgá-lo. Provavelmente custou uma fortuna. — Ela cruzou os braços em frente ao corpo e os dois ficaram encarando-se.

— Vai sim — disse Travis em tom ameaçador ao desabotoar lentamente o casaco e tirá-lo. — Não vim aqui hoje para trepar com você, Ally. Mas vou fazer isso porque não posso esperar mais. — Os dedos dele foram para o nó da gravata, que ele rapidamente desfez, tirando-a do pescoço. — E

também não acho que você queira esperar mais. — Ele começou a desabotoar a camisa. — Esperei quatro anos e não houve um único dia durante esse tempo em que não fiquei de pau duro por sua causa, que não quis me enterrar em você e torná-la minha. — Ele desabotoou as abotoaduras e deixou a camisa escorregar dos ombros, caindo em uma pilha a seus pés ao lado do casaco e da gravata. — Hoje você será minha.

Completamente. Sem dúvida alguma. Não ouvirá outra voz além da minha dizendo como você é linda e como eu a quero. E você não sentirá nada além de prazer.

Ally ficou imóvel, observando os braços e o abdômen musculosos de Travis expostos a seus olhos famintos. Minha nossa, o homem era lindo.

Tinha uma graça predatória e a pele firme que os dedos dela estavam ansiosos para tocar. — Você se sente atraído por mim há tanto tempo?

Ele se aproximou, dando os poucos passos necessários para colar o corpo dela ao seu. Abaixando a cabeça, ele passou a língua de leve no lóbulo da orelha dela. — Não atraído, Ally. Obcecado — respondeu ele, com o hálito quente batendo na orelha dela.

Ally estremeceu, incapaz de se impedir de colocar as mãos no peito dele.

Os dedos exploraram a pele sedosa sob os músculos de aço. Ele tinha uma tatuagem, uma bela fênix voando para longe do fogo, no lado direito do peito, o que o deixava ainda mais imprevisível e atraente. Travis era o último homem do planeta que ela imaginaria ter uma tatuagem. Ela correu a mão pelo abdômen definido e pelas costas dele, saboreando a sensação da pele sob os dedos.

Travis mordeu de leve a pele sensível do pescoço dela e disse com voz rouca: — Acabou o prazo para o vestido, querida.

Ally deu um salto para trás ao sentir as mãos dele se fecharem sobre o tecido. — Não! Não faça isso. — Ela não tinha certeza se estava mesmo preocupada com o vestido. Pela primeira vez na vida, queria ser sexualmente ousada. Conseguia ver o desejo nos olhos de Travis e precisava confiar nele. Colocando a mão para trás, ela baixou o zíper e começou a puxar o vestido por sobre a cabeça, revelando as roupas íntimas à medida que o material sedoso subia. Ela estava sem fôlego por causa da ansiedade quando largou o vestido no chão, parada em frente a Travis vestindo nada além de uma calcinha vermelha minúscula, sutiã da mesma cor, cinta-liga e meias de seda. Os sapatos de salto alto ainda estavam em seus pés, mas não ajudavam muito, pois Travis era muito mais alto que ela.

Ele devia estar prendendo a respiração, pois soltou o ar em um assovio, dizendo em voz baixa e reverente: — Minhas fantasias não chegaram nem perto de imaginar o quanto você é sexy e linda. Meu Deus, como você não sabe como é gostosa, Ally?

Ela sentiu ondas de calor pelo corpo e a calcinha molhada ao ver o tormento no rosto de Travis, sentindo o desejo feroz que era quase palpável no ar ao redor deles.

Travis finalmente deu um passo à frente, abaixando as tiras do sutiã para mover a boca sobre a pele dos ombros dela. Ele abriu o fecho e deslizou o sutiã pelos braços de Ally, tomando cuidado com os arranhões dela. Ele colocou as mãos sobre seus seios, com o toque ficando duro e possessivo.

OceanofPDF.com

Ele observou os dedos brincando com os mamilos, gemendo de satisfação quando viu que ficaram rígidos. — Minha — disse ele. — Linda e minha.

Ally gemeu quando ele beliscou os mamilos, com os dedos explorando cada centímetro de seus seios como se quisesse tomá-los para si. — Travis

— gemeu ela quando ele colocou uma mão em sua nuca e tomou posse de sua boca, colando o corpo no dela. Ally se abriu para ele e a língua exigente

passou por seus lábios em um ato evidente de posse. A sensação de estar com a pele contra a de Travis foi exótica e sensual. Os mamilos roçaram no peito dele enquanto ele devorava sua boca com movimentos eróticos da língua. Ele a segurou pelo traseiro e puxou-a contra si. Ela sentiu a boceta se inundar com a ereção enorme contra seu quadril. Ally passou os braços em volta do pescoço de Travis e entregou-se, passando as mãos pelas costas dele ao sentir que se derretia.

Travis afastou a boca, descendo pelos ombros dela. Seus lábios se fecharam sobre um dos mamilos, chupando e lambendo cuidadosamente antes de passar para o outro. Ele se abaixou, ficando de joelhos, enquanto a língua percorria uma linha até a calcinha. — Vou fazer você gozar primeiro com a boca, Ally. Depois, vou trepar com você e fazer com que goze de novo — disse ele com voz baixa e perigosa, que estava ligeiramente abafada contra a barriga dela.

Ally olhou para baixo e a visão da cabeça de Travis tão perto da boceta quase fez com que gozasse, de tão erótica que era a imagem. Ela colocou as mãos nos ombros dele quando Travis agarrou a calcinha e arrancou-a de seu corpo com um movimento violento. Foi a coisa mais erótica que ela já vira e o desejo de Travis a deixou excitada. Ela se sentiu perdida quando ele a segurou pelos quadris, abrindo suas pernas e enterrando o rosto e a boca em seu sexo.

Travis não foi gentil nem provocador. Ele usou a boca e a língua para abrir suas dobras, colocando a língua ardente sobre o clitóris quase imediatamente. O corpo de Ally respondeu, reagindo a cada movimento da língua dele. Travis bebeu de sua boceta como se fosse um néctar, movendo a língua com força sobre o clitóris, deixando-a ainda mais desesperada que ele.

— Ai, meu Deus, isso — gemeu ela, enterrando as unhas nos ombros dele. — Travis, por favor. — O corpo inteiro de Ally estremeceu, com o calor espalhando-se intensamente.

Travis atacou sem misericórdia, sem parar. O maxilar, com a barba por fazer, raspou na parte interna de suas coxas, uma sensação erótica que fez com que ela enterrasse as mãos nos cabelos dele e puxasse-o para mais perto em uma súplica silenciosa.

Ele colocou os dentes em volta do clitóris, movendo a língua cada vez mais depressa.

Ally explodiu com um gemido torturado. — Travis — gemeu ela, agarrando os cabelos dele com mais força e puxando-o contra a boceta enquanto o corpo se despedaçava.

Ela arquejou enquanto ele continuava a lamber as dobras, prolongando o prazer, como se estivesse com uma sede desesperadora e precisasse de cada gota.

Ally teria caído no chão se Travis não tivesse se levantado para segurá-la pela cintura. Ele a abraçou com força ao beijá-la, deixando que ela sentisse o próprio gosto. O abraço foi inebriante, uma experiência nova, pois Rick supostamente odiava aquele ato particular em uma mulher. Por isso, ela nunca experimentara nada parecido. Ele fora seu único amante... até agora.

Ally colocou a mão entre os dois corpos, tentando abrir o cinto de Travis, desesperada para dar a ele o mesmo prazer magnífico que acabara de sentir.

Afastando a boca, Travis a segurou pelo pulso. — Não — disse ele. —

Se você colocar esses lábios maravilhosos em volta do meu pau, não vou durar mais do que cinco segundos. — Ele deu um passo atrás, sem tirar o olhar ardente dela. Em seguida, tirou os sapatos, as meias, a calça e a cueca, jogando-os longe.

— Minha nossa, você é magniífico. — Ally não conseguiu afastar os olhos do corpo maravilhoso, passeando sobre o pênis rígido imenso. O

corpo nu de Travis a deixou sem fôlego. Ela passou a língua pelos lábios de forma sensual, ansiosa para sentir o gosto dele.

— Puta merda, Ally! Não faça isso. Há um limite para o que eu consigo aguentar — exigiu Travis. Ele a pegou pela mão e levou-a até uma mesa onde ficavam as plantas dela. Ele posicionou as mãos dela sobre a mesa, fazendo com que se inclinasse para a frente. — No momento, a única coisa de que preciso é trepar com você. — Ele colocou as mãos nas nádegas dela, acariciando-as. — Você faz ideia de como essa bunda me torturou nos últimos quatro anos?

Ela não sabia, mas ouvir a urgência na voz dele fez com que estremecesse. — Não — respondeu ela com voz trêmula.

— Você sabe o quanto eu a quero, Ally? — Ele deslizou a mão entre as coxas dela, deslizando um dos dedos nas dobras molhadas.

— Acho que sim — respondeu ela com um gemido. Provavelmente, tanto quanto ela o queria naquele momento.

Ele se inclinou para a frente, cobrindo o corpo dela com o seu e a boca perto do ouvido de Ally. — Quero tanto você que mal consigo respirar.

Quis você durante anos. Você está ouvindo agora a minha voz. Consegue entender como é linda para mim?

Ally sentiu o pênis ereto entre as coxas quando ele afastou os dedos e agarrou-o. — Eu também quero você.

— Não tanto quanto eu quero você — disse ele em voz rouca. — Você será minha agora, Ally. Vou saciá-la até que não queira mais ninguém.

Ninguém nunca precisará de você como eu preciso. Ninguém nunca lhe dará prazer como eu darei.

— Travis, por favor — implorou Ally, precisando senti-lo dentro de si.

Ele agarrou os cabelos dela e puxou sua cabeça para cima. — Olhe para você. Diga-me que se vê linda neste momento.

Ally viu o próprio rosto no espelho oval à sua frente com o rosto abalado pelo desejo. Ela encontrou o olhar de Travis no espelho e a expressão dele era feroz e primitiva. Naquele momento, ele parecia maravilhoso com o desejo exposto, o que fez com que ela se sentisse da mesma forma. —

Parece que eu preciso de uma trepada — disse ela sem fôlego. Ela não conseguia reconhecer a mulher selvagem que a encarava de volta.

— Sim. Precisa de mim dentro de você. E é a coisa mais maravilhosa que já vi — disse Travis.

Ele sustentou o olhar dela ao penetrá-la, enterrando-se com um gemido.

Ally soltou um grito de alívio ao ser preenchida até que não sentisse nada além dele. Travis dominou seu corpo, preencheu seus sentidos e ela mal conseguiu manter a sanidade. — Ai, meu Deus — gemeu ela, incapaz de formar pensamentos coerentes.

— Você é tão gostosa, Ally. Diga-me o que quer — exigiu ele.

— Você. Só você — respondeu ela ofegante, gemendo quando Travis tirou o pênis quase completamente e penetrou-a de novo, preenchendo o espaço vazio dentro dela.

Ele moveu os quadris novamente. — Você quer que eu a faça gozar, Ally? — A voz rouca dele soou perto do ouvido dela.

— Sim, Travis. Por favor.

— Peça. Diga o que precisa de mim. Você merece ter prazer. Entende isso?

— Sim. Sim. — Travis fazia com ela sentisse que merecia o mundo. —

Deixe-me gozar. Eu quero. Eu quero você — disse ela ansiosa, sentindo-se como se estivesse prestes a explodir.

— Isso mesmo, querida. Seja exigente. Tenha o prazer que merece. —

Travis endireitou o corpo, mantendo os olhos no rosto dela ao se encararem no espelho. — Continue olhando para mim. Não pare. — Ele soltou os cabelos dela e segurou seus quadris, com o pênis penetrando-a repetidamente. Ele a segurou pelas nádegas com uma mão e deslizou a outra pelo abdômen de Ally, colocando o dedo entre as dobras úmidas.

Ally observou o rosto de Travis, hipnotizada. A expressão dele alternava entre agonia e êxtase ao penetrá-la repetidamente. Ela gemeu quando ele acariciou o clitóris, provocando-a. Ally fechou os olhos momentaneamente, reduzindo o excesso de sensações ao mover os quadris contra o pênis, enterrando-o ainda mais fundo.

— Olhe para mim, Ally. Goze para mim. Quero ver você gozar.

Entregue-se. Entregue-se a mim. Solte-se.

Foi demais. Ela abriu os olhos e foi atingida pelo olhar intenso e exigente de Travis. Ele a penetrou implacavelmente e o clímax a atingiu, com cada nervo pulsando quando ela gritou o nome dele.

— Você sempre será minha — rosnou Travis ao inclinar o corpo sobre o dela novamente. Movendo os cabelos dela para o lado, Travis mordeu o pescoço de Ally de uma forma sensual que a fez gemer.

Não foi o suficiente para romper a pele dela, mas a carnalidade da ação intensificou o orgarmo até que as paredes internas se contraíram firmemente em volta do pênis como se quisessem mantê-lo dentro dela para sempre.

Os cotovelos de Ally cederam e a cabeça caiu sobre os braços. Ela viu Travis inclinar a cabeça para trás, os músculos do pescoço flexionando-se quando ele rosnou, enchendo-a com o esperma quente ao manter os quadris firmemente contra os dela. — Minha — disse ele, passando os braços em volta do corpo dela e puxando-a para a cima para que encostasse nele.

Travis deu um passo atrás e jogou-se no sofá, puxando-a sobre si para que não caísse. Virando-a para que ficassem frente a frente, ele a abraçou, mantendo as pernas enroladas nas dela e a cabeça de Ally em seu ombro.

Ally estava ofegante e sentiu a respiração irregular de Travis, sabendo que ele ficara tão abalado pelo que acabara de acontecer quanto ela. —

Você virou meu mundo de cabeça para baixo, sr. Harrison — disse ela sem fôlego. Nunca, nas cenas mais selvagens que conseguisse imaginar, teria visto o chefe solene e certinho como um amante dominante, apaixonado e intenso.

A mão dele bateu na nádega dela de forma ruidosa. Ardeu, mas não doeu de verdade.

— Travis — insistiu ele. — Sr. Harrison se aplica a mais de uma pessoa.

Não quero que se esqueça de quem foi que trepou com você até quase perder os sentidos.

Ele realmente fizera aquilo, mas ela respondeu em tom inocente: — Foi mesmo? Nem notei.

Ele bateu no traseiro dela novamente. — Você notou. E continuará notando até que a única voz que ouvirá será a minha dizendo o quanto quero trepar com você.

Ally levantou a mão, acariciando os cabelos grossos com os dedos. —

Obrigada. Nunca me senti assim — disse ela seriamente.

— Como?

— Sexy. Desejada. Bonita — admitiu ela baixinho. — Nunca me esquecerei desta noite.

— Não, não esquecerá. Porque faremos isso todas as noites — retrucou Travis. — Eu falei sério, Ally. Agora você é minha. Não vou deixar que vá embora.

Ai, meu Deus. Ally queria ser dele, mas estava tentando se libertar, não entrar em outra situação em que ficasse com o coração partido. Travis Harrison talvez a quisesse naquele momento e ajudara-a lhe dando um gostinho... não, um banquete de desejo. Mas ela era funcionária e assistente dele. — Travis, sou sua funcionária. Não podemos continuar a ter um caso.

Travis se sentou, mantendo Ally em seu colo. — Claro que podemos. E

não é um caso. Nenhum de nós tem compromisso.

— Então do que você chamaria? — perguntou Ally com curiosidade.

— Uma fantasia que se transformou em realidade — disse Travis obstinadamente.

— E quando a fantasia terminar? — retrucou Ally.

— Não vai acabar. Nunca — respondeu Travis teimosamente. — Meu Deus! Se conseguiu passar cinco anos com um homem que não lhe dava a mínima importância, por que não pode tentar ficar com um homem que se importa com você e com o que quer?

Ally olhou para o rosto de Travis e a dor que viu nos olhos dele a deixaram abalada. — Desculpe. Acho que, com você, eu só estaria esperando até que a novidade de trepar com a secretária acabasse e

terminaria magoada novamente. Não é você. Sou eu, Travis. Tenho medo de tentar de novo tão cedo.

— Eu morreria antes de magoar você, Ally — disse ele com voz rouca, acariciando-lhe as costas distraidamente.

Ela sentiu um nó imenso na garganta ao subitamente considerar o motivo pelo qual não daria ao que estava acontecendo entre os dois uma chance de crescer. Ela achava que não merecia um homem que se importava? Achava que Travis não se importava? Independentemente do motivo, era algo autodestrutivo e ridículo. Ele era um homem como qualquer outro. Sim, era um dos homens mais ricos do mundo, mas julgá-lo unicamente com base nisso era simplesmente idiota. Ela sabia agora que havia um homem bom por baixo do exterior solene e rabugento. E ela realmente gostava dele. Ele mostrava mais preocupação com ela do que qualquer outra pessoa em sua vida. Talvez aquela fosse a parte que mais a assustava. — Acho que só não estou acostumada a ter alguém que se importe. Mas eu gostaria de me acostumar — admitiu ela hesitante. E queria se importar com Travis, que precisava se animar e, admitisse ou não, precisava de alguém que se preocupasse com ele e não com o que tinha. Era algo que ela podia e daria a ele.

Fazer com que Travis se abrisse não seria fácil e ela teria dificuldade em ficar vulnerável para ele. Mas talvez valesse a pena correr esse risco. Ally ergueu a mão e acariciou o maxilar forte. — Vai deixar que eu me importe com você, Travis? — Ela prendeu a respiração, aterrorizada por se deixar vulnerável e exposta àquele homem, mas querendo-o demais para não assumir o risco.

Ele pegou a mão dela e beijou a palma. — Pode se importar, Ally. Eu preciso de você.

Ally soltou o ar, com o alívio invadindo-lhe o corpo. Ao se abrir para Travis, deixara que ele revelasse a própria vulnerabilidade a ela. Para um macho alfa orgulhoso como Travis, o risco era tão grande quanto o dela. —

Receio que seja tarde demais. Eu já me importo — sussurrou ela.

Os olhos escuros de Travis a encararam com uma expressão possessiva, mas algo milagroso aconteceu ao mesmo tempo. Pela primeira vez desde que Ally o conhecera, Travis Harrison abriu o sorriso mais largo, mais feliz e mais sincero que ela já vira. E ela percebeu que estava totalmente perdida.

Ao ver aquela expressão bonita e quase infantil, Ally decidiu que ele certamente valia o risco.