A Perdição do Bilionário: Travis
Capítulo 15
Nem que eu tenha que pegar a sua gravata, amarrá-lo e atacá-lo até que esteja completamente convencido.
Travis abriu um sorriso malicioso. — Subitamente, estou me sentindo incrivelmente inseguro.
Ela lançou a ele um sorriso igualmente malicioso. — Então acho que teremos que dar um jeito nisso.
Travis percorreu um caminho circular em frente a uma mansão bela e enorme ao responder: — Vai precisar trabalhar muito em mim.
Apesar de Ally se sentir muito nervosa por ter que encontrar muitos dos colegas de Travis, ela sorriu.
—Acho que você se sentirá confortável aqui. Travis já ficou aqui antes e sabe onde fica tudo. Mantenha-se bem hidratada e não exagere hoje à noite.
Estamos a quase 2.500 metros de altitude e você não está acostumada.
Talvez sinta os efeitos por algum tempo — disse Tate a Ally com um sorriso carismático. — Fico feliz por estar aqui, Ally. Espero que se divirta.
Tate Colter provavelmente era o que Travis chamaria de melhor amigo, além do irmão Kade, mas ainda queria socá-lo toda vez que ele abria aquele sorriso admirador para Ally. — Estamos bem. Você já pode ir — disse Travis em tom rabugento, olhando em volta da casa de hóspedes. Ele ficara hospedado lá muitas vezes antes e era um lugar agradável. Mas a única coisa que queria era que Tate desse o fora. Alguém levara as malas deles para lá mais cedo enquanto conversavam com Tate durante o jantar. Agora, Travis só queria ficar sozinho com Ally.
— Fico feliz por saber que sentiu tanto a minha falta, amigão. — Tate bateu nas costas de Travis com um sorriso.
Traves o encarou de volta friamente, sabendo que Tate só estava implicando. Não levara muito tempo para que Tate percebesse que Travis se sentia possessivo em relação a Ally e imediatamente começara a prestar o máximo de atenção a ela para irritá-lo. Idiota!
Ally deu um passo à frente e estendeu a mão para Tate. — Muito obrigada por me hospedar. É um lugar lindo.
— Estou muito feliz por ter você aqui — respondeu Tate, enfatizando a palavra “ter” intencionalmente ao apertar a mão de Ally por mais tempo do que o necessário.
— Se não for embora, vou matar você — rosnou Travis.
Tate soltou a mão de Ally e soltou uma risada. — Está bem, está bem.
Estou indo. — Tate obviamente percebeu que Travis estava chegando ao limite.
Travis o empurrou com força, deixando Tate mais perto da porta, coisa que não foi fácil, pois os dois tinham aproximadamente o mesmo tamanho.
Mas Travis tinha a irritação como motivação. Abrindo a porta, ele gesticulou impacientemente para que Tate saísse e bateu-a atrás dele, trancando-a ruidosamente. Ele ouviu a gargalhada de Tate enquanto o amigo se afastava da casa. — Filho da puta!
— Travis, ele só estava implicando com você. Não está interessado em mim — disse Ally atrás dele. — Mostre-me a casa. Ela é linda.
— Eu sei o que ele estava tentando fazer. Juro que retribuirei o favor um dia. — Ele mal podia esperar para que Tate tivesse alguém por quem estivesse seriamente interessado.
A casa de hóspedes era uma mansão de um piso. Ele pegou a mão de Ally e levou-a pelos vários aposentos, parando ao finalmente chegar ao quarto principal. Ele abriu a porta deslizante para o pátio. — Minha parte favorita da casa.
Ally saiu e suspirou, um som que fez com que o pau duro de Travis se contraísse, querendo ouvir aquele mesmo som ao se enterrar dentro dela.
— É adorável. E o céu é tão limpo aqui. As estrelas são incríveis — disse ela maravilhada. — O que é isto? — Ela acenou em direção a uma pequena piscina com uma cascata que descia por várias plataformas rochosas.
— É uma fonte de água quente. Há um fluxo incrível neste terreno que permite que sejam desviadas para vários locais. A maior delas fica no resort e no spa.
Ally farejou ruidosamente. — Tem um cheiro diferente.
— São os minerais. É uma fonte quente natural. Tem quatorze ou quinze minerais naturais.
— É linda. Ela é quente mesmo?
— Sim, é — disse Travis casualmente ao agarrar a parte debaixo da camiseta e puxá-la por cima da cabeça. — E relaxante.
Travis quase rosnou ao perceber a expressão faminta no rosto de Ally quando os olhos dela passearam por seu peito. — Vou buscar um pouco d’água. Tate tem razão. Você precisa beber bastante água.
— Eu vou buscar — disse ela rapidamente, passando a língua nos lábios ao observá-lo abrir o botão da calça. Ela recuou lentamente e foi para a
cozinha, como se não quisesse tirar os olhos dele.
Travis tirou rapidamente a calça e a cueca, e entrou na piscina, gemendo ao sentir a água mineral quente sobre o corpo. Ele submergiu, absorvendo o calor relaxante ao mergulhar a cabeça. Em seguida, sentou-se em uma das plataformas rochosas mais baixas, recostando-se nela para que a água corresse sobre o corpo, relaxando os músculos.
Quantas vezes ele se sentara exatamente naquele mesmo lugar, sonhando com Ally? Ele deixara a luz do pátio desligada e apenas a luz do quarto ligada. Travis olhou para o céu, feliz com o milagre de ela finalmente estar lá com ele. Inconscientemente, ele segurou o pênis rígido, acariciando-o ao olhar para cima, feliz e aterrorizado ao perceber como Ally mudara sua vida. Ele não era um homem que tinha muitos motivos para ser alegre e ela era inebriante. Mas ele ainda tinha medo de perder Ally. E sabia, agora, que nunca sobreviveria a essa perda.
Ele ouviu um gemido baixo e faminto ao lado da piscina e olhou para cima, vendo Ally com duas garrafas de água nas mãos. Ela olhava para ele de forma tão intensa que o coração dele acelerou como um carro de corrida na linha de partida. Finalmente percebendo que acariciava o pênis, ele congelou.
— Não pare — pediu Ally baixinho. — Por favor. Você parece tão excitante. — Ela colocou as garrafas no chão ao lado da piscina e puxou a camiseta delicada de manga curta sobre a cabeça em um movimento lento e sedutor.
Naquele momento, Travis não teria conseguido parar mesmo se quisesse.
Ele observou enquanto ela lentamente tirava a roupa. O sutiã foi o próximo, em movimentos lânguidos e sensuais. A mão de Travis subiu e desceu em volta do pênis, segurando-o firmemente enquanto a observa, sabendo que cada movimento tinha como finalidade deixá-lo mais excitado. E foi o que aconteceu, dolorosamente. Os movimento sensuais abertos dela o deixaram louco. — Minha nossa, você é linda — disse ele com voz rouca quando seus olhares se encontraram.
Ela segurou os seios, passando os polegares sobre os mamilos e gemendo ao observar a mão dele subir e descer. — Isso mesmo, toque em si mesma, Ally. — Observá-la dar prazer ao próprio corpo quase fez com que ele perdesse o controle.
Ele viu quando ela mordeu o lábio inferior, tentando conter os gemidos de prazer. Ela estava parada diretamente em frente da luz proveniente do
quarto e parecia uma deusa.
Ela moveu as mãos e lentamente abriu o botão e o zíper da calça, tirando-a e revelando o corpo devagar. Com a calça, ela também tirou a calcinha.
Finalmente, Ally parou em frente a ele lindamente nua, sem sentir mais vergonha de se expor completamente a Travis.
— Venha até aqui — disse Travis, incapaz de aguentar mais um segundo sem tocar nela.
Ela entrou na piscina silenciosamente até que a água ficasse sobre os seios. Ao chegar em frente a Travis, ela colocou as mãos nas coxas dele, massageando os músculos.
Travis tirou a mão do pênis e estendeu a mão para ela. — Sente sobre mim, Ally. Convença-me de que realmente está aqui comigo — disse ele com voz ao mesmo tempo implorante e exigente.
Desta vez, ele não apressaria o momento. Era mágico demais e ele queria saborear Ally da forma como sempre precisara, mas que nunca conseguira fazer.
— Eu quase queria só assistir você gozar. Você é tão maravilhoso —
disse ela sem fôlego.
O coração de Travis deu um salto e ele ficou ainda mais excitado. Que mulher dissera algo parecido com aquilo? Somente Ally. E isso fez com que ele quisesse lhe dar ainda mais prazer. — Você vai gozar comigo, querida
— disse ele em tom firme ao erguê-la sobre a plataforma até que estivesse em seu colo. Ela se sentou sobre ele e Travis sentiu o calor escorregadio da boceta quando ela moveu os quadris sobre sua virilha. Passando os braços em volta da cintura dela, ele mordeu e acariciou a pele de seu pescoço com a língua. Travis não teve pressa, saboreando cada toque, sentindo o corpo dela estremecer em seus braços ao colocar a boca sobre um dos mamilos.
Erguendo a cabeça, ele exigiu: — Beije-me. — Ele colocou a mão na nuca de Ally e puxou-a para perto.
Ele explorou a boca de Ally lentamente com a língua, adorando a forma como ela o seguia, entrelaçando a língua na dele, deixando-os mais próximos do que nunca. Descendo a mão para o pênis, ele gemeu ao abrir as dobras dela e encontrar, com os dedos, nada além de um desejo quente e molhado entre suas coxas. Ele guiou o pênis para o canal estreito, erguendo os quadris para penetrá-la. Ela se mexeu, descendo sobre o pênis até que ele estivesse totalmente enterrado dentro dela.
Ela gemeu e passou os dedos pelos cabelos dele. Nenhum dos dois se mexeu por um momento. Travis se deliciou com a sensação dos lábios dela sobre os seus e dos músculos internos envolvendo o pênis com calor intenso. A água mineral quente fluía sobre eles enquanto se perdiam naquela sensação.
Ally moveu os quadris lentamente enquanto segurava os cabelos de Travis, interrompendo o beijo para respirar. Travis segurou as nádegas dela, movendo os quadris para cima, querendo preencher Ally tão completamente que ela sentiria sua falta para sempre. Naquele momento, Travis percebeu que não estava apenas trepando. Ele estava fazendo amor com a mulher que o completava de forma tão perfeita que não queria que o momento terminasse. A verdade era que ele sempre fizera amor com Ally e sempre fora algo incrível. Ela era perfeita. — Faça amor comigo, Ally. Não consigo acreditar que esteja realmente aqui.
— Sim — gemeu ela ao mover os quadris mais depressa. — Eu sempre fiz amor com você. E não quero parar nunca mais.
Travis puxou o corpo dela contra o seu, sentindo o coração de Ally bater no mesmo ritmo que o seu. O corpo dos dois sempre ficava repleto de eletricidade quando estavam juntos.
Eles chegaram ao orgasmo ao mesmo tempo, gemendo quando os lábios se encontraram. Travis sentiu Ally se contrair em volta dele ao explodir, deixando seu mundo completamente de cabeça para baixo.
Eles ficaram naquela posição, ofegando ao se recuperarem do ato de amor incrível pelo qual tinham acabado de passar. Finalmente, Travis deslizou para dentro da água, sentando-se na plataforma mais baixa e levando Ally consigo. Ela repousou a cabeça no ombro dele e Travis apertou os braços em volta da cintura dela. — Seu destino era ser minha, Ally — sussurrou ele no ouvido dela.
— Eu sei — respondeu ela simplesmente, olhando para o céu. — Olhe, uma estrela cadente. Faça um desejo, Travis.
Ele nunca fora o tipo de cara que fazia algo tão bobo quanto desejos para uma estrela. Ele era pragmático, escroto. Não acreditava que um desejo para uma estrela se tornaria realidade. Mas um desejo surgiu imediatamente em sua mente:
Desejo que Ally se apaixone por mim e fique comigo para sempre.
Ok... ele podia ser realista, mas não recusaria ajuda de espécie alguma.
— Fez um desejo? — perguntou ela animada. — Eu fiz. Mas você não pode contar. Só poderá me contar se o desejo se tornar realidade.
— Fiz — confirmou ele. — Você também?
— Sim — respondeu ela baixinho.
Ele ficou imaginando qual fora o desejo dela. E torceu muito para que, algum dia, pudesse contar a ela que o desejo dele fora atendido.
— Hope vai se casar. — Jason Sutherland tomou outro gole da bebida com a voz cheia de desespero. — Mas que diabos? Ela voltou para o mesmo idiota com quem estava em Aspen. Achei que eu estava lhe dando tempo para se curar e ela voltou para o imbecil. Ele só quer o dinheiro dela. Será que ela não entende? Meu Deus! Eu deveria tê-la pressionado mais depois do que aconteceu entre nós no feriado.
Travis sentiu pena do pobre homem. Ele fora até a casa de Tate depois de colocar Ally na cama, pois ela estava cansada e com uma leve dor de cabeça, provavelmente como resultado da altitude. Ele teria que voltar logo e ver se ela estava bem. Mas ele e Tate estavam, naquele momento, tentando fazer com que Sutherland, abatido, se acalmasse.
Tate mal conhecia Sutherland, mas disse com empatia: — E o que você vai fazer? Se é louco por essa mulher há anos, não acha que está na hora de fazer alguma coisa?
— É complicado. Grady, o irmão dela, é um dos Sinclairs da costa leste.
E um dos meus melhores amigos. Conheço Hope há anos e nenhum dos irmãos Sinclair sabe que quero transar com a irmã deles. É ruim —
respondeu ele com ar infeliz. — Tivemos uma noite incrível juntos no feriado... e depois tivemos uma discussão. Eu só iua esperar até que ela estivesse pronta. Mas cansei de esperar. Vou atrás dela. Ela não vai se casar com aquele idiota.
Tate assoviou baixinho. — Os Sinclairs são uma família muito poderosa.
Tem certeza de que quer mexer com um deles?
Jason lançou um olhar desgostoso para Tate. — Quero mais do que mexer com ela.
Travis não conseguiu evitar sentir pena de Sutherland. Ele estivera exatamente no mesmo barco com Ally quando ela estava noiva de outro
homem. — Tenho certeza de que os seus amigos prefeririam vê-la com você do que com um cara que só quer drenar a conta bancária dela.
— Sinceramente, não importa mais o que eles pensam. Hope é a única que importa — confidenciou Jason em tom furioso.
— Acha que ela está apaixonada por esse cara? — perguntou Travis curioso, comparando a situação de Ally com a de Hope e sentindo-se muito irritado. Obviamente, algum idiota estava atrás de Hope Sinclair por causa do dinheiro, usando-a como o ex de Ally a usara.
— Não. Mas Hope tem um coração enorme. Ela provavelmente se apaixonaria por qualquer história triste.
Travis viu um sorriso lento se formar no rosto de Tate, um sorriso que vira antes e que o deixou muito assustado. Tate estava maquinando um plano que provavelmente terminaria em problemas.
— Tenho uma ideia — confirmou Tate. — Mas é questionavelmente ilegal e muito traiçoeira. Até onde está disposto a ir para ter essa mulher?
Jason deu de ombros. — Até onde for necessário. Não importa.
— Ela poderia acabar odiando você — avisou Tate.
— Melhor do que ela ser indiferente e resolver casar com algum outro cara. Conte a sua ideia.
Travis ouviu enquanto Tate descrevia um plano tão medonho que até mesmo ele ficou surpreso. A loucura toda era que... talvez desse certo. Tate era um ex-militar das forças especiais e, às vezes, tinha culhões de titânio em relação às loucuras que estava disposto a fazer. Mas também era um excelente planejador estratégico.
— Está disposto a assumir esse tipo de risco? — perguntou Tate a Jason em tom direto.
— Sim. Isso me daria exatamente o que quero — respondeu Jason em tom perigoso.
Aquilo deixou Travis convencido. Jason estava realmente apaixonado por aquela mulher. Ou era tão louco quanto Tate.
— Ajudarei em tudo que puder. — Se o homem amava tanto assim aquela mulher, Travis faria o possível para ajudar Jason. Ele certamente entendia a situação do amigo.
— Precisarei de um favor — respondeu Jason lentamente.
— Que favor?
— Vou ter que partir amanhã cedo. E estou agendado para o leilão. Não posso deixá-los na mão. Pode tomar meu lugar?
Travis não gostou da ideia. — Não posso, estou aqui com Ally. — Ele não se importaria com a humilhação para ajudar Sutherland, mas não podia fazer aquilo com Ally. Além disso, não queria ficar com nenhuma mulher a noite inteira, exceto ela.
— Terei o maior prazer em entreter Ally para você — disse Tate em tom malicioso.
— Você terá sua própria acompanhante. E, se encostar um dedo nela, eu matarei você — resmungou Travis. A ideia de deixar Ally sozinha a noite inteira o deixou irritado.
— Basta falar para ela dar o lance em você e ganhar — sugeriu Jason. —
Eu cobrirei o lance.
Aquilo funcionaria. Travis talvez passasse por alguns momentos de humilhação, mas Ally resolveria. — Eu cobrirei. Eu pagaria qualquer coisa para passar uma noite com Ally.
— Obrigado. Devo uma a você, Travis — disse Jason grato.
— Não, não deve. Basta conseguir a mulher e considerarei a dívida paga.
Nenhuma mulher merece se casar com alguém que só quer usá-la —
resmungou ele, pensando em Ally. Travis queria que Sutherland tivesse sucesso, tanto por ele mesmo quanto por Hope Sinclair.