A Perdição do Bilionário: Travis
Capítulo 14
— Sem problemas — disse ela com um sorriso malicioso. — Você se recupera muito depressa.
Aquilo era verdade em se tratando de Ally. Ele sempre tinha outra ereção cinco minutos depois de trepar com ela. — Vou tentar — resmungou ele.
A expressão dela foi tão alegre que Travis decidiu que deixaria que ela fizesse qualquer coisa com ele. Desde que olhasse para ele exatamente daquela forma pelo resto da vida. Talvez ela o matasse, mas ele morreria muito feliz.
A viagem para o Colorado no dia seguinte foi tranquila, mas, para Ally, foi espetacular. Ela nunca viajara no jatinho particular de Travis e o luxo da aeronave era inacreditável. Obviamente, Travis quis passar a maior parte do voo mostrando a ela o quarto, que Ally adorou.
Ela se recostou no banco de couro da BMW que alugara para ele, pois não conseguira encontrar a Ferrari que Travis pedira. — Lamento que tenha que se rebaixar a usar a BMW — disse ela brincando.
— Acho que terei que me contentar em ser um cara normal — respondeu ele com um sorriso.
Ela riu, sabendo que Travis Harrison nunca seria apenas um cara normal.
— Sim, só um qualquer — concordou ela, assentindo com a cabeça. —
Com dois carros de segurança atrás de nós desde o minuto em que saímos daquele jatinho luxuoso.
— É o pessoal de Tate — disse Travis, manobrando pelo tráfego ao saírem dos limites da cidade de Denver. — Você ficará bem segura quando chegarmos a Rocky Springs.
— Eu? Não é a mim que eles estão protegendo, Travis.
— É claro que é. Foi o único motivo pelo qual eu disse a Tate que mandasse mais de um carro. Eu queria ficar sozinho no avião e deixei a sua segurança no aeroporto da Flórida. Disse a Tate para mandar alguns dos homens dele para o aeroporto daqui. Não me preocupo muito com a minha segurança. Eu me preocupo com a sua.
— Eu nunca tive segurança antes. — Ela olhou para ele confusa.
— Querida, seu belo traseiro está sendo seguido desde o dia em que o seu ex apareceu em sua casa. Você só não sabia.
— Por quê?
— Porque você é a minha mulher e, goste eu ou não, sou um homem de muita visibilidade. Quero ter certeza de que você estará segura. — Ele lançou um olhar a ela para que não discutisse.
— Eu não sabia — murmurou ela, sem saber ao certo como se sentia por ser vigiada o tempo todo, mas emocionada por ele pensar em sua segurança.
— Tenho certeza de que não é necessário.
— É, sim — respondeu Travis em tom firme. — Não discuta comigo sobre isso, Ally. Quero que esteja segura.
Ela resolveu que poderia lidar com a segurança, pois era apenas parte de quem era Travis, e respondeu: — Ok. — Ela observou o cenário pela janela, maravilhada com as montanhas em cujo topo ainda havia neve. — Ai, meu Deus. Aqueles são carneiros silvestres? — perguntou ela animada, olhando para o terreno rochoso ao lado da rodovia.
— Sim — respondeu Travis. — Você nunca viu um deles?
— Nunca — respondeu Ally entusiasmada. — Saí da Flórida em raras vezes. — Ela procurou o telefone na bolsa para tirar uma fotografia.
— Não se dê ao trabalho — disse Travis. — Você está longe demais deles. Não se preocupe, verá muitos animais selvagens aqui.
— Você sabia que essa foi uma das coisas que mais me deixou animada quando entrei para este emprego? Eu queria viajar, ver outros lugares.
Fiquei desapontada quando percebi que você nunca me levaria junto. Mas acho que, no fim das contas, foi melhor, pois eu precisava do meu outro emprego. — Ela guardou o telefone na bolsa.
— Eu queria — respondeu Travis. — Mas não podia, Ally. Não era possível. Mesmo naquela época, eu queria trepar com você. E ter você tão perto de mim teria me matado.
— É tão difícil acreditar que você se sentiu atraído por mim por tanto tempo. Travis, há tantas mulheres que...
— Não importava. Eu não trepei com nenhuma outra mulher desde que conheci você. Não queria nenhuma delas — disse ele irritado.
Ally o encarou. — Você não fez sexo durante quatro anos?
— Não. Era só eu e as minhas fantasias sexuais com a única mulher que eu queria. Mas eram fantasias muito ardentes — respondeu ele brincando, tentando deixar a conversa mais leve.
— Por que eu nunca notei? — resmungou Ally para si mesma.
— Porque eu não queria que notasse. Você estava noiva de outro homem.
Achei que tinha uma vida perfeita. Mas, se eu soubesse que ele era um
imbecil, que não a fazia feliz, teria começado a levá-la comigo nas viagens — respondeu ele furioso. — Teria feito tudo o que podia para afastar você dele.
Ally sentiu os olhos enchendo-se de lágrimas. Saber que Travis estivera lá, querendo-a durante aquele tempo todo, quase fez com que desmoronasse. Ally sabia o que sentia por ele agora e, se Travis sentira uma pequena fração disso, teria sido muito difícil. — Eu não estava feliz. Rick e eu nem tentamos fazer sexo nos últimos dois anos. Ele inventava desculpas, mas eu sabia...
— Não, Ally. Não pense nele — retrucou Travis.
— Não ouço mais a voz dele, Travis. Na verdade, estou feliz por ele ter me feito deixá-lo. Não me magoa mais — disse ela com sinceridade.
— De quem é a voz que você escuta? — perguntou ele com a voz cheia de emoção.
— A minha. — Ally observou o perfil dele e viu que o maxilar estava cerrado. Ele obviamente ainda não suportava pensar no ex dela. — E
algumas vezes ouço a sua. Especialmente as coisas safadas. — Ela viu que ele relaxou e a expressão do rosto ficou mais suave.
— Eu queria matar o imbecil pelo que ele fez. Ele tem sorte de ter perdido só o emprego e a mulher, se é que se pode chamá-la disso. Meu Deus! Ela mal tinha dezoito anos — resmungou Travis.
— Como você sabe disso? — perguntou Ally, ligeiramente espantada por Travis saber sobre a outra mulher na vida de Rick.
— Porque passei as informações certas para o chefe dele para que ele fosse demitido e depois subornei a mulher para deixá-lo. Ela era jovem e estava encantada pelo fato de um homem tão educado estar interessado nela. Ele contou a ela algumas mentiras sobre você. E ela acreditou porque era jovem e ingênua. Nunca soube da verdade sobre você. Ela ficou mortificada, Ally. Eu não queria que ela destruísse a própria vida com um idiota. Era jovem demais. Paguei a bolsa dela da faculdade, com a condição de que ficasse longe dele. Ela aceitou e disse que nunca mais o veria.
Ally olhou para Travis por um momento, completamente atônita. Era difícil para ela sentir pena de Rick, pois trabalhara insanamente durante anos por ele. E ele conseguira outro emprego, só não prestigiado quanto o que conseguira depois da faculdade. Mas o fato de Travis ter salvado uma jovem do comportamento manipulador de Rick a deixou emocionada. — Eu sabia que ela era jovem, mas não tanto. Obrigada. Ele a teria destruído. —
Rick quase a destruíra e ela era mais velha e mais esperta. Ally mal conseguia imaginar os danos que ele causaria a uma mulher tão jovem e ingênua.
— Você não está brava?
— Não. Rick conseguirá outro emprego, mas talvez tenha que trabalhar um pouco mais. Não fico triste por isso. Talvez ele esteja ocupado demais perseguindo mulheres jovens. Mas o que você fez por aquela garota é incrível. Você é incrível — disse ela baixinho, sabendo que não fora a primeira jovem que ele salvara. Ele também ajudara duas jovens indianas a escaparem de um destino terrível quando ajudara Asha.
Travis deu de ombros, parecendo quase constrangido. — Achei que era a coisa certa a fazer.
— E era — concordou Ally, sentindo o peito apertado ao olhar para Travis. Ele tinha muita integridade, muita compaixão escondidas em seu interior. E nunca esperava nada em troca, não queria reconhecimento pelas coisas boas que fazia. Na verdade, ele evitava a atenção. Travis Harrison fazia o que achava certo por causa do senso de honra que tinha. — Você é um cara e tanto, Travis Harrison.
— Sou um escroto, Ally. E todos sabem disso. Mas, se acha isso, fico feliz por estar louca — disse ele com um sorriso. — Aceito qualquer coisa para manter você — acrescentou ele em tom mais sério.
Ally revirou os olhos. — E acha que eu sou a louca? — Mas ela sentiu o corpo todo quente de prazer. — Olhe só! Estamos chegando ao Túnel Eisenhower — exclamou ela, vendo a placa que indicava que estavam aproximando-se dele.
Travis balançou a cabeça e sorriu. — Não sabia que você ficaria toda animada com um buraco enorme em uma montanha.
Ally olhou para ele com olhar recriminador. — Você é cínico porque viajou o mundo inteiro. O túnel é impressionante. Ele nos levará diretamente sob a Divisória Continental. E chega a quase 3.400 metros de altura. É um dos maiores e mais longos túneis rodoviários do mundo, Travis.
— Você andou pesquisando.
— É claro que sim. E não foi uma pesquisa. Eu me diverti muito. Nunca estive no Colorado. É um lugar lindo.
— Talvez você não ache isso quando a neve começar a cair — retrucou Travis.
— Eu nunca vi neve — respondeu Ally.
— Pois verá. Você irá para todos os lugares comigo daqui em diante. —
A declaração dele soou quase como uma advertência.
Ally ficou emocionada com a voz possessiva de Travis ao entrarem no Túnel Eisenhower. — Isto é incrível. Estamos mesmo atravessando o interior de uma montanha — disse ela, pensando em como era surreal estar em outra parte do país, em uma área tão diferente da Flórida. — Como é Rocky Springs? O rancho é grande?
Ela só se encontrara rapidamente com Tate Colter algumas vezes, em ocasiões em que ele fora ao escritório falar com Travis. Ele era loiro, grande e lindo. Mas a única coisa de que ela realmente se lembrava eram os olhos cinzentos incríveis e como ele sempre fora muito educado.
— Ranchos — corrigiu Travis. — A cidade é pequena, mas os Colters são donos de mil acres nos arredores dela. Eles têm um rancho lá. Há também um rancho para convidados, um spa e um resort de esqui. Há fontes quentes em toda a área.
— E exatamente quantos Colters existem? — Ally não sabia que Tate tinha irmãos.
— O pai de Tate faleceu. Mas a mãe ainda vive na propriedade antiga, perto do resort, com a irmã dele. E ele tem mais três irmãos.
— Todos ricos, suponho — comentou Ally.
— Os Colters são ricos há muitas gerações. Os ancestrais deles se estabeleceram na cidade durante a corrida do ouro. Todos eram inovadores e começaram alguns negócios muito prósperos. Então, sim, todos eles são incrivelmente ricos. — Ele hesitou por um momento e acrescentou: — Mas são todos excelentes pessoas.
Ally estava nervosa. Não era um mundo com o qual ela tinha contato fora do escritório de Travis. — Espero que gostem de mim — disse ela baixinho. — Mas, pelo menos, eles acham que sou só sua assistente.
— Não foi o que eu disse a Tate. E você não é só minha assistente —
respondeu Travis irritado ao sair da rodovia e começar a percorrer uma cidade nas montanhas.
— Então, o que você disse? Só estamos... saindo juntos.
— Eu disse a ele que levaria minha mulher — respondeu ele em tom firme. — Ele nos colocou em uma das casas de hóspedes na propriedade dele para que possamos ter privacidade. Acho que Sutherland usará a outra casa.
Ally não percebera que Jason também iria, mas estava mais preocupada com o que Travis dissera aos amigos. — Mas não sou realmente sua mulher.
— Se você disser isso mais uma vez, vou parar este carro no acostamento e mostrar o quanto pertence a mim — disse Travis com voz perigosa. Ele saiu da cidadezinha e entrou em uma rodovia de duas pistas, passando pelas curvas com extrema facilidade. — Não diga isso, Ally. Não foi uma ameaça vazia. Estou mais do que pronto para mostrar a você exatamente o que eu quis dizer, aqui e agora.
Ai, meu Deus. Ally nunca tivera tanta vontade de fazê-lo cumprir uma ameaça. Seu corpo precisava do dele e ela o queria dentro de si tão desesperadamente que a calcinha estava molhada. Mas não era uma área segura para que ele parasse no acostamento. E ela não tinha dúvidas de que ele faria isso. — Mostre-me mais tarde — disse ela sem fôlego.
— Pode contar com isso — avisou ele em tom sombrio.
Ally não disse nada, com imagens do que Travis faria com ela mais tarde passeando por sua mente. Ela recostou a cabeça no banco e fechou os olhos, visualizando o corpo forte de Travis sobre o seu, o olhar feroz de desejo que sempre tinha nos olhos quando estava dentro dela.
— No que está pensando? — perguntou Travis curioso.
— Nada — disse ela em tom culpado. — Só pensando no meu terceiro livro. — Mentirosa. Mentirosa. Claro que não estou pensando em uma trama para jovens no momento.
— Quando ele estará pronto? Você me deixou no suspense de novo —
resmungou ele.
Ela abriu os olhos. — Você já leu o segundo livro?
— Ontem. E é fantástico. Mas você precisa terminar logo a trilogia para não me enlouquecer.
— É o que pretendo. E acho que você é parcial. Os editores odiaram —
respondeu ela com um suspiro, mas feliz por Travis parecer ter gostado mesmo da história.
— Não dou a mínima para o que eles disseram. É fantástica —
resmungou ele. — Sou um leitor. Portanto, minha opinião é muito mais importante — disse ele em tom arrogante. — Você precisa de um bom agente que possa enviar os livros para grandes editoras. Ou pode publicá-los você mesma. Conheço um bom homem de negócios que ficaria muito feliz em ajudar.
Ally já sabia quem era o homem de negócios e sorriu. — Então, você deixaria Kade me ajudar?
Ela riu quando ouviu o rosnado infeliz previsível de Travis que estivera esperando. Quando parou de rir, ela disse em tom mais sério: — Só o fato de você acreditar em mim é suficiente. Acho que é algo que preciso fazer por conta própria.
— Mas que mulher teimosa — reclamou ele, acenando com a cabeça para o lado direito. — Olhe, um rebanho de alces.
Ally ficou maravilhada ao ver o campo cheio de alces. — Eles são enormes. — Alguns estavam bem próximos da estrada e Travis reduziu a velocidade para não atingir nenhum dos animais.
Depois de passarem pelo rebanho, Ally perguntou curiosa: — Então, por que você insistiu tanto que eu viesse para o Colorado? Obviamente, você se sente confortável aqui. Conhece bem os Colters. Que diferença tem para qualquer outro evento de caridade? — Ela se fizera aquela pergunta durante algum tempo.
— É um leilão e um baile — respondeu Travis em tom sombrio.
— E daí? Você participa de leilões — retrucou ela.
— Não é um leilão normal. Tate achou que seria interessante ter um leilão de bilionários para arrecadar mais dinheiro. Que idiota! E ele tem as conexões para reunir uma multidão muito rica.
— Então, só haverá bilionários lá? — perguntou Ally.
— Não. Os bilionários serão leiloados. As mulheres darão lances no bilionário que quiserem que sejam o acompanhante para o baile. — Travis estremeceu visivelmente. — Não acredito que Sutherland apareceu.
Coitado. Espero que ele saiba no que está se metendo. Convenientemente, os irmãos de Tate não estão na cidade.
— Então, você será leiloado?
— Claro que não. Ficarei de fora porque tenho uma mulher. Só os caras solteiros serão leiloados.
— Então você me trouxe como proteção? — perguntou Ally, reprimindo uma risada, sabendo que aquele provavelmente fora o motivo inicial para que ele precisasse dela.
Ele hesitou por um momento e respondeu: — Sim. Não vou subir em um palanque de leilão como se fosse uma maldita antiguidade ou um cavalo premiado à venda.
Ally riu. — Bom, você é um garanhão e não tem preço. Isso é hilário. E
acho muito diferente. Acho que será divertido. E os homens que estão participando são bons esportistas. Tate será leiloado?
— Sim. Alguma mulher desavisada terá que aguentá-lo a noite inteira —
resmungou Travis. — Ele conseguiu um número surpreendente de voluntários. Acho que vamos arrecadar bastante dinheiro.
— Então, eu estarei no mesmo lugar que muitos dos solteiros mais cobiçados do mundo? — perguntou Ally em tom provocante.
— Não. Você estará lá comigo — respondeu Travis.
— Jason Sutherland terá um preço alto. Tate também. Conheço mulheres que dariam qualquer coisa para passar uma noite com um deles. E imagino que haverá mulheres com carteiras bem profundas.
— E você é uma dessas mulheres que adoraria passar uma noite com Tate ou Jason? — perguntou Travis. A voz dele fora ríspida, mas um pouco vulnerável. Ele saiu da rodovia e entrou em uma estrada pavimentada com uma placa que dizia “Boas-vindas ao Rocky Springs Resort”.
Ally olhou para Travis surpresa. Ele estava falando sério? Nenhum outro homem existia mais para ela. Jason certamente era bonito, Tate também.
Mas não havia outro homem no mundo como Travis. Ela achava incrível que ele pudesse até mesmo fazer aquela pergunta, que ainda tivesse dúvidas. Ela o perseguia como uma mulher em estado perpétuo de cio. Era incrível que Travis tivesse inseguranças, mas, pelo jeito... tinha.
Assim como eu.
— Não, não sou. — Ela estendeu a mão e acariciou gentilmente o maxilar dele. — Já estou vivendo minha fantasia com você e tenho sorte de ter mais de apenas uma noite. — Ela suspirou ao acariciar os cabelos na nuca dele. — No mínimo, fico imaginando por que você me quer. Você é um homem brilhante, incrivelmente bonito, que dá aos outros sem reconhecimento algum. Sou só uma mulher comum e não tenho nada de especial. Minha bunda é grande demais, tenho curvas demais e não sou nada além do ordinário. Mesmo assim, você me quer. Algumas vezes, tenho medo de acordar e perceber que tudo o que aconteceu com você foi apenas um sonho erótico muito longo. Portanto, não... não sonho nem fantasio com nenhum outro homem além de você.
Travis segurou a mão dela e levou-a aos lábios, beijando-lhe a palma reverentemente. — Jesus, Ally. Às vezes, sinto exatamente a mesma coisa.
O tempo parou por um momento, como se somente eles dois existissem.
Ally prendeu a respiração. A beleza de Travis abrindo-se para ela fez com que seu coração saltasse no peito. A ligação com ele era tão forte, tão correta, que ela queria chorar de alegria por estar com Travis. — Nunca magoarei você de novo, Travis. Não de propósito. — Ela soltou o ar trêmula. — E farei tudo o que for necessário para convencer você disso.