A Perdição do Bilionário: Travis
Capítulo 17
Mas a única coisa que importava no momento era que Travis não a traíra.
As lágrimas eram de alívio, não de tristeza.
— Não acho que você conseguiria se livrar de Travis, mesmo que tentasse — disse Tate com uma risada. — Ele está destruindo o salão procurando você.
Ally se afastou e abriu um sorriso fraco para Tate. — Vá dizer a ele que me encontrou. Vou para lá daqui a pouco. Só preciso de alguns minutos.
Estou um pouco abalada.
Tate se levantou e sorriu maliciosamente para ela. — Vou dizer a ele que tivemos um encontro no escuro.
— Eu não faria isso — advertiu Ally.
— Eu faria. Nunca vi Travis assim antes. É muito divertido — disse Tate, assoviando baixinho ao se afastar.
Ally balançou a cabeça, imaginando se Tate tinha tendências suicidas ao observá-lo andar para a casa. Naquele momento, o celular tocou novamente.
Travis estava frenético, pronto para virar o salão do avesso, quando Tate andou até ele, fazendo um sinal com o polegar em direção à porta que levava para o lado de fora. — Ela está lá fora, perto da fonte. Disse que precisa de alguns minutos.
Mas que diabos? Por que ela fora para lá? Travis franziu a testa para Tate, mas não disse nada. Ele começou a andar na direção da porta, mas não foi muito longe antes que Tate o segurasse pelo braço com um aperto de aço.
— Você precisa se acalmar, Trav. Aconteceu uma coisa ruim a ela hoje.
A casa dela foi destruída, totalmente queimada. Ela está chateada — disse Tate solenemente.
As palavras de Tate atingiram Travis como uma tonelada de tijolos. —
Aconteceu mesmo. Merda! — O corpo dele estremeceu ao perceber que o sonho fora mesmo pré-cognitivo e que Ally provavelmente estaria morta se ele não a tivesse levado para o Colorado. Não que ele teria se arriscado, mas era uma sensação assustadora e aterrorizante que causou um arrepio gelado na espinha. Ele puxou o braço e correu para a porta, com o coração batendo forte no peito.
Ela está bem. Ela está bem.
Racionalmente, ele sabia que ela estava viva. Tate acabara de vê-la.
Ainda assim, ele precisava ver o belo rosto de Ally com os próprios olhos.
E ela precisava dele. Travis conseguia sentir.
Ele a viu parada ao lado da fonte segurando o telefone e olhando para a água. Meu Deus! Ela parecia tão perdida e sozinha, tão vulnerável, com os braços em volta do corpo e o rosto com manchas escuras. Obviamente estivera chorando e a maquiagem mostrava as marcas das lágrimas. Mas ela nunca parecera tão linda só de estar ali parada, ainda viva e respirando.
Ela é minha. Sempre esteve destinada a ser minha.
Travis nunca tivera tanta certeza de alguma coisa na vida inteira. Ele não era o tipo de homem que acreditava em destino. Sempre acreditara que cada um fazia o próprio destino. Agora, não acreditava mais nisso. Não em se tratando de Ally. Só houvera ela em sua vida e ele quase a perdera.
— Ally — disse ele baixinho ao andar até ela devagar, abrindo os braços quando Ally se virou ao ouvir sua voz. Ela se jogou contra ele e Travis fechou os olhos ao prendê-la firmemente em seus braços. — Vai ficar tudo bem, querida. Vou resolver tudo. — Ele passou a mão nos cabelos dela, segurando sua cabeça contra o ombro. — Só o que importa é que você está bem. Todo o resto, incluindo a casa, pode ser reposto.
— Tate contou a você? — perguntou ela baixinho.
— Sim.
— Você sabia o que ia acontecer, não sabia? Foi por isso que quis que eu viesse com você? Não teve nada a ver com evitar o leilão. Você estava tentando me salvar.
— Eu tive o mesmo sonho todas as vezes, mas era vago demais.
Reconheci o resort e o salão de festas, e recebia um telefonema dizendo que você tinha... — Travis teve que forçar a palavra a sair da boca em um tom gutural ao terminar: — morrido. Eu não sabia como nem por quê. Eu não sabia quando. A única coisa que fazia sentido era que, se alguma coisa fosse acontecer, seria enquanto eu estivesse no Colorado.
— Por que não me contou? — perguntou ela confusa.
— Pelo amor de Deus, Ally. Eu nem sabia com certeza se alguma coisa aconteceria. E não podia aguentar nem mesmo pensar no assunto, muito menos falar sobre ele. Não queria assustar você sem motivo. Mas eu tinha que garantir que estivesse no Colorado comigo, mesmo se tivesse que raptá-la.
— Você não faria isso! — exclamou ela, afastando-se para olhar para ele.
— E talvez eu estivesse casada.
Travis cerrou os punhos nas costas dela. Já passara da hora de parar de enganar a si mesmo e aos outros. — Você não teria se casado com ele. Eu teria feito qualquer coisa que fosse necessária para garantir que você não se casasse. — Ele finalmente botara para fora, admitira para si mesmo. Não importava o quanto queria pensar que teria deixado Ally ser feliz com outro homem. Simplesmente não teria acontecido. Ele a queria demais, precisava demais dela. Ele a teria jogado sobre o ombro no casamento, se necessário,
para levá-la embora. — Eu não podia esperar muito mais tempo. Teria feito tudo ao meu alcance para que fosse minha. — A convicção de que ela era dele fora forte demais para ser ignorada. Quanto mais perto chegara do casamento, mais desesperado ele se sentira. Nunca deixaria que ela disse
“Sim” para outro homem sem primeiro lutar com tudo o que tinha para tê-la para si. Talvez tivesse lutado consigo mesmo até o último momento, mas não tinha dúvidas sobre como as coisas teriam terminado. E ela não teria terminado casada com outro homem. Ele teria lutado sujo, se fosse preciso, e era perfeitamente capaz de fazer isso. — Ora, e eu achei que Sutherland era louco pelo plano que montou com a ajuda de Tate. Eu teria feito algo tão louco. Ou até pior.
— Você não me disse o que eles estavam planejando. Disse apenas que Jason iria atrás da mulher que ama — murmurou Ally.
— Acredite em mim, você não quer saber — disse Travis enfaticamente, mudando de assunto. — Diga-me o que aconteceu com a casa.
Ally explicou o que acontecera, que falara com a polícia duas vezes e que a casa fora totalmente perdida. — Não acho que a ficha cairá até que eu a veja — terminou ela em tom triste. — E precisarei encontrar um lugar para morar. Não consigo acreditar que não tenho um teto.
— Você vai morar comigo — rosnou Travis. O instinto protetor era quase doloroso.
— Agradeço por me oferecer um lugar para ficar por algum tempo, mas vou encontrar uma casa o mais depressa que puder — garantiu ela.
Mas que merda, a mulher iria deixá-lo louco. — Permanentemente, Ally.
Não precisa procurar outro lugar.
Travis observou quando ela mordeu o lábio inferior. Os olhos ainda estavam com manchas escuras. Ela ficou em silêncio por um momento, o minuto mais longo que Travis já enfrentara, antes de responder: — Não sei se posso fazer isso, Travis.
Ele explodiu. — Claro que pode. Por que não?
— Porque estou apaixonada por você — respondeu ela sem fôlego. — Eu não queria que isso acontecesse, mas amo você. Quando percebi, há pouco tempo, que, se não fosse pelo seu aviso, eu estaria morta, a única coisa em que conseguia pensar era que teria me arrependido de não ter lhe dito isso.
Portanto, preciso dizer. Mas também sei como eu me senti quando aquela morena bonita ganhou o leilão. E percebi que você queria que ela ganhasse quando a abraçou. Só o fato de ver você com outra mulher daquele jeito me
destruiu. Agora eu sei quem ela é porque Tate me explicou. Mas percebi que, para mim, em se tratando de você, tem que ser tudo ou nada. Amo você tanto que chega a doer — terminou ela com um soluço.
Travis segurou a cabeça dela com as mãos e cobriu sua boca com os lábios, beijando-a furiosamente, possuindo-a, unindo-os enquanto sentia a cabeça girar com a confissão dela. Ela me ama. Ele não conseguia entender aquilo, nem queria. No momento, queria marcá-la como sendo sua, dizer para ela que o que tinham nunca terminaria. Finalmente, ele afastou a boca e disse: — Acha que não sinto a mesma coisa, Ally? Não acredito que você pensou, mesmo que por um segundo, que eu a trairia. Você sabe como me sinto. Eu sei que sabe. Acha mesmo que eu a deixaria ir embora? Você vai se casar comigo e eu lhe mostrarei, todos os dias, como tenho sorte de tê-la como minha. — Ele colocou a mão no traseiro de Ally de forma possessiva, sentindo uma necessidade desesperadora de estar dentro dela. — Não sei se só o amor explica como eu me sinto. Que merda... eu amo você, mas é mais do que isso. Eu soube, há quatro anos, no minuto em que você entrou no meu escritório e olhou para mim com esses belos olhos verdes, que estava encrencado. Portanto, acabe com o meu sofrimento depois de anos de inferno. Diga que vai se casar comigo — disse ele, colocando uma das mãos dentro da calcinha dela e sentindo imediatamente os dedos molhados. Ally gemeu suavemente e respondeu: — Mas nem conversamos ainda sobre casamento — protestou ela fracamente.
— Diga — exigiu Travis com voz rouca, precisando ouvi-la finalmente dizer que ficaria com ele para sempre. Se ela não dissesse, ele ficaria louco.
Ele estimulou o clitóris, colocando um pouco mais de pressão. — Diga agora.
— Travis. — O nome dele saiu dos lábios dela com um suspiro. — Eu amo você.
Ok... ele adorou aquilo e queria continuar ouvindo Ally dizer aquelas palavras, mas queria mais. — Diga que se casará comigo. — Com a paciência no fim, ele segurou a calcinha e arrancou-a do corpo dela, guardando o tecido rasgado rapidamente no bolso. Em seguida, empurrou-a contra a parede do prédio, em um canto escuro e escondido onde não seriam vistos.
— Travis, não podemos fazer isto aqui — protestou Ally com voz fraca.
— E sim, eu vou me casar com você. Eu amo você.
Ah... as duas coisas que ele queria ouvir de uma vez só. A adrenalina o invadiu, com o corpo e a mente em um estado de tanto êxtase que nunca mais queria que terminasse. Não havia como não penetrá-la naquele momento. Ele estimulou o clitóris com um pouco mais de força, acariciando a carne escorregadia entre as pernas dela para deixá-la ainda mais excitada enquanto liberava o pênis. — Agora, Ally. Quero colocar meu pau dentro de você, tão fundo que não conseguirá pensar em mais nada além de mim até que goze.
— Ai, sim — gemeu ela. — Trepe comigo, Travis.
Merda. Ele adorava ouvir aquelas palavras saindo dos lábios dela quando seu nome as acompanhava. Ele a segurou pelas nádegas e prendeu-a contra a parede ao levantá-la. — Passe as pernas em volta da minha cintura.
Ela obedeceu imediatamente, agarrando os cabelos dele ao dizer com voz sedutora: — Você é meu, Travis.
Travis a penetrou com uma investida rápida, reprimindo um gemido e adorando a forma como ela o aceitou. A possessividade dela aqueceu seu sangue e deixou as próprias emoções de posse ainda mais frenéticas. Não havia nada que ele quisesse mais do que fazer com que ela se sentisse segura e feroz o suficiente para reclamá-lo para si. — Diga que me ama —
exigiu ele, querendo ouvir aquelas palavras o tempo todo.
— Eu amo você. Agora, trepe comigo — ordenou ela, passando os braços em volta dos ombros dele.
Travis perdeu o controle, sem conseguir se conter. Ele a penetrou com força, repetidamente, sendo totalmente controlado pela fera sombria dentro de si.
Preciso que ela seja minha. Preciso que ela seja minha.
— Diga que ficará comigo para sempre — pediu ele ao penetrá-la mais fundo, com mais força, mais depressa.
— Sim, para sempre — respondeu ela com ferocidade quando o corpo começou a tremer e contrair-se em volta dele.
Travis sentiu o clímax dela invadindo-lhe o corpo, que se contraiu em volta do pênis. Ele apertou as nádegas dela, puxando seus quadris para cima para receber cada investida.
Naquele instante, ela o mordeu, enterrando os dentes na carne do ombro, algo que ele sabia que era para que não gritasse. Mas a sensação da marca erótica fez com que ele explodisse. Travis capturou a boca de Ally e os dois
gemeram no beijo ao estremecerem juntos. Os sons abafados de satisfação se misturaram enquanto os corpos eram saciados.
Liberando a boca de Ally para que ela pudesse respirar, Travis enterrou o rosto em seus cabelos. Ela repousou a cabeça no ombro dele enquanto os dois recuperavam o fôlego. Ele a colocou de volta no chão, puxando a saia curta para baixo em volta das coxas e arrumando rapidamente a própria calça. Em seguida, envolveu-a novamente nos braços, mantendo-a firmemente contra o corpo.
— Meu desejo se tornou realidade — disse ele com voz rouca.
— Que desejo? — perguntou Ally curiosa, ainda ligeiramente sem fôlego.
— O que eu fiz para a estrela cadente na fonte termal na outra noite.
— Você desejou trepar comigo contra uma parede? — perguntou ela brincando. — E o meu desejo também se tornou realidade.
Bem... se ele tivesse pensado naquilo, talvez o desejo tivesse sido outro.
Fora algo incrível. Mas o que ele desejara fora algo muito mais importante.
— Não. Eu queria que você me amasse e ficasse comigo para sempre.
Ela olhou para ele com os olhos verdes cheios de lágrimas. — Esse foi o meu desejo. Eu queria muito que você me amasse.
As palavras de Ally ecoaram no coração de Travis e, ao olhar para o rosto dela, ele jurou lhe dar todo o amor que ela não tivera na vida até o momento. Ela queria tão pouco e ele queria lhe dar tanto. — Eu amo. Eu queria que você me amasse também, querida. — Ele limpou as lágrimas que escorriam pelo rosto dela, estragando ainda mais a maquiagem. Ele colocou a mão no bolso e sorriu ao tirar a calcinha rasgada primeiro. Em seguida, procurou mais no fundo do bolso e tirou a caixinha que queria dar a ela naquela noite. Ele abriu a tampa e o diamante brilhante capturou os raios da luz tênue. — Não vou perguntar de novo se você quer se casar comigo porque já disse que sim e não pode mais mudar de ideia —
resmungou ele, sem querer correr aquele risco. Ele tirou o anel da caixa, guardou-a no bolso e pegou a mão de Ally, colocando o diamante em seu dedo.
Minha.
Puta merda, ela ficou linda usando o anel, uma declaração física de que finalmente era dele.
— Travis, não sei o que dizer — murmurou ela, movendo o olhar do anel para o rosto dele. — Minha nossa, a única coisa que fiz a noite inteira foi
chorar. E quase nunca choro. — Mas ela tinha os olhos cheios de lágrimas.
— Nada — respondeu Travis depressa. — Não diga nada. Você já disse sim. — Ele não a deixaria recuar. Já concordara em se casar com ele e não havia mais nada a dizer. — Só me beije — sugeriu ele, torcendo para que ela não chorasse de novo. — Não quero mais ver você triste — admitiu ele com voz abalada.
Ally acariciou o rosto dele e colocou a mão em sua nuca para lhe dar o beijo mais doce. Ele o saboreou, saboreou um abraço cheio de ternura e amor, uma ligação que ia muito além da paixão. Ela se afastou lentamente e sussurrou: — Não estou triste. Só abalada.
— Eu sei. Sua casa...
— Não por causa da casa — interrompeu ela, abrindo um sorriso leve. —
Estou abalada por você, por nós. Nunca me senti tão feliz e isto é quase assustador.
— Então, acostume-se a ficar assustada, pois pretendo mantê-la feliz todo santo dia — respondeu ele com um sorriso malicioso e sabendo exatamente como ela se sentia. Para um homem que vivera em isolamento e escuridão por tanto tempo, estar tão feliz era aterrorizante, mas ele correria o risco. — Você acabará se acostumando.
Ally abriu um sorriso trêmulo, passando as mãos pelo rosto. — Preciso me limpar, estou uma bagunça. E estou curiosa para ver quem ficou com Tate para passar a noite.
Travis não estava curioso, mas sorriu ao torcer para que o outro homem tivesse ficado com a mulher mais irritante do evento de caridade. Seria bem feito pela forma como Tate o torturara sobre Ally.
Ele colocou o braço em volta dela e conduziu-a até o banheiro feminino, esperando do lado de fora depois de entrar rapidamente no banheiro masculino para se limpar. Ele encostou o ombro na parede para observar a multidão. O baile estava a pleno vapor e parecia que o leilão já terminara.
Ele percorreu a pista de dança com os olhos, procurando Tate, mas não o viu em lugar algum.
— Acho que não vou conseguir ficar melhor do que isso sem reaplicar maquiagem — disse Ally em voz baixa e ansiosa atrás dele.
Travis se virou e olhou para ela. — Você está deslumbrante. — Ela era a mulher mais linda que ele já vira.
Ally revirou os olhos para ele. — Pareço uma mulher que chorou a noite inteira. Meus olhos estão inchados, a maquiagem saiu toda e meu nariz está
vermelho. Não estou nada atraente.
Travis discordou. Ele olhou para o anel no dedo de Ally e novamente para o rosto dela, achando que ela estava incrível. — Você parece minha —
disse ele simplesmente, achando que era aquilo que a deixava mais atraente.
Ela parecia um milagre. — Dance comigo — pediu ele, estendendo a mão para pegar a dela.
Ela colocou a mão na dele com um sorriso, aproximando-se para sussurrar: — Não se esqueça de que minha bunda está nua. Um bárbaro arrancou minha calcinha e duvido que ela esteja em condições de ser usada.
Não estava, pois Travis a rasgara. Ele conferiu a saia dela para garantir que estivesse com o traseiro coberto. — Pelo amor de Deus, não se incline para a frente — disse ele, puxando-a para uma área mais escondida da pista de dança. Ele estava dividido entre o desejo de segurá-la nos braços e a necessidade territorial de garantir que ela não ficasse exposta. Ao puxá-la para seus braços, ele resolveu o problema colocando uma das mãos no traseiro dela, em vez de nas costas, garantindo que a saia não levantasse.
— As pessoas estão olhando — disse Ally em tom divertido ao seguir os passos dele com perfeição.
— Não me importo nem um pouco — respondeu ele, surpreso consigo mesmo por realmente não se importar. Era uma ocasião formal e talvez não fosse apropriado segurá-la daquele jeito, mas era uma sensação agradável.
— Se não gostam, não precisam olhar.
— Travis Harrison, está realmente disposto a fazer algo ligeiramente escandaloso? — brincou Ally.
Ele olhou nos olhos verdes dela com expressão intensa. — Não há nada que eu não faria em se tratando de você — disse ele com voz rouca, falando absolutamente sério. — Diga de novo que me ama — pediu ele insistentemente. Ele sabia que soava ridículo, mas também não se importou.
— Eu amo você — respondeu ela imediatamente.
Travis sentiu o pênis enrijecer só com o tom terno e sedutor das palavras dela. Incapaz de se conter, ele parou de dançar e beijou-a, tentando dizer a ela, sem usar uma palavra, o quanto aquele amor era importante. Ally o amava exatamente como ele era, escroto e tudo o mais. Ela não se importava com o dinheiro dele, com os sonhos pré-cognitivos assustadores nem com o comportamento nada adequado algumas vezes. Ela só se importava... com ele.
Câmeras explodiram e Travis sabia que veria a própria fotografia nas páginas dos jornais no dia seguinte beijando a noiva na pista de dança de um evento de caridade. E ele gostou da ideia. Esperara Ally durante anos e queria que todos os homens no mundo soubessem que agora ela pertencia a ele. Na verdade, ele procuraria feliz a fotografia porque queria emoldurá-la.