A Perdição do Bilionário: Travis
Capítulo 5
— E eu faria isso? — Ela colocou a mão sobre o peito com um falso olhar de horror e desalento.
Travis a encarou friamente. — Sim — resmungou ele.
Ally colocou alguns lembretes no telefone enquanto estavam no elevador.
Em seguida, trocou o toque para uma música popular e sexualmente explícita, lembrando de colocar o volume no máximo.
Ela sorriu inocentemente ao devolver o aparelho, lembrando a si mesma de telefonar para ele durante uma das reuniões daquele dia. Com aquela ideia incrivelmente satisfatória em mente, ela saiu do elevador e entrou no escritório, com o sorriso aumentando a cada passo.
—Você está demitida! — Ally teve que segurar o telefone longe do ouvido para diminuir o som da voz trovejante de Travis. — Eu estava em uma reunião com vários velhos muito conservadores quando você telefonou. Achei que teriam um ataque do coração.
Ally segurou uma risada ao colocar o telefone próximo do ouvido novamente. — Lamento, sr. Harrison, mas estou almoçando no momento.
Pode me atacar o quanto quiser assim que eu voltar ao escritório. — Ela desligou o telefone, cortando o que certamente teria sido outro longo sermão de Travis. — Ele me despediu. — Ally suspirou e sorriu maliciosamente para Asha Harrison. Elas tinham ficado amigas desde que Asha se casara com Kade e encontravam-se sempre que podiam.
Naquele dia, Asha lhe dera um buquê de flores pelo aniversário e insistira em levá-la para almoçar fora. Elas estavam em um restaurante italiano simples, devorando pratos de massa.
Asha estava com uma aparência radiante e feliz por causa da gravidez, o que fez com que Ally sorrisse. Depois de tudo pelo que Asha passara, ela merecia a felicidade que encontrara com Kade. Diferentemente de Travis, Kade era um homem muito agradável e quase o oposto do irmão gêmeo.
Travis era sombrio, tanto em aparência quanto em personalidade, enquanto que Kade era loiro e lindo, um ex-jogador profissional de futebol americano que parecia estar quase sempre sorrindo, especialmente depois que se casara com Asha.
— Sabe... Travis poderia muito ter verificado o telefone e desativado o toque que você colocou — comentou Asha, limpando a boca com o guardanapo. — Ele é um homem brilhante, esperto o suficiente para pensar em fazer isso todos os dias.
Ally frequentemente se fizera a mesma pergunta. — Acho que ele gosta de ter um motivo para brigar. Ele é obstinado — respondeu ela, bebendo um gole d’água.
Lá se vai a minha dieta. Seria mais fácil pegar o fettuccini e implantá-lo diretamente nos quadris.
— Acho que ele faz isso de propósito — retrucou Asha. — Para que tenha um motivo para ir atrás de você.
Ally fez um gesto de desprezo. — Duvido. Ele me evita como a uma praga. Ele está um pouco... diferente. Um pouco menos escroto desde que terminei com o meu noivo. — Ela contara a Asha sobre o término do noivado durante o caminho para o restaurante.
E agora resolveu me beijar até que eu fique sem fôlego! Ally decidira não contar aquele pequeno detalhe a Asha. Era muito provável que Kade ficasse sabendo.
— Diferente como? — perguntou Asha curiosa.
Ally deu de ombros. — Ele me escuta de vez em quando. E deixou que eu dirigisse a Ferrari hoje, pois era o meu aniverário.
Asha assoviou baixinho. — Isso é importante — disse ela com sinceridade. — Ele raramente deixa Kade dirigir os carros dele. — Ela largou o garfo sobre o prato e pegou o copo d’água. — Acho que ele tem uma queda por você. E meu marido lindo também.
Ally quase engasgou com a água, engolindo com dificuldade. Ela corou ao se lembrar do beijo ardente que Travis lhe dera naquela manhã. — Sou assistente dele e consigo deixá-lo muito irritado. Duvido muito que ele tenha alguma queda por mim — negou Ally, lançando a Asha um olhar dúbio. Ele podia tê-la beijado e talvez realmente quisesse transar com ela, mas Ally suspeitava que era apenas por estar solteira, conveniente e disponível.
— Eu o observei quando você está por perto. Ele tem uma queda, sim —
afirmou Asha categoricamente. — E nenhum dos homens da família Harrison é fingido. Kade tinha uma namorada a quem foi fiel durante anos, apesar de a vagabunda ter terminado com ele no momento em que deixou de ser fisicamente perfeito. E Kade disse que nunca vê Travis com uma mulher. Ele teve alguns relacionamentos breves na universidade, mas nada significativo depois disso.
Asha tinha razão. Travis fazia tudo sozinho. — Está tentando me dizer que Travis Harrison não faz sexo? — perguntou ela curiosa.
— Se faz, não conta a ninguém — respondeu Asha pensativa. — Travis gosta de bancar o durão, mas ele tem um coração. Fez algumas coisas maravilhosas com as organizações de caridade.
— Eu sei — admitiu Ally. — Se ele não fosse tão escroto, eu provavelmente o adoraria, pois é um homem de negócios e um filantropo brilhante.
— Acho que, como ele é o mais velho, sente-se totalmente responsável por limpar o nome Harrison depois do escândalo dos pais. A família inteira foi completamente humilhada e caçada pela imprensa sem misericórdia nenhuma. A vida deles foi um inferno por um longo tempo.
Apesar de Ally não conhecer Travis naquela época, sabia sobre o escândalo dos Harrisons. Sabia que o pai matara a mãe deles e depois tirara a própria vida. — Deve ter sido horrível para todos eles — admitiu ela, com o coração apertado por causa de um Travis mais jovem e mais vulnerável.
Asha assentiu. — E foi. Kade diz que Travis sempre aguentou o pior do pai porque sempre tentava protegê-los. — Asha estremeceu visivelmente.
— O homem era completamente louco e mal consigo imaginar o tipo de abuso que Travis sofreu. Sei pelo que Kade passou, mas ele jura que Travis levou a pior.
Ally sentiu o coração apertar mais ainda. A ideia de um Travis muito jovem sofrendo abusos do pai fez com que ela cerrasse o punho indignada.
Ela tivera uma criação caótica e humilhante, mas suspeitava que a infância com a mãe alcoólatra não fora nada em comparação ao que Travis sofrera nas mãos de um louco. — E a mãe deles?
Asha hesitou por um momento antes de responder. — Não sei, mas, pelo que Kade me contou, não sei se ela também não era um tanto louca. Tinha muito medo do marido e não fazia nada para proteger as crianças.
— Então eles estavam completamente fodidos — comentou Ally em voz alta.
— Falando nisso, como está se saindo depois do que aconteceu com o imbecil do seu noivo? — perguntou Asha em tom mais baixo. — Você está bem mesmo, Ally?
Ally assentiu enquanto brincava com a comida. — Estou. Tenho algumas coisas para resolver, mas vou sobreviver.
— Espero que o carma o pegue com vontade — disse Asha com veneno na voz. — Você me contaria se precisasse de alguma coisa, certo?
Ally provavelmente não faria aquilo, pois raramente pedia alguma coisa a alguém, mas, para que Asha se sentisse melhor, respondeu: — Sim. Estou bem. Só preciso resolver a confusão e continuar em frente. Parte é culpa minha. Eu estava tão cega pelos meus planos e pelo que queria para o nosso futuro que não percebi os sinais de que ele era uma cobra.
— Lamento que tenha sido magoada, Ally. Mas fico feliz por não ter se casado com ele. Como estará de férias na próxima semana, quer se encontrar comigo, Maddie, Mia e Kara? Almoçamos juntas uma vez por semana. É muito divertido. Todas nós reclamamos sobre como nossos maridos são superprotetores e depois suspiramos por causa das coisas doces que fazem. — Asha riu baixinho. — Mas podemos nos concentrar mais em reclamar deles por sua causa.
Ally riu. — Seria ótimo. Não tive muito tempo para amigas nos últimos anos. — Ela não tivera tempo, mas queria sair com elas. Apesar de não conhecer as outras mulheres, gostava de todas. Levantando-se, ela pegou a bolsa para tirar o dinheiro para pagar o almoço. — Acho melhor voltar para o escritório para que Travis possa me dar o sermão diário e contratar-me novamente.
Asha se levantou e segurou o pulso de Ally. — É por minha conta. Hoje é o seu aniversário. — Ela entregou ao garçom o dinheiro.
— Obrigada, Asha. E agradeça a Kade pelas flores, caso eu não o encontre hoje. Elas são lindas. — Ela abraçou a indiana esguia, grata por terem se tornado amigas.
— Não tenho dúvidas de que você consegue lidar com Travis. Sempre consegue. Acho que é a única, na verdade — respondeu Asha, retribuindo o abraço.
Ally queria dizer a Asha que sua habilidade de lidar com Travis estava um pouco prejudicada ultimamente, desde que ele a desequilibrara com o comportamento estranho e os beijos intensos. Mas ela simplesmente se despediu da amiga, concordando em telefonar para combinar o almoço na semana seguinte, e voltou para o prédio da Harrison.
Ela respirou aliviada ao entrar no escritório e descobrir que Travis não estava lá. Pelo bilhete que deixara para ela, estaria em reuniões pelo restante do dia. Ela ficou grata pela folga e tentou negar a si mesma que também estava um pouco desapontada. Aquilo era doentio, sentir falta de um dos sermões dele.
A tarde passou rapidamente. Com Travis fora do escritório, ela teve que atender as ligações com as quais podia lidar, além de terminar uma montanha de papelada que precisava ser resolvida. Antes que percebesse, ela olhou para o relógio e viu que passara da hora de ir embora.
Preciso ir para o Sully’s!
Desligando rapidamente o computador, ela abriu a gaveta inferior da mesa e tirou uma muda de roupa que deixava no escritório caso se esquecesse das roupas que usava à noite. Ela pegou a camiseta curta vermelha, a calça jeans e os tênis, hesitou por um momento e correu para o escritório de Travis, fechando a porta. Ela poderia se trocar em um minuto e não queria ir até o banheiro, pois já estava atrasada. As cortinas estavam abertas, mas o escritório ficava em um andar tão alto que ninguém a veria, a não ser que estivesse no prédio ao lado. E, mesmo assim, provavelmente seriam necessários binóculos.
Ally tirou rapidamente os sapatos e o vestido, puxando a camiseta por sobre a cabeça. Ela estendeu a mão para pegar a calça jeans quando a porta do escritório de Travis se abriu, tirando cerca de dez anos de vida dela ao soltar um grito horrorizado.
E houve um silêncio completo.
Ally congelou, encarando Travis. A mão dele ainda estava na maçaneta quando ele a olhou, correndo os olhos famintos pelo corpo dela. Ela pretendera cobrir a roupa íntima sensual com a calça e a meia com os tênis.
Pensando na imagem que ele via naquele momento, ela corou, sentindo o rosto queimar de vergonha. A única coisa que vestia era uma camiseta vermelha justa e curta, a calcinha preta sexy quase inexistente, a cinta-liga e as meias finas. E, com os quadris tão cheios, ela tinha certeza de que não parecia nada sensual. — Desculpe. Eu precisava trocar de roupa e não achei que você voltaria.
A tensão era palpável e Travis não fez qualquer movimento para sair. Só ficou parado lá, com o terno e a gravata imaculados, o rosto inescrutável, quase queimando-a com o calor dos olhos.
Sentindo-se desconfortável, Ally estendeu a mão novamente para pegar a calça.
— Não — disse Travis, fechando a porta atrás de si. Ele andou na direção dela, sem afastar os olhos por um instante, quase como se tivesse receio de que ela fosse fugir.
Ally não conseguia se mover, não conseguia falar, não conseguia fazer nada além de observá-lo se aproximar de forma lenta e deliberada. Travis a cercava, o que foi a coisa mais sensual que ela já experimentara, mas também um pouco assustadora. Ele era perigoso e imprevisível quando agia assim. Ela conseguia lidar com o Travis que era escroto, o chefe que discutia com ela diariamente. Mas aquele homem, aquele macho sombriamente atraente e belo que parara à sua frente, com os olhos ainda famintos percorrendo-lhe o corpo seminu, provavelmente era mais do que conseguiria aguentar.
Ele estendeu a mão, soltando a presilha dos cabelos de Ally e soltando os cachos loiros. — Ele viu você assim? Você se vestiu assim para ele?
Ally engoliu em seco antes de responder. Sabia o que Travis estava perguntando. — Não. Comprei por impulso, algo que ele nunca viu.
Normalmente, não visto isto. Mas eu não tinha outra meia-calça —
respondeu ela nervosamente.
— Ótimo. Você é linda, Alison — disse ele baixinho, enterrando os dedos nos cachos e agarrando os cabelos dela. — Não aguento a ideia de mais alguém além de mim vê-la assim.
Ally estremeceu, mas não de frio. Os olhos de Travis ficaram escuros, quase pretos, e a ferocidade dele a deixou excitada de uma forma que nunca sentira. — Desculpe por eu ter usado o seu escritório. Preciso ir. — Minha nossa, ela estava fraca de desejo e, ao mesmo tempo, mortificada. Ela estendeu a mão novamente para pegar a calça, mas Travis a agarrou pelo pulso, detendo-a.
— Merda! Não posso deixar que vá. Não agora. — A voz de Travis parecia atormentada. Ele usou o corpo para empurrá-la contra a mesa imensa, com uma mão em seu traseiro e outra ainda segurando-lhe os cabelos. — Ver você assim me deixa louco. A única coisa que quero ao olhar para você agora é assisti-la gozar.
Ally engoliu em seco ao encará-lo, como se estivessem travando uma batalha particular que Travis vencia. O corpo traiçoeiro respondeu às palavras e à proximidade dele e Ally não sabia se conseguiria recusá-lo desta vez. O ar entre eles vibrava com tensão e seu corpo pulsava com a dor insuportável de ter um pouco daquele homem, nem que fosse algo muito rápido. Por apenas um período pequeno, Ally queria... sentir. Travis a queria. Ele deixara aquilo bem claro. E, minha nossa, como ela o queria.
Travis afrouxou a mão que segurava os cabelos, alisando os cachos desgrenhados. — Diga-me que não quer isto, Alison. — A voz dele estava tensa e rouca. Ele a desafiava enquanto a prendia com o corpo enorme contra a mesa.
Ally balançou a cabeça negativamente. — Não posso dizer isto. Mas garanto que vamos nos arrepender mais tarde. — Eles trabalhavam juntos.
Ele era seu chefe. Aquilo transformaria o relacionamento profissional deles em algo ainda mais desconfortável. Mas nada daquilo parecia importar. Os mamilos de Ally ficaram rígidos e doloridos quando Travis passou o braço em volta de sua cintura e puxou seu corpo com força contra o dele.
— Claro que não — respondeu Travis quando aproximou a boca da de Ally. Ele arrastou ruidosamente todas as coisas que estavam sobre a mesa, exceto o computador, até jogá-las no chão acarpetado com um movimento poderoso do braço. Em seguida, segurou-a pelas nádegas e ergueu-a sobre a mesa, conseguindo acesso melhor à boca de Ally. Ele gemeu e subiu as mãos sob a camiseta justa para tocar a pele nua dela.
Ally passou os braços em volta do pescoço de Travis, deliciando-se com a sensação dos cabelos dele entre os dedos. Inebriada pelas investidas da língua de Travis, ela estremeceu e abriu mais a boca, dando a ele o acesso que exigia de forma tão implacável. Ele colocou uma das mãos sob os cabelos dela, acariciando sua nuca, em uma ação sensual e dominadora ao manter a cabeça de Ally no lugar para que a devorasse.
Ela gemeu quando ele acariciou a pele do abdômen, puxou o sutiã para cima e deixou que o seio repousasse em sua mão. Ele não foi gentil, mas a última coisa que Ally queria naquele momento era gentileza. Seu corpo estava em chamas, o sexo quente e contraindo-se de desejo. O toque de Travis era do que ela precisava: duro, quente e incansável. E foi o que recebeu dele. Ele beliscou e acariciou, primeiro um mamilo, depois o outro, repetindo a ação enquanto tomava a boca de Ally até que a tensão que ela sentiu quase a deixou louca.
Ele afastou a boca, respirando pesadamente. Ally estava tão sem fôlego quanto ele e deixou a cabeça cair para trás, deixando exposta a pele sensível do pescoço. Travis a explorou com a língua, arranhando-a com a barba por fazer. Ela fechou os olhos, sentindo cada nervo pulsando. — Por favor —
sussurrou ela, implorando a Travis que acabasse com o tormento.
— Diga que me quer — exigiu Travis, com o hálito quente acariciando-lhe a orelha.
— Por favor — repetiu ela incapaz de dizer mais alguma coisa.
Travis pegou os braços dela, inclinando-a para trás até que estivesse deitada sobre a mesa. — Você parece um sonho erótico — disse ele com expressão selvagem.
Os olhares se encontraram quando Travis se inclinou para a frente, apoiando os antebraços nos lados do corpo dela. Para Ally, foi como se o tempo tivesse parado e ela viu a própria paixão refletida nos olhos escuros de Travis.
Ele afastou o olhar ao baixar a cabeça para os seios de Ally, acariciando os mamilos com os polegares e mordendo-os gentilmente. A dor e o prazer quase a fizeram perder o controle e ela se mexeu sob ele com um desejo insatisfeito.
Travis soltou o mamilo e deslizou os dedos sob a calcinha delicada, encontrando um calor líquido.
— Puta merda, você é tão gostosa — disse Travis com voz estrangulada.
Ele agarrou a calcinha frágil e arrancou-a do corpo dela com um puxão súbito. O tecido rasgou e caiu no chão quando Travis o soltou e colocou a mão novamente sobre a boceta exposta. — Consigo sentir seu cheiro. Você me quer. Você quer isto. — Ele abriu as pernas dela um pouco mais, acariciando o clitóris sem misericórdia para estimular o feixe molhado de nervos.
Ally fechou os olhos e gemeu. — Sim. — Ela não só queria, como precisava daquilo. O corpo inteiro estava rígido, pronto para se libertar.
Ele usou a outra mão para penetrá-la com um dedo. — Minha nossa, como você é apertada. — Ele colocou mais um dedo dentro dela, movendo-os até que Ally começou a se contorcer. Travis parecia saber exatamente onde tocar, como estimular as áreas sensíveis dentro dela que a deixaram pronta para implorar por alívio.
Ela ergueu os quadris, buscando mais. — Mais. Por favor. — Levantando os braços, ela se agarrou à beirada da mesa, gemendo alto.
Ele moveu os dedos dentro dela com mais força, mais depressa, enquanto continuava a acariciar as dobras molhadas e o clitóris. — Diga-me o que quer — exigiu ele com voz rouca. — Diga o meu nome. Diga quem você quer que a faça gozar.
— Sim, por favor. Faça-me gozar. — Ally estava totalmente sem controle por causa do desejo, movendo a cabeça de um lado a outro sobre a mesa e com as pernas trêmulas.
— Quem? — Ele a penetrou mais fundo, abaixando a cabeça para morder a pele macia exposta da coxa acima da meia, como se quisesse deixar sua marca.
— Ai, meu Deus. Sim. — A mordida não foi gentil. Foi o suficiente para lançar Ally além do limite. — Travis — gemeu ela finalmente, com o corpo estremecendo ao ser atingido pelo clímax.
— Goze para mim. Quero ver você gozar — comandou Travis ao endireitar o corpo, com o olhar fixo no rosto dela. O toque dos dedos dele continuou firme e incessante.
— Travis — gritou ela, sentindo-se despedaçar com o corpo inteiro estremecendo.
— Olhe para mim — disse ele, estendendo o orgasmo dela de forma intencional ao manter as carícias sobre o clitóris sensível.
Ally abriu os olhos, sem fôlego, e o olhar lânguido encontrou o olhar ardente dele enquanto ainda sentia as ondas de êxtase percorrendo o corpo.
— Travis? — chamou ela, sentindo-se subitamente exposta e muito vulnerável. Seu corpo nunca reagira assim antes e era um pouco assustador perceber quanto desejo e paixão aquele homem conseguia provocar. E ele nem tirara a roupa.
Ele a puxou gentilmente para cima, passando os braços em volta dela e segurando-a com força contra si, como se soubesse o que estava sentindo e tentando acalmá-la. — Eu tinha razão. Assistir você gozar foi a coisa mais satisfatória que já vi — sussurrou Travis em seu ouvido ao acariciar seu rosto.
Ally respirou fundo e soltou o ar lentamente. Ela deslizou a mão para a frente da calça dele e gentilmente segurou o membro rígido que sentia sobre o material fino. — Quero sentir você dentro de mim — admitiu ela com voz trêmula.
— Não. — Ele agarrou a mão dela e colocou-a em volta do próprio pescoço. — Não tenho controle nenhum no momento e não tenho camisinha. Não costumo carregar camisinhas para o caso em que tenha a oportunidade de realizar uma fantasia com a minha assistente sobre a mesa.
— Eu tomo pílula. E estou limpa. Fiz exames logo depois que terminei com Rick para ter certeza disso. — O desespero por Travis era evidente e ela se odiou por isso, mas não conseguiu evitar de querer satisfazer a necessidade de tê-lo dentro de si.
— Também estou limpo. E, se me disser mais uma palavra para me convencer de que não tenho motivos para não trepar com você agora mesmo, eu a deitarei sobre esta mesa em um piscar de olhos — avisou Travis em tom selvagem. — E ficaremos aqui até amanhã de manhã.
Ally saiu do transe em um choque de realidade. — Manhã? Ai, meu Deus. Eu preciso ir para o trabalho. Estou atrasada. — Ela se afastou de Travis relutantemente, sentindo falta, no mesmo instante, do abrigo do corpo quente dele. Ela esquecera totalmente do Sully’s enquanto estava no meio do orgasmo mais incrível que tivera.
Ela rapidamente endireitou a roupa, puxando o sutiã para baixo e arrumando a camiseta sobre o corpo. Pegando a calça jeans, ela a vestiu, fazendo uma careta para a calcinha rasgada no chão. Ela se abaixou para pegá-la, mas Travis foi mais rápido, agarrando a calcinha e guardando-a no bolso do casaco. — Você não precisa ir — disse ele.
— Preciso. É meu trabalho — argumentou ela, pegando a presilha dos cabelos do chão.
— Não precisa. Você não trabalha mais lá — disse Travis com voz grave.
Ally o encarou, imaginando se ele bebera antes de voltar ao escritório, apesar de não ter sentido cheiro de álcool. — Não estou entendendo.
— Seu contrato foi encerrado — explicou ele pacientemente. O rosto dele estava novamente calmo, os olhos gelados.
Lentamente, ela compreendeu. — Você fez com que eu fosse demitida?
— perguntou Ally confusa.
Travis encostou o quadril na mesa e cruzou os braços. — Eu não diria exatamente isso. Tecnicamente, você foi dispensada. Tive uma pequena discussão com o sr. Sullivan antes de voltar para cá.