Bilionário Sem Limites: Chloe

J. S. Scott · Capítulo 10 de 21

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Bilionário Sem Limites: Chloe

Capítulo 9

Chloe acordou na manhã seguinte mais feliz do que se lembrava de ter sido.

A origem do seu contentamento estava abraçando seu corpo nu, com os braços apertados em volta dela mesmo dormindo.

Gabe.

Erguendo a cabeça, ela o observou, sentindo o coração apertado dentro do peito ao olhar para o rosto dele. Ela sorriu quando os braços dele a apertaram um pouco mais de forma reflexiva, mas ele não acordou. Mesmo durante o sono, ele queria protegê-la.

Pela primeira vez em muito tempo, ela dormira como uma pedra. Ao olhar para o relógio sobre a mesinha de cabeceira, ela percebeu que dormira por mais de oito horas, exausta depois de um dia e uma noite sob a tutela de Gabe.

Ela suspirou. E que excelente professor ele fora. Sim, ele fora exigente e mandão, mas também fora terno, gentil e paciente com ela, algo que Chloe nunca tivera antes.

Correndo a mão pelos cabelos, Chloe imaginou que estivesse um desastre. Não parecia justo que Gabe parecesse ainda mais sexy com a barba por fazer e os cabelos ainda mais desgrenhados do que o normal. Gabe tinha um magnetismo sexual subjacente que a atraía mesmo enquanto ele dormia.

Preciso me levantar. Tenho que ver os cavalos.

Nada urgente acontecera no dia anterior. Nem ela nem Gabe tinham recebido chamadas. Eles também não tinham saído do quarto, exceto para comer. Conversaram muito e as coisas que dividiram provavelmente não

eram importantes, mas, de certa forma, pareciam íntimas quando eram discutidas com os dois nus.

Ao olhar para o relógio de novo, ela se perguntou como poderia sair do abraço de Gabe sem acordá-lo. Já era tarde e o sol já nascera. As coisas começavam cedo no rancho e ela precisava ir para o seu escritório e seu laboratório.

Ela corou ao pensar em como explicaria sua ausência no dia anterior.

Não que Cal ou qualquer outra pessoa da equipe fosse perguntar, mas ela achava que devia algum tipo de explicação. Ela estivera com o patrão por quase vinte e quatro horas.

— Você está pensando demais — disse uma voz rouca de sono.

Ela olhou para Gabe, cujos belos olhos cor de jade estavam agora abertos. — O quê?

— Percebo quando você está pensando demais sobre alguma coisa. Suas sobrancelhas começam a tremer — respondeu ele com a voz cheia de humor.

Chloe não sabia se devia se sentir feliz por ele ter notado seu suposto olhar pensativo ou horrorizada por ter sobrancelhas inquietas. — Mentira —

disse ela em tom divertido.

— Verdade — foi a resposta preguiçosa dele ao erguer o corpo para se apoiar na cabeceira. Com um braço ainda em volta das costas dela, ele ergueu a mão para o rosto de Chloe, passando um dedo sobre suas sobrancelhas. Em seguida, correu a mão ternamente pelo rosto dela. — O que está incomodando você, querida?

— Nada de muito importante. Só estou pensando como explicar à equipe por que passei o dia de ontem inteiro com o patrão. — Ela hesitou e acrescentou: — E a noite.

— Você não precisa dizer absolutamente nada a eles. Você estava com o patrão — resmungou ele. — Você se arrepende, Chloe? — A voz dele tinha um toque de vulnerabilidade.

— Não, Gabe — negou ela imediatamente. A última coisa que ela queria que ele pensasse era que se arrependia de alguma coisa. — Foi provavelmente o dia mais incrível da minha vida.

— E há algum “mas”? — Ele inclinou o queixo dela para que pudesse ver seus olhos.

— Não. Só acho um pouco constrangedor. Acha que eles saberão?

Gabe começou a rir, um som provocante que encheu o quarto.

— Pare com isso — exigiu Chloe indignada. — Não tem graça. — Ela mordeu o lábio para reprimir um sorriso. Recuando ligeiramente, ela bateu de leve no braço dele. — Você é o patrão. Eu não sou.

Gabe parou de rir, mas tinha um sorriso no rosto que ia de orelha a orelha. — Se ainda não perceberam o quanto quero você, são muito lentos —

comentou ele. — Acho que fico olhando para você como um urso faminto olha para um campo cheio de frutos antes de hibernar.

Chloe desistiu e começou a rir com a comparação de Gabe a um urso faminto. — Você passou quase um dia inteiro comendo... frutos.

— Não foi o suficiente. Ainda estou com fome — respondeu Gabe com os olhos ainda sobre o rosto dela.

— Ah, não — disse ela com voz divertida. — Preciso de um tempo, estou dolorida.

A expressão de Gabe subitamente passou para o pesar. — Desculpe, querida.

— Acho que vou sobreviver — respondeu ela, correndo a mão pelo maxilar dele com a barba por fazer. — Mas, se eu não der um tempo, não vou conseguir sentar em um cavalo por uma semana. — Sinceramente, ela não queria nada além de subir nele e satisfazer sua necessidade de estar perto dele de novo. Ela queria ver o rosto expressivo dele ao encontrar a satisfação.

Ela se soltou dos braços dele e finalmente saiu da cama, com uma ideia tentadora em mente. — Quer tomar um banho comigo? — perguntou ela hesitante, estendendo a mão para ele.

Ele balançou a cabeça negativamente. — Péssima ideia. Se eu for, também não conseguirei sentar em um cavalo — respondeu ele em tom moroso.

Ela mexeu os dedos. — Por favor. — Minha nossa, ela adorava saber que, se pedisse em tom doce, ele cederia. Era quase surreal o quanto ele queria agradá-la e ela queria retribuir.

Ele se levantou e pegou a mão dela, encarando-a com dúvida.

— Não vou morder. Prometo — disse ela em tom provocante.

— Ah, que pena — respondeu Gabe, parecendo desapontado ao puxá-la em direção ao banheiro.

Ela vira o chuveiro enorme no dia anterior e suspirou quando ele abriu o registro. O banheiro inteiro era incrível, com uma banheira de hidromassagem, no canto perto da janela, grande o suficiente para uma orgia.

— Este banheiro é incrível. A casa inteira é maravilhosa — disse Chloe com sinceridade, adorando a forma como cada aposento parecia complementar o aposento seguinte. Tudo era despretensioso, mas havia uma abundância de elegância silenciosa e toques coloridos.

Ele deu de ombros. — Eu gosto.

— Eu adorei — disse ela, sentindo-se muito mais confortável de estar nua no banheiro. Gabe acendeu a luz.

Por um instante, ela quis esconder o corpo, mas sabia que isso era um sentimento da antiga Chloe. A nova Chloe adorou o olhar faminto que Gabe não tentou esconder ao observá-la de cima abaixo.

— Ainda não consigo acreditar que você está comigo — disse ele com a voz rouca, cheia de reverência.

— Não consigo acreditar que você realmente me queira — retrucou Chloe, esfregando o corpo no dele ao passar para entrar sob os jatos quentes de água.

Por que Gabe Walker, dentre todos os homens, ficaria surpreso por ela querer ficar com ele? Gabe era incrível, por dentro e por fora.

Ele parou atrás dela e passou os braços em volta de sua cintura. —

Nunca duvide disso — disse ele perto de seu ouvido, puxando-a para trás contra o próprio corpo.

Estranhamente, ela não duvidava do desejo dele nem por um minuto.

Não mais. Por algum motivo, ele realmente a queria. E ela optou por não questionar o motivo.

Virando-se para ele, Chloe passou os braços ao redor do pescoço dele e puxou sua cabeça para baixo para beijá-lo.

Quando ele assumiu o controle, invadindo completamente sua boca, Chloe pensou no que a mãe e Lara tinham lhe dito.

Quando encontrar o homem certo, você saberá.

Ela afastou o pensamento da mente, sem conseguir lidar com a ideia de um futuro com Gabe. Não era o que ele queria. Não era o que ela queria. Mas Chloe não podia evitar pensar em como pareciam combinar e como Gabe a queria exatamente como ela era. Ele não queria mudá-la nem encaixá-la em algum tipo de molde da mulher que queria que ela fosse. Ela era a mulher que ele queria. Isso era tão inebriante que ela sentiu a cabeça flutuando nas nuvens.

— Não consigo fazer isto, Chloe — disse Gabe assim que afastou a boca da dela.

— Não consegue me beijar? — perguntou ela em tom inocente.

Ele a encarou com olhar predatório. — Não consigo ficar nu com você sem querer trepar até fazê-la gritar — respondeu ele de forma direta.

Chloe sentiu o sexo se contrair, mas aquele não era o momento dela. Era do homem que a encarava com tanto desejo que quase fez com que o coração dela explodisse.

A sensação dos jatos de água caindo sobre os dois corpos fez com que ela relaxasse. Ela se sentia tão bem naquela manhã que achou que conseguiria fazer qualquer coisa. — Então deixe que eu cuido disso — disse ela ao dar um passo atrás e correr as mãos pelo peito molhado dele.

— Chloe — advertiu ele.

— Não sei se será bom, mas deixe-me tentar, Gabe. — Ela ouviu a voz de James na cabeça, criticando a falta de habilidade dela de fazer sexo oral.

Um segundo depois, ela afastou a voz.

Ele não era James.

Era Gabe e, se ela não conseguisse lhe dar prazer, ele lhe ensinaria.

De forma ousada, ela colocou os dedos em volta do pênis ereto. Ele era imenso e estava muito rígido. Chloe estremeceu ao senti-lo quando o vapor começou a embaçar o vidro do box do chuveiro.

— Ai, caralho, isso. Toque em mim, querida — pediu Gabe com um gemido.

Encorajada, ela ficou de joelhos, ficando frente a frente com o maior pênis que já vira. Ela saboreou a sensação ao correr a mão para cima e para baixo no pênis, louca para sentir seu gosto.

Ela lambeu lentamente a cabeça do pênis, gemendo suavemente ao sentir o gosto masculino na língua.

— Não me provoque, Chloe. Estou avisando — disse Gabe, deslizando a mão pelos cabelos molhados dela.

Ela sorriu ao abrir a boca, passando a língua ao longo da parte debaixo do pênis antes de colocá-lo entre os lábios. Ela não conseguiu colocá-lo todo na boca, mas fechou os lábios e chupou com força.

— Ai, caralho, vou morrer — disse Gabe com voz torturada.

Ainda não, mas espero que goze para mim.

Chloe começou a se mover de forma constante, aumentando o ritmo à medida que Gabe guiava sua cabeça, indicando exatamente o que queria.

Cada gemido que saía da boca de Gabe era como música para os ouvidos de Chloe, incentivando-a a continuar enquanto caía em uma fantasia surreal.

Ele estava sentindo prazer e, se a resposta fosse alguma indicação, estava incrivelmente excitado.

Ele urgiu para que ela se movesse mais depressa e com mais força. Chloe se ajustou ao ritmo que ele definiu, fechando os olhos ao sentir um prazer sensual invadir seu corpo, uma satisfação que nunca sentira na vida.

Goze para mim, Gabe.

Apertando os lábios em volta do pênis, ela chupou com mais força, colocando a mão na base para aumentar o atrito e acariciar gentilmente os testículos.

— Caralho! Chloe, vou gozar! — gritou Gabe, apertando os cabelos dela.

Ele queria dar a ela uma chance de se afastar.

Porém, ela queria, precisava sentir o gosto dele.

No fim, ele cedeu ao orgasmo poderoso, gemendo ao derramar o sêmen na garganta dela.

Para Chloe, foi uma coisa eufórica. Ela engoliu rapidamente, ainda atônita por ele ter reagido com tanta paixão. Lambendo e chupando o pênis enquanto Gabe se recuperava, ela sorriu.

Eu consegui. E, com satisfação, ela percebeu que não conseguia mais ouvir a voz crítica de James na cabeça. Agora ela estava realmente livre do passado.

Ela deixou que Gabe a levantasse. Ele capturou seus lábios imediatamente, beijando-a como se não pudesse parar. Com as mãos nos ombros dele, ela retribuiu o beijo em um duelo de línguas.

— Isso foi incrível demais — disse Gabe ao levantar a cabeça e encostar a boca na orelha dela. — Você é tão linda, Chloe. Tão sexy.

Ela suspirou, sabendo que Gabe falava muito sério. Ela desejou poder fazer com que ele entendesse como era importante ouvir aquilo.

— Consegue sentar em um cavalo agora? — perguntou ela em tom provocante, lambendo levemente a pele no pescoço dele.

— Hmm... talvez por um tempo curto — respondeu ele ao deslizar a mão entre as pernas dela. — Não há muito o que eu possa fazer que seja melhor do que o que acabou de acontecer, mas acho que a minha mulher precisa de satisfação.

Chloe estremeceu quando Gabe circulou gentilmente o clitóris com o

dedo, acariciando de leve.

— Você não precisa me fazer feliz, Gabe. Já estou feliz. — Era simples assim. Fazer algo por ele a deixara feliz.

— Gosto da minha mulher ainda mais feliz — resmungou ele em tom de brincadeira.

Ela soltou um gritinho quando ele esfregou com mais força o minúsculo feixe de nervos. — Estou bem. — A voz dela saiu fraca e nada convincente.

A verdade era que, quando Gabe a tocava, ela sempre queria mais.