Bilionário Sem Limites: Chloe

J. S. Scott · Capítulo 13 de 21

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Bilionário Sem Limites: Chloe

Capítulo 12

Gabe cedera no momento em que Chloe lhe dissera que estava disposta a lhe dar tudo. Era óbvio que ele queria aquilo mais do que jamais quisera alguma coisa.

Ele era sexualmente dominante. Era algo que Gabe sempre aceitara. Ele não gostava de dor nem clubes destinados a homens dominantes. As necessidades dele eram simples. Ele gostava de estar no controle e apreciava uma mulher que o deixava ganhar na maior parte do tempo. Estranhamente, o desejo dele de adorar Chloe, de ajudá-la a superar os medos, fora maior do que a preferência normal de mandar. Mas a ideia de uma Chloe disposta era quase demais.

Não se segurar como ele fizera desde que tocara nela pela primeira vez o deixava insuportavelmente excitado.

E também o deixava muito assustado.

Ele sentia demais, queria marcá-la como dele com uma ferocidade que nunca sentira antes.

— Estou sob o seu comando — disse Chloe em voz sedutora quando chegaram ao quarto dele.

Ele fechou e trancou a porta, virando-se para ver o olhar sedutor e sonhador no rosto dela, que o encarou ansiosa.

Foi demais para Gabe. Naquele momento, ele perdeu o controle.

Ela observou quando Gabe andou até uma cadeira confortável e sentou-se, encarando-a. — Tire a roupa — ordenou ele. — Tire tudo exceto a calcinha.

Agora.

Chloe sentiu uma onda de calor invadir seu sexo ao ouvir o tom na voz dele, mas não sentiu um segundo sequer de medo. Os olhos dele lhe diziam algo diferente. Os olhos dele estavam loucos para vê-la nua, para tocá-la.

Ela o observou enquanto removia as roupas lentamente. Primeiro foi o suéter, depois o sutiã. O calor nos olhos cor de jade de Gabe foi inconfundível quando ela libertou os seios e deixou o sutiã cair no chão.

— Você se dá prazer, Chloe? — perguntou Gabe em tom direto ao se recostar na cadeira.

— De vez em quando — respondeu ela com sinceridade ao remover a calça jeans, chutando também as meias para longe.

— Mostre-me — disse ele com voz insistente. — O que você faz?

A experiência era diferente, mas ela fez o que ele pediu, segurando os seios e brincando com os mamilos já dolorosamente rígidos.

O corpo dela já estava tão excitado que ela sentiu convulsões em seu sexo ao colocar uma das mãos dentro da calcinha e deslizá-la pelo calor úmido entre as dobras.

— Tire a calcinha agora — instruiu Gabe. — Quero ver você.

Ela empurrou a calcinha pelas pernas, estremecendo ao sentir o tecido sedoso na pele sensível das coxas.

— Continue — comandou Gabe.

Chloe não conseguiria parar. O calor nos olhos dele foi demais para ela quando seus olhares se encontraram. Ela brincou com os mamilos usando uma das mãos enquanto deslizava a outra entre as coxas, abrindo as pernas um pouco para ter melhor acesso à boceta.

Naquele momento, ela preferiria ter o pênis de Gabe dentro de si, mas aquele momento não era para Chloe. Era para ele.

O calor se espalhou por todo seu corpo quando ela viu os olhos brilharem como fogo ao observá-la dando prazer a si mesma.

— Está molhada, Chloe?

— Sim — murmurou ela, colocando mais pressão sobre o clitóris.

— Pare — ordenou ele. — Venha para mim.

Ai, meu Deus. Como posso parar agora? Ela estava perto, tão perto...

— Eu disse para parar. — Gabe não gritou, mas não foi preciso. A exigência na voz dele vibrou pelo quarto.

Chloe parou, afastando as mãos do corpo de forma dolorosa. — É difícil

— gemeu ela ao andar até a cadeira dele.

— Vai deixar seu orgasmo mais doce quando eu fizer você gozar —

explicou Gabe com a voz mais gentil.

Por favor, que seja logo. Chloe estava tão excitada que mal conseguia respirar.

Gabe se levantou e tirou a camiseta, jogando-a no chão. Em seguida, foram a calça jeans e a cueca. Quando ele estava completamente nu, Chloe automaticamente estendeu a mão para tocá-lo.

— Não — rosnou ele. — Não toque em mim.

Ela sentiu um desapontamento profundo, mas manteve as mãos nos lados do corpo. Ele acenou para que ela fosse para a cama, mas não fez com que subisse nela. Ele colocou as mãos dela na beirada do colchão.

— Você sabe como é observar quando dá prazer a si mesma? — perguntou ele, passando a mão nas costas dela.

— Não.

— Foi lindo vê-la ficar excitada, mas eu queria tocar em você. Quando vejo o desejo nos seus olhos, a única coisa em que consigo pensar é em satisfazer você, Chloe. — A mão dele se moveu entre as coxas dela, mergulhando entre as dobras escorregadias e no calor ardente de seu sexo.

Ele estava diretamente atrás dela. Chloe gemeu quando um dos dedos dele passou sobre o clitóris latejante.

— Quero que goze com tanta força que não consiga pensar em mais nada, exceto em mim. — O dedo dele deslizou sobre o feixe de nervos com um pouco mais de força.

— Ai, meu Deus. Por favor, faça com que eu goze — implorou Chloe, pronta para fazer qualquer coisa para parar a necessidade dolorida que fazia seu corpo todo tremer.

— Do que você precisa, querida? Diga-me. — Ele usou as duas mãos, molhando um dedo nos fluidos dela e, em seguida, deslizando-o perto do ânus. Ao mesmo tempo, provocava a boceta com a outra mão.

— De você. Só de você — respondeu ela, soltando um gritinho quando o dedo dele deslizou gentilmente para dentro de seu ânus.

— Gosta disso?

Chloe sabia que ele estava perguntando se ela gostava de sexo anal. Ela não gostava e não havia nada que a deixava mais aterrorizada do que a ideia de ser machucada dessa forma. Ela tentou acalmar a mente, concentrando-se

em como Gabe a fazia se sentir, para impedir que entrasse em pânico. Ela gostava da forma como ele deslizava gentilmente o dedo para dentro do buraco apertado naquele momento. Entre aquela ação e os dedos provocantes em sua boceta, ela estava pronta para gozar.

— Está gostoso. Mas não suporto sexo anal. Dói. — Com um homem grande como Gabe, provavelmente seria uma dor insuportável.

— Não é algo que possa acontecer sem que esteja pronta. É claro que doeria — disse Gabe em tom duro. — Caralho, ele machucou você assim?

Subitamente, ela não se importou com as experiências do passado e não conseguiu responder imediatamente a Gabe. Chloe sentiu o coração disparar e o corpo começar a ficar tenso. O que Gabe fazia com ela estava deixando-a louca. Ela esqueceu o passado e concentrou-se no prazer que sentia naquele momento, que era intenso. — O passado não importa — gemeu ela, falando muito sério. — Ai, meu Deus. Gabe. É tão gostoso. Não aguento mais.

Em um movimento ágil, Gabe deitou na cama, puxando-a com ele. Mais uma vez, o orgasmo iminente lhe foi negado e ela gemeu desapontada.

— Preciso trepar com você, Chloe. Agora — exigiu ele, posicionando o corpo sobre o dela. — Abra-se para mim. Vou fazer com que goze.

Chloe abriu as pernas, desesperada para tê-lo dentro dela.

— Diga que me quer. Diga que me pertence — rosnou Gabe ao prender as mãos dela sobre a cabeça.

Por um instante breve, Chloe entrou em pânico. Gabe a tinha completamente à sua mercê e o primeiro pensamento foi de lutar para se soltar.

Ofegante, ela abafou o instinto de tentar se soltar. — Eu quero você.

Tanto que chega a doer.

A boca de Gabe desceu sobre a dela e Chloe derreteu completamente.

Aquele era Gabe. Aquele era o gosto de Gabe. Cada investida da língua dele a lembrava de como ele a queria, de como precisava dela naquele momento.

A sensação de estar presa por ele à cama ficou cada vez mais excitante à medida que o abraço dele exigia, a boca invadia e a língua imitava o ato do que Gabe queria fazer com o pênis, entrando e saindo com uma sensualidade implacável que Chloe imploraria para que a possuísse se estivesse com a boca livre.

O corpo inteiro de Chloe estava em chamas quando ele interrompeu o beijo. Ela virou a cabeça de um lado para o outro. — Por favor, por favor,

trepe comigo agora. Eu quero você, Gabe. Preciso de você.

— Passe as pernas em volta de mim. — A voz dele saiu baixa e rouca.

Ela obedeceu, tentando puxá-lo para mais perto.

— Você fica tão linda quando está assim, cheia de desejo — disse Gabe antes de se posicionar e penetrá-la com uma investida forte.

Chloe gritou o nome dele, atônita com a força dele, sentindo um calor se espalhar pelo seu corpo enquanto ele se enterrava nela até onde era possível.

— Isso. Por favor. Mais.

A posição dela dava a Gabe o controle. Portanto, Chloe podia se perder nas sensações que ele causava, no cheiro dele e na ferocidade de seu desejo.

Ele se afastou e investiu novamente, com tanta força quanto antes. —

Isto é meu, Chloe. Você é minha. Nenhum outro homem jamais tocará em você de novo.

— Sua — respondeu ela ofegante. Seu coração ficou apertado com o desespero que percebeu na voz dele. Ela não conseguia imaginar querer outra pessoa. Só ardia daquele jeito para Gabe. — Com mais força.

Ele mudou ligeiramente de posição e iniciou um ritmo rápido, duro e furioso que Chloe não conseguiu acompanhar. Ela ergueu os quadris e deixou que ele a possuísse.

Ela sentiu uma chama se acender em sua barriga e começou a tremer.

— Goze para mim, Chloe. Goze — exigiu Gabe com voz rouca ao abaixar a cabeça, morder de leve e depois lamber a pele sensível do pescoço dela.

Ela quisera ver Gabe com toda sua paixão feroz e obtivera exatamente o que fantasiara.

Quando ele levantou a cabeça, ela viu a expressão animalesca em seu rosto tenso por causa do desejo.

O orgasmo a atingiu com muita intensidade. O corpo inteiro de Chloe começou a pulsar com o alívio intenso que lhe fora negado mais cedo. Foi tão intenso que quase chegou a ser assustador.

Ela deixou que o clímax a sacudisse. Ela jogou a cabeça para trás e, com as mãos cerradas em punhos, as unhas curtas se enterraram na carne das mãos de Gabe.

Mais uma onda do orgasmo a atingiu e ela observou o rosto dele. Os músculos no pescoço de Gabe ficaram tensos quando ele começou a gozar.

Mantendo o ritmo intenso, como se nunca quisesse parar, ele gemeu o

nome dela. — Chloe.

Foi um dos sons mais doces que ela já ouvira e, quando a última onda a invadiu, ela gritou em êxtase.

Ela nunca sentira um orgasmo tão intenso. Talvez porque nunca se entregara completamente. As emoções a invadiram até que seus olhos ficaram cheios de lágrimas de alívio, prazer intenso, paixão e amor.

Eu o amo tanto.

Aquele pensamento a deixou feliz e assustada. O que começara como puro desejo se transformara em amor intenso por aquele homem que estava tão disposto a se abrir completamente para ela.

Ainda trêmula por causa do orgasmo mais incrível que tivera, o corpo dela ficou mole quando Gabe rolou para que ela ficasse sobre ele.

Acariciando os cabelos dela, ele ficou em silêncio enquanto recuperava o fôlego.

— Juro que você vai me matar — disse ele assim que conseguiu falar.

Ele fez uma pausa e acrescentou: — Obrigada, querida.

Ele agradecia por ela lhe ter confiado seu corpo. Ela não precisava de esclarecimento.

— Você está me agradecendo por aquele orgasmo incrível? — brincou ela.

— Sim — respondeu ele. — Eu machuquei você de alguma forma?

Em um minuto, ele era exigente. No próximo, estava preocupado com ela. Gabe Walker era um homem complexo, mas ela amava cada pedacinho dele. — Não.

— Ótimo. Espero que queira me manter por algum tempo — brincou ele.

Vou manter você para sempre.

Ela não disse aquelas palavras, mas sentiu-se tentada. — Não acho que você precise se preocupar com isso. — Ela tentou manter o tom leve, mas o coração ficou pesado.

O que aconteceria quando aquele caso terminasse?

— Ótimo. Fique comigo — exigiu ele.

Chloe não tinha problema algum com aquela ordem. Ela ficaria com ele pelo máximo de tempo possível e tentaria não pensar no que aconteceria no futuro.

Ela precisava aprender a viver o momento porque, naquele instante, era só o que tinha.